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Terceiro dia da Coroa Espirito Santo

Peçamos a Deus o dom do Conselho.

Em nome do Pai, Filho e Espirito Santo, amém!

Vinde Espírito de Conselho, fazei-nos dóceis às vossas inspirações e guiai-nos no caminho da salvação.

Rezemos 7 vezes:

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos Vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor, vinde e renovai a face da terra.

Após as 7 invocações digamos:

Ó Maria, que por obra do Espírito Santo, concebestes o Salvador, rogai por nós!

Em nome do Pai, Filho e Espirito Santo.

Card. Maradiaga: “Projeto de reforma requer parecer de quem tem experiência na Cúria”

Cidade do Vaticano (RV) – O cardeal hondurenho Oscar Rodriguez Maradiaga, coordenador do “Conselho de cardeais” instituído pelo Papa Francisco para ajudá-lo na reforma da Constituição Apostólica Pastor Bonus sobre a Cúria Romana, concedeu uma entrevista ao jornal dos bispos italianos “Avvenire”.

“Nosso trabalho não será emendar e nem retocar a Pastor Bonus. Será preciso um trabalho mais profundo e mais tempo. Não terminaremos em 2014, porque uma vez que o projeto estiver pronto, queremos ouvir o parecer de quem tem experiência na Cúria”.

Depois dos primeiros 3 dias de encontros do Conselho no Vaticano, o cardeal explicou que “a primeicard.-N-R-Maradiaga-Homdurasra coisa que o Papa pediu foi para refletirmos e propormos sugestões sobre o Sínodo dos Bispos, que deverá trabalhar com mais continuidade e de modo interativo, via Internet, por exemplo.

A respeito da criação de um eventual “moderator curiae”, o cardeal latino-americano explicou que se trata “de uma ideia surgida nas reuniões pré-Conclave para ajudar a Secretaria de Estado a desempenhar suas tarefas. Ainda é cedo para definir o perfil do ‘moderador’.

Em relação à possibilidade de fusão dos dicastérios, o Cardeal Maradiaga respondeu que “no pré-Conclave se falou disso, mas ainda não se pode dizer muito. Na época, cogitou-se unir os organismos econômicos e financeiros do Vaticano, criando uma espécie de “Ministério da Economia” vaticano, mas ainda não abordamos este tema. Aguardamos os resultados das duas comissões específicas instituídas pelo Papa”.

E o IOR?: “Há quem pense que seria melhor transformá-lo em um banco ético. Mas repito – acrescentou o coordenador do Conselho – temos que esperar o resultado das comissões, principalmente o da específica sobre o IOR”.  (CM)

Texto da Rádio Vaticano

Uma nova constituição para a Cúria

O papa Francisco se reúne a portas fechadas com cardeais que o aconselharão em reforma da Cúria Católica, desde terça, no Vaticano
O papa Francisco se reúne a portas fechadas com cardeais que o aconselharão em reforma da Cúria Católica, desde terça, no Vaticano

(ACI/EWTN Noticias).- Uma nova constituição para a Cúria do Vaticano em substituição da atual “Pastor Bonus” e a atribuição de um papel mais protagônico dos leigos foram os temas principais tratados ontem pela tarde e na manhã de hoje na reunião do Conselho de cardeais e o Papa Francisco que o instituiu para colaborar no governo da Igreja.

Assim o informou o diretor do Escritório de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, que explicou que a orientação dos cardeais “não é a de uma atualização da Constituição apostólica ‘Pastor Bonus’, com retoques ou modificações marginais, mas a de uma nova constituição com novidades de relevância. É necessário esperar um tempo adequado, depois deste Conselho, mas a ideia é essa. Os Cardeais deixaram claro que não se trata de fazer retoques cosméticos ou pequenos ajustes da Pastor bonus”.

Também é evidente a intenção dos cardeais de d estacar a natureza de serviço por parte da Cúria à Igreja universal e local mais “em termos de subsidiariedade, que de exercício de poder centralizado. A direção é a de atuar a serviço da Igreja em todas as suas dimensões”.

Um argumento muito importante foi o da natureza e funções da Secretaria de Estado que “deve ser a secretaria do Papa; a palavra Estado não deve dar lugar a equívocos. Esse organismo está a serviço do Papa no seu governo da Igreja universal. A reunião do Conselho é muito útil neste momento, em vista às orientações que o Santo Padre dará ao novo Secretário de Estado que tomará posse do seu cargo dentro de muito pouco, em 15 de outubro”.

