O Apocalipse segundo o islã e segundo o Evangelho

Padre Olmes Milani, CS, é um sacerdote católico em missão nos Emirados Árabes Unidos. Ele escreveu um artigo para a Rádio Vaticano, onde aborda o tema do juízo final a partir das perspectivas islâmica e cristã. Um comparativo. Ele mostra semelhanças e diferenças. Interessante. Leia. 

Amigas e amigos, é com votos de paz e esperança que os saúdo. Partilho algumas informações sobre o tema da ressurreição no Islã e as convergências e divergências com o cristianismo.

No Ilsã

Na doutrina islâmica, a ressurreição é precedida pelo fim do mundo. O anjo de Deus tocará a trombeta e todos os habitantes da terra cairão inconscientes, com exceção daqueles que são poupados por Deus.

A descrição do fim é apocalíptica. A terra será achatada, as montanhas serão reduzidas a pó, uma fenda aparecerá no céu, os planetas dispersos e os túmulos revirados.

A trombeta tocará mais uma vez e as pessoas serão ressuscitadas com seus corpos físicos originais. Ao terceiro toque, as pessoas levantar-se-ão de seus túmulos, ressuscitadas.

Seres humanos, crentes ou ímpios, demônios e animais serão reunidos na Grande Planície do Encontro onde esperarão o julgamento.

Haverá balanças para pesar os atos dos homens. Em seguida os registros dos atos realizados nessa vida, serão entregues. Quem recebe seu registro na mão direita terá uma prestação de contas fácil e voltará feliz para a sua família. Entretanto, a pessoa que receber o seu registro na mão esquerda será jogada no fogo.

Com os registros em mãos, todos serão julgados e informados sobre suas boas ações e pecados. Os crentes reconhecerão seus erros e serão perdoados. Os descrentes não terão boas ações para declarar porque já foram recompensados em vida.

No Cristianismo

No fim dos tempos, Cristo diz que “todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. E colocará as ovelhas à sua direita, e os cabritos à sua esquerda. Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Venham vocês, que são abençoados por meu Pai. Recebam como herança o Reino que meu Pai lhes preparou desde a criação do mundo. Pois eu estava com fome, e vocês me deram de comer; eu estava com sede, e me deram de beber; eu era estrangeiro, e me receberam em sua casa; eu estava sem roupa, e me vestiram; eu estava doente, e cuidaram de mim; eu estava na prisão, e vocês foram me visitar’. Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?’ Então o Rei lhes responderá: ‘Eu garanto a vocês: todas as vezes que vocês fizeram isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizeram”. (Mt 25,32-40). Quem não teve a sabedoria de ver Cristo nas pessoas que sofrem, será enviado para um estado de sofrimento. Nós não queremos isso. Almejamos a salvação.

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Pe. Olmes Milani, CS, missionário, das Arábias para a Rádio Vaticano

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O sentido do Pentecostes

Esta semana estamos em preparação para a festa de Pentecostes. Por isso, vamos divulgar uma série de informações e formações sobre o tema. Abaixo, segue na integra, um texto do blog da Canção Nova sobre o sentido desta festa tão importante para a igreja. Leia com atenção!

Para entendermos o verdadeiro sentido da Solenidade de Pentecostes, precisamos partir do texto bíblico que nos apresenta na narração: “Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua” (At, 2, 1-6). Essa passagem bíblica apresenta o novo curso da obra de Deus, fundamentada na Ressurreição de Cristo, obra que envolve o homem, a história e o cosmos.

O Catecismo da Igreja Católica diz que: “No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da Sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito” (CIC, n. 731).

 

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Conheça três relíquias da Paixão de Cristo

Segundo o ACI Digital (13/04/2017), embora o Santo Sudário de Turim (Itália) seja o objeto mais importante relacionado a Jesus que permanece até hoje, a Espanha também tem entre os seus tesouros três relíquias importantes de Cristo.

Estas relíquias são o Santo Cálice ou Santo Graal que está guardado na Catedral de Valência (Espanha); o Sudário de Oviedo, pano que cobriu o rosto de Jesus; e o Lignum Crucis, um pedaço da cruz do Senhor.

Estas relíquias foram estudadas em profundidade e permitem aproximar-se um pouco mais da Paixão de Cristo.

O Santo Cálice da Última Ceia

Segundo a tradição, o cálice que Jesus usou na Última Ceia, o Santo Cálice ou Santo Graal, é o objeto sagrado preservado na Catedral de Valência, (Espanha).

Este vaso sagrado é formado por um copo de cristal de ágata, uma base e duas alças. O que se sabe é que somente o copo de cristal de ágata teria sido usado por Jesus. A base e alças com pedras preciosas foram inseridas durante a época medieval.

Segundo o Pe. Jaime Sancho, custódio do Santo Cálice na Catedral de Valência, o estudo mais completo deste objeto foi realizado em 1960 e demonstrou que existe um alto grau de provas que confirmem a autenticidade desta relíquia.

“Nenhum estudo arqueológico posterior desmentiu esta pesquisa. É o único cálice que resistiu a críticas e investigação histórica”, assegurou o Pe. Sancho em entrevista concedida ao Grupo ACI em julho de 2016.

“Quando uma pessoa olha para esta relíquia descobre o amor de Deus na Eucaristia e isso é o que converte”, assegurou o sacerdote e precisou que durante esses anos que ele é custódio do Santo Cálice viu “muitas pessoas” chorarem ao ver esta relíquia “e perceber o quanto Deus nos ama, o quanto Deus está esperando por mim e me esperar nas coisas mais simples e pequenas”.

O Santo Cálice teve uma relação muito especial com os Papas. De fato, quatro Pontífices se relacionaram com ele: São João XXIII concedeu indulgência plenária na festa do Santo Cálice celebrada no dia 30 de outubro; São João Paulo II o venerou na Catedral de Valência e consagrou com ele durante a sua visita à Espanha em 1982.

Bento XVI o usou durante a Missa do V Encontro Mundial das Famílias, realizada em Valência em 2006 e o Papa Francisco concedeu a celebração do Ano Santo do Cálice que começou no dia 29 de outubro de 2015 e terminou em novembro de 2016, junto com o Ano da Misericórdia. O Ano Jubilar do Santo Cálice é celebrado regularmente a cada cinco anos.

