Papa na mira do Estado Islâmico

Depois da decapitação dos 21 cristãos coptas egípcios, mês passado, que tinham sido sequestrados na Líbia, os terroristas do temido Estado Islâmico divulgaram um vídeo em que, além de veicular as cenas brutais do covarde assassinato massivo, ainda destacavam a sua aproximação da fronteira italiana, em clara ameaça contra o Vaticano.

Imagem de Franco Origlia - Getty Images; editado FidesPress
Imagem de Franco Origlia – Getty Images; editado FidesPress

O grupo italiano de comunicações Mediaset publicou neste domingo em seu site algumas declarações do comandante das forças vaticanas de segurança, Domenico Giani, 52, sobre esta ameaça contra a sede do catolicismo. Giani confirma que o perigo é real, mas afirma que, até o momento, não há indícios concretos de que esteja em andamento algum plano terrorista para atacar o papa Francisco e o Vaticano.

À frente da Gendarmaria Vaticana há nove anos, Giani foi entrevistado pela revista “Polizia Moderna”, editada pela corporação. Ele observa que “o nível de atenção é constantemente alto”, já que, além das atuais ameaças do Estado Islâmico, existe o risco permanente de atentados isolados que podem ser cometidos por fanáticos ou pessoas mentalmente desequilibradas.

Giani informa que cerca de vinte gendarmes, os policiais do corpo de segurança do Vaticano, são especialmente treinados em ações antiterrorismo e que alguns deles acompanham o papa em suas viagens ao exterior. O comandante destaca ainda as boas relações entre a Santa Sé e vários países muçulmanos, que compartilham informações relevantes no tocante à segurança e ao monitoramento de riscos. O relacionamento da Gendarmaria Vaticana com a polícia italiana também é elogiado por Domenico Giani.

Sobre as eventuais preocupações do papa com a própria segurança, o chefe da “polícia papal” observa que Francisco não pretende mudar o estilo do seu pontificado, baseado na proximidade com os fiéis. “Mesmo como pontífice, ele continua sendo o padre que não quer perder o contato com o seu rebanho”, considera Giani, acrescentando que “somos nós, encarregados da sua segurança, que devemos nos adequar a ele, e não o contrário”.

De fato, desde que foi eleito para o pontificado, Francisco mora na Casa Santa Marta, onde tinha ficado hospedado durante o conclave. A residência está situada dentro das fronteiras vaticanas e Francisco a escolheu porque ali se sente mais próximo das pessoas no dia a dia. Normalmente, os papas residem no Palácio Apostólico, onde a segurança seria maior. Foi mesmo o Vaticano, portanto, quem teve de se adequar a este papa que promove a reaproximação entre a Igreja e as “periferias existenciais”.Francisco já preocupou muitos especialistas em segurança ao se expor a riscos considerados altos, como é o caso do seu costume de usar o papamóvel aberto em vez do blindado, ou de simplesmente descer do papamóvel para conversar com os fiéis no meio da multidão.

Neste domingo, Francisco voltou a denunciar o sofrimento das minorias étnicas e religiosas perseguidas no Iraque e na Síria. O papa convidou os fiéis a rezarem em silêncio na Praça de São Pedro “pelos irmãos que sofrem por causa fé” naqueles países, aterrorizados pelo sangrento fundamentalismo do Estado Islâmico.

Texto publicado em Aleteia

Eu não sou “Charlie Hebdo” e não apoio o terrorismo

Estamos chocados com a maldade humana. E não é de agora. Desde os primórdios da humanidade. Foi assim com Caim e Abel. Foi assim com Hitler. Foi assim com as  Torres Gêmeas. Com EUA no Vietnã. Foi assim com o massacre não falado, mas real, massacre da Nigéria e que a mídia nem comentou, afinal não era na Europa. E é assim com Charlie Hebdo.

Eu não sou Charlie Hebdo. Eu não sou a favor dos terroristas.
Eu não sou Charlie Hebdo. Eu não sou a favor dos terroristas.

