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Valor da Comunicação

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba (MG)

Ao celebrar a Festa da Ascensão, quando Jesus plenifica sua comunicação com o Pai, possibilitando a Aliança entre o céu e a terra, a Igreja destaca o Dia Mundial das Comunicações Sociais. Neste ano o papa Francisco colocou como tema: “Comunicação a serviço de uma autêntica cultura do encontro”. Significa que os meios podem ajudar as pessoas a se encontrarem e criar relações.

A comunicação, principalmente a Internet, deve possibilitar novas formas de relacionamentos, de proximidade e de encontro entre as pessoas. Como temos ouvido, os MCS encurtam distâncias, globalizam o mundo e aceleram o processo histórico. Com muita facilidade leva a um desmoronar do direito de privacidade. Pode elevar a pessoa, como também consegue destruí-la em pouco tempo.

É inegável a importância da unidade da família humana. Assim podemos aprender mais uns com os outros, podendo inclusive harmonizar as diferenças por meios de formas diversas de diálogo no mundo da comunicação. Com isto chegamos a dizer que os meios disponíveis são uma coisa boa, um dom de Deus. Não obstante, há o perigo da superficialidade provocada pelo excesso de velocidade.

Jesus Cristo foi o grande comunicador do projeto de Deus Pai. Assumiu tal realidade a partir do relacionamento criado dentro de um grupo, chamado grupo dos Apóstolos. Ele os enviou para formar comunidades vivas, apoiadas na fraternidade e no compromisso mútuo. O isolamento era concebido como falta de comunicação.

A proposta de Jesus para os Apóstolos era de que eles fossem comunicadores da Palavra inspirada e que conseguissem atingir o coração das pessoas. Esse mandato continua na Igreja hoje, facilitado pelos grandes e perfeitos instrumentos que conseguem ressoar a Palavra com uma abrangência quase indeterminada.

Para uma espiritualidade “ativa”, a Igreja precisa estar presente na mídia com seu compromisso missionário de fazer de todas as pessoas discípulas de Jesus Cristo e vivam a comunicação como dom de Deus. Quem comunica faz-se próximo e reconhece seu potencial humano de proximidade, sem nenhuma atitude de manipulação e desrespeito para com o outro, criando diálogo.

Cristo Rei do Universo

O Ano Litúrgico, constituído por diversos ciclos, termina com a Festa de Cristo Rei. Jesus nasce com o título de Rei e é agora proclamado pela Igreja como Rei do universo. É o cume de um reinado que foi manifestado num amor extremo, selado na cruz e na glorificação eterna.

Numa visão, o profeta Daniel contempla o trono de Deus e seu juízo sobre o mundo. Ele vê também alguém como “filho de homem” sobre o trono (Dn 7, 9-14). Nos Evangelhos, a expressão “filho de homem” refere-se a Jesus Cristo, àquele que veio do alto para construir o Reino de Deus.

Devemos entender que não são os poderes do mundo que determinam a história, mas sim, aquele que é o Senhor da história, fazendo triunfar o seu Reino. Isto significa que a última palavra sobre o mundo pertence a Deus. É até uma questão de fé e certeza de que as forças do mundo são meramente passageiras.

O centro da história é Jesus Cristo, que veio como Rei, caminha como Rei e termina seu ciclo na terra como Rei. É o mesmo que dizer: “aquele que é, que era e que vem”. Ele é o cumprimento da Aliança feita por Deus com Abraão lá no passado, que só acontece no gesto de doação total na prática do amor.
Mesmo dizendo que o Brasil é o maior país cristão do mundo, Jesus continua sendo o grande desconhecido pelo nosso povo. Desta forma, não criamos paixão por Ele e agimos de forma desregrada, sem compromisso social e ferindo a dignidade das pessoas. Não conseguimos perceber que o amor cristão implica defender a vida do outro, que tem o mesmo direito que nós.Jesus nunca impôs seu poder através do uso da violência desumana, porque não tinha pretensões egoístas. Sua ação ia além dos limites do mundo e passava por uma prática de testemunho coerente e visível aos olhos da sociedade de seu tempo. Com isto Ele instaurou um reinado que contradiz com os poderes mundanos.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba – MG

Cristo Rei do universo

O Ano Litúrgico, constituído por diversos ciclos, termina com a Festa de Cristo Rei. Jesus nasce com o título de Rei e é agora proclamado pela Igreja como Rei do universo. É o cume de um reinado que foi manifestado num amor extremo, selado na cruz e na glorificação eterna.