O Sudário de Oviedo

Segundo a tradição, o sudário que cobria o rosto de Jesus está guardado na Catedral de Oviedo e é exposto ao público apenas três vezes por ano: na Sexta-feira Santa; no dia 14 de setembro, dia da Santa Cruz; e em 21 de setembro, festa do Apóstolo São Mateus, padroeiro da cidade espanhola.

Os apóstolos veneraram em Jerusalém as relíquias da Paixão, incluindo o Sudário, durante os primeiros anos do cristianismo. Com a invasão dos persas no século VII, conseguiram salvá-lo e foi levado à Espanha.

Jorge Manuel Rodríguez Almenar, presidente do Centro Espanhol de Sindonologia, explicou em diversas ocasiões que os estudos mostram que todos os elementos do Sudário de Oviedo coincidem com os do Santo Sudário.

O último estudo realizado pela Universidade Católica de Murcia, na Espanha, concluiu que ambos os panos envolveram a mesma pessoa. Também precisou que o homem do Santo Sudário e do Sudário de Oviedo sofreu a mesma ferida no lado.

Algo que está de acordo com o que foi relatado no Evangelho de João, quando diz: “Mas, vindo a Jesus, e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas. Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água”.

Lignum Crucis: Uma relíquia da Cruz de Cristo

O mosteiro franciscano de Santo Toribio de Liébana, na Cantábria, guarda há mais de 1200 anos um grande pedaço da Cruz de Jesus.

Esta relíquia é conhecia pelo seu nome em latim Lignum Crucis, que significa lenho ou madeira da Cruz. Este objeto sagrado corresponde à madeira horizontal do lado esquerdo.

Santa Helena, mãe do imperador Constantino, decidiu conservar as relíquias da Paixão do Senhor. Uma delas foi a Cruz, que chegou à Espanha no século XVI, com os restos de Santo Toribio, que tinha sido custódio dos lugares santos em Jerusalém.

Em 1958, realizaram alguns testes para comprovar a sua autenticidade e “confirmaram que a madeira é de uma árvore que existe na Terra Santa e que tem uma idade superior a 2000 anos”, assegurou ao Grupo ACI o Pe. Juan Manuel Núñez, superior do convento de Santo Toribio de Liébana.

Além disso, o DNA da relíquia coincide com o de outros pedaços menores da cruz conservados em diferentes lugares do mundo.

“A maior prova de veracidade das Lignum Crucis são todas as conversões que ocorrem no sacramento da confissão no mosteiro”, afirma o sacerdote.

Segundo o Pe. Nunez, o Lignum Crucis fala, “através de uma linguagem silenciosa, do amor de Deus que se entrega ao coração de todos os homens. Um amor que ficou marcado para sempre na Cruz e que diz a todos: ‘Embora não saibam lê-lo aqui diz como e quanto os amo’”.

Desde o século XVI se celebra o Ano Jubilar Lebaniego Santo Toribio de Liébana. Este Ano Santo ocorre cada vez que o dia 16 de abril (festa de Santo Toribio) cai em um domingo. Como o dia 16 de abril de 2017 coincide com o Domingo de Ressurreição, o início deste Ano Santo começará no dia 23 de abril.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/conheca-as-3-reliquias-da-paixao-de-cristo-que-se-conservam-na-espanha-40816/

Sobre o Sábado Santo

Hoje, fazemos a experiência do vazio. O Senhor cumpriu sua missão nos redimindo, através de sua paixão e cruz, através de sua entrega até a morte. Na noite passada contemplamos o sepultamento de seu corpo.

Agora, nesta manhã de sábado, a saudade está presente, mas uma saudade cheia de paz e de esperança. 

Como Maria, com o coração em luto, a Igreja aguarda esperançosa, que a promessa do Cristo se cumpra, que ele surja, que ele ressuscite.

A ausência não é experiência do vazio, mas aprofunda a presença desejada.

Podemos recordar e refletir sobre os sábados santos de nossa vida, nossas experiências de vazio após sofrimentos e perdas.  

 Como vivenciamos esses mistérios  quando irromperam em nossa existência? Permitimos que luz da fé na certeza da vitória da Vida, iluminasse nossa mente e aquecesse nosso coração? Preenchemos esse vazio abrindo as portas de nosso coração a Jesus, Palavra de Vida, de Eternidade? Ou nos fragilizamos mais ainda, permitindo que a escuridão da morte nos envolvesse?

Jesus é Vida! Nossa Senhora, a verdadeira discípula, na manhã de sábado permaneceu, apesar da dor, do luto, esperançosa. Ela acreditou nas palavras de seu Filho e não permitiu que o sofrimento pela perda dissesse a última palavra, mas que a palavra definitiva seria a promessa de seu Filho, a própria Palavra, que disse que iria ressuscitar que ele era o Caminho, a Verdade, a Vida!

Hoje à noite iremos celebrar a Vitória da Vida, a ressurreição de Jesus, o encontro do Filho ressuscitado com a Mãe que deixará de ser a Senhora das Dores, para ser a Senhora da Glória.

Contudo, para nós que perdemos entes queridos, esse encontro ainda não aconteceu e sabemos que nesta vida, não acontecerá. Como viver, então, a Páscoa da Ressurreição?

Nossa vida deverá ser um permanente Sábado Santo, não com vazio, mas pleno de fé, de esperança na certeza da vitória da Vida e que também teremos o reencontro que Maria teve, e será para sempre! Quanto mais nos deixarmos envolver pela Palavra de Vida, que é Jesus, mais nos aproximaremos da tarde da ressurreição; de modo mais intenso essa palavra irá nos iluminar e aquecer.

Que nossas perdas não nos tirem a alegria de viver, que nos é dada com a presença de Jesus, a Vida plena, Eterna».

(Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos)

” Escuta Israel”

*‪#minisermao* (24/03/17)

 O primeiro mandamento não é amar, mas escutar. Somente quem tem os ouvidos do coração abertos ama de verdade. Quando aquele mestre da lei perguntou para Jesus qual era o primeiro mandamento, Ele respondeu que está escrito no antigo testamento: “Escuta Israel: amarás o Senhor teu Deus!” Antes de amar é preciso escutar. O povo de Deus repetia isso contantemente para não esquecer: “Shemáh Israel!” Ou seja: “Escuta Israel!” Viver esta dimensão de abertura para o outro é fundamental, para que o amor não seja uma paixão, um sentimento vago, apenas uma boa intenção,  uma ideia ou até uma ideologia. Para amar é preciso escutar.

(Mc 12,28b-34)

Pe. Joãozinho, Scj.