Contudo, colocar uma virgula depois de “Eu sou Charlie Hebdo” ou dizer “Eu não sou Charlie Hebdo” não significa que você, eu e qualquer outra pessoa é a favor do terrorismo. Não mesmo. Significa que pensamos e enxergamos a história com olhos mais abertos e com menos manipulação midiática.

Não vou me estender nesse assunto. Apenas rezo pelas vítimas do atendado, que é injustificável, afinal, para quem já estudou um pouco sobre o islamismo, sabe que a religião prega a paz. Também sabemos que há radicais em tudo e não só nas religiões. Portanto, elas não são culpadas pelas mortes, mas sim homens que almejam muito mais que conviver e sim dominar o outro.

Apenas elenco para vocês ótimos textos, que poderão lhe ajudar a entender meu ponto de vista e de tantos outros mundo afora contra o terrorismo e a libertinagem de expressão. Assunto para outro post aqui no blog.

Leia:

  1. Estadão | Eu não sou Charlie Hebdo
  2. Aleteia | Eu condeno o atendado, mas não sou Charlie Hebdo
  3. Leonardo Boff | Eu não sou Charlie, je ne suis pas Charlie
  4. Brasil 247 | Porque eu não sou Charlie
  5. Dies Irae | Finalmente, sobre Charlie Hebdo e os atentados em Paris

Um parentese

Líderes mundiais marcharam na França em favor da liberdade de expressão, mas não marcham contra a fome, contra a perseguição cristã pelo Estado Islâmico. Contra o Boko Haram. Contras intervenções militares americanas. Contra as imposições americanas a diversos países do mundo. Contra a pobreza. Contra o destruição do meio ambiente. Contra… Ironias. Boa parte dos líderes ali presentes, em seus países são verdadeiros censuradores. Ironias.

Para mim, falta mais humanidade na humanidade. Falta Deus.

Veja a Benção e mensagem “Urbi et Orbi” dada pelo Papa

Na manhã de Natal, o papa Francisco condenou a “perseguição brutal” das minorias por insurgentes Estado islâmico na sua mensagem de Natal deste ano. Ele pediu também às pessoas para não serem indiferentes ao sofrimento de tantas outras ao redor do mundo.

Papa Francisco profere a bênção "Urbi e Orbi" na Praça de São Pedro - ALBERTO PIZZOLI/AFP
Papa Francisco profere a bênção “Urbi e Orbi” na Praça de São Pedro – ALBERTO PIZZOLI/AFP

Aproximadamente 80 mil pessoas presenciaram a mensagem do Papa na Praça de São Pedro e receberam a bênção e mensagem “Urbi et Orbi” (à cidade e ao mundo), marcando o segundo Natal desde a sua eleição no ano passado.

Ebola, Paquistão, África e Taliban

Francisco também fez um apelo pelo fim dos conflitos em países africanos, pediu diálogo entre israelenses e palestinos, condenou o ataque por militantes do Taliban, que mataram mais de 130 estudantes no Paquistão na semana passada, e agradeceu aqueles que ajudam as vítimas da epidemia de Ebola.

A bronca

Para o Estado Islâmico, o Papa Francisco reservou suas palavras mais duras. Ele defendeu as vítimas de combatentes do Estado islâmico que mataram ou desalojaram cristãos, xiitas muçulmanos e outros na Síria e no Iraque que não compartilham as ideologias do grupo.

Peço-lhe, o Salvador do mundo, olhar para nossos irmãos e irmãs no Iraque e na Síria, que por muito tempo agora sofrem os efeitos do conflito em curso, e que, juntamente com os que pertencem a outros grupos étnicos e religiosos, estão sofrendo uma perseguição brutal – disse Francisco.

Que o poder de Cristo, que é libertação e serviço, faça-se sentir em tantos corações que sofrem guerra, perseguições, escravidão – completou ele.

