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CEB’s: Depois de Juazeiro do Norte-CE intereclesial será em Londrina-PR

Celebração de encerramento do 13º
Celebração de encerramento do 13º

O próximo Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) será realizado na arquidiocese de Londrina (PR), em 2017. O anúncio foi feito no último dia do encontro, 11, que ocorreu em Juazeiro do Norte, diocese de Crato (CE), desde o dia 7 de janeiro deste ano.

Foi divulgada ainda, a carta final do 13º Intereclesial das CEBs ao povo de Deus. “O Cariri, ‘coração alegre e forte do Nordeste’, se tornou a ‘casa’ onde se encontraram a fé profunda do povo romeiro, nascida do testemunho do padre Ibiapina e do padre Cícero, da beata Maria Madalena do Espírito Santo Araújo e do beato Zé Lourenço, com a fé encarnada do povo das CEBs nascida do grito profético por justiça e da utopia do Reino”, afirmam os romeiros, no documento final, a respeito da cidade que sediou o encontro, Juazeiro do Norte.

Papa Francisco

No texto, os delegados das CEBs ressaltam também a carta enviada pelo papa Francisco, por ocasião do Intereclesial.

“Romeiros e romeiras sempre voltam para seu chão, repletos de fé e esperança. Nós também voltamos como romeiros e romeiras grávidos da utopia do Reino que é das CEBs. Voltamos para nosso chão, com uma mensagem do papa Francisco, bispo de Roma e Primaz na Unidade. Dele recebemos reconhecimento, encorajamento, convite a continuarmos com pisada firme a caminhada de sermos Igreja Romeira da justiça e profecia a serviço da vida”.

13º Intereclesial

O 13º Intereclesial das CEBs reuniu mais de cinco mil pessoas. Segundo dados divulgados pela organização do evento, participaram do encontro 4.036 delegados dos 18 regionais da CNBB. Também estiveram presentes 72 bispos, 232 padres e 145 religiosos (as), bem como 75 lideranças indígenas, 20 representantes de igrejas cristãs e 35 de outras religiões, 36 estrangeiros e 68 membros da coordenação ampliada, além de membros das equipes que prestaram serviço e visitantes.

A CEB’s vem aí

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“Trenzinho” em preparação ao 13º Intereclesial das CEBs

Juazeiro do Norte sediou entre os dias 11 e 14 de julho o Mini-intereclesial, o chamado “Trenzinho”. Trata-se de mais um evento em preparação ao 13º Intereclesial, que será realizado em janeiro de 2014. O tema do encontro foi “Justiça e Profecia a serviço da vida”.

Participaram do evento 700 delegados das 9 dioceses do Regional Nordeste 1 da CNBB. Além da presença de vários padres que acompanham suas delegações, também participaram dom Fernando Panico, bispo de Crato, e dom João José Costa, bispo de Iguatu e referencial das CEBs no Regional.

“Este encontro serviu como um ensaio para as equipes de serviços e a infraestrutura de trabalho em vista da boa realização do Intereclesial’, explicou Sérgio Ricardo Coutinho, assessor do Setor CEBS da CNBB. O evento teve a assessoria do padre Benedito Ferraro, da arquidiocese de Campinas (SP) e assessor da Ampliada Nacional das CEBs.

Padre Marcelo Rossi à Folha de São Paulo: “Estamos voltando à Idade Média, o período mais terrível e negro da igreja”.

padremarceloFolha de São Paulo – Sacerdote católico mais famoso do país, o padre Marcelo Rossi, 45, vai de encontro à indicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de que o incentivo às Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) pode ajudar a igreja a recuperar o espaço perdido para os evangélicos.

Para padre Marcelo, as CEBs –que tiveram seu auge nos anos 1980 combinando princípios cristãos a uma visão social de esquerda– apresentam o risco de estimular a “tentação à política”.

“O PT surgiu da CEB. Então, que não se politize”, diz o padre, que defende que a igreja construa grandes espaços como seu Santuário Mãe de Deus, aberto, ainda incompleto, em novembro passado.

Ele pretende concluir a obra, com capacidade para 100 mil fiéis, com as vendas de “Kairós” (ed. Globo), seu segundo livro, que será lançado amanhã em São Paulo.

Folha – Qual sua expectativa em relação ao papa Francisco?

É uma expectativa muito grande, a começar pelo rompimento dos protocolos. Espero muito da renovação da igreja, da opção pelos pobres. Espero em julho estar com ele na Jornada Mundial da Juventude e entregar o [livro] “Kairós”. Meu amigo padre Fábio de Melo, padre Reginaldo Manzotti e eu estaremos lá, cantando para ele.

Em 2007, o senhor foi impedido de cantar para o papa Bento 16 no Brasil e acusou a Arquidiocese de São Paulo de boicotá-lo. Temeu que o arcebispo dom Odilo Scherer virasse papa?

Não, pelo contrário. Dom Odilo pôde me conhecer de perto. Percebeu que eu não era um artista. Hoje tenho uma admiração e um carinho enorme por ele. Não vou dizer que [o responsável pelo boicote] foi dom Odilo. Foi o comitê organizador. É muito fácil culpar. Às vezes, a pessoa nem está sabendo.