Os 5 remédios para curar as feridas nesta Quaresma

Todos os dias recebo de uma grande amigo o minissermão, do Padre Joãozinho, scj. Ele compõe uma mensagem de áudio rápida, de uma minuto sobre a ótica da Liturgia Diária. O de hoje é especial! Marca o início da Quaresma e nos apresenta cinco dicas para seguir bem esse período de penitência e oração. Veja abaixo os cinco remédios para curar as feridas nesta quaresma.

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  1. Oração A oração poderá curar sua relação com Deus; reze mais. Dialogar com Deus é possível por meio da oração. E é somente com ela, que contactamos o Pai e nos tornamos íntimos. Ore sempre. Ore com fé;
  2. Jejum – Ele pode reorientar a sua relação com as coisas. Em tempos que priorizamos as coisas e não Deus, o jejum nos coloca no lugar devido. Nos abre os olhos para uma realidade que não enxergamos cotidianamente. Mas, lembre-se, jejum deve nos transformar. Não podemos fazer jejum de algo que não nos modifica. Se ele não nos modifica, ficamos apenas sem nos alimentar. Sem saciar a carne. O jejum para alma. É transformador;
  3. Caridade – Ela nos aproxima imediatamente do outro. O outro em toda a nossa história é o próximo. “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, diz Jesus. Amar é cerne da caridade. Brota do coração. Exerça sua fé, oração por meio do amor ao próximo. Seja caridoso, mas leve-a contido para fora do tempo da quaresma. Agora é tempo propício para começar, mas ela deve perenizar em suas ações. Reoriente a sua relação com as pessoas;
  4. Silêncio – Ouvir é fundamental. Jesus pregava a palavra a todos, mas todos que iam até Ele eram ouvidos. O Silêncio nos ajuda a ouvir. Ouvir a Deus, ao outro e si mesmo. Foi no silêncio do deserto que Jesus contemplou sua missão. É preciso silenciar. É preciso ouvir. Falar menos;
  5. Simplicidade – “Menos é mais”. Já ouviram falar isso? Com a simplicidade nos livramos dos excessos. São eles que nos condicionam ao pecado. Que nos alimentam em nosso individualismo. Os humildes serão exaltados. Ser simples, agir com simplicidade é necessário para nos restringirmos a Deus e não ao mundo;

Pois bem, os cinco remédios estão aí. Vamos nos curar?

Procure sua paróquia, saiba das confissões e horários das celebrações. Participe desta quaresma. Medique-se.

Por Marquione Ban

Os Reis Magos

O historiador inglês São Bedas (673-735) foi o primeiro a citar os nomes e descrever os três Reis Magos. Cada um deles representa uma raça: a branca, a amarela e a negra. O africano Baltazar, com cerca de 30 anos, o asiático Gaspar, com 15 anos, e o europeu Melchior (ou Belchior), com aproximadamente 40 anos, foram os primeiros a visitar o Menino Jesus, e lhe ofereceram presentes: mirra (resina extraída da árvore de mesmo nome), em sinal de sua humanidade; incenso, para representar a divindade do Menino Jesus; e ouro, em homenagem à sua realeza. No Brasil, as primeiras imagens dos Reis Magos chegaram de Portugal, em 1752, destinadas ao Forte dos Reis Magos, no Rio Grande do Norte.

Fonte: Portal do Padre Reginaldo Manzotti

Santa Luzia, rogai por nós!!

Hoje, dia 13 de Dezembro, comemoramos o dia de Santa Luzia. Por isso conheçamos sua história:

Santa Luzia, como se lê nas Atas, pertencia a uma família rica de Siracusa. A mãe dela, Eutíquie, ficou viúva e havia prometido dar a filha como esposa a um jovem concidadão. Luzia, que tinha feito voto de conservar-se virgem por amor a Cristo, obteve que as núpcias fossem adiadas, também porque a mãe foi atingida por uma grave doença. Devota de santa Águeda, a mártir de Catânia, que vivera meio século antes, Luzia quis levar a mãe enferma em visita à tumba da Santa. Desta peregrinação a mulher voltou perfeitamente curada e por isso concordou com a filha dando-lhe licença para seguir a vida que havia escolhido; consentiu também que ela distribuísse aos pobres da cidade os bens do seu rico dote. O noivo rejeitado vingou-se acusando Luzia de ser cristã ao procônsul Pascásio. Ameaçada de ser exposta ao prostíbulo para que se contaminasse, Luzia deu ao procônsul uma sábia resposta: “O corpo se contamina se a alma consente.”

O procônsul quis passar das ameaças aos fatos, mas o corpo de Luzia ficou tão pesado que dezenas de homens não conseguiram carregá-lo sequer um palmo. Um golpe de espada pôs fim a uma longa série de sofrimentos, mas mesmo com a goela cortada, a jovem continuou a exortar os fiéis a antepor os deveres para com Deus àqueles para com as criaturas, até que os companheiros de fé, que faziam um círculo em volta dela, selaram o seu comovente testemunho com a palavra Amém.

Testemunham-lhe a antiga devoção, que se difundiu muito rapidamente não só no Ocidente, mas também no Oriente. O episódio da cegueira, ao qual ordinariamente chamam a atenção as imagens de Santa Luzia, está provavelmente vinculado ao nome: Luzia (Lúcia) derivada de lux (= luz), elemento indissolúvel unido não só ao sentido da vista, mas também à faculdade espiritual de captar a realidade sobrenatural. Por este motivo Dante Alighieri, na Divina Comédia, atribui a Santa Lúcia ou Luzia a função de graça iluminadora.

Santa Luzia, rogai por nós e pelos nossos. Amém.

por Marquione Ban

imagens da Internet

5 curiosidades sobre Nossa Senhora de Guadalupe

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Olhar para frente sempre.

​*#minisermao* (11/11/16)

 Diante de certas urgências vá em frente sem olhar para trás, pois a vitória depende da determinação. Lembre-se daquilo que disse Jesus: “Se alguém põe a mão no arado e olha para trás, não é digno de mim.” Claro, o agricultor que está arando a terra, se ele olhar para trás perde o rumo, perde o prumo. Em outra ocasião Jesus disse: “Lembrem-se da mulher de Lot, Deus deu uma ordem ‘Quando estiver caindo enxofre sobre a cidade de Sodoma, vão embora, mas não olhem para trás.’ E aquela mulher olhou para trás.” E diz a bíblia que ela virou uma estátua de sal. Ficamos salgados quando vivemos de memórias, quando vivemos olhando para trás, para nossas histórias e feitos já conquistados. Olhe enfrente e siga com determinação.

