Nunca acobertei casos de pedofilia, diz Bento XVI em uma longa carta escrita a um ateu militante

ppbxvi240913(ACI/EWTN Noticias).- O matemático italiano e ateu militante, Piergiorgio Odifreddi, recebeu no último dia 3 de setembro uma carta muito especial. Um envelope selado, com 11 páginas com data de 30 de agosto e assinada por Bento XVI.

No texto, o Bispo Emérito de Roma responde ao livro de Odifreddi “Caro papa, ti scrivo” (Querido Papa, escrevo-te, Mondadori, 2011). Um livro que, como o autor recorda, desde a capa se define como uma “luciferina introdução ao ateísmo”.

No artigo no qual Odifreddi comenta as suas impressões ao receber esta carta afirma: “Não foi uma coincidência ter dirigido a minha carta aberta a Ratzinger. Depois de ter lido o seu “Introdução ao Cristianismo”, entendi que a fé e a doutrina de Bento XVI, a diferença de outros, eram o suficientemente coerentes e sólidas para poder confrontar perfeitamente e sustentar ataques frontais”.

Agressividade e descuido na argumentação

No fragmento da carta que foi publicado no jornal La Repubblica, pode-se ler como Bento XVI reconhece que desfrutou e aproveitou a leitura de algumas partes da carta, mas outras partes se surpreendeu por “uma certa agressividade e descuido na argumentação”.

No início da carta, o Bispo Emérito de Roma assinala que “você me dá a entender que a teologia seria ‘fantaciência’”. E frente a este argumento apresenta quatro pontos.

Ficção científica na religião… e a matemática

Em primeiro lugar assinala que “é correto afirmar que “ciência” no sentido mais estrito da palavra é somente a matemática, enquanto eu aprendi contigo que seria necessário distinguir ainda entre aritmética e geometria. Em todas as matérias específicas a científica tem a sua própria forma, segundo a particularidade do seu objeto. O essencial é que aplique um método verificável, exclua o arbítrio e garanta a racionalidade nas respectivas modalidades”.

Em segundo lugar, Bento XVI sustenta que “você deveria pelos menos reconhecer que, no âmbito histórico e no do pensamento filosófico, a teologia produziu resultados duradouros”.

Como terceiro aspecto afirma que “uma função importante da teologia é a de manter a religião unida à razão e a razão à religião. Ambas as funções são de essencial importância para a humanidade”.

Recordando a Habermas

Neste ponto recorda que no seu diálogo com Habermas “mostrei que existem patologias da religião e -não menos perigosas- patologias da razão. Ambas necessitam uma da outra, e tê-las continuamente conectadas é uma tarefa importante da teologia”.

No último ponto, muito mais longo que os anteriores, Bento expressa que “a “fantaciência” existe, por outro lado, no âmbito de muitas ciências e faz referências às teorias que Odifreddi expõe sobre o início e o fim do mundo em Heisenberg, Schrödinger, etc., que -continua Bento XVI-, “eu o designaria como ‘fantaciência’ no bom sentido: são visões e antecipações, para alcançar um verdadeiro conhecimento, mas são, de fato, somente imaginações com as que procuram aproximar-nos da realidade”.

Pouco nível: a pederastia

Depois de desenvolver com mais detalhe estas ideias, Bento XVI se detém no capítulo sobre o sacerdote e a moral católica e nos distintos capítulos sobre Jesus. “No que se refere ao que você diz do abuso moral de menores por parte de sacerdotes, posso -como você sabe- mostrar somente uma profunda consternação. Nunca tentei acobertar estas coisas. O fato de o poder do mal penetrar até este ponto no mundo interior da fé é para nós um sofrimento que, por um lado, devemos suportar, e por outro, nos obriga a fazer todo o possível para que estes casos não se repitam”.

“Não é tampouco motivo de tranquilidade saber que, segundo as investigações dos sociólogos, a porcentagem dos sacerdotes culpados destes crimes não é mais alta que em outras categorias profissionais semelhantes. Em qualquer caso, não se deveria apresentar este desvio ostentosamente como se fosse uma sujeira específica do catolicismo. Não é lícito calar o mal na Igreja, mas também não se deve fazer esquecer o grande rasto luminoso de bondade e pureza que a fé cristã deixou ao longo dos séculos”.

Por isso, Bento XVI recorda nomes como São Bento de Nursia e sua irmã Escolástica, Francisco e Clara de Assis ou Teresa de Ávila e João da Cruz.

O “Jesus histórico”, o do Hengel e Schwemer

Com respeito ao que o matemático diz sobre a figura histórica de Jesus, Bento recomenda ao autor os quatro volumes da obra que Martin Hengel publicou em conjunto com Maria Schwemer, “um exemplo excelente de precisão histórica e de amplíssima informação histórica”, assinala Ratzinger.

Assim mesmo, recorda, como já esclareceu no primeiro volume de seu livro sobre Jesus de Nazaré, que “a exegese histórica-crítica é necessária para uma fé que não propõe mitos com imagens históricas, mas reclama uma verdadeira historicidade e por isso deve apresentar a realidade histórica de suas afirmações também de forma científica”.

Em vez de Deus, uma natureza sem definir

Continua Bento XVI afirmando que “se você, entretanto, quer substituir Deus pela “Natureza”, fica a pergunta, quem ou o que é esta natureza. Em nenhuma parte você a define e aparece, portanto, como uma divindade irracional que não explica nada”.

E acrescenta: “Queria, portanto, sobretudo destacar que na Sua religião da matemática três temas fundamentais da existência humana ficam sem serem considerados: a liberdade, o amor e o mal. Qualquer coisa que a neurobiologia diga sobre a liberdade, no drama real da nossa história está presente como realidade determinante e deve ser levada em consideração”.

Na última parte publicada da carta de Bento, assinala que a “minha crítica sobre o seu livro é por um lado dura, mas a franqueza faz parte do diálogo; só assim o conhecimento pode crescer”.

Veja parte da carta que foi traduzida por Moisés Sbardelotto.

Ilustríssimo Senhor Professor Odifreddi, (…) gostaria de lhe agradecer por ter tentado até o último detalhe se confrontar com o meu livro e, assim, com a minha fé; é exatamente isso, em grande parte, que eu havia intencionado com o meu discurso à Cúria Romana por ocasião do Natal de 2009. Devo agradecer também pelo modo leal como tratou o meu texto, buscando sinceramente prestar-lhe justiça.

O meu julgamento acerca do seu livro, no seu conjunto, porém, é em si mesmo bastante contrastante. Eu li algumas partes dele com prazer e proveito. Em outras partes, ao invés, me admirei com uma certa agressividade e com a imprudência da argumentação. (…)

Várias vezes, o senhor me aponta que a teologia seria ficção científica. A esse respeito, eu me admiro que o senhor, no entanto, considere o meu livro digno de uma discussão tão detalhada. Permita-me propor quatro pontos a respeito de tal questão:

1. É correto afirmar que “ciência”, no sentido mais estrito da palavra, só a matemática o é, enquanto eu aprendi com o senhor que, mesmo aqui, seria preciso distinguir ainda entre a aritmética e a geometria. Em todas as matérias específicas, a cientificidade, a cada vez, tem a sua própria forma, segundo a particularidade do seu objeto. O essencial é que ela aplique um método verificável, exclua a arbitrariedade e garanta a racionalidade nas respectivas modalidades diferentes.

2. O senhor deveria ao menos reconhecer que, no âmbito histórico e no do pensamento filosófico, a teologia produziu resultados duradouros.

