Professor Felipe Aquino fala sobre Espiritualidade no Carnaval

É João Batista a quem mandei cortar a cabeça, que ressuscitou – Evangelho do Dia Mc 6,14-29

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 6,14-29

Naquele tempo:
14O rei Herodes ouviu falar de Jesus,
cujo nome se tinha tornado muito conhecido.
Alguns diziam: “João Batista ressuscitou dos mortos.
Por isso os poderes agem nesse homem.”
15Outros diziam: “É Elias.”
Outros ainda diziam:
“É um profeta como um dos profetas.”
16Ouvindo isto, Herodes disse:
“Ele é João Batista.
Eu mandei cortar a cabeça dele, mas ele ressuscitou!”
17Herodes tinha mandado prender João,
e colocá-lo acorrentado na prisão.
Fez isso por causa de Herodíades,
mulher do seu irmão Filipe,
com quem se tinha casado.
18João dizia a Herodes:
“Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão.”
19Por isso Herodíades o odiava
e queria matá-lo, mas não podia.
20Com efeito, Herodes tinha medo de João,
pois sabia que ele era justo e santo,
e por isso o protegia.
Gostava de ouvi-lo,
embora ficasse embaraçado quando o escutava.
21Finalmente, chegou o dia oportuno.
Era o aniversário de Herodes,
e ele fez um grande banquete para os grandes da corte,
os oficiais e os cidadãos importantes da Galiléia.
22A filha de Herodíades entrou e dançou,
agradando a Herodes e seus convidados.
Então o rei disse à moça:
“Pede-me o que quiseres e eu to darei.”
23E lhe jurou dizendo:
“Eu te darei qualquer coisa que me pedires,
ainda que seja a metade do meu reino.”
24Ela saiu e perguntou à mãe:
“O que vou pedir?”
A mãe respondeu:
“A cabeça de João Batista.”
25E, voltando depressa para junto do rei, pediu:
“Quero que me dês agora, num prato,
a cabeça de João Batista.”
26O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar.
Ele tinha feito o juramento diante dos convidados.
27Imediatamente, o rei mandou
que um soldado fosse buscar a cabeça de João.
O soldado saiu, degolou-o na prisão,
28trouxe a cabeça num prato e a deu à moça.
Ela a entregou à sua mãe.
29Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá,
levaram o cadáver e o sepultaram.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Mc 6, 14-29

Todas as pessoas que participam da missão de Jesus, participam também do seu tríplice múnus: sacerdotal, profético e real. Participam do sacerdócio de Cristo através da busca da santificação pessoal e comunitária, da oração, da intercessão, etc. Participa do múnus profético através da palavra que denuncia o pecado e anuncia o Reino e participa do múnus régio pelo serviço aos irmãos e irmãs. A participação no múnus profético exige compromisso com a verdade e os valores morais, que atrai a ira de todos os que são contrários à proposta de Jesus, e, como no caso de João Batista, acarreta em ódio, vingança, perseguição e pode até levar à morte.

 

Hoje é dia de Santa Bakhita. Conheça sua história

Uma mensagem de amor, misericórdia e bondade. O ano é 1948 e Aurora Martin chega ao convento de Canossian aonde Bakhita acabou de morrer e acaba recordando a incrível vida e mulher que cuidou dela quando menina. Nascida em uma vila no Sudão, seqüestrada por traficantes e vendida a Frederico Martin, um mercador italiano.

De volta à Itália, Bahkita se torna baba de Aurora, que perdeu sua mãe no nascimento. Mesmo com uma violenta oposição dos camponeses e moradores locais, Bakhita abraça a fé católica graças ao Padre Antonio. Contrariado, Frederico Martin não aceita, pois a considera sua propriedade, e agora vai caçá-la a fim de trazê-la de volta. No ano de 2000 ela foi declarada Santa pelo Papa João Paulo II.

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“O papa está certo”: distribuição de camisinhas na África não contém epidemia de AIDS

Galileu – Quando Bento XVI afirmou que a distribuição de camisinhas não resolveria o problema da Aids , muitos disseram que ele estava errado. As evidências mostram o contrário. Estudos importantes, como pesquisas demográficas e de saúde, não conseguiram encontrar uma associação entre uma maior disponibilidade ou o uso de preservativos e menores taxas de infecção pelo HIV na África.

