Como o papa Francisco deverá resolver o “problema do celibato”?

AP Photo/Erin Stubblefield

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Eu sou um padre católico casado.

Já fui ministro anglicano. Recebi a ordenação sacerdotal católica graças à provisão pastoral criada por São João Paulo II para permitir que ex-ministros protestantes casados fossem dispensados do voto de celibato a fim de se ordenarem na Igreja católica.

Muitas pessoas acham que a permissão de casamento para os padres resolverá a crise das vocações sacerdotais. Pode até ajudar, mas não será, necessariamente, a solução mágica. Permitir que homens casados ​​sejam ordenados trará tantos problemas novos quantas soluções de problemas velhos. Para começar, a Igreja terá que avaliar muito bem se tem condições de sustentar padres casados e suas famílias. Uma fonte confiável no Vaticano me disse, em conversa privada, que, quando a questão dos padres casados ​​é discutida, são os bispos das igrejas de rito oriental, que permitem o casamento do clero, os que na maioria das vezes mais desaconselham a mudança desta disciplina.

Num artigo publicado recentemente pela mídia, afirmou-se que o papa Francisco teria prometido “resolver o problema do celibato”. Esta declaração, por si só, já levanta uma série de perguntas. Em primeiro lugar, o que viria a ser esse “problema do celibato”? O celibato já seria em si mesmo um problema? Se a maioria dos padres católicos prometeu e viveu o celibato ao longo dos últimos mil anos, não parece que ele seja um problema tão grande a ponto de precisar de urgente reforma. É claro que existem os críticos do celibato. O ex-monge Richard Sipe, por exemplo, escreveu um contundente questionamento do celibato. O mesmo foi feito pelo dissidente católico Donald Cozzens. Enquanto isso, o padre anglicano Ray Ryland, convertido, escreveu em forte defesa tanto do celibato dos sacerdotes quanto da continência perfeita dos padres já casados​​ (ou seja, da abstenção de todas as relações sexuais).

A primeira pergunta a ser feita, portanto, é esta: o que é esse “problema do celibato?”. Existem muitas pressões contra o celibato em nossa sociedade altamente sexualizada. O acesso e a aceitabilidade do “sexo livre” faz com que o celibato pareça muito estranho neste contexto. Além disso, com a diminuição das vocações sacerdotais, mais sacerdotes vivem o peso crescente da solidão; e com a expectativa de vida aumentando, a perspectiva de um voto de celibato pelo resto da vida se torna uma dificuldade maior ainda. O celibato, em si, pode não ser um problema urgente, mas é certamente verdade que a observância do celibato é muitas vezes bem desafiadora.

E como poderia o papa Francisco “resolver o problema do celibato”?

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Papa pede insistentes orações pela paz no Oriente Médio

000_par7908212-1(ACI).- Rezar nunca é em vão: disse o Papa Francisco após a oração mariana do Angelus, este domingo, ocasião em que fez mais um apelo pelo fim do conflito no Oriente Médio, pedindo que todos continuem rezando com insistência pela paz na Terra Santa.

Referindo-se ao encontro de 8 de junho passado com o Patriarca Bartolomeu, o Presidente Peres e o Presidente Mahmoud Abbas, “alguém poderia pensar que este encontro se realizou em vão”, disse o Papa.

Ao invés não, porque a oração nos ajuda a não nos deixar vencer pelo mal nem nos resignar ao fato de que a violência e o ódio predominem sobre o diálogo e a reconciliação.

O Pontífice exortou israelenses, palestinos e todos os que têm responsabilidades políticas em nível local e internacional a não pouparem oração e esforços para que cesse toda hostilidade e se obtenha a paz desejada pelo bem de todos.

E convidou os fiéis e peregrinos na Praça a um momento de oração silenciosa, depois do qual pronunciou as seguintes palavras:

Agora, Senhor, ajuda-nos Tu! Doa-nos Tu a paz, ensina-nos Tu a paz, guia-nos Tu rumo à paz. Abre os nossos olhos e doa-nos a coragem de dizer: “nunca mais a guerra!”; “com a guerra, tudo está perdido!”. Infunde em nós a coragem de realizar gestos concretos para construir a paz… Torna-nos disponíveis a ouvir o clamor dos nossos cidadãos que nos pedem para transformar as nossas armas em instrumentos de paz, os nossos medos em confiança e as nossas tensões em perdão.

Papa pede desculpas a vítimas de abuso e critica cumplicidade da Igreja

1459923_669126163127066_1775571749_nGLOBO.COM | O Papa Francisco denunciou nesta segunda-feira (7) a “cumplicidade inexplicável” da Igreja Católica com os padres pedófilos que cometeram abusos sexuais e pediu desculpas às vítimas em um encontro com algumas delas no Vaticano.

Em suas palavras mais fortes sobre o assunto, Francisco disse às vítimas que os abusos foram “camuflados com cumplicidade” e implorou por perdão.

“Há muito tempo sinto no coração uma profunda dor, um sofrimento tanto tempo oculto, tanto tempo dissimulado com uma cumplicidade que não tem explicação”, disse o pontífice em uma comovedora homília na qual pediu várias vezes perdão.

Francisco também disse que sente o peso da dor e dos suicídios das vítimas de abusos. “Alguns sofreram inclusive a terrível tragédia do suicídio de um ser querido. As mortes destes filhos tão amados por Deus pesam no coração e na minha consciência e de toda a Igreja”, afirmou.

Ele ainda pediu perdão pelos “pecados de omissão” cometidos pelos líderes da Igreja que “não responderam adequadamente” às denúncias de abusos.

Francisco recebeu pela primeira vez no Vaticano seis vítimas de padres pedófilos.

O pontífice recebeu dois britânicos, dois alemães e dois irlandeses que sofreram abusos sexuais de religiosos.

O encontro aconteceu na residência privada de Francisco no Vaticano, a Casa Santa Marta, onde ele mora desde sua eleição como pontífice em março de 2013.

A reunião foi anunciada pelo próprio Francisco no dia 26 de maio, durante o voo que o transportou para Roma após uma viagem ao Oriente Médio.