3. Uma função importante da teologia é a de manter a religião ligada à razão, e a razão, à religião. Ambas as funções são de essencial importância para a humanidade. No meu diálogo com Habermas, mostrei que existem patologias da religião e – não menos perigosas – patologias da razão. Ambas precisam uma da outra, e mantê-las continuamente conectadas é uma importante tarefa da teologia. Continuar lendo “Nunca acobertei casos de pedofilia, diz Bento XVI em uma longa carta escrita a um ateu militante”

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Amamos o que conhecemos: Desconhecimento da Doutrina Social da Igreja afeta o desempenho dos leigos, adverte perito

Pe. Fernando Fuentes. Foto: Conferência Episcopal Espanhola

 (ACI/EWTN Noticias).- O Pe. Fernando Fuentes, diretor do Secretariado da Comissão Episcopal da Pastoral Social da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), assinalou que a Doutrina Social da Igreja é um “âmbito nuclear para a vida da Igreja”, entretanto, advertiu que seu desconhecimento está afetando o desempenho dos leigos na vida pública de seus países.

Em declarações à agência SIC, o sacerdote se referiu ao Mestrado em Doutrina Social da Igreja organizado pela Comissão Episcopal da Pastoral Social em colaboração com a Fundação Paulo VI e a Universidade Pontifícia de Salamanca; uma iniciativa online que, segundo Fuentes, pretende aprofundar no conhecimento deste aspecto social da Igreja que às vezes é pouco conhecido por falta de formação dos católicos.

Este mestrado já vem sendo realizado há 20 anos em alguns países da América Latina, como o México, Argentina e Panamá, mas é a primeira edição que acontece na Espanha. Mediante um campus virtual da Universidade Pontifícia de Salamanca, Campus de Madri, 14 professores de diferentes universidades se responsabilizam pelas disciplinas curso.

E é que conforme assegurou o diretor do Secretariado da Comissão Episcopal da Pastoral Social, “a Doutrina Social da Igreja é uma das grandes desconhecidas pelos católicos”. Explicou que se trata de “falta de formação no âmbito doutrinal no clero e também entre os leigos, o qual está incidindo na debilidade da presença do laicato na vida pública e em uma presença na ação social que nem sempre tem uma fundamentação nesta referência doutrinal”.

Segundo o Pe. Fuentes, a Doutrina Social da Igreja se trata de um “âmbito nuclear para a vida da Igreja” e assegurou que “quando se apresenta àqueles que fazem o curso, eles se surpreendem pela novidade do pensamento social da Igreja”.

O sacerdote explicou que para discernir as questões sociais desde a experiência cristã e com colocações morais são necessários recursos que normalmente são pouco conhecidos e que se explicam neste mestrado, e que os 200 alunos que o cursaram em seus 20 anos de história aprendem e depois aplicam como professores de doutrina social da Igreja, técnicos do Caritas e de Mãos Unidas, responsáveis por pastoral operária e de associações e movimentos eclesiais, políticos, sindicalistas.

A situação atual de crise social e econômica expõe desafios muito específicos para os cristãos, por isso o Pe. Fuentes recordou que Bento XVI já o advertia em sua encíclica Deus Caritas Est, onde destacou “que a Igreja tem o dever de oferecer, mediante a purificação da razão e a formação ética, sua contribuição específica, para que as exigências da justiça sejam compreensíveis e politicamente realizáveis”. Explicou que se trata de “uma tarefa que requer bons itinerários educativos e testemunho de solidariedade, como já está sendo feito em muitas comunidades cristãs”.

Nesse aspecto o compromisso dos cristãos com a vida pública já se falou na encíclica de João XXIII Pacem in terris, que completa 50 anos de sua publicação e que o Pe. Fuentes assegura que é “como ‘a constituição’ para os governantes e para o compromisso na vida pública. Influenciou decisivamente nos anos 70 e 80; foi a carta magna dos direitos humanos e supôs toda uma interpelação à Igreja e à sociedade na consecução de uma convivência pacífica”.

A encíclica Pacem in terris é um dos pontos mais importantes para a Comissão Episcopal da Pastoral Social e para a Fundação Paulo VI. Em 2003 celebraram um Simpósio sobre o documento e seus desafios; e agora a questão política tem grandes desafios na atualidade, especialmente o possível conflito na Síria ante o qual o Papa Francisco realizou um dia de oração pela paz no mundo.

Conforme afirmou o Pe. Fuentes, Cáritas, Mãos Unidas e as obras das congregações religiosas são algumas das respostas das necessidades sociais, coordenadas da Comissão Episcopal da Pastoral Social já que “para a Igreja, a caridade pertence a sua natureza e a sua essência, não é uma espécie de assistência social. Por isso o testemunho da caridade se transforma também em ‘caridade política’, chega a todos os rincões da vida e atende às pessoas de modo integral”.

Papa pede a todos os brasileiros que defendam a vida desde a concepção

De modo particular, diante da cultura do descartável, que relativiza o valor da vida humana, os pais são chamados a transmitir aos seus filhos a consciência de que esta deva sempre ser defendida, já desde o ventre materno, reconhecendo ali um dom de Deus e garantia do futuro da humanidade,

(ACI/EWTN Noticias).- A vida humana deve ser defendida “sempre”, desde o ventre materno, reconhecendo nela um dom de Deus e uma “garantia do futuro da humanidade”, afirmou o Papa Francisco em uma mensagem para a Semana Nacional da Família, que começou ontem no Brasil.

Conforme assinala a Rádio Vaticano, o Papa inicia sua mensagem afirmando que ainda conserva “vivas no coração as alegrias que me foram proporcionadas” durante a viagem ao Brasil pela Jornada Mundial da Juventude celebrada faz uns dias no Rio de Janeiro.

O Papa animou os pais na “nobre e exigente missão que possuem de ser os primeiros colaboradores de Deus na orientação fundamental da existência e a segurança de um bom futuro. Para isso, ‘é importante que os pais cultivem as práticas comuns de fé na família, que acompanhem o amadurecimento de fé dos filhos’”?”.

Os pais, prosseguiu o Papa, foram chamados “a transmitir, tanto por palavras como, sobretudo pelas obras, as verdades fundamentais sobre a vida e o amor humano, que recebem uma nova luz da Revelação de Deus”.

“De modo particular, diante da cultura do descartável, que relativiza o valor da vida humana, os pais são chamados a transmitir aos seus filhos a consciência de que esta deva sempre ser defendida, já desde o ventre materno, reconhecendo ali um dom de Deus e garantia do futuro da humanidade, mas também na atenção aos mais velhos, especialmente aos avós, que são a memória viva de um povo e transmissores da sabedoria da vida”.

Para concluir, invocando a intercessão de Nossa Senhora Aparecida, o Papa pediu que as famílias possam chegar a ser “os mais convincentes arautos da beleza do amor sustentado e alimentado pela fé”.

A Semana Nacional da Família é uma iniciativa da Conferência Episcopal do Brasil, e este ano gira em torno do tema “A transmissão e a educação da fé cristã na família”. Os bispos brasileiros, retomando o documento de Aparecida, recordaram em uma nota que a família “é um dos tesouros mais importantes da América Latina e é um patrimônio de toda a humanidade”.

ONU reconhece que o aborto não é direito humano

(ACI/EWTN Noticias).- Ao emitir uma histórica resolução sobre mulher, paz e segurança, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) rechaçou a pretensão de que as vítimas de estupros em tempos de guerra tenham um suposto direito ao aborto.

 Em sua resolução 2106, adotada em 24 de junho de 2013, o importante organismo da ONU rechaçou qualquer medida que pretenda legitimar o aborto e a pílula do dia seguinte nos países membros.

O Secretário Geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, realizou um relatório a inícios de 2013, assegurando que o aborto e a pílula do dia seguinte são um “componente integral” de qualquer resposta à violência sexual em situações de conflito.

Entretanto, o Conselho de Segurança da ONU simplesmente “tomou nota da análise e recomendações contidas” em seu relatório, rechaçando diplomaticamente suas sugestões.