Sempre no âmbito da Cúria se abordou a questão das relações entre os chefes de dicastério e o Papa e da coordenação entre os diversos organismos. “Neste contexto se falou da figura de um ‘Moderator Curiae’ ( moderador da cúria) e de suas funções. O tema foi tocado, mas não se tomou ainda nenhuma decisão; se houver, estará na nova constituição, mas, de fato é uma das hipóteses propostas pelo Conselho”.

Os cardeais falaram da possível reorganização das administrações dos bens temporais, mas sem aprofundar no tema já que estão à espera dos “informes das comissões referentes nessa matéria que lhes comunicarão o resultado de seu trabalho”.

Os membros do conselho deram uma “atenção notável” à questão dos leigos, já que os prelados recolheram muitas sugestões e pedidos sobre esse tema em suas respectivas zonas de procedência.

“Na hora de tratar da reforma da Cúria e suas instituições, está-se pensando também – explicou o Padre Lombardi- em dar maior atenção específica aos temas relativos aos leigos, que esta dimensão da realidade da Igreja seja adequada e eficazmente reconhecida e seguida pelo governo da Igreja. Agora há um Pontifício Conselho para os Leigos, mas se pode pensar em potencializar esta realidade”.

Nesta manhã voltaram a debater sobre o sínodo, em vista da preparação do próximo.

Por último, Lombardi disse que até ontem não se fixou uma data para a próxima reunião do Conselho, embora já se tinha falado de um encontro no começo do ano que vem, mas de forma informal.

“A intenção -concluiu- é a de continuar, sem esperar longos tempos. Além disso, não terá que pensar que entre uma reunião e outra não passe nada; os cardeais e o Papa continuam intercambiando opiniões e mensagens, embora não haja uma reunião plenária do Conselho”.

Papa Francisco diz que Cúria Romana é “a lepra do papado”

FOLHA DE SÃO PAULO | O papa Francisco criticou os integrantes da Cúria Romana e qualificou a alta cúpula do clero como “a lepra do papado”, em entrevista publicada nesta terça-feira pelo jornal italiano “La Repubblica”.

As declarações são divulgadas no mesmo dia em que o pontífice deu início à reunião do Conselho dos Cardeais no Vaticano, com a intenção de apresentar um projeto para reformar a Cúria, o que pode ser a maior mudança na estrutura da Igreja Católica em 25 anos.

Na entrevista, Francisco considerou a instituição é “muito vaticano-cêntrica” e que os chefes da Igreja Católica “geralmente têm sido narcisistas, amantes da adulação e excitados de forma negativa por seus cortesãos”.

“A corte é a lepra do papado”, disse, antes de emendar que, apesar de a Cúria (governo da Igreja) não ser propriamente uma corte, existem “cortesãos”.

O papa Francisco se reúne a portas fechadas com cardeais que o aconselharão em reforma da Cúria Católica, nesta terça, no Vaticano
O papa Francisco se reúne a portas fechadas com cardeais que o aconselharão em reforma da Cúria Católica, nesta terça, no Vaticano

Nesta terça, o papa deu início à reunião do Conselho de Cardeais com uma missa na Casa de Santa Marta. Na cerimônia, desejou que a reunião renda todos “mais humildes, mais pacientes, mais confiantes de Deus, porque a Igreja possa dar um belo testemunho às pessoas e vendo o povo de Deus, vendo a Igreja, sintam a vontade de vir com nós”.

Francisco explicou que a vida do cristão é a da humildade e a força do Evangelho está nisso, “porque o Evangelho chega ao ponto mais alto na humilhação de Jesus, humildade que se torna humilhação”.

A força do Evangelho “está na humildade, humildade da criança que se deixa guiar pelo amor e pela ternura do pai”, continuou o papa.

“Bento 16 nos dizia que a Igreja não cresce por proselitismo, cresce por atenção, por testemunho”, afirmou ele. “E quando as pessoas, os povos veem este testemunho de humildade, de ternura, sentem a necessidade que fala o profeta Zacarias: ‘Queremos ir com vós’. As pessoas sentem a necessidade diante do testemunho da caridade, desta caridade humilde, sem prepotência, não suficiente, humilde, que afora e serve”, disse o pontífice.

