Vejas as 5 dicas do Papa Francisco para as crianças

(ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco teve nesta quinta-feira, 19/12, um encontro com as crianças da Ação Católica Italiana, agradeceu a elas os votos de “Feliz Natal” que lhe fizeram em nome de toda a Ação, e convidou-as a seguirem cinco conselhos para “caminhar bem na associação, na família e na comunidade”.

Papa Francisco com as crianças (foto referencial) / L'Osservatore Romano

Papa Francisco com as crianças (foto referencial) / L’Osservatore Romano

“Escutei que este ano se comprometeram com um tema que tem como slogan ‘Tudo por descobrir’. É um caminho belo, que necessita a coragem e o cansaço da busca, para depois quando descubram o projeto que Jesus tem para cada um de vocês”, afirmou o Papa na Sala do Consistório.

Nesse sentido, tomando como inspiração a palavra “Tudo”, Francisco deu cinco conselhos para estas crianças:

  1. Não se rendam nunca, porque o que Jesus quer das crianças está para ser construído juntos: com os pais, irmãos, amigos e companheiros de escola, de catecismo, de oratório e da Ação Católica.
  2. Interessem-se nas necessidades dos mais pobres, dos que mais sofrem e estão mais sozinhos, porque, quem gosta de Jesus, deve amar o próximo. Assim, tudo se torna amor.
  3. Amem a Igreja, amem os seus sacerdotes, coloquem-se a serviço da comunidade, porque a Igreja não é somente os sacerdotes, os bispos… mas é toda a comunidade, coloquem-se a serviço da comunidade. Doem tempo, energia, qualidade e capacidade pessoais para as suas paróquias dando assim testemunho da própria riqueza que é um dom de Deus para compartilhar. É importante! Aquele “tudo”: Tudo por descobrir, tudo para compartilhar, tudo para construir juntos, todo amor…
  4. Sejam apóstolos da paz e da serenidade, a partir das próprias famílias, recordem a seus pais, a seus irmãos e contemporâneos que é bonito amar-se e que as incompreensões podem ser superadas, porque estando unidos a Jesus tudo é possível. Isso é importante: Tudo é possível. Mas esta palavra não é uma invenção nova: Esta palavra foi dita por Jesus, quando descia do monte da Transfiguração. Para aquele pai que pediu a cura de seu filho, o que lhe disse Jesus? “Tudo é possível para aqueles que têm fé”. Com a fé em Jesus se pode tudo, tudo é possível.
  5. Falem com Jesus. A oração: Falem com Jesus, o maior amigo que nunca os abandona, confiem a Ele as suas alegrias e tristezas. Corram a Ele cada vez que errem e façam alguma coisa ruim, com a certeza de que Ele os perdoa. E falem com todos de Jesus, de seu amor, de sua misericórdia, de sua ternura, porque a amizade com Jesus, que deu a própria vida por nós, é um fato para contar a todos. Todos estes “tudo” são importantes.

“O que dizem? Atrevem-se a colocar em prática esta proposta com o ‘tudo’?”, perguntou o Papa.

“Penso que já vivem uma grande quantidade destas coisas. Agora, com a graça do seu Natal, Jesus quer ajudar vocês a dar um passo bem mais decidido, mais firme e mais alegre para ser seus discípulos. É suficiente dizer uma palavrinha: “Eis-me aqui”, como nos ensina Nossa Senhora, que, assim, respondeu ao chamado do Senhor”, afirmou o Santo Padre, que convidou as crianças a rezarem juntos uma Ave Maria.

“Recordem-no bem: Tudo por descobrir, tudo para construir juntos, todo amor, tudo para compartilhar, tudo é possível, e a fé é um evento todo para contá-lo”.

Finalmente, Francisco agradeceu aos meninos sua visita e lhes pediu rezar por ele. “Por favor, lembrem-se disto”, expressou.

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Onde Jesus nasceu? Papa Francisco responde

Jesus nasce numa família – o Papa na audiência geral

Rádio Vaticano | Quarta-feira, 17 de dezembro de 2014, manhã fria mas cheia de sol em Roma. O Santo Padre completa neste dia 78 anos e na Praça de S. Pedro largos milhares peregrinos saudaram carinhosamente o Papa Francisco para a última audiência geral deste ano. Tema da Catequese desta quarta-feira: A Família de Nazaré – uma meditação do Santo Padre incluída no caminho comum que nos levará ao Sínodo dos Bispos de outubro próximo.

Deus escolhei uma família para que seu Filho amado viesse ao mundo!

Deus escolhei uma família para que seu Filho amado viesse ao mundo!