Ainda em 2007 ele disse que seu trabalho era “insuficiente” e que “o padre não é um showman”. O que mudou?

Ele entendeu que eu não faço show. Celebro missa. Toda missa que faço, mesmo na TV, quem está à frente é o meu bispo [dom Fernando Figueiredo, bispo de Santo Amaro]. Estou lá animando. Minha função é animar as pessoas.

O último Censo apontou um aumento do número de evangélicos e a diminuição do número de católicos. Como recuperar o terreno?

O número de católicos é enorme e o de padres, em relação aos fiéis, mínimo. Para formar um sacerdote são no mínimo sete anos. Um pastor se faz em três meses. A formação é mínima. E precisa ter acolhida. A pessoa vai à igreja, ela está fechada. Os [templos] evangélicos estão sempre abertos. E o uso da mídia. Você liga a TV, sempre tem coisa evangélica, pessoas que invadem horários e horários. É até exagerado.

Na assembleia da CNBB, neste mês, a igreja indicou que quer incentivar as Comunidades Eclesiais de Base para recuperar espaço em áreas pobres. Deve ser esse o caminho?

Aí eu questiono. Acho as CEBs importantes, mas hoje nosso povo precisa de grandes espaços. Vejo nas missas do Santuário. Uma vela ilumina? E dez? E 20 mil? O Palmeiras estava sem 13 titulares, mas a torcida foi e eles se classificaram na Libertadores. Faz diferença. Os evangélicos erguem grandes locais, porque reúnem as pessoas. Se ficar fechado na CEB, esquecer a oração, ficar só na política… Se olhar os que estão no governo, a maioria surgiu da CEB.

A CEB está na origem do PT.

O PT surgiu da CEB. Então, que não politize. O perigo é este: cair na política.

livro+kairos+padre+marcelo+rossi+lacrado+santa+luzia+pa+brasil__9A83CB_1O senhor é criticado por atrair o público, mas adotar um discurso conservador e distante dos problemas sociais.

Temos trabalhos com recuperação de drogados, arrecadação de alimentos. Nas CEBs, acaba se tornando mais política do que social. É mais perigoso a pessoa ter a tentação à política na CEB.

Acha que a igreja serviu de trampolim para integrantes do governo ou do PT?

Não poderia julgar. A Igreja Católica é apartidária, pelo menos deve ser. Os evangélicos, às vezes, determinam em quem votar. Estamos voltando à Idade Média, o período mais terrível e negro da igreja.

Mas na campanha do ano passado houve episódios polêmicos envolvendo a Igreja Católica, como a declaração de dom Odilo contra a campanha de Celso Russomanno.

E dom Fernando depois se manifestou [disse que Russomanno era católico]. Russomanno saiu de encontro de casais. Fiz o casamento dele, batizei os filhos. Ele é católico. É fácil hoje você destruir uma pessoa. Veja o [deputado Gabriel] Chalita [acusado de receber favores de empresas quando era secretário estadual da Educação].

Como avalia as denúncias contra ele, que é seu amigo?

Fico perplexo. Estou esperando ele se manifestar. Nossa função é ficar quietinho, porque é um amigo que me ajudou muito. Quero ver o que vai ser provado. Se algo está errado, você vai falar [denunciar] depois de dez anos? É para destruir a pessoa.

Conversou com Chalita?

Até agora não, acredita? Estou esperando um posicionamento mais claro. Ainda dizia, quando ele falou que iria entrar na política: “Não faça isso”. Eu o aconselhei várias vezes. Conselho é bom, né, mas você só pode dar.

Espera um posicionamento público ou que ele fale pessoalmente com o senhor?

Pessoalmente eu não prefiro. Tenho certeza de que ele vai falar que está tudo OK. Mas quero ver um posicionamento provando isso.

Acredita na inocência dele?

Parto do princípio da confiança. Mas não sou cego. Se eu vejo alguma coisa que está errada… Por isso estou esperando que ele se coloque.

Qual sua opinião a respeito do pastor Marco Feliciano (PSC-SP) à frente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara?

Ele tentou até me provocar [disse, em uma entrevista, que “padre Marcelo pede dinheiro e nunca se falou nada”]. Eu nunca pedi dinheiro. Pelo contrário. O jogo deles é criar guerrilha. A melhor coisa é ficar quieto. A Justiça do mundo pode tardar, mas chega. E credibilidade não se compra. Em 2010, a Folha fez uma pesquisa sobre em quem o brasileiro mais confiava, com 27 personalidades. Estava o Edir Macedo, que ficou lá em 20º [foi o 26º]. Fiquei em terceiro lugar. Eram Lula, William Bonner e eu.

Ele deveria renunciar?

Ele nem deveria estar lá, na minha opinião. A partir do momento em que se diz um pastor, não dá para ser ao mesmo tempo um líder político. Acho importante ter uma bancada católica, como existe a evangélica. Mas não acho correto padre, bispo, pastor se candidatarem, porque aí estou transformando um púlpito num palanque.