A resolução aprovada pelo Conselho de Segurança está centrada na prevenção e atenção da violência sexual em situações de conflito, o qual alcança a mulheres e crianças em acampamentos de refugiados.

Algumas delegações promotoras do aborto ante a ONU protestaram pelo rechaço ao aborto como direito humano.

A delegada da França, Najat Vallaud-Belkacem, questionou: “Por que continuam discutindo os direitos sexuais e reprodutivos das vítimas da violência sexual?”, enquanto que Karin Enstrom, em representação dos países nórdicos demandou como “crucial” a disponibilidade do aborto e da pílula do dia seguinte em situações de conflito.

O Conselho de Segurança da ONU rechaçou também incluir supostos direitos específicos para as pessoas homossexuais.

Deus é a base da cultura: legalizar a maconha não resolve o problema das drogas, afirma Arcebispo de Santiago

Arcebispo de Santiago, Dom Ricardo Ezzati.

(ACI).- O Arcebispo de Santiago (Chile), recordou à sociedade que a cultura atual “tem um fundamento que é Deus”; além de assinalar a necessidade imediata de uma melhor distribuição da riqueza para melhorar a confiança no país. O Prelado advertiu ainda em recentes declarações ao jornal Mercurio, reproduzidas pelo site Iglesia.cl, que legalizar a maconha não solucionará o problema das drogas no país.

“Preocupa-me a crise de confiança no mundo político. O Chile pode crescer muito mais, muito mais em eqüidade, em solidariedade, em superação da extrema pobreza e pobreza, em uma distribuição justa dos bens. Isto, na medida em que a arte de governar encontre a confiança dos diversos projetos e haja uma colaboração para procurar o bem comum”, expressou.

Dom Ezzati afirmou que isto se deve ao fato que a sociedade do bem-estar “não avançou ao mesmo ritma no aprofundamento da relação com o outro”. Para isso, indicou, é preciso trabalhar na transmissão de valores dentro das famílias, porque “se os pais tiverem confiança nos seus filhos, os filhos acolherão o patrimônio que os pais transmitem”.

Do mesmo modo, durante a entrevista o Arcebispo afirmou que conforme as instituições e a sociedade chilena amadureçam, a mediação da Igreja já não será necessária na solução de conflitos.

“É bom que a Igreja vá perdendo seu papel mediador, que ela vá cedendo, porque isto quer dizer que a sociedade é capaz de solucionar seus próprios problemas, embora sempre estaremos disponíveis”, assinalou.

Sobre os casos de abusos sexuais cometidos por alguns clérigos, o Prelado disse que se está vivendo um segundo momento de recuperar a confiança. “Dependerá fundamentalmente da claridade com a que atuamos aqueles que temos responsabilidades na Igreja, e sobre tudo da qualidade da imensa maioria de sacerdotes que são muito queridos em suas comunidades”, assinalou.

Nesse sentido, recordou a transparência com a que a Igreja atuou diante dos casos de abusos.
“Não sei se outras instituições foram tão abertas como a Igreja Católica para pôr sobre a mesa problemáticas dessa natureza. Não parece que sejamos heróis, reconhecemos nossa responsabilidade e rêmora”, expressou.

Mons. Ezzati também afirmou que os jovens têm razões para protestar contra o lucro na educação, pois “descuidou-se uma dimensão que é fundamental que é a gratuidade, e não só a gratuidade econômica, mas também a gratuidade do fato educativo, da entrega educativa”. Entretanto, esclareceu que a violência nunca é aceitável.

Finalmente, o Arcebispo da capital chilena rechaçou que o combate às drogas seja feito legalizando o consumo da maconha, pois isto terminará prejudicando os próprios jovens. O necessário é a prevenção, afirmou.

A ecologia humana é urgente porque a pessoa está em perigo, diz o Papa

(ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco assinalou nesta manhã que é urgente nestes tempos a ecologia humana porque a pessoa humana está em perigo, em meio de uma profunda crise a causa do esquecimento da ética.

Em sua reflexão desta manhã ante milhares de fiéis na Praça de São Pedro e fazendo referência ao Dia Mundial do Meio ambiente que se celebra hoje, o Santo Padre disse que “quando falamos de ambiente, da criação, o meu pensamento vai às primeiras páginas da Bíblia, ao Livro do Gênesis, onde se afirma que Deus colocou o homem e a mulher na terra para que a cultivassem e a protegessem. E me surgem as questões: O que quer dizer cultivar e cuidar da terra? Nós estamos realmente cultivando e cuidando da criação? Ou será que estamos explorando-a e negligenciando-a?”.

“Cultivar e cuidar da criação é uma indicação de Deus dada não somente no início da história, mas a cada um de nós; é parte do seu projeto; quer dizer fazer o mundo crescer com responsabilidade, transformá-lo para que seja um jardim, um lugar habitável para todos”.

O Papa recordou as muitas vezes que Bento XVI disse que “esta tarefa confiada a nós por Deus Criador requer captar o ritmo e a lógica da criação. Nós, em vez disso, somos muitas vezes guiados pela soberba do dominar, do possuir, do manipular, do explorar; não a “protegemos”, não a respeitamos, não a consideramos como um dom gratuito com o qual ter cuidado”.

“Estamos perdendo a atitude de admiração, de contemplação, de escuta da criação; e assim não conseguimos mais ler aquilo que Bento XVI chama de “o ritmo da história de amor de Deus com o homem”. Porque isto acontece? Porque pensamos e vivemos de modo horizontal, estamos nos afastando de Deus, não lemos os seus sinais”.

O Papa explicou logo que “cultivar e cuidar, não se refere somente a relação entre nós e o ambiente, entre o homem e a criação, diz respeito também às relações humanas. Os Papas falaram de ecologia humana, estritamente ligada à ecologia ambiental. Nós estamos vivendo um momento de crises; vemos isso no ambiente, mas, sobretudo, no homem. A pessoa humana está em perigo: isto é certo, a pessoa humana hoje está em perigo, eis a urgência da ecologia humana! E o perigo é grave porque a causa do problema não é superficial, mas profunda: não é somente uma questão de economia, mas de ética e de antropologia…dominam as dinâmicas de uma economia e de uma finança carentes de ética”.

O Papa disse deste modo que “o que manda hoje não é o homem, é o dinheiro: o dinheiro e a riqueza são os que mandam. E Deus nosso Pai deu a tarefa de cuidar da terra não ao dinheiro, mas a nós: aos homens e mulheres, nós temos esta tarefa! Em vez disso, homens e mulheres sacrificam-se aos ídolos do lucro e do consumo: é a ‘cultura do descartável’”.

“Se em uma noite de inverno, aqui próximo na rua Ottaviano, por exemplo, morre uma pessoa, isto não é notícia. Se em tantas partes do mundo hácrianças que não têm o que comer, isto não é notícia, parece normal. Não pode ser assim! No entanto essas coisas entram na normalidade: que algumas pessoas sem teto morram de frio pelas ruas não é notícia. Ao contrário, a queda de dez pontos na bolsa de valores de uma cidade constitui uma tragédia. Um que morre não é uma notícia, mas se caem dez pontos na bolsa é uma tragédia! Assim as pessoas são descartadas, como se fossem resíduos”.

“A vida humana, a pessoa não são mais consideradas como valor primário a respeitar e cuidar (…). Esta cultura do descartável nos tornou insensíveis também com relação ao lixo e ao desperdício de alimento (…). O consumismo nos induziu a acostumar-nos ao supérfluo e ao desperdício cotidiano de comida, ao qual às vezes não somos mais capazes de dar o justo valor, que vai muito além de meros parâmetros econômicos. Recordemos bem, porém, que a comida que se joga fora é como se estivesse sendo roubada da mesa de quem é pobre, de quem tem fome!”.