As vítimas assistiram à missa que o bispo de Roma preside na capela de sua residência e depois aconteceu o encontro privado.

Os nomes das pessoas presentes não serão divulgados, segundo o Vaticano.

Francisco se comprometeu desde o início a lutar contra a pedofilia e criou uma comissão para a proteção da infância, que tem entre seus integrantes uma vítima, a irlandesa Mary Collins.

Apesar dos gestos, as associações de vítimas consideram que a Igreja não está fazendo todo o possível para impedir que padres abusem sexualmente de menores de idade em todo o mundo.

Um grupo de ativistas mexicanos enviou na quinta-feira uma carta ao Papa Francisco na qual pede “decisões estruturais” para acabar com os “padres abusadores”.

As vítimas pedem que as boas intenções manifestadas pelo papa virem normas específicas, explicou José Barba, ex-membro dos Legionários de Cristo, de 75 anos.

Barba foi vítima de Marcial Maciel, o falecido fundador da poderosa congregação, protagonista do maior escândalo de pedofilia da instituição, que recebeu durante décadas a proteção de João Paulo II.

Dois Papas intercedem por uma final inédita em Copas do Mundo

FranciscoBXVI_LOssevatoreRomanoANSA(ACI/EWTN Noticias).- O jornal da Santa Sé, L’Osservatore Romano (LOR), não descarta uma final da Copa do Mundo de 2014 seja entre a Argentina e Alemanha, uma partida histórica onde se enfrentariam as nações de dois Papas.

O Mundial o Brasil 2014 “poderia dar-nos de presente uma final Argentina x Alemanha”, diz a publicação vaticana e afirma que essa possibilidade “entraria para da história do futebol” por ser o confronto inédito de dois países de onde vêm simultaneamente o Papa e o Papa Emérito.

“Se pensarmos bem, poderia ocorrer que uma final do Mundial entre para a história pela peculiaridade de seus torcedores. Por exemplo, como quando Barack Obama que tomou uma foto no Air Force One enquanto via a partida entre os Estados Unidos e a Alemanha… e se a ideia do enfrentamento entre o Papa Francisco e Guarda a Suíça inflamou a vigília da partida Argentina X Suíça, poderia ocorrer que a verdadeira surpresa chegue com os torcedores especiais da final do Mundial”, acrescenta referindo-se ao Pontífice e o bispo emérito de Roma. Ambos amantes do futebol.

Segundo o jornal da Santa Sé, Alemanha foi até agora a equipe mais limpa do Mundial “com apenas 37 faltas cometidas durante quatro partidas… Logo estão as fontes históricas”. Por outro lado, os argentinos, continua o LOR, “devem ainda compreender se são ‘Messi-dependentes’ e, neste caso, pensar até que altura ele poderá leva-los no campeonato”.

O jornal da Santa Sede propõe ainda a seleção costa-riquenha como “a verdadeira surpresa do Mundial”. “a Costa Rica já pode orgulhar-se de ser a equipe revelação do Brasil 2014 e não só isso, porque obteve a máxima posição na história do futebol costa-riquenho ao chegar às quartas de Final, e além disso entrou na classificação quando era a zebra do único grupo que reunia três nações vencedoras de mundiais: Itália, Inglaterra e Uruguai”, assegura.

No Brasil tudo está preparado para o espetáculo. As quartas de Final começam no dia 4 de julho com o enfrentamento entre Brasil e Colômbia, logo apóa a Alemanha x França. No dia seguinte segue o enfrentamento pelas quartas de final entre a Costa Rica x Holanda, e Argentina x Bélgica.

No momento, o jornal da Santa Sé não se atreve a apostar por um ganhador, mas assegura que esta edição do Mundial 2014 “será uma surpresa”.

Messi e Swastaiger

Messi e Swastaiger

Jesus chama aqueles que têm o coração vazio e sem Deus, diz o Papa

000_par7908212-1(ACI/EWTN Noticias).- Nas palavras pronunciadas antes da oração do Ângelus, o Papa Francisco assegurou hoje que Jesus convida todos a ir para Ele, especialmente aqueles que sofrem mais e aqueles que têm o “coração vazio e sem Deus”.

O Santo Padre também assinalou que uma vez que recebemos o alívio e consolo de Cristo, “somos chamados, por nossa vez, a tornarmo-nos restauração e conforto para os irmãos, com atitude mansa e humilde, imitando o Mestre”.

A seguir a tradução na íntegra das palavras do Papa Francisco pronunciadas antes da oração do Ângelus, por cortesia da Rádio Vaticano:

Queridos irmãos e irmãs, bom dia:

No Evangelho deste domingo encontramos o convite de Jesus que diz: “Vinde a mim todos os que estais cansados sob o peso do vosso fardo e eu vos darei descanso” (Mt 11,28). Quando Jesus diz isto, tem diante dos olhos as pessoas que encontra todos os dias pelos caminhos da Galileia: pessoas simples, pobres, doentes, pecadores, marginalizados… Estas pessoas sempre foram atrás d’Ele para ouvir a sua palavra – uma palavra que dava esperança!

As palavras de Jesus sempre dão esperança! – e também para tocar mesmo que somente a orla de sua veste. Jesus mesmo buscava essas multidões enfraquecidas como ovelhas sem pastor (cfr Mt 9,35-36): assim diz Ele, e as buscava para anunciar-lhes o Reino de Deus e para curar muitos no corpo e no espírito. Chama todos a si: “Vinde a mim”, e lhes promete alívio e restabelecimento.

Este convite de Jesus se estende até os nossos dias, para alcançar tantos irmãos e irmãs oprimidos por condições de vida precárias, por situações existenciais difíceis e, por vezes, desprovidas de válidos pontos de referência.

Nos países mais pobres, mas também nas periferias dos países mais ricos, encontram-se muitas pessoas cansadas e enfraquecidas sob o peso insuportável do abandono e da indiferença. A indiferença: quanto mal a indiferença humana faz aos necessitados! E pior, a dos cristãos.

Encontram-se às margens da sociedade tantos homens e mulheres provados pela indigência, mas também pela insatisfação da vida e pela frustração. Muitos são obrigados a emigrar de sua pátria, colocando em risco a própria vida.

