A Igreja é Santa e Imaculada, ela não erra!

A Igreja é santa e imaculada, contudo, os seus membros são pecadores.
A Igreja é santa e imaculada, contudo, os seus membros são pecadores.

Atualmente tem sido comum ouvirmos de muita gente que a “Igreja é santa e pecadora”. Ao contrário do que muitos pensam, inclusive católicos, a Igreja não é pecadora. Dizer isso é cometer um erro gravíssimo, pois assim vamos contra os ensinamentos dos Patriarcas e grandes doutores da Igreja Católica. Ao invés de sair espalhando uma grande mentira, no que diz respeito a nossa Igreja, devemos reconhece-la como Mãe e fonte de salvação para todos que dela se aproximam.

O erro

Muitos devem pensar assim: ‘a Igreja é pecadora pois ela é composta de pecadores’, mas se buscarmos nos antigos ensinamentos veremos que nosso pensamento é indevido e errôneo. A Igreja é Santa e Imaculada.

Una, Santa, Católica e Apostólica

Todos os domingos, o católico professa sua fé dizendo crer na Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica. “Esses quatro atributos, inseparavelmente ligados entre si, indicam traços essenciais da Igreja e da sua missão. A Igreja não os confere a si mesma; é Cristo que, pelo Espírito Santo, concede à sua Igreja que seja una, santa, católica e apostólica, e é ainda Ele que a chama a realizar cada uma destas qualidades”, assim ensina o Catecismo da Igreja Católica em seu número 811.

to_anotandoO que o Catecismo diz?

Atualmente virou moda afirmar que a Igreja é “santa e pecadora”. Esse pensamento não poderia ser mais errôneo. A Igreja é santa e imaculada, contudo, os seus membros são pecadores. Para explicar essa afirmação o Catecismo, por meio de um discurso do Papa Paulo VI, diz que:

827.A Igreja “é santa, não obstante compreender no seu seio pecadores, porque ela não possui em si outra vida senão a da graça: é vivendo da sua vida que os seus membros se santificam; e é subtraindo-se à sua vida que eles caem em pecado e nas desordens que impedem a irradiação da sua santidade. É por isso que ela sofre e faz penitência por estas faltas, tendo o poder de curar delas os seus filhos, pelo Sangue de Cristo e pelo dom do Espírito Santo”.

Assim, a Igreja é como um núcleo e cada católico é um membro que pode do núcleo aproximar-se ou afastar-se. Ao aproximar-se da Igreja, o católico é cada vez mais santificado pela Graça que dela emana. Da mesma forma, se livremente o católico decide afastar-se dela, por sua própria responsabilidade, afasta-se da comunhão com o Corpo de Cristo.

A santidade da Igreja é uma realidade que pode ser observada ainda em outros aspectos. Ela tem ainda a característica de ser infalível em matéria de fé. O próprio Cristo cuidou para que assim fosse:

899- Para manter a Igreja na pureza da fé transmitida pelos Apóstolos, Cristo quis conferir à sua Igreja uma participação na sua própria infalibilidade, Ele que é a Verdade. Pelo “sentido sobrenatural da fé”, o povo de Deus “adere de modo indefectível à fé”, sob a conduta do Magistério vivo da Igreja.

Trata-se, portanto, de um rebanho que há de permanecer fiel à Igreja mesmo sob tribulações. Não se trata de quantidade, mas sim de qualidade. De pessoas comprometidas com a fé, unidas à vida da graça, àquela santidade e santificação promovida pela união com o Corpo de Cristo. Estes serão os indefectíveis na fé, que responderão à pergunta: “mas, quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra?” (Lucas 18,8)

por Aguinaldo Soares [Texto adaptado]

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