O Papa finalmente convidou todos a “refletir sobre o problema da perda e do desperdício de alimentos. Comprometamo-nos todos seriamente a respeitar e cuidar da criação, de estar atento a cada pessoa, de combater a cultura do lixo e do descartável, para promover uma cultura da solidariedade e do encontro”.

Vaticano nega que o Papa tenha feito um exorcismo em um jovem na Praça São Pedro

VATICANO (ACI).- O porta-voz do Vaticano, Padre Federico Lombardi, negou que o Papa Francisco tenha realizado um exorcismo na Praça de São Pedro no domingo 19 de maio na Solenidade de Pentecostes.

Em declarações ao Grupo ACI, o diretor do Escritório de Imprensa da Santa Sé indicou que “o Papa não teve nenhuma intenção de realizar um exorcismo, portanto é absolutamente falso que tenha feito isto. Simplesmente fez uma oração pelo doente”.

As especulações sobre o suposto exorcismo realizado pelo Papa surgiram devido a um vídeo colocado na Internet pelo canal TV 2000 da Conferência Episcopal Italiana. O vídeo é a promoção do programa “Vade Retro” (uma fórmula em latim que se usa nos ritos de exorcismo e que significa “volta atrás” ou “retrocede”) no que o sacerdote legionário Juan Reveja apresenta um jovem ao Papa.

O que o presbítero disse ao Papa não se sabe, mas sim se vê o Santo Padre com o semblante sério e logo em atitude de oração pelo menino em cadeira de rodas. Depois impõe ambas as mãos sobre ele.

Enquanto o Papa rezava, escuta-se o som como de um grunhido que provém do jovem que abre a boca e se encolhe um pouco sobre sua cadeira de rodas.

Os guardas de segurança se vendo o que aconteceu se apressaram para pegar uma carta que o Padre Reveja tinha antes do Santo Padre passar para cumprimentar a seguinte pessoa.

“Como é normal, muitos doentes e muitas pessoas em dificuldade são apresentados ao Papa, e ele sempre ora por eles”, disse o Padre Federico Lombardi ao Grupo ACI.

Papa Francisco revelou como confirmou a sua vocação sacerdotal durante a Vigília de Pentecostes

foto News.va

(ACI/EWTN Noticias).- Ao celebrar no sábado de noite a Vigília de Pentecostes na Praça de São Pedro ante mais de 200 mil peregrinos, o Papa Francisco respondeu algumas perguntas dos fiéis e relatou como encontrou a certeza de que Deus o chamava para a vidasacerdotal.

Na Vigília participaram representantes de diversos movimentos e associações eclesiais, que estabeleceram um diálogo direto com o Papa. Entre eles, uma jovem perguntou a Francisco “Como alcançou na sua vida a certeza da fé?”.

Francisco explicou que um dia “muito importante” em sua vida foi o dia 21 de setembro de 1953, era o dia do estudante na Argentina, que coincide com o dia da primavera, que se celebra com uma grande festa.

“Antes de ir à festa passei em frente da paróquia que eu frequentava e encontrei um sacerdote que eu não conhecia e senti a necessidade de me confessar, e esta foi para mim uma experiência de encontro, encontrei alguém que me esperava”.

“Não sei o que aconteceu, não me lembro, não sei por que esse sacerdote estava ali ou porque senti esta necessidade de me confessar, mas a verdade é que alguém me esperava, estava me esperando desde muito tempo e depois da confissão senti que algo tinha mudado. Eu não era o mesmo, havia sentido uma voz, um chamado. Fiquei convencido de que tinha que ser sacerdote, e esta experiência na fé foi importante”.

“Nós dizemos que temos que buscar a Deus, ir a Ele para pedir perdão, mas quando vamos, Ele já nos espera, está aí antes”, acrescentou.

O Papa assinalou que o Senhor “é o primeiro, está te esperando e isto é uma graça grande, encontrar alguém que está esperando. Você vai, pecador, e Ele está te esperando para te perdoar”.

O Papa explicou que recebeu o primeiro anúncio de Deus dentro do seio da sua família, e assinalou que as mulheres, as mães e as avós, devem ser como instrumentos de Deus para transmitir a graça da fé.

“Tive a graça de crescer em uma família em que a fé se vivia de uma maneira simples e concreta. Mas, sobretudo, foi a minha avó, a mãe do meu pai, que marcou meu caminho de fé. Uma mulher que nos explicava, nos falava de Jesus, nos ensinava o catecismo (…)”.

“Recebi o primeiro anúncio cristão desta mulher, da minha avó, isto é muito belo, o primeiro anúncio em casa, com a família né? E isto me faz pensar na missão de tantas mães, tantas avós da transmissão da fé. São elas as que transmitem”.

“São Paulo disse a Timóteo: ‘Eu recordo a fé da sua mãe, a fé da sua avó’. Todas as mães que estão aqui, todas as avós, pensem nisto: Transmitir a fé. Porque Deus põe ao nosso lado pessoas que ajudam nosso caminho de fé”.

O Papa assinalou que “a fé não se encontra no abstrato. É sempre uma pessoa que prega, que nos diz quem é Jesus, que nos dá a fé, que nos dá o primeiro anúncio, e esta foi a minha primeira experiência de fé”, concluiu Francisco.

Vaticano não está preparando nenhum documento sobre Comunhão e divorciados

(ACI/EWTN Noticias).- O Pontifício Conselho para a Família no Vaticano emitiu nesta quinta-feira um comunicado onde declara que “não tem nenhum fundamento a notícia, difundida por alguns meios de comunicação de que está sendo preparado um documento sobre a comunhão dos divorciados que voltaram a casar”.

Desta maneira a Santa Sé respondeu às especulações lançadas pelo jornal italiano La Repubblica de que o Papa Francisco tinha encarregado ao Presidente do Pontifício Conselho para a Família, Dom Vincenzo Paglia, abordar o tema da comunhão para os divorciados, “redigir um documento e encontrar uma solução. O caminho parece ser aquele da valoração caso por caso”.

Entretanto, tal como expressou nesta quinta-feira a Santa Sé, esta notícia “não tem nenhum fundamento”.

A família é importante para distinguir o bem do mal, afirma Dom Munilla

(ACI/Europa Press).- O Bispo de San Sebastián, Dom José Ignacio Munilla, assegurou que ter “um chão firme” na família é “muito importante” para se sentir amado “incondicionalmente”, para ser capaz de superar os problemas da vida e para aprender a distinguir entre algumas coisas comuns “que nunca serão normais” -como fumar maconha- e as coisas normais, que não por isso são comuns, como rezar o terço.

“A pessoa que sabe que na sua família tem um chão firme e que é querido e amado incondicionalmente, é capaz de manter um nível de problemas com muito maior naturalidade sem ficar tão atormentado, porque tem um chão firme. Mas se não tem um chão firme, os problemas angustiam muito mais”, explicou durante a conferência que fechou o ciclo ‘Com olhos novos’, organizado pela Pastoral e alunos da Faculdade de Humanidades e Ciências da Comunicação da Universidade CEU San Pablo.

Além disso, recordou uma ocasião em Zumárraga quando falou com um jovem para tentar ajudá-lo a deixar de fumar maconha e cujos pais também fumavam e contou que, um dia, um professor de moral explicou que nesta vida “temos que distinguir entre o normal e o comum”.

“Há coisas que são muito comuns, mas nunca serão normais. Será muito comum que as pessoas fumem maconha, ou fiquem bêbadas no fim de semana, mas não é normal. E, por outro lado, será normal que reze o terço com a sua mãe e seu pai de noite, é o normal, mas não é comum. Eu sou filho de uma família normal, embora não comum, tive essa sorte”, precisou.

