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Há 11 anos o céu recebia um santo: São João Paulo II

Hoje, dia 02 de abril, falecia São João Paulo II – ‪#‎11anos‬ de sua partida. Rezemos a ele por um mundo com mais paz, pelas famílias, pelos jovens e pela igreja.

Oremos:

Ó São João Paulo,
da janela do céu,
dá-nos a tua bênção!

Abençoa a Igreja,
que tu amaste, serviste e guiaste,
incentivando-a a caminhar corajosamente
pelos caminhos do mundo,
para levar Jesus a todos
e todos a Jesus!

Abençoa os jovens,
que também foram tua grande paixão.
Ajuda-os a voltar a sonhar,
voltar a dirigir o olhar ao alto
para encontrar a luz que
ilumina os caminhos da vida na terra.

Abençoa as famílias,
abençoa cada família!
Tu percebeste a ação de Satanás
contra esta preciosa e indispensável
faísca do céu que Deus
acendeu sobre a terra.

São João Paulo,
com a tua intercessão,
protege as famílias
e cada vida que nasce
dentro da família.

Roga pelo mundo inteiro,
ainda marcado por tensões,
guerras e injustiças.
Tu te opuseste à guerra,
invocando o diálogo e semeando o amor;
roga por nós,
para que sejamos incansáveis
semeadores de paz.

Ó São João Paulo,
da janela do céu,
onde te vemos junto a Maria,
faz descer sobre todos nós
a bênção de Deus!

Amém.

(Cardeal Angelo Comastri)

12321214_1023545641054436_3327302166766189504_nEra dia 2 de abril de 2005, véspera do Domingo da Divina Misericórdia – assim como o dia de hoje. Naquela noite, os olhares do mundo todo se voltaram para o Vaticano, quando o então Papa João Paulo II partiu para a casa do Pai.

O Papa polonês, que liderou a Igreja Católica por 26 anos e 5 meses, ficou conhecido como o “Papa peregrino”, defensor das famílias, amigo dos jovens e foi quem, no ano 2000, instituiu a Festa da Divina Misericórdia.

Bento XVI o beatificou em 1º de maio de 2011 e ele foi canonizado pelo Papa Francisco em 27 de abril de 2014, junto com São João XXIII.

São João Paulo II liderou o terceiro pontificado mais longo nos mais de 2.000 anos de história da Igreja, realizando 104 viagens apostólicas fora da Itália e 146 nesse país.

Fonte: ACI Digital

Novos Santos na Igreja

(ACI).- Na próxima terça-feira, 15, o Papa Francisco presidirá o consistório para a canonização de cinco beatos entre os quais destacam a Madre Teresa de Calcutá, o menino mexicano José Sánchez del Rio e o Padre Brochero da Argentina.

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[Madre Teresa, Beato José Sánchez del Rio, Padre Brochero, Elizabeth Hesselblad e o Beato polonês Estanislau de Jesus Maria]

Segundo informação divulgada na manhã de hoje pela Sala de Imprensa da Santa Sé, os outros dois beatos cuja canonização será votada nesse dia são o polonês Estanislau de Jesus Maria e Mary Elizabeth Hesselblad.

 

O Consistório se realizará às 10h no Palácio Apostólico do Vaticano, logo depois da celebração da hora tercia presidida pelo Santo Padre.

Neste dia, será definida a data da canonização destes beatos.

No dia 18 de dezembro do ano passado, o Vaticano anunciou a aprovação do milagre atribuído a Madre Teresa, a cura inexplicável de um homem brasileiro que tinha abscessos cerebrais.

O Beato mexicano José Sánchez del Rio foi um menino cristero, que morreu mártir da perseguição religiosa no México durante a segunda década do século XX.

A cura de um bebê mexicano, para quem “humanamente já não havia esperança de vida”, foi o milagre aprovado pelo Santo Padre em 21 de janeiro.

O Pe. José Gabriel do Rosário Brochero será o próximo santo Argentino. Em 2013, o Papa Francisco disse: “Deixemos que o Padre Brochero entre hoje na casa do nosso coração e nos convide a oração, ao encontro com Jesus, que nos liberta de ataduras para sair nas ruas e procurar os irmãos”.

A Beata Elizabeth Hesselblad foi uma luterana que se converteu ao catolicismo na Suécia, a quem os judeus consideram “Justa entre as Nações” – um título que poderia equiparar-se à canonização nessa religião – por ter salvado muitos perseguidos durante a Segunda Guerra Mundial.

Estanislau de Jesus e Maria (cujo nome original era Juan Papczynski) foi um sacerdote e fundador dos Clérigos Marianos da Imaculada Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria, primeira congregação masculina polonesa. Foi beatificado no domingo, 16 de setembro de 2007, no santuário Mariano de Lichen (Polônia).

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Respondendo ao apelo do papa Francisco para toda Igreja, a Diocese de Itabira/Cel. Fabriciano, promove nos dias 04 e 05 de março, as “24 horas para o Senhor”.

No Vale Aço (Ipatinga, Timóteo e Cel. Fabriciano-MG), a iniciativa ocorrerá em dois locais. A co-catedral e igreja Matriz de São Sebastião, no Centro de Fabriciano-MG e também o Santuário do Senhor do Bonfim, no bairro Cidade Nobre, em Ipatinga-MG receberão a programação de adoração e penitencia. As atividades começam ás 15 horas da sexta-feira no Santuário Senhor do Bonfim e ás 19h na Igreja de São Sebastião.  Durante o dia e noite haverá adoração e louvor a Deus Pai.

É valido lembrar que em ambas as igrejas existem a Porta Santa.

Programação

Em Coronel Fabriciano, na sexta-feira (04), Missa de Abertura na Matriz, às sete horas da noite, seguida de confissões, recitação do Terço da Divina Misericórdia, e oração da Hora Santa Vocacional. A partir da meia-noite, as Confissões ocorrem durante toda a madrugada. No sábado (05), a partir das seis e meia da manhã, recitação do Terço Mariano, Missa, às sete horas; sequência das Confissões até o meio dia. A uma da tarde, oração do Ofício da Imaculada Conceição; das duas às seis da tarde, as Confissões serão retomadas; às três horas, recitação do Terço Mariano; e às sete horas da noite, Missa de Encerramento das 24 horas para o Senhor, na Co-catedral de São Sebastião.

