#IntolerânciaReligiosa Mulher é queimada viva por “evangélicos” na Nicarágua

Difícil proferir comentário sem externalizar o sentimento de asco. Nojo. Em tempos de falsos profetas e um rebanho solto essas coisas insistem em acontecer. Vamos orar para que Deus  e pedir perdão por estes que insistem em ler o seu evangelho e não o de Cristo.

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Cinco pessoas foram detidas sob suspeita de terem participado do episódio que culminou com morte de Vilma Trujillo – Foto BBC/Policia da Nicarágua

Veja  a matéria:

BBC | Uma “revelação divina” fez com que uma nicaraguense de 25 anos fosse amarrada e queimada viva numa fogueira para ser “curada” em uma suposta tentativa de exorcismo.

Vilma Trujillo, que sofreu queimaduras em 80% de seu corpo, não resistiu e morreu na terça-feira, depois de uma semana de agonia.

A morte da jovem comoveu a Nicarágua. De acordo com a Polícia Nacional do país, a mulher foi levada para “uma oração de cura”, no dia 15 de fevereiro, a um templo da igreja evangélica Visão Celestial das Assembleias de Deus, em El Cortezal, no noroeste do país.

Vilma Trujillo teve os pés e mãos amarrados e ficou sob a supervisão do pastor da igreja, identificado por autoridades locais como Juan Gregorio Rocha – homem que a Assembleia de Deus nega reconhecer como pastor.

Seis dias depois, em 21 de fevereiro, depois da meia-noite, Trujillo foi queimada na fogueira.

Segundo a Polícia Nacional, a diaconisa da igreja, Esneyda del Socorro Orozco, havia ordenado que “por revelação divina, deveria ser feita uma fogueira no pátio do templo para curar a vítima por meio do fogo”.

Vilma Trujillo teria, então, sido lançada ao fogo com pés e mãos amarrados. A jovem sofreu queimaduras de primeiro e segundo graus em 80% do corpo e, apesar de ter sido levada a um hospital em Manágua, a capital, acabou falecendo. Leia mais Aqui

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Imagem de Nossa Senhora é atacada no Rio Grande do Sul

ACI – Um ato de vandalismo danificou uma imagem de Nossa Senhora de Caravaggio, em Farroupilha (RS), recém-inaugurada. Imagens de câmeras de segurança registraram a ação de dois homens, na madrugada de domingo, 3, por volta das 2h35, atacando a estátua.

O vídeo, publicado na página de Facebook do Santuário dedicado à Virgem, mostra quando dois homens chegam de moto ao local, descem, atacam a imagem com golpes, ateiam fogo e vão embora. A estátua ficou com os dedos da mão quebrados e os pés queimados. A imagem da devota Joaneta (camponesa que testemunhou a aparição da santa em 1432) ficou com o nariz e as mãos estragadas.

Os responsáveis pelo ato ainda não foram identificados. Em sua página na rede social, o Santuário afirma que “qualquer informação sobre os elementos envolvidos será de grande ajuda”.

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Foto: facebook do Santuário de Caravaggio

Após o ocorrido, foi divulgada uma nota de repúdio, que expressa a perplexidade “diante de tal atitude”.

“Toda a forma de intolerância e fundamentalismo religioso não edificam. O nosso tempo exige respeito, diálogo entre as culturas e as religiões”, afirma a nota.

Também ao site localPioneiro, o reitor do Santuário, Padre Gilnei Fronza, destacou que este ato se caracteriza como fundamentalismo religioso. Ele recordou que em novembro de 2015, capitéis de Garibaldi, Caxias do Sul e Farroupilha foram depredados, tiveram suas estruturas danificadas, bem como imagens de santos nelas abrigadas.

“Rogamos por estas pessoas para que possam mudar a sua mentalidade e suas atitudes. Este fato fere o nosso sentimento religioso, mas a nossa devoção e fé em Nossa Senhora não serão abalados”, diz a nota do Santuário.

A imagem de Nossa Senhora de Caravaggio danificada pelo vandalismo foi instalada no dia 12 de dezembro, após a comunidade se unir para a substituição da estátua antiga, cuja aparência não agradava aos fiéis.