(Lc 17,26-37)

Pe. Joãozinho,scj.

10 fatos sobre a Eucaristia para recordar na Solenidade de Corpus Christi

(ACI).- Durante séculos, a Igreja e os santos animaram os fiéis ao amor a Eucaristia. Há inclusive algumas pessoas que entregam sua vida para protegê-la. Hoje, Solenidade de Corpus Christi, apresentamos 10 coisas que todo cristão deveria saber em relação a este grande milagre:

Santisimo_FlickrLawrenceOPCC-BY-NC-ND-2.0_0206151. Jesus, reunido com seus apóstolos durante a Última Ceia, instituiu o s
acramento da Eucaristia: “Tomai e comei; isto é meu corpo…” (Mt, 26, 26-28). Desta maneira fez com que os apóstolos participassem do seu sacerdócio e mandou que fizessem o mesmo em memória dele.

2. A palavra Eucaristia, derivada do grego eucharistía, significa “Ação de graças” e se aplica a este sacramento porque nosso Senhor deu graças ao seu Pai quando a instituiu; além disso, porque o Santo Sacrifício da Missa é a melhor maneira de dar graças a Deus pela Sua Bondade.

3. O Concílio de Trento define claramente: “No Santíssimo Sacramento da Eucaristia está contido verdadeira, real e substancialmente o Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, junto a sua Alma e Divindade. Em realidade Cristo se faz presente integralmente”.

4. Na Santa Missa, os bispos e sacerdotes transformam realmente o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo durante a consagração.

5. A Comunhão é receber Jesus Cristo sacramentado na Eucaristia. A Igreja manda comungar pelo menos uma vez ao ano, em estado de graça, e recomenda a comunhão frequente. É muito importante receber a Primeira Comunhão quando a pessoa chega ao uso da razão, com a devida preparação.

6. O jejum eucarístico consiste em deixar de comer qualquer alimento ou bebida ao menos uma hora antes da Sagrada Comunhão, exceto água e remédios. Os doentes e seus cuidadores podem comungar embora tenham tomado algo na hora imediatamente antes.

7. A pessoa que comunga em pecado mortal comete um pecado grave chamado sacrilégio. Aqueles que desejam comungar e estão em pecado mortal não podem receber a Comunhão sem antes receber o sacramento da Penitência, pois para comungar não basta o ato de contrição.

8. Frequentar a Santa Missa é um ato de amor a Deus que deve brotar naturalmente de cada cristão. E também é uma obrigação guardar os domingos e festas religiosas de preceito, salvo quando impedido por uma causa grave.

9. A Eucaristia no Sacrário é um sinal pelo qual nosso Senhor está constantemente presente em meio do seu povo e é alimento espiritual para doentes e moribundos. Devemos prestar sempre nosso agradecimento, adoração e devoção à real presença de Cristo reservado no Santíssimo Sacramento.

10. No Vaticano, a Solenidade de Corpus Christi é celebrada na quinta-feira depois da Solenidade da Santíssima Trindade. Mas, em várias dioceses é comemorado no domingo posterior.

Catequese com Bento XVI: “Jesus está presente na Eucaristia. Mas como?”

No dia 15 de outubro de 2005, o Santo Padre Bento XVI encontrou-se com diversas crianças que estavam se preparando para receber pela primeira vez a Eucaristia. Nesse bate-papo com os pequenos, o Pontífice deixou ensinamentos precisos sobre este tão grande mistério.

O jovem André perguntou ao Papa: A minha catequista, ao preparar-me para o dia da minha Primeira Comunhão, disse-me que Jesus está presente na Eucaristia. Mas como? Eu não o vejo!

Bento XVI respondeu: Sim, não o vemos, mas existem tantas coisas que não vemos e que existem e são essenciais. Por exemplo, não vemos a nossa razão, contudo temos a razão. Não vemos a nossa inteligência e temo-la. Não vemos, numa palavra, a nossa alma e todavia ela existe e vemos os seus efeitos, pois podemos falar, pensar, decidir, etc… Assim também não vemos, por exemplo, a corrente eléctrica, mas sabemos que  ela existe, vemos este microfone como funciona; vemos as luzes. Numa palavra, precisamente, as coisas mais profundas, que sustentam realmente a vida e o mundo, não as vemos, mas podemos ver, sentir os efeitos. A eletricidade, a corrente não as vemos, mas a luz sim. E assim por diante. Desse modo, também o Senhor ressuscitado não o vemos com os nossos olhos, mas vemos que onde está Jesus, os homens mudam, tornam-se melhores. Cria-se uma maior capacidade de paz, de reconciliação, etc… Portanto, não vemos o próprio Senhor, mas vemos os efeitos: assim podemos entender que Jesus está presente. Como disse, precisamente as coisas invisíveis são as mais profundas e importantes. Vamos, então, ao encontro deste Senhor invisível, mas forte, que nos ajuda a viver bem.

O Papa bento XVI, em breves palavras, afirmou que a presença de Jesus é real na Eucaristia, independentemente se esta não seja “perceptível” aos olhos humanos, porém, este fato não afasta a realidade de que Cristo está presente na Eucaristia.

A pequena Anna perguntou: Caro Papa, poderias explicar-nos o que Jesus queria dizer quando disse ao povo que o seguia: “Eu sou o pão da vida”?

O Pontífice respondeu que: Deveríamos, esclarecer o que é o pão, pois hoje nós temos uma cozinha requintada e rica de diversíssimos pratos, mas nas situações mais simples o pão é o fundamento da nutrição e se Jesus se chama o pão da vida, o pão é, digamos, a sigla, uma abreviação para todo o nutrimento. E como temos necessidade de nos nutrir corporalmente para viver, assim como o espírito, a alma em nós, a vontade, tem necessidade de se nutrir. Nós, como pessoas humanas, não temos somente um corpo, mas também uma alma; somos seres pensantes com uma vontade, uma inteligência, e devemos nutrir também o espírito, a alma, para que possa amadurecer, para que possa alcançar realmente a sua plenitude. E, por conseguinte, se Jesus diz ‘eu sou o pão da vida’, quer dizer que Jesus próprio é este nutrimento da nossa alma, do homem interior do qual temos necessidade, porque também a alma deve nutrir-se. E não bastam as coisas técnicas, embora sejam muito importantes. Temos necessidade precisamente desta amizade de Deus, que nos ajuda a tomar decisões justas. Temos necessidade de amadurecer humanamente. Por outras palavras, Jesus nutre-nos a fim de que nos tornemos realmente pessoas maduras e a nossa vida se torne boa.