No Santuário do Senhor do Bonfim, em Ipatinga, na sexta-feira (04), Missa de Abertura, às três horas da tarde, seguida de adoração ao Santíssimo e Confissões individuais até o sábado (05), quando a será celebrada a Missa de Encerramento também às três da tarde. As portas do Santuário serão mantidas abertas durante todo o tempo de realização das 24 horas para o Senhor.

Por que 24 horas?

“Deus rico de misericórdia” é o tema da jornada de oração e confissão “24 Horas para o Senhor”, organizada pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização e convocada pelo Papa Francisco em sua mensagem para a Quaresma 2016.

“Na Bula de proclamação do Jubileu, fiz o convite para que «a Quaresma deste Ano Jubilar seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a misericórdia de Deus» (Misericordiӕ Vultus, 17). Com o apelo à escuta da Palavra de Deus e à iniciativa «24 horas para o Senhor», quis sublinhar a primazia da escuta orante da Palavra, especialmente a palavra profética. Com efeito, a misericórdia de Deus é um anúncio ao mundo; mas cada cristão é chamado a fazer pessoalmente experiência de tal anúncio. Por isso, no tempo da Quaresma, enviarei os Missionários da Misericórdia a fim de serem, para todos, um sinal concreto da proximidade e do perdão de Deus”.

Trata-se de uma jornada penitencial, na qual as igrejas que a ela aderirem devem manter as suas portas abertas, motivar e facilitar o acesso dos fiéis à confissão. A iniciativa do Conselho Pontifício é de motivar as pessoas a partilhar a fé e viverem melhor os sacramentos, principalmente neste tempo penitencial, que é tão forte para a Igreja e seus fiéis. É “acreditar na oração”, como afirma o Papa Francisco.

Não subestimemos a força da oração de muitos! A iniciativa 24 horas para o Senhor, que espero se celebre em toda a Igreja – mesmo a nível diocesano – nos dias 04 e 05 de Março, pretende dar expressão a esta necessidade da oração.”

E na sua paróquia e diocese, onde serão as atividades?

Com informações da Pascom Diocesana (Peterson Machado) e do Santuário de Nossa Senhora de Fátima.

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El Mito, Papa Francisco, no México

Não consegui acompanhar adequadamente o nosso pontífice em sua viagem ao México. Isso meu caros amigos e leitores devido ao trabalho que me consumiu de um modo muito grande nessas semanas. Também tive uma crise de hipertensão arterial que contribuiu para isso. Mas chega de falar de mim e me justificar. Vamos ao Papa Francisco.

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Arriba! Viva o Papa! Foto: Reuters/Alessandro Di Meo/Pool

Esses dias foram de grande repercussão sua viagem ao México. Francisco encantou como sempre e também deixou mensagens claras e direcionadas.

Encontro histórico

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Antes mesmo de chegar ao México, Papa Francisco realizou algo histórico. Se encontrou com o Patriarca Russo Ortodoxo, Kirill. Nesse encontro mil anos de separação foram aproximados em uma hora de encontro. Saiba mais… 

Encontro com a Mãe

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Um dos momentos mais emocionantes nesta visita, de acordo com o próprio Francisco, foi o encontro com a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. O Papa rezou diante sua imagem. Em coletiva já no Vaticano Francisco disse que pediu várias coisas a padroeira da América Latina e do México.

Pedi pelo mundo, pela paz… mas, tantas coisas… A pobrezinha ficou com a cabeça assim… Pedi perdão, pedi para que a Igreja cresça saudável, pedi pelo povo mexicano… também, uma coisa que pedi muito é que os padres sejam verdadeiros padres e as irmãs, verdadeiras irmãs e os bispos, verdadeiros bispos: como o Senhor nos quer. Isto pedi muito a ela, não? Mas depois, as coisas que um filho diz à Mãe são um pouco secretas…

Política

Francisco falou sobre política e eleições nos Estados Unidos…

“Graças a Deus que disse que sou um político, porque Aristóteles define a pessoa humana como “animal politicus”: ao menos sou uma pessoa humana, eh? E que sou uma peça de xadrez, mas, talvez, não sei… deixo isso a seu juízo, a juízo das pessoas. E, depois, uma pessoa que pensa somente em levantar muros, seja onde seja, e não a fazer pontes, não é cristã. Isso não está no Evangelho. Depois, aquilo que me dizias, o que aconselharia, votar ou não votar: não me envolvo. Somente digo: este homem não é cristão, se diz isto assim. É preciso ver se ele disse assim as coisas, não? E por isso dou o benefício da dúvida.” Diz ao ser perguntado sobre a declaração de Trump, que o chamou de “político”.

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Mil anos de separação aproximados em uma hora

Papa Francisco é o cara! Não há como negar que Francisco tem sido um papa de encontros para a igreja. Um Papa que tem trazido ao mundo, independente da fé, ESPERANÇA. Não podemos negar os trabalhos de seus antecessores, Bento XVI, João Paulo II, nos diálogos  estabelecidos nesta semana com a Igreja Ortodoxa, mas a abertura maior se deve ao carisma de Francisco.

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Foto de Max Rossi/POOL/EPA

Max Rossi/POOL/EPA

O encontro do Papa Francisco com o Patriarca russo Kirill aconteceu em Cuba, no aeroporto de Havana. A reunião em local inusitado se deu devido as agendas dos dois. Papa Francisco ia para o México e Kirill fazia sua primeira visita a América Latina, a Cuba.

