Presidente do CONIC irá priorizar as bases para reforçar o ecumenismo no Brasil

O bispo da diocese de Chapecó (SC), dom Manoel João Francisco, foi escolhido, no último dia 12, como novo presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC). Ele foi eleito durante a 14ª Assembleia Geral do Conselho, que aconteceu no Rio de Janeiro (RJ). Dom Manoel sucederá ao pastor sinodal Carlos Augusto Möller, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), no cargo desde 2006.

Em entrevista à assessoria de imprensa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o novo presidente do CONIC afirmou que o seu maior desafio, à frente do CONIC, será levar até as bases, toda a articulação necessária para um maior crescimento, tanto institucional, quanto ecumênico.

“A minha prioridade como presidente CONIC será priorizar as bases, articulando o trabalho e a vivência ecumênica, que já existem no Brasil, e incentivar mais o desejo ecumênico”, disse dom Manoel João Francisco.

Leia abaixo a íntegra da entrevista de dom Manoel à assessoria de imprensa da CNBB.

Como o senhor acolheu sua escolha para presidir o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, o CONIC?

Eu recebi com alegria e ao mesmo tempo com certa apreensão, pois a CNBB depositou em mim a honra de ser o presidente de uma instituição tão respeitada e digna que é o CONIC, e sei da responsabilidade do organismo em si, mas sei também da responsabilidade de representar a igreja católica neste no CONIC. Confio na Palavra do Pai e sei que Ele vai me guiar, juntamente com a diretoria recém-eleita, para realizarmos um trabalho que possa atender as expectativas tanto da entidade quanto das igrejas-membro.

O que vai representar o seu mandato à frente do CONIC?

O meu mandato vai representar exatamente o desejo de sairmos um pouco das elites. Eu tenho a impressão de que o ecumenismo no Brasil, hoje, está nas elites. Então ele [o ecumenismo] precisa ir para as bases, então vou procurar estar em contato maior com as representações dos Regionais, e a partir das organizações dos Regionais, atingir outras entidades que estão ligadas às outras igrejas, e assim fazer com que o ecumenismo possa crescer e florescer, para que ele não fique apenas como um ecumenismo de cúpula. O ecumenismo no Brasil precisa dar este passo, se articular nas bases.

O senhor acredita que o CONIC tem um papel importante na defesa dos Direitos Humanos e no Diálogo Ecumênico?

Sim, o CONIC tem uma história que sempre foi pautada na defesa dos Direitos Humanos e se engajou em diversas lutas, até mesmo no tempo da Constituinte, dos movimentos de base e de organismos para a defesa dos Direitos Humanos, como a dos povos indígenas, dos quilombolas, das mulheres, e tantas outras bandeiras. Ultimamente se engajou na questão do Projeto de Lei Ficha Limpa, ajudando no recolhimento das assinaturas para enviar ao Congresso Nacional, então o CONIC sempre esteve envolvido na luta dos direitos, e é claro que vai continuar, e no nosso mandato vamos até incentivar mais essa participação e este envolvimento. Em relação ao ecumenismo, o CONIC nasceu com esta intenção, procurou e tem tentado trazer sempre a unidade entre os cristãos. Temos a consciência da necessidade e da importância da unidade dos cristãos, para que, como disse Jesus Cristo, “o mundo creia”. Sabemos que a fé cristã só aumentará no mundo à medida que os cristãos estiverem unidos. E neste sentido o CONIC tem feito um trabalho muito bonito.

Quais são os desafios do ecumenismo hoje?

O maior desafio é o já citado ecumenismo desarticulado nas bases e cada vez mais se articulando apenas nas cúpulas. Então o grande desafio hoje é articular todo esse trabalho e toda essa vivência ecumênica que já existe no Brasil entre os fieis e as várias organizações, que às vezes precisam de um ânimo, de um fôlego novo, com o apoio de uma entidade maior, que é o CONIC.

O seu mandato terá alguma prioridade especial?