Por isso, agradeceu por ter um chão firme, “uma família compacta, íntegra em que se compartilhou o amor a Jesus Cristo” e em que teve o testemunho de uns pais “que se amaram profundamente”.

TAÇA FRANCISCO: As seleções da Itália e Argentina conformam partida em homenagem ao Papa

Papa Francisco. Foto: News.va

(ACI/EWTN Noticias).- As seleções de futebol da Argentina e Itália disputarão em Roma a Taça Francisco como uma homenagem ao Santo Padre, e cujos recursos serão destinados para atender às vitimas das inundações nas cidades de La Prata e Buenos Aires.

Embora o dia exato não tenha sido confirmado ainda, o encontro poderia realizar-se em dezembro em uma data que não seria FIFA. Entretanto a complicação principal seria que as ligas europeias começam o seu recesso a partir do dia 21 de dezembro.

Guillermo Tofoni, o agente FIFA encarregado de organizar as partidas da seleção argentina, declarou ao jornal Clarín que a partida poderia ser disputada em 2014. De todas as maneiras, afirmou que “o encontro vai acontecer” e adiantou que “a ideia é que na próxima semana se defina a data”.

A Ressurreição de Cristo é nossa força!, exclama o Papa Francisco

ppfranciscoaudiencia03042013(ACI/EWTN Noticias).- Ante milhares de fiéis presentes na Praça de São Pedro na manhã de hoje, o Papa Francisco retomou as catequeses sobre o Ano da Fé e alentou todos a deixar-se iluminar e transformar pela ressurreição de Cristo, que é a força e a esperança do fiel.

Depois de recordar que o Credo afirma que o Senhor ressuscitou ao terceiro dia, o Santo Padre sublinhou que “esta breve confissão de fé anuncia propriamente o Mistério Pascal, com as primeiras aparições do Ressuscitado a Pedro e aos Doze: a Morte e a Ressurreição de Jesus são propriamente o coração da nossa esperança. Sem esta fé na morte e na ressurreição de Jesus a nossa esperança será frágil, e não será nem sequer esperança”.

“Infelizmente, sempre se procurou obscurecer a fé na Ressurreição de Jesus, e também entre os próprios crentes se insinuaram dúvidas. Um pouco daquela fé “água de rosas”, como dizemos nós; não é a fé forte. E isto por superficialidade, às vezes por indiferença, ocupados por mil coisas que são consideradas mais importantes que a fé, ou por uma visão somente horizontal da vida”.

O Pontífice destacou que “é propriamente a Ressurreição que nos abre à esperança maior, porque abre a nossa vida e a vida do mundo ao futuro eterno de Deus, à felicidade plena, à certeza de que o mal, o pecado, a morte podem ser vencidos. E isto leva a viver com mais confiança as realidades cotidianas, enfrentá-las com coragem e com compromisso”.

“A Ressurreição de Cristo ilumina com uma luz nova estas realidades cotidianas. A Ressurreição de Cristo é a nossa força!”, exclamou.

Francisco explicou logo que as primeiras testemunhas deste crucial acontecimento foram mulheres, que encontram o sepulcro vazio: “as mulheres são movidas por amor e estão prontas para aceitar este anúncio com fé: acreditam, e imediatamente o transmitem, não o guardam para si mesmas, transmitem-no”.

“A alegria de saber que Jesus está vivo, a esperança que enche o coração, não se pode conter. Isto também deve ser feito na nossa vida. Sintamos a alegria de ser cristãos! Nós cremos em um Ressuscitado que venceu o mal e a morte! Tenhamos a coragem de “sair” para levar esta alegria e esta luz a todos os lugares da nossa vida!”.

“A Ressurreição de Cristo é a nossa maior certeza; é o tesouro mais precioso! Como não compartilhar com os outros este tesouro, esta certeza? Não é somente para nós, é para transmiti-la, para doá-la aos outros, compartilhá-la com os outros. É propriamente o nosso testemunho”.

O Papa explicou que as mulheres no Evangelho têm um papel primitivo: ” as primeiras testemunhas da Ressurreição são as mulheres. E isto é belo. E isto é um pouco a missão das mulheres: das mães, das mulheres! Dar testemunho aos filhos, aos sobrinhos, que Jesus está vivo, está vivo, ressuscitou. Mães e mulheres, sigam adiante com este testemunho!”

“Para Deus conta o coração, o quanto estamos abertos a Ele, se somos como as crianças que confiam. Mas isto nos faz refletir também sobre como as mulheres, na Igreja e no caminho de fé, tiveram e têm também hoje um papel particular no abrir as portas ao Senhor, no segui-Lo e no comunicar a sua Face, porque o olhar de fé tem sempre necessidade do olhar simples e profundo do amor”.

Depois de ressaltar que “o encontro com o Ressuscitado transforma, dá uma nova força à fé, um fundamento inabalável”, Francisco alentou: “Deixemo-nos iluminar pela Ressurreição de Cristo, deixemo-nos transformar pela sua força, para que também através de nós no mundo os sinais de morte deixem o lugar aos sinais de vida”.

Aos jovens que estavam presentes na Praça de São Pedro, o Papa lhe disse que ” levem adiante esta certeza: o Senhor está vivo e caminha ao nosso lado na vida. Essa é a missão de vocês! Levem adiante esta esperança”.

“Estejam ancorados nesta esperança: esta âncora que está no céu; segurem forte a corda, estejam ancorados e levem adiante a esperança.? Vocês, testemunhas de Jesus, levem adiante o testemunho de que Jesus está vivo e isto nos dará esperança, dará esperança a este mundo um pouco envelhecido pelas guerras, pelo mal, pelo pecado. Avante, jovens!”, concluiu.

Em português, o Pontífice saudou em especial um grupo de brasileiros do Paraná: “Alegrai-vos e exultai, porque o Senhor Jesus ressuscitou! Deixai-vos iluminar e transformar pela força da Ressurreição de Cristo, para que as vossas existências se convertam num testemunho da vida que é mais forte do que o pecado e a morte. Feliz Páscoa para todos!”

Francisco saudou ainda os mais de dez mil peregrinos da Arquidiocese de Milão, guiados pelo Cardeal Angelo Scola, e especialmente os jovens que se preparam para a Crisma. “Que o Evangelho seja para vocês a regra de vida, como o foi para São Francisco de Assis”, disse. A seguir, cumprimentou também os novos diáconos da Companhia de Jesus, com os seus familiares.

O impostor: falso bispo tenta invadir conferência pré-conclave

(ACI/EWTN Noticias).- Um homem identificado como Ralph Napierski, que vestia um traje imitando o de um Bispo católico, fracassou em sua tentativa de ingressar na manhã de ontem à Sala Nova do Sínodo no Vaticano, onde se realizou a primeira Congregação Geral do Colégio Cardenalício.

Conforme informou a imprensa internacional, Napierski foi rapidamente descoberto por seus sapatos esportivos pretos, a documentação falsa e o anel de bijuteria que usava, por isso foi expulso do lugar.

No passado, Napierski falsificou documentos para identificar-se como bispo, e criou uma falsa congregação católica chamada “Corpus Dei” na Internet, cuja página Web utiliza para burlar-se da Igreja Católica.

Ao ser consultado a respeito, o porta-voz da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, assegurou à imprensa que todos os Cardeais presentes na manhã da primeira Congregação Geral eram “verdadeiros”.

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Vatileaks terão peso irrelevante no Conclave, assegura Cardeal eleitor

Cardeal Carlos Amigo

(ACI).- O Arcebispo Emérito de Sevilha (Espanha), Cardeal Carlos Amigo Vallejo, afirmou que o caso vatileaks, no que se filtrou informação confidencial dirigida ao agora Papa Emérito Bento XVI, terá um peso “irrelevante” no próximo Conclave para a eleição do sucessor de Pedro.