Por fim, o jovem Adriano perguntou ao Sumo Pontífice: Santo Padre, disseram-nos que hoje faremos a Adoração Eucarística. O que é? Como se faz? Poderias explicar-nos isso?

Bento XVI afirmou: A adoração é reconhecer que Jesus é meu Senhor, que Jesus me mostra o caminho a tomar, me faz entender que vivo bem somente se conheço a estrada indicada por Ele, somente se sigo a via que Ele me mostra. Portanto, adorar é dizer: “Jesus, eu sou teu e sigo-te na minha vida, nunca gostaria de perder esta amizade, esta comunhão contigo”. Poderia também dizer que a adoração, na sua essência, é um abraço com Jesus, no qual eu digo: “Eu sou teu e peço-te que estejas também tu sempre comigo”.

Com essas palavras do Papa Bento XVI dirigidas às pequenas crianças na Alemanha, aprendemos que Jesus está presente na Eucaristia, mesmo que não O vejamos, pois Sua presença está além dos nossos sentidos. Aprendemos que Ele, o Pão da Vida, deseja nos alimentar, para que, em meio ao mundo – faminto de Deus –, possamos caminhar fortemente rumo à vontade d’Ele. Para isso, basta-nos apenas reconhecer Sua presença majestosa e nos prostrarmos em adoração, oferecendo a Ele, a partir da nosso testemunho de vida, uma resposta de amor, a Ele que quer ficar conosco até o fim dos tempos.

Ricardo Gaiotti – @ricardogaiotti
Missionário da Comunidade Canção Nova

O que a Bíblia diz sobre ser mãe?

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Ser mãe é um papel muito importante que o Senhor escolhe para dar a muitas mulheres. Às mães é dito que amem seus filhos em Tito 2:4-5, que diz: “Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, A serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada.” Em Isaías 49:15a a Bíblia diz: “Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre?” Quando se começa a ser mãe?

Os filhos são presentes do Senhor (Salmos 127:3-5). Em Tito 2:4, aparece a palavra grega “phileoteknos”. Esta palavra representa um tipo especial de “mãe-amor”. A idéia que esta palavra evoca é de “preferir” nossos filhos, “cuidar” deles, “alimentá-los”, “abraçá-los” com amor, “satisfazer suas necessidades”, “amavelmente ser amiga” de cada um como único vindo da mão de Deus. A Escritura nos ordena para que vejamos “mãe-amor” como nossa responsabilidade. A palavra de Deus ordena tanto às mães quanto aos pais para que façam várias coisas na vida de seus filhos, dando:

Disponibilidade – manhã, tarde e noite (Deuteronômio 6:6-7).

Envolvimento – interagindo, colocando pontos de vista, pensando e processando a vida juntos (Efésios 6:4).

Ensinamento – sobre as Escrituras, a visão bíblica do mundo (Salmos 78:5-6, Deuteronômio 4:10, Efésios 6:4).

Treinamento – ajudando o filho a desenvolver habilidades e descobrir seu potencial (Provérbios 22:6).

Disciplina – ensinando o temor do Senhor, ensinando seus limites de forma consistente, amorosa e firme (Efésios 6:4, Hebreus 12:5-11, Provérbios 13:24, 19:18, 22:15, 23:13-14, 29:15-17).

Nutrição – provendo um ambiente de constante apoio verbal, liberdade de falhar, aceitação, afeto e amor incondicional (Tito 2:4, II Timóteo 1:7, Efésios 4:29-32, 5:1-2, Gálatas 5:22, I Pedro 3:8-9).

Exemplo com integridade – vivendo de acordo com o que ensina, sendo um modelo com o qual o filho possa aprender “captando” a essência de um viver piedoso (Deuteronômio 4:9, 15, 23; Provérbios 10:9, 11:3; Salmos 37:18, 37).

A Bíblia nunca ordena que todas as mulheres devam ser mães. Contudo, diz que aquelas que o Senhor abençoa e se tornam mães devem tomar seriamente tal responsabilidade. As mães têm um papel único e crucialmente importante nas vidas de seus filhos. A maternidade não é um trabalho ou tarefa desagradável. Da mesma forma com que uma mãe gera seu filho durante a gravidez, e da mesma forma com que a mãe alimenta e cuida de seu filho durante a infância, as mães têm também um papel constante na vida de seus filhos, adolescentes, jovens adultos e até filhos completamente adultos. Enquanto o papel da maternidade deve se transformar e se desenvolver, o amor, cuidado, educação e encorajamento que uma mãe dá nunca devem terminar.

Fonte: Got Questions

5 milagres que a ciência tentou, mas nunca conseguiu explicar

Achei essa matéria tão legal que resolvi compartilhar com vocês. São cinco milagres que a Ciência tentou mas não conseguiu justificar. Vejam:

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ALETEIA | Um milagre é um acontecimento sobrenatural, ou seja, acima do natural: ele contraria as leis da natureza e a ciência não consegue explicá-lo, por mais que os cientistas analisem, reanalisem e debatam.

Há relatos de milagres em praticamente todas as religiões, e, ao longo do tempo, a ciência desmentiu muitos deles. Outros, porém, continuam inexplicáveis e assombrosos, como estes dez, listados pelo site Live Science.

Particularmente chamativo é o fato de que, dos dez milagres listados, todos os dez são milagres cristãos – e seis deles envolvem Nossa Senhora!

Destacamos cinco dos milagres listados pelo Live Science:

1 – O milagre do sol, em Fátima

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Em 13 de outubro de 1917, 70 mil pessoas, incluindo jornalistas, testemunharam o milagre que tinha sido anunciado pelas três crianças a quem Nossa Senhora tinha aparecido. Ao meio-dia, depois de uma forte chuva que parou de repente, as nuvens se abriram diante dos olhos de todos e o sol surgiu no céu como um disco luminoso opaco, que girava em espiral e emitia luzes coloridas. O fenômeno durou cerca de 10 minutos e está na lista oficial de milagres reconhecidos pelo Vaticano. Os céticos tentam atribuir o evento ao fenômeno atmosférico do parélio, mas sem provas e sem explicar como foi que as crianças o “previram”.