A prioridade do meu mandato será, em primeiro lugar, trabalhar unido com toda a diretoria. Nós devemos estar muito bem articulados, muito bem unidos. Em seguida, aí sim, devemos acolher as sugestões que vieram da Assembleia que me elegeu. Lá [Assembleia] foram apresentadas diversas sugestões, então vamos acolher estas sugestões e procurar pô-las em prática. Uma das sugestões é chamar as entidades membro, as nossas representações nos Regionais e nos estados, e através dessas representações, então, chegar às bases. Parece-me que a prioridade será levar às bases  toda uma articulação do trabalho e da vivência ecumênica, que já existe no Brasil, e incentivar mais este trabalho e esta vivência.

Fonte CNBB

Imagem CNBB

 

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Pastora luterana participou de conferência na ONU

A pastora luterana Cecília Castillo Nanjarí, da paróquia do ABCD (IECLB), participou, entre os dias 22 de fevereiro e 4 de março da 55ª Comissão sobre o Status da Mulher. O evento, realizado nas Nações Unidas, em Nova Iorque, reuniu líderes políticos, representantes da sociedade civil e organizações não governamentais do mundo inteiro para discutir temas como equidade de gênero, empoderamento das mulheres e assuntos relacionados.

Os debates foram focados no acesso e participação das mulheres e meninas à educação, treinamento, ciência e tecnologia, incluindo a promoção e acesso equitativo de mulheres ao pleno emprego e trabalho decente. Cecília, que é coordenadora continental da Pastoral de mulheres e Justiça de Gênero do Conselho Latino Americano de Igrejas (CLAI), foi uma das três representantes de igrejas da América Latina.

Fonte CONIC

Parlamento Europeu faz seminário sobre intolerância religiosa

Nesta quarta-feira, no Parlamento Europeu, desenvolveu-se um seminário sobre o tema da intolerância e da discriminação contra os cristãos. Estiveram presentes o vice-presidente do Órgão, Mario Mauro, e o constitucionalista estadunidense criador do conceito de “cristianofobia”, Joseph Weiler.

Também participou o sociólogo italiano Massimo Introvigne, que é representante da Organização pela Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) para a luta contra o racismo, a xenofobia, a intolerância e a discriminação contra os cristãos. Ele definiu como “positivas e construtivas” as intervenções do grupo de ministros do exterior europeus sobre os ataques terroristas no Egito, dos quais foram vítimas os cristãos coptas, e sobre os ataques aos cristãos em outros países, entre os quais, o Paquistão.

“Como representante da OSCE – disse Introvigne -, adiantei a proposta de lançar um dia para lembrar os mártires cristãos contemporâneos, entre os quais os que foram vítimas dos últimos ataques no Egito e no Paquistão”. A proposta foi a de estipular esse dia em 7 de maio, em referência à análoga iniciativa de João Paulo II no ano 2000, no Coliseu, na qual foram recordadas as testemunhas da fé.

Fonte Católica Net

 

CONIC possui novo presidente

O bispo da diocese de Chapecó (SC), dom Manoel João Francisco, é o novo presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC). Ele foi eleito durante a 14ª Assembleia Geral do Conselho, que terminou neste sábado, 12, no Rio de Janeiro. Dom Manoel sucederá ao pastor sinodal Carlos Augusto Möller, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), no cargo desde 2006.

Fundado em 1982, em Porto Alegre (RS), o CONIC é uma associação que reúne cinco Igrejas cristãs: Católica Apostólica Romana; Episcopal Anglicana do Brasil; Evangélica de Confissão Luterana no Brasil; Sirian Ortodoxa de Antioquia; Presbiteriana Unida. Com sede em Brasília, tem entre seus objetivos promover as relações ecumênicas entre as Igrejas cristãs e o testemunho das Igrejas membros na defesa dos direitos humanos.

O atual primeiro vice-presidente do Conselho, dom José Alberto Moura, presidente da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso da CNBB, presidiu a celebração de abertura da Assembleia, que discutiu o tema “Unidade e compromisso com o povo de Deus”.  Participaram da reunião, que começou ontem, 30 pessoas das cinco Igrejas que compõem o CONIC.

“A Assembleia foi marcada por uma atitude de diálogo e convivência entre os delegados das Igrejas membros”, disse o assessor da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso da CNBB, padre Elias Wolff.

