Igreja Católica condena a idolatria a Nossa Senhora

Meus amados, o título é um tanto quanto apelatório, mas necessário. Sem ele você não estaria lendo esse texto nesta hora. Já falamos em várias postagens que nós católicos não adoramos a Maria e/ou aos santos e santas. Apenas veneramos e por meio desta ação lembramos quem os inspirou a na vida de santidade, Jesus Cristo.

Em um artigo postado pela Church Pop,  temos uma informação relevante e que mostra que desdes os primórdios da Igreja, que sim era católica, havia a condenação a adoração a Nossa Senhora e aos santos e santas. Esse pensamento sempre foi claro. PARA NÓS CATÓLICOS O ÚNICO DIGNO DE ADORAÇÃO É DEUS: PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO. Ninguém mais pode ser adorado, nem sequer a bem-aventurada Mãe de Deus…

Ninguém!

Se é desde o começo conte-nos uma caso sobre isso? Eis aí sua resposta “jovem padawan”.

Então, na história da Igreja se conhece um grupo de “cristãos” que caíram no erro de adorar a Virgem Maria. Esta é a história da sua heresia e de como foram condenados pela Igreja.

As heresias são tão antigas como a própria história do Cristianismo. Por isso, a Igreja tem que atuar diligentemente para denunciá-las e para que o povo de Deus não seja confundido.

No séc. IV apareceu um grupo de autodenominados “cristãos”, conhecidos como Coliridianos, os quais se reuniam num culto de adoração à Virgem Maria. Este estranho culto consistia em oferecer bolos e pastéis à Virgem, como sinal de adoração. Na realidade, eles não eram cristãos, eram uma seita gnóstica integrada majoritariamente por mulheres que tomaram a figura de Maria, mesclando-a com deuses pagãos para confundir os verdadeiros cristãos.

Quando Santo Epifânio, bispo de Salamina, soube desta heresia, não tardou em denunciá-la e condená-la em nome de toda a Igreja Católica. Tal condenação pode ler-se, em sua célebre “Paranión”, em que também denuncia outras heresias da época.

“É ridícula e, na opinião dos sábios, totalmente absurda”, assim Santo Epifanio descrevia a heresia coliridiana, “pois aqueles que, com uma atitude insolente, são suspeitos de fazer estas coisas, prejudicando a mente das pessoas (…) pessoas que se inclinam nesta direção são culpadas de terem feito pior dano”.

Também, Santo Epifânio esclareceu a diferença entre o verdadeiro culto a Deus e a verdadeira devoção à Virgem Maria: “Seja Maria honrada. Sejam Pai, Filho e Espírito Santo adorados, mas ninguém adore à Maria”.

Mais isso não prova que condenam a idolatria aos santos e Nossa Senhora.

O mesmo ensinamento imutado pelo bispo é o que está em nossa doutrina. Veja o Catecismo da Igreja Católica:

“Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc , 48): “A piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrínseco ao culto cristão” (MC 56) A Santíssima Virgem “é honrada com razão pela Igreja com um culto especial. E, em afeto, desde os tempos mais antigos, se venera a Virgem Maria com o título de Mãe de Deus”, sob cuja proteção, se achegam os fiéis suplicantes em todos os seus pedidos e necessidades… Este culto (…) também é todo singular, é essencialmente diferente do culto de adoração a Deus, ao Verbo Encarnado, ao Pai e ao Espírito santo, mas o favorece poderosamente”. (LG); encontra sua expressão nas festas litúrgicas dedicadas à Mãe de Deus (cf. SC 103) e na oração mariana, como o Santo Rosário, “síntese de todo evangelho” (Catecismo da Igreja Católica 971).

Ainda tem dúvidas sobre isso? Vamos conversar. Comente e compartilhe.

Paz e bem!

Por Marquione Ban com informações de Church Pop

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Conheça três relíquias da Paixão de Cristo

Segundo o ACI Digital (13/04/2017), embora o Santo Sudário de Turim (Itália) seja o objeto mais importante relacionado a Jesus que permanece até hoje, a Espanha também tem entre os seus tesouros três relíquias importantes de Cristo.

Estas relíquias são o Santo Cálice ou Santo Graal que está guardado na Catedral de Valência (Espanha); o Sudário de Oviedo, pano que cobriu o rosto de Jesus; e o Lignum Crucis, um pedaço da cruz do Senhor.

Estas relíquias foram estudadas em profundidade e permitem aproximar-se um pouco mais da Paixão de Cristo.

O Santo Cálice da Última Ceia

Segundo a tradição, o cálice que Jesus usou na Última Ceia, o Santo Cálice ou Santo Graal, é o objeto sagrado preservado na Catedral de Valência, (Espanha).

Este vaso sagrado é formado por um copo de cristal de ágata, uma base e duas alças. O que se sabe é que somente o copo de cristal de ágata teria sido usado por Jesus. A base e alças com pedras preciosas foram inseridas durante a época medieval.

Segundo o Pe. Jaime Sancho, custódio do Santo Cálice na Catedral de Valência, o estudo mais completo deste objeto foi realizado em 1960 e demonstrou que existe um alto grau de provas que confirmem a autenticidade desta relíquia.

“Nenhum estudo arqueológico posterior desmentiu esta pesquisa. É o único cálice que resistiu a críticas e investigação histórica”, assegurou o Pe. Sancho em entrevista concedida ao Grupo ACI em julho de 2016.

“Quando uma pessoa olha para esta relíquia descobre o amor de Deus na Eucaristia e isso é o que converte”, assegurou o sacerdote e precisou que durante esses anos que ele é custódio do Santo Cálice viu “muitas pessoas” chorarem ao ver esta relíquia “e perceber o quanto Deus nos ama, o quanto Deus está esperando por mim e me esperar nas coisas mais simples e pequenas”.

O Santo Cálice teve uma relação muito especial com os Papas. De fato, quatro Pontífices se relacionaram com ele: São João XXIII concedeu indulgência plenária na festa do Santo Cálice celebrada no dia 30 de outubro; São João Paulo II o venerou na Catedral de Valência e consagrou com ele durante a sua visita à Espanha em 1982.

Bento XVI o usou durante a Missa do V Encontro Mundial das Famílias, realizada em Valência em 2006 e o Papa Francisco concedeu a celebração do Ano Santo do Cálice que começou no dia 29 de outubro de 2015 e terminou em novembro de 2016, junto com o Ano da Misericórdia. O Ano Jubilar do Santo Cálice é celebrado regularmente a cada cinco anos.

O Sudário de Oviedo

Segundo a tradição, o sudário que cobria o rosto de Jesus está guardado na Catedral de Oviedo e é exposto ao público apenas três vezes por ano: na Sexta-feira Santa; no dia 14 de setembro, dia da Santa Cruz; e em 21 de setembro, festa do Apóstolo São Mateus, padroeiro da cidade espanhola.

Os apóstolos veneraram em Jerusalém as relíquias da Paixão, incluindo o Sudário, durante os primeiros anos do cristianismo. Com a invasão dos persas no século VII, conseguiram salvá-lo e foi levado à Espanha.

Jorge Manuel Rodríguez Almenar, presidente do Centro Espanhol de Sindonologia, explicou em diversas ocasiões que os estudos mostram que todos os elementos do Sudário de Oviedo coincidem com os do Santo Sudário.

O último estudo realizado pela Universidade Católica de Murcia, na Espanha, concluiu que ambos os panos envolveram a mesma pessoa. Também precisou que o homem do Santo Sudário e do Sudário de Oviedo sofreu a mesma ferida no lado.

