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Imprensa italiana afirma que cotação de Dom Odilo Scherer para suceder Bento XVI cresce

G1 – O jornal italiano “La Stampa” afirmou no sábado (2) que cresce a cotação do cardeal brasileiro dom Odilo Scherer para se tornar o novo Papa, sucedendo ao agora Papa Emérito Bento XVI.

A articulação incluiria eleger um secretário de Estado do Vaticano italiano, ou argentino de origem italiana.

Por trás da iniciativa, segundo o jornal, estaria o decano do Colégio Cardinalício, Angelo Sodano, e o cardeal italiano Giovanni Battista Re, além de outros cardeais italianos.

A argumentação a favor de Dom Odilo, segundo o jornal, é que ele é um latino-americano bem considerado, fala bem italiano e tem um sobrenome alemão e “modos medidos” que o fazem parecer “pouco latino”.

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Dom Odilo Scherer (Foto: Vanessa Fajardo/ G1)

Falece Bispo chinês que esteve preso 20 anos por ser fiel à Igreja

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Por: ACI Digital ROMA, 19 Fev. 13

O Bispo Emérito da Diocese de Yinchuan da região autônoma da Ningxia (China), Dom Giovanni Battista Liu Jingshan, faleceu em 4 de fevereiro aos 99 anos. Durante quase 20 anos esteve na prisão e foi enviado a um campo de trabalho forçado por ser considerado um criminoso político pelas autoridades.

O Prelado é conhecido por ter feito renascer espiritual e materialmente à Igreja, em uma região onde o catolicismo estava quase extinto.

Quando começou seu trabalho pastoral, a Diocese de Yinchuan tinha apenas dois sacerdotes e um pequeno terreno. Agora há 12 sacerdotes que assistem a 15 mil fiéis em 14 Igrejas, e 2 congregações que contam com mais ou menos vinte religiosas.

O Bispo Emérito nasceu em 24 de outubro de 1913, em uma família católica da Diocese de Bameng, interior da Mongólia. Aos 16 anos sentiu o chamado à vocação sacerdotal e ingressou no Seminário Menor, posteriormente durante a ocupação japonesa, integrou-se ao Seminário Maior para continuar com seus estudos em filosofia e teologia.

Dom Liu foi ordenado sacerdote em 1942 e começou seu trabalho pastoral primeiro como pároco em sua diocese e depois no Seminário Menor.

Em 1951 o capturaram e foi enviado a um campo de trabalho, onde permaneceu cuidando porcos por quase 20 anos, até sua liberação em 1970. Durante nove anos, depois de ser liberado, o Prelado permaneceu em uma casa trabalhando no campo, até que retomou os trabalhos pastorais e de ensino.

Com 70 anos, no ano 1983, foi encarregado da Diocese de Yinchuan, onde estava acostumado a dizer continuamente que “ainda devo fazer algo pelo Senhor, encontrarei o caminho para construir a Igreja”, e terminou a construção da Catedral da Diocese em três anos.

Posteriormente em 1993 foi ordenado Bispo e por seu trabalho pastoral, Dom Liu é reconhecido por ser um verdadeiro padre da Igreja da região autônoma da Ningxia.

Recordam-no por sua perseverança na obra de reconstrução da Igreja, em meio de um ambiente rígido e desfavorecido em uma vasta região, marcada durante anos pela revolução cultural Chinesa e que conta com uma ampla presença muçulmana.

O Prelado dizia constantemente a seus interlocutores que “embora tenha passado 19 anos como prisioneiro, amo minha pátria, e não só a pátria, amo também a minha Igreja”.

Dom Liu, à medida que lhe era permitido, percorria em bicicleta muitos quilômetros de distância entre povo e povo, para servir aos fiéis e compilar seus poucos recursos.

O funeral foi celebrado na catedral Yinchuan, em 18 de janeiro e o corpo foi enterrado na Igreja de Xuhezhuang, Helan.

Dom Liu, é um dos últimos sacerdotes ordenado antes da aparição do comunismo na China, foi um exemplar testemunho não só em uma época na qual os católicos podiam professar livremente sua lealdade ao Santo Padre, mas também nos momentos de duras provas.