Para a presbítera Elinete Wanderley Paes Miller, da Igreja Presbiteriana Unida (IPU),  “as igrejas estão se fechando cada vez mais”, por isso, é preciso “ampliar o exercício do diálogo, para que o conselho não se restrinja a relações institucionais, mas esteja vivo no cotidiano de nossas comunidades”.

Já a reverenda Cacilene Nobre, também da IPU, é necessário investir mais na defesa dos direitos humanos.  “O CONIC tem uma boa expressão, mas pode melhorar. Precisamos trabalhar mais intensamente na defesa dos Direitos Humanos. Sonhamos com um conselho de igrejas que lute incessantemente pelos direitos das mulheres”.

O assessor da CNBB, por sua vez, ressaltou a esperança no futuro do CONIC. “Não obstante as dificuldades atuais no mundo ecumênico, é de se esperar que esse Conselho de Igrejas, com o apoio das Igrejas membro, consiga fortalecer seus projetos de ação, favorecendo sempre mais o diálogo e a cooperação ecumênica no Brasil”, observou.

Nova diretoria
Além de dom Manoel, da Igreja Católica Romana (ICAR), foram eleitos, para a 1ª vice-presidência, o bispo dom Francisco de Assis da Silva, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), e para a 2ª vice-presidência, a presbítera Elinete wanderlei Paes Muller, da Igreja Presbiteriana Unida (IPU). A secretária eleita foi Zulmira Ines Lourena Gomes da Costa, da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia (ISOA) e para tesoureiro a Assembleia escolheu o pastor sinodal Altermir Labes, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB).

Para o Conselho Fiscal foram eleitos o pastor Marcos Ebeling (IECLB), mons. Pacheco Filho, da Igreja Católica Romana (ICAR) e Fabiano Nunes (IEAB). O mandato da nova diretoria vai até 2015.

Fonte CNBB

 

Seminário Teológico do CONIC detecta desafios para o ecumenismo

O diálogo inter-religioso tem fundamentação bíblico-teológica e, junto com o movimento ecumênico, é uma maneira privilegiada pelas quais a igreja cumpre sua missão no mundo, concluíram participantes de seminário teológico promovido pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), dias 8 e 10 de março, no Rio de Janeiro.

Com o tema “Ecumenismo no Brasil – Desafios, Anseios e Perspectiva: Uma reflexão sobre o papel das igrejas e organismos no contexto do movimento ecumênico brasileiro”, o evento refletiu a atuação das igrejas cristãs frente ao diálogo inter-religioso, e discutiu estratégias para o estabelecimento de um ecumenismo cada vez mais abrangente.

“É necessário que as igrejas desenvolvam nas comunidades um processo de educação para o diálogo inter-religioso considerando três elementos: conhecimento das tradições religiosas locais, incentivar a prática da convivência efetiva e desenvolver uma espiritualidade de acolhida das diferentes expressões de fé”, defendeu o coordenador da Comissão Teológica do CONIC, padre Elias Wolff.

Uma das tônicas do seminário foi a convergência em torno de um dos passos metodológicos propostos pela Comissão. O primeiro grande passo para o diálogo seria o reconhecimento do valor do outro. Conforme o documento síntese do encontro, “reconhecer é mais do que tolerar. Reconhecer é acolher o outro no seu próprio modo de ser, de agir e de crer”.

O evento antecedeu a XIV Assembleia do CONIC e propôs aos representantes das igrejas brasileiras refletir sobre a atuação das igrejas cristãs no diálogo inter-religioso, discutindo estratégias para o estabelecimento de uma atuação ecumênica cada vez mais ampla.

“A diversidade das igrejas no Brasil é muito grande. Não há uma resposta única sobre a questão do diálogo inter-religioso. A partir daí, constatamos que nos diversos níveis, institucional ou pessoal, há, a rigor, dificuldade de comunicação de como fazer chegar ao povo a posição oficial da igreja. Falta traduzir para o povo o que a igreja tem a dizer acerca do diálogo e da cooperação com outras expressões de fé”, afirmou o pastor Ervino Schmidt, ex-secretário executivo do CONIC e delegado do Centro Ecumênico de Capacitação e Assessoria (CECA) na assembleia.

Os participantes passaram a elaborar sugestões claras de incidência ecumênica no diálogo inter-religioso. Assim, os participantes propuseram a inclusão do tema como matéria no currículo de ensino religioso e a vigilância e eventual denúncia, por parte do CONIC, de situações de intolerância religiosa no país.