Qual sua opinião sobre o casamento gay?

A palavra de Deus é clara: Deus criou o homem e a mulher. A igreja acolhe o pecador, mas não o pecado. Não vai poder legitimar o casamento entre homossexuais. Mas acolhe com carinho.

E sobre a adoção por casais homossexuais?

[Ele é contra] Por causa da formação. O que vai ficar na cabeça [da criança]? Você quebra o sentido do que é família, que é o homem e a mulher, o pai e a mãe. São princípios bíblicos. Não sou eu que vou contrariar a palavra de Deus. Seja evangélico ou católico, a partir do momento em que você é cristão, não dá.

O trem da CEB’s vem aí: CNBB quer fortalecer movimento para recuperar fieis

Preocupada com a renovação das paróquias, a 51ª Assembleia dos Bispos, que terminou na última sexta, incluiu as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) entre algumas das iniciativas para recuperar a presença da Igreja Católica nas áreas mais pobres, onde ocorre uma grande ação das igrejas neo-pentecostais.

“É um jeito de fazer com que os leigos lá na base comecem novamente a se articular”, disse d. Severino Clasen, presidente para comissão para o laicato da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ao defender uma CEB menos ideológica.

As CEB’s surgiram logo após o Concílio Vaticano 2º (1962-65), e foram impulsionadas pelo Documento de Medellín (1968) e pela Teologia da Libertação que na época era muito mais forte que hoje. Muitos ligaram o movimento a esquerda,  principalmente ao PT – Partido dos Trabalhadores – e movimentos sociais. O auge das CEB’s foi nos anos 1980, em regiões pobres, com uma crítica que unia princípios cristãos a uma ótica de esquerda, na visão dos direita, mais evangelista na missão do samaritano.

Em meio à oposição velada dos papas João Paulo 2º e Bento 16, que nomearam bispos contrários à aproximação com a esquerda, as CEB’s perderam força. O advento da Renovação Carismática Católica – RCC – também contribuiu para uma diminuição de popularidade do movimento.

trenzinho_das_cebsPara o padre Benedito Ferraro, assessor da Ampliada Nacional das CEBs, a volta da discussão é um reconhecimento de parte dos bispos de que a retração abriu espaço para as evangélicas, como a Assembleia de Deus. Hoje, diz, as CEBs são minoria entre os grupos eclesiais na periferia. Ferraro diz que não há números precisos sobre as CEBs, mas que elas estão presentes em todo o país. Prova disso são os movimentos ligados a ela como a Pastoral da Juventude e Patoral Operária, por exemplo.

O início da retomada das CEBs foi em 2007, na Conferência do Episcopado Latino-Americano, onde foi aprovado um documento cujo relator foi o bispo argentino Jorge Mario Bergoglio, hoje papa Francisco, com trechos bastante favoráveis às CEBs.

Os elogios, porém, foram diluídos quando o Documento de Aparecida passou por uma revisão da Cúria Romana do papa Bento 16.

“O modo como aconteceu repercutiu negativamente”, disse o bispo italiano de Adriano Vasino. “Isso é um dos problemas que a Igreja está tentando resolver, ter maior transparência em tudo.”

Vasino diz que o tema continua a dividir a CNBB entre “bispos que acreditam claramente nesse modelo” e “outros que, por experiências negativas, resquícios, consideram as comunidades ligadas só ao social ou a ideias descritas como comunistas”.

Defensores das CEBs esperam mais apoio do papa Francisco. Tanto por ter participado do Documento de Aparecida quanto pela defesa de uma “igreja para os pobres” –embora sem viés esquerdista.

A retomada, porém, não deverá ter a mesma força de antes, avalia o ex-arcebispo do ABC, cardeal d. Cláudio Hummes. “[As CEBs] talvez representem uma época, da ditadura militar, e foi aí que o povo conseguiu ter voz”, disse. “Em 30 anos, se faz um longo caminho. Então eu não posso simplesmente repetir o discurso de 1980 nem a prática de 1980 ao pé da letra.”

Os tempos são outros

Atualmente dentro da própria igreja os movimentos de CEB’s sofrem muitas críticas devido a proximidade de assuntos que a Igreja, em sua mãe condena. Um dos assuntos é a aproximação partidária dos membros, que hoje se difunde também na RCC. Outra coisa que muitos criticam é a mistura de costumes à liturgia da igreja.

Como disse Dom Cláudio Hummes, os tempos são outros. Hoje não há ditadura no país. A CEB’s terá um grande desafio pela frente, como costuma-se dizer nas reuniões do grupos “um novo-velho jeito de ser igreja” terá de fato de se tornar novo. Evitar a aproximação partidária e de causas contrárias a fé como o aborto, o casamento gay, dentre outros deveram ser debatidos com maior sinceridade e menos partidarismo.

A Liturgia é outro ponto. Os movimentos de CEB’s são taxados por incluírem elementos de outras culturas à liturgia. Por muitos criticados, deverá ser um ponto importante no item renovação.