Muitos mais carregam todos os dias o peso de um sistema econômico que explora o homem, impõe-lhe um “jugo” insuportável, que os poucos privilegiados não querem carregar. Jesus repete a cada um destes filhos do Pai que está nos céus: “Vinde a mim, vós todos”. Mas também o diz àqueles que têm tudo, mas seu coração é vazio. Está vazio. Coração vazio e sem Deus. Também a eles, Jesus dirige este convite: “Vinde a mim”. O convite de Jesus é para todos. Mas de modo especial para aqueles que sofrem mais.

Jesus promete reconfortar a todos, mas também nos faz um convite, que é como um mandamento: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt 11,29).

No que consiste o “jugo” do Senhor? Consiste em carregar o peso dos outros com amor fraterno. Uma vez recebido o restabelecimento e o conforto de Cristo, somos chamados, por nossa vez, a tornarmo-nos restauração e conforto para os irmãos, com atitude mansa e humilde, imitando o Mestre.

A mansidão e a humildade do coração ajudam-nos não somente a assumirmos o peso dos outros, mas também a não sermos peso sobre eles com nossos pontos de vista pessoais, nossos julgamentos ou nossas críticas ou nossa indiferença.

Invoquemos à Santíssima Virgem Maria, que acolhe todos os aflitos e desamparados, para que, através de uma fé iluminada, testemunhada com a vida, os cristãos possam ser alívio aos que precisam de ajuda, carinho e esperança.

“Na Eucaristia se comunica o amor do Senhor por nós”, disse o papa Francisco

papacorpuschristi“Na Eucaristia se comunica o amor do Senhor por nós: um amor tão grande que nos nutre com Si mesmo; um amor gratuito…”, disse o papa Francisco na homilia durante missa da Solenidade de Corpus Christi celebrada na Basílica de São João Latrão, em Roma, na quinta-feira, 19.

Uma multidão de fiéis participou da celebração e ouviu as palavras do papa que meditou o significado da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo. Francisco disse que “além da fome material o homem leva consigo outra fome, uma fome que não pode ser saciada com comida comum. É a fome de vida, fome de amor, fome de eternidade”.

O papa comentou que “viver a experiência da fé significa deixar-se alimentar pelo Senhor e construir a própria existência não sobre bens materiais, mas sobre a realidade que não perece: os dons de Deus, sua Palavra e seu Corpo”.

Confira a íntegra da homilia:

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Papa se preocupa com situação do Iraque

Papa Francisco hoje pela manhã na Praça São Pedro/Foto AFP

Papa Francisco hoje pela manhã na Praça São Pedro/Foto AFP

O papa Francisco declarou neste domingo (15) que acompanha com “muita preocupação os acontecimentos dos últimos dias no Iraque” ao discursar aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro do Vaticano.

“Acompanho com muita preocupação os acontecimentos dos últimos dias no Iraque. Eu convido a todos que se unam a minha oração pela querida nação iraquiana, sobretudo pelas vítimas”, disse Francisco.

O pontífice insistiu em recordar os muitos cristãos que foram obrigados a deixar as próprias casas.

“Desejo para toda a população a segurança e a paz, um futuro de reconciliação e de justiça, onde todos os iraquianos, independente da crença religiosa, possam construir juntos a sua pátria”, acrescentou Francisco.

O papa também anunciou que viajará a Albânia no dia 21 de setembro.

“Hoje quero anunciar que, aceitando o convite dos bispos e das autoridades civis albanesas, tenho a intenção de viajar a Tirana no domingo 21 de setembro”, disse Francisco.

“Com esta breve viagem, desejo confirmar na fé à Igreja na Albânia e testemunhar meu alento e amor a um país que sofre há muito tempo, como consequência das ideologias do passado”, acrescentou.

Presidentes de Israel e Palestina se unem em histórico abraço de paz junto ao Papa Francisco no Vaticano

Um abraço histórico entre os presidentes de Israel e da Palestina

Um abraço histórico entre os presidentes de Israel e da Palestina

(ACI/Europa Press).- Os presidentes de Israel, Shimon Peres, e da Autoridade a Palestina, Mahmud Abbas, tiveram neste domingo este domingo um encontro sem precedentes no Vaticano e junto ao Papa Francisco e o Patriarca Ecumênicao de Constantinopla Bartolomeu I para rezar pela paz.

O Papa recebeu os mandatários diante do edifício em que vive, a casa de acolhida Santa Marta. Abbas e Peres chegaram juntos em uma van.

O encontro, ocasionado por um convite de Francisco, despertou expectativas sobre um novo impulso ao processo de paz para o conflito palestino-israelense. No entanto, fontes oficiais do Vaticano ressaltaram enfaticamente que não se deve qualificar o encontro como uma espécie de “pausa na política” entre os dois países como afirmaram fontes da agência Reuters de notícias.

“Ninguém é tão presunçoso para acreditar que a paz nascerá esta segunda-feira”, assinalou um dos sacerdotes encarregados dos lugares de culto cristãos em Terra Santa, o padre Pierbattista Pizzaballa, que participou ativamente na organização do encontro.

“A intenção desta iniciativa é reabrir o caminho que leva um tempo fechado e reavivar o desejo, a possibilidade de que as pessoas possam sonhar”, acrescentou.

Primeira reunião em mais de um ano

Momento final do encontro foi marcado com o plantio de uma oliveira

Momento final do encontro foi marcado com o plantio de uma oliveira

Esta foi a primeira reunião pública entre Peres e Abbas em mais de um ano e o primeiro na presença de um Papa junto do Patriarca de Constantinopla Bartolomeu I, máximo responsável pela Igreja Ortodoxa.

Os quatro se reuniram em um lugar “neutro” dos jardins do Vaticano, onde  não há nenhum símbolo religioso, conforme frisou o próprio Vaticano. Ali caminharam os três, com o Papa entre o Peres e Abbas, por um caminho até o lugar onde estavam preparadas as cadeiras. Ali esperavam vários músicos de câmara.

