Franciscos da Igreja: São Francisco de Sales

Sem título-1sales1São Francisco nasceu no castelo de Sales, Sabóia, em 21 de agosto de 1567, sendo batizado no dia seguinte como Francisco de Boaventura. Teve como padroeiro e modelo São Francisco de Assis. Aos catorze anos, Francisco foi estudar na Universidade de Paris, onde estudou retórica, filosofia e teologia. Aos 24 anos, obteve o doutorado em direito em Pádua e voltou ao seio familiar. Foi ordenado sacerdote dois anos depois, apesar da forte oposição de seu pai. Posteriormente, o santo se ofereceu para evangelizar a região de Chablais, onde as condições dos habitantes eram deploráveis por causa dos constantes ataques dos exércitos protestantes.

A tarefa de Francisco não foi fácil, e nos primeiros anos, o fruto do trabalho missionário era muito escasso. Entretanto, graças a sua paciência e sua humildade, pouco a pouco o santo conseguiu abundantes números de conversões, restabelecendo novamente a fé católica na província. Em 1602, Francisco foi eleito Bispo de Granier. Dois anos depois, o santo conheceu Santa Juana Francisca de Chantal, e o resultado do encontro dos dois santos foi a fundação da Congregação da Visitação. Por volta de 1622, o santo falece, depois de meses de agonia e sofrimento.

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Franciscos da Igreja: Beato Francisco Xavier Seelos

Sem título-1Nasceu no dia 11 de Janeiro de 1819, em Füssen, na região da Baviera (Alemanha). Tendo concluído os estudos filosóficos, foi admitido no Seminário em Setembro de 1842, abraçando o carisma da Congregação do Santíssimo Redentor.

Francisco-Xavier-SellosFoi ordenado Sacerdote a 22 de Dezembro de 1844 em Baltimore, e dedicou-se ao apostolado dos imigrantes alemães nos Estados Unidos. Alguns meses mais tarde foi transferido para Pittsburgo, na Pensilvânia, onde trabalhou como vice-pároco de São João Neumann, superior da comunidade redentorista.

Participou nas “Missões das Paróquias” em várias localidades, distinguindo-se sempre como grande pregador, bom confessor e zeloso pastor dos pobres e marginalizados. O ponto fundamental do seu apostolado era o ensino da catequese para o crescimento da comunidade paroquial.

Cuidou também da formação de outros redentoristas, tendo sido prefeito de estudos e infundindo nos seminaristas entusiasmo, espírito de sacrifício e zelo apostólico.

Em 1860, o Bispo de Pittsburgo propôs ao Papa Pio IX o nome de Francisco Xavier Seelos como seu sucessor, mas este escreveu ao Papa pedindo que fosse nomeado outro sacerdote.
De 1863 a 1866 trabalhou como missionário itinerante em vários Estados e, quando lhe foi designada a comunidade de Nova Orleães, ali permaneceu pouco tempo, pois, na assistência pastoral a vários doentes, contraiu a febre amarela, por ele suportada com paciência e resignação, obrigando-o a limitar quase toda a atividade pastoral.

Francisco Xavier faleceu no dia 4 de Outubro de 1867.

Franciscos da Igreja: Beato Francisco Marto, pastorzinho de Fátima

Sem título-1O Francisco de hoje é uma dos três jovens pastorezinhos a quem Nossa Senhora apareceu em Fátima, Portugal. A história abaixo é retirado do site do Santuário de Fátima e está em português de Portugal.

fatima1Francisco Marto nasceu no dia 11 de Junho de 1908, em Aljustrel, paróquia de Fátima, e foi baptizado no dia 20 de Junho.

Era filho de Manuel Pedro Marto e de Olímpia de Jesus, irmão de Jacinta Marto (1910-1920) e primo de Lúcia de Jesus (1907-2005). Foi a estes que apareceu um Anjo, na Primavera, Verão e Outono de 1916, na Loca do Cabeço e no Poço da Casa da Lúcia, e Nossa Senhora do Rosário, a 13 de Maio, Junho, Julho, Setembro e Outubro de 1917, na Cova da Iria, e a 19 de Agosto de 1917, no sítio dos Valinhos.