Foram arrecadados R$80 mil para a confecção na nova estátua, que tem 6,3 metros, 25 toneladas de concreto e 400 quilos de ferro.

“Evangélicos” (Protestantes) quebram, mijam e queimam imagem de Nossa Senhora na região de Cajazeiras

Rezemos por aqueles que não compreender a mensagem de paz dada por Cristo.
Rezemos por aqueles que não compreender a mensagem de paz dada por Cristo.

O Padre Querino Pedro, administrador da Paróquia Santo Afonso, na cidade de Carrapateira, região de Cajazeiras lamentou nesta terça-feira (03), a destruição da imagem de Nossa Senhora por algumas pessoas “evangélicas”.

“Mijaram em cima da imagem, jogaram gasolina e queimaram Nossa Senhora. Dizem que os católicos estão condenados ao inferno”. Lastimou o padre

O religioso destacou também a preocupação das mães, pois as crianças estão sendo taxadas de que estarem “condenadas ao inferno”.

O padre disse que essas declarações são feitas por evangélicos até nas escolas, e isso está deixando os católicos constrangidos e as crianças amedrontadas. “Estão fazendo a cabeça das crianças para repudiarem Nossa Senhora”

Querino denunciou ainda que estão pichando as paredes da igreja com palavrões. “Estão também chamando os católicos de baratas pretas”.

Segundo o padre, as pessoas que estão fazendo esse tipo coisa pertencem a igreja dirigida por Luiz Lourenço, mais conhecido por Pastor Poroca. Ele informou que não procurou a polícia para denunciar o caso.

Fontes: http://www.diariodosertao.com.br/artigos/v/religi%E3o/evangelicos-mijam-em-cima-de-nossa-senhora-e-depois-queimam-imagem-na-regiao-de-cajazeiras–ouca-o-audio!/20140603172412

A agressão não pode ser um ato de fé, diz o Papa sobre incidente na catedral argentina

(ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco recebeu seis membros do Comitê Latino-americano de Líderes Religiosos de Religiões pela Paz, e reiterou sua condenação ao antissemitismo, assinalando que “a agressão não pode ser um ato de fé”, em referência à agressão verbal de um grupo de pessoas identificadas como lefebvristas contra os judeus que em 12 de novembro foram à Catedral de Buenos Aires para comemorar mais um ano da ‘Noite dos Cristais Quebrados’.

“A prédica da intolerância é uma forma de militância que deve ser superada”, acrescentou o Pontífice. Estas palavras foram valorizadas pelo diretor executivo do Congresso Judeu Latino-americano (CJL), Claudio Epelman, que participou do encontro e destacou que “o Papa nunca deixa de nos surpreender com a sua sensibilidade e o profundo interesse que mostra pelos seus interlocutores”.

“Com este encontro, o Papa manifestou, mais uma vez, o seu firme compromisso pessoal para com a construção de pontes entre as religiões e para trabalhar junto a todos nós para assegurar a paz”, destacou.

Além do diretor executivo do CJL, também participaram o Arcebispo de Aparecida (Brasil), Cardeal Raymundo Damasceno; assim como o argentino Mohamad Hallar, da Organização Islâmica para a América Latina; o venezuelano Samuel Olson, da Aliança Evangélica Latino-americana; Felipe Adolf, presidente da Conferência Latino-americana das Igrejas Protestantes; e o peruano Elias Szczytnicki, secretário de Religiões pela Paz.

Em 12 de novembro, um grupo de pessoas identificadas como “lefebvristas” tentou impedir a cerimônia, rezando o Terço e o Pai-nosso aos gritos, com uma atitude provocadora, a comemoração pelos 75 anos do pogrom alemão conhecido como “Kristallnacht”, que deu início à perseguição e extermínio dos judeus no regime nazista.

Saiba mais sobre o incidente AQUI.

Os manifestantes, na sua maioria jovens acompanhados por dois sacerdotes e adultos, também distribuíram folhetos com a frase: “Fora adoradores de deuses falsos do templo santo”.

Logo decidiram abandonar a Catedral para permitir o início da comemoração com a presença do Arcebispo de Buenos Aires, Dom Mario Poli, o rabino Abraham Skorka e representantes de outras confissões cristãs. É preciso lembrar que quando o Papa era cardeal de Buenos Aires não incentivava essa celebração como fazia parte dela.