“Foi com alegria que nos encontrámos enquanto irmãos da fé cristã para falarmos cara a cara”, lê-se no documento assinado pelo dois. Mais à frente no documento é lamentada a cisão que separou estas duas igrejas em 1054:

“Durante quase mil anos, católicos e ortodoxos foram privados da comunhão da Eucaristia. Temos estado divididos por feridas causadas por conflitos antigos e recentes, por diferenças que herdamos dos nossos ancestrais na maneira como entendemos e expressamos a nossa fé em Deus e em outras três pessoas — pai, filho e espírito santo. Estamos magoados com a falta de unidade, que resulta da fraqueza e do pecado do Homem”. Que a nossa reunião inspire cristãos em todo o mundo para rezarem pelo Senhor com um fervor renovado a favor da unidade de todos os seus discípulos. Num mundo que anseia não só pelas nossas palavras mas também por gestos concretos, que esta reunião sirva como um sinal de esperança para todas as pessoas de bem!”, lê-se no documento assinado por Kirill e Francisco.

O que os uniu? 

O principal motivo desse encontro é a perseguição que cristãos tem sofrido no Oriente Médio e no Norte da África. “As suas igrejas estão a ser barbaramente destruídas e saqueadas, os seus objetos sagrados são profanados e os seus monumentos são destruídos”, escreveram, para depois afunilar o discurso para a situação “na Síria, Iraque e outros países do Médio Oriente”.

E, a propósito da instabilidade e conflito sentidos naquela região, fizeram um apelo à comunidade internacional que ajudasse cristãos e também pessoas de outras religiões:

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Termina o Sínodo dos Bispos e portas se abrem aos divorciados

O Sínodo de Bispos sobre a Família votou com ampla maioria um documento final de 94 parágrafos, que propõe “a integração” na Igreja dos divorciados que voltarem a se casar, após a análise de “caso a caso”.

O texto foi entregue ao papa Francisco, que o divulgou ao público imediatamente e pode ser lido na íntegra aqui.

In this handout picture released by the Vatican press office, Pope Francis (C) attends the Synod on the family on October 5, 2015, as cardinals and bishops gather in the Synod Aula, at the St Peter's basilica in Vatican. Pope Francis on October 4 defended marriage and heterosexual couples as he opened a synod on the family overshadowed by a challenge to Vatican orthodoxy by a gay priest.    AFP PHOTO / OSSERVATORE ROMANO RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT "AFP PHOTO / OSSERVATORE ROMANO" - NO MARKETING NO ADVERTISING CAMPAIGNS - DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS
Foto © OSSERVATORE ROMANO / AFP

Um novo Dicastério

Também é fruto do Sínodo o novo Dicastério criado por Francisco dedicado aos leigos, a família e a vida. O Santo Padre tomou a palavra no começo da sessão e fez o seguinte anúncio: “Decidi instituir um novo Dicastério com competência acerca dos leigos, da família e da vida”.

Os 270 “padres sinodais”, entre bispos e cardeais, que representam os bispos de todo o mundo, aprovaram a suspensão de várias proibições aos divorciados que se casarem novamente, entre elas a de serem padrinhos de batismo e de casamento.

Os padres sinodais insistem, contudo, em que é necessário um “discernimento”, um exame “caso a caso”, para autorizar o acesso aos sacramentos, como a comunhão e a confissão. Algo que já acontece em várias paróquias na prática.

Com isso, os bispos fizeram algum movimento no sentido de uma Igreja mais acolhedora com os casais que vivem juntos e com os católicos em situação irregular, ecoando o pedido do papa argentino a favor de uma instituição que pare de julgar e de condenar.

Três parágrafos tiveram um consenso menor – sobretudo, os de número 85 e 86, dedicados a temas bastante sensíveis para a Igreja Católica. Superando a maioria mínima necessária de dois terços (177), os parágrafos 85 e 86 estão entre os menos votados, com 178 votos a favor e 80 contra.

Nesses parágrafos, os bispos sinodais propõem que “os batizados que tiverem se divorciado e voltado a se casar civilmente sejam reintegrados à comunidade cristã, na medida do possível, evitando gerar escândalo”. O texto não especifica se poderão realizar a comunhão.

“Os divorciados que voltarem a se casar não devem se sentir excomungados e podem viver e envelhecer como membros vivos da Igreja, sentindo-a como uma mãe que acolhe sempre”, acrescenta o texto.

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, lembrou que se trata de propostas dirigidas ao papa, que decidirá se será necessário elaborar um documento papal sobre a família. Lembro que o Sínodo não é dogmático ou doutrinário, apenas aconselhador. Ele foi criado para aconselhar o Santo Padre, ou seja, o Papa pode recusar algumas propostas.

“Não se pode negar que, em algumas circunstâncias, a responsabilidade (da crise do casal) pode ser menor, ou anulada (…) As consequências de alguns atos não podem recair sobre todos por igual”, defendem os prelados, ao se referirem aos divorciados.

No encerramento do sínodo, o papa Francisco elogiou a liberdade de expressão que reinou ao longo das três semanas de trabalho e criticou abertamente “os métodos não de todo benévolos” empregados pelos setores conservadores contra suas propostas de reforma.

Decepção para alguns

O espinhoso tema da homossexualidade foi abordado em apenas um parágrafo, no qual se reitera que a Igreja “respeita” os homossexuais, condena qualquer “discriminação injusta” e se opõe ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O restante desse parágrafo recomenda a Igreja a “acompanhar as famílias com um membro homossexual”.

Para muitos dos presentes, tratar do tema da homossexualidade em uma reunião dedicada à família significou uma anomalia, enquanto para outros prelados, sobretudo africanos, o assunto continua sendo tabu.

“O que parece normal para um bispo de um continente pode ser estranho, quase um escândalo, para outro de outro continente”, reconheceu o sumo pontífice.

Francisco decidiu convocar dois sínodos sucessivos sobre a família – um, em outubro de 2014, e o outro, em outubro de 2015 – para levar a Igreja a se atualizar frente às mudanças na sociedade moderna.

Na sexta-feira, em uma missa, o papa disse querer estimular a Igreja a “avaliar os tempos e a mudar com eles, permanecendo firme no Evangelho”.