“Reunimo-nos aqui israelenses, palestinos, judeus, cristãos e muçulmanos, assim que cada um de nós pode expressar seu desejo de paz para Terra Santa e para todos os que ali vivem”, começou a responsável pela cerimônia ao princípio do serviço religioso.

Os presidentes israelense e palestino querem expressar “o desejo de seus respectivos povos de invocar a Deus as ânsias comuns de paz”, acrescentou. Imediatamente depois, representantes das três religiões começaram as orações pela paz em italiano, hebreu, árabe e inglês.

A oração, realizada pelo papa com um convite global a que todos os crentes também o acompanhassem, compôs a primeira ocasião em que orações judias, cristãs e muçulmanas foram ouvidas no Vaticano.

Depois da cerimônia os participantes plantaram uma oliveira, “símbolo duradouro do mútuo desejo de paz entre os povos israelense e palestino”, informou também o Vaticano.

Papa explicou porque rezou diante do muro que separa Israel e Palestina

Um gesto inesperado que entrou para a história. Assim muitos descreveram a parada e oração do Papa Francisco diante o muro que divide Israel e Palestina.  No última segunda, a ACI Digital publicou uma matéria sobre o acontecimento. Nela o próprio Papa explica o que aconteceu. Veja:

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Papa reza diante do muro que divide Israel e Palestina.

Papa reza diante do muro que divide Israel e Palestina.

(ACI/EWTN Noticias).- “De repente vi o muro e me veio a ideia. Por que não paro para rezar aqui?”. Foi assim que o Papa Francisco explicou o seu gesto inesperado do domingo passado, quando parou para rezar diante do muro que separa Israel e a Palestina.

No dia seguinte de retornar da Terra Santa, o Papa Francisco almoçou com os bispos da presidência do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), na Casa Santa Marta.

“Nós lhe perguntamos concretamente pelo gesto que teve lá de rezar no muro de separação entre a Palestina e Israel, e disse que lhe saiu espontâneo. ‘De repente vi o muro, e me veio a ideia. Por que não paro para rezar aqui?’. E ficou rezando”, explicou Dom Carlos Aguiar Retes, Presidente do CELAM, em declarações ao Grupo ACI em 27 de maio em Roma.

“Eu acho que há paralelismos com outros muros e tantos que têm que cair para que a nossa humanidade seja verdadeiramente global, e não apenas no aspecto econômico ou por interesses econômicos”, indicou o Arcebispo.

“O Papa veio muito contente, muito tranquilo, foi muito intenso, muito emotivo, e me parece que cumpriu os perfeitamente objetivos de comemorar os 50 anos do reencontro de Paulo VI com o Patriarca Atenágoras, e de ser um peregrino para rezar, para rezar pela paz”, acrescentou.

O Vice-presidente do CELAM, Cardeal Rubén Salazar López, que também compartilhou o almoço com o Santo Padre, explicou ao Grupo ACI, que “apesar de ter chegado no dia anterior já muito tarde da sua viagem pelo Oriente Médio, o Papa estava muito bem, muito tranquilo, muito alegre pela sua viagem”.

O Cardeal Salazar, que também é Arcebispo de Bogotá, Colômbia, acrescentou que o Papa Francisco “sempre é muito próximo, muito amável e conversamos um pouco de todas as coisas importantes que temos na cabeça. Tudo o que neste momento preocupa a Igreja”.

A presidência do CELAM esteve em Roma de 19 a 29 de maio para informar como todos os anos, sobre o serviço que se realiza com os episcopados da América Latina, assim como compartilhar orientações e preocupações relativas ao caminho da Igreja nessa região.

No avião Papa elenca melhores momentos de sua viagem à Terra Santa

Cidade do Vaticano (RV) – No avião que o trouxe de volta ao Vaticano, o Papa Francisco conversou – durante quase uma hora – com os jornalistas que o acompanharam na Terra Santa. Os temas tratados foram muitos: dos momentos mais marcantes da viagem ao celibato dos sacerdotes, passando por escândalos financeiros e a hipótese de uma renúncia a exemplo de Bento XVI. Confira alguns pontos:


Os gestos na Terra Santa e o encontro Peres e Abu Mazen


“Os gestos mais autênticos são os que não se pensam, mas os que acontecem. Algumas coisas, por exemplo, o convite aos dois presidentes à oração, isto estava sendo pensado, mas havia muitos problemas logísticos, muitos, porque é preciso levar em consideração o território onde se realiza, e não é fácil. Isso já se programava, uma reunião, mas no fim saiu o que espero que seja bom. Será um encontro de oração, não para fazer mediação.”


Relação com os ortodoxos


“Com Bartolomeu falamos de unidade, que se faz em caminho, jamais poderemos fazer a unidade num congresso de Teologia. Ele confirmou-me que Atenágoras realmente disse a Paulo VI: ‘vamos colocar todos os teólogos numa ilha e nós prosseguiremos juntos’. Devemos nos ajudar, por exemplo, com as igrejas, inclusive em Roma, onde muitos ortodoxos usam igrejas católicas. Falamos do concílio pan-ortodoxo, para que se faça algo sobre a data da Páscoa. É um pouco ridículo: ‘Quando ressuscita o seu Cristo? O meu na semana que vem. O meu, ao invés, ressuscitou na semana passada’. Com Bartolomeu falamos como irmãos, nos queremos bem, contamos as dificuldades do nosso governo. Falamos bastante da ecologia, de fazermos juntos um trabalho conjunto sobre este problema.”

Abusos contra menores

“Neste momento, há três bispos sob investigação e um deles, já condenado, tem a pena em estudo. Não há privilégios neste tema dos menores. Na Argentina, chamamos os privilegiados de ‘filhos de papai’. Pois bem, sobre este tema não haverá filhos de papai. É um problema muito grave. Um sacerdote que comete um abuso, trai o corpo do Senhor. O padre deve levar o menino ou a menina à santidade. E o menor confia nele. E ao invés de levá-lo à santidade, abusa. É gravíssimo. É como fazer uma missa negra! Ao invés de levá-lo à santidade, o leva a uma problema que terá por toda a vida. Na próxima semana, no dia 6 ou 7 de julho haverá uma missa com algumas pessoas abusadas, na Santa Marta, e depois haverá uma reunião, eu com eles. Sobre isto se deve prosseguir com tolerância zero.”