Para o pastor sinodal Jorge Schieferdecker, da delegação da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), “a pluralidade cultural e religiosa do Brasil é um desafio para a Igreja cristã, especialmente no que tange à prática missionária. Reverência a diferentes expressões de fé é um dos pontos de partida do testemunho evangélico”.

As dicotomias inerentes na relação entre igrejas e organismos ecumênicos também estiveram presente na pauta das discussões. A área da diaconia, não raro, através de seus projetos, tem tido mais contato e incidência em cenários e grupos inter-religiosos.

Diante deste cenário, há temor, por parte das igrejas, que o sentido missionário e a abordagem teológica da diaconia se percam ao longo do processo de profissionalização da ajuda humanitária e apoio a projetos de desenvolvimento e defesa de causa.

O aspecto missionário, também no serviço das igrejas, foi destacado como sendo uma das ferramentas importantes na reaproximação das duas áreas. “O movimento ecumênico e o diálogo inter-religioso são formas privilegiadas pelas quais a Igreja cumpre sua missão no mundo”, assinala o documento do encontro.

Conferências

Fizeram parte da programação as conferências “Pluralismo religioso no contexto brasileiro e seus desafios para o diálogo”, com a Profª Magali Cunha; “Fundamentação bíblico-teológico do movimento ecumênico”, com Dom Sebastião Gameleira; “História do Movimento Ecumênico no Brasil”, com o Profº Zwinglio Dias e, por fim, um painel sobre as práticas ecumênicas do CONIC – CLAI e CESE, moderado pelo P. Ervino Schmidt.

Fonte Conic

Imagem Internet

Anglicanos e Episcopalianos promovem papel da mulher nos organismos internacionais

As comunidades anglicanas e episcopalianas promovem uma nova estratégia de trabalho para valorizar o papel das mulheres dentro dos organismos internacionais que trabalham pelo desenvolvimento.

Foi o que emergiu no encontro da United Nations Commission on the Status of Women (Comissão das Nações Unidas sobre o Status da Mulher), realizado recentemente, em Nova York, que contou com a participação de representantes das duas comunidades. Um grupo de delegadas do Conselho Consultivo Anglicano ajudou nos trabalhos dessa comissão da ONU, sublinhando a função que as mulheres podem desempenhar contra a injustiça social.

A representante da Igreja Episcopaliana do Haiti, Marie Carmel Chery, falou sobre as dificuldades de reconstrução, depois do terremoto, e sobre o forte desejo de renascimento. “As mulheres, sublinhou Chery, estão trabalhando muito na reconstrução do país, não obstante os novos desafios que se apresentam. Por isso, precisamos ter confiança em nós mesmas”.

A coordenadora da organização The Anglican Alliance: Development, Relief, Advocacy (A Aliança Anglicana: Desenvolvimento, Assistência, Advocacia), Sally Keeble, frisou que “as bases do desenvolvimento se apoiam nas mulheres, porque muitas desigualdades e injustiças que acontecem no mundo afetam, sobretudo as mulheres”.

Diante desse quadro, foi criada uma nova estratégia de trabalho entre anglicanos e episcopalianos a fim de incrementar o trabalho até agora realizado no âmbito dos organismos internacionais, a partir das Nações Unidas. A esse propósito, desde 2003, foi criado na ONU o Anglican Women’s Empowerment (Fortalecimento da Mulher Anglicana) a fim de fortalecer a presença das duas comunidades dentro das instituições que trabalham em favor do desenvolvimento.

Trata-se de um compromisso geral levado adiante pelas Nações Unidas contra as desigualdades sociais que recentemente criou também a United Nations Entity for Gender Equality (Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero) que ajudará a acelerar as atividades em favor da igualdade entre homens e mulheres.

A diretora da United Nations Entity for Gender Equality, Michelle Bachelet, frisou que “não obstante alguns exemplos encorajadores, os progressos em favor da igualdade entre homens e mulheres ainda estão muito distantes”.