Sobre outro ponto importante, no Sínodo, os bispos reiteraram que a instituição aplicará “tolerância zero” em relação à pedofilia, comprometendo-se a colaborar “de forma estreita” com a Justiça.

Fonte: Aleteia

Um golpe no Papa ou um golpe na Igreja?

Desde que começou o Sínodo do Bispos,  neste mês de outubro, os cantos do Vaticano não são mais o mesmos. Não pelos resultados que ainda não foram concluídos e divulgados, mas pelo temor do que poderá vir a ser o documento final do Sínodo e as conclusões do Papa Francisco.

É fato, que o Sínodo é não é doutrinário ou dogmático, mas serve para aconselhar o Papa a tomar decisões que podem afetar essas duas temáticas. E quando se fala de família no Sínodo, se discute todas as suas mazelas atuais e toda a mídia se posiciona contra quaisquer decisões tradicionais, empurrando os fiéis nada fiéis, e são muitos, ao propenso apoio e pressão por novas e modernas “doutrinas”.

Os cantos do Vaticano tem nestes dias se tornado pontos de encontros para especuladores e tramas dignas da ficção de Dan Brown. Um dessas conspirações ou fato real, não sei, é que treze cardeais se insurgiram contra o Papa e seu Sínodo.

Treze, e não doze, importantes purpurados enviaram uma carta ao pontífice no dia da abertura do Sínodo colocando seus pensamentos sobre as regras do Sínodo. Segundo eles, elas facilitariam a aprovação de decisões modernas e antidoutrinais como a comunhão aos divorciados.

Não sei de fato em que acreditar. Sei que há opiniões divergentes sobre isso e as coloco a vocês. Abaixo deixo dois links com textos pró e contra a aventura dos “13 Guardiões da Fé”. Leiam e tirem suas conclusões. As minhas são simples. Para mim, tudo é possível. Um golpe ao Papa e também um golpe a Igreja e suas tradições. Não é de hoje que muita água passa por debaixo das pontes do Vaticano. E que nós, leigos distantes aos cantos da cidade de Roma, se quer pensamos o que pode estar acontecendo. Contudo, um fato é verdadeiro, o “encardido” haje cada vez mais querendo nos separar e nos distanciar da fé verdadeira em Cristo Jesus. Oremos por esse Sínodo e seus participantes. Oremos por toda a Igreja. E que Deus nos ajude.

Ah! Se os cantos do Vaticano estiverem certos, a facada do golpe, seja ele onde for, nos ferirá como nunca.

Leiam:

Treze cardeais escrevem ao papa. Eis aqui a carta.

O ataque contra Francisco: a carta dos 13, mas não só.

[Atualização]

A versão de Dolan

Papa confirma que matrimônio e família são entre homem e mulher

Papa diz que casamento é entre homem e mulher
Papa diz que casamento é entre homem e mulher

(ACI).- O Papa Francisco inaugurou o Sínodo dos Bispos sobre a Família com uma solene Missa na Basílica de São Pedro do Vaticano ontem, dia 04. Nela participaram os pais sinodales que refletirão sobre a família até o próximo 25 de outubro. O Papa explicou aos bispos e fiéis presentes que o matrimônio não é uma utopia da adolescência e que o sonho de Deus para sua criatura predileta, o ser humano, é vê-la realizada na união de amor entre homem e mulher; feliz no caminho comum, fecunda na doação recíproca”, disse o Santo Padre.

Leia na íntegra a homilia do Papa Francisco: Continuar lendo “Papa confirma que matrimônio e família são entre homem e mulher”

O Papa é pop? “Não sou uma estrela, mas Servo dos servos”, diz

É inegável a popularidade de Francisco. Ele é pop, rock e star. Em todas as cidades as quais visitou em Cuba e Estados Unidos – especialmente na América do Norte –, milhares de pessoas saíram às ruas a fim de estar perto do Papa Francisco. No Brasil, sua primeira visita depois de escolhido, se tornou Papa Pop na JMJ consolidando seu pontificado e seu carisma.

Foto: L'Osservatore Romano
Foto: L’Osservatore Romano

Mesmo com tanto amor demonstrado pelos fiéis e não fiéis mundo afora e principalmente em suas visitas, além do fato de comover nossos corações com seus gestos de caridade, fé e misericórdia, Francisco disse a imprensa, ontem, dia 28/09, que não se sente uma ‘celebridade’, nem quer sê-lo, pois segundo ele um Papa somente deve ser um “servo dos servos”, enquanto as estrelas se apagam e caem.

Grafite do Super Papa em Roma
Grafite do Super Papa em Roma

A entrevista foi dada durante o voo papal da Filadélfia com destino a Roma. Uma jornalista perguntou ao Papa: “É bom para a Igreja que o Papa seja uma celebridade?” A resposta foi mítica.

“Sabes qual era o título que os Papas usavam e que se deve usar? Servo dos servos de Deus. É um pouco diferente de uma celebridade. As estrelas são bonitas de se ver, eu gosto de vê-las quando o céu está limpo no verão… Mas, o Papa deve ser – deve ser! – o servo dos servos de Deus. Sim, na imprensa se usa isso, mas há uma outra verdade: quantas estrelas vimos que depois se apagam e caem? É uma coisa passageira. Ao invés, ser ‘servo dos servos de Deus’, isso é bonito! Não passa! Não sei… Assim, penso eu”.

Cartaz da CF 2015
Cartaz da CF 2015

Em outra ocasião o Papa Francisco já havia falado sobre isso. Em uma entrevista publicada no dia 5 de março de 2014, no jornal italiano ‘Il Correr della Sera’ e ‘La Nación’, da Argentina, disse que “pintar ao Papa como se fosse uma espécie de Super-homem, uma espécie de estrela, me parece ofensivo. O Papa é um homem que ri, chora, dorme tranquilo e tem amigos como todos. É uma pessoa normal”.