Na prática, os preservativos mostraram não ser a melhor política para conter a Aids. As camisinhas não têm funcionado para frear a epidemia que se abate sobre o continente africano. Por mais católico que possa soar, a melhor política para epidemias generalizadas consiste em promover a fidelidade e a monogamia. O que vemos como resultado é uma redução do número de parceiros. O que também tem funcionado e deve se promover é a circuncisão masculina, que comprovadamente reduz as chances de contágio.

Um exemplo claro é o que aconteceu em Uganda. O país promoveu a política ABC, sigla em inglês para abstinência, fidelidade ou camisinha. A população contaminada com o HIV foi reduzida em 66%. No entanto, o governo sofreu grande pressão para seguir a linha de prevenção de outros países. Como resultado, Uganda deixou a ênfase na redução do número de parceiros e passou a adotar a fórmula batida de preservativos + testes + remédios. Nos últimos anos, os índices de contaminação voltaram a aumentar.

O Brasil está em uma situação diferente, com uma chamada “epidemia concentrada”. Preservativos têm mais chances de sucesso em lugares assim. No entanto, ainda faltam programas que desencorajem sexo casual ou com prostitutas e múltiplos parceiros.

De maneira geral, a imprensa foi bastante irresponsável ao criticar o papa. E não culpo o público por estar confuso. Não seria errado pensar que muitos líderes e parte da mídia que “crucificaram” o papa deveriam checar antes os dados científicos mais recentes.

Logo, logo, as provas passarão a ser tão contundentes que a maioria dos mitos sobre a Aids serão destruídos. Assim, poderemos começar a implementar programas de prevenção com base em evidências científicas. Com ou sem a bênção do papa.

por EDWARD GREEN
DIRETOR DO PROJETO DE PESQUISA E PREVENÇÃO DA AIDS DA ESCOLA DE SAÚDE PÚBLICA DE HARVARD

“Começou a enviá-los” – Evangelho do Dia Mc 6,7-13

Evangelho – Mc 6,7-13

 
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 6,7-13

Naquele tempo:

7Jesus chamou os doze,

e começou a enviá-los dois a dois,

dando-lhes poder sobre os espíritos impuros.

8Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho,

a não ser um cajado;

nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura.

9Mandou que andassem de sandálias

e que não levassem duas túnicas.

10E Jesus disse ainda:

“Quando entrardes numa casa,

ficai ali até vossa partida.

11Se em algum lugar não vos receberem,

nem quiserem vos escutar, quando sairdes,

sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!”

12Então os doze partiram

e pregaram que todos se convertessem.

13Expulsavam muitos demônios

e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.

Palavra da Salvação.

Reflexão – Mc 6, 7-13

Quem é verdadeiramente discípulo de Jesus não deve pensar em si próprio, mas deve viver em função das outras pessoas, preocupar-se com os seus problemas e necessidades, ir ao encontro de todos para levar o Evangelho, a motivação para a conversão e a esperança de uma vida melhor. Nós fomos enviados por Jesus para realizar essa missão. Não devemos levar nada que seja para nós, além do que seja estritamente necessário, pois não devemos nos preocupar com o nosso bem estar, mas sim com o dos nossos irmãos e irmãs. Somente com este espírito é que podemos participar da obra evangelizadora de Cristo.

Quanto ganha o bispo?

 Recentemente, apareceram na imprensa várias matérias e reflexões sobre o dinheiro recolhido pelas Igrejas no Brasil. São números que impressionam, se forem olhados sem o devido discernimento. Os valores globais divulgados e que teriam sido recolhidos “em nome de Igrejas” ao longo de um ano também incluem os da Igreja Católica; mas não aparecem discriminados e não se especificou o que se refere a cada grupo religioso em particular, o que leva a fazer juízos errôneos, sem as devidas distinções e considerações.