Celibato dos padres

“Há padres católicos casados, nos ritos orientais. O celibato não é um dogma de fé, é uma regra de vida, que eu aprecio muito e creio que seja um dom para a Igreja. Não sendo um dogma de fé, há sempre uma porta aberta.”


Eventual renúncia

“Eu farei o que o Senhor me dirá de fazer. Rezar, buscar a vontade de Deus. Bento XVI não tinha mais forças e, honestamente, é um homem de fé, humilde como é, tomou esta decisão. Setenta anos atrás os bispos eméritos não existiam. O que acontecerá com os Papas eméritos? Devemos olhar para Bento XVI como uma instituição, abriu uma porta, a dos Papas eméritos. A porta está aberta, se haverá outros ou não, somente Deus sabe. Eu creio que um Bispo de Roma, ao sentir que lhe faltam forças, deva fazer as mesmas perguntas que o Papa Bento fez.”


Outros temas

Francisco falou ainda da alegada investigação sobre um desvio de 15 milhões de euros dos fundos do Instituto para as Obras de Religião, em que estaria envolvido o antigo Secretário de Estado do Vaticano.

“A questão desses 15 milhões está ainda em estudo, não é claro o que aconteceu”, adiantou.

O Papa disse que quer “honestidade e transparência” na administração financeira do Vaticano e que a nova Secretaria para a Economia, dirigida pelo Cardeal Pell, vai “levar por diante as reformas que foram sugeridas” por várias comissões para evitar “escândalos e problemas”. Nesse sentido, recordou que cerca de 1,6 mil contas foram fechadas no IOR nos últimos tempos.

Francisco confirmou que, além da viagem à Coreia do Sul em agosto, voltará à Ásia em janeiro de 2015, para visitar o Sri Lanka e as regiões afetadas pelo tufão nas Filipinas. O Papa mostrou-se preocupado com a falta de liberdade religiosa neste continente, falando num número de “mártires” cristãos que supera os dos primeiros tempos da Igreja.

O Papa não quis comentar os resultados das eleições europeias, mas lembrou as críticas que deixou na exortação apostólica Evangelii Gaudium a um sistema econômico “desumano”, que “mata”.

Já sobre a beatificação de Pio XII, pontífice durante a II Guerra Mundial, Francisco disse ter sido informado de que ainda não há o milagre reconhecido para que a causa avance.


Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/05/27/no_avi%C3%A3o,_papa_ressalta_momentos_marcantes_da_viagem_%C3%A0_terra_santa/bra-802659
do site da Rádio Vaticano 

Presidente palestino aceita ir ao Vaticano encontrar colega israelense

O presidente palestino, Mahmud Abbas, irá no dia 6 de junho ao Vaticano, atendendo ao convite do Papa Francisco feito neste domingo (25) a ele e ao chefe de Estado israelense, Shimon Peres, anunciou à France Presse o negociador palestino, Saeb Erakat.

“O presidente Abbas aceitou o convite do Papa”, declarou Erakat, indicando a data da visita.

Francisco fez o convite após uma missa em Belém, na Cisjordânia, durante sua visita de três dias à Terra Santa.

Questionado sobre o convite, um porta-voz de Peres disse em Jerusalém que o presidente israelense “sempre aceita qualquer tipo de iniciativa para promover a paz”. Mas ele não disse se o convite foi formalmente aceito.

Peres, Prêmio Nobel da Paz por seu papel nos acordos de Oslo em 1993, revelou ter feito em 2011 negociações secretas com Abbas, antes de interrompê-las com a chegada ao poder do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

Atentado em Bruxelas

Ao chegar em Tel Aviv, em Israel, o Papa externou sua “profunda dor” pelo atentado contra o Museu Judaico de Bruxelas, que causou a morte de três pessoas, entre elas dois israelenses.

Em seu discurso de chegada, o pontífice argentino condenou também “o antissemitismo, a discriminação e a intolerância”.

Papa diz que impasse Israel-Palestina é ‘inaceitável’

109842ESTADÃO | Papa Francisco desembarcou neste domingo, 25, em Belém, berço do cristianismo, num gesto simbólico em prol das aspirações palestinas para criação de um estado próprio. Ele considerou “inaceitável” o atual impasse nas conversas de paz e parou brevemente para orações na barreira israelense que cerca a cidade bíblica da Cisjordânia.

Palestinos festejaram a presença do Papa em seu segundo dia de peregrinação pelo Oriente Médio. Grandes bandeiras palestinas e do Vaticano decoraram a Praça da Manjedoura durante a passagem de Francisco.

Ao final de uma missa ao ar livre na praça, o Papa convidou o presidente palestino Mahmoud Abbas e o presidente de Israel Shimon Peres para orarem com ele pela paz. “Eu ofereço minha casa no Vaticano como um lugar de encontro para oração”, disse. Outros papas sempre visitavam a Cisjordânia depois de passarem por Tel Aviv, em Israel. Francisco, porém, desembarcou num heliponto em Belém saindo da Jordânia, a bordo de um helicóptero jordaniano, e foi imediatamente recebido numa cerimônia oficial com Abbas. Ao lado do presidente palestino, Francisco declarou que “chegou a hora de colocar um fim a essa situação que se torna cada vez mais inaceitável”.

109840O Papa disse que os dois lados precisam fazer sacrifícios para a criação de dois Estados, com fronteiras internacionalmente reconhecidas, baseadas na segurança mútua e em direitos para todos. “A hora chegou para que todos encontrem a coragem para serem generosos e criativos no serviço de um bem comum”, disse, pedindo que os dois lados evitem ações que contrariem a paz.

Em sua fala, Abbas expressou preocupação com o fracasso das recentes conversas de paz apoiadas pelos Estados Unidos e lamentou as condições difíceis dos palestinos. “Sua visita está cheia de significado simbólico como um defensor dos pobres e dos marginalizados”, declarou. “Agradecemos qualquer iniciativa de sua parte para fazer da paz uma realidade”, acrescentou.

