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CÂMARA DE IPATINGA APROVA NOVO PROJETO QUE PROÍBE SACOLAS PLÁSTICAS

A Câmara Municipal de Ipatinga aprovou novamente, em reunião ordinária nesta quinta-feira (23/02), projeto de lei que obriga estabelecimentos comerciais e supermercados no município a utilizarem embalagens biodegradáveis ou reutilizáveis no lugar das tradicionais sacolas plásticas.
O texto da lei, que já estava em vigor, sofreu alterações após reunião no fim do ano passado com representantes de supermercados de Ipatinga, que solicitaram uma prorrogação do prazo.
Os comerciantes haviam argumentado que ainda não estavam prontos para pôr em prática a proposta. A modificação foi feita por meio de um novo projeto de lei enviado ao plenário.
“Entendemos a dificuldade dos comerciantes em se adaptarem e, por isso, prorrogamos por um período de mais seis (06) meses”, disse o vereador César Custódio (PT), um dos autores da proposta.
Em relação à proposta inicial, alguns pontos foram modificados. Os sacos de lixo também deverão ser biodegradáveis e foi incluída ainda a advertência entre as penalidades previstas. A lei anterior multava de imediato o estabelecimento que fosse pego, agora com nova alteração, primeiramente ele será notificado da infração para que se adeque a lei, caso reincida poderá ser multado em até R $ 2.100 reais.
Fonte: Câmara Municipal de Ipatinga

Projeto ambiental vira mini-indústria de sabão em Juazeiro

sabaojubileu1Foi assinado hoje, 14, na agencia do Banco do Brasil (BB) em Juazeiro (BA) o contrato que firma a parceria entre a Fundação BB e o Projeto Grupo de Apoio Social e Humanitário (GASH), ligado à diocese de Juazeiro, para a criação de uma mini-indústria de sabão à base de óleo de cozinha usado. A iniciativa que visa proteger o meio ambiente é consolida um projeto que vem sendo levado a cabo há cinco meses por voluntários do Movimento dos Vicentinos e paróquia do Cosminho, que representa o GASH.

A assinatura do contrato teve a presença da representante da Fundação BB, Carmem dos Santos, do gerente da agência do BB de Juazeiro e do presidente do GASH, padre José Filipe Pulpahyil. “Cada litro de óleo que jogamos no esgoto ou na pia da cozinha contamina um milhão de litros de água. Por isso, nesse ano em que a Campanha da Fraternidade nos pedia ações de proteção ao meio ambiente, decidimos iniciar esse projeto. Surgiu então a ideia do Sabão Jubileu”, explicou o padre.

sabaojubileu2Atualmente os voluntários do projeto trabalham de forma artesanal no quintal da paróquia do Cosminho, no Bairro Alagadiço, produzindo cerca de 400 litros de sabão por mês. Para isso eles recolhem em média 200 litros de óleo na vizinhança, evitando que o líquido seja despejado no Rio São Francisco. Além de promover a consciência ecológica, o projeto também viabiliza a aprendizagem de uma atividade que pode possibilitar renda extra para famílias carentes.

Com a assinatura do contrato, a Fundação Banco do Brasil irá doar máquinas para fabricação, corte e embalagem do sabão e também um carro para recolher óleo na cidade. A produção do sabão, que era feita de forma manual, passará a ter características de uma mini-fábrica. “Teremos capacidade de produzir oito toneladas de sabão por mês, reaproveitando quatro mil litros de óleo usado. Mas para isso precisaremos também do apoio da população, nos ajudando com doações de óleo”, informou padre José Filipe.

Os voluntários produzem atualmente sabão em pedra e líquido, que são vendidos a preços simbólicos. A barra do sabão em massa custa R$ 1,00, e meio litro do sabão líquido custa R$ 0,50. O nome Sabão Jubileu foi escolhido para homenagear os 50 anos da diocese de Juazeiro.

Quem quiser contribuir com o trabalho de preservação ao meio ambiente doando óleo de cozinha usado pode entrar em contato com a paróquia através do telefone (74) 3611-8639.

Mudança Climática é tema de palestra em Fortaleza

cartaz_clima_terra“Emergência climática, sustentabilidade e aquecimento global – dimensões geopolítica, técnica, moral, filosófica e espiritual”. Este é o tema da palestra promovida pelo Regional Nordeste 1 da CNBB (Ceará), juntamente com o Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Estadual do Ceará, OAB-CE e SOS Clima Terra.

O evento será no dia 11 de junho, a partir das 15h, no Auditório Castelo Branco do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Ceará, em Fortaleza (CE). Além da palestra, será exibido o filme “Home, Nosso Planeta, Nossa Casa”, do diretor Bertrand.

A mesma programação está prevista para as cidades de Sobral (CE), no dia 26 de agosto, e Juazeiro do Norte (CE), no dia 30 de agosto.

O SOS CLIMA TERRA – Campanha Mundial por Justiça Climática, Sustentabilidade e Contra o Aquecimento Global – é um fórum mundial existente em cem países com o objetivo de informar, conscientizar e conseqüentemente mobilizar a sociedade para as providências urgentes e necessárias. É óbvio que não podemos ficar só esperando os governos!

Para participar das palestras basta inscrever-se enviando nome completo, telefones, endereço, profissão e data de nascimento para o e-mail: sosclimaterra@yahoo.com.br . A inscrição é gratuita.