No caso da Igreja Católica, considerando o número de fiéis, a média da contribuição individual por fiel pode ser baixíssima. Há que se levar em conta que, no nosso caso, as contribuições são feitas “para a Igreja”, representada também civilmente por entidades e instituições que prestam contas à Receita Federal. A pergunta que fica no ar é se isso acontece com todos os grupos religiosos, ou se as doações acabam beneficiando pessoalmente a quem as recolhe?

Há que se ver, ainda, a aplicação desses recursos e se perceberá qual é o volume de assistência e de benefícios sociais e culturais, e até mesmo de empregos gerados a partir das organizações religiosas. Ninguém imagine que na Igreja Católica, padres, bispos e organizações religiosas não pagam impostos, INSS, contas de água e luz. As isenções previstas em lei são apenas algumas, que não beneficiam pessoalmente as pessoas em serviço nas organizações religiosas, mas essas próprias organizações.

Dizer que as Igrejas recolhem mais de 20 bilhões de reais por ano no Brasil pode representar muito, aos olhos de alguns; mas isso pode representar muito pouco, se formos considerar as coisas mais no detalhe. Em tudo isso, é preciso colocar sempre um sensato e prudente “depende”. O que mais chamou a atenção foi a notícia sobre fortunas individuais e impérios políticos e econômicos organizados, até mesmo em pouco tempo, por líderes religiosos, que transformam a fé e os “serviços religiosos” em “produtos”, oferecendo-os ao público numa lógica capitalista de mercado.

Há, certamente, um problema no ar em relação ao campo religioso brasileiro; esse problema precisa ser enfrentado melhor pelas autoridades competentes. O que sempre foi mais colocado em evidência na opinião pública, até mesmo de maneira superdimensionada, foi a “perda de fiéis” por parte da Igreja Católica, talvez até com o desejo inconfessado de que isso continue a acontecer e que é um bem para o Brasil… A verdade é que essa mobilidade religiosa atinge todas as religiões tradicionais no Brasil e mesmo os grupos surgidos mais recentemente. O que não se aprofundou, a meu ver, foi a reflexão sobre os modos, as implicações e as consequências dessa “mobilidade religiosa”, que agora começam a aparecer.

O “Estado laico” não deve ser um álibi para deixar livre curso à exploração econômica, e em benefício privado, da credulidade e das necessidades religiosas e espirituais dos fiéis, valendo-se dos benefícios que o mesmo Estado reconhece às organizações religiosas. Alguma distorção grave está acontecendo no mundo religioso do Brasil, que terá consequências para a própria identidade cultural do Brasil no futuro próximo. Uma séria reflexão precisa ser feita.

Na Igreja Católica, as doações não são destinadas ao padre ou ao bispo, pessoalmente, mas à paróquia, à diocese, ou a outras instituições, organizações e obras sociais devidamente reconhecidas. Nossas paróquias e instituições religiosas não têm configuração empresarial, voltada para a produtividade e o ganho, mas têm fins religiosos, sociais e culturais, não pertencendo a ninguém em particular. As normas da nossa Igreja prescrevem rigor e transparência no controle e na aplicação dos recursos, bem como na prestação de contas.

Requerem ainda as normas da Igreja que haja Conselhos de Assuntos Econômicos em todas as paróquias e dioceses, com a participação de pessoas idôneas e competentes, para a boa administração dos recursos recolhidos. Todos esses recursos devem ser destinados ao cumprimento da missão da própria Igreja e, jamais, ao benefício pessoal de quem quer que esteja a serviço da Igreja, em qualquer nível, serviço e cargo.

Por delicado que seja, esse tema da exploração mercadológica da religiosidade e da religião carece de uma serena e profunda reflexão, para evitar o risco do descrédito da própria religião, de toda religião.