Numa visão, o profeta Daniel contempla o trono de Deus e seu juízo sobre o mundo. Ele vê também alguém como “filho de homem” sobre o trono (Dn 7, 9-14). Nos Evangelhos, a expressão “filho de homem” refere-se a Jesus Cristo, àquele que veio do alto para construir o Reino de Deus.

Devemos entender que não são os poderes do mundo que determinam a história, mas sim, aquele que é o Senhor da história, fazendo triunfar o seu Reino. Isto significa que a última palavra sobre o mundo pertence a Deus. É até uma questão de fé e certeza de que as forças do mundo são meramente passageiras.

O centro da história é Jesus Cristo, que veio como Rei, caminha como Rei e termina seu ciclo na terra como Rei. É o mesmo que dizer: “aquele que é, que era e que vem”. Ele é o cumprimento da Aliança feita por Deus com Abraão lá no passado, que só acontece no gesto de doação total na prática do amor.
Mesmo dizendo que o Brasil é o maior país cristão do mundo, Jesus continua sendo o grande desconhecido pelo nosso povo. Desta forma, não criamos paixão por Ele e agimos de forma desregrada, sem compromisso social e ferindo a dignidade das pessoas. Não conseguimos perceber que o amor cristão implica defender a vida do outro, que tem o mesmo direito que nós.

Jesus nunca impôs seu poder através do uso da violência desumana, porque não tinha pretensões egoístas. Sua ação ia além dos limites do mundo e passava por uma prática de testemunho coerente e visível aos olhos da sociedade de seu tempo. Com isto Ele instaurou um reinado que contradiz com os poderes mundanos.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba – MG

21/12/2012: O fim do mundo?

Dom Paulo Mendes Peixoto

Arcebispo de Uberaba (MG)
Cartaz do filme de ficção 2012
Muita gente está assustada com as previsões feitas para o dia 12/12/2012. Isto não passa de mais um momento de sensacionalismo, daquilo que é próprio de uma cultura cheia de vulnerabilidade e insegurança. Dizem ser o “dia galáctico”, até interpretado como “fim do mundo”. Apenas digo ser verdade que a profecia não é verdade.
O profeta Daniel descreve o fim dos tempos e a evidência da ressurreição (Dn 12, 1-3). Mas tal realidade só pode acontecer por uma intervenção decisiva de Deus, quando cada pessoa receberá o destino de acordo com o seu proceder na terra: uns para a vida eterna e outros para a ignomínia eterna.
Daniel cita a sabedoria como aquilo que constrói o destino das pessoas. Quem age com meios violentos não consegue fazer prevalecer o direito de Deus. É a partir daí que vai acontecer o julgamento divino, “que tarda, mas não falha”. O que vai ficar é a justiça divina e a glória para quem a faz acontecer.
A meta da história está centrada no fato de que é Deus quem a dirige, levando consigo a ideia de seu triunfo final sobre todo o mal. Isto significa que o mundo tem uma meta, a consumação do plano de Deus. Cabe às pessoas uma atitude de vigilância, porque há uma certeza de que o Senhor virá.
Na visão bíblica, parece não existir fim do mundo, mas fim dos tempos, que vai coincidir com o retorno de Jesus Cristo na glória de sua ressurreição. Ele virá para julgar o mundo e a história. O povo eleito, disperso por toda a terra, será reunido e os justos estarão definitivamente com o Senhor.
O cristão deve ter em mente que o fim é acontecimento presente, que influencia seu pensar, julgar e agir. Um presente que é passageiro, transitório, mas apoiado na firmeza da Palavra do Senhor. Só Deus pode determinar o que chamamos de fim dos tempos. O dia vai chegar, mas isto não está nas mãos dos homens, mas de Deus.