Fonte Catílica Net

Igreja deve dialogar na caridade com outras religiões, diz Papa

“Empenhem-se em fazer o bem para os cristãos e não cristãos”, ressaltou o Papa Bento XVI aos bispos das Filipinas, na manhã desta quinta-feira, 3.

Sobre o diálogo inter-religioso, o Bispo de Roma afirmou que ao mesmo tempo que a Igreja proclama a certeza que Cristo é o caminho, a verdade e a vida, ela respeita tudo aquilo que é bom nas outras religiões.

O Santo Padre recordou, em seu discurso, a declaraçãoNostra Aetate, feita no Concílio do Vaticano de 1965, que trata da relação da igreja católica com as religiões não cristãs. Com a declaração Nostra Aetate, a Igreja é chamada a dialogar com prudência e caridade com os fiéis de outras religiões toda vez que isso é possível. Fazendo assim, afirma Bento XVI, a Igreja trabalha pela compreensão recíproca e pelo progresso do bem da humanidade.

Desta forma, o Pontífice encorajou os bispos filipinos a continuarem promovendo o caminho para a paz autêntica e duradoura, tendo em vista a convivência com cada pessoa que, independente do seu credo, foi criada à imagem de Deus.

Formação religiosa e moral

Em seu discurso, Bento XVI salientou também a importância da formação dos sacerdotes e dos leigos e ainda destacou o empenho da Igreja na busca pelo bem comum e na luta em defesa da família . “A profunda piedade pessoal no vosso povo necessita de ser alimentada e sustentada” por uma compreensão apropriada “dos ensinamentos da Igreja em matéria de fé e de moral”, disse o Papa.

Assim, ele convidou os sacerdotes a voltarem uma atenção especial para a família, sobretudo aos pais como primeiros educadores da fé dos próprios filhos. “Este trabalho já é evidente no vosso apoio às famílias diante das influências que querem limitar ou destruir seus direitos e sua integridade”, salientou o Santo Padre.

Bento XVI destacou ainda que a formação dos sacerdotes é um dos deveres mais importantes dos bispos. O Pontífice recordou que, em muitas dioceses filipinas, os sacerdotes são acompanhados na fase de passagem do seminário para as paróquias, e chamou a atenção para que os padres mais anciãos possam ajudá-los no caminho para a vida sacerdotal madura.

“De acordo com suas promessas solenes de ordenação, recordem aos vossos sacerdotes o seu empenho para com o celibato, com a obediência e com maior atenção ao serviço pastoral”, salientou o Papa.

Segundo o Pontífice, vivendo suas promessas estes homens “tornam-se realmente pais espirituais com a maturidade pessoal e psicológica que crescerá para refletir a paternidade de Deus”.

Fonte Canção Nova

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Conselho Mundial da Igrejas divulga carta em defesa do acesso livro a água e direitos humanos

O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) publicou documento sobre o acesso à água e direitos humanos no final da reunião da comissão Central desse organismo, concluída recentemente em Genebra, na Suíça.

O CMI expressou sua satisfação pelo reconhecimento por parte das Nações Unidas no direito universal de acesso à agia potável, e incentiva as Igrejas membros do conselho a continuarem sua batalha na defesa deste princípio fundamental como direito à vida, negado a milhares de pessoas.

O documento servirá de base para a Campanha da Fraternidade 2011 sobre a água promovida pela Rede Ecumênica para a Água – EWN.

“A campanha que estamos para iniciar tem o objetivo de conscientizar os cristãos de que o acesso à água potável e aos serviços de higiene deve ser considerado um autêntico direito humano. Durante sete semanas encorajaremos os fiéis de várias organizações ecumênicas a serem promotores desse direito em todas as sedes internacionais” , destacou a coordenadora da EWN, Maike Gorsboth.

A comissão também já escolheu o tema para a próxima assembleia geral programada para outubro de 2013, em Busan, no Coreia do Sul. O tema do encontro é ‘O Deus da vida nos conduz à justiça à paz’.

Durante os trabalhos foi manifestada grande preocupação das Igrejas cristãs no mundo pela dura repressão dos protestos na Líbia. Num comunicado, o CMI lança um apelo em favor do restabelecimento do diálogo convidando as partes a fazerem um esforço comum em favor de um futuro de paz e justiça para a Líbia.