Cardeal Odilo Pedro Scherer

Arcebispo de São Paulo, SP. Estudou filosofia no seminário maior Rainha dos Apóstolos e teologia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná, ambos em Curitiba, PR. Mestre em filosofia e doutor em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

“Um profeta só não é estimado em sua pátria” – Evangelho do Dia Mc 6, 1-6

Evangelho – Mc 6,1-6

Um profeta só não é estimado em sua pátria.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 6,1-6

Naquele tempo:
1Jesus foi a Nazaré, sua terra,
e seus discípulos o acompanharam.
2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga.
Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam:
“De onde recebeu ele tudo isto?
Como conseguiu tanta sabedoria?
E esses grandes milagres
que são realizados por suas mãos?
3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria
e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão?
Suas irmãs não moram aqui conosco?”
E ficaram escandalizados por causa dele.
4Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado
em sua pátria, entre seus parentes e familiares”.
5E ali não pôde fazer milagre algum.
Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos.
6E admirou-se com a falta de fé deles.
Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Mc 6, 1-6

Muitas vezes, nós nos apegamos apenas à realidade aparente e colocamos a nossa confiança apenas em critérios humanos para a compreensão dessa realidade. Confiamos principalmente nas nossas experiências pessoais e no que as ciências modernas nos ensinam. Tudo isso faz com que tenhamos uma visão míope da realidade, fato que tem como conseqüência o endurecimento do nosso coração e o fechamento ao transcendente, ao sobrenatural e, principalmente, às realidades espirituais e eternas. Quando nos fechamos ao próprio Deus, simplesmente nos tornamos incapazes de ver sua presença no nosso dia a dia e dificultamos a sua ação, que visa principalmente o nosso bem.

Dom Damasceno recebe texto base do 13º Intereclesial

DomDamascenoCEBS

Durante a reunião do Consep nesta quarta-feira, 06 de fevereiro, o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, dom Severino Clasen, entregou ao presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, o texto-base do 13º Intereclesial das CEBs, que será realizado de 7 a 11 de janeiro de 2014, em Juazeiro do Norte, diocese do Crato (CE).
O documento foi lançado oficialmente durante a 4ª Reunião da Ampliada Nacional, no último dia 25 de janeiro no salão dos romeiros em Juazeiro do Norte (CE). O tema desta Intereclesial será “Justiça e Profecia a serviço da Vida” e o lema: “CEBs, romeiras do reino no campo e na cidade”. O texto já está disponível no secretariado do 13º Intereclesial em Crato. Foi lançada também a cartilha em versão popular para os círculos bíblicos e grupos de reflexão.

Pastoral da Criança é tema de debate nos Estados Unidos

nelsonO coordenador da Pastoral da Criança Internacional, médico Nelson Arns Neumann, participa nesta semana, nos Estados Unidos, da Marquette Mission Week 2013, promovida pela Marquette University, na cidade de Milwaukee. O evento, que tem como tema “The World is our Home” (O mundo é nossa casa), homenageia os ganhadores do Prêmio Opus Prize que, unindo fé e empreendedorismo, desenvolvem ações sociais para reduzir problemas globais como a pobreza, fome, doenças e violações dos direitos humanos.

Neumann participa como representante da fundadora da Pastoral da Criança, a médica Zilda Arns Neumann, contemplada com o Opus Prize em 2006. Estarão reunidos em Milwaukee os dez ganhadores do prêmio criado em 2004 pela Opus Prize Foundation. Além do Brasil já foram destacados com o prêmio personalidades dos Estados Unidos, Equador, Jamaica, Índia, Congo, Malawi, Marrocos, Burundi e Tanzânia.

A agenda da Marquette Mission Week é extensa e prevê atividades com os estudantes e professores da universidade, debates e troca de experiências com líderes comunitários, empreendedores sociais e outros públicos. Os ganhadores do Opus Prize também se reunirão com Mark Dybul, diretor executivo do Global Fund to Figth, entidade que se dedica ao combate da tuberculose, malária e  AIDS.

Durante o evento a estratégia comunitária da Pastoral da Criança desenvolvida no Brasil e em mais 21 países da América Latina, África e Ásia será apresentada e debatida em várias oportunidades. Do total de mortes de crianças que ocorrem em todo o mundo, pelo menos 63% são causadas por doenças facilmente preveníveis como a diarreia, pneumonia, malária, HIV e infecções em geral. Neste contexto, que exige soluções imediatas e acessíveis às populações em risco, há grande interesse dos organizadores e público na experiência internacional da Pastoral da Criança, principalmente na transferência de sua metologia para os países mais pobres.