Outra fala dele sobre o tema do Papa Pop, Star, no dia 14 de setembro, em uma entrevista concedida a jornalista Aura Miguel, da Rádio Renascença (Portugal), ao ser perguntado sobre sua popularidade, o Papa disse:

“E também Jesus, num certo momento, foi muito popular e, depois, acabou como acabou. Ou seja, ninguém tem garantida a felicidade mundana”.

com informações de ACI

Revista “O Meu Papa” chega ao Brasil e vale a pena ler

Neste último domingo, 17, cheguei em casa e me deparei com um correspondência. Ao abrir, uma agradável surpresa. O grupo Panini, responsável por diversas publicações católicas me enviou a primeira edição da revista “O Meu Papa” publicada em terras tupiniquins.  A revista já pode ser encontrada nas bancas do país. O valor é de R$ 4,90.

A revista é linda! Lembro de quando li a noticia que o Vaticano preparava um espécie de “Quem” ou “Caras” do Papa. Lançada ano passado na Itália, O Meu Papa chega aqui. Eis ela aí.

Capa da Revista O Meu Papa
Capa da Revista O Meu Papa

“O Meu Papa” é um revista para se colecionar. Apesar do nome, não se trata de um paparazzi do Papa Francisco e/ou um compilado de sua agenda. Passa sim, pelas suas lições em suas pregações e reflexões. Mostra o cotidiano papal e também do Vaticano. Lembrem-se, o Papa não é a Igreja sozinho, mas a conduz. Acima de tudo, a revista lembra Cristo. Isso é que vale a pena nela. Ter todo um conteúdo cristocentrico.

Em suas páginas, O Meu Papa traz ainda a historio de um santo, nesta edição a de São Pedro e também os santos do mês.

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Ler essa revista é um prazer inenarrável para qualquer cristão. Confesso, que em minha casa tem dado “briga” para ver quem fica com ela. Já fiz escala para ninguém deixar de ler.

Já sou e serei comprador assíduo dessa revista.

Papa nos convida a nos unirmos a videira que é Cristo, Jesus

No domingo, 03 de maio, o Papa Francisco falou aos milhares de peregrinos que estava na Praça São Pedro e também aos católicos espalhados pelo mundo. Francisco convidou a cada cristão a permanecer unido, como ramos a videira, a Jesus por meio dos sacramentos e assim dar os frutos necessários para perseverar e construir o Reino de Deus. Esse frutos, segundo o papa, são o meio pelo qual nos reconhecem como verdadeiros cristãos.

O Papa Francisco do balcão do Palácio Apostólico / Foto: L'Osservatore Romano
O Papa Francisco do balcão do Palácio Apostólico / Foto: L’Osservatore Romano

Papa Francisco comentou o Evangelho do dia, que mostra Jesus se apresentando na Última Ceia.

“Pela última vez Ele está com seus discípulos e então quer imprimir bem em suas mentes uma verdade fundamental: também quando Ele não estiver mais fisicamente em meio deles, eles ainda poderão permanecer unidos a Ele de uma maneira nova, e assim dar muito fruto”, afirma.

Francisco atualiza as palavras do santo Evangelho e afirma que todos nós podemos nos ligar a jesus de um modo novo. Se não nos conectarmos, perdermos a união com Ele, “a comunhão com Ele”, nos tornaríamos estéreis” o que é prejudicial para nós e para a comunidade.

“Para expressar esta realidade, este modo novo de estar unidos a Ele, Jesus utiliza as imagens da videira e os ramos e diz assim: ‘Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim tampouco vocês se não permanecerem em mim. Com esta figura (Jesus) nos ensina como permanecer nele, estar unidos a Ele, embora Ele não esteja fisicamente presente”, diz o papa.

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Papa considera escandaloso mulheres ganharem menos que homens

Hoje, quarta-feira (29), o Papa Francisco fez um apelo pelo fim da diferença salarial entre homens e mulheres. Ele classificou a situação como “um escândalo” e que todos nós cristãos deveríamos reprovar.

“Por que é dado como certo que mulheres devem ganhar menos que homens? Não! Elas possuem os mesmos direitos. A discrepância é um escândalo”, disse. 

Em tom mais enfático, Francisco disse que cristãos deveriam “definitivamente apoiar o direito de igualdade salarial para trabalhos iguais”. É valido lembrar que essa fala do papa não é nenhum apoio ao feminismo, mas sim uma fala de luta pela igualdade. Se um mulher é CEO de uma empresa não se justifica o salário mais baixo só porque é mulher.

O Papa Francisco no Vaticano nesta quarta-feira (29) (Foto: Max Rossi/Reuters)
O Papa Francisco no Vaticano nesta quarta-feira (29) (Foto: Max Rossi/Reuters)

Salários

Mulheres na União Europeia receberam em média 16,4% a menos que homens em 2013, de acordo com estatísticas da agência Eurostat, e dados norte-americanos indicam que mulheres ganham 77 centavos de dólar a cada dólar que um homem ganha, de acordo com salários médios anuais.

Mulheres na Igreja

Francisco disse que quer que mulheres tenham um papel maior na Igreja Católica romana ao redor do mundo e na burocracia do Vaticano, mas disse que “a porta está fechada” para a possibilidade de mulheres se tornarem padres.

A igreja ensina que mulheres não podem se tornar padres porque Jesus deliberadamente escolheu somente homens como seus apóstolos. Os que defendem o sacerdócio feminino rejeitam essa versão, alegam que agiu de acordo com as normas de sua época. É importante também lembrar, quanto a esse assunto, que Jesus quebrou vários paradigmas em sua vinda, mas não quebrou o do sacerdócio.

Com informações do G1 

E o Papa Francisco vai para Cuba

O papa Francisco fala aos fiéis da Praça São Pedro, no Vaticano, durante o Ângelus (Foto: Andreas Solaro/AFP)
O papa Francisco fala aos fiéis da Praça São Pedro, no Vaticano, durante o Ângelus (Foto: Andreas Solaro/AFP)

(ACI/EWTN Noticias).- O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, confirmou hoje que o Papa Francisco visitará Cuba no próximo mês de setembro antes de sua viagem aos Estados Unidos.

