Brasil ganha um novo Beato: Padre Victor de Três Pontas-MG

Rádio Vaticano | O Santo Padre autorizou a Congregação das Causas dos Santos, em no dia 5 de junho p.p., a promulgar o Decreto concernente ao milagre atribuído à intercessão de Francisco de Paula Victor.

Biografia

Padre Francisco de Paula Victopadrevictorr nasceu em Campanha, no sul de Minas, em 12 de abril de 1827, durante o período da escravidão negra. Ao entrar para o Seminário, sofreu muito pelos preconceitos dos seus colegas, que o humilhavam e o maltratavam com serviços braçais. Aos poucos, Victor foi conquistando a todos pela sua conduta íntegra e grande humildade. Durante o seu ministério catequizou e instruiu o povo, edificando a Escola Sagrada Família para crianças e jovens.

Ministério sacerdotal

Ordenado em 14 de junho de 1851, Pe. Victor foi vigário paroquial, em Campanha, por 14 meses. Enviado como pároco para Três Pontas, ali permaneceu por 53 anos, até a sua morte, aos 23 de setembro de 1905.

Falecimento

A notícia abalou a cidade e toda a região, que já o venerava. Seu corpo, que ficou exposto durante três dias, exalava agradável perfume. Devido ao grande número de pessoas que compareceram ao sepultamento, foi feita uma procissão pelas ruas da cidade, voltando novamente à Matriz – por ele construída -, onde foi enterrado.

Virtudes

A sua caridade para com o próximo o tornou popular. Sua fama de sacerdote virtuoso espalhou-se para além do território da paróquia. Em um país que muito tem lutado para superar os preconceitos raciais, a Causa de Beatificação do Padre Victor enche de coragem a todos os que procuram ter uma vida justa e reta. Um santo negro, como o nosso Pe. Victor, orienta-nos para Deus, que não faz acepção de pessoas, mas a todos acolhe com ternura e compaixão.

Causa de Beatificação

O processo de Beatificação teve início em 13 de julho de 1993 e complementado em agosto de 1998. A Congregação das Causas dos Santos o aceitou em 2002. Bento XVI reconheceu a prática das suas virtudes heroicas, aos 12 de maio de 2011. Hoje, o Papa Francisco autoriza a promulgar o Decreto concernente ao milagre atribuído a este Servo de Deus, um milagre reconhecido pela cura inexplicável de um morador da cidade. A cura foi reconhecida por uma junta médica do Vaticano e por uma comissão de teólogos. “

Igreja celebra memória litúrgica de João Paulo II, futuro santo

João Paulo II faleceu aos 84 anos e foi beatificado seis anos após sua morte
João Paulo II faleceu aos 84 anos e foi beatificado seis anos após sua morte

Nesta terça-feira, 22, a Igreja celebra a memória litúrgica do beato João Paulo II. A data coincide com o início de seu ministério petrino, em 22 de outubro de 1978. Neste ano, a celebração ganhou um tom especial, já que fiéis em todo o mundo vivem a expectativa pela canonização do beato, que será em 27 de abril de 2014.

Karol Jozef Wojtyla foi eleito Papa em 16 de outubro de 1978. Com um dos pontificados mais longo da história – quase 27 anos como Sucessor de Pedro – o Papa polaco cativou fiéis em todo o mundo com sua simpatia.

Seu pontificado foi marcado por intensas atividades. Pode-se citar a conclusão da redação do Código de Direito Canônico, reformulado com base no Concílio Vaticano II, e a redação e promulgação do Catecismo da Igreja Católica (CIC). Em termos de número, visitou 129 países, escreveu 14 encíclicas, proclamou 476 santos e 1.318 beatos.

Uma atenção especial foi dedicada por João Paulo II à juventude. Em 1984, no Encontro Internacional da Juventude com o Papa, na Praça São Pedro, ele entregou aos jovens a Cruz, que seria um dos principais símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), instituída por ele mesmo em 1985.

O Pontífice também enfrentou momentos difíceis. Em 13 de maio de 1981, foi vítima de um atentado na Praça São Pedro. O tiro que o atingiu submeteu-o a uma delicada cirurgia com extração de parte do intestino. Em julho de 1992, precisou de uma nova internação hospitalar, desta vez para retirar um pequeno tumor também no intestino. Em 1994, em consequência de uma queda, fraturou o fêmur.

Após 84 anos de vida e quase 27 à frente da Igreja católica, João Paulo II morreu em 2 de abril de 2005. Ele foi beatificado em 1º de maio de 2011 em cerimônia presidida pelo então Papa Bento XVI na Praça São Pedro.

Texto Canção Nova

8 anos sem João Paulo II

Capa JPII-1Nesta terça-feira, 2, recordam-se os oitos anos de falecimento do Papa João Paulo II, que foi beatificado seis anos depois, em 1º de maio de 2011, pelo então Papa Bento XVI.

Foi Papa João Paulo II que nomeou bispo, em 1992, o Cardeal Jorge Mario Bergoglio, atual Papa, e o criou cardeal em 2001.

Quando João Paulo II foi beatificado, o então arcebispo de Buenos Aires celebrou a Santa Missa na Catedral da cidade para recordá-lo e dele destacou a frase “não tenham medo”.