O prêmio de 1 milhão de dólares da Opus Prize recebido pela Pastoral da Criança vem sendo  investido desde 2007 em onze das 21 nações onde a entidade leva sua ação humanitária. Angola, Paraguai, Guatemala, Guiné Bissau, Timor Leste, Guiné-Conacri, Filipinas, Colômbia, Bolívia, Honduras e Moçambique contam com esses recursos para  implantar e ampliar as ações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania nas comunidades mais carentes.

No ano passado, a Pastoral da Criança contou com o apoio de mais oito fontes de financiamento para assegurar sua atuação internacional. “O dinheiro – observa Nelson Arns Neumann – é administrado na sede aberta no Uruguai, pois do contrário a entidade não poderia enviar dinheiro para o exterior”.  As dificuldades da legislação brasileira obrigou, em 2008, a médica Zilda Arns a criar a Pastoral da Criança Internacional para levar sua bem sucedida experiência para outros países pobres.

“Menina, levanta-te!” – Evangelho do Dia Mc 5, 21-43

Evangelho – Mc 5,21-43

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 5,21-43

Naquele tempo:
21Jesus atravessou de novo, numa barca,
para a outra margem.
Uma numerosa multidão se reuniu junto dele,
e Jesus ficou na praia.
22Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga,
chamado Jairo.
Quando viu Jesus, caiu a seus pés,
23e pediu com insistência:
“Minha filhinha está nas últimas.
Vem e pðe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!”
24Jesus então o acompanhou.
Uma numerosa multidão o seguia e o comprimia.
25Ora, achava-se ali uma mulher
que, há doze anos, estava com uma hemorragia;
26tinha sofrido nas mãos de muitos médicos,
gastou tudo o que possuía,
e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais.
27Tendo ouvido falar de Jesus,
aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão,
e tocou na sua roupa.
28Ela pensava:
“Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada”.
29A hemorragia parou imediatamente,
e a mulher sentiu dentro de si
que estava curada da doença.
30Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele.
E, voltando-se no meio da multidão, perguntou:
“Quem tocou na minha roupa?”
31Os discípulos disseram:
“Estás vendo a multidão que te comprime
e ainda perguntas: “Quem me tocou”?”
32Ele, porém, olhava ao redor
para ver quem havia feito aquilo.
33A mulher, cheia de medo e tremendo,
percebendo o que lhe havia acontecido,
veio e caíu aos pés de Jesus,
e contou-lhe toda a verdade.
34Ele lhe disse:
“Filha, a tua fé te curou.
Vai em paz e fica curada dessa doença”.
35Ele estava ainda falando,
quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga,
e disseram a Jairo:
“Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o mestre?”
36Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga:
“Não tenhas medo. Basta ter fé!”
37E não deixou que ninguém o acompanhasse,
a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João.
38Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga,
Jesus viu a confusão
e como estavam chorando e gritando.
39Então, ele entrou e disse:
“Por que essa confusão e esse choro?
A criança não morreu, mas está dormindo”.
40Começaram então a caçoar dele.
Mas, ele mandou que todos saíssem,
menos o pai e a mãe da menina,
e os três discípulos que o acompanhavam.
Depois entraram no quarto onde estava a criança.
41Jesus pegou na mão da menina e disse:
“Talitá cum” – que quer dizer:
“Menina, levanta-te!”
42Ela levantou-se imediatamente e começou a andar,
pois tinha doze anos.
E todos ficaram admirados.
43Ele recomendou com insistência
que ninguém ficasse sabendo daquilo.
E mandou dar de comer à menina.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Mc 5, 21-43

A pessoa de fé é aquela que acolhe a revelação divina e responde de forma positiva aos seus apelos. Quando a pessoa acolhe Jesus como sendo o Filho de Deus e procura responder de forma positiva a esta presença de Deus em sua vida, ela é constantemente movida ao encontro de Deus e passa a se beneficiar de suas graças e bênçãos. Mas quem não acolhe a revelação, não reconhece Jesus como o verdadeiro Deus presente no meio de nós, não vai ao seu encontro, não participa da sua vida e do seu projeto de amor e, consequentemente, não se beneficia de tudo aquilo que ele nos concede.