O Pe. Lombardi assinalou: “posso confirmar que o Santo Padre Francisco, tendo recebido e aceito o convite por parte das autoridades civis e dos bispos de Cuba, decidiu efetuar uma etapa na ilha antes de chegar aos Estados Unidos com motivo da viagem anunciada já há algum tempo”.

Ainda não se sabe a data exata e os detalhes do novo destino do Pontífice, mas a confirmação chega depois de que a Santa Sé afirmou que estava estudando a possibilidade da viagem.

Além disto, hoje, 22, chegou a Cuba o Cardeal Beniamino Stella, Prefeito da Congregação do Clero, que permanecerá até o 28 de abril. O Cardeal foi Núncio em Cuba de 1993 a 1999 e ajudou a organizar a visita de São João Paulo II em 1998, a primeira vez que um Papa foi à ilha, e a de março de 2012 realizada pelo agora Papa Emérito Bento XVI.

A visita do Cardeal Stella ocorre após o anúncio do dia 17 de dezembro, quando Cuba e Estados Unidos anunciaram o reinicio das relações diplomáticas e reconheceram a contribuição fundamental que a Santa Sé teve neste processo.

O Papa Francisco viajará aos Estados Unidos no próximo mês de setembro para participar do Encontro Mundial das Famílias entre os dias 22 a 25 desse mês na Filadélfia.

Papa Francisco: ” a mulher não é replica do homem”

(ACI).- Conforme anunciou na semana passada, o Papa Francisco falou novamente na catequese desta quarta-feira sobre o homem e a mulher, aprofundando desta vez o tema da complementariedade de ambos.

O Papa deteve-se no segundo capítulo do libro do Gênesis, quando Deus fala de como “criou o homem do pó da terra e o homem tornou-se um ser vivo”.

Uma declaração que vai de encontro as teorias feministas.
Uma declaração que vai de encontro as teorias feministas.

Para o Papa, este “foi o momento culminante da criação, mas algo estava faltando. Então, Deus coloca o homem em um belo jardim para cultivar e cuidar da criação”.

O Santo Padre disse ainda que “a Bíblia nos diz algo precioso: o homem encontra a mulher, eles se encontram e o homem deve deixar tudo para encontrá-la totalmente. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá a ela. Esse acontecimento é lindo! Eles começam juntos um novo caminho. O homem é totalmente para a mulher e a mulher é totalmente para o homem.”

Francisco comentou como Deus viu que não era bom que o homem estivesse sozinho. “Era como uma falta de comunhão, faltava ‘uma’ comunhão, havia uma falta de plenitude.” Finalmente, Deus criou a mulher e o “homem acolhe exultante essa criatura, e reconhece que ela é parte dele.”

“Há uma reciprocidade entre eles”, disse. Com a imagem bíblica da costela de Adão, da qual Eva é plasmada por Deus, não se quer afirmar uma inferioridade ou subordinação da mulher – ela não é uma réplica do homem-, mas expressa uma reciprocidade neles, que o homem e a mulher são da mesma substância e se complementam”.

“E o fato de que Deus na parábola crie a mulher, enquanto o homem dorme, não significa que ela é a criatura do homem, mas de Deus” e “para encontrar a mulher o homem primeiro precisou sonhar “.

O pontífice disse que “a fidelidade de Deus no homem e na mulher, a quem Ele confia a terra, é generosa, é directa e total”. Mas “o maligno faz surgir em suas mentes suspeitar e desconfiar de Deus” e, finalmente, “desobedecer ao mandamento que os protegia. Caíram nessa ilusão de onipotência que contamina tudo e destrói a harmonia.” “Também é algo que sentimos dentro de nós mesmos muitas vezes”, afirmou.

Sobre o pecado, o Papa explicou que este “gera indiferença e divisão entre homem e mulher. Seu relacionamento será prejudicado de muitas formas de abuso e subjugação, sedução e arrogância humilhante, às vezes pode ser dramático e violento “.

“Pensemos, por exemplo, nos excessos negativos das culturas patriarcais. Pensemos nas múltiplas formas de machismo, em que a mulher é considerada de segunda classe. Na instrumentalização e mercantilização do corpo feminino na atual cultura mediática. ” O Papa citou ainda uma recente “epidemia” de ceticismo, e até mesmo de hostilidade que se difunde na nossa cultura, em especial a partir de uma compreensível desconfiança por parte das mulheres, em relação a uma aliança saudável entre os gêneros.

Para Francisco, a desvalorização social desta aliança é certamente uma perda para todos, e os filhos virão ao mundo sempre mais desarraigados. “Devemos honrar o matrimônio e a família! ”, concluiu.

“A desvalorização social da aliança estável entre o homem e a mulher é certamente uma perda para todos,” portanto, ” é importante que o matrimonio e a família sejam valorizados”.

Finalmente, Francisco afirmou que “os cuidados desta aliança entre o homem e a mulher, mesmo na sua condição de pecadores, é para nós cristãos uma vocação de compromisso e valentia no mundo de hoje “.

Papa: “são duas as coisas que o povo de Deus não pode perdoar: um padre apegado ao dinheiro e um padre que maltrata as pessoas”

Papa Francisco: não deixar celebrar casamento com missa é "pecado de escândalo"
Papa Francisco: não deixar celebrar casamento com missa é “pecado de escândalo”

O texto é do ano passado, mas a “catracada’ é atualíssima. Vejam:

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A Igreja nunca seja um comércio, pois a redenção de Cristo é gratuita. Esta foi a mensagem de hoje do Papa Francisco na missa em Santa Marta, na Festa Litúrgica da Apresentação da Virgem Santa Maria no Templo.