Na manhã de ontem, ao chegar ao Vaticano para participar da primeira Congregação de Cardeais, o Cardeal Amigo, de 78 anos, indicou que na Igreja”como é normal entre seres humanos”, existem “critérios diferentes” sobre diversos temas, mas descartou que haja “enfrentamentos” entre facções de Cardeais, como sugere a imprensa secular.

“A Igreja está unida e isso é o que importa”, remarcou.

Ao ser consultado pela imprensa, o Cardeal Amigo, um dos cinco Cardeais espanhóis que participarão do próximo Conclave, questionou “que segredos de Estado desvelou?” o caso vatileaks, e assegurou que a Igreja agora tem que enfrentar desafios maiores.

O Arcebispo emérito assegurou também que mais importante que a idade do próximo Papa é que seja “um pastor”.

Cartaz com bebê na Itália: Não quero ser o brinquedo adotável de um casal gay

(ACI/EWTN Noticias).- Um cartaz com o rosto de um bebê acompanhado de mensagens como “não quero ser o brinquedo adotável de um casal gay” chamou a atenção de muitos em Bergamo, Itália, por conter mensagens contrárias à adoção homossexual.

O cartaz apresentado pela Associação Italiana de Ciência e Vida para o Futuro do Homem, no marco das atividades que se realizam na Itália comemorando a 35ª Jornada Nacional pela Vida em 3 de fevereiro, continha frases que para alguns causou polêmica.

No cartaz se lia “Eu não sou um direito. Quero um pai homem e uma mãe mulherppumana060213. Não quero ser o brinquedo adotável de um casal gay. Não quero ser o produto de uma fecundação artificial e nascer de hormônios supérfluos, tenho o direito de nascer de uma relação natural de amor entre um homem e uma mulher”.

O presidente da Associação em Bergamo, o doutor Giambattista Guizzetti, em diálogo telefônico com o grupo ACI em 6 de fevereiro, advertiu que o cartaz não é parte de uma campanha “contra os homossexuais, o que fazemos é uma promoção do que significa adotar uma criança em uma família”.

A Associação é reconhecida por seu árduo trabalho em proteger a figura do ser humano em todas as etapas de sua vida, protege seus direitos naturais que são princípios não negociáveis do homem em todo aspecto.

“Queremos formar a consciência de que a criança tem o direito a estar em um lugar onde exista um casal formado por um pai e uma mãe” afirmou e assinalou que o cartaz foi feito só para a jornada com o objetivo de alentar “a mensagem que a criança nasce dentro de uma família formada por um pai e uma mãe”.

Guizzetti comentou que “as pessoas que viram e leram este cartaz, são pessoas que reagiram positivamente, que estão a favor da vida e contra este tipo de adoções”.

O doutor disse que embora na Itália não esteja legalizado nem o “matrimônio” homossexual nem as adoções pelos casais do mesmo sexo, existem projetos impulsionados por alguns grupos que buscam a sua legalização, portanto é importante “divulgar e conscientizar sobre os direitos naturais do ser humano”.

A Jornada Nacional pela Vida é uma atividade promovida pelos Bispos da Itália que se celebra todos os anos. Centenas de voluntários, movimentos e associações da Itália se unem para promover em sua diocese a defesa da vida e lutar contra o aborto.

Este ano os Bispos em sua mensagem pela jornada chamada “Gera a vida, vence a crise” assinalaram que sustentar a vida implica uma série de ações de solidariedade, e que a comunidade deve ser protagonista de uma ação que alente a todas as pessoas e famílias a não terem medo pela chegada de uma criança.

Mulher narra o drama de ser criada por pai homossexual

Dawn Stefanowicz

(ACI/EWTN Noticias).- Com a finalidade de mostrar a influência negativa que as crianças sofrem quando são criadas por pais homossexuais, a canadense Dawn Stefanowicz publicou o livro  “Out from Under: The Impact of Homossexual Parenting”( Fora da escuridão. O impacto da paternidade homossexual), onde narra sua experiência de crescer em um lar com um progenitor gay.

“A pequena Cynthia Dawn -este é seu nome completo- nasceu em Toronto nos anos 60 em umas condições de grave mal-estar familiar e pessoal, em grande parte, ignoradas deliberadamente pelo mundo dos adultos, começando pelos seus professores”, explica um artigo escrito pela neuropsiquiatra infantil Caterina Saccà.

A menina, indicou, “sente-se traída afetivamente por um pai ausente, na busca contínua de relações homossexuais com casais de convivência ou ocasionais, e sem o cuidado adequado de uma mãe que, por sua vez, precisa de ajuda (devido à diabete). Cynthia entra em uma espiral de confusão e vergonha alimentada pela exposição direta e precoce a práticas de natureza explicitamente sexual”.

O texto difundido através da página Web familyandmedia.eu, narra que logo depois de cair em “um estado de destruição da personalidade e da dignidade humana”, Dawn conseguiu na vida adulta reconciliar-se com seu passado “complicado e traumático” graças a anos de terapia “e a profunda fé em Deus”.

“Somente depois da morte do pai -derrotado pela AIDS como muitos dos seus companheiros sexuais- e logo após da morte da mãe; esta mulher convertida com o passar dos anos em esposa e mãe de um menino e uma menina, teve a coragem de tornar pública sua terrível experiência, com o fim de ‘mostrar a todos como as estruturas familiares podem incidir negativamente no desenvolvimento das crianças’”, acrescentou o site.

Atualmente, divulgar seu testemunho se converteu para Dawn Stefanowicz em “uma batalha a favor do bem-estar dos filhos e da importância da família natural -instituição natural fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher- e contra a legalização das adoções e das uniões homossexuais”.

Nesse sentido, Saccà esclarece que “qualificar precipitadamente como homófobas, enganosas ou desleais, as argumentações que defendem a paternidade natural, além de ser reducionista, não contribui com elementos significativos de crescimento e de novidade em um debate destinado ao público, na ausência de uma mudança de rumo, para escorregar no pântano dos estéreis combates ideológicos”.

Sobretudo, indicou, a perita tendo em conta resultados como o da recente pesquisa realizada no Reino Unido pela agência ComRes (encomendado pela fundação Catholic Voices), que mostra “como os mesmos gays e transexuais não consideram o matrimônio homossexual uma prioridade”.

“Portanto, em vésperas de decisões destinadas indevidamente a reavivar a polêmica (…), chegam também testemunhos fortes como o de Dawn Stefanowicz, capazes de oferecer elementos concretos para a reflexão sobre a identidade e responsabilidade dos pais de família. São testemunhos que podem, ao menos uma vez, colocar-nos com os pés na terra”, finalizou.

Mais informações sobre o testemunho de Dawn Stefanowicz no site (em inglês):http://www.dawnstefanowicz.org/index.html

@Pontifex_ já tem mais de 500 mil seguidores no twitter

(ACI).- O Papa Bento XVI já tem mais de meio milhão de seguidores em sua conta oficial de Twitter e o tema se converteu em um dos mais comentados nesta rede social na América Latina.

Até o fechamento desta edição e somando as contas nos oito idiomas, o Santo Padre tem já mais de 545 mil seguidores que esperam com ânsias seu primeiro tweet, que será emitido no próximo 12 de dezembro, Festa da Virgem de Guadalupe.

Desses 544 mil, mais de 381 mil são da conta em inglês, enquanto que a conta em espanhol @pontifex_es supera os 90 mil seguidores. A conta em português @pontifex_pt tem mais de 14 mil seguidores.

ppTwitterPapa

O Papa alenta a redescobrir a beleza da fé para testemunhá-la com coerência

(ACI/EWTN Noticias).- O Papa Bento XVI alentou a redescobrir a cada dia a beleza da fé para testemunhá-la com a coerência da vida, para assim ser capazes de “preencher os anseios profundos da alma” das pessoas.