A ruptura da família é o primeiro problema da sociedade contemporânea, afirma autoridade vaticana

Dom Vincenzo Paglia, Presidente do Pontifício Conselho para a Família

(ACI/EWTN Noticias).- Dom Vincenzo Paglia, Presidente do Pontifício Conselho para a Família no Vaticano, apresentou esta manhã no Escritório de Imprensa da Santa Sé o evento “De Milão a Filadélfia: as perspectivas do Pontifício Conselho para a Família”, no qual analisou-se os resultados do Encontro Mundial das Famílias em maio de 2012 nessa cidade italiana.

Participaram também Francesca Dossi e seu esposo Alfonso Colzani, responsáveis pelo Serviço para as Famílias da arquidiocese de Milão.

O Arcebispo recordou que esse acontecimento “demonstrou a força vital que as famílias representam na Igreja e na própria sociedade. Obviamente, há muitos problemas relacionados com o matrimônio e a família, mas não devemos esquecer que a família segue sendo o ‘recurso’ fundamental da nossa sociedade”.

As estatísticas são unânimes em assinalar que a família se situa no primeiro lugar como foco de segurança, refúgio, de apoio para a vida e se mantém no topo dos desejos da grande maioria dos jovens. Na Itália, por exemplo, ao redor de 80 por cento dos jovens dizem que preferem o matrimônio (civil ou religioso) enquanto apenas 20 por cento opta pela convivência.

Na França, as pesquisas indicam que 77 por cento quer construir sua vida familiar permanecendo com a mesma pessoa toda a vida. Por outra parte, a necessidade da família está gravada no coração humano, desde que Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só”.

“Esta verdade profunda que marca tão radicalmente a vida humana parece ser espancada por uma cultura contrária. Há uma escalada ao individualismo que racha a família, assim como as diferentes formas de sociedade. Por isso, a ruptura da família é o primeiro problema da sociedade contemporânea”, indica Dom Paglia.

O Prelado Vaticano, disse logo que “é certo que boa parte da história ocidental contemporânea foi concebida como libertação de qualquer laço: com outros, com a família, com a responsabilidade para o outro. E é igualmente certo que os laços, às vezes, oprimiram a subjetividade. Mas hoje a vertigem da solidão com o culto do eu, liberado de qualquer atadura e a desorientação provocada pela globalização acentúan ainda mais o individualismo e a tentação de fechar-se em si mesmos”.

“A Igreja –prosseguiu– se preocupa com a crise que atravessam o matrimônio e a família, porque é consciente de que ambos são uma boa notícia, um evangelho para os homens e mulheres de hoje, freqüentemente sós e sem amor, sem paternidade, nem apoio.

A Igreja, “perita em humanidade”, conhece também o alto preço da fragilidade da família pago sobre tudo pelas crianças (nascidas e não nascidas), os idosos e os doentes. Nas diversas épocas históricas houve mudanças, inclusive profundas, na instituição familiar, mas nunca se abandonou seu “genoma”, sua dimensão profunda, quer dizer, ser uma instituição formada por homem, mulher e filhos.

Portanto, “urge uma atenta reflexão cultural e uma defesa mais vigorosa da família, para colocá-la –e rapidamente– no centro da política, da economia, da cultura, seja nos distintos países onde diferentes organismos internacionais, envolvendo também os crentes de outras tradições religiosas e as pessoas de boa vontade. É uma fronteira que toca os próprios fundamentos da sociedade humana. Daí o extraordinário interesse da Igreja sobre tudo neste momento histórico”.

O Pontifício Conselho para a Família “sente a necessidade de ajudar tanto dentro como fora dos limites da Igreja a redescobrir o valor da família. Há um grande trabalho a ser feito no plano cultural: trata-se de restaurar o valor de uma cultura da família, para que esta volte a ser atrativa e importante para a própria vida e para a sociedade”.

“Ocupar-se da família não significa restringir-se a um segmento da vida ou da sociedade: hoje significa ampliar os horizontes além de nós mesmos e decidir-nos a participar da construção de uma sociedade que seja ‘família’ em si mesma, até capacitar a ‘família’ dos povos e das nações”.