Fonte A12 com informações da CNBB

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Assembleia de 2013 do CMI já tem tema definido

Após período de discussão iniciado no primeiro dia do encontro, o Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) escolheu hoje, último dia de sua reunião ordinária, o tema para a 10ª Assembleia Geral do organismo ecumênico, que terá lugar em Busan, Coréia do Sul, em outubro de 2013. O tema será “Deus da vida, guia-nos à justiça e à paz”.

Um “tema” não é apenas um mero slogan para uma assembleia, pois oferece um foco para reflexão teológica, devocionais e meditações ao longo do evento, assim como para o planejamento das atividades programáticas antes, durante e depois do evento.

O tema da 9ª Assembleia, que aconteceu em Porto Alegre, Brasil, em 2006, foi “Deus, em tua graça, transforma o mundo”. O tema para a 10ª Assembleia também é formulado em forma de oração. A proposta para o tema de 2013, adotado por consenso,  veio acompanhada pela referência ao texto bíblico de Isaías 42.1-4, que fala do servo do Senhor que não quebra uma cana rachada nem apaga um pavio que queima (v. 3) e que não será esmagado “até que a justiça seja estabelecida na terra” (v. 4).

Fonte Conic

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CMI debate harmonia entre as religiões

Promover a unidade dos cristãos e a harmonia inter-religiosa são as principais metas propostas pelo Conselho Mundial das Igrejas – CMI, a serem usadas como instrumentos para enfrentar os desafios da sociedade.

Este temas serão discutidos no contexto dos preparativos para a reunião do Comitê Central, que será realizado no dia 22 de fevereiro.

Durante uma reunião realizada na última quinta-feira (17), ficou estabelecido que uma das atitudes urgentes a serem tomadas pela Instituição é a de reforçar os valores cristãos e desenvolver o diálogo com as várias religiões.

De acordo com o co-mediador dos trabalhos conjuntos da Igreja Católica com o Conselho Mundial de Igrejas, padre Gosbert Byamungu, ambas as instituições entraram em um clima de confiança recíproca e de amizade.

Durante o encontro, falou-se também sobre a difícil situação dos cristãos na Indonésia e do clima de tensão em alguns países árabes. Por fim, foi reforçado o compromisso na definição de uma agenda ecumênica que ponha no centro um programa de atitudes concretas em favor da paz, compreendida não somente como recusa à guerra, mas como superação de toda forma de violência em nome de Deus.

Fonte A12

Foto: Divulgação

Igrejas européias debatem liberdade religiosa e ecumenismo

A liberdade religiosa e o ecumenismo serão alguns dos temas que os bispos do Conselho de Conferências Episcopais da Europa (CCEE) e os representantes da Conferência das Igrejas Européias (CEC) discutirão na reunião anual que se realizará entre os dias 17 e 20, em Belgrado, Sérvia. Nesta reunião, será tratado também o tema da crise econômica e a paz no mundo, e revisarão as relações entre a identidade cristã na Europa e sua integração atual.

O tema da liberdade religiosa será exposto pelo professor italiano Massimo Introvigne, representante junto à Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) para combater o racismo, a xenofobia e a discriminação contra os cristãos e membros de outras religiões. O ecumenismo será tratado pela doutora Joanna J. Matuszewska, teóloga da Igreja Evangélica Reformada da Polônia.

A agenda de trabalho também prevê o tema da presença de ciganos na Europa do Leste e as relações entre cristãos e muçulmanos na Europa.

A representação católica estará formada, entre outros, pelo presidente e vice-presidente da CCEE, respectivamente, cardeal Peter Erdo, arcebispo de Esztergom-Budapest (Hungria) e cardeal Jean-Pierre Ricard, arcebispo do Bordeaux (França).

Fonte CNBB

 

Semana Mundial da Harmonia entre as confissões religiosas

Símbolo do Ecumenismo

O Conselho Mundial de Igreja – CMI está promovendo a Semana Mundial da Harmonia entre as religiões. O encontro surgiu de uma ideia do príncipe da Jordânia, Bin Muhammad Bin Talal.

O príncipe jordaniano afirmou em uma nota publicada pela CMI, que a ideia desta Semana Mundial da Harmonia foi instituída durante o encontro mundial das organizações mulçumanas e cristãs, realizado em Genebra, na Suiça, em novembro do ano passado.