Ano da Fé: Bento XVI canoniza 7 beatos no dia mundial das missões

ACI.- Neste domingo, 21 de outubro, Bento XVI presidiu uma celebração eucarística durante a qual foram canonizados sete beatos: Jacques Berthie, Pedro Calungsod, Giovanni Battista Piamarta, Maria del Carmelo Salles y Barangueras, Marianne Cope, Kateri Tekakwitha, Anna Schäffer.

Junto aos os milhares peregrinos na Praça São Pedro, especialmente aqueles que vieram com as delegações oficiais das terras de proveniência e de trabalho dos beatos canonizados, o Papa pediu para que o testemunho dos novos Santos, “possa falar hoje a toda a Igreja, e a sua intercessão possa reforçá-la e sustentá-la na sua missão de anunciar o Evangelho no mundo inteiro”

Segundo informou a Rádio Vaticano neste  domingo, dia em que se celebra o Dia Mundial das Missões, Bento XVI recordou as palavras de Jesus relatadas pelo evangelista Marcos: “O Filho do homem veio para servir e dar a sua vidacomo resgate para muitos”. “A Igreja escuta estas palavras com uma intensidade particular e reaviva a consciência para o serviço ao homem e ao Evangelho”, afirmou.

Tendo em conta ainda o Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização e no início do Ano da Fé, Bento XVI definiu “providenciais” essas canonizações, pois elas nos reavivam a consciência de viver totalmente em um perene estado de serviço ao homem e ao Evangelho.

“O Filho do homem veio para servir e dar a sua vida como resgate para muitos”. Para o Papa, essas palavras de Jesus no Evangelho deste Domingo constituíram o programa de vida dos sete novos santos.

Bento XVI afirmou ainda que os sete beatos hoje canonizados tiveram sua vida constituída por estas palavras. “Com coragem heróica eles consumiram a sua existência na consagração total a Deus e no serviço generoso aos irmãos. São filhos e filhas da Igreja, que escolheram a vereda do serviço seguindo o Senhor”.

Bento XVI prosseguiu fazendo um breve relato sobre a vida de cada um desses novos Santos. O primeiro deles foi Jacques Berthie, nascido na França em 1838 que, durante seu ministério paroquial, teve o desejo ardente de salvar almas. O santo chegou afirmar que preferia morrer antes que renunciar à sua fé.

Sobre Pedro Calungsod, nascido nas Filipinas, o Papa afirmou que “O seu desejo de ganhar almas para Cristo se sobrepunha a tudo, e isso o levou a aceitar decididamente o martírio. Morreu no dia 2 de abril de 1672. Algumas testemunhas contaram que Pedro poderia ter fugido para um lugar seguro, mas escolheu permanecer ao lado do Padre Diego. O sacerdote, antes de ser morto, pôde dar a absolvição a Pedro. Que o exemplo e o testemunho corajoso de Pedro Calungsod inspire o dileto povo das Filipinas a anunciar corajosamente o Reino e ganhar almas para Deus!”

Giovanni Battista Piamarta, sacerdote da Diocese de Brescia, foi um grande apóstolo da caridade e da juventude. “Percebia a necessidade de uma presença cultural e social do catolicismo no mundo moderno, por isso se dedicou ao progresso cristão, moral e profissional das novas gerações, com a sua esplêndida humanidade e bondade”, afirmou o Pontífice.

Sobre Santa Maria del Carmelo Salles y Barangueras, religiosa nascida em Vic, Espanha, em 1848 o Papa disse que “vendo a sua esperança preenchida, após muitas dificuldades, ao contemplar o progresso da Congregação das Religiosas Concepcionistas Missionárias do Ensino, pôde cantar junto com a Mãe de Deus: “Seu amor de geração em geração, chega a todos que o respeitam”. A sua obra educativa, confiada à Virgem Imaculada, continua a dar frutos abundantes entre os jovens e através da entrega generosa das suas filhas que, como ela, se confiam ao Deus que pode tudo”.

Sobre Santa Marianne Cope o Santo Padre recordou que ela abraçou voluntariamente o chamado para cuidar dos leprosos no Havaí, o que era recusado por muitos. “Em uma época em que pouco se podia fazer por aqueles que sofriam dessa terrível doença, Marianne Cope demonstrou um imenso amor, coragem e entusiasmo”, disse.