Que esse poder divino tire com a sua mansidão a dureza dos corações de tantos homens e mulheres imersos no mundanismo e na indiferença. Que a sua força redentora transforme as armas em arados, a destruição em criatividade, o ódio em amor e ternura. Assim, poderemos dizer com alegria: os nossos olhos viram a nossa salvação.

Telefonemas do Papa

Na véspera de Natal, Francisco deu um telefonema surpresa para consolar os refugiados cristãos em um acampamento em Ankawa, no Iraque. “Você é como Jesus na noite de Natal. Não havia espaço para ele também …”, ele disse a eles.

2015

O papa terá um ano de muito trabalho pela frente, com viagens planejadas para a Ásia, África, América Latina e Estados Unidos. Outro projeto chave para 2015 é a reforma da Cúria, a administração central do Vaticano. Em saudações de Natal na segunda-feira para o início administradores do Vaticano, o papa Francisco entregou uma crítica pungente da burocracia do Vaticano.

Por Marquione Ban com informações de O Globo

A coragem de Francisco: “quero ir ao Iraque”

O Papa Francisco confirmou à imprensa sua preocupação pela grave situação que vivem os cristãos no Oriente Médio e afirmou:

“quero ir ao Iraque”.

cristo crucificado no iraque-webDurante o voo de volta a Roma logo depois de passar três dias de visita apostólica na Turquia, o Santo Padre dialogou durante 46 minutos respondendo a dez perguntas feitas por jornalistas que viajavam com ele no avião papal.

No diálogo o Papa Francisco reiterou sua vontade de ir a este país onde os cristãos são perseguidos pela fé e sofrem em meio ao terror e o ódio.

“Sabem o que significa pensar na saúde, na alimentação, em uma cama, uma casa para um milhão de refugiados? Eu quero ir ao Iraque. Falei com o patriarca Sako. No momento não é possível. Se eu fosse neste momento, criaria um problema para as autoridades, para a segurança”.

000_par7908212-1A primeira vez que o Pontífice expressou seu desejo de visitar o Iraque, foi em agosto, em sua viagem de volta a Roma logo depois de estar na Coréia do Sul: “estou disposto a ir ao Iraque e acredito poder dizê-lo”, inclusive explicou que “se fosse necessário depois da viagem a Coréia, poderia ir até lá; era uma das possibilidades. Estou disposto! Neste momento não é o melhor, mas estou disposto a isso”, recalcou.

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Em encontro com idosos e Bento XVI, Francisco pede orações pela família

Pessoas na Praça São Pedro
Milhares de pessoas ouviram o papa na Praça São Pedro

(ACI).- Em suas palavras prévias ao ângelus de ontem, dia em que celebrou um especial Encontro com os idosos e avós na Praça de São Pedro, o Papa Francisco pediu a todos suas orações pelo Sínodo Extraordinário da Família que se celebra entre os dias 5 e 19 de outubro no Vaticano.

“Antes de concluir esta celebração, quero saudar todos os peregrinos, especialmente a vocês anciões, vindos de tantos países. Obrigado!”, disse o Pontífice ao início da Oração Mariana dominical.

“No próximo domingo começará a Assembléia Sinodal sobre o tema da família. Está aqui presente o responsável principal, o Cardeal Baldisseri: rezem por ele, para que o consiga. Convido a todos, individual e comunitariamente, a orar por este evento tão importante e eu confio esta intenção à intercessão de Maria, Salus Populi Romani”.

“Agora rezamos juntos o Ângelus. Com esta oração, invocamos a proteção de Maria para as pessoas idosas de todo o mundo, especialmente para aqueles que vivem em situações de maior dificuldade”.

Encontro com idosos

Ontem foi um dia especial, na ensolarada manhã do Vaticano e com uma Praça de São Pedro lotada de aproximadamente 40 mil idosos e acompanhantes, o Papa Francisco presidiu o Encontro com os idosos e avós. Ele lembrou em sua mensagem aos idosos e acompanhantes a necessidade de transmitir a fé, e a lutar contra a cultura do descarte do mundo atual.