João Paulo II não teve medo, “porque viveu a sua vida ao Senhor Ressuscitado”, foi o que disse Cardeal Bergoglio na ocasião. “A coragem, a firmeza que nos dá a Ressurreição de Cristo, a serenidade de sermos perdoados através da misericórdia remove em nós o medo.”

Em outra Missa celebrada em memória do Beato dois dias após sua morte, o então Cardeal Bergoglio destacou a testemunha coerente do Senhor que foi João Paulo II.  Na época, Cardeal Bergoglio concluiu dizendo que, em um período em que se necessita mais de testemunhas do que de mestres, João Paulo II viveu até o fim sendo justamente “uma testemunha fiel”.

Santuário de Lourdes recebe relíquia de João Paulo II na memória litúrgica do Beato

(ACI/EWTN Noticias).- As relíquias do Beato Papa João Paulo II serão levadas a Lourdes em ocasião da peregrinação que organiza a União Nacional Italiana para o Transporte de Doentes a Lourdes e aos Santuários Internacionais (UNITALSI) do dia 21 ao 27 de outubro.

Desta maneira, a festa estabelecida para a celebração do Beato Wojtyla na diocese de Roma e em algumas outras dioceses que pediram para celebrar também, em 22 de outubro, vai ser acompanhada por estas relíquias em Lourdes, onde está um dos Santuários Marianos mais importantes do mundo no qual Santa Bernardette Subirous viu à Mãe de Deus em diversas aparições em 1858.

O Arcebispo Zygmunt Zimowski, Presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Agentes Sanitários, foi quem concedeu à UNITALSI a permissão de levar ao santuário Mariano o relicário com a ampola do sangue de João Paulo II para que possa ser visto e venerado pelos peregrinos de todo o mundo.

O presidente da Unitalsi, Salvatore Pagliucca, declarou à Rádio Vaticano que no Ano da fé e durante o Sínodo sobre a Nova Evangelização “um tema que preocupava muito a João Paulo, (…) que continua influenciando a Igreja e as pessoas, (…) a presença do relicário do Beato nesta peregrinação é um sinal com grande significado”.

“Representa a presença das suas ideias, dos seus sentimentos, a presença, sobretudo, do amor que deu, como homem e como pastor a todas as pessoas, aos fiéis e em particular aos doentes e deficientes”, acrescentou.

O Papa Bento XVI beatificou a João Paulo II no dia 1º de maio de 2011 ante 1 milhão de pessoas de distintas partes do mundo à Praça de São Pedro no Vaticano. Esse dia estabeleceu que sua festa se celebraria em Roma cada 22 de outubro.

Padre alemão martirizado em campo de concentração é beatificado

Padre Alois Andritzki morreu em 1943, no campo de concentração de Dachau

Aconteceu nesta segunda-feira, 13, a beatificação do padre Alois Andritzki, na cidade de Dresden, Alemanha. A cerimônia foi presidida pelo representante do Papa e prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato.

O novo beato foi um sacerdote diocesano, martirizado no campo de concentração de Dachau.

Alois nasceu em 2 de julho de 1914 em Radibor (Saxônia), numa família de cinco filhos: os três irmãos escolheram o estudo da teologia e dois se tornaram sacerdotes, incluindo o novo Beato. Após o colegial, estudou Filosofia e Teologia em Paderborn, entre 1934 e 1937.

Tornou-se porta-voz dos estudantes “sorabi” – comunidade de língua eslava que residia a leste de Dresden – e redator do jornal de sua universidade. Depois de frequentar o seminário em Schmochtitz, foi ordenado sacerdote na Catedral de São Pedro em Bautzen, no dia 30 de julho de 1939, e foi nomeado responsável da Pastoral da juventude, capelão da Hofkirche de Dresden e diretor dos “Pueri Cantores”. Os jovens o admiravam por sua honestidade e por seu espírito esportivo.

Por causa de seu descaso em relação ao regime nazista chamou a atenção das estruturas do Estado. Depois de uma representação teatral, foi submetido a um interrogatório pela Gestapo. Padre Alois então disse aos seus jovens: “Isto é apenas o começo”. Em 21 de janeiro de 1941 foi preso e acusado de modo injusto de “ataques contra o Estado e o Partido”. Em outubro do mesmo ano foi deportado para o campo de concentração de Dachau.

Durante a transferência, ele conheceu o religioso beneditino Maurus Münch de Treviri. Desde a chegada ao campo, os dois prometeram solenemente de não reclamar jamais e de não esquecer em nenhum momento de sua vocação sacerdotal. Com outros sacerdotes formaram um círculo de estudo, no qual três noites por semana lia-se a Sagrada Escritura; do grupo bíblico nasceu também círculo litúrgico.

Em Dachau, Alois adoeceu de tifo. Perto da morte, pediu ao soldado de guarda para receber a Sagrada Comunhão; o guarda respondeu: “Você quer Cristo? Você receberá uma injeção”. No dia 3 de fevereiro de 1943, Alois Andritzki recebeu uma injeção letal. A urna com suas cinzas foi enterrada no Cemitério Católico em Dresden, no dia 15 de abril de 1943.

O Bispo de Dresden-Meissen, Dom Joachim Reinelt, iniciou a fase diocesana do processo de Beatificação de Alois Andritzki no dia 2 de julho de 1998; no dia 10 de dezembro de 2010, o Papa Bento XVI autorizou a Congregação para as Causas dos Santos a promulgar o decreto sobre o martírio do Servo de Deus.