Adoeceu a 23 de Dezembro de 1918, pela gripe pneumônica, e veio a falecer a 4 de Abril de 1919, depois de se ter confessado e comungado. Foi sepultado no cemitério paroquial de Fátima, no dia 5 de Abril. O Pároco, em aditamento ao processo paroquial, organizado, por encargo do arcebispo de Mitilene, em Outubro de 1917, e enviado, a 28 de Abril de 1919, para o Patriarcado de Lisboa, escreveu, com data de 18 de Abril: “O Francisco – vidente – faleceu às dez horas da noite do dia 4 de Abril corrente, vitimado por uma prolongada ralação de 5 meses da pneumonia, tendo recebido os sacramentos com grande lucidez e piedade. E confirmou que tinha visto uma Senhora na Cova da Iria e Valinho”. Os seus restos mortais foram exumados da sepultura em que se encontravam, no dia 17 de Fevereiro de 1952, e trasladados, no dia 13 de Março do mesmo ano, para a basílica de Fátima, onde ficaram sepultados no lado direito do transepto.

O seu processo de beatificação foi iniciado no dia 30 de Abril do mesmo ano de 1952, juntamente com o da sua irmã Jacinta. Mas só foi enviado para a Congregação para a Causa dos Santos, a 3 de Agosto de 1979. Foi aberto, a 20 de Dezembro desse ano. Em Abril de 1981, foi dado parecer positivo à possibilidade da prática de virtudes heroicas, por parte de crianças, e, por isso, poderem ser beatificadas e canonizadas crianças não-mártires. O decreto sobre as virtudes heroicas dos dois pastorezinhos foi assinado pelo Papa João Paulo II, a 13 de Maio de 1989, sendo-lhe concedido o título de veneráveis.

Fatima_children_with_rosariesA 28 de Junho de 1999, foi promulgado, na presença do Papa, o decreto da Congregação para a Causa dos Santos sobre o milagre atribuído a Francisco e Jacinta, em favor de Maria Emília Santos.

O Papa João Paulo II, em Fátima, no dia 13 de Maio de 2000, beatificou os pastorezinhos Francisco e Jacinta Marto, marcando para 20 de Fevereiro (dia do falecimento da Jacinta), o dia da sua festa.

A abertura oficial do processo de canonização pela Congregação para a Causa dos Santos foi no dia 17 de Novembro de 2004.                          

Da homilia do Papa João Paulo II, no dia 13 de Maio de 2000:

«Francisco, um dos três privilegiados, exclamava: “Nós estávamos a arder naquela luz que é Deus e não nos queimávamos. Como é Deus? Não se pode dizer. Isto sim que a gente não pode dizer”».

«Ao beato Francisco, o que mais o impressionava e absorvia era Deus naquela luz imensa que penetrava no íntimo dos três. Só a ele, porém, Deus se dera a conhecer “tão triste”, como ele dizia. Certa noite, seu pai ouviu-o soluçar e perguntou-lhe porque chorava; o filho respondeu: “Pensava em Jesus que está tão triste por causa dos pecados que se cometem contra Ele”. Vive movido pelo único desejo – tão expressivo do modo de pensar das crianças – de “consolar e dar alegria a Jesus”»

Franciscos da Igreja: São Francisco de Paula

Sem título-1Fundou a Ordem dos Irmãos Mínimos (1416-1507).