Com informações da Folha de São Paulo

Diocese de Itabira/Cel. Fabriciano prepara festa da Santíssima Trindade e Dia das Ceb’s

No próximo dia 03 de junho o Regional II, da Diocese de Itabira/Cel. Fabriciano estará reunido na cidade de Bela Vista de Minas, paróquia São Sebastião, para festejar o dia da  e DSantíssima Trindadeia das Ceb’s – Comunidades Eclesiais de bases. Participe!!

Veja a programação:

DIA: 3 DE JUNHO DE 2012 –

 LOCAL: PARÓQUIA SÃO SEBASTIÃO

BELA VISTA DE MINAS

TEMA: SANTÍSSIMA TRINDADE FONTE DE VIDA E SAÚDE DA IGREJA.

LEMA: “EU VIM PARA QUE TENHAM VIDA, E A TENHAM EM ABUNDÂNCIA”.

08 h: CAFÉ

08h30min: ORAÇÃO

09 h: ACOLHIDA PADRE CARLOS JORGE TEIXEIRA (VIGÁRIO EPISCOPAL)

09h15min: 1ª PALESTRA – ASSESSOR PADRE PINHEIRO

12 h: ALMOÇO

13h30min  – ANIMAÇÃO

14h– 2ª PALESTRA – ASSESSOR PADRE EUGÊNIO FERREIRA DE LIMA, CR

ASSUNTO: 50 ANOS DO CONCÍLIO VATICANO II

15h30min – ANIMAÇÃO

16h– MISSA

17h30min  – TÉRMINO

FAÇAM AS SUAS CARAVANAS E VENHAM PARTICIPAR DESTA GRANDE FESTA!

OBSERVAÇÃO: TRAGA A SUA CANECA

COMISSAÕ ORGANIZADORA DAS  CEBS REGIONAL II

SECRETARIADO REGIONAL II

5ª Semana Social Brasileira é lançada no Ceará

SSBO lançamento oficial da 5ª Semana Social Brasileira (SSB) no Ceará acontece hoje, dia 18 de maio, das 8h às 16 horas, na Faculdade Católica de Fortaleza, na Rua Tenente Benévolo, 201, Centro, Fortaleza. Deverão participar as pessoas de diversas comunidades atingidas por grandes projetos sociais, dando continuidade ao Seminário ocorrido em Setembro do ano passado, onde foi iniciado um processo de levantamento sobre os Impactos desses Projetos de “desenvolvimento”.

A Semana Social Brasileira tem como objetivo realizar um processo amplo de debate em torno da democratização do Estado. A 5ª Semana é uma atividade que quer aglutinar forças organizadas da sociedade, reunir sujeitos sociais para dar curso as lutas e conquistas do povo. De acordo com Regilvânia Mateus, da Cáritas Regional Ceará “a semana é acima de tudo um momento de articulação das forças sociais, como pastorais e movimentos sociais, um momento de parar pra pensar, retomar a construção de um projeto popular para o Brasil”.

A 5ª SSB pretende reunir organizações sociais e a Igreja para partilhar suas experiências do “Bem Viver”. Mais do que discutir o Estado pretende-se discutir a sociedade. A aposta é que a sociedade tenha organização e força política para propor o Estado que quer – para quê e para quem.

A 5ª Semana tem como tema “A participação da sociedade no processo de democratização do Estado – Estado para quê e para quem?”.  A mesma é um evento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e é organizada pela Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz.

Minissérie contará a vida de dom Pedro Casaldaliga

dom-pedro_casaldaliga2012A vida de dom Pedro Casaldáliga, 84 anos, bispo emérito de São Felix de Araguaia (Mato Grosso), vai virar minissérie de TVs espanhola e brasileira.

O missionário catalão chegou ao Brasil em 1968, como conta o jornalista Francesc Escribano no livro “Descalço na terra roxa”, no qual se baseia a minissérie. A minissérie será produzida pela TV Brasil, TVc, TVe e Raiz Produções Cinematográficas. “Terra Roxa” terá 13 episódios de 22 minutos cada. Na Espanha, irá ao ar em dois episódios de 85 minutos.

O papel do religioso, que defendeu a democracia em plena ditadura militar brasileira (1964-1985) e enfrentou latifundiários e posseiros de terras, ficou com o premiado ator espanhol Eduard Fernández, que veio até o Araguaia conhecer dom Pedro Casaldáliga.

Desde que foi nomeado bispo da Prelazia de São Felix de Araguaia, em 23 de outubro de 1971, nunca deixou o Mato Grosso, com exceção de uma visita a Nicarágua em 1985 e algumas audiências na Santa Sé.

A Prelazia Territorial de São Felix teve dom Pedro como primeiro bispo prelado. Seu sucessor foi dom Leonardo Ulrich Steiner, que permaneceu no cargo até a nomeação como auxiliar de Brasília, em setembro de 2011. O atual prelado é dom Adriano Ciocca Vasino, nomeado no último dia 21 de março.

