Igreja Católica condena a idolatria a Nossa Senhora

Meus amados, o título é um tanto quanto apelatório, mas necessário. Sem ele você não estaria lendo esse texto nesta hora. Já falamos em várias postagens que nós católicos não adoramos a Maria e/ou aos santos e santas. Apenas veneramos e por meio desta ação lembramos quem os inspirou a na vida de santidade, Jesus Cristo.

Em um artigo postado pela Church Pop,  temos uma informação relevante e que mostra que desdes os primórdios da Igreja, que sim era católica, havia a condenação a adoração a Nossa Senhora e aos santos e santas. Esse pensamento sempre foi claro. PARA NÓS CATÓLICOS O ÚNICO DIGNO DE ADORAÇÃO É DEUS: PAI, FILHO E ESPÍRITO SANTO. Ninguém mais pode ser adorado, nem sequer a bem-aventurada Mãe de Deus…

Ninguém!

Se é desde o começo conte-nos uma caso sobre isso? Eis aí sua resposta “jovem padawan”.

Então, na história da Igreja se conhece um grupo de “cristãos” que caíram no erro de adorar a Virgem Maria. Esta é a história da sua heresia e de como foram condenados pela Igreja.

As heresias são tão antigas como a própria história do Cristianismo. Por isso, a Igreja tem que atuar diligentemente para denunciá-las e para que o povo de Deus não seja confundido.

No séc. IV apareceu um grupo de autodenominados “cristãos”, conhecidos como Coliridianos, os quais se reuniam num culto de adoração à Virgem Maria. Este estranho culto consistia em oferecer bolos e pastéis à Virgem, como sinal de adoração. Na realidade, eles não eram cristãos, eram uma seita gnóstica integrada majoritariamente por mulheres que tomaram a figura de Maria, mesclando-a com deuses pagãos para confundir os verdadeiros cristãos.

Quando Santo Epifânio, bispo de Salamina, soube desta heresia, não tardou em denunciá-la e condená-la em nome de toda a Igreja Católica. Tal condenação pode ler-se, em sua célebre “Paranión”, em que também denuncia outras heresias da época.

“É ridícula e, na opinião dos sábios, totalmente absurda”, assim Santo Epifanio descrevia a heresia coliridiana, “pois aqueles que, com uma atitude insolente, são suspeitos de fazer estas coisas, prejudicando a mente das pessoas (…) pessoas que se inclinam nesta direção são culpadas de terem feito pior dano”.

Também, Santo Epifânio esclareceu a diferença entre o verdadeiro culto a Deus e a verdadeira devoção à Virgem Maria: “Seja Maria honrada. Sejam Pai, Filho e Espírito Santo adorados, mas ninguém adore à Maria”.

Mais isso não prova que condenam a idolatria aos santos e Nossa Senhora.

O mesmo ensinamento imutado pelo bispo é o que está em nossa doutrina. Veja o Catecismo da Igreja Católica:

“Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc , 48): “A piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrínseco ao culto cristão” (MC 56) A Santíssima Virgem “é honrada com razão pela Igreja com um culto especial. E, em afeto, desde os tempos mais antigos, se venera a Virgem Maria com o título de Mãe de Deus”, sob cuja proteção, se achegam os fiéis suplicantes em todos os seus pedidos e necessidades… Este culto (…) também é todo singular, é essencialmente diferente do culto de adoração a Deus, ao Verbo Encarnado, ao Pai e ao Espírito santo, mas o favorece poderosamente”. (LG); encontra sua expressão nas festas litúrgicas dedicadas à Mãe de Deus (cf. SC 103) e na oração mariana, como o Santo Rosário, “síntese de todo evangelho” (Catecismo da Igreja Católica 971).

Ainda tem dúvidas sobre isso? Vamos conversar. Comente e compartilhe.

Paz e bem!

Por Marquione Ban com informações de Church Pop

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A Igreja é Santa e Imaculada, ela não erra!

A Igreja é santa e imaculada, contudo, os seus membros são pecadores.
A Igreja é santa e imaculada, contudo, os seus membros são pecadores.

Atualmente tem sido comum ouvirmos de muita gente que a “Igreja é santa e pecadora”. Ao contrário do que muitos pensam, inclusive católicos, a Igreja não é pecadora. Dizer isso é cometer um erro gravíssimo, pois assim vamos contra os ensinamentos dos Patriarcas e grandes doutores da Igreja Católica. Ao invés de sair espalhando uma grande mentira, no que diz respeito a nossa Igreja, devemos reconhece-la como Mãe e fonte de salvação para todos que dela se aproximam.