Assim o indicou o Santo Padre em seu discurso aos participantes do 23º Congresso Mundial do Apostolado do Mar, organizado pelo Pontifício Conselho para a Pastoral dos Emigrantes e Itinerantes que se realiza no Vaticano.

Recordando umas palavras que pronunciou na audiência geral do dia 10 de outubro deste ano, o Papa alentou aos presentes a que valorizem o Concílio Ecumênico Vaticano II, que é “como uma bússola que permite ao navio daIgreja avançar em mar aberto, em meio à tempestade ou em ondas calmas e tranquilas, para navegar segura e chegar à meta”.

“Em particular, retomando o Decreto?Ad gentes?sobre a atividade missionária da Igreja, desejo hoje renovar o mandato eclesial que, em comunhão com as vossas Igrejas locais às quais pertencem, vos coloqueis na vanguarda na evangelização de tantos homens e mulheres de diversas nacionalidades que transitam em vossos portos”.

Bento XVI alentou também a ser “apóstolos fiéis da missão de anunciar o Evangelho, manifestam a face solidária da Igreja que acolhe e se faz próxima também a esta porção do Povo de Deus, respondem sem hesitar ao povo do mar, que vos espera a bordo para preencher os anseios profundos da alma e sentir-se parte ativa da comunidade.”.

“Desde o alvorecer do cristianismo, o mundo marítimo tem sido veículo eficaz de evangelização. Os Apóstolos e os discípulos de Jesus tiveram a possibilidade de andar em todo o mundo e pregar o Evangelho a cada criatura (cfr Mc 16,15) também graças à navegação marítima; pensemos somente nas viagens de São Paulo. De tal modo esses iniciaram o caminho para difundir a Palavra de Deus ‘até os extremos confins da terra’” (At 1,8).

O Papa disse logo que “também hoje a Igreja desbrava os mares para levar o Evangelho a todas as nações, e a vossa extensiva presença nas escalas pontuais do mundo, as visitas que faz cotidianamente em navios atracados nos portos e a acolhida fraterna nas horas de escala da tripulação, são sinais visíveis da preocupação com os que não podem receber uma assistência pastoral”.

“Este mundo do mar, no contínuo peregrinar de pessoas, hoje deve levar em conta os complexos efeitos da globalização e, infelizmente, tem que enfrentar também situações de injustiça, especialmente quando as tripulações estão sujeitas a restrições para ir a terra, quando são abandonados junto com os barcos em que trabalham, quando caem sob a ameaça da pirataria marítima ou sofrem o dano da pesca ilegal”.

O Pontífice indicou que “a vulnerabilidade dos marítimos, pescadores e navegantes deve tornar ainda mais atenta a preocupação da Igreja e estimular a materna assistência que, através de vós, manifesta a todos aqueles que vós encontreis nos portos ou nos navios, ou no serviço a bordo durante os longos meses de expedição”.

O Papa se referiu aos que trabalham no setor da pesca e de suas famílias, sublinhando como esses precisam mais que outros encarar, “a dificuldade do presente e vivem a incerteza do futuro, marcado por efeitos negativos das mudanças climáticas e pela excessiva exploração dos recursos”.

Igualmente assegurou a proximidade da Igreja aos pescadores, que buscam “condições de trabalho dignas e seguras, protegendo o valor da família, a proteção do ambiente e a defesa da dignidade de cada pessoa”.

Para concluir o Santo Padre fez votos para que “cada um de vós possa redescobrir a cada dia a beleza da fé, para testemunhá-la sempre com a integridade da vida. A Santa Virgem Maria, Stella maris e Stella matutina, ilumine sempre a vossa obra de modo que os marítimos possam conhecer o Evangelho e encontrar o Senhor Jesus que é Caminho, Verdade e Vida”.

No 23º Congresso sobre o Apostolado do Mar se trataram, entre outros temas, sobre o anúncio do Evangelho a um número cada vez maior de marítimos pertencentes às Iglesias Orientais, a assistência aos não cristãos e aos não crentes, e a intensificação da colaboração ecumênica e inter-religiosa.

Líder pró-família espanhol Ignacio Arsuaga afirma: “Não chamarei de matrimônio aquilo que não é”

Ignacio Arsuaga

(ACI/EWTN Noticias).- O presidente do grupo pró-vida HazteOír, Ignacio Arsuaga, assegurou que apesar da recente sentença do Tribunal Constitucional (TC) da Espanha que permite o mal chamado “matrimônio” gay, “não chamarei de matrimônio aquilo que não é”.

Em uma carta dirigida aos mais de 300,000 membros do grupo espanhol defensor da família, Arsuaga assinalou que “o Tribunal Constitucional diz que a união de dois homens ou duas mulheres é um matrimônio. Eu sei que não é assim”.

“O matrimônio e as uniões homossexuais são realidades distintas e, portanto, não podem ser regulamentadas da mesma forma”, assegurou.

Arsuaga advertiu em sua missiva que “se o matrimônio se desnaturalizar, se qualquer outra realidade for um matrimônio, então, a família, que é o refúgio mais seguro da liberdade e do amor, corre um sério perigo”.

“Se as crianças perderem o direito a ter um pai e uma mãe, então, nossos legisladores os estão usando como cobaias em um irresponsável experimento de engenharia social”, denunciou.

O presidente do HazteOír advertiu que o TC também aprovou que casais do mesmo sexo possam adotar crianças, por isso estes “já não têm direito a um pai e uma mãe”.

“Nego-me a aceitar que sejam feitas experiências com as crianças”, disse.

Por sua parte, Álvaro Zululeta, em representação do HazteOír e do Congresso Mundial de Famílias (WCF), apresentou-se na sede das Nações Unidas em Genebra (Suíça), na sala em que se realizam as reuniões plenárias do Conselho de Direitos Humanos, e denunciou ao Tribunal Constitucional espanhol por recortar os direitos e liberdades individuais, ao legalizar o “matrimônio” gay.

Zululeta assinalou que o respeito devido aos direitos das pessoas com atração ao mesmo sexo (AMS) não deve levar a restringir ou violentar a liberdade de quem não compartilha esta redefinição da instituição matrimonial, afastada da realidade.

A equiparação do matrimônio a outras uniões é um atentado direto contra a família, sublinhou.

Zululeta indicou que a resolução do TC viola o direito à objeção de consciência, ao impor sanções, incluídas expulsões e multas, a quem não acate a imposição da ideologia gay.

O TC também violenta a liberdade educativa, pois os menores serão doutrinados desde pequenos na nova “ortodoxia homossexual”, tirando dos pais o direito de ser os primeiros educadores de seus filhos, denunciou.

A liberdade de expressão e religiosa também se encontram ameaçadas penalmente, assinalou, pois quem não aceite as uniões homossexuais como equivalentes ao matrimônio natural será acusado de discriminação, e poderá ser denunciado, como ocorreu com o Bispo de Alcalá de Henares, Dom Juan Antonio Reig Plà.

Zululeta remarcou que a sentença do TC a favor dos “matrimônios” homossexuais agravará a crise social que a Espanha sofre atualmente, ao minar a natureza da instituição fundamental da família.

Os recortes de liberdades, assinalou, só favorecem aos interesses de um grupo de pressão minoritário, que com tais imposições demonstra sua intolerância.

Ignacio Arsuaga sublinhou que equiparar o matrimônio às uniões homossexuais seria dizer que “a contribuição do matrimônio e da família ao bem-estar e à prosperidade da sociedade terão o mesmo valor que a de outras realidades que não contribuem o mesmo”.

“É injusto que as leis reconheçam e regulem da mesma forma realidades que são diferentes”.