“Jesus nasce numa família. Deus escolheu nascer numa família que Ele próprio formou. Formou-a numa perdida localidade do Império Romano. Não em Roma, não numa grande cidade, mas num periferia quase invisivel, aliás, mal afamada. Recordam-no até os Evangelhos, quase como que a dizer: ‘De Nazaré pode vir algo de bom?’ Se calhar, em muitas partes do mundo, nós próprios falamos ainda assim, quando ouvimos o nome de algum lugar periférico de uma grande cidade. Pois bem, foi precisamente dalí, daquela periferia do Império Romano que se iniciou a história mais santa, aquela de Jesus entre os homens!”

Cada família – continuou o Papa – tal como fizeram Maria e José – pode acolher Jesus, ouvi-Lo, falar com Ele, guardá-Lo, protegê-Lo, conversar com Ele; e, deste modo, melhorar o mundo. Demos espaço ao Senhor no nosso coração e no nosso dia-a-dia! Assim fizeram Maria e José – afirmou o Santo Padre.

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A coragem de Francisco: “quero ir ao Iraque”

O Papa Francisco confirmou à imprensa sua preocupação pela grave situação que vivem os cristãos no Oriente Médio e afirmou:

“quero ir ao Iraque”.

cristo crucificado no iraque-webDurante o voo de volta a Roma logo depois de passar três dias de visita apostólica na Turquia, o Santo Padre dialogou durante 46 minutos respondendo a dez perguntas feitas por jornalistas que viajavam com ele no avião papal.

No diálogo o Papa Francisco reiterou sua vontade de ir a este país onde os cristãos são perseguidos pela fé e sofrem em meio ao terror e o ódio.

“Sabem o que significa pensar na saúde, na alimentação, em uma cama, uma casa para um milhão de refugiados? Eu quero ir ao Iraque. Falei com o patriarca Sako. No momento não é possível. Se eu fosse neste momento, criaria um problema para as autoridades, para a segurança”.

000_par7908212-1A primeira vez que o Pontífice expressou seu desejo de visitar o Iraque, foi em agosto, em sua viagem de volta a Roma logo depois de estar na Coréia do Sul: “estou disposto a ir ao Iraque e acredito poder dizê-lo”, inclusive explicou que “se fosse necessário depois da viagem a Coréia, poderia ir até lá; era uma das possibilidades. Estou disposto! Neste momento não é o melhor, mas estou disposto a isso”, recalcou.

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“As crianças têm direito a uma família com pai e mãe”, afirma o Papa

(ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco interveio nesta manhã na sessão inaugural do Congresso Internacional sobre a complementariedade entre homem e mulher que acontece no Vaticano de hoje até a próxima quarta-feira, 19 de novembro, promovido pela Congregação para a Doutrina da Fé.

Papa Francisco cumprimenta uma família na Praça São Pedro (Foto L'Osservatore Romano)

Papa Francisco cumprimenta uma família na Praça São Pedro (Foto L’Osservatore Romano)

O Santo Padre disse que “a família continua sendo fundamento da convivência e a garantia contra a cisão social”, para depois dizer que

“as crianças têm o direito a crescer em uma família, com um pai e uma mãe, capazes de criar um ambiente idôneo para seu desenvolvimento e amadurecimento afetivo”.

O Pontífice alertou sobre a armadilha “de ser qualificados com conceitos ideológicos” já que “a família é um fato antropológico e não podemos qualificá-la com conceitos de natureza ideológica que só têm força em um momento da história e depois caem”.

“Não se pode falar hoje de ‘família conservadora’ ou de ‘família progressista’: família é família; tem uma força em si”, destacou o Papa.

O Papa expressou o seu desejo de que o Congresso seja “fonte de inspiração para todos os que sustentam e reforçam a união do homem e da mulher no matrimônio como um bem único, natural, fundamental e belo para as pessoas, as famílias, as comunidades e as sociedades”.

Logo depois, o Santo Padre anunciou que participará do próximo Encontro Mundial das Famílias que será celebrado em setembro de 2015 na Filadélfia, Estados Unidos.

Durante a sua intervenção e em referência ao tema do Congresso, o Pontífice explicou que na complementariedade do homem e da mulher se baseia “o matrimônio e a família, que é a primeira escola onde aprendemos a apreciar os nossos dons e os dos outros, e onde começamos a aprender a arte de vivermos juntos”.

O Papa se referiu a também às dificuldades que se vivem na família, tais como o “egoísmo e o altruísmo, entre razão e paixão, entre os desejos imediatos e os objetivos a longo prazo” mas “as famílias oferecem também o lugar onde resolver estas tensões”.