Iniciativas do Pontifício Conselho para a Família

O Prelado concluiu a sua apresentação ilustrando as iniciativas que, ao longo deste ano e até o próximo encontro das famílias na cidade de Filadelfia (EUA), o Pontifício Conselho realizará, entre as quais destaca-se a apresentação da Carta dos Direitos da Família, –elaborada há trinta anos por esse dicasterio– na sede das Nações Unidas em Nova Iorque e Genebra e no Parlamento Europeu.

Em abril começará uma série de seminários titulados “Diálogos para a família” em que os peritos de diferentes disciplinas abordarão questões relativas aos principais desafios relacionados com a família e o matrimônio.

Em Roma, no fim de junho terá lugar um congresso internacional de advogados católicos, centrado nos direitos de família e, por último, em outubro, a assembleia plenária do Pontifício Conselho se centrará na Carta dos Direitos da Família.

Nos dias 26 e 27 desse mesmo mês, por motivo do Ano da Fé, haverá uma peregrinação das famílias à tumba de São Pedro.

“Espírito impuro, sai desse homem!” – Evangelho do Dia Mc 5,1-20

Evangelho – Mc 5,1-20

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 5,1-20

Naquele tempo:
1Jesus e seus discípulos chegaram à outra margem do mar,
na região dos gerasenos.
2Logo que saiu da barca,
um homem possuído por um espírito impuro,
saindo de um cemitério, foi ao seu encontro.
3Esse homem morava no meio dos túmulos
e ninguém conseguia amarrá-lo,
nem mesmo com correntes.
4Muitas vezes tinha sido amarrado com algemas e correntes,
mas ele arrebentava as correntes e quebrava as algemas.
E ninguém era capaz de dominá-lo.
5Dia e noite ele vagava entre os túmulos e pelos montes,
gritando e ferindo-se com pedras.
6Vendo Jesus de longe,
o endemoninhado correu, caiu de joelhos diante dele
7e gritou bem alto:
“Que tens a ver comigo, Jesus, Filho do Deus altíssimo?
Eu te conjuro por Deus, não me atormentes!”
8Com efeito, Jesus lhe dizia:
“Espírito impuro, sai desse homem!”
9Então Jesus perguntou:
“Qual é o teu nome?”
O homem respondeu:
“Meu nome é “Legião”, porque somos muitos.”
10E pedia com insistência
para que Jesus não o expulsasse da região.
11Havia aí perto uma grande manada de porcos,
pastando na montanha.
12O espírito impuro suplicou, então:
“Manda-nos para os porcos, para que entremos neles.”
13Jesus permitiu.
Os espíritos impuros saíram do homem e entraram nos porcos.
E toda a manada – mais ou menos uns dois mil porcos –
atirou-se monte abaixo para dentro do mar,
onde se afogou.
14Os homens que guardavam os porcos saíram correndo
e espalharam a notícia na cidade e nos campos.
E as pessoas foram ver o que havia acontecido.
15Elas foram até Jesus e viram o endemoninhado sentado,
vestido e no seu perfeito juízo,
aquele mesmo que antes estava possuído pela Legião.
E ficaram com medo.
16Os que tinham presenciado o fato
explicaram-lhes o que havia acontecido
com o endemoninhado e com os porcos.
17Então começaram a pedir
que Jesus fosse embora da região deles.
18Enquanto Jesus entrava de novo na barca,
o homem que tinha sido endemoninhado
pediu-lhe que o deixasse ficar com ele.
19Jesus, porém, não permitiu.
Entretanto, lhe disse:
“Vai para casa, para junto dos teus
e anuncia-lhes tudo o que o Senhor,
em sua misericórdia, fez por ti.”
20Então o homem foi embora e começou a pregar na Decápole
tudo o que Jesus tinha feito por ele.
E todos ficavam admirados.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Mc 5, 1-20

O que nós queremos fazer a partir do momento em que fazemos uma experiência mais profunda do amor de Deus em nossas vidas? Em muitos casos, o que acontece é que a pessoa adota uma postura intimista e individualista de vivência religiosa. O Evangelho de hoje nos mostra essa tendência, mas nos mostra também a vontade de Deus. Jesus não permitiu que o homem que tinha sido endemoninhado ficasse com ele, mas o enviou para ser evangelizador através do testemunho da misericórdia de Deus, mostrando-nos, assim, que a verdadeira resposta ao amor de Deus é o compromisso evangelizador.