Oficiais palestinos saudaram a decisão de Francisco de chegar primeiro em Belém em vez de em Tel Aviv e de se referir a um “estado palestino”. No programa oficial, o Vaticano se referiu a Abbas como o presidente do “estado da Palestina” e a seu escritório em Belém como “palácio presidencial”.

Fonte: Associated Press.

Papa Francisco: Não fabriquemos obstáculos burocráticos às pessoas que precisam de Deus

FranciscoHomilia_AutorLaurenCater_CNA(ACI/EWTN Noticias).- Durante a missa matutina na Casa Santa Marta, o Papa Francisco exortou aqueles que estão encarregados de administrar os sacramentos a não criar obstáculos burocráticos para dispensar a graça e aproximar as pessoas a Deus, e colocou como exemplo o apóstolo Felipe, que certamente tinha muito que fazer, mas foi dócil ao chamado do Senhor para ir evangelizar o ministro da rainha da Etiópia.

O Santo Padre se referiu à passagem dos Atos dos Apóstolos que destaca as três qualidades cristalinas de um cristão, que são a docilidade ao Espírito, o diálogo e a confiança na graça. Explicou que a primeira se destaca no momento em que o Espírito manda Filipe interromper suas atividades e ir até a carruagem na qual viajavam, de Jerusalém para Gaza, a rainha dos etíopes e o ministro.



“Ele, Filipe, obedece. É dócil ao chamado do Senhor. certamente deixou de lado muitas coisas que tinha que fazer, porque naquela época, os apóstolos eram muito atarefados na evangelização. Ele deixa tudo e vai. Isto nos mostra que sem docilidade à voz de Deus, ninguém pode evangelizar, ninguém pode anunciar Jesus Cristo. No máximo, pode anunciar a si mesmo. É Deus quem chama, é Deus quem põe Felipe no caminho. E Felipe vai. É dócil”, afirmou o Papa.



Francisco explicou que esta oportunidade de Felipe de ir ao encontro do ministro etíope para anunciar-lhe a Cristo se dá através de um diálogo, e não de um ensinamento que vem do alto, imposto. É um diálogo que o Apóstolo tem o escrúpulo de começar respeitando a sensibilidade espiritual de seu interlocutor, que está lendo, mas sem entender, um texto do Profeta Isaías:

“Não se pode evangelizar sem diálogo, porque se começa justamente de onde é preciso evangelizar. Como é importante o diálogo. ‘Padre, perde tanto tempo com as estórias de todos!’. Deus perdeu mais tempo na criação do mundo, e o fez bem! Perder tempo com a outra pessoa é importante porque é ela que Deus quer que se evangelize, que lhe seja dada a notícia de Jesus”, expressou o Papa.

Indicou que as palavras de Felipe despertam no ministro o desejo de ser batizado e no primeiro riacho que encontram no caminho, assim acontece. Felipe administra o Batismo ao etíope, pondo-o “nas mãos de Deus, de sua graça”. Francisco destacou que o ministro, a sua vez, será capaz de gerar a fé e “talvez isso nos ajude a entender melhor que quem faz a evangelização é Deus”.

“Pensemos nestes três momentos da evangelização: a docilidade para evangelizar, fazendo o que Deus manda; o diálogo com as pessoas, partindo de onde elas estão; e o terceiro: entregar-se à graça, pois ela é mais importante do que toda a burocracia. ‘O que impede que?: às vezes, na Igreja, somos uma fábrica que produz impedimentos para as pessoas chegarem à graça. Que o Senhor nos faça entender isso”, concluiu o Santo Padre.

Cristo Vive! Mensagem Urbi et Orbi do Papa Francisco pela Páscoa na íntegra

Festa da ressurreição de Cristo no Vaticano.

Festa da ressurreição de Cristo no Vaticano.

(ACI/EWTN Noticias).- Neste Domingo de Páscoa, como de costume, o Santo Padre saiu ao balcão que depara a Praça de São Pedro para proclamar a mensagem Urbi et Orbi (à cidade e ao mundo) pela ocasião da solenidade da Ressurreição do Senhor.

Segue a versão na íntegra da Mensagem do Papa em Português:

Amados irmãos e irmãs, boa e santa Páscoa!

Ressoa na Igreja espalhada por todo o mundo o anúncio do anjo às mulheres: «Não tenhais medo. Sei que buscais Jesus, o crucificado; não está aqui, pois ressuscitou (…). Vinde, vede o lugar onde jazia» ( Mt 28, 5-6).

Este é o ponto culminante do Evangelho, é a Boa Nova por excelência: Jesus, o crucificado, ressuscitou! Este acontecimento está na base da nossa fé e da nossa esperança: se Cristo não tivesse ressuscitado, o cristianismo perderia o seu valor; toda a missão da Igreja via esgotar-se o seu ímpeto, porque dali partiu e sempre parte de novo. A mensagem que os cristãos levam ao mundo é esta: Jesus, o Amor encarnado, morreu na cruz pelos nossos pecados, mas Deus Pai ressuscitou-O e fê-Lo Senhor da vida e da morte. Em Jesus, o Amor triunfou sobre o ódio, a misericórdia sobre o pecado, o bem sobre o mal, a verdade sobre a mentira, a vida sobre a morte.

Por isso, nós dizemos a todos: «Vinde e vede». Em cada situação humana, marcada pela fragilidade, o pecado e a morte, a Boa Nova não é apenas uma palavra, mas é um testemunho de amor gratuito e fiel: é sair de si mesmo para ir ao encontro do outro, é permanecer junto de quem a vida feriu, é partilhar com quem não tem o necessário, é ficar ao lado de quem está doente, é idoso ou excluído… « Vinde e vede»: o Amor é mais forte, o Amor dá vida, o Amor faz florescer a esperança no deserto.

Com esta jubilosa certeza no coração, hoje voltamo-nos para Vós, Senhor ressuscitado!

Ajudai-nos a procurar-Vos para que todos possamos encontrar-Vos, saber que temos um Pai e não nos sentimos órfãos; que podemos amar-Vos e adorar-Vos.