O erro

Muitos devem pensar assim: ‘a Igreja é pecadora pois ela é composta de pecadores’, mas se buscarmos nos antigos ensinamentos veremos que nosso pensamento é indevido e errôneo. A Igreja é Santa e Imaculada.

Una, Santa, Católica e Apostólica

Todos os domingos, o católico professa sua fé dizendo crer na Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica. “Esses quatro atributos, inseparavelmente ligados entre si, indicam traços essenciais da Igreja e da sua missão. A Igreja não os confere a si mesma; é Cristo que, pelo Espírito Santo, concede à sua Igreja que seja una, santa, católica e apostólica, e é ainda Ele que a chama a realizar cada uma destas qualidades”, assim ensina o Catecismo da Igreja Católica em seu número 811.

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Futuro cardeal espanhol explica doutrina da Igreja sobre a homossexualidade

Dom Fernando Sebastián Aguilar
Dom Fernando Sebastián Aguilar

(ACI/EWTN Noticias).- O Arcebispo Emérito de Pamplona e Tudela (Espanha), Dom Fernando Sebastián, concedeu uma extensa entrevista na qual, entre outros temas importantes, explica a postura do Papa Francisco sobre a homossexualidade, que é a da Igreja como o Santo Padre disse em diversas ocasiões.

Em uma entrevista publicada ontem pelo jornal Sul de Málaga e que gerou uma série de críticas por parte de diversos meios e do lobby gay, o Arcebispo afirma que “o Papa extrema os gestos de respeito e estima a todas as pessoas, mas não trai nem modifica o magistério tradicional da Igreja. Uma coisa é manifestar acolhida e afeto por uma pessoa homossexual e outra, justificar moralmente o exercício da homossexualidade”.

“Posso dizer a uma pessoa que tem uma deficiência que é o que é, mas isso não justifica que deixe de estimá-la e ajudá-la. Acredito que essa é a postura do Papa, o mesmo em relação ao matrimônio homossexual ou os divórcios. Vamos estar do seu lado, mas a Igreja não pode mudar as exigências da moral”.

O Arcebispo recorda logo que “o amor sempre pede fidelidade e ser irrevogável. O amor humano é o que é e a Igreja tem que defender a verdade e a autenticidade profunda do homem, ajudando a todos, aos que realizam bem e aos que se equivocam ou falham”.

Ao ser perguntado sobre o uso da palavra “deficiência”, que gerou diversos ataques contra o Bispo, Dom Sebastián disse que “muitos se queixam e não o toleram, mas com todos os respeitos digo que a homossexualidade é uma maneira deficiente de manifestar a sexualidade, porque esta tem uma estrutura e um fim, que é o da procriação. Uma homossexualidade que não pode alcançar esse fim está falhando. Isso não é um ultraje para ninguém”.

“Em nosso corpo temos muitas deficiências. Eu tenho hipertensão, vou ficar chateado quando me digam isso? É uma deficiência que tenho que corrigir do jeito que der. Assinalar a um homossexual uma deficiência não é uma ofensa, é uma ajuda porque muitos casos de homossexualidade podem recuperar-se e normalizar-se com um tratamento adequado. Não é ofensa, é estima. Quando uma pessoa tem um defeito, o bom amigo é o que o diz”.

O Papa acredita que todos podem ser bons filhos de Deus

O Prelado contou também que em 2006 o então Cardeal Bergoglio, que dirigiu uns exercícios espirituais nos quais participou, disse-lhe que lia todos os seus escritos e que era seu “aluno”: “Me deu uma grande alegria. Quando publicamos as coisas não sabemos para onde vai. Foi uma grata surpresa…”, afirmou.

O Arcebispo destacou logo que “o Papa Francisco é um homem de paz, de compaixão e de muito afeto pelo ser humano. Acredita no homem, em que todos podemos chegar a ser bons e filhos de Deus. Nisso está o segredo de sua afabilidade, de sua perseverança e de seu atrativo, em que a gente descobre a boa vontade do Papa”.

“Deus fez aos homens bons, fez a todos para ir ao céu. Temos que buscar esse traço profundo de bondade que têm todos os homens. Para evangelizar, temos que afastar os escombros da vida e descobrir a marca de Deus, a marca boa que toda pessoa leva no seu coração. Quem não quer ser bom, ser feliz e procurar a estima dos outros?”

