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Amamos o que conhecemos: Desconhecimento da Doutrina Social da Igreja afeta o desempenho dos leigos, adverte perito

Pe. Fernando Fuentes. Foto: Conferência Episcopal Espanhola

 (ACI/EWTN Noticias).- O Pe. Fernando Fuentes, diretor do Secretariado da Comissão Episcopal da Pastoral Social da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), assinalou que a Doutrina Social da Igreja é um “âmbito nuclear para a vida da Igreja”, entretanto, advertiu que seu desconhecimento está afetando o desempenho dos leigos na vida pública de seus países.

Em declarações à agência SIC, o sacerdote se referiu ao Mestrado em Doutrina Social da Igreja organizado pela Comissão Episcopal da Pastoral Social em colaboração com a Fundação Paulo VI e a Universidade Pontifícia de Salamanca; uma iniciativa online que, segundo Fuentes, pretende aprofundar no conhecimento deste aspecto social da Igreja que às vezes é pouco conhecido por falta de formação dos católicos.

Este mestrado já vem sendo realizado há 20 anos em alguns países da América Latina, como o México, Argentina e Panamá, mas é a primeira edição que acontece na Espanha. Mediante um campus virtual da Universidade Pontifícia de Salamanca, Campus de Madri, 14 professores de diferentes universidades se responsabilizam pelas disciplinas curso.

E é que conforme assegurou o diretor do Secretariado da Comissão Episcopal da Pastoral Social, “a Doutrina Social da Igreja é uma das grandes desconhecidas pelos católicos”. Explicou que se trata de “falta de formação no âmbito doutrinal no clero e também entre os leigos, o qual está incidindo na debilidade da presença do laicato na vida pública e em uma presença na ação social que nem sempre tem uma fundamentação nesta referência doutrinal”.

Segundo o Pe. Fuentes, a Doutrina Social da Igreja se trata de um “âmbito nuclear para a vida da Igreja” e assegurou que “quando se apresenta àqueles que fazem o curso, eles se surpreendem pela novidade do pensamento social da Igreja”.

O sacerdote explicou que para discernir as questões sociais desde a experiência cristã e com colocações morais são necessários recursos que normalmente são pouco conhecidos e que se explicam neste mestrado, e que os 200 alunos que o cursaram em seus 20 anos de história aprendem e depois aplicam como professores de doutrina social da Igreja, técnicos do Caritas e de Mãos Unidas, responsáveis por pastoral operária e de associações e movimentos eclesiais, políticos, sindicalistas.

A situação atual de crise social e econômica expõe desafios muito específicos para os cristãos, por isso o Pe. Fuentes recordou que Bento XVI já o advertia em sua encíclica Deus Caritas Est, onde destacou “que a Igreja tem o dever de oferecer, mediante a purificação da razão e a formação ética, sua contribuição específica, para que as exigências da justiça sejam compreensíveis e politicamente realizáveis”. Explicou que se trata de “uma tarefa que requer bons itinerários educativos e testemunho de solidariedade, como já está sendo feito em muitas comunidades cristãs”.

Nesse aspecto o compromisso dos cristãos com a vida pública já se falou na encíclica de João XXIII Pacem in terris, que completa 50 anos de sua publicação e que o Pe. Fuentes assegura que é “como ‘a constituição’ para os governantes e para o compromisso na vida pública. Influenciou decisivamente nos anos 70 e 80; foi a carta magna dos direitos humanos e supôs toda uma interpelação à Igreja e à sociedade na consecução de uma convivência pacífica”.

A encíclica Pacem in terris é um dos pontos mais importantes para a Comissão Episcopal da Pastoral Social e para a Fundação Paulo VI. Em 2003 celebraram um Simpósio sobre o documento e seus desafios; e agora a questão política tem grandes desafios na atualidade, especialmente o possível conflito na Síria ante o qual o Papa Francisco realizou um dia de oração pela paz no mundo.

Conforme afirmou o Pe. Fuentes, Cáritas, Mãos Unidas e as obras das congregações religiosas são algumas das respostas das necessidades sociais, coordenadas da Comissão Episcopal da Pastoral Social já que “para a Igreja, a caridade pertence a sua natureza e a sua essência, não é uma espécie de assistência social. Por isso o testemunho da caridade se transforma também em ‘caridade política’, chega a todos os rincões da vida e atende às pessoas de modo integral”.