Seminário Nacional marca preparação para próximo intereclesial

CEBsA Diocese de Crato, no Ceará, acolheu os participantes do Seminário Nacional das Comunidades Eclesiais de Base, que teve início na segunda-feira (23), no Centro de Expansão Diocesano Dom Vicente Matos, na cidade do Crato. O evento terminou na  na quinta-feira (26), reunindo animadores das CEBs dos 17 regionais da CNBB, além de assessores, representantes da Ampliada Nacional das CEBs e os bispos referenciais.

Segundo Padre Vileci Vidal, Coordenador do Intereclesial, 2012 é o ano do aprofundamento e o Seminário obedece à dinâmica do plano de ação que está sendo desenvolvido rumo ao 13º Intereclesial, objetivando refletir sobre a caminhada romeira das CEBs. Foram destacados temas como a justiça na Bíblia, e como as CEBs podem influenciar na proposta de um novo tipo de convivência entre as pessoas e com a natureza, como compreender a luta pela justiça na cidade e no campo, dimensão bíblica, teológica e pastoral das romarias no universo do catolicismo popular.

O seminário prepara os participantes para contribuírem nos encontros regionais, na assessoria do 13º Intereclesial e visa despertar a todos a continuarem alertas para a necessidade de fortalecer e criar espaços de comunhão e articulação entre as CEBs a nível paroquial, diocesano, regional e nacional. Além da vivência da comunhão de amor em comunidade e entre as CEBs numa íntima união com Deus e da unidade do gênero humano, ajudando na afirmação da identidade missionária das CEBs e discernindo os novos desafios a partir da experiência e da espiritualidade libertadora que elas já vivem, considerando a temática do intereclesial e a ecologia.
Participaram do evento 19 padres, 6 bispos, 4 religiosas e mais de 60 animadores dos regionais. Durante todo o seminário, os assessores participaram de entrevistas na Rádio FM Padre Cícero de Juazeiro do Norte. O seminário encerrou com uma romaria ao Caldeirão do Beato José Lourenço, declarado “Santuário das Comunidades”, onde aconteceu uma manhã de espiritualidade, que também marcou a abertura da 3ª reunião da Ampliada Nacional.

CEB’s preparam próximo Intereclesial no Ceará

cartaz-das-CEBs-265x400Até a próxima quinta-feira, cerca de 120 delegados representantes dos 17 regionais da CNBB participam de um seminário nacional em Juazeiro do Norte, no Ceará, que deve apontar as diretrizes para o 13º Intereclesial, marcado para janeiro de 2014.

Os participantes discutem o aprofundamento do tema “Justiça e profecia a serviço da vida” e o lema: “CEBs, romeiras do Reino no campo e na cidade”.

Nos três dias de seminário, de acordo com o coordenador do próximo Intereclesial, Padre Vileci Basílio Vidal, será discutida a questão referente aos planos diretores das cidades. “Teremos, entre outros, a assessoria do Marcelo Barros e também a possibilidade de rever a história das CEB’s na América Latina”. De acordo com informações do site da Arquidiocese de Fortaleza, o seminário faz parte do processo formativo, no espírito da Missão Permanente na América Latina e Caribe, levando em conta a diversidade cultural compartilhada com os diferentes níveis de Igreja: CEBs, paróquias, dioceses e regionais.

O último dia do seminário será um grande encontro na comunidade do Caldeirão do Beato Zé Lourenço, em Juazeiro do Norte. Nos dias 27 e 28, haverá a reunião da equipe ampliada nacional, que prepara o próximo Intereclesial.

“Religiões construtoras da justiça e da paz” é tema do Curso de Verão 2012

curso_verao2012Nos dias 8 a 15 de janeiro acontece mais uma edição do Curso de Verão. Com o tema, “Religiões construtoras da Justiça e da Paz”, o encontro, que acontece em São Paulo (SP), celebra os 25 anos de realização do evento.

Os temas do Curso serão “Diversidade Religiosa: riqueza e desafio para o diálogo e cooperação”, ministrado por Faustino Teixeira; “Deus de muitos nomes: criador e defensor do pobre e do estrangeiro, do órfão e da viúva”, ministrado por Marcelo Barros e Milton Schwantes; “Espiritualidade do respeito ao outro e à natureza do cuidado e do diálogo na busca da justiça e da paz”, por Ivone Gebara e, por último, CF-2012: Fraternidade e Saúde Pública, pelo assessor nacional para a Campanha da Fraternidade da CNBB, padre Luiz Carlos Dias.

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CEBs criarão escola à distância para formação bíblica e teológica

 

CEB's - Comunidades Eclesiais de Base

A criação de uma escola à distância para formação bíblica e teológica para as CEBs foi uma das decisões tomadas pelos participantes do 9º Encontro Intercontinental de Articuladores das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), que terminou neste sábado, 9, no Chile. A escola terá o nome do arcebispo de El Salvador, assassinado em 1980, Oscar Arnulfo Romero.