Por isso, Arsuaga anunciou o lançamento da campanha “Eu não o chamarei matrimônio”, que tem como objetivo enviar petições ao presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, pedindo-lhe “que recupere o matrimônio no Código Civil”.

“As palavras importam. Respeitar a natureza das coisas e seu significado é transcendental, quando falamos de leis”, indicou.

Esta carta, explicou o presidente do HazteOír, é também um pedido a Rajoy para que seja consequente com o recurso de inconstitucionalidade apresentado pelo Partido Popular em 2005 contra o “matrimônio” gay, que foi recentemente desprezado pelo TC.

Jovem que rejeitou o aborto após estupro: Não tenham medo de dizer sim à vida!

Verónica Cardona e sua filha, María Fernanda

 (ACI/EWTN Noticias).- Verónica Cardona ficou grávida aos 16 anos de idade depois de ser estuprada por seu próprio pai. Esta jovem colombiana optou por defender a vida do bebê e, cinco anos depois de viver este drama, exorta às mulheres que passam por casos similares a que “não tenham medo de dizer sim à vida, não tenham medo de dizer sim ao amor!”.

Faz uns dias visitou o Equador para apoiar uma manifestação contra a legalização do aborto por estupro. Aí contou o que aconteceu com ela e como Deus lhe deu forças para continuar.

Em uma entrevista concedida ao grupo ACI, Verónica confessou que o primeiro impacto depois de saber que tinha ficado grávida após o estupro foi desolador.

“Foi um impacto muito grande me dar conta de que estava grávida. Nesse preciso momento senti que minha vida tinha fracassado, ainda mais porque sabia que o bebê que eu esperava era o “produto” da violação por parte do meu próprio pai”.

Verónica recorda que o medo se apoderou dela, mas que não queria se submeter a um aborto. “Caí em depressão uns dias, não queria matar a um ser inocente, mas tinha medo, possivelmente o mesmo medo que sentem muitas mulheres ao saber que estão grávidas”.

Verónica recorda que temia não ser “capaz de sair adiante, medo aos preconceitos, medo a que me vissem com pena, medo a enfrentar a realidade, medo a ficar sozinha”.

“Naturalmente quase toda minha família, doutores, juízes, todos queriam que abortasse, sobretudo porque aqui na Colômbia o aborto tinha acabado de tornar-se legal em três casos: por estupro, por má formação e por risco da vida da mãe”, indicou.

A jovem mãe assinalou que ela cumpria todos os requisitos para que pudesse abortar de acordo à legislação colombiana: sofreu uma violação, existia a possibilidade de má formação em seu bebê, e era uma gravidez de alto risco.

Entretanto, um fator importante em sua decisão foi encontrar um dia a sua mãe chorando e lhe pedindo perdão, porque ela mesma tinha considerado a possibilidade de abortá-la quando estava em seu ventre.

Esse fato fortaleceu sua convicção de que “não tinha o direito de tirar a vida de ninguém, e menos ainda de uma pessoa indefesa, uma pessoa que não me tinha feito nada”.

Após tomar a decisão de ter o seu bebê, a família de Verónica deixou de falar com ela durante vários dias e só sua mãe a apoiou.

“Assim começou a crescer em meu ventre o maior milagre de amor. Foi uma experiência formosa ainda que tenha sido dura”, assegurou.

Verónica assinalou que “quando via as ecografias, podia me dar conta do grande milagre da vida, sentir seus pequenos, mas inofensivos golpes no meu estômago e logo ver sua ternura ao nascer”.

Durante o tempo da gravidez, a mãe de Verónica participava de uma comunidade católica, que a ajudou a fortalecer sua decisão de “trazer vida ao mundo, já fora que ao nascer desse a minha filha em adoção, ou decidisse ficar com minha filha e sair adiante”.

Verónica assinalou que ao princípio quis esquecer-se de Deus. “Fiquei zangada com Ele porque não podia entender como um Deus tão bom e que me amava tanto podia permitir que isso acontecesse comigo, que não tinha feito nada de ruim na vida”, disse.

Entretanto, apesar de sua dor, “refugiava-me nele e lhe pedia forças para continuar adiante, e hoje estou segura de que Ele sempre esteve comigo em minhas noites e dias de pranto. Era Ele quem me animava e me levantava!”, assinalou.

Ao nascer sua filha, a quem chamou María Fernanda, Verónica enfrentou “vazios”, que tentou encher com festas, amigos e trabalho, mas não foi até que participou de um retiro espiritual da comunidade Laços de Amor Mariano que pôde “voltar a viver”.

Durante esse retiro espiritual pôde perdoar a todos os que lhe fizeram mal, incluindo o seu pai. “Entendi muitas coisas, senti-me digna novamente, voltei a nascer!”, recordou.

Ao sair do retiro, Verónica era muito mais consciente de que “a vida é um dom”.

“Indignavam-me, como me indignam agora, os argumentos dos abortistas, que se escondem em casos como o meu para matar a um inocente e encher o bolso com dinheiro manchado de sangue inocente, dizendo que sempre que olhe para a criança você vai lembrar-se do momento tão doloroso que foi o de ser abusada”, assinalou.

Verónica assegura que sente “a necessidade enorme de gritar a verdade ao mundo, que é que um filho nunca vai lembrar às circunstâncias (de um estupro), porque é uma pessoa absolutamente diferente. Pelo contrário, vai te ajudar a sanar as feridas, vai te dar alegria e sentido a sua existência”.

“Falo desde a minha própria experiência e não como os abortistas que falam sem sequer conhecer ou ter passado por uma experiência destas, porque a maioria de quem apoia o aborto nunca abortou”.

Verónica assegurou que “as mulheres que, enganadas abortam, depois são defensoras da vida”.

“Os abortistas não se preocupam com a mulher como aparentam fazê-lo. Se se preocupassem realmente, não ofereceriam um aborto, mas pelo contrário ofereceriam ajuda para que ela possa sair adiante com seu filho”, assinalou.

Se para os que promovem o aborto realmente lhes importasse o sofrimento da mulher “aceitariam realidades como a síndrome pós-aborto, aceitariam que a vida começa na fecundação do óvulo como o dizem os cientistas”.

Verónica criticou que os abortistas “reclamam ‘direitos’ da mulher e eles são os primeiros em passar por cima deles”.

“As mulheres têm direito a uma maternidade, e eles passam por cima deste formoso dom convertendo o ventre das mulheres no túmulo do seu próprio filho”, criticou.

“O aborto não faz com que a gravidez deixe de existir, matar não é uma opção, é a pior decisão”, indicou, acrescentando que enquanto que a vida engendra vida, o aborto produz “morte, dor, pranto, desespero, angústia e uma culpa que muito dificilmente será apagada de sua mente, de sua alma, de seu ser”.

Verónica exigiu que os abortistas não brinquem “com a dor da mulher e de muitos homens que também são vítimas de um aborto”.

Remarcando que a defesa da vida frente ao aborto não é um tema religioso, Verónica Cardona convidou a “católicos, cristãos, evangélicos, ateus e a todos os que estão a favor da vida” a que “não nos cansemos de ser a voz daqueles, que embora tenham voz e direitos, os querem calar desde o ventre”.

Citando ao fundador de Laços de Amor Mariano, Rodrigo Jaramillo, Verónica sublinhou que “quem aborta a uma criança do seu ventre, aborta a Jesus do seu coração”, pois “Jesus é a mesma vida”.

Verónica também revelou que “por graça de Deus pude perdoar o meu pai, olhá-lo aos olhos e agradecer-lhe por ter me dado a vida”, e embora sua filha, que atualmente tem cinco anos “ainda não sabe bem tudo o que aconteceu”, está decidida a ir contando pouco a pouco tudo, pois “ela tem direito a saber a verdade”.