Audiência pública sobre a Campanha da Fraternidade em Ipatinga

Estou divulgando esse convite que recebi por que essa audiência é importante para realmente debatermos o assunto da CF 2011 em nossa cidade. Aqui se fala muito em qualidade ambiental de vida, mas a cada dia as pessoas tem cortado as àrvores de suas portas por que racham as calçadas. Controles de ar que sempre dizem que a qualidade é boa, o que no mínimo é duvidoso. 100% de esgoto tratado nos Rios de Águas limpas e tubos escondidos em “locais que não poluem”.

Irônias de lado, é preciso realmente discutir esse assunto em Ipatinga. Construir um plano diretor que contemple a vida e a dignidade humana partindo do principio em que a Natureza nos gere e não nós coordenemos a “Mãe Natureza”.

Espero que depois dessa audiência nossos vereadores se preocupem mais com o meio ambiente e nossa cidade e esqueçam vaidades que imperam na Câmara de Ipatinga.

 

Por Marquione Ban

Brasileiros fazem caminhada da Campanha da Fraternidade em Roma

Representantes dos Religiosos Brasileiros em Roma (RBR) e da Comunidade brasileira Nossa Senhora Aparecida realizaram, no domingo, 27, a tradicional caminhada da Campanha da Fraternidade pelas ruas de Roma.

O encontro teve inicio às 7h30 com a celebração Eucarística na Basílica Santa Maria Maggiore. Os religiosos expressaram sua sintonia com a Igreja no Brasil refletindo e rezando o tema da Campanha da Fraternidade 2011 “Fraternidade e a Vida no Planeta”.

A cor verde-amarela e as canções alegres atraiam a atenção dos turistas ao longo das ruas da cidade. O encontro terminou com a oração do Ângelus na Praça São Pedro onde os participantes receberam uma palavra de alento do papa Bento XVI.

Religiosas e religiosos de países como Itália, Alemanha, Filipinas e Áustria que realizaram experiência missionária no Brasil se juntaram ao grupo. A irmã Laura Cantoni, da congregação das Missionárias da Imaculada que trabalhou de 2000 a 2010 na periferia da cidade de Manaus e em uma equipe itinerante com os povos indígenas na região de Maués, no interior do Amazonas disse haver se “encontrado de novo no mundo brasileiro num momento de espiritualidade e fraternidade”.

A portuguesa irmã Maria da Conceição Ribeiro, conselheira geral da Congregação das Irmãs Dorotéias juntou-se ao grupo pela primeira vez e considerou a via sacra “muito original e significativa por ter conseguido fazer algo relacionado com a criação, a ecologia e as preocupações do cuidado da vida no planeta”. “Acho que os brasileiros são criativos e sensíveis a natureza e à vida da terra, até porque vivem em um país com problemas tão grandes relacionados à natureza e à criação”, acrescentou.

O superior Geral da Congregação dos Rogacionistas, padre Angelo Mezzari, também caminhou com o grupo. “É para mim uma alegria poder encontrar com os amigos religiosos do Brasil e sentir-se parte desta fraternidade. Ao mesmo tempo é uma oportunidade de sintonizar-se com a temática do cuidado com a terra, a vida e as criaturas. Não se trata só de uma temática da Campanha da Fraternidade do Brasil, mas de uma questão fundamental para a vida humana na terra”.

Fonte CNBB

Imagem CNBB

 

Falta de água pode afetar 55% das cidades do país até 2015

Ontem foi o Dia Mundial da Água e foi nesta data que a Atlas Brasil lançou uma pesquisa onde as previsões sobre a falta de água no Brasil não são nada otimistas. O país deverá enfrentar um grave problema de abastecimento de água nos próximos anos. Se nada for feito, até 2015, cerca de 55% dos municípios vão ser afetados, de acordo com dados do Atlas Brasil.

O documento, lançado em comemoração ao Dia Mundial da Água, traz um estudo feito pela ANA (Agência Nacional de Águas) sobre a oferta de água no país.

A análise foi feita em 5.565 cidades. Juntas, elas somam mais de 70% do consumo de água brasileiro. De acordo com “O Estado de S. Paulo”, o estudo diz que será preciso investir ao menos R$ 70 bilhões para que seja garantida água de qualidade em todo o país até 2025.

A maior parte do investimento teria de ser destinada à coleta e ao tratamento de esgotos, visando proteger as fontes de abastecimento (rios e lagos). Nesse serviço seriam consumidos em torno de R$ 48 milhões.

CF 2011

Em concordância com essas informações a Igreja no Brasil vem de forma profética anunciando a importância da preservação ambiental como esperança de vida plena para o homem.

A primeira Campanha da Fraternidade que discutiu o tema ecologia foi e 87. Depois vieram outras, inclusive a CF que debateu “Fraternidade e Água”. Nesta quaresma a CF propõe uma discussão macro da ecologia com o tema: “Fraternidade e vida no Planeta”.

por Marquione Ban

Com informações de A12

 

Como Deus é audacioso!