Algo que está de acordo com o que foi relatado no Evangelho de João, quando diz: “Mas, vindo a Jesus, e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas. Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água”.

Lignum Crucis: Uma relíquia da Cruz de Cristo

O mosteiro franciscano de Santo Toribio de Liébana, na Cantábria, guarda há mais de 1200 anos um grande pedaço da Cruz de Jesus.

Esta relíquia é conhecia pelo seu nome em latim Lignum Crucis, que significa lenho ou madeira da Cruz. Este objeto sagrado corresponde à madeira horizontal do lado esquerdo.

Santa Helena, mãe do imperador Constantino, decidiu conservar as relíquias da Paixão do Senhor. Uma delas foi a Cruz, que chegou à Espanha no século XVI, com os restos de Santo Toribio, que tinha sido custódio dos lugares santos em Jerusalém.

Em 1958, realizaram alguns testes para comprovar a sua autenticidade e “confirmaram que a madeira é de uma árvore que existe na Terra Santa e que tem uma idade superior a 2000 anos”, assegurou ao Grupo ACI o Pe. Juan Manuel Núñez, superior do convento de Santo Toribio de Liébana.

Além disso, o DNA da relíquia coincide com o de outros pedaços menores da cruz conservados em diferentes lugares do mundo.

“A maior prova de veracidade das Lignum Crucis são todas as conversões que ocorrem no sacramento da confissão no mosteiro”, afirma o sacerdote.

Segundo o Pe. Nunez, o Lignum Crucis fala, “através de uma linguagem silenciosa, do amor de Deus que se entrega ao coração de todos os homens. Um amor que ficou marcado para sempre na Cruz e que diz a todos: ‘Embora não saibam lê-lo aqui diz como e quanto os amo’”.

Desde o século XVI se celebra o Ano Jubilar Lebaniego Santo Toribio de Liébana. Este Ano Santo ocorre cada vez que o dia 16 de abril (festa de Santo Toribio) cai em um domingo. Como o dia 16 de abril de 2017 coincide com o Domingo de Ressurreição, o início deste Ano Santo começará no dia 23 de abril.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/conheca-as-3-reliquias-da-paixao-de-cristo-que-se-conservam-na-espanha-40816/

Sobre o Sábado Santo

Hoje, fazemos a experiência do vazio. O Senhor cumpriu sua missão nos redimindo, através de sua paixão e cruz, através de sua entrega até a morte. Na noite passada contemplamos o sepultamento de seu corpo.

Agora, nesta manhã de sábado, a saudade está presente, mas uma saudade cheia de paz e de esperança. 

Como Maria, com o coração em luto, a Igreja aguarda esperançosa, que a promessa do Cristo se cumpra, que ele surja, que ele ressuscite.

A ausência não é experiência do vazio, mas aprofunda a presença desejada.

Podemos recordar e refletir sobre os sábados santos de nossa vida, nossas experiências de vazio após sofrimentos e perdas.  

 Como vivenciamos esses mistérios  quando irromperam em nossa existência? Permitimos que luz da fé na certeza da vitória da Vida, iluminasse nossa mente e aquecesse nosso coração? Preenchemos esse vazio abrindo as portas de nosso coração a Jesus, Palavra de Vida, de Eternidade? Ou nos fragilizamos mais ainda, permitindo que a escuridão da morte nos envolvesse?

Jesus é Vida! Nossa Senhora, a verdadeira discípula, na manhã de sábado permaneceu, apesar da dor, do luto, esperançosa. Ela acreditou nas palavras de seu Filho e não permitiu que o sofrimento pela perda dissesse a última palavra, mas que a palavra definitiva seria a promessa de seu Filho, a própria Palavra, que disse que iria ressuscitar que ele era o Caminho, a Verdade, a Vida!

Hoje à noite iremos celebrar a Vitória da Vida, a ressurreição de Jesus, o encontro do Filho ressuscitado com a Mãe que deixará de ser a Senhora das Dores, para ser a Senhora da Glória.

Contudo, para nós que perdemos entes queridos, esse encontro ainda não aconteceu e sabemos que nesta vida, não acontecerá. Como viver, então, a Páscoa da Ressurreição?

Nossa vida deverá ser um permanente Sábado Santo, não com vazio, mas pleno de fé, de esperança na certeza da vitória da Vida e que também teremos o reencontro que Maria teve, e será para sempre! Quanto mais nos deixarmos envolver pela Palavra de Vida, que é Jesus, mais nos aproximaremos da tarde da ressurreição; de modo mais intenso essa palavra irá nos iluminar e aquecer.

Que nossas perdas não nos tirem a alegria de viver, que nos é dada com a presença de Jesus, a Vida plena, Eterna».

(Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos)

” Escuta Israel”

*‪#minisermao* (24/03/17)

 O primeiro mandamento não é amar, mas escutar. Somente quem tem os ouvidos do coração abertos ama de verdade. Quando aquele mestre da lei perguntou para Jesus qual era o primeiro mandamento, Ele respondeu que está escrito no antigo testamento: “Escuta Israel: amarás o Senhor teu Deus!” Antes de amar é preciso escutar. O povo de Deus repetia isso contantemente para não esquecer: “Shemáh Israel!” Ou seja: “Escuta Israel!” Viver esta dimensão de abertura para o outro é fundamental, para que o amor não seja uma paixão, um sentimento vago, apenas uma boa intenção,  uma ideia ou até uma ideologia. Para amar é preciso escutar.

(Mc 12,28b-34)

Pe. Joãozinho, Scj.

Os 5 remédios para curar as feridas nesta Quaresma

Todos os dias recebo de uma grande amigo o minissermão, do Padre Joãozinho, scj. Ele compõe uma mensagem de áudio rápida, de uma minuto sobre a ótica da Liturgia Diária. O de hoje é especial! Marca o início da Quaresma e nos apresenta cinco dicas para seguir bem esse período de penitência e oração. Veja abaixo os cinco remédios para curar as feridas nesta quaresma.

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  1. Oração A oração poderá curar sua relação com Deus; reze mais. Dialogar com Deus é possível por meio da oração. E é somente com ela, que contactamos o Pai e nos tornamos íntimos. Ore sempre. Ore com fé;
  2. Jejum – Ele pode reorientar a sua relação com as coisas. Em tempos que priorizamos as coisas e não Deus, o jejum nos coloca no lugar devido. Nos abre os olhos para uma realidade que não enxergamos cotidianamente. Mas, lembre-se, jejum deve nos transformar. Não podemos fazer jejum de algo que não nos modifica. Se ele não nos modifica, ficamos apenas sem nos alimentar. Sem saciar a carne. O jejum para alma. É transformador;
  3. Caridade – Ela nos aproxima imediatamente do outro. O outro em toda a nossa história é o próximo. “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, diz Jesus. Amar é cerne da caridade. Brota do coração. Exerça sua fé, oração por meio do amor ao próximo. Seja caridoso, mas leve-a contido para fora do tempo da quaresma. Agora é tempo propício para começar, mas ela deve perenizar em suas ações. Reoriente a sua relação com as pessoas;
  4. Silêncio – Ouvir é fundamental. Jesus pregava a palavra a todos, mas todos que iam até Ele eram ouvidos. O Silêncio nos ajuda a ouvir. Ouvir a Deus, ao outro e si mesmo. Foi no silêncio do deserto que Jesus contemplou sua missão. É preciso silenciar. É preciso ouvir. Falar menos;
  5. Simplicidade – “Menos é mais”. Já ouviram falar isso? Com a simplicidade nos livramos dos excessos. São eles que nos condicionam ao pecado. Que nos alimentam em nosso individualismo. Os humildes serão exaltados. Ser simples, agir com simplicidade é necessário para nos restringirmos a Deus e não ao mundo;

Pois bem, os cinco remédios estão aí. Vamos nos curar?