Esta atitude do Santo Padre, disse o Prelado, “ensina-nos a ser ao mesmo tempo muito humanos e muito religiosos. Isso é fundamental para superar a distância e a ruptura que há entre a Igreja e muitos setores da nossa sociedade, que não esperam nada nem se confiam nela. Os leigos têm que ver o bom desejo da Igreja e esta também tem que descobrir o bom desejo profundo dos não cristãos. Todos podemos entender-nos porque temos a mesma marca de Deus”.

Para o Prelado, o Papa Francisco “tem esse dom da eficácia que na Igreja não é tão fácil, porque nela é necessário governar sempre com o máximo de justiça e de consideração às pessoas. Mas, também não se pode descuidar a primazia do bem comum. Por isso estou convencido de que irá fazendo tudo que seja necessário para o bom testemunho da Igreja diante do mundo. Isso é um estímulo inclusive fora da Igreja, para que todos os governantes se animem a governar a favor do bem comum e não da condescendência com os gritos e as pressões”.

A doutrina da Igreja sobre a Homossexualidade

O que o Arcebispo disse está alinhado com a doutrina católica em relação à homossexualidade, que está resumida em três artigos do Catecismo da Igreja Católica; 2357, 2358 e 2359. Nestes artigos a Igreja ensina que:

Os homossexuais “devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta”.

A homossexualidade, como tendência é “objetivamente desordenada”, e “constitui para a maior parte deles (os homossexuais) uma autêntica provação”.

Apoiada na Sagrada Escritura “a Tradição sempre declarou que ‘os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados’”, “não procedem duma verdadeira complementaridade afetiva sexual”, portanto, “não podem, em caso algum, ser aprovado”.

“As pessoas homossexuais são chamadas à castidade” e “pelo apoio duma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem aproximar-se, gradual e resolutamente, da perfeição cristã”.

O Papa: A Igreja é Mãe e fala a seus filhos no “dialeto” da verdadeira ortodoxia para lutar contra o mal

 pppapa130913cna(ACI/EWTN Noticias).- Na homilia da Missa que presidiu na manhã de ontem na capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco assinalou que a Igreja é uma Mãe, viúva e corajosa, que defende os seus filhos e que lhes fala com o “dialeto” da verdadeira ortodoxia, do Catecismo para que eles possam lutar contra o mal e para ela levar aos seus à vida eterna com o Esposo que é Jesus.

O Santo Padre refletiu sobre o encontro entre Jesus e a mulher viúva de Naim no Evangelho de ontem. O Senhor, disse o Papa, teve uma grande compaixão por esta mãe que agora perdeu o seu filho. Com esta passagem “penso também que esta viúva é um ícone da Igreja, porque também a Igreja, num certo sentido, é viúva. O seu Esposo foi embora e Ela caminha na história, esperando encontrá-lo, encontrar-se com Ele. E Ela será a esposa definitiva. Mas, enquanto isso, Ela – a Igreja – está sozinha! O Senhor não é visível. Há uma certa dimensão de viuvez”.

Isso, disse o Pontífice, “me faz pensar na viuvez da Igreja. Esta Igreja corajosa, que defende os filhos, como a viúva que foi ao juiz corrupto para defendê-los, e acabou vencendo. A nossa mãe Igreja é corajosa! Tem a coragem de uma mulher que sabe que seus filhos são seus, e deve defendê-los e levá-los ao encontro com o seu Esposo”.

O Papa se deteve sobre algumas figuras de viúvas na Bíblia, em particular sobre a corajosa viúva dos Macabeus com sete filhos que são martirizados por não renegar a Deus. A Bíblia, destacou o Santo Padre, diz que esta mulher falava com os filhos “no dialeto local, na primeira língua”.

Francisco disse que a Igreja “nos fala em dialeto, na linguagem da verdadeira ortodoxia que todos nós entendemos, a língua do catecismo” que “justamente nos dá a força para seguirmos adiante na luta contra o mal”.

“Tenho vontade de pedir ao Senhor a graça de nos confiar sempre a esta ‘mãe’ que nos defende, nos ensina, nos faz crescer e nos fala no dialeto”, acrescentou o Papa.