A ONU aprovou a resolução que insistiu a ‘Semana Mundial da Harmonia’ entre as religiões com a finalidade de estabelecer um diálogo entre as várias religiões a fim de melhorar a harmonia e a cooperação entre os seres humanos.

“Trata-se de um modelo importante para todos aqueles que promovem o diálogo inter-religioso”, disse o secretário-geral do CMI, Pastor Olav Fykse Tveit.

Durante a Semana Mundial da Harmonia entre as Religiões, estão sendo realizadas atividades em vários países.

Na Austrália, jejuns inter-religiosos, na Áustria, orações pela paz, seminários inter-religiosos, no Paquistão, e café da manhã inter-religioso no Canadá que reunirá católicos, judeus, muçulmanos, luteranos e hindus.

Para o pastor esta semana é algo importante para criar um diálogo inter-religioso e intercultural, visto que muitas forças procuram dividir as pessoas ao invés de encontrar instrumentos para melhor viver juntos e eliminar a intolerância e discriminação.

Fonte: A 12

Seminário Teológico do CONIC

O Seminário Teológico do CONIC 2011 será realizado entre os dias 9 e 10 de março. O evento terá como sede o Centro de Acolhida Missionária, que fica na rua Almirante Alexandrino, n° 2023 – Santa Teresa (RJ). O tema do encontro para este ano é: “Ecumenismo no Brasil – Desafios, Anseios e Perspectiva: Uma reflexão sobre o papel das igrejas e organismos no contexto do movimento ecumênico brasileiro”. Mais informações: (61) 3321-4034
Veja o cartaz do evento AQUI

Fonte CONIC

13º Intereclesial das CEBs será em 2014

No fim de semana, dias 27 a 30, aconteceu a 2ª reunião da Equipe Ampliada das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), responsável pela organização dos Intereclesiais. A equipe fez a escolha do cartaz de divulgação do próximo encontro, cujo tema é “Justiça e profecia a serviço da vida”, e definiu nova data para o evento, que deveria ocorrer em julho de 2013. De acordo com o assessor do Setor CEBs da CNBB, Sérgio Coutinho, o 13º Intereclesial será nos  dias 7 a 11 de janeiro de 2014, em Crato, no Ceará.

Participaram da reunião cerca de 50 pessoas representando os 17 Regionais da CNBB; os membros do Secretariado do 13º Intereclesial; o bispo da diocese do Crato (CE), dom Fernando Panico; o bispo referencial das CEBs pela CNBB, dom Adriano Vasino; além dos assessores, padre Benedito Ferraro, padre Nelito Dornelas e o professor Sérgio Coutinho, do setor CEBs da CNBB.

Outra decisão da Ampliada foi a realização de um seminário, em janeiro de 2012, para aprofundar o papel e a identeidade das CEBs. Além disso, a equipe discutiu também sua relação com o Conselho Nacional de Leigos do Brasil.

Segundo Coutinho, a Ampliada apontou algumas preocupações das CEBs em relação ao 13º Interecleisal. “A plenária mostrou grandes preocupações das CEBs rumo ao 13º: ecumenismo nos Intereclesiais, a discussão sobre o mundo urbano, a nova fala profética das CEBs na pós-modernidade, a ausência das bandeiras de luta, a militância político-partidária, a questão de gênero, a pouca presença da juventude nas CEBs”, disse o assessor.

por Marquione Ban

 

Rumo ao 13º Intereclesial das CEB’s

Começou hoje, 27, e segue até o dia 29, no Centro de Expansão Dom Vicente Matos, em Crato (CE), a segunda reunião de coordenadores estaduais das Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s). Este evento é a preparação para o 13º Intereclesial, que acontecerá em 2013, na Diocese de Crato, Regional Nordeste 1 da CNBB (Ceará), entre os dias 23 a 27 de julho. O tema e o lema do Intereclesial será, respectivamente: “Justiça e profecia a serviço da vida” e “CEBs, romeiras do Reino no campo e na cidade”.