Para o Papa Francisco, “quando falamos de complementariedade entre homem e mulher neste contexto, não devemos confundir tal termo com a ideia simplista de que todos os róis e as relações de ambos os sexos estão fechados em um modelo único e estático”. “A complementariedade assume muitas formas, porque cada homem e mulher dão a própria contribuição pessoal ao matrimônio e à educação dos filhos. A própria riqueza pessoal, o próprio carisma pessoal, e a complementariedade se converte assim em uma grande riqueza” que além de um “bem” é também “beleza”, disse aos participantes do Congresso.

O Santo Padre assegurou depois que “hoje, matrimônios e famílias estão em crise” porque “vivemos em uma cultura do provisório, na qual cada vez mais pessoas renunciam ao matrimônio como compromisso público”.

“Esta revolução do costume e da moralidade é frequentemente interpretada como ‘liberdade’, mas causa devastação espiritual e material a inúmeros seres humanos, especialmente aos mais vulneráveis”.

“E é cada vez mais evidente que o declínio da cultura do matrimônio está associado ao aumento da pobreza e a uma série de problemas sociais que atingem de modo desproporcional mulheres, crianças e idosos”, assegurou na nova Sala do Sínodo.

Por outro lado, o Santo Padre disse que “a crise da família originou a crise da ecologia humana, já que os ambientes sociais, como os ambientes naturais, têm necessidade de ser protegidos”.

Além disso, “a humanidade compreendeu a necessidade de enfrentar aquilo que constitui uma ameaça aos nossos ambientes naturais; somos lentos, inclusive em nossa cultura católica, em reconhecer que nossos ambientes sociais estão em risco”.

Portanto, “é necessário promover uma nova ecologia humana e fazê-la progredir” e insistir “sobre os pilares fundamentais que regem uma nação: seus bens imateriais”, sustentou o Papa Francisco.

“A família continua sendo fundamento da convivência e a garantia contra a divisão social”, indicou para depois dizer que “as crianças têm o direito de crescer em uma família, com um pai e uma mãe, capazes de criar um ambiente idôneo para seu desenvolvimento e seu amadurecimento afetivo”.

O Santo Padre quis recordar de novo a exortação apostólica Evangelii gaudim, na qual “coloquei o acento sobre a contribuição ‘indispensável’ do matrimônio na sociedade” uma contribuição que “supera o nível da emotividade e das necessidades contingentes do casal”. A seguir, mostrou-se contente “pela ênfase colocada em seu congresso sobre os benefícios que o matrimônio pode levar aos filhos, aos cônjuges mesmos e à sociedade”.

O Papa Francisco exortou logo os participantes do Congresso a enfatizarem que “o compromisso definitivo com a solidariedade, a fidelidade e o amor fecundo atende aos anseios mais profundos do coração humano”.

Por isso, convidou a terem sempre presente aos jovens que representam o futuro: “é importante que não se deixem envolver pela mentalidade daninha do provisório e sejam revolucionários para terem a coragem de criar um amor forte e duradouro, quer dizer, de ir contra corrente”.

10 conselhos do Papa Francisco para ser feliz

20131219162346641781aUm iniciativa americana da OSV – Old Sturbrdge Village – elencou 10 dicas do Papa para ser feliz. Os ensinamentos são baseados na conduta do Papa e em suas palavras. Ele mesmo não elencou dicas, mas deixou caminhos para nos apropriarmos delas. São dicas que vão além do comportamento individual, mas também chegam ao convívio social.

Confira:

  1. O primeiro passo para ser feliz, segundo o OSV reconhece no Papa Francisco, é “viver e deixar viver”.
  2. O segundo, na lógica jesuíta do próprio Pontífice, é “doar-se aos outros”.
  3. O terceiro conselho do Papa é “agir com calma”,seguindo um dos ensinamentos dos dez conselhos do “Decálogo da Serenidade” de São João XXIII.
  4. O quarto conselho é bem simples e segue a linha do primeiro: “desenvolver um sentido saudável de lazer”.
  5. O quinto conselho do Papa Francisco, segundo os redatores do OSV, é “fazer do domingo um dia de preceito”, um dia da família, um dia de Deus. Em pleno acordo com os 10 mandamentos.
  6. O sexto passo da felicidade é muito importante para evitar cair em algo que o Papa denunciou diversas vezes como a cultura do descarte: “criar empregos para os jovens”.
  7. O sétimo conselho deste decálogo papal é algo em que tanto o Papa Emérito Bento XVI como o Papa Francisco insistiram, partindo da lógica da criação e da revelação, e que deve ser uma constante na vida do católico: “respeitar e cuidar da natureza”. Lembro que Bento XVI chegou a considerar o descuido com a Natureza como pecado.
  8. O oitavo conselho é “deixar de ser negativo”. Seja positivo. Na felicidade, que vem da certeza de ser amados por Deus, não podemos abrir espaço para a negatividade. Deus nos supri em misericórdia e alegria para o bem estar diário.
  9. O nono passo vai direto ao coração. Para aqueles que se tornam neofariseus “respeitar as crenças dos outros”. Sabemos que somos a Igreja do Deus Vivo, mas ter amor ao outro na diferença faz parte do ensinamento maior de Deus. Por isso essa dica.
  10. A décima dica para a felicidade, de acordo com a cartilha da OSV e baseada nas falas e atos do Papa é “trabalhar pela paz”, algo que Francisco e seus antecessores imediatos fizeram sem cessar.