O Papa explicou que a Igreja “quando é fiel sabe chorar. Quando a Igreja não chora, tem algo de errado. Chora pelos seus filhos e reza! Uma Igreja que segue adiante e faz crescer os seus filhos, dá a eles a força e os acompanha até a última despedida que os deixará nas mãos do seu Esposo e que, no final, também Ela encontrará. Esta é a nossa mãe Igreja!”.

“Eu a vejo nesta viúva, que chora. E o que o Senhor diz à Igreja? ‘Não chore. Estou contigo, eu te acompanho, eu te espero lá nas núpcias, as últimas núpcias, aquela do cordeiro. Espere, este teu filho que estava morto, agora vive!’”.

E isto, prosseguiu, “é o diálogo do Senhor com a Igreja”. Ela “defende os filhos, mas quando vê que os filhos estão mortos, chora e o Senhor lhe diz: ‘Estou contigo e o seu filho está comigo’”.

Assim como disse ao jovem em Naim para que se levantasse do seu leito de morte, muitas vezes Jesus pede que nos levantemos “quando morremos pelo pecado e vamos pedir perdão”. E o que faz então Jesus “quando nos perdoa, quando nos devolve a vida?”: restitui-nos à Mãe Igreja.

“A nossa reconciliação com o Senhor não termina no diálogo ‘Eu, você e o sacerdote que me dá o perdão’, mas termina quando Ele nos restitui à nossa mãe. Ali termina a reconciliação, porque não há caminho de vida, não há perdão nem reconciliação fora da mãe Igreja. E assim, vendo esta viúva, me vêm todas estas coisas um pouco desordenadas… Mas vejo nesta viúva a imagem da viuvez da Igreja que está a caminho para encontrar o seu Esposo”.

Para quem não entendeu o Papa sobre os homossexuais: a orientação homossexual não é pecado, mas os atos, sim.

Em recente entrevista, ainda dentro do avião rumo a Itália, o Papa Francisco fez uma declaração que muitos, muitos mesmos, vão distorce-la. Ele afirmou ao G1 que: “se uma pessoa é gay e procura Deus e a boa vontade divina, quem sou eu para julgá-la?”, disse. No entanto a leitura em recortes pode levar a entender tudo errado. Leia o trecho da entrevista e observe as frases marcadas em negrito.

Conversando com jornalistas a bordo do avião que o levou do Rio a Roma após a Jornada Mundial da Juventude, Francisco também afirmou que, segundo o Catecismo da Igreja Católica, a orientação homossexual não é pecado, mas os atos, sim.

“Se uma pessoa é gay e procura Deus e a boa vontade divina, quem sou eu para julgá-la?”, disse.

“O Catecismo da Igreja Católica explica isso muito bem”, disse. “Ele diz que eles não devem ser marginalizados por causa disso, mas que devem ser integrados à sociedade.”

“O problema não é ter essa orientação. Devemos ser irmãos. O problema é fazer lobby por essa orientação, ou lobbies de pessoas invejosas, lobbies políticos, lobbies macônicos, tantos lobbies. Esse é o pior problema”, disse.

O Papa confirma as orientações do Catecismo da Igreja e nos mostra como devemos agir diante de irmãos que possuem essa orientação sexual. Acolher é a palavra chave. Deixá-lo manter no pecado não é nossa função.

Olha o que o catecismo da Igreja diz:

Quais os principais pecados contra a castidade?   ( 2351 – 2359 ; 2396)

São pecados gravemente contrários à castidade, cada um segundo a natureza do objecto: o adultério, a masturbação, a fornicação, a pornografia, a prostituição, o estupro, os atos homossexuais. Estes pecados são expressão do vício da luxúria. Cometidos contra os menores, são atentados ainda mais graves contra a sua integridade física e moral.

Para quem não sabe: Os 5 mandamentos da Igreja

1º – Primeiro mandamento da Igreja: “Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho”.
2º – Segundo mandamento: “Confessar-se ao menos uma vez por ano”.
3º – Terceiro mandamento: “Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da ressurreição”
4º – Quarto mandamento: “Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja”
5º – Quinto mandamento: “Ajudar a Igreja em suas necessidades”

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Uma coisa que muitos católicos não sabem – e por isso não cumprem – é que existem os “Cinco Mandamentos da Igreja”, além dos Dez Mandamentos conhecidos. Eles não foram revogados pela Igreja com o novo Catecismo de João Paulo II (1992). É preciso entender que mandamento é algo obrigatório para todos os católicos, diferente de recomendações, conselhos, entre outros.