Papa Francisco e Bento XVI participaram do encontro de idosos
Papa Francisco e Bento XVI participaram do encontro de idosos

Um encontro especial que contou com a participação do Supremo Pontífice Emérito, Bento XVI. Durante o evento os papas ouviram o testemunho de vários idosos incluindo um que fugiu da perseguição cruel do Estado Islâmico no Iraque.

O Papa Francisco ressaltou que “a velhice, de forma particular, é um tempo de graça, no qual o Senhor nos renova seu chamado: chama-nos a custodiar e transmitir a fé, chama-nos a orar, especialmente a interceder; chama-nos a estar perto dos necessitados”.

“Aos avós, que receberam a bênção de ver os filhos de seus filhos, foi-lhes confiada uma grande tarefa: transmitir a experiência de vida, a história de uma família, de uma comunidade, de um povo; compartilhar com simplicidade uma sabedoria, e a própria fé: o legado mais precioso! Felizes essas famílias que têm os avós por perto!”

“O avô é pai duas vezes e a avó é mãe duas vezes. E naqueles países onde a perseguição religiosa foi cruel, penso por exemplo na Albânia, onde estive no domingo passado; naqueles países eram os avós que levavam as crianças para serem batizadas às escondidas, e foram os que lhes deram a fé Como atuaram bem! Foram valentes na perseguição e salvaram a fé nesses países!”

Papa Francisco é alvo dos terroristas do Estado Islâmico, diz jornal Italiano

Terroristas pela ruas da Síria depois de conquistarem cidades e matarem todos que se opuseram.
Terroristas pela ruas da Síria depois de conquistarem cidades e matarem todos que se opuseram.

Cada vez o mundo assiste o Estado terrorista Islâmico assumir o controle do Iraque e Síria. Sem contatar que já ameaçam invadir a Turquia e outros países próximos. Na mira dessa milícia radical que assusta até mesmo outros muçulmanos está o o Papa. Lembro que o grupo jihadista Estado Islâmico (EI), foi responsável pela decapitação do jornalista americano James Foley.Já o Papa está mira devido eles o considerarem “portador da verdade falsa”, segundo o jornal italiano “Il Tempo” desta segunda-feira (25).

Segundo o jornal, “fontes israelenses acreditam que o papa Francisco, o máximo expoente da religião cristã, está na mira do EI”. O artigo diz ainda que a Itália é “um trampolim de lançamento para os mujahedins (combatentes da guerra santa)” e que “as chegadas contínuas de imigrantes servem de base para a entrada dos jihadistas no Ocidente”.

O Califa

O autoproclamado califa do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, líder do grupo.
O autoproclamado califa do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, líder do grupo.

O jornal lembra que o autoproclamado califa do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, “quer superar à Al Qaeda e as façanhas do ‘chefe do terror’ (Osama bin Laden)”. A publicação garante que o líder do EI, “segundo fontes israelenses, conta em seu entorno mais próximo com a presença de conversos ocidentais e de jovens de segunda geração, filhos de imigrantes nascidos em países europeus, e que agora optaram por abraçar o fundamentalismo islâmico”.

Pedido de Paz

Papa Francisco. Foto: Republic of Korea (CC BY-SA 2.0)

O papa Francisco fez diversos pedidos pela paz no Oriente Médio em várias ocasiões e, exatamente, ontem pediu orações para que termine “a violência insensata” e para “um amanhecer de paz e reconciliação entre os homens”.

Para Vaticano não há ameaça

[Atualização 27/08/2014] Em resposta às notícias que sustentam que terroristas do Estado Islâmico (ISIS) estão ameaçando de morte o Papa Francisco assinalando-o como o “portador de uma falsa verdade”, o diretor do Escritório de Imprensa do Vaticano, Padre Federico Lombardi, declarou que não há razão para a preocupação e desmentiu os rumores.

“Não há nada sério nisto. Não há uma preocupação particular no Vaticano. Esta notícia não tem fundamento”, declarou hoje à agência CNA do Grupo ACI de notícias em inglês.

Fonte: UOL