Procure sua paróquia, saiba das confissões e horários das celebrações. Participe desta quaresma. Medique-se.

Por Marquione Ban

Olhar para frente sempre.

​*#minisermao* (11/11/16)

 Diante de certas urgências vá em frente sem olhar para trás, pois a vitória depende da determinação. Lembre-se daquilo que disse Jesus: “Se alguém põe a mão no arado e olha para trás, não é digno de mim.” Claro, o agricultor que está arando a terra, se ele olhar para trás perde o rumo, perde o prumo. Em outra ocasião Jesus disse: “Lembrem-se da mulher de Lot, Deus deu uma ordem ‘Quando estiver caindo enxofre sobre a cidade de Sodoma, vão embora, mas não olhem para trás.’ E aquela mulher olhou para trás.” E diz a bíblia que ela virou uma estátua de sal. Ficamos salgados quando vivemos de memórias, quando vivemos olhando para trás, para nossas histórias e feitos já conquistados. Olhe enfrente e siga com determinação.

(Lc 17,26-37)

Pe. Joãozinho,scj.

10 fatos sobre a Eucaristia para recordar na Solenidade de Corpus Christi

(ACI).- Durante séculos, a Igreja e os santos animaram os fiéis ao amor a Eucaristia. Há inclusive algumas pessoas que entregam sua vida para protegê-la. Hoje, Solenidade de Corpus Christi, apresentamos 10 coisas que todo cristão deveria saber em relação a este grande milagre:

Santisimo_FlickrLawrenceOPCC-BY-NC-ND-2.0_0206151. Jesus, reunido com seus apóstolos durante a Última Ceia, instituiu o s
acramento da Eucaristia: “Tomai e comei; isto é meu corpo…” (Mt, 26, 26-28). Desta maneira fez com que os apóstolos participassem do seu sacerdócio e mandou que fizessem o mesmo em memória dele.

2. A palavra Eucaristia, derivada do grego eucharistía, significa “Ação de graças” e se aplica a este sacramento porque nosso Senhor deu graças ao seu Pai quando a instituiu; além disso, porque o Santo Sacrifício da Missa é a melhor maneira de dar graças a Deus pela Sua Bondade.

3. O Concílio de Trento define claramente: “No Santíssimo Sacramento da Eucaristia está contido verdadeira, real e substancialmente o Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, junto a sua Alma e Divindade. Em realidade Cristo se faz presente integralmente”.

4. Na Santa Missa, os bispos e sacerdotes transformam realmente o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo durante a consagração.

5. A Comunhão é receber Jesus Cristo sacramentado na Eucaristia. A Igreja manda comungar pelo menos uma vez ao ano, em estado de graça, e recomenda a comunhão frequente. É muito importante receber a Primeira Comunhão quando a pessoa chega ao uso da razão, com a devida preparação.

6. O jejum eucarístico consiste em deixar de comer qualquer alimento ou bebida ao menos uma hora antes da Sagrada Comunhão, exceto água e remédios. Os doentes e seus cuidadores podem comungar embora tenham tomado algo na hora imediatamente antes.

7. A pessoa que comunga em pecado mortal comete um pecado grave chamado sacrilégio. Aqueles que desejam comungar e estão em pecado mortal não podem receber a Comunhão sem antes receber o sacramento da Penitência, pois para comungar não basta o ato de contrição.

8. Frequentar a Santa Missa é um ato de amor a Deus que deve brotar naturalmente de cada cristão. E também é uma obrigação guardar os domingos e festas religiosas de preceito, salvo quando impedido por uma causa grave.

9. A Eucaristia no Sacrário é um sinal pelo qual nosso Senhor está constantemente presente em meio do seu povo e é alimento espiritual para doentes e moribundos. Devemos prestar sempre nosso agradecimento, adoração e devoção à real presença de Cristo reservado no Santíssimo Sacramento.

10. No Vaticano, a Solenidade de Corpus Christi é celebrada na quinta-feira depois da Solenidade da Santíssima Trindade. Mas, em várias dioceses é comemorado no domingo posterior.

O que a Bíblia diz sobre ser mãe?

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Ser mãe é um papel muito importante que o Senhor escolhe para dar a muitas mulheres. Às mães é dito que amem seus filhos em Tito 2:4-5, que diz: “Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, A serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada.” Em Isaías 49:15a a Bíblia diz: “Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre?” Quando se começa a ser mãe?

Os filhos são presentes do Senhor (Salmos 127:3-5). Em Tito 2:4, aparece a palavra grega “phileoteknos”. Esta palavra representa um tipo especial de “mãe-amor”. A idéia que esta palavra evoca é de “preferir” nossos filhos, “cuidar” deles, “alimentá-los”, “abraçá-los” com amor, “satisfazer suas necessidades”, “amavelmente ser amiga” de cada um como único vindo da mão de Deus. A Escritura nos ordena para que vejamos “mãe-amor” como nossa responsabilidade. A palavra de Deus ordena tanto às mães quanto aos pais para que façam várias coisas na vida de seus filhos, dando:

Disponibilidade – manhã, tarde e noite (Deuteronômio 6:6-7).

Envolvimento – interagindo, colocando pontos de vista, pensando e processando a vida juntos (Efésios 6:4).

Ensinamento – sobre as Escrituras, a visão bíblica do mundo (Salmos 78:5-6, Deuteronômio 4:10, Efésios 6:4).

Treinamento – ajudando o filho a desenvolver habilidades e descobrir seu potencial (Provérbios 22:6).

Disciplina – ensinando o temor do Senhor, ensinando seus limites de forma consistente, amorosa e firme (Efésios 6:4, Hebreus 12:5-11, Provérbios 13:24, 19:18, 22:15, 23:13-14, 29:15-17).

Nutrição – provendo um ambiente de constante apoio verbal, liberdade de falhar, aceitação, afeto e amor incondicional (Tito 2:4, II Timóteo 1:7, Efésios 4:29-32, 5:1-2, Gálatas 5:22, I Pedro 3:8-9).

Exemplo com integridade – vivendo de acordo com o que ensina, sendo um modelo com o qual o filho possa aprender “captando” a essência de um viver piedoso (Deuteronômio 4:9, 15, 23; Provérbios 10:9, 11:3; Salmos 37:18, 37).

A Bíblia nunca ordena que todas as mulheres devam ser mães. Contudo, diz que aquelas que o Senhor abençoa e se tornam mães devem tomar seriamente tal responsabilidade. As mães têm um papel único e crucialmente importante nas vidas de seus filhos. A maternidade não é um trabalho ou tarefa desagradável. Da mesma forma com que uma mãe gera seu filho durante a gravidez, e da mesma forma com que a mãe alimenta e cuida de seu filho durante a infância, as mães têm também um papel constante na vida de seus filhos, adolescentes, jovens adultos e até filhos completamente adultos. Enquanto o papel da maternidade deve se transformar e se desenvolver, o amor, cuidado, educação e encorajamento que uma mãe dá nunca devem terminar.

Fonte: Got Questions

5 milagres que a ciência tentou, mas nunca conseguiu explicar

Achei essa matéria tão legal que resolvi compartilhar com vocês. São cinco milagres que a Ciência tentou mas não conseguiu justificar. Vejam:

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ALETEIA | Um milagre é um acontecimento sobrenatural, ou seja, acima do natural: ele contraria as leis da natureza e a ciência não consegue explicá-lo, por mais que os cientistas analisem, reanalisem e debatam.