Cristo deu poderes à Sua Igreja a fim de estabelecer normas para a salvação da humanidade. Ele disse aos Apóstolos: “Quem vos ouve a mim ouve, quem vos rejeita a mim rejeita, e quem me rejeita, rejeita Aquele que me enviou” (Lc 10,16). E prossegue: “Em verdade, tudo o que ligardes sobre a terra, será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra, será também desligado no céu.” (Mt 18,18)

Então, a Igreja legisla com o “poder de Cristo”, e quem não a obedece, não obedece a Cristo, e conseqüentemente a Deus Pai.

De modo que para a salvação do povo de Deus, a Igreja estabeleceu cinco obrigações que todo católico tem de cumprir, conforme ensina o Catecismo da Igreja Católica (CIC). Este ensina: “Os mandamentos da Igreja situam-se nesta linha de uma vida moral ligada à vida litúrgica e que dela se alimenta. O caráter obrigatório dessas leis positivas promulgadas pelas autoridades pastorais tem como fim garantir aos fiéis o mínimo indispensável no espírito de oração e no esforço moral, no crescimento do amor de Deus e do próximo.” (§2041)

Note que o Catecismo diz que isso é o “mínimo indispensável” para o crescimento na vida espiritual dos fiéis. Podemos e devemos fazer muito mais, pois isso é apenas o mínimo obrigado pela Igreja. Ela sabe que, como Mãe, tem filhos de todos os tipos e condições, portanto, fixa, sabiamente, apenas o mínimo necessário, deixando que cada um, conforme a sua realidade, faça mais. E devemos fazer mais.

1º – Primeiro mandamento da Igreja: “Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho”.

Ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição do Senhor, e as festas litúrgicas em honra dos mistérios do Senhor, da santíssima Virgem Maria e dos santos, em primeiro lugar participando da celebração eucarística, em que se reúne a comunidade cristã, e se abstendo de trabalhos e negócios que possam impedir tal santificação desses dias (Código de Direito Canônico-CDC , cân. 1246-1248) (§2042).

Os Dias Santos – com obrigação de participar da missa, são esses, conforme o Catecismo: “Devem ser guardados [além dos domingos] o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania (domingo no Brasil), da Ascensão (domingo) e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi), de Santa Maria, Mãe de Deus (1º de janeiro), de sua Imaculada Conceição (8 de dezembro) e Assunção (domingo), de São José (19 de março), dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo (domingo), e por fim, de Todos os Santos (domingo)” (CDC, cân. 1246,1; n. 2043 após nota 252) (§2177).

2º – Segundo mandamento: “Confessar-se ao menos uma vez por ano”.

Assegura a preparação para a Eucaristia pela recepção do Sacramento da Reconciliação, que continua a obra de conversão e perdão do Batismo (CDC, cân. 989). É claro que é pouco se confessar uma vez ao ano, seria bom que cada um se confessasse ao menos uma vez por mês, pois fica mais fácil de se recordar dos pecados e de ter a graça para vencê-los.

3º – Terceiro mandamento: “Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da ressurreição” (O período pascal vai da Páscoa até festa da Ascenção) e garante um mínimo na recepção do Corpo e do Sangue do Senhor em ligação com as festas pascais, origem e centro da Liturgia cristã (CDC, cân. 920).

Também é muito pouco comungar ao menos uma vez ao ano. A Igreja recomenda (não obriga) a comunhão diária.

4º – Quarto mandamento: “Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja” (No Brasil isso deve ser feito na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa). Este jejum consiste em um leve café da manhã, um almoço leve e um lanche também leve à tarde, sem mais nada no meio do dia, nem o cafezinho. Quem desejar, pode fazer um jejum mais rigoroso; o obrigatório é o mínimo. Os que já tem mais de sessenta anos estão dispensados da obrigatoriedade, mas podem fazê-lo se desejarem.

Diz o Catecismo que o jejum “Determina os tempos de ascese e penitência que nos preparam para as festas litúrgicas; contribuem para nos fazer adquirir o domínio sobre nossos instintos e a liberdade de coração (CDC, cân. 882)”.