Jesus manso e humilde de coração, fazei nossos corações semelhante ao Vosso

Sagrado Coração de Jesus – Oração

“No Coração de Jesus existe tudo o que precisamos: fortaleza para os fracos, coragem para os tímidos, luz e conselho para os hesitantes; e para todos: humildade, paz, caridade e alegria de viver”. (Santa Paula Frassinetti)

Ó Coração sacratíssimo de Jesus, fonte viva e vivificante de Vida Eterna, tesouro infinito de divindade, fornalha ardente de amor divino, vós sois o lugar do meu descanso, o refúgio da minha segurança.

Ó meu amável Salvador, inflamai o meu coração daquele amor ardentíssimo do qual arde o vosso; derramai nele as inumeráveis graças de que o vosso Coração é a fonte.

Fazei que a vossa Vontade seja a minha e que a minha vontade seja eternamente conforme a vossa. Amém.

É a menor de todas as sementes e se torna maior do que todas as hortaliças – Evangelho do Dia (Mc 4,26-34)

 

É a menor de todas as sementes e se

torna maior do que todas as hortaliças

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 4,26-34

Naquele tempo:
26Jesus disse à multidão:
“O Reino de Deus
é como quando alguém espalha a semente na terra.
27Ele vai dormir e acorda, noite e dia,
e a semente vai germinando e crescendo,
mas ele não sabe como isso acontece.
28A terra, por si mesma, produz o fruto:
primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga
e, por fim, os grãos que enchem a espiga.
29Quando as espigas estão maduras,
o homem mete logo a foice,
porque o tempo da colheita chegou”.
30E Jesus continuou:
“Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus?
Que parábola usaremos para representá-lo?
31O Reino de Deus é como um grão de mostarda
que, ao ser semeado na terra,
é a menor de todas as sementes da terra.
32Quando é semeado, cresce
e se torna maior do que todas as hortaliças,
e estende ramos tão grandes,
que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”.
33Jesus anunciava a Palavra
usando muitas parábolas como estas,
conforme eles podiam compreender.
34E só lhes falava por meio de parábolas,
mas, quando estava sozinho com os discípulos,
explicava tudo.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Mc 4, 26-34

Muitas vezes tentamos explicar a realidade do Reino de Deus de uma forma muito complicada, repleta de elaborações doutrinais e de palavras com significados bem específicos que exigem dicionários e conhecimentos específicos em várias ciências para a sua compreensão. Jesus não age assim. Ele procura revelar as verdades do Reino de forma muito simples, compreensível para todas as pessoas, para que os simples e humildes possam acolher a proposta divina e dar a sua adesão a esta proposta sem desanimar diante de dificuldades teóricas e científicas.

 

Nota: O Anunciador está com dengue

Irmãos e Irmãs em Cristo.

Estou escrevendo esse post para justificar essa semana de ausência aqui no blog. Infelizmente estou com dengue, agora em fase final. No entanto, estive muito ruim com febre, vômito, dor pelo corpo e tantos outros sintomas dessa doença. E, devido a isso não pude postar nenhuma matéria ou nota neste período.

Senti profundamente o fato de não pode interagir com vocês, mas agora estou de volta e apito a publicar para vocês as melhores informações sobre o universo católico no Brasil e no mundo.

Para encerrar, gostaria de pedir a vocês que nesse tempo chuvoso não esqueçam de olhar seu quintais, suas calhas, caixas, ralos e qualquer outro lugar que possa para água. Ah! Existe um lugar que quase ninguém olha, a caixinha do desgelo da geladeira, que fica atrás perto do motor.

Tomemos cuidado, porque dengue Mata.

Todos-contra-a-dengue1