Na sua breve reflexão, o Papa sublinhou a Liturgia de hoje que propõe a passagem evangélica na qual Jesus expulsa os vendilhões do Templo, que transformam a casa de oração em covil de ladrões. Este gesto de Jesus é um verdadeiro ato de purificação: o Templo tinha sido profanado e, como tal, também o Povo de Deus, profanado com o grande pecado do escândalo. E o Papa acrescentou que este tipo de comportamento pode escandalizar o povo, mesmo hoje em dia. Quantas vezes, ao entrarmos na igreja, deparamos com uma lista de preços: batizados, bênçãos, intenções de Missa afirmou o Santo Padre que contou uma pequena história.

“Uma vez, recentemente ordenado, eu estava com um grupo de universitários, e um casal queria se casar. Tinham ido a uma paróquia: mas queria casar-se com Missa. E lá, o secretário paroquial disse: – ‘Não é possível’. Mas porque não se pode casar com Missa? Se o Concílio recomenda fazer sempre com a Missa…’. ‘Não é possível porque não podemos passar de 20 minutos’. – ‘Mas por quê’? – ‘Porque tem outros horários marcados’. – ‘Mas nós queremos a Missa’. – ‘Então vocês devem pagar dois horários’. E para casar com Missa tiveram que pagar dois horários. Este é umpecado de escândalo”.

O Papa Francisco recordou ainda: “Sabemos o que Jesus diz àqueles que são motivo de escândalo: “É melhor que sejam atirados ao mar”.

“Quando aqueles que estão no Templo – sejam sacerdotes, leigos, secretário, mas que precisam administrar a Pastoral do Templo – transformam-se em homens de negócio, o povo se escandaliza. E nós somos responsáveis por isto. Os leigos, inclusive! Todos. Porque se vejo que isso acontece na minha paróquia, devo ter a coragem de dizer isso cara a cara ao pároco. E as pessoas sofrem aquele escândalo. É curioso: o povo de Deus sabe perdoar os seus sacerdotes que apresentam alguma fraqueza, que escorregam num pecado… sabe perdoar. Mas são duas as coisas que o povo de Deus não pode perdoar: um padre apegado ao dinheiro e um padre que maltrata as pessoas.”

“Porque a redenção é gratuita; Ele vem trazer a gratuidade de Deus, a gratuidade total do amor de Deus. E quando a Igreja ou as Igrejas se tornam comércio, diz-se que …, não é tão gratuita, a salvação… É por isso que Jesus pega o chicote na mão para fazer este rito de purificação no Templo. Hoje a liturgia celebra a Apresentação de Nossa Senhora no Templo: da menina… Uma mulher simples, como Ana que está naquele momento, e entra Nossa Senhora. Que ela ensine a todos nós, a todos os pastores, a todos aqueles que têm responsabilidades pastorais, a manter limpo o Templo, para receber com amor os que vêm, como se cada um deles fosse Nossa Senhora”.

(Por Aleteia, com Rádio Vaticano – sources: RÁDIO VATICANO

Papa Francisco: “pena de morte é inadmissível”

(ACI).- O Papa Francisco recebeu esta manhã em audiência privada uma delegação da Comissão Internacional contra a pena de morte. No encontro o Santo Padre entregou uma carta a Federico Mayor, Presidente da instituição, na qual ressaltou que “hoje em dia a pena de morte é inadmissível”.

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No texto o Santo Padre afirma que “hoje em dia a pena de morte é inadmissível, por mais grave que tenha sido o delito do condenado. É uma ofensa à inviolabilidade da vida e à dignidade da pessoa humana que contradiz o intuito de Deus sobre o homem e a sociedade e sua justiça misericordiosa, e impede de cumprir com qualquer finalidade justa das penas. Não faz justiça às vítimas, e sim fomenta a vingança”.

”Para um Estado de direito, a pena de morte representa um fracasso, porque o obriga a matar em nome da justiça. Nunca se alcançará a justiça dando morte a um ser humano”, acrescenta.

O Papa afirma deste modo que “com a aplicação da pena capital, nega-se ao condenado a possibilidade da reparação ou emenda do dano causado; a possibilidade da confissão, pela qual o homem expressa sua conversão interior; e da contrição, pórtico do arrependimento e da expiação, para chegar ao encontro com o amor misericordioso e sanador de Deus”.

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Dois anos de Francisco

Há dois anos, dia 13 de março, Francisco era eleito Papa
Há dois anos, dia 13 de março, Francisco era eleito Papa

Hoje a Igreja celebra o segundo ano do Papado de Francisco. Um Papa Histórico, com os outros, mas que surgiu do momento inesperado da renuncia de Bento XVI.

Neste período, Francisco, o primeiro papa latino, causou polêmica em diversas vezes e pronunciamentos. Se fez papa nos corações dos fiéis aqui no Brasil na Jornada Mundial da Juventude. Aqui conhecemos como seria Francisco.

Em dois anos, ele caiu na graça popular, mas também enfrenta crise na Igreja. Abaixo um texto publicado no Fraters In Unum, que segue a linha mais tradicional da Igreja. Leia…

Dois anos com Bergoglio. Dois anos de terror

Por Padre Cristóvão e Padre Williams – Fratres in Unum.com

Sexta-feira treze. Dois anos da eleição de Bergoglio. Concidência triste, mas superlativamente apropriada.

A Igreja, outrora resplandecente de beleza, ornada com a coroa da sabedoria, o esplendor da doutrina, agora jaz saqueada, banalizada, desfigurada e fútil, sob a batuta de um… papa.

Difícil era prever que chegaríamos a este ponto! Mesmo com os resvalos, pessoais e eclesiais, de Paulo VI, nunca havíamos testemunhado tamanho esvaziamento da sacralidade católica, da mínima fidelidade à fé, e, não cansamo-nos de nos pasmar, até mesmo da lucidez quanto às verdades da lei natural!