Ajudai-nos a vencer a chaga da fome, agravada pelos conflitos e por um desperdício imenso de que muitas vezes somos cúmplices.

Tornai-nos capazes de proteger os indefesos, sobretudo as crianças, as mulheres e os idosos, por vezes objecto de exploração e de abandono.

Fazei que possamos cuidar dos irmãos atingidos pela epidemia de ébola na Guiné Conacri, Serra Leoa e Libéria, e daqueles que são afectados por tantas outras doenças, que se difundem também pela negligência e a pobreza extrema.

Consolai quantos hoje não podem celebrar a Páscoa com os seus entes queridos porque foram arrancados injustamente dos seus carinhos, como as numerosas pessoas, sacerdotes e leigos, que foram sequestradas em diferentes partes do mundo.

Confortai aqueles que deixaram as suas terras emigrando para lugares onde possam esperar um futuro melhor, viver a própria vida com dignidade e, não raro, professar livremente a sua fé.

Pedimo-Vos, Jesus glorioso, que façais cessar toda a guerra, toda a hostilidade grande ou pequena, antiga ou recente!

Suplicamo-Vos, em particular, pela Síria, a amada Síria, para que quantos sofrem as consequências do conflito possam receber a ajuda humanitária necessária e as partes em causa cessem de usar a força para semear morte, sobretudo contra a população inerme, mas tenham a audácia de negociar a paz, há tanto tempo esperada.

Jesus glorioso, pedimo-vos que conforteis as vítimas das violências fratricidas no Iraque e sustenteis as esperanças suscitadas pela retomada das negociações entre israelitas e palestinianos.

Imploramo-Vos que se ponha fim aos combates na República Centro-Africana e que cessem os hediondos ataques terroristas em algumas zonas da Nigéria e as violências no Sudão do Sul.

Pedimos-Vos que os ânimos se inclinem para a reconciliação e a concórdia fraterna na Venezuela.

Pela vossa Ressurreição, que este ano celebramos juntamente com as Igrejas que seguem o calendário juliano, vos pedimos que ilumine e inspire as iniciativas de pacificação na Ucrânia, para que todas as partes interessadas, apoiadas pela Comunidade internacional, possam empreender todo esforço para impedir a violência e construir, num espírito de unidade e diálogo, o futuro do País.Que eles como irmãos possam cantar ?.

Pedimo-Vos, Senhor, por todos os povos da terra: Vós que vencestes a morte, dai-nos a vossa vida, dai-nos a vossa paz! Queridos irmãos e irmãs, feliz Páscoa!

Saudação

Queridos irmãos e irmãs,

Renovo os meus votos de feliz Páscoa a todos vós reunidos nesta Praça, vindos de todas as partes do mundo. Estendo as minhas felicitações pascais a todos que, de diversos países, estão conectados através dos meios de comunicação social. Levai às vossa famílias e às vossas comunidades o feliz anúncio que Cristo nossa paz e nossa esperança ressuscitou!

Obrigado pela vossa presença, pela vossa oração e pelo vosso testemunho de fé. Um pensamento particular e de reconhecimento pelo dom das belíssimas flores, oriundas dos Países Baixos. Feliz Páscoa para todos!

Papa presenteia fiéis com o “Evangelho de bolso” e pede para lermos sempre a Palavra de Jesus

(ACI/EWTN Noticias).- Ontem, depois da oração do Ângelus, o Papa Francisco presenteou os milhares de fiéis presentes na Praça de São Pedro com um “Evangelho de bolso” e exortou a ler sempre a Palavra de Jesus, cada vez mais disponível de forma portátil, graças às novas tecnologias como os celulares e os tablets.

“E agora eu gostaria de fazer um simples gesto para vocês. Nos últimos domingos sugeri a todos vocês que levassem sempre convosco um pequeno Evangelho, para poder lê-lo com frequência durante o dia. Então me lembrei da antiga tradição da Igreja, durante a Quaresma, de entregar o Evangelho aos catecúmenos, os que se preparam para o batismo. E assim hoje quero oferecer a vós que estais na Praça – mas como um sinal para todos – um Evangelho de bolso”.

Papa Francisco rezando o Angelus deste domingo e em primeiro plano os livros dos Evangelhos distribuídos ao povo.

Papa Francisco rezando o Angelus deste domingo e em primeiro plano os livros dos Evangelhos distribuídos ao povo.

Francisco assinalou que este Evangelho “será distribuído a vocês gratuitamente. Levem-no convosco e leiam-no todos os dias: é o próprio Jesus que vos fala ali! É a palavra de Jesus: esta é a Palavra do Jesus!”.

“Como Ele (Jesus) eu vos digo: de graça recebestes, de graça dai, dai a mensagem do Evangelho!”.

O Papa disse que “mas talvez alguns de vocês não acreditem que isto seja de graça. ‘Mas quanto custa? Quanto devo pagar, padre?’. Façamos uma coisa: em troca deste presente, façam um ato de caridade, um gesto de amor gratuito, uma oração pelos inimigos, uma reconciliação, qualquer coisa”.

“Hoje se pode ler o Evangelho com muitas ferramentas tecnológicas. Pode-se trazer consigo toda a Bíblia num telefone celular, num tablet. O importante é ler a Palavra de Deus, com todos os meios, e acolhê-la com o coração aberto. E então a boa semente dá fruto!”.

Papa assinou o documento de canonização na manhã de hoje (03/04)

Agora sim: São José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil

Papa assinou o documento de canonização na manhã de hoje (03/04)

Papa assinou o documento de canonização na manhã de hoje (03/04)

(ACI).- A Arquidiocese da cidade de São Paulo, da qual o futuro santo José de Anchieta foi um dos fundadores, se rejubila com toda a Igreja pela elevação aos altares do missionário jesuíta chamado “O Apóstolo do Brasil” e lança uma especial programação para a véspera do dia 3 de abril, quando o decreto de canonização será assinado pelo Papa Francisco em Roma.