5º – Quinto mandamento: “Ajudar a Igreja em suas necessidades”

Recorda aos fiéis que devem ir ao encontro das necessidades materiais da Igreja, cada um conforme as próprias possibilidades (CDC, cân. 222). Não é obrigatório que o dízimo seja de 10% do salário, nem o Catecismo nem o Código de Direito Canônico obrigam esta porcentagem, mas é bom e bonito se assim o for. O importante é, como disse São Paulo, dar com alegria, pois “Deus ama aquele que dá com alegria” (cf. 2Cor 9, 7). Esta ajuda às necessidades da Igreja pode ser dada uma parte na paróquia e em outras obras da Igreja.

Nota: Conforme preceitua o Código de Direito Canônico, as Conferências Episcopais de cada país podem estabelecer outros preceitos eclesiásticos para o seu território (CDC, cân. 455) (§2043).

Demos graças a Deus pela Santa Mãe Igreja que nos guia. O Papa Paulo VI disse que “quem não ama a Igreja não ama Jesus Cristo”.

Autor: Prof. Felipe Aquino
Fonte: Canção Nova

 

Será lançada em breve, Doutrina Social da Igreja em linguagem jovem

288981Depois do sucesso do YOUCAT, (Catecismo Jovem), está sendo preparado o DOCAT. O livro tem 12 capítulos e numa linguagem jovem, apresenta a Doutrina Social da Igreja Católica e seu impacto nas áreas de trabalho, negócios, política, meio ambiente e paz.

O DOCAT terá o mesmo design gráfico e formato do Catecismo Jovem. Será baseado em perguntas e respostas. A obra conta com colaboração e orientação do Cardeal Arcebispo de Munique.

A obra que é alemã, será lançada pelo YOUCAT CENTER de Augsburg entre julho e outubro desse ano. A expectativa é que o livro em português seja lançado a partir de 2014.

Estudos do YouCat espalham-se pelo Brasil

Grupo_de_estudo_de_Porto_SeguroA partir do desejo do Santo Padre, o papa Bento XVI, de que o Catecismo Jovem fosse estudado pela juventude, e com a criação do Projeto de Evangelização Catecismo Jovem, que motivou por todo o Brasil o uso do YouCat através das redes sociais, muitas foram as formas encontradas de estudo do novo instrumento de evangelização.

Em Porto Seguro (BA), terra onde foi rezada a primeira missa no Brasil, a juventude sente-se motivada a estudá-lo, como afirmou Jerônimo Lauricio, grande motivador dos encontros: “como ficar inerte diante de tanto cuidado e amor? Foi essa a inquietação que começou a ser gerada no interior de alguns jovens em Porto Seguro, Terra de Santa Cruz, onde começou a evangelização do nosso país”. Lá os jovens se reúnem todas as segundas-feiras, às 19:30h, na Paróquia São Sebastião, para estudar o Catecismo, a Palavra de Deus e aprofundarem-se no conhecimento da Igreja.

Na Comunidade Católica Canção Nova, todas as quintas-feiras, jovens consagrados se reúnem para juntos participarem de uma formação do YouCat. Segundo Edna Carvalho, que é colaboradora do Projeto de Evangelização Catecismo Jovem e organizadora do grupo de estudo na Canção Nova, “tem acontecido formações na minha e em outras casas também, sempre fazemos estudo e partilhamos. Partilhamos a idéia com nossos irmãos e muitos se empolgaram”.

Na diocese de Lorena (SP), a paróquia Santa Cecília está organizando por iniciativa do Setor Juventude Diocesano uma escola de formação do YouCat, sobre a orientação do padre Alessandro Henrique das Chagas. Segundo o seminarista Renan Félix, um dos organizadores, a ideia é realizar o “YouCat Scholl”, um curso modular de estudo do catecismo jovem. O jovem Robson Moraes, da paróquia onde o projeto está sendo pensado, conta que “o Estudo estará aberto para as demais paróquias da cidade ou quem quiser participar”.

Para a equipe do Catecismo Jovem (www.catecismojovem.com.br), estas muitas experiências em todos os cantos do país mostram as oportunidades de se evangelizar utilizando-se do Catecismo Jovem. É o desejo do papa que torna-se cada vez mais concreto, com jovens juntando-se, formando grupos de estudo e partilhando o YouCat, seja nas redes sociais ou em encontros presenciais.

O ANUCIADOR agora tem Catecismo OnLine

Agora aqui no O ANUNCIADOR você poderá consultar o Catecismo da Igreja online. Na página Catecismo você acessará o link que te levará diretamente para a home do Catecismo Online da Agencia Ecclesia.

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