O encontro reuniu, desde 31 de março, assessores e assessoras das CEBs dos quatro continentes. Do Brasil participaram oito pessoas, representando a CNBB, a Equipe Ampliada das CEBs e a articulação do Cone Sul das CEBs.

A Escola Oscar Arnulfo Romero começará a funcionar em janeiro do próximo ano e se estenderá até dezembro de 2014. Serão abertas vagas para 40 alunos.

“A escola busca responder a uma das principais urgências, que é a qualificação de animadores e animadoras das CEBs”, explica o assessor do Mutirão para a Superação da Fome e da Miséria, da CNBB, padre Nelito Dornelas, membro da Equipe Ampliada das CEBs.

Além da Escola, as CEBs promoverão também, em parceria com o Instituto Teológico de Pastoral Latino-americano do CELAM (ITEPAL), um curso sobre os desafios que as Comunidades de Base enfrentam no contexto social e eclesial. O curso será em Bogotá, na Colômbia, nos dias 5 a 25 de setembro deste ano.

Os articuladores das CEBs decidiram ainda dar continuidade ao processo de fortalecimento das CEBs na América Latina e Caribe e realizar o 9º Encontro Latino-americano de CEBs, na cidade de São Pedro Sula, em Honduras. O evento será de 16 a 22 de junho de 2012, com vagas para 200 participantes.

Padre Nelito destacou a reunião no Chile como momento forte de “oração, reflexão, estudo, convivência fraterna, partilha de experiências”. “Foram dez dias de profunda atenção aos sinais dos tempos que o Espírito vem suscitando na Igreja nos últimos cinquenta anos, impulsionados pelo Concílio Vaticano II, a Conferência de Medellín e os planos de pastoral em cada continente”, conta o padre.

Fonte CNBB

Imagem Internet

Quatro continentes reunidos para discutir os rumos das CEB’s

Representantes de quatro continentes (África, Ásia, Europa e America Latina) reúnem-se até o dia 9 de abril na cidade de Santiago, no Chile, para o Encontro de Articulação das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).

Também participam representantes do Cone Sul (Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile), da Região Andina (Peru, Bolívia, Equador, Colômbia), da região Caribenha (Guatemala, Honduras, Haiti, Venezuela), do México, do Brasil, da Alemanha, das Filipinas e do Congo.

Utilizando-se do método ver, julgar e agir, os participantes do encontro realizaram uma análise da realidade para ajudá-los a compreender melhor os desafios que as CEBs enfrentam em seu trabalho e os meios que elas têm encontrado para o seu fortalecimento.

O secretário executivo do Mutirão pela Superação da Miséria e da Fome, padre Nelito Dornelas afirmou que as CEBs estão vivendo um momento de graça no atual contexto histórico da Igreja e da sociedade.

“Constatou-se que as CEBs estão vivendo um momento de graça no atual contexto histórico da Igreja e da sociedade. O relançamento das CEBs pela 5ª Conferência do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM) em Aparecida, as realizações das missões populares, o Documento 92 da CNBB – Mensagem ao povo de Deus sobre as comunidades eclesiais de base – a celebração dos 50 anos do Concílio Vaticano II, tornam-se acontecimentos oportunos em sua caminha eclesial”, destacou.

Segundo o padre Nelito, os participantes do encontro refletem sobre a crise cultural e de valores, pela qual atravessa a humanidade.

“As comunidades eclesiais de base atuam na reconstrução do humano, através das convivências comunitárias da fé. As CEBs procuram caminhos para o reencantamento das pessoas simples, para um encontro pessoal e comunitário com a pessoa de Jesus de Nazaré, o Cristo, e o projeto por Ele vivenciado do Reinado de Deus”, destacou.

Na reunião, constatou-se que existe nas CEBs diversidade de experiências, unidade metodológica, ressaltando a ligação entre fé e vida, como um ponto comum assumido em todos os continentes.

 

Fonte e imagem CNBB

Fome ainda atinge 11,2 milhões no País

Pelo menos 11,2 milhões de brasileiros passavam fome ou estavam sob risco iminente de não poder comer por falta de dinheiro, aponta o IBGE no estudo Segurança Alimentar, com dados de 2009. Na primeira edição da pesquisa, em 2004, o número era de 14,9 milhões. São 3,7 milhões de pessoas a menos em “situação de insegurança alimentar grave”, uma queda de 24,8% em cinco anos. No período, a população do País aumentou 5,5%.

A reportagem abaixo é de Felipe Werneck e foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 27-11-2010.

O estudo divulgado ontem foi feito em convênio com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Para o IBGE, o impacto do Bolsa-Família foi o principal fator para a redução do número de brasileiros que passam fome. O aumento do salário mínimo seria o segundo motivo.

“A queda foi muito importante, mas ainda há 11,2 milhões de pessoas que precisam ser vistas e cuidadas”, diz a gerente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, Maria Lucia Vieira. “O objetivo é eliminar essa preocupação”.