Tiago era um simples lavrador que extraia do campo o sustento da família. Muito católico, tinha o costume de rezar enquanto trabalhava, fazia seguidos jejuns, penitências e praticava boas obras. Sua esposa chamava-se Viena e, como ele, era boa, virtuosa e o acompanhava nos preceitos religiosos. Demoraram a ter um filho, tanto que pediram a são Francisco de Assis pela intercessão da graça de terem uma criança, cuja vida seria entregue a serviço de Deus, se essa fosse sua vontade. E foi o que aconteceu: no dia 27 de março de 1416, nasceu um menino que recebeu o nome de Francisco, em homenagem ao Pobrezinho de Assis.

021Aos onze anos, Francisco foi viver no convento dos franciscanos de Paula, dois anos depois vestiu o hábito, mas teve de retornar para a família, pois estava com uma grave enfermidade nos olhos. Junto com seus pais, pediu para que São Francisco de Assis o ajudasse a ficar curado. Como agradecimento pela graça concedida, a família seguiu em peregrinação para o santuário de Assis, e depois a Roma. Nessa viagem, Francisco recebeu a intuição de tornar-se um eremita. Assim, aos treze anos foi dedicar-se à oração contemplativa e à penitência nas montanhas da região.

Viveu por cinco anos alimentando-se de ervas silvestres e água, dormindo no chão, tendo como travesseiro uma pedra. Foi encontrado por um caçador, que teve seu ferimento curado ao toque das mãos de Francisco, que o acolheu ao vê-lo ferido.

Depois disso, começou a receber vários discípulos desejosos de seguir seu exemplo de vida dedicada a Deus. Logo Francisco de Paula, como era chamado, estava à frente de uma grande comunidade religiosa. Fundou, primeiro, um mosteiro e com isso consolidou uma nova ordem religiosa, a que deu o nome de “Irmãos Mínimos”. As Regras foram elaboradas por ele mesmo. Seu lema era: “Quaresma perpétua”, o que significava a observância do rigor da penitência, do jejum e da oração contemplativa durante o ano todo, seguida da caridade aos mais necessitados e a todos que recorressem a eles.

Milhares de homens decidiram abandonar a vida do mundo e foram para o mosteiro de Francisco de Paula, por isso teve de fundar muitos outros. A fama de seus dons de cura, prodígios e profecia chegou ao Vaticano, e o papa Paulo II resolveu mandar um comissário pessoalmente averiguar se as informações estavam corretas. E elas estavam, constatou-se que Francisco de Paula era portador de todos esses dons. Ele previu a tomada de Constantinopla pelos turcos, muitos anos antes que fosse sequer cogitada, assim como a queda de Otranto e sua reconquista pelos cristãos.

Diz a tradição que os poderosos da época tinham receio de suas palavras proféticas, por isso, sempre que Francisco solicitava ajuda para suas obras de caridade, era prontamente atendido. Quando não o era, ele dizia que não deviam esquecer que Jesus dissera que depois da morte eles seriam inquiridos sobre o tipo de administração que fizeram aqui na terra, e só essa lembrança era o bastante para receber o que havia pedido para os pobres.

Depois, o papa Sixto IV mandou que Francisco de Paula fosse à França, pois o rei, Luís XI, estava muito doente e desejava preparar-se para a morte ao lado do famoso monge. A conversão do rei foi extraordinária. Antes de morrer, restabeleceu a paz com a Inglaterra e com a Espanha e nomeou Francisco de Paula diretor espiritual do seu filho, o futuro Carlos VIII, rei da França.

Francisco de Paula teve a felicidade de ver a Ordem dos Irmãos Mínimos aprovada pela Santa Sé em 1506. Ele morreu aos noventa e um anos de idade, no dia 2 de abril de 1507, na cidade francesa de Plessis-les-Tours, onde havia fundado outro mosteiro. A fama de sua santidade só fez aumentar, tanto que doze anos depois, em 1519, o papa Leão X autorizou o culto de são Francisco de Paula, cuja festa litúrgica ocorre no dia de sua morte.

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

Franciscos da Igreja: Beata Francisca Aldea e Araújo

Sem título-1Hoje vamos conhecer a história da Beata Francisca Aldea e Araújo, mártir da igreja. Acompanhe.