Em um recente artigo publicado no site da Arquidiocese da capital paulista, o Cardeal Odilo Pedro Scherer escreve: “Manifesto, em nome da Arquidiocese de São Paulo, profunda gratidão a Deus pela proclamação do bem-aventurado Padre José de Anchieta como “santo”! Ad maiorem Dei gloriam – que tudo seja para a maior glória de Deus!”

“Este momento foi longamente esperado por esta Igreja que está em São Paulo. Grande missionário, São José de Anchieta deu o testemunho de uma vida santa, já reconhecido assim enquanto ainda vivia; por isso, logo após o seu falecimento, em 1597, foi aclamado como “Apóstolo do Brasil!

Gratidão ao Papa Francisco, conhecedor da história de Anchieta e dos primeiros missionários jesuítas no Brasil, que acolheu benevolamente o pedido da Igreja e, bem depressa, deu o reconhecimento oficial a Anchieta como “santo”.

A Igreja, nesta Metrópole, deve seus inícios à obra evangelizadora de Anchieta e de seus companheiros na missão de São Paulo de Piratininga. Desta missão, também nasceu a própria cidade de São Paulo”.

“São José de Anchieta significa muito para nós, em São Paulo, e nos sentimos honrados com a sua canonização!”, expressou o Cardeal.

Por último o purpurado destacou o “exemplo – de jovem entusiasta por Cristo e pelo Evangelho, de homem santo, movido pelo amor a Deus e aos irmãos, de missionário incansável, zeloso na transmissão da alegria do Evangelho, de pacificador respeitoso das culturas dos povos originários do Brasil, de educador, pai dos pobres e enfermos – continue a nos motivar e inspirar na
dedicação à missão”.

“Somos continuadores do trabalho por ele iniciado. Que sua intercessão e seu exemplo nos valham sempre! São José de Anchieta, rogai por nós!”Conclui o artigo de Dom Odilo Pedro Scherer.

O Apóstolo do Brasil agora é santo: São José de Anchieta

Agora São José de Anchieta

Agora São José de Anchieta

 (ACI).- O Papa Francisco vai presidir no dia 24 de abril uma Missa na igreja de Santo Inácio, em Roma, em ação de graças pela canonização do Beato José de Anchieta (1534-1597), o Apóstolo do Brasil, que foi declarado santo por meio de um decreto pontifício hoje, 2 de abril. O Papa Francisco também vai assinar decretos de canonização equipolente de dois beatos franceses que promoveram a evangelização no Canadá: o bispo François de Montmorency-Laval (1623-1708) e a mística missionária Maria da Encarnação Guyart (1599-1672).

Conheça a história do Apóstolo do Brasil

Nascido em Tenerife, nas Canárias (Espanha), o jesuíta chegou ao Brasil em julho de 1553, onde fundou juntamente com o padre português Manuel da Nóbrega um colégio em Piratininga, deu origem à cidade de São Paulo. José de Anchieta foi a Portugal aos 14 anos para estudar das Artes e Humanidades, em Coimbra, confiado aos jesuítas, anexo à Universidade local. Ali entrou no noviciado da Companhia de Jesus, e foi logo destinado à missão do Brasil.

Segundo a Rádio Vaticano, O Papa Francisco também vai assinar decretos de canonização equipolente de dois beatos franceses que promoveram a evangelização no Canadá: o bispo François de Montmorency-Laval (1623-1708) e a mística missionária Maria da Encarnação Guyart (1599-1672).

Os três futuros santos foram beatificados por João Paulo II a 22 de junho de 1980, com outras duas figuras da Igreja Católica na América, Pedro de Betancour (1626-1667) e Catarina Tekakwitha (1656-1680), entretanto canonizados.

A ‘canonização equipolente’, explica a Agência Ecclesia do Episcopado português, é um processo instituído no século XVIII por Bento XIV, através do qual o Papa “vincula a Igreja como um todo para que observe a veneração de um Servo de Deus ainda não canonizado pela inserção de sua festividade no calendário litúrgico da Igreja universal, com Missa e Ofício Divino”.

Outros casos

Francisco já recordou a este procedimento em outubro, com a Beata Ângela de Foligno (1248-1309), e em dezembro, com o jesuíta Pedro Fabro (1506-1546).

El Papa Pop: popularidade de Francisco nos EUA está em alta

Grafite do papa em Roma

Grafite do papa em Roma

(ACI/EWTN Noticias).- Uma pesquisa recente da conhecida empresa Gallup revelou que o Papa Francisco tem a sua popularidade quase tão alta como a que o Beato João Paulo II tinha nos Estados Unidos ao final de seu pontificado.

A pesquisa, realizada em 1023 americanos maiores de 18 anos, entre os dias 6 e 9 de fevereiro, revelou que a opinião favorável em relação ao Papa Francisco sobe a 76 por cento ante 9 por cento desfavorável. 16 por cento dos pesquisados indicou que não tinha uma opinião formada.

Por sua parte, o Beato João Paulo II, que será canonizado junto com João XXIII pelo Papa Francisco em 27 de abril deste ano, em fevereiro de 2005, poucos meses antes de sua morte, alcançou uma popularidade de 78 por cento.

Em abril de 2013, a pouco tempo de sua eleição, 58 por cento dos pesquisados por Gallup mostrava uma opinião favorável a Francisco, 10 por cento tinha uma visão desfavorável e 31 por cento não tinha uma opinião.

A pesquisa do Gallup revela também que a popularidade do Papa Francisco é alta tanto entre católicos, quanto entre protestantes e inclusive entre aqueles que se consideram “sem identidade religiosa”.

Dos católicos pesquisados, 89 por cento tinha uma opinião favorável sobre Francisco ante 3 por cento que tinha uma “desfavorável”. No caso dos protestantes, a popularidade de Papa alcançou 78 por cento, com apenas 7 por cento de desaprovação.

Aqueles que indicaram não ter uma identidade religiosa expressaram uma aprovação do Santo Padre em 73 por cento.

Selfie do Papa durante a JMJ no Rio

Selfie do Papa durante a JMJ no Rio

“Cerca de um ano depois de sua eleição como Papa, os americanos são essencialmente tão positivos sobre Francisco como foram com João Paulo II pouco antes de sua morte”, destacou Gallup.

Os tuites do Papa