Opinião

No link acima a  vocês vão leram uma matéria um tanto quanto tendenciosa. Confesso que estou em favor do Santo Padre. E penso que a atitude dos jovens e dos dois sacerdotes são fundamentalista. Não levam à nada. Apenas ao ódio mutuo.

Temos de ter zelo pelo caso de Deus. Sei que muitos a usam de modo profano e para eventos profanos. Mas seria um evento pela paz profano? A presença de judeus também profanariam o templo? Diante estes questionamentos só me pergunto uma coisa, por que Cristo acolheu os samaritanos?

O fundamentalismo nos leva a morte de fé. Quando fundamentamos nossa fé na fé de Jesus Cristo veremos que não está contra ele está a seu favor também.

Intolerância religiosa: projeto de fotógrafo espanhol contra a homofobia ofende a Igreja

O fotógrafo espanhol Gonzalo Orquin atraiu a ira do Vaticano por causa de seu novo projeto. Ele tirou uma série de fotografias de gays e lásbicas se beijando no altar de igrejas de Roma, numa alusão a fotos de casamento. Elas fazem parte de um livro e o fotógrafo pretendia expô-las numa mostra intitulada “Si, quiero”, expressão espanhola usada pelos casais na cerimônias de casamento. Contudo, após sua divulgação, o Vaticano interveio e conseguiu proibir o evento. “Por razões de segurança, decidimos não mostrar as fotos”, conta Orquin. Contudo, ressalta que seus advogados estão trabalhando no caso e não desistiu de fazer a mostra.

O porta-voz do Vicariato de Roma, Claudio Tanturri explica que as imagens violam a Constituição italiana. “O Direito Constitucional Italiano protege o sentimento religioso de um indivíduo e a estabelece as igrejas como lugares de culto. Essas fotos não são adequadas e não estão de acordo com a espiritualidade do lugar, ofendendo um lugar que serve para a expressão da fé”. Orquin recebeu apoio de grupos LGBTS que estão fazendo uma campanha no Facebook protestando contra a censura da liderança católica. Flavio Romani, presidente de um grupo italiano de direitos dos homossexuais não se conforma: “Nessas imagens não há provocação, o que vejo é uma troca de amor, um tipo de culto público que cria harmonia não contrário”.

O fotógrafo espanhol afirma ser católico e viveu em Roma por 8 anos. Para ele, a Itália é “um país muito homofóbico”, muito mais que as demais nações da Europa. Por isso mesmo, tomou alguns cuidadas para evitar problemas: “As fotos foram tiradas durante a madrugada, com as igrejas vazias. Não queria ferir a sensibilidade de ninguém. Nenhum padre viu e não tivemos nenhum problema”. Em entrevista ao jornal francês Le Figaro, explicou não ser homossexual e não entender a homofobia da Igreja Católica. “Deus é amor. Eu sou uma pessoa de fé. Pergunto-me todos os dias se um beijo, um simples gesto de amor entre os seres humanos, pode irritar a Deus”, assevera. Ressalta ainda que tem “muita esperança” que Papa Francisco mude a visão da Igreja sobre a questão da homossexualidade, como parece que já sinalizou.

Em julho, durante um culto em Belém, onde o pastor Marco Feliciano ministrava, ocorreu uma “manifestação” onde duas mulheres se beijaram dentro da igreja, o que gerou grande polêmica.  No mês passado, a polícia Militar prendeu duas jovens que se beijaram durante a ministração do pastor Marco Feliciano no evento Glorifica Litoral. A prisão aconteceu a mando do deputado que percebeu a ação das jovens. “A Polícia Militar que aqui está, dê um jeitinho naquelas duas garotas que estão se beijando. Aquelas duas meninas têm que sair daqui algemadas. Não adianta fugir, a guarda civil está indo até aí. Isso aqui não é a casa da mãe Joana, é a casa de Deus”, disse Feliciano.

Após o ocorrido, a questão da liberdade religiosa versus liberdade de culto voltou a ser amplamente debatida no Brasil. Feliciano afirmou que o ato das jovens é crime de acordo com o artigo 208 do Código Penal e prevê pena de um mês a um ano de prisão para quem “escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”.