Há relatos de milagres em praticamente todas as religiões, e, ao longo do tempo, a ciência desmentiu muitos deles. Outros, porém, continuam inexplicáveis e assombrosos, como estes dez, listados pelo site Live Science.

Particularmente chamativo é o fato de que, dos dez milagres listados, todos os dez são milagres cristãos – e seis deles envolvem Nossa Senhora!

Destacamos cinco dos milagres listados pelo Live Science:

1 – O milagre do sol, em Fátima

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Em 13 de outubro de 1917, 70 mil pessoas, incluindo jornalistas, testemunharam o milagre que tinha sido anunciado pelas três crianças a quem Nossa Senhora tinha aparecido. Ao meio-dia, depois de uma forte chuva que parou de repente, as nuvens se abriram diante dos olhos de todos e o sol surgiu no céu como um disco luminoso opaco, que girava em espiral e emitia luzes coloridas. O fenômeno durou cerca de 10 minutos e está na lista oficial de milagres reconhecidos pelo Vaticano. Os céticos tentam atribuir o evento ao fenômeno atmosférico do parélio, mas sem provas e sem explicar como foi que as crianças o “previram”.

2 – O sangue de São Januário

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São Januário ou “San Gennaro”, em italiano, é o padroeiro de Nápoles. Ele foi martirizado no século IV e um pouco do seu sangue foi guardado em um relicário. Devendo estar completamente seco depois de 1.700 anos, o que acontece é que, todo ano, em 19 setembro, o sangue se liquefaz diante de milhares de fiéis. A liquefação começou a acontecer depois do terremoto de 1980, que matou mais de 2.500 pessoas em Nápoles. Os cientistas têm muitas teorias sobre o caso, mas até hoje não conseguiram explicar o fenômeno.

3 – O corpo incorrupto de Santa Bernadete de Lourdes

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O corpo de Santa Bernadete de Lourdes, que faleceu em 1879, continua em exposição na Capela de Santa Bernadete, na França, perfeitamente incorrupto. A primeira exumação foi feita em 1909 e os médicos que a realizaram ficaram surpresos ao constatar que o corpo não só não exalava qualquer odor, como também estava em perfeito estado de conservação. A pele se mostrava macia e com consistência quase normal ao ser cortada, o que é inexplicável pelas leis da natureza. O corpo foi reavaliado em outras duas ocasiões, com as mesmas constatações de incorruptibilidade milagrosa.

4 – A imagem da Virgem de Guadalupe

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A imagem de Nossa Senhora de Guadalupe surgiu em 1531, quando o índio Juan Diego disse ter visto a Virgem Maria num campo próximo da Cidade do México. Como prova, ele apresentou seu manto, um tecido feito de fibra de cacto e de qualidade bem pobre, no qual a imagem de Maria teria sido “impressa” depois da aparição. O material foi analisado em diversas ocasiões por cientistas, que nunca conseguiram determinar como a imagem surgiu sobre o tecido. Mais impressionante ainda: não é uma imagem pintada ou estampada “no” tecido: ela “flutua” ligeiramente “acima” do tecido! Igualmente sem explicação é a perfeita preservação do manto e da imagem mesmo depois de 500 anos. O ícone está exposto na Basílica de Guadalupe, no México.

5 – O Santo Sudário

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Provavelmente a relíquia mais famosa da História, o Sudário de Turim não é considerado um milagre propriamente dito, mas nenhuma explicação conseguiu até hoje comprovar o que ele é e como a imagem impressa nele foi gerada. Trata-se do tecido que teria envolvido o corpo de Jesus no sepulcro. A imagem impressa no sudário seria, portanto, a do seu corpo. Exaustivamente analisado e estudado por uma volumosa quantidade de cientistas, o sudário parece apresentar o mesmo fenômeno do manto com a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe: a impressão do suposto corpo de Jesus não é direta sobre o tecido, mas “flutua” ligeiramente acima dele. As tentativas de reproduzir a impressão nunca deram certo e até hoje não se explica de que forma a imagem foi gerada sobre o sudário; o que parece mais provável é que ela tenha sido impressa mediante a irradiação de uma luz poderosa, originada do próprio corpo que ficou impresso. Para os fiéis, trata-se de uma “prova” da ressurreição de Cristo. A datação da relíquia também é controversa: alguns exames situam a sua origem na Idade Média, mas pesquisas posteriores indicam que o tecido foi produzido entre 280 a.C. e 220 d.C., podendo, portanto, ser da época de Cristo. Os estudos continuam.

A parábola do filho pródigo, ou do Pai Misericordioso, ou ainda do filho perfeito

No próximo domingo a Igreja entra no quarto domingo da Quaresma. E com ele em uma reflexão muito forte. O Evangelho é o de Lucas 15, 1-3, 11-32. Para quem não lembra das passagens pelos capítulos e versículos, trata-se nada mais, na menos que a famosa Parábola do Filho Pródigo.

Gostaria de ver com vocês os três lados dessa história. Três distintos endereços, mas apenas com uma mensagem final.

O Filho Pródigo

Só de falarmos assim, todos lembram da história. O filho mais novo pede ao pai sua herança e sai pelo mundo. Torra a grana toda e quando se vê na pior, comendo a comida dos porcos, lembra do Pai. Volta e cheio de desculpas na cabeça. O Pai o acolhe de braços abertos e com grande festa.

Essa história mostra para cada um de nós como nossas decisões podem nos afetar positivamente ou negativamente. E apresenta também um Pai que sente saudades do filho e bondoso para com ele mesmo diante de sua arrogância. Mas isso é assunto para o outro tópico.

O filho pródigo nos mostra além da desobediência. Nos mostra a nossa falta de fé. De crer que próximo ao Pai podemos prosperar e sermos felizes. De que perto do Pai somos perenes em alegria e bens. Nos chama a conversão paterna. Crer no aporte e suporte do Pai sempre presente, mesmo que nossa petulância ou desânimo nos induzam a pedir nossa herança e ir embora.

Muitos fazem isso hoje. Pedem a Deus um céu aqui na terra. O consomem. E depois? O que será de nós que assim fazemos?

Pai de Misericórdia

hqdefaultAté um belo dia, em que ouvia o Padre Manzotti na rádio falar sobre essa parábola por esse ponto de vista, não havia visto quão misericordioso era e é esse pai.

Depois de tudo que o filho lhe fez, afinal, creio que o debate para dividir essa herança não deve ter sido tão caridoso, o pai o acolhe. Sem querer ouvir quaisquer desculpa sua.

A nós que pedimos o céu aqui na terra, fica a resposta. O teremos novamente, mas se houver a conversão. O pai agiu com misericórdia por é Pai e como o próprio Cristo diz em outros versos “que pai que o filho pede um ovo lhe dá um escorpião?”. E também porque nele há compaixão. Somente com ela é possível observar a verdadeira conversão. O filho não queria o status de filho, pois o de servo lhe cai bem depois de seus pecados.

Converteu e acreditou quão justo era o Pai.

Filho Perfeito

Uma outra parte que passa longe de nossos olhos nessa parábola é o filho perfeito. Ele não desobedece ao Pai. Faz tudo que ele manda. Trabalha com o pai. Contudo, tem algo nessa perfeição que não é sadia.

O filho perfeito olha para aquele que traiu o pai como alguém a ser julgado e condenado. Nesse evangelho, o filho perfeito são os Fariseus que condenavam Jesus por estar com pecadores e convertidos.