Kateri Tekakwitha, conhecida como a “flor dos Mohawk”, foi batizada aos 20 anos de idade, para escapar da perseguição, se refugiou na Missão São Francisco Xavier, perto de Montreal. Ali ela trabalhou, fiel às tradições culturais do seu povo, embora renunciando as convicções religiosas deste, até a sua morte com 24 anos. Levando uma vida simples, Kateri permaneceu fiel ao seu amor por Jesus, à oração e à Missa diária. O seu maior desejo era saber e fazer aquilo que agradava a Deus..

Sobre a nova Santa Anna Schäffer, Bento XVI disse que ela quis entrar em uma congregação missionária. “Fortalecida pela comunhão diária, tornou-se uma intercessora incansável através da oração e um espelho do amor de Deus para as numerosas pessoas que procuravam conselho”.

“Queridos irmãos e irmãs! Estes novos Santos, diferentes pela sua origem, língua, nação e condição social, estão unidos com todo o Povo de Deus no mistério de Salvação de Cristo, o Redentor. Junto a eles, também nós aqui reunidos com os Padres sinodais, provenientes de todas as partes do mundo, proclamamos, com as palavras do salmo, que o Senhor é “o nosso auxílio e proteção”, e pedimos: “sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos”. Que o testemunho dos novos Santos, a sua vida oferecida generosamente por amor a Cristo, possa falar hoje a toda a Igreja, e a sua intercessão possa reforçá-la e sustentá-la na sua missão de anunciar o Evangelho no mundo inteiro”, concluiu o Papa.

Os principais compromissos de Bento XVI no mês de outubro: Sínodo, Ano da Fé e canonizações

papabentoxvicnbbO Sínodo sobre a Nova Evangelização, a abertura do Ano da Fé e a canonização de sete Beatos: são esses os principais compromissos de Bento XVI para o mês de outubro.

O mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, Mons. Guido Marini, publicou nesta sexta-feira, detalhadamente, as próximas datas da agenda papal até o início de novembro.

A celebração do Sínodo e, antes dele, a oração de consagração a fim de que o Sínodo seja um momento de graça e de luz para a Igreja.

O mês de outubro começará para o Papa com duas etapas próximas uma da outra.

Três dias antes de presidir à missa de abertura do encontro sobre a Nova Evangelização, programada para as 9h30 de domingo, dia 7, a ser celebrada na Basílica de São Pedro, Bento XVI irá a Loreto – região italiana das Marcas – ajoelhar-se aos pés da Virgem da Santa Casa e confiar a ela – como fez, cinqüenta anos atrás, o Papa João XXIII na vigília do Concílio – o bom êxito da reunião sinodal.

A missa inaugural de 7 de outubro será também ocasião para o Pontífice proclamar Santa Ildegarda de Bingen e São João d’Avila “Doutores da Igreja”.

O dia 11 de setembro será outra data-evento do mês: durante a liturgia eucarística, que terá início às 10h locais na Basílica vaticana, Bento XVI abrirá o Ano da Fé.

Também o domingo, 21 de outubro, será um dia especial. Em pleno Sínodo sobre a Nova Evangelização, o Papa doará à veneração universal da Igreja sete testemunhas da fé de épocas diferentes.

A missa, presidida a partir das 9h30 locais, terá a canonização dos Beatos Giacomo Berthieu, Pedro Calungsod, Giovanni Battista Piamarta, Maria do Monte Carmelo Sallés y Barangueras, Marianna Cope, Anna Schäffer e Caterina Tekakwitha, a primeira Santa de origem pele-vermelha (designação comum aos povos aborígines dos EUA, ndr).

No domingo sucessivo, 28 de outubro, o Santo Padre presidirá à missa de conclusão do Sínodo. No início de novembro terá, como em todos os anos, dois momentos de intenso recolhimento espiritual: no dia 2, às 18h locais, descerá à Cripta vaticana para rezar diante do túmulo dos Pontífices defuntos, e no dia seguinte, às 11h30, celebrará, na Basílica de São Pedro, a missa em sufrágio pelos bispos, arcebispos e cardeais falecidos nos últimos doze meses.