Texto públicado no blog Fatos em Foco | Fonte: GP e Huffington Post

Intolerância Religiosa: Líder muçulmano afirma ser necessário destruir igrejas cristãs

Abdul Aziz bin Abdullah. Foto: White House
Abdul Aziz bin Abdullah. Foto: White House

(ACI/EWTN Noticias).- O Grande Muftí da Arábia Saudita, Abdul Aziz bin Abdullah, assinalou que “é necessário destruir todas as igrejas da região” já que isto estaria de acordo com a regra que estabelece o islã como a única religião praticável na Península Arábica.

Arábia Saudita é um país aliado do Ocidente na política mundial, e o Grande Muftí é o líder religioso mais importante no reino muçulmano sunita e é o líder do Conselho Superior dos Ulemas (estudiosos islâmicos) e do Comitê Permanente para emitir fatwas (decretos religiosos).

O líder religioso fez estas declarações a uma delegação do Kuwait chegada à Arábia conforme informou a Agência Fides.

Mufti fez esta declaração depois que Osama Al-Munawer, um parlamentar kuatiano, anunciou no mês passado, na sua conta da rede social Twitter, que tem a intenção de apresentar um projeto de lei para proibir a construção de novas Igrejas e lugares de culto não islâmicos no seu país.

Na Arábia Saudita vivem aproximadamente entre três a quatro milhões de cristãos que assim como o reino saudita financiou a construção de centenas de mesquitas na Europa e América do Sul, da mesma maneira estes imigrantes desejam ter uma igreja no país onde podem exercer seu culto religioso.

O Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Fernando Filoni, consagrou em junho passado, a nova igreja de Santo Antônio nos Emirados Árabes Unidos, perto de Dubai e uma nova igreja dedicada a São Paulo que está em construção em Abu Dhabi.

O rei de Bahrein, Hamad bin Issa al-Khalifa, doou um terreno para a construção de uma Catedral Católica neste país onde 80 por cento da população é muçulmana e só nove por cento são cristãos.

O Emir Amir Hamad bin Khalifa Al Thani, nos últimos anos se converteu no promotor de uma política de diálogo inter-religioso, apesar de manter em vigência a lei islâmica que impede os muçulmanos de converter-se a outra fé.

Liberdade religiosa será tema de Congresso em Roma

“A liberdade religiosa hoje”. Este é o tema do congresso patrocinado pelo Pontifício Conselho para a Cultura que será realizado em Roma no dia 19 de abril. Oradores de todo o mundo falarão sobre a situação em seus países e darão testemunhos também através da Internet.

O evento será organizado com a tecnologia TED, que reúne pessoas do mundo inteiro com o objetivo de “espalhar idéias”. O site http://www.ted.com, traduzido em 90 línguas, é um dos mais visitados da rede, com mais de 1 milhão e meio de contatos por dia.

A abertura do congresso será feita pelo Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Cardeal Gianfranco Ravasi. As principais questões a serem debatidas giram em torno da liberdade religiosa hoje, o sentido disso na atualidade, a contribuição da religião no desenvolvimento humano, a abertura da transcendência à razão e o que dá significado à vida.

350 milhões de cristãos são perseguidos ou discriminados no mundo

(ACI/Europa Press).- Um total de 350 milhões de cristãos são perseguidos ou sofrem discriminação em 90 países do mundo, dos quais 200 milhões são objeto de alguma forma de perseguição e 150 milhões vivem em países onde são descriminados, indicou o diretor da fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) na Espanha, Javier Menéndez Ros.

Neste sentido, o diretor apontou que o perfil do cristão perseguido é “muito variado”, mas que em países de maioria islâmica ou onde representam um 0,1 ou 0,2 por cento do total da população, trata-se de “um cristão que vive de uma forma alegre sua fé, às escondidas às vezes, em dificuldades, mas com um imenso amor a seus irmãos de outras religiões”.

Assim afirmou o encarregado durante a apresentação do relatório ‘Liberdade religiosa no mundo’ correspondente aos anos 2011 e 2012. Além disso, em um vídeo emitido pela apresentação do estudo, especifica-se que os cristãos supõem 75 por cento do total dos 466 milhões de fiéis perseguidos ou discriminados em todo o mundo e se destaca que, entre o ano de 2003 e 2010, os ataques terroristas contra os cristãos aumentaram em “309 por cento”.