Dom Aloísio Roque Oppermann scj

Arcebispo de Uberaba – MG

Pensando nessa frágil criatura, que é o ser humano, admiro como o Criador entregou ao seu alvitre tantas grandiosidades, saídas de suas mãos. “Tu o fizeste pouco menor do que um deus” (Sl 8,6). É realmente espantoso que o Onipotente tenha  confiado ao ser inteligente, a capacidade de escolha. É a vontade livre, ou como dizem os filósofos, o livre arbítrio. Essa poderia se tornar a maior “roubada”, no linguajar dos jovens. Sendo livre, o homem tem a capacidade de fazer tudo errado. Mas também pode fazer certo. E não é diferente o alto risco a que o Ser por excelência quis correr, ao entregar aos cuidados do homem a guarda deste nosso fantástico planeta terra. “Enchei e dominai a terra” disse o generoso Senhor, aos nossos primeiros pais (Gen 1, 28). Que perigo! O risco é que o “homo sapiens” pode deitar tudo a perder, por causa de seus ímpetos de ganância. Mas pela sua autoconsciência, o ser que é o topo da criação, pode corrigir seus próprios erros. O que parece levar ao caos total, pode ter uma virada espetacular. É o que esperamos que aconteça com a vida neste nosso “planeta água”.

Igualmente espetacular é a confiança que Deus deposita nos escolhidos por seu Filho, para interpretar as Sagradas Escrituras. A Bíblia, caso não se faça uma adequada exegese, pode se tornar uma mensagem sem mordência. Aí entram os biblistas, os doutores dos santos escritos, e  pessoas santas que os vivenciam. Podem acertar, para ajudar o povo. Mas também podem introduzir sua própria ideologia e desencaminhar o povo fiel. Ainda bem que deixou, como último baluarte, os préstimos da Santa Igreja.  Em todas as circunstâncias, Deus arrisca. Mas o que eu acho o cume da bondade divina, é ver o Cristo entregar seus tesouros aos cuidados dos seus sacerdotes, com a incumbência de reger o povo eleito, e lhe distribuir os seus tesouros. Os sacerdotes podem ser pessoas firmes na fé, circunspectos e sábios. Mas podem também ser pessoas sem muito carisma, e sem grande amor no coração. Assim mesmo, o grande “Pastor e Bispo de nossas almas” (1 Pd 2, 25) entrega tudo nas mãos dos seus Sacerdotes, para que distribuam aos sedentos a “água da vida” (Apoc 21, 6). Peçamos ao Senhor que sempre tenhamos Padres dignos e santos.

 

Seca atinge metade da Amazônia brasileira

Embora não dê para apontar todos os impactos sobre a região amazônica provocados pela seca que se abateu sobre a região no ano passado, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) calcula que o fenômeno atingiu em torno de 57% da área da região, muito maior que os 37% medidos na seca de 2005.

“Ficamos surpresos com duas secas tão próximas em 2005 e 2010. Sabemos que elas foram causadas pelo aquecimento do Atlântico Norte, mas ainda não sabemos se isso é causado por mudanças climáticas ou não. A Amazônia normalmente passa por dois ciclos que se repetem a cada 30 anos”, disse ao Instituto Humanitas o pesquisador Paulo Brando, do Ipam.

O Instituto também constatou uma reversão no processo de captura e liberação de gás carbônico. Enquanto nos anos 80 do século passado até 2003 a floresta capturou em torno de 1,5 toneladas de CO2, em 2004 e 2005 houve uma reversão do processo, a floresta liberando o gás que aumenta o efeito estufa.

Pesquisadores do Ipam estimam, com base nas consequências da seca de 2005, que nas próximas décadas a Amazônia deverá liberar em torno de 5 bilhões de toneladas de CO2, contribuindo para o aquecimento global, e a acentuada mortalidade de árvores.

Projeções do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT-MC), realizadas entre 2009 e 2010, indicam que o Norte e o Nordeste do Brasil deverão sofrer uma redução nos índices pluviométricos de até 40%, enquanto a área da bacia Paraná-La Plata terá um aumento de chuvas em torno de 30%.

A Amazônia é a maior floresta úmida do mundo, e 60% de sua área estão em território brasileiro, com cerca de 5,5 milhões de quilômetros quadrados. A floresta estende-se por oito países: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela.

Fonte CONIC

Declaração da ONU para dia Mundial da Água

Por ocasião do Dia Mundial da Água, celebrado no dia 22, o alto comissariado das Nações Unidas divulgou uma declaração na qual ressalta o direito à água e o melhoramento das condições higiênicas como um direito humano universal. O documento foi elaborado pela especialista em água e saneamento, Catarina de Albuquerque; pela especialista em extrema pobreza, Magdalena Sepúlveda; e pela relatora para a habitação, Raquel Rolnik.

No documento está escrito que “com o aumento constante do número de pessoas vivendo em centros urbanos, a falta de acesso seguro à água potável e a sistemas de saneamento básico nas cidades é um fator de preocupação permanente”. O documento evidencia que quem não tem acesso a esses elementos, são os mesmos que vivem marginalizados, excluídos e discriminados, explicando o fenômeno como resultado de decisões políticas que deslegitimam as suas existências e perpetuam o estado de pobreza.

“Por ocasião do Dia Internacional da Água desse ano, os especialistas das Nações Unidas convocam os Estados a tomarem medidas imediatas para cessar as violações dos direitos humanos e para garantir que o acesso à água potável e ao saneamento básico sejam usufruídos por todos”, destaca o documento da ONU.

Ainda segundo a ONU, “o mundo está se tornando cada vez mais urbano, já existem mais pessoas vivendo em cidades que nas zonas rurais. 40% desse crescimento é feito a partir da formação de favelas, incluídas aí aquelas já estruturadas e as de estruturação recente. Ambas são consideradas ilegais, e por isso, os Governos recusam-se a estender água encanada e saneamento básico aos seus moradores”.