O secretário executivo do ministério, Rômulo Paes de Sousa, avalia que “o ganho foi excepcional para um período tão curto”. Segundo ele, o objetivo do governo é acabar com a fome no País, mas a “supressão completa desse temor leva tempo”. Para Sousa, a permanência de mais de 11 milhões de pessoas na situação grave deve ser relativizada. “A questão da insegurança alimentar aparece inclusive no país mais rico do mundo, os Estados Unidos”, afirma. “Quando comparamos o Brasil com países que têm economia semelhante e investimento também em política social, como o México, a nossa situação é muito mais favorável”, argumenta.

Segundo a pesquisa, apenas 65,8% dos brasileiros estavam em condição de segurança alimentar em 2009, ante 60,1% em 2004. Ou seja, no ano passado mais de um terço da população (34,2%) estava em situação de insegurança. São pessoas que apresentavam alguma restrição alimentar ou, pelo menos, preocupação com a possibilidade de ocorrer restrição por falta de dinheiro para comprar comida. Esse grupo se dividia em três categorias: 20,9% com insegurança leve, 7,4% com moderada e 5,8% na situação grave (11,2 milhões de pessoas). Do total na última classificação, 1 milhão eram crianças de 0 a 4 anos. Em 2004, a situação grave atingia 8,2% da população.

O representante do ministério citou dados do México para afirmar que, lá, 62% encontram-se em situação de insegurança alimentar (leve, moderada e grave). “Nos EUA, a insegurança alimentar moderada e grave era de 5,7% em 2008, antes da crise”, afirma Rômulo. “A informação que temos é que a situação piorou em função da crise, por causa do aumento do desemprego.”

O IBGE aponta forte associação entre condição alimentar e rendimento das famílias: 58,3% dos domicílios do País na situação de insegurança moderada ou grave tinham até meio salário mínimo per capita ou nenhum rendimento. O estudo também mostra que os percentuais de insegurança alimentar são mais altos nos domicílios com maior densidade por dormitório.

A gerente da pesquisa ressalta que a redução ocorreu principalmente nos domicílios onde havia crianças, na região Nordeste e na área rural. “O foco do Bolsa Família são domicílios com limitação de renda e com crianças”, explica ela. “Se o programa social estiver sendo encaminhado adequadamente, o impacto deve ter sido até mais importante do que o do salário mínimo”, diz Maria Lucia.

O IBGE aplicou um questionário com 14 perguntas sobre insegurança alimentar nos domicílios investigados na Pnad. As respostas foram dadas com base na experiência dos entrevistados nos três meses anteriores. Não foi calculado, porém, o porcentual de famílias com insegurança alimentar que eram atendidas pelo Bolsa Família em 2009.

Revisão

O diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e ex-presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Francisco Menezes, defendeu uma “revisão permanente” do benefício do programa. “Acho que o Bolsa Família teve papel grande, porque existem famílias que não têm renda ou ela é muito baixa. Nesse sentido, está bem focado. Mas hoje o valor médio transferido é de até R$ 94, ainda abaixo da linha de pobreza extrema”, avalia.

“Defendo uma revisão permanente. Hoje, isso ocorre às vezes. Deveria ser tal como é com salário mínimo, a cada ano. Ainda não é suficiente, mas ajuda muito.” Para Menezes, o resultado do estudo mostra que o “progresso foi muito significativo, porque não é fácil fazer a redução”.

“Vejo com esperança quando a presidente eleita diz que o foco principal dela vai ser enfrentar a pobreza extrema. Isso é factível, mas vai exigir não só continuidade dessas políticas como capacidade de integração cada vez maior para que se possa de fato erradicar a insegurança alimentar grave.”

Fonte CEBsuai

8º encontro nacional de fé e política

“Em busca da Sociedade do Bem – viver: Sabedoria, Protagonismo e Política” é o tema central do 8º Encontro Nacional de Fé e Política. O evento acontecerá entre os dias 29 e 30 de outubro de 2011, em Embu das Artes. A cidade pertence a Diocese de Campo Limpo, São Paulo.

O 8º encontro Nacional de Fé e Política também ficará marcado como momento celebrativo dos 32 anos do martírio de Santo Dias da Silva.

Bem-Viver, do tema, trata-se de um resgate histórico da sabedoria dos povos indígenas Aymara, Quétchua e Guarani. Ele propõe um avanço no diálogo de novas iniciativas que apontam para criação de espaços de comunicação sobre a desmercantilização da vida. É proposto ainda outro projeto político para todos os povos. Esse debate favorece o protagonismo dos povos indígenas destacando várias iniciativas que apontam para um outro mundo possível, com a vida em plenitude e não o viver melhor e o viver bem, que prega o capitalismo.

Este ano evento estima que aproximadamente 5.000 participantes venham ao encontro. A última edição foi em Ipatinga e contou com 3000 mil pessoas.

Os encontros preparatórios estão acontecendo mensalmente na Paróquia Santos Mártires, no bairro Jardim Ângela e toda diocese está empenhada pra acolher bem a todos/as.