Francisca Aldea e Araujo, filha de Paulo e Narcisa, nasceu em Somolinos, Diocese de Sigüenza-Guadalajara (Espanha), no dia 17 de Dezembro de 1881. Órfã de pai e mãe, desde criança foi acolhida como interna no Colégio Santa Susana, das Irmãs da Caridade do Sagrado Coração de Jesus, em Madrid. Aos dezoito anos ingressou no Noviciado desse Instituto e emitiu os votos temporais em 1903. Depois de receber o diploma de Professora trabalhou no campo do ensino até 1916, quando foi eleita Conselheira e mais tarde Secretária-Geral. Quando estalou a perseguição religiosa, ela exercia o cargo de Administradora-Geral, com residência no Colégio Santa Susana.

Beata Francisca Aldea y Araujo
Beata Francisca Aldea y Araujo

O martírio

No dia 20 de Julho de 1936, os revolucionários assaltaram o Colégio e, a pedido da Superiora da Casa, consentiram que a Madre Rita Dolores, bastante idosa, cega e doente, e a Irmã Francisca, também ela bastante doente, se refugiassem noutro lugar. Mas duas horas depois, outro grupo revolucionário irrompeu no apartamento onde elas se encontravam, arrastando-as violentamente pelas escadas e conduzindo-as para fora de Madrid, e no lugar de nome Canillejas elas foram fuziladas. Os médicos, que fizeram a autópsia no dia seguinte, ficaram maravilhados porque as Servas de Deus conservavam os membros flexíveis, como se tivessem acabado de morrer, e emanavam um perfume muito intenso e agradável. Em 1940 foram exumados os cadáveres que apareceram incorruptos, contribuindo para que se difundisse a fama do martírio e se pensasse na introdução da causa de Beatificação. Os restos mortais dessas duas Religiosas repousam agora na Capela do Colégio das Irmãs dessa Congregação em Villaverde, perto de Madrid.

A beatificação

A quando da cerimónia de beatificação, o Santo Padro afirmou que estas religiosas — Madre Rita Dolores Pujalte e a Madre Francisca Aldea — que “pertenciam à comunidade do Colégio de Santa Susana, de Madrid, das Irmãs da Caridade do Sagrado Coração, haviam decidido permanecer no seu lugar apesar da perseguição religiosa desencadeada naquela época, para não abandonarem as órfãs que eram por elas ali assistidas”.

“Este heróico acto de amor e entrega abnegada” — continuou o Sumo Pontífice — “custou a morte à Madre Rita e à Madre Francisca que, embora estivessem enfermas e fossem idosas, foram capturadas e mortas a tiro. O supremo mandamento do Senhor tinha-se arraigado profundamente nelas durante os anos da sua consagração religiosa, vividos em fidelidade ao carisma da Congregação”.

O Santo Padre termina a sua homenagem nestes termos: “Elas alcançaram o martírio crescendo no amor pelos necessitados, que não cede diante dos perigos e, se for necessário, não evita o derramamento do próprio sangue. O seu exemplo constitui uma exortação a fim de que todos os cristãos amem como Cristo ama, não obstante as grandes dificuldades”.

Corajosas, elas “seguiram Jesus fielmente, amando como Ele até ao fim e padecendo a morte pela fé”.

Beatificada a 10 de maio de 1998, pelo Papa João Paulo II, ao mesmo tempo que Rita Dolores Pujalte Sánchez, da mesma Congregação.

O Anunciador lança série Franciscos da Igreja

Para comemorar a festa dos quatro anos do blog O Anunciador, que coincide com os seis meses de papado de Francisco, lançaremos amanhã uma série chamada Franciscos da Igreja. Essa serie visa contar a história de vida de santos e santas que possuem o nome de Francisco e deixaram o exemplo para nós, de como seguir a Cristo é recompensador e maravilhoso. Amanhã, aqui no O Anunciador.

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