Contestando tal postura, a declaração afirma que “água e saneamento básico são direitos humanos, os quais devem ser, portanto, garantidos a todos, sem discriminação. Traz ainda o dado de que as pessoas que vivem na pobreza pagam mais por sistemas básicos que os cidadãos médios. O exemplo foi o de que uma pessoa que vive em um assentamento informal em Nairóbi (África) paga de cinco a sete vezes mais por um litro de água que um norte-americano de classe média. Além disso, são obrigados a comprar água de vendedores informais, que oferecem a água de qualidade não comprovada, armazenando-as de maneira imprópria.

Fonte CNBB

Imagem Internet

 

Senado prestou homenagem a Campanha da Fraternidade 2011

“Conciliar as necessidades da humanidade com as do planeta terra, repensar as atitudes da sociedade para com a natureza, praticar ações em prol do meio ambiente, agir a partir de gestos pequenos no seio da família”. Estes foram alguns pontos de destaque da sessão especial em comemoração ao Lançamento da Campanha da Fraternidade 2011, “Fraternidade e a Vida no Planeta”, que aconteceu na tarde desta terça-feira, 15, no plenário do Senado Federal.

Doze senadores e a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, discursaram durante a sessão que foi requerida pela senadora Ana Rita Esgário, e presidida pela senadora Marta Suplicy. Em seu pronunciamento, a presidenta afirmou que a temática da CF-2011 chegou em momento oportuno e que, mais do que reflexões,  a Campanha é importante porque lança possibilidades de agir sobre as questões ambientais na atualidade.

“É oportuna e atualíssima a discussão proposta pela Campanha da Fraternidade deste ano. A partir do tema ‘Fraternidade e a Vida no Planeta’ a campanha diz que não basta reflexões sobre o que é certo e errado, vai além, e nos faz mudar atitudes e comportamentos a partir da ação”, enfatizou a presidenta. “A CF-2011 nos mostra que exemplos pequenos podem se tornar grandes”, concluiu seu pensamento a senadora Marta Suplicy.

A requerente da sessão, senadora Ana Rita, parabenizou a CNBB pela iniciativa em abrir discussão em torno do ‘aquecimento global e mudanças climáticas’. Ela citou a tragédia da Região Serrana do Rio de Janeiro como um exemplo de degradação ambiental que sofre o país e, ao mesmo tempo, um fato motivador para repensar políticas públicas de superação da pobreza no Brasil.

“A ‘criação geme em dores de parto’ porque nós causamos as agressões ao meio ambiente. Basta olhar a tragédia no estado do Rio de Janeiro para se dar conta da necessidade de reavaliar ações e promover políticas públicas para evitar tantas mortes e, a partir de situações como aquela, nos motivarmos a trabalhar pela causa do meio ambiente a que chama a Campanha da Fraternidade 2011”, disse a parlamentar. Ela destacou ainda que a CF é um chamado a todas as pessoas sem distinção. “A CF chama sem distinção de pessoas para rediscutir paradigmas em busca de caminhos para modelos de produção e consumo saudáveis em detrimento de modelos predatórios”, sublinhou Ana Rita.

“A Campanha da Fraternidade todos os anos propõe reflexões e ações concretas em torno de temas relevantes para diminuir injustiças, educar para a vida da sociedade e evangelizar para o amor”. As afirmações são da senadora Marisa Serrano. De acordo com ela, a iniciativa da CNBB é “valida” porque a CF tem o poder de movimentar milhões de pessoas em todo o país em torno de discussões “atualíssimas” com a deste ano. Ainda segundo a senadora, a CF “promove a dignidade humana, cria uma agenda positiva para o país e humaniza problemas na pauta do dia a dia da população”.

eduardo_suplicyTambém homenageou a Campanha da Fraternidade o senador Eduardo Suplicy. Ele também fez questão de lembrar tragédias naturais como a ocorrida na Região Serrana do Rio de Janeiro no início do ano, e a Angústia por que passa o Japão neste momento. “A Campanha da Fraternidade traz à discussão um tema justamente após a tragédia que devastou a Região Serrana do Rio e no exato momento em que o Japão sofre com terremotos e tsunamis que assolaram o país. Quero aqui parabenizar a iniciativa da CNBB por pautar a discussão que é relevante, atual e merece ser colocada em pauta no Brasil”.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, também apontou o tema da Campanha da Fraternidade como atual e merecedor de discussão em todas as esferas da sociedade brasileira. “Não dá para não falar do meio ambiente. É preciso viver isso e discutir propostas ambientais viáveis em toda a sociedade brasileira. Nós apoiamos a iniciativa da CNBB e queremos dizer que estamos abertos para discussões sobre o tema com a sociedade”, disse a ministra.

O senador Pedro Simon sintetizou o histórico de algumas das 47 campanhas da fraternidade já realizadas pela CNBB. Ele defendeu o projeto e disse que os parlamentares “devem se interessar em ler sobre as Campanhas da Fraternidade realizadas pela Igreja no Brasil ao longo de quase cinco décadas. Segundo ele, os temas propostos em cada edição são um rico “auxílio para a elaboração de planos de governo voltados para as reais necessidades do povo brasileiro”.