A princípio, a estrutura do encontro está assim:

Dia 29/10 – Manhã – Abertura e Plenária Geral com três assessorias
Tarde – 16 Plenárias Temáticas
Noite cultural

Dia 30/10 – Manhã – Plenária Geral
Ato Ecumênico de encerramento

O valor da inscrição será R$ 20,00. Mais informações no site http://www.fepolitica.org.br/

Por Marquione Ban

Imagem Fé e Política

 

13º Intereclesial das CEBs será em 2014

No fim de semana, dias 27 a 30, aconteceu a 2ª reunião da Equipe Ampliada das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), responsável pela organização dos Intereclesiais. A equipe fez a escolha do cartaz de divulgação do próximo encontro, cujo tema é “Justiça e profecia a serviço da vida”, e definiu nova data para o evento, que deveria ocorrer em julho de 2013. De acordo com o assessor do Setor CEBs da CNBB, Sérgio Coutinho, o 13º Intereclesial será nos  dias 7 a 11 de janeiro de 2014, em Crato, no Ceará.

Participaram da reunião cerca de 50 pessoas representando os 17 Regionais da CNBB; os membros do Secretariado do 13º Intereclesial; o bispo da diocese do Crato (CE), dom Fernando Panico; o bispo referencial das CEBs pela CNBB, dom Adriano Vasino; além dos assessores, padre Benedito Ferraro, padre Nelito Dornelas e o professor Sérgio Coutinho, do setor CEBs da CNBB.

Outra decisão da Ampliada foi a realização de um seminário, em janeiro de 2012, para aprofundar o papel e a identeidade das CEBs. Além disso, a equipe discutiu também sua relação com o Conselho Nacional de Leigos do Brasil.

Segundo Coutinho, a Ampliada apontou algumas preocupações das CEBs em relação ao 13º Interecleisal. “A plenária mostrou grandes preocupações das CEBs rumo ao 13º: ecumenismo nos Intereclesiais, a discussão sobre o mundo urbano, a nova fala profética das CEBs na pós-modernidade, a ausência das bandeiras de luta, a militância político-partidária, a questão de gênero, a pouca presença da juventude nas CEBs”, disse o assessor.

por Marquione Ban

 

Rumo ao 13º Intereclesial das CEB’s

Começou hoje, 27, e segue até o dia 29, no Centro de Expansão Dom Vicente Matos, em Crato (CE), a segunda reunião de coordenadores estaduais das Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s). Este evento é a preparação para o 13º Intereclesial, que acontecerá em 2013, na Diocese de Crato, Regional Nordeste 1 da CNBB (Ceará), entre os dias 23 a 27 de julho. O tema e o lema do Intereclesial será, respectivamente: “Justiça e profecia a serviço da vida” e “CEBs, romeiras do Reino no campo e na cidade”.

Serão debatidos, neste encontro, estudos sobre a análise de conjuntura com o padre Manfredo Oliveira de Fortaleza e padre Benedito Ferraro de Campinas (SP). Ambos abordarão os sinais de contradição da globalização causadores da miséria humana, e o resultado das eleições no Brasil. A discussão prossegue com a partilha dos 17 Regionais da CNBB sobre a caminhada das CEBs em suas respectivas realidades a partir do estudo sobre “Cristianismo de libertação: profetismo a serviço do Reino de Deus”.

Consta na pauta de estudos um repasse sobre o projeto de encaminhamento da diocese de Crato sobre o plano de trabalho a ser desenvolvido pelo secretariado do 13º Intereclesial, sendo que 2011 será o ano de sensibilização em toda a diocese para este trabalho com visitas, encontros, assembleias e retiros missionários das CEBs. O ano de 2012 será o ano do aprofundamento, quando acontecerão os grandes encontros: seminários sobre a temática, encontro ecumênico e diálogo interreligioso, encontrão de preparação do Regional Nordeste 1. O ano 2013 é o ano da socialização de todos os saberes adquiridos nos anos anteriores para a realização do evento.

Nesta ampliada será escolhido o cartaz do 13º Intereclesial e feitos os encaminhamentos do texto base, será feita uma discussão sobre as possíveis oficinas de arte e liturgia nas CEB’s durante o período de preparação. No último dia serão partilhados os comunicados dos acontecimentos a nível Nacional e América Latina. Na parte da tarde haverá uma turnê cultural ao memorial do Patativa do Assaré e ao memorial do homem cariri em Nova Olinda.

A Ampliada das CEB’s terminará com uma vigília ao Santuário Eucarístico na cidade de Crato com a participação das comunidades paroquiais, quando será feito o lançamento da oração pelo 13º Intereclesial das CEBs que foi escrita por dom Pedro Casaldáliga.

Saiba mais:

As CEB’s já foram realizadas aqui, na cidade de Ipatinga, no ano de 2005. A cidade pertence a Diocese de Itabira/Cel. Fabriciano. Na ocasião a cidade recebeu o 11º Intereclesial das CEB’s.

O movimento da CEB’s – Comunidades Eclesiais de Bases – é um movimento ecumênico e sempre conta com a participação de várias religiões que após discutirem o tema proposto se comprometem a faze-lo.

por Marquione Ban

imagem da Internet