Serão debatidos, neste encontro, estudos sobre a análise de conjuntura com o padre Manfredo Oliveira de Fortaleza e padre Benedito Ferraro de Campinas (SP). Ambos abordarão os sinais de contradição da globalização causadores da miséria humana, e o resultado das eleições no Brasil. A discussão prossegue com a partilha dos 17 Regionais da CNBB sobre a caminhada das CEBs em suas respectivas realidades a partir do estudo sobre “Cristianismo de libertação: profetismo a serviço do Reino de Deus”.

Consta na pauta de estudos um repasse sobre o projeto de encaminhamento da diocese de Crato sobre o plano de trabalho a ser desenvolvido pelo secretariado do 13º Intereclesial, sendo que 2011 será o ano de sensibilização em toda a diocese para este trabalho com visitas, encontros, assembleias e retiros missionários das CEBs. O ano de 2012 será o ano do aprofundamento, quando acontecerão os grandes encontros: seminários sobre a temática, encontro ecumênico e diálogo interreligioso, encontrão de preparação do Regional Nordeste 1. O ano 2013 é o ano da socialização de todos os saberes adquiridos nos anos anteriores para a realização do evento.

Nesta ampliada será escolhido o cartaz do 13º Intereclesial e feitos os encaminhamentos do texto base, será feita uma discussão sobre as possíveis oficinas de arte e liturgia nas CEB’s durante o período de preparação. No último dia serão partilhados os comunicados dos acontecimentos a nível Nacional e América Latina. Na parte da tarde haverá uma turnê cultural ao memorial do Patativa do Assaré e ao memorial do homem cariri em Nova Olinda.

A Ampliada das CEB’s terminará com uma vigília ao Santuário Eucarístico na cidade de Crato com a participação das comunidades paroquiais, quando será feito o lançamento da oração pelo 13º Intereclesial das CEBs que foi escrita por dom Pedro Casaldáliga.

Saiba mais:

As CEB’s já foram realizadas aqui, na cidade de Ipatinga, no ano de 2005. A cidade pertence a Diocese de Itabira/Cel. Fabriciano. Na ocasião a cidade recebeu o 11º Intereclesial das CEB’s.

O movimento da CEB’s – Comunidades Eclesiais de Bases – é um movimento ecumênico e sempre conta com a participação de várias religiões que após discutirem o tema proposto se comprometem a faze-lo.

por Marquione Ban

imagem da Internet

 

Luteranos se mobilizam para ajudar flagelados

Luteranos estão mobilizando comunidades em ações de solidariedade às vítimas das chuvas e enchentes nas cidades de Teresópolis, Nova Friburgo e Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro. As famílias perderam casas, carros, mobiliário e objetos pessoais.

O assessor da presidência da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), pastor Romeu Martini, enviou carta às paróquias e instituições de serviço pedindo intercessões, informando as ações dos grupos locais e motivando sua rede de comunidades no esforço solidário.

O pastor sinodal Guilherme Lieven, do Sínodo Sudeste, enviou carta pastoral informando que organiza iniciativas solidárias a partir de ministros ordenados, membros de diretorias paroquiais e do Conselho Sinodal nestas cidades.

O Sínodo Sudeste já foi contatado por instâncias e instituições da IECLB e do mundo ecumênico. Lieven agradece o contato, sugere aguardar orientações mais claras, inicia a campanha de solidariedade e disponibiliza a conta bancária (Sínodo Sudeste – IECLB, CNPJ 02511070/0001-30, Banco Itaú, ag. 0057, Conta corrente 48031-1), pedindo que informem os recursos depositados (sinodosudeste@luteranos.com.br), a serem convertidos em água, colchões e alimentos.

Em Nova Friburgo, o contato tem sido feito com os pastores Adélcio Kronbauer e Armindo Müller. Está sendo formada uma comissão de solidariedade. Linhas telefônicas ainda não foram completamente restabelecidas. Em Petrópolis, a Comissão local terá a participação da Paróquia Luterana, através de Walter Berner.

O Sínodo Sudeste coordenará também campanha de doações, numa proposta de solidariedade a ser desenvolvidas a médio prazo, para atender à necessidade das famílias nos próximos meses, informou o pastor sinodal. As comissões locais são integradas por pessoas de diversas igrejas cristãs, entidades não governamentais e prefeituras locais, para que as iniciativas sejam articuladas.

Fonte: CONIC