Papa recebe camisa do autografada do Barcelona por Messi

Papa Francisco recebe a camiseta do craque argentino Lionel Messi. Foto: News.va

(ACI).- Durante a Audiência Geral, um grupo de sacerdotes entregaram ao Papa Francisco uma camiseta do FC Barcelona da Espanha, com o nome de Lionel Messi e assinada pelo próprio jogador de futebol.

Esta é a terceira camiseta de futebol que o Santo Pai recebe. A primeira foi a do Clube São Lorenzo de Almagro, equipe argentina da que Francisco é torcedor.

Posteriormente recebeu uma da seleção espanhola de futebol, assinada por todos os jogadores e entregue pelo chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy.

Do mesmo modo, o obséquio da camiseta de Lionel Messi acontece depois de que o jogador argentino tenha felicitado publicamente o Cardeal Jorge Bergoglio por sua eleição como Pontífice e de convidá-lo a assistir um jogo no Camp Nou, o estádio do Barcelona.

Europa em crise – incluindo a Espanha – e governo financia o aborto na América do Sul com 7,3 milhões de dólares

Dra. Gádor Joya

(ACI/EWTN Noticias).- Baseada em um relatório difundido pelo jornal La Gaceta, a Dra. Gádor Joya denunciou que o Ministério de Assuntos Exteriores do governo da Espanha financiou com 7,3 milhões de dólares a uma ONG “para que organize foros internacionais a favor do aborto livre e gratuito em cidades da América como La Paz, Quito ou Lima”.

Em uma missiva dirigida aos assinantes e colaboradores da plataforma pró-vida espanhola Direito a Viver (Derecho a Vivir em espanhol), a Dra. Joya criticou que apesar da crise que o país está vivendo, o governo espanhol mantenha a política de “exportar abortos”.

A porta-voz de Direito a Viver criticou que em 2012, o governo espanhol recortou pela metade as ajudas aos organismos não governamentais que ajudam as mulheres grávidas com dificuldades para ter seus filhos, que era mais ou menos de 900 mil dólares.

“Ou seja, que para ‘exportar abortos’, como o chama La Gaceta, há dinheiro público, mas para ajudar às mães, não”, disse.

“O Governo se enche de orgulho com a #MarcaEspaña. Promover a ideologia do aborto faz parte da #MarcaEspaña?”, questionou a líder pró-vida.

Gádor Joya qualificou de “inaudito” a atitude do governo espanhol, “sobretudo, quando na Espanha estamos sofrendo drásticos recortes nos programas de Educação, Sanidade ou Dependência”.

Joya anunciou que Direito a Viver iniciou um abaixo assinado para pedir ao ministro de Exteriores, senhor José Manuel García-Margallo, que deixe de financiar com os impostos dos contribuintes espanhóis “a ONGs como Solidariedade Internacional, dedicada à difusão da ideologia abortista na América”.

“Se o Governo quer proteger o direito à vida, que comece por denunciar o convênio com estas entidades e destine os recursos a ajudar às mães sem trabalho e sem independência para ter a seus filhos”, assinalou.

Brasil vai ter nova beata: Milagre atribuído a Nhá Chica entre os decretos do Vaticano

Cidade do Vaticano, 28 jun 2012 (Ecclesia) – Bento XVI aprovou hoje a publicação do decreto que abre caminho à beatificação da leiga brasileira Francisca de Paula de Jesus (1810-1895), conhecida como “Nhá Chica”.

O documento reconhece um milagre atribuído à intercessão da futura beata nascida no Estado de Minas Gerais e neta de escravas, que não sabia ler nem escrever.

Este reconhecimento encerra o processo que leva à beatificação de um fiel católico, penúltima etapa para a declaração da santidade.

A sala de imprensa da Santa Sé publicou ainda outros 16 decretos relativos a beatificações, com destaque para q declaração oficial do martírio de 155 fiéis durante a guerra civil espanhola (1936-1939).

Os documentos foram aprovados durante a audiência concedida pelo Papa ao cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação das Causas dos Santos.

A canonização, ato reservado ao Papa desde o século XIII, é a confirmação, por parte da Igreja Católica, que um fiel católico é digno de culto público universal e de ser apresentado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.

Nos primeiros séculos da Igreja, o reconhecimento da santidade acontecia em âmbito local, a partir da fama popular do santo e com a aprovação dos bispos.

A canonização, ato reservado ao Papa desde o século XIII, é a confirmação, por parte da Igreja, que um fiel católico é digno de culto público universal e de ser apresentado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.