O folheto diz ainda que:

“Quando lemos as entrelinhas dos 10 segredos do Papa para a felicidade, encontramos a essência da mensagem do Evangelho. Certamente, viver como discípulos verdadeiros de Jesus Cristo trará essa paz e felicidade interior profundas, que ninguém jamais poderá tirar”.

Gostou? Concorda com as dicas? Comente e deixe mais dicas para ser feliz que aprendemos com o Papa Francisco.

Sorria, Jesus te ama!

Papa Francisco: A morte não é a última palavra sobre o destino do homem

(ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco presidiu ontem a oração do Ângelus dominical, na Festa dos Fiéis Defuntos, e assegurou que “a morte não é a última palavra sobre o destino do ser humano”.

“O homem está destinado a uma vida sem limites, que tem suas raízes e sua realização em Deus”, assinalou.

O Santo Padre recordou que “ontem celebramos a Solenidade de Todos os Santos e hoje a liturgia nos convida a celebrar os fiéis defuntos. Estas duas festas estão intimamente relacionadas entre si, assim como a alegria e as lágrimas encontram em Jesus Cristo uma síntese que é o fundamento da nossa fé e da nossa esperança”.

“Por um lado, de fato, a Igreja, peregrina na história, se alegra com a intercessão dos santos e beatos que a sustentam na missão de anunciar o Evangelho, por outro lado ela, como Jesus, compartilha as lágrimas daqueles que sofrem a separação de seus entes queridos e, por Ele e graças a Ele, agradece ao Pai que nos libertou do domínio do pecado e da morte”.

Francisco assinalou que “entre ontem e hoje muitos visitam o cemitério, que, como diz a palavra, é o ‘lugar de descanso’, à espera do despertar o final. É belo pensar que o próprio Jesus nos despertará. O próprio Jesus que revelou que a morte do corpo é como um sono do qual Ele nos desperta”.

“Com esta fé nos detemos – inclusive espiritualmente—diante dos túmulos dos nossos seres queridos, daqueles que nos amaram e nos fizeram algum bem”.

O Papa destacou que neste dia “somos chamados a recordar a todos, inclusive aqueles que ninguém se lembra”.

“Recordemos as vítimas da guerra e da violência; muitos mundos ‘pequenos’ esmagados pela fome e pela miséria; recordemos os anônimos que descansam no ossuário comum. Recordemos nossos irmãos e irmãs assassinados por serem cristãos; e aqueles que sacrificaram a vida para servir aos outros. Confiemos ao Senhor especialmente aqueles que nos deixaram neste último ano”.

“A tradição da Igreja sempre exortou os fiéis a rezarem pelos defuntos, em particular, oferecendo a Celebração Eucarística por eles: esta é a melhor ajuda espiritual que podemos dar às almas, especialmente às mais abandonadas”.

O Papa destacou que “a memória dos defuntos, o cuidado pelas sepulturas e os sufrágios são o testemunho de uma esperança confiante, enraizada na certeza de que a morte não é a última palavra sobre o destino do ser humano, porque o homem está destinado a uma vida sem limites, que tem sua raiz e sua realização em Deus”.

“Com esta fé no destino último do homem, nos dirigimos a Virgem Maria, que padeceu sob a cruz o drama da morte de Cristo e, depois, participou na alegria da sua ressurreição”.

O Papa pediu o auxílio da Virgem Maria, “Porta do Céu”, para poder “compreender sempre mais o valor da oração de sufrágio pelos defuntos. Eles estão conosco!”.

“Ela nos sustenta em nossa peregrinação cotidiana aqui na terra e nos ajuda a nunca perder de vista o objetivo final da vida, que é o Paraíso. E nós, com esta esperança que nunca decepciona, vamos em frente!”, concluiu.