Quando ele se recusa a entrar na casa e festejar, ele se recusa a entrar no céu com um pecador convertido. Ele se assume perfeito e puro, quando na verdade seu coração é vaidoso e invejoso.

Quem são os três?

Olhando separadamente é bem fácil identificar que são essas pessoas hoje. O Pai é nosso Deus que nos acolhe em sua casa, na Eucaristia sem pestanejar. Nos perdoa e nos ama acima de tudo. Nos dá de nossa herança e ainda assim guarda um lugar ao céu para cada um de nós.

O pródigo, são aqueles que pecam e insistem no erro, mas diante da queda recordam a bondade do Pai e voltam a casa de Deus para receber o melhor abraço do mundo. Somos nós que todos os dias saímos da missa com a herança de Deus e gastamos tudo de modo desordenado e egoísta.

O filho perfeito são os membros da igreja que se julgam salvos. Que se julgam sem macula e capazes de discernir que o pródigo é errado e que o Pai não o deve perdoar. São padres, ministros, leigos e leigas que se colocam na lavoura diária. Trabalham mas tem ciumes  dos que voltam do pecado.

O que nos ensina essa história é que a verdadeira conversão nos leva ao perdão do Pai. Convertei-vos e crede no Santo Evangelho.

por Marquione Ban.

Católico pode ficar repostando boatos pela web?

Sei que a resposta é a mais simples que podemos dar. Não! E repito para quem não entendeu, NÃO. Nem católico e nem ninguém. Sei também que é difícil para alguns entenderem isso. Sei ainda, que os mais safos também comentem esse erro, mas é difícil entender como alguns insistem em erros feios.

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Fabiane Maria foi espancada até a morte depois de boato nas redes sociais afirmarem que ela sequestrava crianças em São Paulo. 

Escrevo isso por um motivo simples. Tenho recebido no whats app e facebook cada postagem  estranha. Elas vão desde que o filho do Lula é dono da Friboi ao Papa Francisco ser o último papa e que a Igreja sabe disso. Tem mais, postagens falando que João Paulo II retornará e será o anticristo; que Aécio é sócio do Lula; e até, pasmem, que Obama será candidato no Brasil. O que me deixa sem palavras é que pessoas de boa fé e instruídos com o Santo Evangelho creem em tudo isso.

Vejam a história da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, que morreu em maio de 2014, dois dias após ter sido espancada por dezenas de moradores de Guarujá, no litoral de São Paulo. Segundo a família, ela foi agredida a partir de um boato gerado por uma página em uma rede social que afirmava que a dona de casa sequestrava crianças para utilizá-las em rituais de magia negra.

Para evitar essas coisas eu sempre procuro ler e buscar na internet fontes seguras para cada informação. Sei que hoje não dá para confiar nos meios de comunicação, mas ainda assim são nossa melhor opção. Abaixo umas dicas para evitar essa boataria de plantão.

Verifique as fontes

Olhar quem te mandou e de onde é, é o primeiro passo. Se for de um site que você nunca viu ou sem expressão desconfie. Busque no Google. Isso vai te poupar de uma vergonha.

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Você pode gerar pânico quando não há. 

Pergunte quem sabe um pouco mais

Simples e fácil. Perguntar. Isso mesmo, pergunte a quem sabe um pouco mais sobre o assunto se é verdade. Se aquilo de fato está acontecendo.

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E crise onde não existe. 

Não seja dedos rápidos

Chegou no whats app e  você replica. Leia tudo. Informe-se do que vai postar. Afinal, é sua credibilidade que está indo junto a informação.

Essas são algumas dicas. Qual a sua para não postar bobagens na internet ou entrar para o time das fofoqueiras e coleguinhas do pai da mentira?

Por Marquione Ban

Cinco coisas que deve saber sobre a Quaresma

(ACI).- A Quaresma é um tempo litúrgico em que por 40 dias a Igreja chama os fiéis à penitência e à conversão, para preparar-se verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo na Semana Santa.

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Estes são cinco pontos que deve saber sobre a Quaresma:

1 – Oração, mortificação e caridade: as três práticas quaresmais

A oração é uma condição indispensável para o encontro com Deus. Na oração, o cristão entra no diálogo íntimo com o Senhor, deixa que a graça entre em seu coração e, como Maria, abre-se para a oração do Espírito cooperando com ela em sua resposta livre e generosa (ver Lc 1,38).

A mortificação se realiza cotidianamente e sem a necessidade de fazer grandes sacrifícios. Com ela, são oferecidos a Cristo aqueles momentos que geram desânimo no transcorrer do dia e se aceita com humildade, gozo e alegria, todas as diversidades que chegam.

Da mesma forma, saber renunciar a certas coisas legítimas ajuda a viver o desapego e desprendimento. Dentro dessa prática quaresmal, estão o jejum e a abstinência que serão explicados mais adiante.

A caridade é necessária como refere São Leão Magno: “Se desejamos chegar à Páscoa santificados em nosso ser, devemos pôr um interesse especialíssimo na aquisição desta virtude, que contém em si as demais e cobre multidão de pecados”.

Sobre esta prática, São João Paulo II explica que este chamado a dar “está enraizado no mais profundo do coração humano: toda pessoa sente o desejo de colocar-se em contato com os outros e se realiza plenamente quando se dá livremente aos demais”.

2 – O jejum e abstinência

O jejum consiste em fazer uma refeição forte por dia, enquanto a abstinência consiste em não comer carne. Com ambos os sacrifícios reconhecemos a necessidade de fazer obras para reparar o dano causado por nossos pecados e para o bem da Igreja.

Além disso, de forma voluntária, deixam-se de lado necessidades terrenas e se redescobre a necessidade da vida do céu. “Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4,4).

O jejum não proíbe de tomar um pouco de alimento na parte da manhã e à noite. É obrigatório dos 18 aos 59 anos.

Por outro lado, a abstinência, embora se proíba o consumo de carne, não é o caso de ovos, leite e qualquer condimento feito a partir de gorduras animais. São dia de abstinência todas as sextas-feiras do ano e é obrigatório a partir de 14 anos de idade.

3 – Quaresma começa com a Quarta-feira de Cinzas e termina na Quinta-feira Santa

Na Quarta-feira de Cinzas começam os 40 dias de preparação para a Páscoa. Após a Missa, o sacerdote abençoa e impõe as cinzas feitas de ramos de oliveira abençoadas no Domingo de Ramos do ano anterior. Estas são impostas fazendo o sinal da cruz na testa e dizendo as palavras bíblicas: “Lembra-te que és pó e ao pó retornarás” ou “Arrependei-vos e crede no Evangelho”. Desta forma, a cinza é um sinal de humildade e recorda ao cristão sua origem e seu fim.

A Quaresma termina na Quinta-feira Santa. Nesse dia, a Igreja comemora a Última Ceia do Senhor, quando Jesus de Nazaré compartilhou a refeição pela última vez com seus apóstolos antes de ser crucificado na Sexta-feira Santa.

4 – A duração da Quaresma está baseada no símbolo do número 40 na Bíblia

Os 40 dias da Quaresma representam o mesmo número de dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, os quarenta dias do dilúvio, os quarenta dias da marcha do povo judeu pelo deserto, os quarenta dias de Moisés e Elias na montanha e os 400 anos que durou a estada dos judeus no Egito.

Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provas e dificuldades.

5 – Na Quaresma, a cor litúrgica é o roxo

A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. É um tempo de reflexão, penitência, conversão espiritual; tempo para preparar o mistério pascal.