Concretamente, Menéndez Ros apontou que a liberdade religiosa, longe de melhorar nestes últimos dois anos, tem diminuído, e destacou o caso de países como Líbia, Egito ou Tunísia onde se gozava de “uma certa estabilidade política e uma certa proteção das minorias”, mas que agora, como resultado da Primavera Árabe, a situação de insegurança pública levou a que muitos cristãos, como os coptos no Egito tenham tido que fugir.

Além disso, indicou que na Líbia, uma das primeiras declarações do novo governo foi a instauração da Lei Islâmica “em sua forma mais radical que afeta os direitos fundamentais de expressar publicamente o credo e de converter-se a religiões distintas ao Islã”.

Sobre o caso da Síria, o responsável de comunicação da AIS, Javier Fariñas, indicou que é necessário ser “muito prudentes” porque há muito tempo existem “vai-e-vens” que fazem que o futuro do país seja “incerto”, mas afirmou que a Primavera Árabe tem levado ao fim de regimes políticos muito duros, mas essa queda porém “não supôs a chegada de uma liberdade sobretudo para as minorias”.

Do mesmo modo, Menéndez Ros denunciou a Lei da Blasfêmia no Paquistão e enumerou alguns países africanos que estão sofrendo uma “radicalização na expressão de seu islamismo” como o Quênia, com ataques contra Igrejas protestantes e católicas; Mali, que está convertendo-se, conforme assinalou, em um “ninho de formação terrorista que nutre a África de jihadistas, o Oriente Médio e a Ásia”; ou a Nigéria, onde são atacados não só os cristãos com atentados às Igrejas e assassinatos mas os próprios muçulmanos.

Igualmente, manifestou a falta de respeito à liberdade em geral e à religiosa em particular na China onde, conforme aponta o relatório, aumentou a pressão aos bispos para que compareçam aos atos da igreja oficial patriótica, ou APC (NdT: Associação Patriótica Chinesa: órgão subordinado ao partido comunista chinês que vem casusando rupturas com Roma pelos casos de ordenações episcopais sem mandato pontifício).

O caso da Espanha: violação aos sentimentos religiosos

Como exemplo da realidade da liberdade religiosa da Europa, citando o caso da Espanha, embora tenha advertido de que exista liberdade religiosa, Menéndez Ros sublinhou que o respeito aos símbolos e sentimentos religiosos da nação “está sendo violados sistematicamente” através de manifestações como filmes ou exposições fotográficas que, conforme precisou, “em teoria defendem a liberdade de expressão, mas na prática atacam os princípios cristãos, crenças e sensibilidades mais básicas”.
Para o diretor da AIS na Espanha, esta situação é “preocupante ” somando-se ao fato de que “há uma cada vez mais maior discriminação da presença dos cristãos na ordem pública” provocando uma marginalização “bastante notável”.

Neste sentido, referiu-se às caricaturas sobre Maomé que ele rechaça “profundamente” assim como “qualquer ofensa a qualquer religião e qualquer dos seus símbolos”.

“Não vamos responder com bombas, mas pedimos esse respeito”, sublinhou.

Não obstante, destacou que, apesar de que na Europa tenha crescido o “laicismo mais agressivo”, também aumentou a “conscientização” sobre a perseguição e discriminação religiosa por parte do Parlamento Europeu graças à influência de grupos católicos. Entretanto, Menéndez Ros pediu que as intenções da Eurocâmara não fiquem em “meras declarações”, mas que estejam acompanhadas de medidas políticas e sanções diplomáticas e econômicas àqueles países que não respeitem a liberdade  religiosa.

Intolerância religiosa: No dia de Nossa Senhora, homem invade igreja e quebra imagem, no ES.

Ele se aproximou da santa no altar e jogou a imagem no chão. Homem ainda tentou agredir padre e foi levado para a delegacia.