O papa concluiu a missa com um pensamento especial para a reunião com o Conselho dos Cardeais, exigido por ele para auxiliá-lo na administração da Igreja. “Hoje aqui, no Vaticano começa a reunião com os cardeais consultores, que estão concelebrando a missa”.

BANCO

O Instituto para as Obras de Religião (IOR), conhecido como Banco do Vaticano, publicou nesta terça-feira seu balanço anual pela primeira vez desde que foi criado, há 125 anos.

A divulgação faz parte de medidas para melhorar a transparência da entidade. A instituição declarou um lucro líquido de € 86,6 milhões (R$ 261 milhões) em 2012, dos quais € 54,7 milhões (R$ 162 milhões) foram para os cofres da Santa Sé.

Os outros € 31,9 milhões (R$ 96 milhões) são reservados para “eventuais riscos operacionais gerais”. Em 2011, o lucro da entidade foi de € 20,3 milhões (R$ 61 milhões).

Até agora, o Banco do Vaticano, que tinha sido incluído na “lista negra” das instituições financeiras em função de seu secretismo, não publicava suas contas.

O novo presidente da instituição, Ernst von Freyberg, nomeado em fevereiro de 2013 por Bento 16, explicou em entrevista à Rádio Vaticano que “o IOR está comprometido com um processo de exaustivas reformas para promover os mais rigorosos padrões profissionais”.

As mudanças incluem a “implementação de rígidos processos contra a lavagem de capitais e a melhora de nossas estruturas internas”, acrescentou.

Um documento de mais de cem páginas contém ainda um resumo das contas dos primeiros oito meses de 2013 e um relatório de uma auditoria internacional.

No total, o IOR administra 13.700 de contas de membros do clero e funcionários e ex-funcionários do Vaticano.

O Espírito Santo

A literatura midrash contém muitas afirmações acerca do Espírito Santo. É escrito que o Espírito Santo, sendo de origem celeste, é composto, como tudo aquilo que vem do céu, de luz e de fogo. Quando descansou sobre Finéias, a sua face ardeu como um archote (Midrash Lev. Rabbah 21). Quando o Templo foi destruído e o povo de Israel foi para o exílio, o Espírito Santo regressou ao céu, o que é indicado em Eccl. 12:7: “o espírito voltará para Deus” (Midrash Eccl. Rabbah 12:7). O espírito por vezes fala com voz masculina, e outras com voz feminina (Eccl. 7:29). Isto é, como a palavra “ruah” é tanto masculina como feminina, o Espírito Santo foi concebido como sendo por vezes como um homem e outras como uma mulher.

A tradição Judaica 

De acordo com a tradição Judaica, o Espírito Santo se apresenta apenas a uma geração digna, e a frequência das suas manifestações é proporcional à retidão. Não se registraram manifestações deste no tempo do Segundo Templo (Talmude, Yoma 21b), embora se dessem muitas no tempo de Elias (Tosefta ao Talmude Sotah, 12:5). De acordo com Jó 28:25, o Espírito Santo repousa sobre os Profetas em vários graus, alguns profetizando o conteúdo de apenas um livro, outros preenchendo dois livros (Midrash Lev. Rabbah 15:2). Ainda assim não repousava sobre eles continuamente, mas apenas por períodos de tempo.

Os estágios de desenvolvimento, dos quais o mais elevado é o Espírito Santo, são os seguintes: zelo, integridade, pureza, santidade, humildade, temor do pecado, o Espírito Santo. O Espírito Santo conduziu Elias, o qual traz os mortos à vida (Yer. Shab. 3c, acima, e passagem paralela). O pacto sagrado através do Espírito Santo (Midrash Tanhuma, Vayeki, 14); qualquer um que ensine a Torah em público partilha do Espírito Santo (Midrash Canticles Rabbah 1:9, end; comp. Midrash Lev. Rabbah 35:7). Quando Finéias pecou, o Espírito Santo apartou-se dele (Midrash Lev. Rabbah 37:4).

A tradição Judaica divide os livros da Bíblia Hebraica em três categorias, de acordo com o nível de profecia que os seus autores terão alcançado.