Depois do Concílio Vaticano II, foi pública a trepidação na Igreja acerca da profissão do dogma, a deserção, o silenciamento, a desinformação, a apostasia, silente ou não, grotesca em muitos casos, mas em todo orbe sentida. Contudo, também é inegável a firmeza com que os papas posteriores, quase que agarrados aos últimos destroços da nau, em meio ao mar encapelado que a tragava, quase que soçobrando à torrente, anunciaram com desassombro os “princípios inegociáveis” da vida e da família, agora desdenhados por Francisco. [Continue lendo aqui…]

Outro texto que mostra as dificuldades do Papa Francisco, é esse aqui:

“Muitos esperam olhando para o relógio o fim do pontificado”, advertiu à AFP o veterano vaticanista Marco Politi, autor do livro “Francisco entre os lobos”. [Leia mais aqui…]

Opinião

Para mim, Francisco trouxe uma nova luz para esses tempos. Trouxe algo que há muito a igreja não vivia intensamente, popularidade. Contudo, a popularidade não é desejo de todos, mas conversão sim. E é preciso passar pela popularidade para que haja conversão. Bem-vinda ou não , ela é necessária para que possamos agir levando o evangelho a muitos.

por Marquione Ban

Papa: o verdadeiro jejum vem do coração

Cidade do Vaticano (RV) – Os cristãos, especialmente na Quaresma, são chamados a viver coerentemente o amor a Deus e o amor ao próximo. Este é um dos trechos da homilia que Francisco pronuncio una Missa celebrada na manhã desta sexta-feira na Casa Santa Marta.

O Papa se inspirou na primeira Leitura extraída do Livro de Isaías, em que o povo se lamenta a Deus por não ouvir seus jejuns. Para o Pontífice, é preciso distinguir entre “o formal e o real”. Ou seja, de que adianta jejuar, não comer carne, e depois brigar ou explorar os funcionários? Eis o motivo pelo qual Jesus condenou os fariseus, porque faziam “tantas observações exteriores, mas sem a verdade do coração”.

O amor a Deus e ao homem estão unidos

O jejum que Jesus quer, ao invés, é o que desfaz as cadeias injustas, liberta oprimidos, veste quem está nu, faz justiça. “Este é o verdadeiro jejum – reiterou o Papa – o jejum que não é somente exterior, uma lei externa, mas deve vir do coração”:

“E nas tábuas da lei há o preceito em relação a Deus, em relação ao próximo e os dois estão juntos. Eu não posso dizer: “Mas, não, eu cumpro os primeiros três mandamentos… e os outros mais ou menos”. Não, se não cumpre estes, não pode cumprir aqueles, e se cumpre este, deve cumprir aquele. Estão unidos: o amor a Deus e o amor ao próximo são uma unidade e se quiser fazer penitência, real e não formal, deve fazê-la diante de Deus e também com o seu irmão, com o próximo”.

Usar Deus para cobrir a injustiça

Pode-se ter tanta fé, prosseguiu, mas – como diz o Apóstolo Tiago – se “não realiza obras, é morta, para que serve?”. Assim, se alguém vai à Missa todos os domingos e comunga, pode-se perguntar: “E como é a sua relação com seus funcionários? Os paga de maneira irregular? Dá a eles um salário justo? Paga também as taxas para a aposentaria? Para a assistência de saúde?”.

“Quantos homens e mulheres têm fé mas dividem as tábuas da lei: ‘Sim, eu faço isso… mas você dá esmolas? Sim, sim, sempre mando um cheque para a Igreja. Ah, então tá… Mas na tua Igreja, na tua casa, com quem depende de você (filhos, avós, funcionários), você é generoso, é justo? Não se pode fazer ofertas à Igrejas e pelas costas, ser injusto com seus funcionários. Este é um pecado gravíssimo: usar Deus para cobrir a injustiça”.

“E isto – retomou o Papa – é aquilo que o profeta Isaias, em nome do Senhor, nos explica”: “Não é um bom cristão quem não faz justiça com as pessoas que dependem dele”. E não é um bom cristão aquele que não se despoja de algo necessário para dar ao próximo, que precisa”.

O caminho da Quaresma é “este, é duplo: a Deus e ao próximo. É real, não simplesmente formal. Não é somente deixar de comer carne sexta-feira, fazer alguma coisinha e depois, deixar aumentar o egoísmo, a exploração do próximo, a ignorância dos pobres”.

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Papa Francisco fala aos cardeais sobre a caridade

Cidade do Vaticano (RV) – “Servir aos outros é nosso único título de honra!”. O Papa Francisco celebrou com os novos cardeais na Basílica de São Pedro na manhã deste domingo (15/02), exortando-os a seguir a lógica de Jesus e o caminho da Igreja: acolher e integrar os que batem à porta, mas também ir buscar, sem medo e preconceito, os distantes.

O Santo Padre dedicou sua longa e articulada homilia à compaixão de Jesus diante da marginalização e a sua vontade de integração. Inspirado na Liturgia do dia, o Papa explicou que Jesus se deixa “envolver na dor e nas necessidades das pessoas”, Jesus tem um coração que “não se envergonha de ter compaixão”, uma compaixão, voltada a reintegrar o marginalizado.

Bento XVI participou do Consistório
Bento XVI participou do Consistório

Para ilustrar esta marginalização, Francisco toma como exemplo o leproso, que pela antiga lei, era “afastado e marginalizado pela comunidade”, considerado impuro. E o objetivo era “salvar os sãos e proteger os justos”, marginalizando assim o “perigo” e tratando sem piedade o contagiado:

“Imaginai quanto sofrimento e quanta vergonha devia sentir, física, social, psicológica e espiritualmente, um leproso! Não é apenas vítima da doença, mas sente que é também o culpado, punido pelos seus pecados. É um morto-vivo, como «se o pai lhe tivesse cuspido na cara». Além disso, o leproso suscita medo, desprezo, nojo e, por isso, é abandonado pelos seus familiares, evitado pelas outras pessoas, marginalizado pela sociedade; mais, a própria sociedade o expulsa e constringe a viver em lugares afastados dos sãos, exclui-o. E o modo como o faz é tal que, se um indivíduo são se aproximasse de um leproso seria severamente punido e com frequência tratado, por sua vez, como leproso”.

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