Homem quebrou imagem de Nossa Senhora no meio da missa (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

 G1 – Um homem invadiu a missa e quebrou a imagem de Nossa Senhora, na igreja católica do bairro Jardim Asteca, em Vila Velha, no início da tarde desta sexta-feira (12), no Espírito Santo. O homem ainda tentou agredir o padre com uma cruz de ferro. Ele foi contido pelos fiéis até a polícia chegar e foi levado para o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ), onde disse que  “cumpriu a ordem do pai do céu”.

No momento da confusão, o padre Geilson José estava celebrando a missa paroquial em homenagem à Nossa Senhora Aparecida. A igreja estava cheia e todos viram quando, no meio da celebração, um homem vestido com roupas sujas e gastas entrou e se aproximou da santa. Segundo o padre, todos pensaram que se tratava de um andarilho que estava pagando promessa.

O homem se aproximou da imagem da santa no altar e a jogou no chão. A imagem ficou em pedacinhos, só restou o manto e a coroa. O homem pegou uma barra de ferro com uma cruz e tentou agredir o padre. Os fiéis intervieram e conseguiram segurar o homem até a polícia chegar.

No DPJ do município, o homem foi identificado como José Sena Santos. “Fiz o que o pai do céu mandou. Só cumpri a ordem dele”, disse. Segundo a polícia, existe um mandado de prisão por homicídio em Minas Gerais em nome dele. Por isso, ele ficou detido.

Tolerância e relativismo

Dom Redovino Rizzardo
Bispo de Dourados (MS)

Ao longo do mês de setembro, um filme produzido nos Estados Unidos, ridicularizando a figura de Maomé, fundador do Islã, ocupou as manchetes dos meios de comunicação social de todo o mundo, pelas graves conseqüências que provocou. Foram inúmeros os países em que os protestos dos muçulmanos causaram dezenas de mortes, entre elas, do embaixador norte-americano na Líbia.

Poucos dias antes, o Festival de Cinema de Veneza havia premiado o filme “Paraíso: Fé”, que zomba a religião católica ao mostrar uma mulher masturbando-se com um crucifixo. Mas, diferentemente do que aconteceu com a produção norte-americana, foram raras as pessoas que tomaram a defesa da Igreja. Para uma delas, o motivo é simples: “Uma das características da “cultura” atual é atacar os católicos e, em seguida, defender-se apoiando-se na liberdade de expressão“. De igual teor foi a reação do diretor de uma revista francesa ao se defender das críticas que recebeu, por ter acirrado mais ainda os ânimos, publicando charges contra Maomé, poucos dias depois do aparecimento do filme norte-americano: “As religiões não podem ser questionadas? Ou só é possível fazê-lo contra a Igreja Católica?“.

Dois pesos e duas medidas: denegrir o Cristianismo é direito, arte e cultura, e ai de quem se atreve a divergir! Pelo contrário, ofender o Islã é preconceito e intolerância, como afirmou a própria Dilma Roussef no discurso que proferiu nas Nações Unidas, no dia 25 de setembro: «Como presidente de um país no qual vivem milhares de brasileiros de confissão islâmica, registro neste plenário nosso veemente repúdio à escalada de preconceito islamofóbico em países ocidentais».

Mas, até que ponto é lícito ferir a cultura e a religião de quem pensa diferente? Violência gera violência: à prepotência da imprensa, que se julga dona da verdade e acima de qualquer questionamento, há muçulmanos que se sentem no direito e no dever de responder com a força das armas! Em pronunciamento feito no dia 12 de setembro, o porta-voz do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, lembrou que o caminho a ser percorrido é diferente: “O respeito pelas crenças, pelos textos, pelos personagens e pelos símbolos das diferentes religiões é uma condição essencial para a coexistência pacífica dos povos“.

Numa sociedade que se pensa cada vez mais tolerante, o que mais parece faltar é tolerância, sobretudo em matéria de ética, moral e religião. Foi o que disse o papa Bento XVI na entrevista que concedeu ao jornalista alemão Peter Seewald, em 2010: «O que se está difundindo hoje é um novo tipo de intolerância. Existem maneiras de pensar bastante difusas que devem ser impostas a todos. É o que acontece, por exemplo, quando se afirma que, em nome da tolerância, não devem existir crucifixos nos edifícios públicos. No fundo, estamos eliminando a tolerância, porque, na realidade, isto significa que a religião e a fé cristã já não podem se expressar de modo visível.