2 – O sangue de São Januário

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São Januário ou “San Gennaro”, em italiano, é o padroeiro de Nápoles. Ele foi martirizado no século IV e um pouco do seu sangue foi guardado em um relicário. Devendo estar completamente seco depois de 1.700 anos, o que acontece é que, todo ano, em 19 setembro, o sangue se liquefaz diante de milhares de fiéis. A liquefação começou a acontecer depois do terremoto de 1980, que matou mais de 2.500 pessoas em Nápoles. Os cientistas têm muitas teorias sobre o caso, mas até hoje não conseguiram explicar o fenômeno.

3 – O corpo incorrupto de Santa Bernadete de Lourdes

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O corpo de Santa Bernadete de Lourdes, que faleceu em 1879, continua em exposição na Capela de Santa Bernadete, na França, perfeitamente incorrupto. A primeira exumação foi feita em 1909 e os médicos que a realizaram ficaram surpresos ao constatar que o corpo não só não exalava qualquer odor, como também estava em perfeito estado de conservação. A pele se mostrava macia e com consistência quase normal ao ser cortada, o que é inexplicável pelas leis da natureza. O corpo foi reavaliado em outras duas ocasiões, com as mesmas constatações de incorruptibilidade milagrosa.

4 – A imagem da Virgem de Guadalupe

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A imagem de Nossa Senhora de Guadalupe surgiu em 1531, quando o índio Juan Diego disse ter visto a Virgem Maria num campo próximo da Cidade do México. Como prova, ele apresentou seu manto, um tecido feito de fibra de cacto e de qualidade bem pobre, no qual a imagem de Maria teria sido “impressa” depois da aparição. O material foi analisado em diversas ocasiões por cientistas, que nunca conseguiram determinar como a imagem surgiu sobre o tecido. Mais impressionante ainda: não é uma imagem pintada ou estampada “no” tecido: ela “flutua” ligeiramente “acima” do tecido! Igualmente sem explicação é a perfeita preservação do manto e da imagem mesmo depois de 500 anos. O ícone está exposto na Basílica de Guadalupe, no México.

5 – O Santo Sudário

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Provavelmente a relíquia mais famosa da História, o Sudário de Turim não é considerado um milagre propriamente dito, mas nenhuma explicação conseguiu até hoje comprovar o que ele é e como a imagem impressa nele foi gerada. Trata-se do tecido que teria envolvido o corpo de Jesus no sepulcro. A imagem impressa no sudário seria, portanto, a do seu corpo. Exaustivamente analisado e estudado por uma volumosa quantidade de cientistas, o sudário parece apresentar o mesmo fenômeno do manto com a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe: a impressão do suposto corpo de Jesus não é direta sobre o tecido, mas “flutua” ligeiramente acima dele. As tentativas de reproduzir a impressão nunca deram certo e até hoje não se explica de que forma a imagem foi gerada sobre o sudário; o que parece mais provável é que ela tenha sido impressa mediante a irradiação de uma luz poderosa, originada do próprio corpo que ficou impresso. Para os fiéis, trata-se de uma “prova” da ressurreição de Cristo. A datação da relíquia também é controversa: alguns exames situam a sua origem na Idade Média, mas pesquisas posteriores indicam que o tecido foi produzido entre 280 a.C. e 220 d.C., podendo, portanto, ser da época de Cristo. Os estudos continuam.

A parábola do filho pródigo, ou do Pai Misericordioso, ou ainda do filho perfeito

No próximo domingo a Igreja entra no quarto domingo da Quaresma. E com ele em uma reflexão muito forte. O Evangelho é o de Lucas 15, 1-3, 11-32. Para quem não lembra das passagens pelos capítulos e versículos, trata-se nada mais, na menos que a famosa Parábola do Filho Pródigo.

Gostaria de ver com vocês os três lados dessa história. Três distintos endereços, mas apenas com uma mensagem final.

O Filho Pródigo

Só de falarmos assim, todos lembram da história. O filho mais novo pede ao pai sua herança e sai pelo mundo. Torra a grana toda e quando se vê na pior, comendo a comida dos porcos, lembra do Pai. Volta e cheio de desculpas na cabeça. O Pai o acolhe de braços abertos e com grande festa.

Essa história mostra para cada um de nós como nossas decisões podem nos afetar positivamente ou negativamente. E apresenta também um Pai que sente saudades do filho e bondoso para com ele mesmo diante de sua arrogância. Mas isso é assunto para o outro tópico.

O filho pródigo nos mostra além da desobediência. Nos mostra a nossa falta de fé. De crer que próximo ao Pai podemos prosperar e sermos felizes. De que perto do Pai somos perenes em alegria e bens. Nos chama a conversão paterna. Crer no aporte e suporte do Pai sempre presente, mesmo que nossa petulância ou desânimo nos induzam a pedir nossa herança e ir embora.

Muitos fazem isso hoje. Pedem a Deus um céu aqui na terra. O consomem. E depois? O que será de nós que assim fazemos?

Pai de Misericórdia

hqdefaultAté um belo dia, em que ouvia o Padre Manzotti na rádio falar sobre essa parábola por esse ponto de vista, não havia visto quão misericordioso era e é esse pai.

Depois de tudo que o filho lhe fez, afinal, creio que o debate para dividir essa herança não deve ter sido tão caridoso, o pai o acolhe. Sem querer ouvir quaisquer desculpa sua.

A nós que pedimos o céu aqui na terra, fica a resposta. O teremos novamente, mas se houver a conversão. O pai agiu com misericórdia por é Pai e como o próprio Cristo diz em outros versos “que pai que o filho pede um ovo lhe dá um escorpião?”. E também porque nele há compaixão. Somente com ela é possível observar a verdadeira conversão. O filho não queria o status de filho, pois o de servo lhe cai bem depois de seus pecados.

Converteu e acreditou quão justo era o Pai.

Filho Perfeito

Uma outra parte que passa longe de nossos olhos nessa parábola é o filho perfeito. Ele não desobedece ao Pai. Faz tudo que ele manda. Trabalha com o pai. Contudo, tem algo nessa perfeição que não é sadia.

O filho perfeito olha para aquele que traiu o pai como alguém a ser julgado e condenado. Nesse evangelho, o filho perfeito são os Fariseus que condenavam Jesus por estar com pecadores e convertidos.

Quando ele se recusa a entrar na casa e festejar, ele se recusa a entrar no céu com um pecador convertido. Ele se assume perfeito e puro, quando na verdade seu coração é vaidoso e invejoso.

Quem são os três?

