Arquivo da tag: em 1980

Veja o quarto em que o Papa ficará hospedado em Sumaré, Rio de Janeiro, durante a JMJ

Quando chegar ao Rio de Janeiro, o Papa Francisco ocupará, no Centro de Estudos de Sumaré, um quarto igual a outros sete reservados aos Cardeais de sua comitiva, não obstante tenha sido reservada a ele uma suíte com dois ambientes, estande de livros, closet, cama mais confortável e frigobar.

Segundo o site da Jornada Mundial da Juventude, o Papa escolherá o quarto onde irá ficar, ao chegar à casa Assunção, no Centro de Estudos do Sumaré. Os oito quartos têm cama, uma pequena mesa de trabalho, mesinha de cabeceira, cama de solteiro e um frigobar.

O casarão em estilo clássico onde o Papa ficará entre os dias 22 e 28 de julho passou por uma reforma nos últimos três meses. A residência recebeu o papa João Paulo II em 1980 e em 1997. Segundo irmã Terezinha, superiora da residência Assunção, outros 30 cardeais deverão ficar hospedados nos quartos do centro de estudos.

As quatro religiosas que trabalham no Sumaré serão auxiliadas por outras 24 irmãs do Instituto Nossa Senhora do Bom Conselho e vinte funcionários.

A residência Assunção foi construída nos anos 1950 e tem uma porta em estilo barroco de 270 anos, que pertenceu à antiga Igreja de São Pedro dos Clérigos, no centro do Rio, demolida em 1944.

935027_432752183499501_1245195615_n

Sacerdote recorda conversão de Alfred Hitchcock ao final de sua vida

Alfred Hitchcock

(ACI/EWTN Noticias).- O sacerdote jesuíta Mark Henninger recordou o tempo que passou junto ao famoso diretor de cinema Alfred Hitchcock, ao final de sua vida, período em que Hitchcok teve um momento intenso de conversão após um tempo de distância do catolicismo.

Em um artigo publicado no dia 6 de dezembro no jornal americano The Wall Street Journal, o sacerdote recordou que em 1980 foi um convidado por um amigo seu, o Pe. Tom Sullivan, a visitar a casa de Hitchcock  em Bel Air (Estados Unidos).

Ao recordar como conheceu famoso diretor de cinema, o Pe. Henninger disse que “Hitchcock despertou, olhou para cima e beijou a mão (do Padre) Tom e agradeceu-lhe”.

“Hitchcock tinha estado afastado da Igreja por um bom tempo”, recordou o Pe. Mark Henninger .
“O mais notável foi que depois de receber a comunhão, (Hitchcock) chorou em silêncio, com lágrimas rodando por suas bochechas enormes”, destacou ainda o sacerdote.

Pe. Mark continuou visitando o renomado diretor até a sua morte em 29 de abril daquele ano. O sacerdote refletiu sobre como foi extraordinário que Hitchcock tenha se deixado guiar por Deus ao final de sua vida.

Algo “suspirava em seu coração”, escreveu o sacerdote, “e as visitas responderam a um profundo desejo humano, uma real necessidade humana”.

A história do Pe. Henninger no The Wall Street Journal foi publicada como resultado da estreia de um relato biográfico chamado “Hitchcock”, em algumas salas de cinema nos Estados Unidos, em novembro.

Hitchcock recebeu foi criado na religião católica em Londres (Reino Unido), e foi educado em uma escola salesiana no primário e jesuíta no segundo grau. A carreira de Hitchcock  como diretor durou de 1925 até 1976.

O filme “A Tortura do Silêncio”, de 1953, foi a única produção de Hitchcock com referência a um sacerdote.

O personagem principal no filme é um sacerdote, que termina sendo investigado por um assassinato que não cometeu. Mais ainda, ele escutou a confissão do assassino, e por isso não pode defender-se a si mesmo.

Em declarações ao grupo ACI, Ben Akers, diretor da Escola Bíblica Católica de Denver nos EUA, disse que “Hitchcock tenta colocar uma cruz em cada cena desse filme, porque a cruz se sustenta sobre a decisão que este sacerdote tem que fazer”.

Akers explica que “em uma das cenas principais na qual o padre está tomando a decisão de limpar ou não seu nome, o que significaria romper o segredo de confissão e deixar o sacerdócio, ele está caminhando pelas ruas de Quebec, e vê cristo carregando sua cruz, e sob os braços da cruz vemos o sacerdote caminhando pelo centro”.

O diácono Scott Bailey, que está estudando para ser um sacerdote na Arquidiocese de Denver, é também um grande fã da obra cinematográfica de Hitchcock e, em particular, do mencionado filme.
“É um incrível retrato de um sacerdote, e acredito que realmente atinge o alvo no que se refere ao significado, à realidade do segredo de confissão”.

“Este terminou sendo um filme realmente impressionante, e muito católico. O sacerdote realmente põe sua vida em risco por não dizer nada”.

O retrato de um sacerdote tão comprometido com a santidade do sacramento da confissão ajudou o diácono Bailey a refletir sobre sua próxima ordenação ao sacerdócio, e o papel que terá como confessor.

“Acima de tudo, vejo nisso uma imensa responsabilidade. É Emocionante e aterradora ao mesmo tempo”.