A mesma coisa acontece quando, em nome da não discriminação, se quer obrigar a Igreja Católica a mudar a própria posição em relação à homossexualidade ou à ordenação sacerdotal das mulheres. Na prática, isso significa que não lhe é permitido viver a própria identidade, substituindo-a por uma religião abstrata como critério tirânico último, ao qual todos se devem dobrar. E isso seria liberdade, pelo simples fato de que nos livraria de tudo o que era praticado anteriormente.

A verdadeira ameaça diante de qual nos encontramos hoje é a de que a tolerância seja abolida em nome da própria tolerância. Há o perigo de que a razão ocidental afirme ter finalmente descoberto o que é justo e apresente uma pretensão de totalidade que é inimiga da liberdade. Creio ser necessário denunciar fortemente esta ameaça. Ninguém é obrigado a ser cristão. Mas também ninguém deve ser constrangido a viver segundo a ‘nova religião’, como se fosse a única e verdadeira, vinculante para toda a humanidade“.

Para o papa, a “nova religião” que está penetrando em todos os segmentos da sociedade é «a ditadura do relativismo, para quem nada é definitivo, e tem como único critério o próprio eu e suas vontades». Contudo, num mundo que assume como religião o relativismo, o que determina o pensamento e as atitudes das pessoas só poderá ser um novo paganismo…

Confira a classificação de países por perseguição aos cristãos

Todos os anos o site Portas Abertas faz um lista com os países que mais perseguem cristãos no mundo. A de 2012 já está pronta.

Este ano os cinco países onde é mais difícil viver como cristão são:
1. Coreia do Norte
2. Afeganistão
3. Arábia Saudita
4. Somália
5. Irã

Veja o vídeo:

Confira o mapa:

Quando a religião é uma desgraça…

Dom Redovino Rizzardo
Bispo de Dourados (MS)

Após os atentados que, no dia do Natal de 2011, mataram dezenas de católicos na Nigéria – atentados que foram repetidos nos primeiros dias de janeiro de 2012, com outras tantas vítimas –, dentre os muitos leitores que se manifestaram em portais da internet, gravei a opinião de dois deles. O primeiro, que se assina simplesmente “Ateu”, escreveu: «Quando alguém adota uma religião – qualquer uma: cristianismo, judaísmo, islamismo, budismo, hinduísmo, espiritismo – a primeira coisa que morre nele é a humanidade. Depois, a tolerância, a compaixão e o senso de justiça. E tenho dito!».

O segundo, cujo nome – não sei se fictício – é Tonho, parece querer justificar os desmandos atuais de algumas religiões trazendo à memória as culpas da Igreja Católica na Idade Média: «Já não houve fundamentalismo católico? A Santa Inquisição? Os acusados de heresia não eram queimados vivos em praça pública?».

Mais do que com Tonho, preciso concordar com o ateu: a religião é uma desgraça para todos quando, ao invés de um encontro com um Deus que é sempre e somente amor, ela se transforma numa ideologia a serviço dos interesses humanos. Não será por isso que aumenta constantemente o número dos ateus? Se a religião não é capaz de transformar as pessoas em cidadãos que atuam por um mundo justo e fraterno, para nada serve.

Sobre os massacres ocorridos na Nigéria, a Organização das Nações Unidas assim se manifestou: «A ONU condena nos termos mais fortes esses ataques e expressa suas condolências ao povo da Nigéria, assim como às famílias que perderam entes queridos. O Secretário-Geral apela mais uma vez para se pôr fim a todos os atos de violência sectária no país, e reitera sua firme convicção em que nenhum objetivo pode ser justificado com o recurso da violência».

“Nenhum objetivo”, muito menos a religião, cuja tarefa principal deveria ser a promoção da paz e da concórdia. É o que declarou também o porta-voz do Vaticano, Pe. Federico Lombardi: «O atentado contra as igrejas na Nigéria, precisamente no dia de Natal, manifesta infelizmente mais uma vez um ódio cego e absurdo, que não tem nenhum respeito pela vida humana».