CNBB marca presença

O representante da CNBB na solenidade, o arcebispo de São Luis (MA), dom José Belisário da Silva, agradeceu a homenagem do Senado Federal à iniciativa da Campanha da Fraternidade, ao mesmo tempo em que lembrou que a CF “vem se constituindo num grande projeto de evangelização da Igreja no Brasil desde 1964”. Ainda segundo as colocações do arcebispo, a CF “tem prestado relevantes serviços à sociedade, pois ao longo de sua história, tem abordado temas de grande relevância, visando mobilizar pessoas, entidades e poderes públicos, em torno de uma realidade a ser transformada em prol da vida de todos”.

Participaram também da sessão o bispo de Roraima, dom Roque Paloschi; o secretário executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias; e o assessor político da CNBB, padre José Hernanne Pinheiro.

Fonte CNBB

Foto CNBB

 

Cerca de 5 mil pessoas foram à Lagoa do Bispo para a abertura da Campanha da Fraternidade

Neste último domingo, 13, aconteceu a abertura oficial da Campanha da Fraternidade 2011 na Diocese de Itabira. A abertura ocorreu no Parque Estadual do Rio Doce – Lagoa do Bispo e reuniu cerca de cinco mil pessoas de acordo com a gerência do Parque.

A celebração começou as 8h30 com apresentações culturais de grupos da terceira idade e de juventude. Houve também apresentações teatrais e ao longo do evento falas explicativas sobre o tema da CF deste ano.

Com a presença de dois regionais diocesanos e vários padres, Dom Odilom Gumarães, presidiu a missa que durou cerca de duas horas. Ao final da celebração foi distribuído às paróquias presentes mudas de árvores nativas da Mata Atlântica.

Quem foi ao evento também contou com cartazes – feitos em matérias recicláveis – com dicas de como cuidar do meio ambiente.

CF 2011

Este ano a campanha tem como tema “Fraternidade e vida no Planeta” e lema “A criação geme em dores de parto”(Rm 8,22). A CF acontece desde o ano de 1962 e já abordou por uma vez o tema ecologia no ano de 87.

Outras edições também falaram de ecologia, embora não fossem o tema prioritário da CF.

Abertura em Santa Maria de Itabira

Também aconteceu a abertura da CF 2011 em Santa Maria de Itabira. A cidade, que pertence ao regional I da diocese, recebeu cerca de duas mil pessoas para abertura da CF. O evento também aconteceu neste domingo, 13.

Veja mais fotos

Lagoa do bispo vista do mirante

fiéis foram acolhidos pelos braços da floresta durante o evento

por Marquione Ban

Foto Marquione Ban

Abertura da CF 2011 reuniu mais de duas mil pessoas em Santa Maria de Itabira

No último domingo, 13 de março, a Diocese de Itabira – Cel Fabriciano realizou a abertura oficial da Campanha da Fraternidade 2011 (CF), que tem por tema: “Fraternidade e a Vida no Planeta” e lema: “A criação geme em dores de parto” (Rm 8,22).

A abertura foi dividida por regionais. O Regional II e III fizeram a abertura da CF 2011 no Parque Estadual do Rio Doce – Lagoa do Bispo. Já o Regional I se reuniu em Santa Maria.

Em Santa Maria houve caravanas das diversas paróquias da Diocese, apresentação de teatro, músicas, tendas de pastorais e de artesanato, procissão missionária com bandeiras e faixas. Foi um momento de encontro, oração e muita animação.   Durante todo o evento foi abordado a questão ecológica, sobretudo os problemas que se referem às mudanças climáticas e o aquecimento global.

O encontro reunião vários padres, religiosos e leigos da Região Pastoral I. Ao todo segundo a diocese de Itabiara reuniram – se no local mais de duas mil pessoas.

por Marquione Ban

Imagem Diocese de Itabira

2º Simpósio Nacional de Mudanças Climáticas e Justiça Social

 

Só depende do homem

O Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social (FMCJS), organismo ligado a Comissão Episcopal Pastoral para a Caridade, Justiça e Paz, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), está promovendo o 2º Simpósio Nacional de Mudanças Climáticas e Justiça Social, que acontecerá no Centro de Formação Vicente Cañas, no Jardim Ingá (GO), de 14 a 16 de março.

Segundo o sociólogo e coordenador do Fórum, Ivo Poletto, o objetivo do Simpósio é que os setores sociais (movimentos, organizações, sociedade em geral) e as Igrejas, mobilizados para influir nas políticas públicas, alcancem encaminhamentos concretos sobre a questão ambiental, fazendo frente às mudanças climáticas.

“É o nosso objetivo também disseminar informações, gerar consciência crítica e mobilizar a sociedade civil visando contribuir para o enfrentamento das causas estruturais do aquecimento global que provoca mudanças climáticas em todo o planeta”, destacou o sociólogo.

Está marcado para o último dia do Simpósio, um ato público, para o qual o FMCJS está convidando ministros de Estado e autoridades religiosas, para que, juntos, possam debater sobre perspectivas das políticas públicas sobre mudanças climáticas. Além disso, os participantes aprovarão uma carta-compromisso, em que se estabelecerão metas a serem cumpridas e ações concretas para combater o aquecimento global em território nacional. O local escolhido para o ato público foi o Centro Cultural de Brasília (CCB), que fica na 601 Norte, módulo B.

O Simpósio tem o apoio do Fundo Nacional de Solidariedade, da Campanha da Fraternidade, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); do Conselho Indigenista Missionário (Cimi); da Misereor (instituição ligada à Igreja Católica da Alemanha); a Agência Católica para o Desenvolvimento Exterior (CAFOD); da DKA; da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE).

