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Vaticano exorta cristãos e budistas a unir-se em defesa da vida

(ACI).- O Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso enviou uma mensagem aos seguidores do budismo com ocasião da festa do Vesakh –sua principal festividade-, para convidá-los a unir-se aos cristãos na defesa da vida “sobre a base do patrimônio autêntico das nossas tradições religiosas”.

“Unamos nossas forças para desmascarar as ameaças à vida humana e despertar a consciência ética dos nossos respectivos seguidores para despertar um renascimento moral e espiritual dos indivíduos e da sociedade a fim de sermos verdadeiros construtores da paz, amando, defendendo e promovendo a vida humana em todas as suas dimensões”, alenta a mensagem assinada pelo Cardeal Jean-Louis Tauran e pelo Pe. Miguel Angel Ayuso Guixot, presidente e secretário deste dicastério respectivamente.

O texto recorda que no início do seu Pontificado, o Papa Francisco “reafirmou a necessidade de diálogo e de amizade entre os seguidores das diferentes religiões, assinalando que ‘a Igreja é (…) consciente da responsabilidade que todos temos com o nosso mundo, com a criação inteira que devemos amar e custodiar”, assim como com os pobres e débeis, “para promover a justiça, para promover a reconciliação, para construir a paz”.

Este caminho, recordou o dicastério, “passa acima de tudo pelo respeito da vida humana, considerada em seus múltiplos aspectos, desde sua concepção, em seu desenvolvimento e até seu fim natural”.

“Autênticos trabalhadores pela paz são, então, os que amam, defendem e promovem a vida humana em todas as suas dimensões: pessoal, comunitária e transcendente. A vida em plenitude é o cume da paz. Quem quer a paz não pode tolerar atentados e delitos contra a vida”, indicou, recordando a mensagem para a Jornada Mundial da Paz 2013.

Nesse sentido, expressou “o sincero respeito” da Igreja pela tradição religiosa budista. “Frequentemente observamos uma consonância com os valores expressos também nos vossos livros religiosos: respeito pela vida, contemplação, silêncio, simplicidade. O nosso autêntico diálogo fraterno requer que nós, budistas e cristãos, desenvolvamos o que temos em comum, sobretudo o profundo respeito pela vida que compartilhamos”, assinalou.

O texto finaliza alentando seguir “trabalhando com renovada compaixão e fraternidade para aliviar o sofrimento da família humana, protegendo o caráter sagrado da vida humana. Com este espírito renovo meus melhores desejos para uma festa do Vesakh pacífica e alegre”.

Santa Sé participa de novo Centro para o diálogo inter-religioso

A Santa Sé foi convidada a participar de uma iniciativa para promover o diálogo entre religiões e culturas. O Centro Internacional para o Diálogo Inter-religioso e Intercultural Rei Abdullah Bin Abdulaziz será oficialmente inaugurado no próximo dia 26, em Viena, na Áustria, e tem como Fundador Observador a Santa Sé.

O Centro Internacional será uma instituição independente, reconhecida pelas Nações Unidas, com a finalidade, como diz o próprio nome, de promover o diálogo inter-religioso.

A Igreja Católica será representada no Painel dos Diretores, que inclui representantes do judaísmo, cristianismo, islamismo, hinduísmo e budismo. O representante da Igreja Católica no Painel será Padre Miguel Angel Ayuso Guixot, Secretário do Pontíficio Conselho para o Diálogo Inter-religioso, que vai acumular a função de Observador no novo Centro.

Padre Guixot disse que com a participação nesta nova iniciativa, a “Santa Sé pretende demonstrar mais uma vez a sua disponibilidade e o seu interesse para o diálogo com todos aqueles comprometidos com as boas relações entre as religiões e culturas, em favor da mútua compreensão e colaboração para a superação dos conflitos e a convivência pacífica entre os povos e a dignidade da pessoa humana”.

A fundação do Centro Internacional é uma iniciativa do Rei da Arábia e tem três Estados fundadores: o Reino da Arábia Saudita, a República Austríaca e o Reino da Espanha, que constituem o Conselho de Partidos do novo Centro. O Conselho esteve reunido no último dia 31 de outubro em Viena, com a presença dos ministros das Relações Internacionais dos três Estados fundadores.

Ainda em 2006, o Rei Abdullah havia informado pessoalmente o Papa Bento XVI de sua iniciativa durante visita ao Vaticano, em 6 de novembro de 2007.

Fonte Canção Nova/Rádio Vaticano