Os resultados visíveis da actividade do Espírito Santo, de acordo com a concepção Judaica, são os livros da Bíblia, os quais terão sido, na sua totalidade, compostos sob a sua inspiração. Todos os Profetas falaram “no Espírito Santo”; e o sinal mais característico da presença do Espírito Santo é o dom de profecia, no sentido em que a pessoa sobre a qual ele repousa vê o passado e o futuro. De acordo com o Talmude, com a morte dos três últimos profetas: Ageu, Zacarias, e Malaquias, o Espírito Santo cessou de se manifestar em Israel; mas o Bat Kol (voz celestial) ainda estava disponível.

A Torah (cinco livros de Moisés) diz-se ter sido escrita por Moisés através de uma revelação verbal directa de Deus. Os Nevi’im (profetas) são livros escritos por pessoas que receberam um elevado nível de profecia. Os Ketuvim (escritos, agiógrafa) são escritos por pessoas que possuem um menor nível de profecia conhecido como inspiração divina, Ruach HaKodesh. De acordo com uma das perspectivas do Talmude, o Espírito Santo estava entre as dez coisas que foram criadas por Deus no primeiro dia (Talmude Bavli, Hag. 12a, b). Embora a natureza do Espírito Santo, na realidade, não esteja descrita em lugar algum, o seu nome indicia que era concebido como uma espécie de vento que se manifestava através de som e luz.

De especial interesse é a distinção feita pelas antigas autoridades Judaicas entre o “Espírito do Senhor” (o qual é o termo mais comum para referir o Espírito Santo no Tanakh) e a Shekinah, a presença de Deus. Esta distinção é feita no Talmude, o qual nos dá uma lista das coisas que se encontravam no primeiro Templo de Jerusalém, mas ausentes do segundo Templo. Esta lista inclui o Espírito Santo e a Shekinah. A diferença não é facilmente compreendida, mas parece que a glória da Shekinah era, de alguma forma, mais tangível do que o Espírito. Isto poderia referir-se à presença literal de Deus no Santo dos Santos, e à presença de Deus que dele emanava em alguma forma especial, em oposição à presença do Espírito Santo, o qual estaria em muitos locais mundo fora, e especialmente em indivíduos. No Tanakh, entretanto, esta presença do Espírito é reservada para os reis, profetas, sumo sacerdotes, etc. e não é concedida ao crente comum.

O Espírito Santo é referido com menor frequência nos Apócrifos e pelos escritores Judeus Helénicos; isto pode significar que a concepção do Espírito Santo não era proeminente entre o povo Judeu da época, especialmente na Diáspora.

Na profecia de I Macabeus 4,45. 14,41 é referido como algo há muito perdido. Sabedoria 9,17 refere-se ao Espírito Santo enviado por Deus dos céus, através do qual os decretos de Deus são reconhecidos. A disciplina do Espírito Santo protege do logro (ib. i. 5). Diz o Salmo de Salomão, 17,42, em referência ao Messias, o filho de David: “ele é poderoso no Espírito Santo”; e em Susana, 45, que “Deus elevou o Espírito Santo num jovem, cujo nome era Daniel.”

Dons do Espírito Santo 

Dons do Espírito Santo, segundo a Bíblia, são atributos proporcionados sobrenaturalmente aos cristãos pelo Espírito Santo. Segundo o texto bíblico da 1ª carta de Paulo aos Coríntios[1], existem nove diferentes dons possíveis de serem alcançados pelo cristão. Estes dons são postos em prática em comunidades cristãs, independentemente de sua razão confessional, por pessoas reconhecidamente cristãs em sua fé e prática. Foram bastante importantes na igreja cristã primitiva para a evangelização do mundo então conhecido. Atualmente, verifica-se a utilização de tais dons nas igrejas protestantes pentecostais, neopentecostais e na renovação carismática, movimento que tem seu esteio na Igreja Católica Apostólica Romana.

Dons do Espírito Santo, são os dons que o Espírito Santo entrega aos cristãos para o serviço na igreja.

É uma expressão estudada na teologia cristã. Segundo o autor da Primeira Epístola aos Coríntios, seria doado para o que fosse útil (12:7), e repartido a cada um segundo a vontade do Espírito Santo (12:11); existindo diferentes tipos de dons.