Veja a programação no aqui Programa 2º simpósio MCJS

Fonte CNBB

Imagem da Internet

Greenpeace apoia a CF 2011

Com o título “Aquecimento global nos altares”, o Greenpeace, órgão internacionalmente  conhecido por defender a natureza, divulgou a matéria abaixo falando sobre a CF 2011. Leia na integra o texto logo abaixo.

Mais informações http://www.greenpeace.org/brasil/

Aquecimento global nos altares

Postado por bcamara – 10 – mar – 2011 às 13:56

Quarta-feira de cinzas. Terminado o carnaval, os católicos fecharam a folia marcando presença nas cerca de 11 mil paróquias espalhadas pelo Brasil. Lá chegando, entre uma prece e outra, se depararam com padres falando de florestas, mudanças climáticas e aquecimento global.

Nos próximos meses, o assunto promete reverberar dos altares, seja em missas, grupos de oração ou pastorais. É que o tema da Campanha da Fraternidade 2011 é justamente esse: a crise ambiental pela qual o mundo está passando. Com o lema “A criação geme em dores de parto”, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) espera levar os fiéis a ter uma participação mais ativa nesses debates.

Apresentando uma série de materiais que serão distribuídos nas igrejas, a CNBB foi à imprensalançar a Campanha, e não mediu palavras. Criticou o mar de recursos que o país gasta com projetos de desenvolvimento sujos e antigos – incluindo aí o pré-sal e grandes hidrelétricas como Belo Monte – e convocou a população a agir para mudar posturas e atitudes.

Entre críticas às mudanças que os ruralistas pretendem fazer no Código Florestal, a CNBB reforçou a importância de manter as florestas preservadas para a sobrevivência do próprio planeta. E inspirou comunidades e indivíduos a intervir na realidade, seja ela local ou política. “Cabe a cada comunidade discernir como pode colaborar em pequenas ações ou numa articulação mais ampla que leve a políticas públicas efetivas em âmbitos regional, nacional e até internacional”, disse Dimas Lara Barbosa, secretário-geral da CNBB, no Jornal das Dez, na GloboNews.

Fonte Greenpeace

 

Bento XVI manda mensagem sobre a CF 2011

O papa Bento XVI enviou ao presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, uma mensagem cumprimentando a Igreja no Brasil pela pela Campanha da Fraternidade, aberta hoje, Quarta-feira de Cinzas.

Leia a íntegra da mensagem.

Ao venerado irmão,
Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana (MG) e Presidente da CNBB

É com viva satisfação que venho unir-me, uma vez mais, a toda Igreja no Brasil que se propõe percorrer o itinerário penitencial da quaresma, em preparação para a Páscoa do Senhor Jesus, no qual se insere a Campanha da Fraternidade cujo tema neste ano é: “Fraternidade e vida no Planeta”, pedindo a mudança de mentalidade e atitudes para a salvaguarda da criação.

Pensando no lema da referida Campanha, “a criação geme em dores de parto”, que faz eco às palavras de São Paulo na sua Carta aos Romanos (8,22), podemos incluir entre os motivos de tais gemidos o dano provocado na criação pelo egoísmo humano. Contudo, é igualmente verdadeiro que a “criação espera ansiosamente a revelação dos filhos de Deus” (Rm 8,19). Assim como o pecado destrói a criação, esta é também restaurada quando se fazem presentes “os filhos de Deus”, cuidando do mundo para que Deus seja tudo em todos (cf. 1Co 15,28).

O primeiro passo para uma reta relação com o mundo que nos circunda é justamente o reconhecimento, da parte do homem, da sua condição de criatura: o homem não é Deus, mas Sua imagem; por isso, ele deve procurar tornar-se mais sensível à presença de Deus naquilo que está ao seu redor: em todas as criaturas e, especialmente, na pessoa humana há uma certa epifania de Deus. “Quem sabe reconhecer no cosmos os reflexos do rosto invisível do Criador, é levado a ter maior amor pelas criaturas” (Bento XVI, Homilia na Solenidade da Santíssima Mãe de Deus, 1/1/2010). O homem só será capaz de respeitar as criaturas na medida em que tiver no seu espírito um sentido pleno da vida; caso contrário, será levado a desprezar-se a si mesmo e aquilo que o circunda, a não ter respeito pelo ambiente em que vive, pela criação. Por isso, a primeira ecologia a ser defendida é a “ecologia humana” (cf. Bento XVI, Encíclica Caritas in veritate, 51). Ou seja, sem uma clara defesa da vida humana, desde sua concepção até a morte natural; sem uma defesa da família baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher; sem uma verdadeira defesa daqueles que são excluídos e marginalizados pela sociedade, sem esquecer, neste contexto, daqueles que perdem tudo, vítimas de desastres naturais, nunca se poderá falar de uma autêntica defesa do meio-ambiente.

Recordando que o dever de cuidar do meio-ambiente é um imperativo que nasce da consciência de que Deus confia Sua criação ao homem não para que este exerça sobre ela um domínio arbitrário, mas que a conserve e cuide como um filho cuida da herança de seu pai, e uma grande herança Deus confiou aos brasileiros, de bom grado envio-lhes uma propiciadora bênção apostólica.

Vaticano, 16 de fevereiro de 2011

Bento XVI

 

CNBB abre CF 2011 e lembra que ecologia é assunto antigo

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abriu, oficialmente,  na tarde desta Quarta-Feira de Cinzas, 9, a Campanha da Fraternidade 2011, “Fraternidade e a Vida no Planeta”, numa coletiva de imprensa, em sua sede, em Brasília. O secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, e o secretário executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias, apresentaram aos jornalistas os objetivos da Campanha, destacando seus principais pontos.