Por que Paulo diz que “é como um aborto”?

250px-James,_the_Just1Em tempos de zika, dengue e chikungunya, onde os abortistas bradam contra a vida, e usam da zika para justificar o aborto em si, São Paulo se coloca como um milagre da vida. Isso mesmo!

São Paulo, na 1ª carta aos Coríntios, 15, 8 diz:

” (…) por último, apareceu também a mim, que sou como um aborto.”

No início, isso assusta. Como assim, São Paulo se coloca como um aborto? É preciso entender melhor o que é o aborto e principalmente naquela época.

Hoje, mesmo com condições médicas avançadas um aborto é complicado. Não me venham falar que é por causa de clínicas clandestinas. Pelo contrário, somente mulheres que passaram por isso sabem como é a dor e as complicações físicas e psicológicas. Imaginem como não era naquela época. Com a medicina longe, mas longe mesmo do que é hoje.

Muitos estudiosos e historiadores afirmam que o aborto naquela época, bem como hoje, levavam a mãe e a criança a morte. Nesta fala de São Paulo, ele se coloca nesta situação.

Para entender tudo isso é preciso ler entre linhas 

No livro “Exercícios espirituais de Santo Inácio de Loyola”, ele lança a seguinte afirmação sobre São Paulo:

Sua conversão e vocação ao apostolado, que ele sempre considerou como um verdadeiro nascimento, foi imprevista e imprevisível como um nascimento prematuro (Um aborto). (pag 230)

No entanto, temos de ir mais fundo ainda. Paulo, se coloca como um feto que está nascendo em época errada, mas que somente por seu nascimento é que haverá a esperança de vida. Sei que é contraditório, mas é perfeitamente entendível quando olhamos para trás e vemos a vida de Saulo, Paulo antes da conversão.

Como ele era:

  1. Soldado do Império Romano;
  2. Perseguidor de cristãos;
  3. Cruel;
  4. Assassino;
  5. Sem fé;

São alguns adjetivos que caberiam perfeitamente na vida de Paulo antes do caminho de Damasco, quando se encontra com seu médico obstetra, Jesus Cristo.

É importante observermos para que entendamos o que aconteceu. Paulo se diz aborto por causa de tudo isso. Ele estava morrendo e matando sua mãe, a Igreja. Essa metáfora de Paulo não é perceptível a todos. Por isso temos que ler entre linhas.

Quando uma criança está para ser abortada e uma mãe a perder o seu filho e podendo perder sua vida, o médico dos médicos vai ao encontro dos dois. O veneno que causava o aborto era o império, que persistiu na perseguição por muito tempo, mas sucumbiu ao milagre da vida dado por Cristo.

A Igreja sofria nas mãos de Paulo, até então Saulo. A mãe morria. Saulo, o filho, estava morrendo também por não saber a verdade: que Cristo era o “Caminho a Verdade e a Vida”. Dois em risco.

Por isso tudo, Paulo se apresenta a Coríntios como “um aborto”, para que aquela comunidade entenda o poder de Deus sobre a vida. Ele pode dar vida e vida em abundância. E mesmo diante da morte, ele tem o poder de salva-la.

A expressão usada por Paulo nos leva a entender que ele dava testemunho por ser a prova viva do milagre de Deus sobre a vida. Que o que antes matava, hoje levava a Palavra de esperança. O que era morte se fez milagre. Por meio de Paulo, a mãe Igreja, peregrinou e cresceu por espaços ainda não visitados pelos apóstolos. Se expandiu e abraçou novos filhos. Novas vidas.

Por que sou contra o aborto

Rapidamente vou falar sobre isso. Primeiramente porque não nos foi dado o direito de tirar a vida. Segundamente Depois, porque temos vários métodos preventivos. Embora o melhor seja a castidade. Terceiramente Sei que há casos extremos, como o estupro e repeito a lei. Mas reduzir esses casos fazendo a lei ser cumprida. Quartamente O inimigo é o mosquito e não a criança, no caso de Zika e tantas outras patologias.  Por fim, Deus nos deu vida e não morte. A maioria das pessoas que defendem o aborto mal sabem a dor que é fazer isso.

por Marquione Ban.

 

Por que a Caridade é maior que a Fé e a Esperança?

Na liturgia de hoje, São Paulo nos apresenta a três aspectos, ou melhor, virtudes dos cristãos. Fé, Caridade e Esperança. Mas São Paulo enfatiza:

A maior delas é a caridade. (1 Cor 12, 13)

Por que a Caridade é a maior? Muitos ficaram e ficam com essa dúvida, afinal é preciso ter fé para seguir Jesus e esperança para caminhar nessa terra cheia de perseguições e abandonadores do Pai. Deixamos Deus em último plano eliminando nossa Fé e Esperança, bem como nossa Caridade.

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“Não devemos permitir que alguém sai de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz” -Madre Teresa 

A Caridade é a maior por um motivo simples. Só e pode ter caridade se se tem amor. E amor é…

Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. (1 João 4, 8b)

Deus é amor. Se a Caridade nasse do amor ela então vem de um só lugar: Deus. Se estamos com ele, praticamos e temos nossa fé e esperança. Essas duas últimas podem ser até mais fracas, mas não existem se tiver a caridade.

Quem exerce o bem alimenta a fé no outro e em Deus. Mesmo que não admita. Alimenta a esperança de um mundo melhor, pessoas melhores. De um paraíso. De um céu, que é dado de graça por Cristo a todos que o seguem.

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“A falta de amor é maior de todas as pobrezas.” – Madre Teresa

Por tudo isso, a Caridade é a maior. Sem amor, nada somos além de carne contra carne. Além de cascas vazias prontas para receber o mal que o mundo oferece.

Ame mais! Tenha caridade!

por Marquione Ban

Os donos da Igreja

Isso daria um Globo Repórter. “Quem são? Onde vivem? Como se reproduzem? Como combatê-los?” E etc. Parece engraçado, mas de fato eles existem e as repostas para essa pergunta são bem claras. Simples até.

Quem são? Onde vivem? Como se reproduzem? Como combatê-los?”
Quem são? Onde vivem? Como se reproduzem? Como combatê-los?”

Quem são?

Toda comunidade possui suas pastorais, que possuem seus membros, coordenadores, líderes e donos. Os donos são fáceis de identificar. São aquelas pessoas que sempre regem a comunidade, mesmo sem terem cargos para isso ou ordem do sacerdote. Enfiam e tudo quanto é discussão e só aceitam a opinião deles própriosdoroteia. Se contestados e combatidos, saem da comunidade e/ou passam a sabotá-la.

É triste esse perfil. Contudo, é o mais sincero retrato de um “dono da comunidade”. Ele não contribui para o crescimento da igreja.

Onde vivem?

Geralmente não perdem uma eleição, pulando de pastoral em pastoral para não ficar sem cargo, ou simplesmente se perpetuam na coordenação de sua pastoral. Pasmem, certa vez um desses “donos da comunidade”, onde participo, chegou a emplacar um laranja para lhe substituir burlando a regra do pároco sobre eleições. Obvio que não deu certo e hoje ele nem a missa vai.

Eles vivem do nosso lado. Ajudam quando estão à frente, mas do modo deles.

Como se reproduzem?

Eles se multiplicam não muito rápido, afinal comem uns aos outros na busca do poder, mas sempre que possível deixam um “legado” negativo. Como disse antes, escolhem companheiros que tenham o mesmo perfil e que podem contribuir para manter seu poder e ele mesmo no ciclo.

Lembro, ao escrever isso, uma frase de uma amiga: “nada como ficar no banco”.