Olhando separadamente é bem fácil identificar que são essas pessoas hoje. O Pai é nosso Deus que nos acolhe em sua casa, na Eucaristia sem pestanejar. Nos perdoa e nos ama acima de tudo. Nos dá de nossa herança e ainda assim guarda um lugar ao céu para cada um de nós.

O pródigo, são aqueles que pecam e insistem no erro, mas diante da queda recordam a bondade do Pai e voltam a casa de Deus para receber o melhor abraço do mundo. Somos nós que todos os dias saímos da missa com a herança de Deus e gastamos tudo de modo desordenado e egoísta.

O filho perfeito são os membros da igreja que se julgam salvos. Que se julgam sem macula e capazes de discernir que o pródigo é errado e que o Pai não o deve perdoar. São padres, ministros, leigos e leigas que se colocam na lavoura diária. Trabalham mas tem ciumes  dos que voltam do pecado.

O que nos ensina essa história é que a verdadeira conversão nos leva ao perdão do Pai. Convertei-vos e crede no Santo Evangelho.

por Marquione Ban.

Católico pode ficar repostando boatos pela web?

Sei que a resposta é a mais simples que podemos dar. Não! E repito para quem não entendeu, NÃO. Nem católico e nem ninguém. Sei também que é difícil para alguns entenderem isso. Sei ainda, que os mais safos também comentem esse erro, mas é difícil entender como alguns insistem em erros feios.

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Fabiane Maria foi espancada até a morte depois de boato nas redes sociais afirmarem que ela sequestrava crianças em São Paulo. 

Escrevo isso por um motivo simples. Tenho recebido no whats app e facebook cada postagem  estranha. Elas vão desde que o filho do Lula é dono da Friboi ao Papa Francisco ser o último papa e que a Igreja sabe disso. Tem mais, postagens falando que João Paulo II retornará e será o anticristo; que Aécio é sócio do Lula; e até, pasmem, que Obama será candidato no Brasil. O que me deixa sem palavras é que pessoas de boa fé e instruídos com o Santo Evangelho creem em tudo isso.

Vejam a história da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, que morreu em maio de 2014, dois dias após ter sido espancada por dezenas de moradores de Guarujá, no litoral de São Paulo. Segundo a família, ela foi agredida a partir de um boato gerado por uma página em uma rede social que afirmava que a dona de casa sequestrava crianças para utilizá-las em rituais de magia negra.

Para evitar essas coisas eu sempre procuro ler e buscar na internet fontes seguras para cada informação. Sei que hoje não dá para confiar nos meios de comunicação, mas ainda assim são nossa melhor opção. Abaixo umas dicas para evitar essa boataria de plantão.

Verifique as fontes

Olhar quem te mandou e de onde é, é o primeiro passo. Se for de um site que você nunca viu ou sem expressão desconfie. Busque no Google. Isso vai te poupar de uma vergonha.

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Você pode gerar pânico quando não há. 

Pergunte quem sabe um pouco mais

Simples e fácil. Perguntar. Isso mesmo, pergunte a quem sabe um pouco mais sobre o assunto se é verdade. Se aquilo de fato está acontecendo.

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E crise onde não existe. 

Não seja dedos rápidos

Chegou no whats app e  você replica. Leia tudo. Informe-se do que vai postar. Afinal, é sua credibilidade que está indo junto a informação.

Essas são algumas dicas. Qual a sua para não postar bobagens na internet ou entrar para o time das fofoqueiras e coleguinhas do pai da mentira?

Por Marquione Ban

Cinco coisas que deve saber sobre a Quaresma

(ACI).- A Quaresma é um tempo litúrgico em que por 40 dias a Igreja chama os fiéis à penitência e à conversão, para preparar-se verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo na Semana Santa.

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Estes são cinco pontos que deve saber sobre a Quaresma:

1 – Oração, mortificação e caridade: as três práticas quaresmais

A oração é uma condição indispensável para o encontro com Deus. Na oração, o cristão entra no diálogo íntimo com o Senhor, deixa que a graça entre em seu coração e, como Maria, abre-se para a oração do Espírito cooperando com ela em sua resposta livre e generosa (ver Lc 1,38).

A mortificação se realiza cotidianamente e sem a necessidade de fazer grandes sacrifícios. Com ela, são oferecidos a Cristo aqueles momentos que geram desânimo no transcorrer do dia e se aceita com humildade, gozo e alegria, todas as diversidades que chegam.

Da mesma forma, saber renunciar a certas coisas legítimas ajuda a viver o desapego e desprendimento. Dentro dessa prática quaresmal, estão o jejum e a abstinência que serão explicados mais adiante.

A caridade é necessária como refere São Leão Magno: “Se desejamos chegar à Páscoa santificados em nosso ser, devemos pôr um interesse especialíssimo na aquisição desta virtude, que contém em si as demais e cobre multidão de pecados”.

Sobre esta prática, São João Paulo II explica que este chamado a dar “está enraizado no mais profundo do coração humano: toda pessoa sente o desejo de colocar-se em contato com os outros e se realiza plenamente quando se dá livremente aos demais”.

2 – O jejum e abstinência

O jejum consiste em fazer uma refeição forte por dia, enquanto a abstinência consiste em não comer carne. Com ambos os sacrifícios reconhecemos a necessidade de fazer obras para reparar o dano causado por nossos pecados e para o bem da Igreja.

Além disso, de forma voluntária, deixam-se de lado necessidades terrenas e se redescobre a necessidade da vida do céu. “Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4,4).

O jejum não proíbe de tomar um pouco de alimento na parte da manhã e à noite. É obrigatório dos 18 aos 59 anos.

Por outro lado, a abstinência, embora se proíba o consumo de carne, não é o caso de ovos, leite e qualquer condimento feito a partir de gorduras animais. São dia de abstinência todas as sextas-feiras do ano e é obrigatório a partir de 14 anos de idade.

3 – Quaresma começa com a Quarta-feira de Cinzas e termina na Quinta-feira Santa

Na Quarta-feira de Cinzas começam os 40 dias de preparação para a Páscoa. Após a Missa, o sacerdote abençoa e impõe as cinzas feitas de ramos de oliveira abençoadas no Domingo de Ramos do ano anterior. Estas são impostas fazendo o sinal da cruz na testa e dizendo as palavras bíblicas: “Lembra-te que és pó e ao pó retornarás” ou “Arrependei-vos e crede no Evangelho”. Desta forma, a cinza é um sinal de humildade e recorda ao cristão sua origem e seu fim.