Dom Dimas fez memória do histórico da Campanha da Fraternidade e afirmou que o tema da ecologia é uma preocupação antiga da CNBB, que tem marcado a história das Campanhas há três décadas. “A Campanha mais antiga em torno do meio ambiente aconteceu em 1979, com o lema ´Preserve o que é de todos´. Há 32 anos já tínhamos essa preocupação com temas ecológicos. Muito tempo depois, em 2002, veio a Campanha que refletiu a Amazônia; pouco tempo depois, a Campanha de 2004 refletiu a questão da água, e, a Campanha de 2007, discutiu o tema ‘Fraternidade e os Povos Indígenas’ e a questão da terra”, lembrou dom Dimas.

O secretário da CNBB disse que a Campanha deste ano apresenta uma reflexão bastante ampla, refletida em dois grandes temas preocupantes: ‘aquecimento global e mudanças climáticas’. “A partir desses pontos, a Igreja no Brasil vem mostrar que estamos preocupados em discutir temas relevantes para a sociedade viver melhor”.

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Padre Luiz Carlos Dias, secretário da CF 2011

Já o secretário executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias, afirmou que um dos passos importantes da Campanha que começa hoje é mobilizar as pessoas em torno de políticas públicas por mudanças que favoreçam o desenvolvimento da temática proposta.

“Queremos mobilizar a sociedade para agir de forma positiva nos diversos níveis da sociedade civil e dos poderes constituídos para a aplicação de políticas que favoreçam um planeta melhor para todos viverem”, frisou o secretário da Campanha.

Padre Luiz fez uma síntese do texto-base da CF-2011. Destacou, entre outros pontos, o trabalho que é feito nas bases da Igreja para o desenvolvimento da Campanha. Ele criticou o atual sistema de produção e consumo que contribui “para a exclusão social”.

Propostas concretas

Dom Dimas enumerou algumas ações concretas que a Campanha sugere nos níveis pessoal, comunitário e de governo para a preservação do meio ambiente.

“O cidadão pode colaborar com pequenas ações e cultivar hábitos saudáveis como a utilização de fontes renováveis de energia, como é o caso da energia solar, coleta seletiva de lixo, a própria questão do respeito com relação à água”, advertiu.

O secretário disse ainda acreditar na mobilização coletiva para a mudança de comportamento e educação das pessoas para um modo de vida que favoreça a humanidade. Ele citou o caso da crise do apagão, ocorrida em 2001 e 2002 no Brasil, como exemplo de mobilização da sociedade que pode gerar conscientização e respeito para com o meio ambiente.

“Quando as pessoas se viram ameaçadas de ficarem sem energia, logo começaram a trocar lâmpadas, diminuir o número de eletrodomésticos e, assim, conseguimos reduzir o consumo de energia elétrica de uma maneira que antes era impensável”.

Código Florestal

Segundo dom Dimas, a aprovação das mudanças no Código Florestal Brasileiro têm ocupado a pauta de preocupações da CNBB. Há um ano, o Conselho Episcopal Pastoral da CNBB (Consep) emitiu uma nota em que enumera alguns itens preocupantes no texto que muda o Código.

“Tivemos, há pouco tempo, uma reunião com técnicos do Ministério do Meio Ambiente e pudemos observar o esforço que setores do Governo estão fazendo para dialogar com movimentos sociais representativos das comunidades mais vulneráveis como quilombolas, ribeirinhos, povos indígenas, barragens. Esses movimentos todos têm procurado o Governo e a CNBB no sentido de incentivar para que não sejamos tão apressados em aprovar o novo Código Florestal”, disse dom Dimas.

Dom Dimas expressou, ainda, preocupações com o Pré-Sal e com a usina Belo Monte, que será construída no Xingu. Segundo disse, Altamira já sente o impacto da obra com a chegada em massa de novos moradores e que a cidade não tem infraestrutura para acolher a todos.

A CNBB presenteou os jornalistas com o Texto-Base da Campanha, que começa hoje e se estende por toda a Quaresma. A Coleta da Solidariedade, feita no Domingo de Ramos, 17 de abriu, foi lembrada por dom Dimas como gesto concreto de solidariedade que está ao alcance de todos. O resultado da Coleta é usado para aprovar projetos sociais segundo o tema da Campanha.

Abertura oficial da CF 2011 será hoje

O secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa, receberá, nesta quarta-feira de cinzas, a imprensa às 14h30, na sede da Conferência dos Bispos, em Brasília, para a abertura oficial da Campanha da Fraternidade 2011 (CF). Dom Dimas apresentará aos jornalistas as expectativas da CNBB em relação à CF, além da mensagem do papa Bento XVI enviada exclusivamente para a Campanha.

Durante a Coletiva, o secretário executivo da CF, padre Luiz Carlos Dias, apresentará à imprensa os principais objetivos da Campanha que, neste ano, vai discutir o tema “Fraternidade e a vida no Planeta”. O lema, “A criação geme em dores de parto”, é tirado da carta de São Paulo aos Romanos.

A Campanha tem como objetivo geral “contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas, e motivá-las a participar dos debates e ações que visam enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta”.