Como combatê-los?”

Eis a parte mais complicada. Não é fácil. É preciso apoio do sacerdote e dos fiéis. Nem sempre os dois estão a favor das mudanças, devido a ilusão de que tudo caminha bem. Mas o primeiro passo é simples: ORAÇÃO.

Orar nos ajuda a conectar com Deus e a ouvi-lo nítido como a luz do Sol. A oração tem outro benefício além desse, ela une a comunidade em torno da fé, esperança do reino novo e partilha da Palavra sob a luz da Eucaristia. Orar afasta os espíritos maus, que criam esse perfil nas comunidades, como a ganância por poder.

O segundo passo é SER PROFETA. Nunca deixar de ser profeta. Antes de tudo, vale lembrar que ser profeta é levar a Palavra de Deus e denunciar os erros vividos. Lembre-se de Oséias, João Batista, Daniel, Ezequiel, Rute e tantos outros exemplos que Deus nos deixou. Profetizar incomoda. Leva a mudança e desperta os justos para o caminho do Senhor.

O terceiro passo é vivenciar a sua fé na comunidade. Não adianta orar e ser profeta se sua fé não é vivenciada na comunidade. DAR TESTEMUNHO é de suma importância. Diante da insistência desse seres é preciso ter perseverança no testemunho e sempre participar das atividades da comunidade. Fortalecer os laços.

E você, como combate os “donos da igreja”? Comente.

O grande perigo em tudo isso é virar um. Por isso coloquei a oração em primeiro lugar. Lembro que uma amiga, em assembléia comunitária, me disse: “nós discutimos, mas nos amamos”. Esse é o espírito. Amar sem medida.

Por Marquione Ban

Jesus bebeu vinho alcoólico? Mas existe sem álcool?

vinhoDepois de um bate-papo com uma amiga resolvi pesquisar mais sobre o assunto das bebidas. Afinal, Jesus bebeu? E Suco de uva era sinônimo de vinho?

Encontrei dois textos que compartilho com vocês. Um do blog O Catequista que aborda de forma cômica o tema. O outro é texto mais “fechado” e protestante. Leiam.

Ah! antes de lerem os textos gostaria de dar minha opinião. A bebida não é o pecado. A embriaguez é. Assim como a relação entre o comer e gula.  Creio que Jesus não deixou de beber, mas em hipótese alguma bebeu, bebeu, bebeu e bebeu e voltou a beber. Eis a diferença para “os cachaças” de hoje.

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Jesus escreveu os evangelhos?

o-evangelho-de-cristoHoje começa o Mês da Bíblia em nossa Igreja. Mês para nos dedicarmos mais ainda aos textos Sagrados de Deus. Para iniciar esse mês bem, reblogo o texto do Padre Geraldo Ildeo, da paróquia Sagrado Coração de Jesus, aqui da minha cidade, Ipatinda-MG.

Leiam…

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A Bíblia pode ser dividida em duas partes: Antigo (46 livros) e Novo Testamento (27 livros).

A coleção dos 27 livros sagrados (do grego: Διαθήκη Καινὴ, Kaine Diatheke) é o nome dos livros que compõem a segunda parte da Bíblia, o Novo Testamento. Foram escritos após a morte, ressurreição e ascensão de Jesus Cristo. Têm a finalidade de poderem permitir a expansão da notícia de Jesus, morto e ressuscitado, o Messias para a salvação do mundo, Tornaram-se a fonte inspirada por Deus para fundamentar a  teologia cristã.

O Novo Testamento foi escrito em momentos, locais e por autores diferentes. Jesus não deixou textos escritos. A partir do ano 42  surgiram nas comunidades os chamados “ditos de Jesus”, em grego koiné, a língua franca da parte oriental do Império Romano. Eram como apostilas para difundir os ensinamentos do Mestre e que deviam ser conservados e noticiados aos povos.

Antes do século II nem todos os 27 livros livros foram aceitos imediatamente pela Igreja como o Apocalipse de João e as Epístolas católicas menores (II Pedro, Judas, Tiago, II e III João). Mas, a partir do século III foram aceitos com unanimidade pelas comunudades cristãs.

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O fanatismo religioso e as superstições

Há muito tempo queria escrever sobre isso. No entanto a falta de tempo nos último meses, em que me dediquei à minha pós-graduação, e também uma fonte que pudesse corroborar com meus pensamentos atrasaram esse projeto. Contudo, o tempo voltou e a fonte caiu em meu colo.

Lendo um artigo do André Botelho, colunista do site da Canção Nova, voltei a minha mente para esse texto.

Isso não existe.
Isso não existe.

A superstição é, infelizmente, nata em nossa sociedade. Esse mês por exemplo é o mês do “cachorro doido”, do saci, mula sem-cabeça e etc. Há pessoas que de fato acreditam nisso.

Junto a essas crendices bizarras, juntam-se as nossas crendices fanáticas do dia a dia. Santo Antônio de cabela para baixo é um clássico. Água benta em tudo e para tudo. Velas, imagens santas e não santos santos. E assim segue nossas superstições religiosas.

Sobre tudo isso é válido lembrar que o Catecismo da Igreja diz que a superstição como um pecado contra a fé, “um excesso perverso contra a religião” (CIC 2110).

E é tão perverso que nos coloca muitas vezes longe da verdade sobre nossa doutrina e sobre o Evangelho. André escreve em seu texto que:

Crer significa acreditar em algo que minha razão mesmo não observou, mas, que pela palavra de alguém fidedigno, eu acredito. Crer não significa dar razão a algo irracional, mas a algo que, embora minha razão não tenha alcançado por si mesma, é coerente com a razão.

Quem acredita na superstição crer em objetos, gestos e rituais mágicos. Não crer em Deus e se crer deixa em segundo plano. O que nos marca como cristãos é que temos fé, porque cremos “em Deus, em tudo o que Ele disse e nos revelou” (CIC 1814). O contrário da superstição.

Superstições e Deus

Para André, na superstição “não é adesão a uma autoridade superior (Deus) e Sua revelação, mas a “crendices” surgidas no meio povo, como sair de casa com pé direito para ter sorte, nunca passar debaixo de uma escada, não ter espelho quebrado em casa, porque dá azar etc. Geralmente, essas crendices supersticiosas expressam medos e inseguranças corriqueiras, mas, às vezes, tomam forma de ocultismo como na magia, adivinhação e feitiçaria, proibidos pela Sagrada Escritura (cf. 2Rs 21,6; Is 2,6), e de astrologia, prática também abominada por Deus (cf. Dt 4,19).”

Superstições na Igreja

Como já disse, colocar Santo Antônio de cabeça para baixo. Espalhar a água benta para tudo quanto é lado. Unções exageradas de óleos santos, sacramentais, gestos, objetos e ritos, são muitas vezes confundidos e explorados de forma supersticiosa. A Igreja é bem clara no Catecismo, no parágrafo 2111, diz que atribuir eficácia sobrenatural aos materiais e sinais, independentemente da disposição do fiel, é superstição. Ou seja, se o fiel atribui um poder mágico a imagem ou a medalha, por exemplo, como se ela fosse fonte de graça e poder, independente de Deus e da fé da pessoa, isso configura uma superstição.

Superstição = Idolatria

Sendo as duas sinônimos nos cânones da fé, podemos inferir que a superstição é um pecado, e bem feio.

O Catecismo, no parágrafo 2138, afirma que idolatria consiste em divinizar o que não é Deus. É quando o homem presta honra e veneração a uma criatura no lugar de Deus (cf. CIC 2113). Lembram do bezerro de ouro.