A Quaresma termina na Quinta-feira Santa. Nesse dia, a Igreja comemora a Última Ceia do Senhor, quando Jesus de Nazaré compartilhou a refeição pela última vez com seus apóstolos antes de ser crucificado na Sexta-feira Santa.

4 – A duração da Quaresma está baseada no símbolo do número 40 na Bíblia

Os 40 dias da Quaresma representam o mesmo número de dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, os quarenta dias do dilúvio, os quarenta dias da marcha do povo judeu pelo deserto, os quarenta dias de Moisés e Elias na montanha e os 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito.

Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provas e dificuldades.

5 – Na Quaresma, a cor litúrgica é o roxo

A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. É um tempo de reflexão, penitência, conversão espiritual; tempo para preparar o mistério pascal.

Por que Paulo diz que “é como um aborto”?

250px-James,_the_Just1Em tempos de zika, dengue e chikungunya, onde os abortistas bradam contra a vida, e usam da zika para justificar o aborto em si, São Paulo se coloca como um milagre da vida. Isso mesmo!

São Paulo, na 1ª carta aos Coríntios, 15, 8 diz:

” (…) por último, apareceu também a mim, que sou como um aborto.”

No início, isso assusta. Como assim, São Paulo se coloca como um aborto? É preciso entender melhor o que é o aborto e principalmente naquela época.

Hoje, mesmo com condições médicas avançadas um aborto é complicado. Não me venham falar que é por causa de clínicas clandestinas. Pelo contrário, somente mulheres que passaram por isso sabem como é a dor e as complicações físicas e psicológicas. Imaginem como não era naquela época. Com a medicina longe, mas longe mesmo do que é hoje.

Muitos estudiosos e historiadores afirmam que o aborto naquela época, bem como hoje, levavam a mãe e a criança a morte. Nesta fala de São Paulo, ele se coloca nesta situação.

Para entender tudo isso é preciso ler entre linhas 

No livro “Exercícios espirituais de Santo Inácio de Loyola”, ele lança a seguinte afirmação sobre São Paulo:

Sua conversão e vocação ao apostolado, que ele sempre considerou como um verdadeiro nascimento, foi imprevista e imprevisível como um nascimento prematuro (Um aborto). (pag 230)

No entanto, temos de ir mais fundo ainda. Paulo, se coloca como um feto que está nascendo em época errada, mas que somente por seu nascimento é que haverá a esperança de vida. Sei que é contraditório, mas é perfeitamente entendível quando olhamos para trás e vemos a vida de Saulo, Paulo antes da conversão.

Como ele era:

  1. Soldado do Império Romano;
  2. Perseguidor de cristãos;
  3. Cruel;
  4. Assassino;
  5. Sem fé;

São alguns adjetivos que caberiam perfeitamente na vida de Paulo antes do caminho de Damasco, quando se encontra com seu médico obstetra, Jesus Cristo.

É importante observermos para que entendamos o que aconteceu. Paulo se diz aborto por causa de tudo isso. Ele estava morrendo e matando sua mãe, a Igreja. Essa metáfora de Paulo não é perceptível a todos. Por isso temos que ler entre linhas.

Quando uma criança está para ser abortada e uma mãe a perder o seu filho e podendo perder sua vida, o médico dos médicos vai ao encontro dos dois. O veneno que causava o aborto era o império, que persistiu na perseguição por muito tempo, mas sucumbiu ao milagre da vida dado por Cristo.

A Igreja sofria nas mãos de Paulo, até então Saulo. A mãe morria. Saulo, o filho, estava morrendo também por não saber a verdade: que Cristo era o “Caminho a Verdade e a Vida”. Dois em risco.

Por isso tudo, Paulo se apresenta a Coríntios como “um aborto”, para que aquela comunidade entenda o poder de Deus sobre a vida. Ele pode dar vida e vida em abundância. E mesmo diante da morte, ele tem o poder de salva-la.

A expressão usada por Paulo nos leva a entender que ele dava testemunho por ser a prova viva do milagre de Deus sobre a vida. Que o que antes matava, hoje levava a Palavra de esperança. O que era morte se fez milagre. Por meio de Paulo, a mãe Igreja, peregrinou e cresceu por espaços ainda não visitados pelos apóstolos. Se expandiu e abraçou novos filhos. Novas vidas.

Por que sou contra o aborto

Rapidamente vou falar sobre isso. Primeiramente porque não nos foi dado o direito de tirar a vida. Segundamente Depois, porque temos vários métodos preventivos. Embora o melhor seja a castidade. Terceiramente Sei que há casos extremos, como o estupro e repeito a lei. Mas reduzir esses casos fazendo a lei ser cumprida. Quartamente O inimigo é o mosquito e não a criança, no caso de Zika e tantas outras patologias.  Por fim, Deus nos deu vida e não morte. A maioria das pessoas que defendem o aborto mal sabem a dor que é fazer isso.

por Marquione Ban.

 

Por que a Caridade é maior que a Fé e a Esperança?

Na liturgia de hoje, São Paulo nos apresenta a três aspectos, ou melhor, virtudes dos cristãos. Fé, Caridade e Esperança. Mas São Paulo enfatiza:

A maior delas é a caridade. (1 Cor 12, 13)

Por que a Caridade é a maior? Muitos ficaram e ficam com essa dúvida, afinal é preciso ter fé para seguir Jesus e esperança para caminhar nessa terra cheia de perseguições e abandonadores do Pai. Deixamos Deus em último plano eliminando nossa Fé e Esperança, bem como nossa Caridade.

CARIDADE
“Não devemos permitir que alguém sai de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz” -Madre Teresa 

A Caridade é a maior por um motivo simples. Só e pode ter caridade se se tem amor. E amor é…

Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. (1 João 4, 8b)

Deus é amor. Se a Caridade nasse do amor ela então vem de um só lugar: Deus. Se estamos com ele, praticamos e temos nossa fé e esperança. Essas duas últimas podem ser até mais fracas, mas não existem se tiver a caridade.

Quem exerce o bem alimenta a fé no outro e em Deus. Mesmo que não admita. Alimenta a esperança de um mundo melhor, pessoas melhores. De um paraíso. De um céu, que é dado de graça por Cristo a todos que o seguem.

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“A falta de amor é maior de todas as pobrezas.” – Madre Teresa

Por tudo isso, a Caridade é a maior. Sem amor, nada somos além de carne contra carne. Além de cascas vazias prontas para receber o mal que o mundo oferece.

Ame mais! Tenha caridade!

por Marquione Ban