Realizada por todas as dioceses do Brasil, a Campanha da Fraternidade foi criada em 1964 e esta é a quarta vez aborda um tema relacionado à preservação da natureza e do meio ambiente. Em 1979, foi discutido o tema “Preserve o que é de todos”; em 2004, “Água, fonte de vida”; e, em 2007,”Vida e missão neste chão”, falando da Amazônia.

Ouça o Hino oficial da CF 2011

Fonte CNBB

“A criação geme em dores de parto”

Cartaz oficial da CF 2011

“Contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas, e motivá-las a participar dos debates e ações que visam enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta”.

Este é o objetivo da Campanha da Fraternidade 2011 (CF), que será aberta, em nível nacional, na Quarta-feira de Cinzas, 9 de março, na sede da CNBB.

Com o tema “Fraternidade e a Vida no Planeta” e o lema “A criação geme em dores de parto”, a CF chama a atenção especialmente para as questões do aquecimento global e das mudanças climáticas.

Motivada pela fé

Segundo o secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, é a fé que motiva a Igreja a discutir temas como o proposto pela CF-2011. “A fé nos torna específicos numa discussão como essa. A nossa fundamentação é teológica e se baseia no próprio projeto de Deus para com a criação e para com o ser humano”, explica.

Dom Dimas destacou ainda que a ecologia humana é de “suma importância” para as discussões porque trata a vida como um todo e não distingue a vida do planeta da vida dos seres humanos. “A ecologia humana é um tema fundamental trazido pelo papa João Paulo II e, depois, por Bento XVI. De acordo com o papa, o centro do universo está na pessoa humana e, muitas vezes, as políticas públicas não levam em conta esses dois pontos, principalmente as pessoas mais vulneráveis, os mais pobres”.

A partir de março, o debate do tema proposto pela Campanha ganha as paróquias, comunidades e os mais diversos espaços.“A temática é uma preocupação social da Igreja que quer despertar as pessoas para a educação ambiental porque, a partir do nosso dia-a-dia, precisamos diminuir o consumo e tomar algumas medidas que impliquem em menos gasto e mais educação para a vida do nosso planeta”, sublinhou o secretário executivo da CF, padre Luiz Carlos Dias.

De acordo com o secretário, os temas sociais apresentados pelas Campanhas da Fraternidade refletem o papel da Igreja junto à sociedade. “A Igreja toma esses temas como reflexão para servir à sociedade, porque implicam em sofrimento, dores, morte. A Igreja, imbuída da missão de evangelizar, procura levar a luz de Deus àquela situação, para que brote a vida no seio da sociedade”, disse o padre.

Objetivos e estratégias

Além do objetivo geral, CF apresenta alguns objetivos específicos como viabilizar meios para formação da consciência ambiental; promover discussões sobre a problemática; mostrar a gravidade e a urgência dos problemas ambientais. Algumas estratégias também são adotadas como mobilizar pessoas, Igrejas e a sociedade para assumirem o protagonismo na construção de alternativas para a superação dos problemas socioambientais; denunciar situações e apontar responsabilidades no que diz respeito aos problemas ambientais decorrentes do aquecimento global.

Coleta da Solidariedade

Um dos gestos concretos propostos pela CF é a Coleta da Solidariedade, que deverá ser feita em todas as dioceses do país no dia 17 de abril. Do total arrecadado, as dioceses destinam 40% para o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS). Os outros 60% ficam nas dioceses, formando o Fundo Diocesano de Solidariedade (FDS), para o atendimento a projetos locais. Os recursos arrecadados na Coleta da Solidariedade são destinados prioritariamente a projetos que atendam os objetivos propostos pela CF-2011. No ano passado, os 40% enviados pelas dioceses para o FNS somaram R$ 3.807.769,55.

Abertura no Vale do Aço

Aqui em nossa região a abertura da campanha da Fraternidade será no dia 13, às 9h, no Parque Estadual do Rio Doce. Interessados devem procurar a sua paróquia para participar.

 

Fonte CNBB

Imagem CNBB

 

Abertura da Campanha da Fraternidade 2011

O Santuário Nacional abre oficialmente na quarta-feira de Cinzas, na missa das 9h, a Campanha da Fraternidade 2011, que tem como tema: ‘Fraternidade e a vida no planeta’ e o lema ‘A criação geme em dores de parto’.

A celebração será presidida pelo arcebispo de Aparecida, Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis.

Após a celebração, o Cardeal receberá a imprensa na Sala de Imprensa do Santuário, onde falará um pouco mais sobre o tema de 2011.

Os funcionários e voluntários do Santuário Nacional também terão um momento específico para entenderem um pouco mais sobre o tema da Campanha para este ano.

Os 1.300 colaboradores serão convidados para uma palestra às 10h30, no auditório Pe. Noé Sotillo. Já os aproximadamente 800 voluntários participarão da palestra às 19h.

Em Ipatinga

A abertura da Campanha da Fraternidade na cidade será nas comunidades durante as celebrações de quarta-feira de cinzas.

No domingo, 13 de março, será a abertura oficial da Campanha na região pastoral 3. Essa região pastoral engloba as cidades do vale do aço – Ipatinga, Timóteo, Fabriciano e etc. O evento será no Parque Estadual do Rio Doce, às 9h. Interessados em participar devem procurar as caravanas comunitárias.

É valido lembrar que neste dia, a pedido da direção do Parque, o banho na bela lagoa do Bispo estará proibido. Quem for a abertura também deve levar sua própria sacola de lixo e seu alimento.

 

Por Marquione Ban

Fonte A12

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