Política, tigrinho, bebe reborn, Gaza, vícios e as pessoas de fé: volta Jesus!

Treta! Diriam os entusiastas da internet. E não estão mentindo. Os últimos meses foram intensos e pelo que estamos passando os próximos também serão.

Sobre tudo isso, quero deixar algumas opniões. Talvez agrade alguns e outros não. Porém, faz parte do processo humano de vida a discordância. Isso é democracia política. E não falo aqui de política destes políticos nossas de cada dia.

Política e Igreja: pode isso Arnaldo? Quer dizer: Leão IV?

E por falar neles, vamos aos pontos importantes e necessários. Cada dia que passa vemos os embates sociais, políticos e não políticos sendo pautados e debatidos por religiosos e no viés religioso.

Há pouco a câmara de vereadores de Belo Horizonte aprovou a leitura da Bíblia como material didático. Um acréscimo aos livros de matemática, português, história ou uma imposição de fé? Sinceramente não sei, embora pareça ser sim um viés de fé impositiva.

Sei que muitos a essa hora estão dizendo: “O Anunciador está indo contra a Bíblia. Absurdo!” Não mesmo meu irmãozinho. Precisamos compreender que o estado é laico. E volto uma pergunta sobre. Se aprovarem como material didático algum livro de Exu, Iemanjá e etc você aceitaria ou iria para rua protestar? Melhor, iria ao X postar trends e etc contra.

Bem, sobre isso que estou dizendo. Pau que dá em Chico, bate em Francisco. A regra vale para todos. Menos aqui.

Estes dias saiu uma pesquisa que aponta o crescimento evangélico no Brasil é a diminuição de católicos. O aumento dos protestantes mostra o quando eles tem poder político que liberam aberturas de igrejas a torto e direito. Que usam de governos para promover a fé. Na minha cidade no aniversario sempre há show com bandas religiosas. E acho legal. Não disse que usam o momento de louvor para louvar o prefeito. E há católicos que se prestam a isso também.

Tudo é política. Tudo. E temos de tomar cuidado para não cairmos na rede dos maus políticos como os fariseus e líderes da época de Cristo e dos apostolados caíram. Criaram uma máquina de matar.

E devo apoiar Israel?

E por falar em matar… Gaza já quase não existe. E aqui quero dizer seu povo. Descisão embalada em política antiterror, mas a camada mais “validativa” de tudo é o fato santo: Guerra Santa. E nós aqui caímos nesse conto.

Defendemos piamente Israel por achar que é a mesma da Bíblia ou a Israel futura. E não é e não será. Sugiro lerem o novo testamento. E entendam, que ser a favor do fim da guerra não é ser antissemita, pois em hipótese alguma sou a favor do Hamas ou qualquer outro grupo terrorista.

Contudo, me pergunto: onde está a empatia do samaritano ao olhar as vítimas de Gaza? E nem perguntei sobre o amar o próximo como a ti mesmo.

Tem um trecho de uma carta de Paulo que chega a falar em suportar: suportai-vos. Não conseguimos, não é?

Triste ver tudo isso acontecendo. Tanta divisão. Tanta dor. Guerras em todas as partes. África, Ásia, Oriente. Onde mais em nome de combate a algo teremos guerras mortais? Talvez na nossa porta em breve.

Tigrinho e as publicidades dos canais católicos

Acredito que já estejam em nossas portas. Triste de quem vive a realidade do tráfico de drogas no Brasil. E a propósito, sou a favor de legalizar a maconha. Assim podemos controlar melhor quem vende e quem usa. Fechando portas para outras drogas.

A guerra contra os vícios adentrou nossas casas. Os influencers de coisas ruins “bombam” na web. E tudo com conivência dos pais. Que também lhes dão audiência. Estranho que ninguém veja um canal de curiosidades sobre o meio ambiente ou de técnicas rápidas para aprender matemática.

Estamos dançando o creu, comprando make, jogando apostas de futebol e aí chegou um dona chamada Bet. O trem do inferno. Desculpe, mas é a realidade. Coisa boa não é.

E essa guerra a gente está perdendo. Achamos normal que influenciadores entrem em nossas casas e aparelhos. Deixamos o mau entrar. Tirar ele é batalha difícil. Por isso a política importa. O mesmo congresso que aprovou as Bets no Brasil e que convoca uma CPI no Senado para ter recortes de vídeo para redes sociais contra as Bets. Ilógico. É Brasil. E a gente aceita. Mas como combater o tigrinho se a fé tem o seu próprio?

Muitos viciados em jogar, apostar e etc. e outros em comprar produtos milagrosos que passam livremente nos intervalos dos canais religiosos. Ouvia o Padre Manzotti e no intervalo uma empresa anuncia pó de oro pro nobis (Planta que cresce nas cercas aqui de Minas) como a solução para tudo na vida. Cegueiras, Dores, reumatismo e etc.

Já vi vários idosos alegando gastar boa parte do salário nisso porque viu no programa do padre. Na TV Aparecida. Usam da autoridade da fé para envelopar esses produtos e assim incentivar o vício em comprar.

Ah! Eles sempre trazem uma planta nova. Ora era o oro pro nobis, ora a erva de Santa Maria (Mastruz). E assim vai.

Então o que fazer?

Sinceramente não sei. Em tempos de bebê reborn, tigres ilusórios, plantas milagrosos, mas só em cápsula, o melhor é pedir que Jesus volte rápido. Não sabemos o dia nem a hora, mas bem que podia ser amanhã.

Um parêntese em tudo isso são só bebês reborda. Nunca vi um. Ah não ser o falatório na internet. Olha como estamos doentes da cabeça e nem percebemos. Boa coisa não são é crédito não devem ser dados. Daqui a pouco inventam um Jesus Reborn.

Agora, falando sério. Precisamos ter mais consciência da realidade e mais empatia com o homem. Usar mais os ensinamentos de Cristo e ser de fato sal da terra e luz para o mundo.

E difícil. Estamos cansados. Como disse uma certa atriz, aqui no Brasil temos de todos os dias posicionar sobre o óbvio. Sobre o ético é correto.

Visto que não tão distante a data deste texto, temos católicos e protestantes defendendo humorista que prega a pedofilia como piada. O racismo como algo divertido e o feminicídio como coisa cômica não estamos longe do juízo final. A final, parece que perdemos o nosso.

Por Marquione Ban.

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