Veja o que o André Botelho escreveu em seu texto:

A idolatria é um pecado que fere gravemente o primeiro mandamento, que é “ Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento”. A idolatria é fortemente combatida em vários textos da Escritura como ICor 6,9; ICor 10,7; Ef 5,5; Ap 21,8. Sem dúvida, a idolatria é uma porta aberta para a ação do maligno na vida de uma pessoa, sendo muitas vezes causa de opressões, obsessões e até possessões do demônio.

APTIDÃO E VOCAÇÃO: uma diferença entre bem-estar e a vida plena

Sempre que falamos de vocação as pessoas confundem com aptidão. É bom lembrar que vocação vem de chamado. Um chamado de Deus a servir a sua obra. Sua causa e Reino. A aptidão é sua habilidade em desenvolver uma atividade.

02A história de Cristo nos mostra essa diferença claramente. José, seu pai e casto esposo, possui a aptidão para a carpintaria e era vocacionado ao serviço de Deus por meio da obediência. Foi chamado ao matrimonio e assim seguiu a vocação familiar.

Outro exemplo é Paulo. Vocacionado ao sacerdócio, ele serviu a Deus Pai pregando por toda a região. Contudo, possui a aptidão para fazer tendas e retirar o seu sustento por meio desse trabalho. Assim seguimos os outros discípulos que possuíam aptidões diferentes.

Portanto, não confundamos a nossa vocação em servir a Deus, seja ela religiosa, sacerdotal ou leiga, com a nossa aptidão em fazer uma atividade diária. Abaixo segue um quadro para entender a diferença entre ser vocacionado e ser profissional (Ter aptidão).

Profissão Vocação
1 . aptidão ou escolha pessoal para exercer um trabalho 1. chamado de Deus para uma missão, que se origina na pessoa como reação-aspiração do ser
2. preocupação principal: o “ter”, o sustento da vida 2. preocupação exclusiva: “o ser”, o amor e o serviço
3. pode ser trocada 3. é para sempre
4. é exercida em determinadas horas 4. é vivida 24 horas por dia
5. tem remuneração 5. não tem remuneração ou salário
6. tem aposentadoria 6. não tem aposentadoria
7. quando não é exercida, falta o necessário para viver 7. vive da providência divina
8. na profissão eu faço 8. vocação eu vivo

A profissão dignifica a pessoa quando é exercida com amor, espírito de serviço e responsabilidade. A vocação vivida na fidelidade e na alegria confere ao exercício da profissão uma beleza particular, é o caminho de santidade.

Cardeal Dom Odilo se manifesta sobre a Parada Gay

Parada gay: respeitar e ser respeitado

Card. Odilo P. Scherer

Arcebispo de São Paulo – SP

Eu não queria escrever sobre este assunto; mas diante das provocações e ofensas ostensivas à comunidade católica e cristã, durante a parada gay deste último domingo, não posso deixar de me manifestar em defesa das pessoas que tiveram seus sentimentos e convicções religiosas e símbolos de sua devoção ultrajados.

Ficamos entristecidos, quando vemos usados com deboche imagens de santos, deliberadamente associados a práticas que a moral cristã desaprova e que os próprios santos desaprovariam também. Histórias romanceadas ou fantasias criadas para fazer filmes sobre santos e personalidades que honraram a fé cristã não podem servir de base para associá-los a práticas alheias ao seu testemunho de vida. São Sebastião foi um mártir dos inícios do Cristianismo; a tela produzida por um artista cerca de 15 séculos após a vida do santo, não pode ser usada para passar uma suposta identidade homossexual do corajoso mártir. Por que não falar, antes, que ele preferiu heroicamente sofrer as torturas e a morte a ultrajar o bom nome e a dignidade de cristão e filho de Deus!?

“Nem santo salva do vírus da AIDS”. Pois é verdade. O que pode salvar mesmo é uma vida sexual regrada e digna. É o que a Igreja defende e recomenda a todos. O uso desrespeitoso da imagem dos santos populares é uma ofensa aos próprios santos, que viveram dignamente; e ofende também aos sentimentos religiosos do povo. Ninguém gosta de ver vilipendiados os símbolos e imagens de sua fé. Da mesma forma, também é lamentável o uso desrespeitoso da Sagrada Escritura e das palavras de Jesus – “amai-vos uns aos outros” – como se ele justificasse, aprovasse e incentivasse qualquer forma de “amor”; o “mandamento novo” foi instrumentalizado para justificar práticas contrárias ao ensinamento do próprio Jesus.

A Igreja católica também refuta a acusação de “homofóbica”. Investiguem-se os fatos de violência contra homossexuais, para ver se estão relacionados com grupos religiosos católicos. A Igreja católica desaprova a violência contra quem quer que seja; não apóia, não incentiva e não justifica a violência contra homossexuais. E na história da luta contra o vírus HIV, ela foi pioneira no acolhimento e tratamento de soro-positivos, sem questionar suas opções sexuais; muitos deles são homossexuais e todos são acolhidos com profundo respeito. Grande parte das estruturas de tratamento de aidéticos está ligada à Igreja. No entanto, ela ensina e defende que a melhor prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis é uma vida sexual regrada e digna.

Quem apela para a Constituição Nacional para afirmar e defender seus próprios  direitos, não deve esquecer que a mesma Constituição prevê o respeito aos direitos dos outros, aos seus símbolos e organizações religiosas. Quem luta por reconhecimento e respeito, deve aprender a respeitar. Como cristãos, respeitamos a livre manifestação de quem pensa diversamente de nós. Mas o respeito às nossas convicções de fé e moral, às organizações religiosas, símbolos e textos sagrados é a contrapartida que se requer.

A Igreja católica tem suas convicções e fala delas abertamente, usando do direito à liberdade de pensamento e de expressão. Embora respeitando as pessoas homossexuais e procurando acolhê-las e tratá-las com compreensão e caridade, ela afirma que as práticas homossexuais vão contra a natureza; esta não errou ao moldar o ser humano como homem e mulher. Afirma ainda que a sexualidade não depende de “opção”, mas é um fato de natureza e dom de Deus, com um significado próprio, que precisa ser reconhecido, acolhido e vivido coerentemente pelo homem e pela mulher.

Causa preocupação a crescente ambiguidade e confusão em relação à identidade sexual, que vai tomando conta da cultura. Antes de ser um problema moral, é um problema antropológico, que merece uma séria reflexão, em vez de um tratamento superficial e debochado, sob a pressão de organizações interessadas em impor a todos um determinado pensamento sobre a identidade do ser humano. Mais do que nunca, hoje todos concordam que o desrespeito às leis da natureza biológica introduz nos seres a desordem e o descontrole nos ecossistemas; produz doenças e desastres ambientais e compromete o futuro e a sustentabilidade da vida. Ora, não seria o caso de fazer semelhante raciocínio, quando se trata das leis inerentes à natureza e à identidade do ser humano? Ignorar e desrespeitar o significado profundo da condição humana não terá consequências? Será sustentável para o futuro da civilização e da humanidade?

As ofensas dirigidas não só à Igreja católica, mas a tantos outros grupos cristãos e tradições religiosas não são construtivas e não fazem bem aos próprios homossexuais, criando condições para aumentar o fosso da incompreensão e do preconceito contra eles. E não é isso que a Igreja católica deseja para eles, pois também os ama e tem uma boa nova para eles; são filhos muito amados pelo Pai do céu, que os chama a viver com dignidade e em paz consigo mesmos e com os outros.

Publicado em O SÃO PAULO, ed. de 28.06.2011