Mas não é apenas na Nigéria que a religião é instrumentalizada pela maldade humana. No Iraque, nenhuma missa foi celebrada na noite do Natal, para não pôr em risco a segurança dos fiéis, aterrorizados por inúmeros ataques perpetrados contra eles. (No dia 31 de outubro de 2011, foram mortos 57 cristãos).

Outro fato doloroso aconteceu no Tadjiquistão, no dia seguinte ao Natal. Um jovem de 24 anos foi morto a facadas por um grupo de muçulmanos enfurecidos quando ele visitava familiares e amigos na madrugada de segunda-feira, vestido como Ded Moroz – o Papai Noel da tradição russa. De acordo com as fontes policiais, o assassino gritou na hora do crime: “Infiel!”.

Totalmente diferente deve ser o relacionamento entre as religiões que desejam subsistir. A indiferença, a desconfiança e o ressentimento que as mantêm distantes uma da outra, precisam ser substituídos pela estima, pelo diálogo e pelo encontro. É esta também a convicção do teólogo espanhol, Pe. Andrés Torres Queiruga: «O diálogo não é um capricho, mas constitui uma condição intrínseca da verdade, porque não é possível aproximar-se sozinhos, fechados no egoísmo dos próprios limites, da riqueza infinita da oferta divina. Unicamente juntos, dando e recebendo, num contínuo intercâmbio de descobertas e experiências, de crítica e enriquecimento mútuos, é que se vai construindo na história a resposta à revelação salvífica. Cada religião reflete a verdade à sua maneira e a partir de uma situação particular. Todavia, à medida que elas sobem e se aperfeiçoam, se aproximam entre si, segundo a famosa frase de Teilhard de Chardin: “Tudo o que sobe, converge”.

Talvez, por isso, convenha ir substituindo – ou pelo menos completando – a palavra “diálogo” pela palavra “encontro”. O diálogo pode implicar a conotação de uma verdade que já se possui plenamente e que vai ser “negociada” com o outro, que também já tem a sua. O encontro, pelo contrário, sugere muito mais um sair de si, unindo-se ao outro, para ir em busca daquilo que está diante de todos».

Atentados na Nigéria: “ódio cego e absurdo”, diz Porta-voz do Papa

NIGERIA2Natal manchado de sangue na Nigéria: ataques a bomba contra igrejas durante as celebrações natalícias mataram 40 pessoas neste domingo em vários pontos do país.As informações foram repassadas pela Rádio Vaticano.

A seita islâmica Boko Haram assumiu a autoria do atentado contra a Igreja de Santa Teresa em Madalla, perto da capital, Abuja, que matou 35 pessoas. Houve ainda três outras explosões, uma delas na igreja evangélica da cidade de Jos, no centro da Nigéria, na qual morreu um policial que vigiava o templo, e em Damaturu, onde quatro pessoas perderam a vida.

“Somos responsáveis por todos os ataques dos últimos dias, inclusive a bomba na igreja de Madalla” – foi a reivindicação feita por telefone à agência France Press por um porta-voz da Boko Haram, Abul Qaqa. “Continuaremos lançando ataques como estes no norte do país nos próximos dias” – advertiu a fonte do movimento, que promove a criação de um Estado islâmico na Nigéria.

O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, condenou os atos de violência contra cidadãos inocentes como uma injustificada afronta à nossa segurança e à nossa liberdade. Ele prometeu que “o governo não vacilará em sua determinação de levar à Justiça todos os que perpetraram atos de violência hoje e no passado”.

O ministro do Interior, Caleb Olubolad, que visitou uma das igrejas atacadas, disse que “é como se ocorresse uma guerra interna no país”. “Devemos estar realmente à altura e enfrentar a situação”. A Casa Branca denunciou a violência gratuita e as trágicas mortes no dia do Natal.

“O atentado contra a igreja na Nigéria, precisamente no dia de Natal, manifesta infelizmente mais uma vez um ódio cego e absurdo que não tem nenhum respeito pela vida humana” – disse o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, em declaração. Segundo ele, o atentado contra a igreja católica em Madalla “busca suscitar e alimentar ainda mais o ódio e a confusão”.

Após rezar a oração do Angelus, falando a milhares de fiéis na Praça São Pedro, e via TV e rádio, a milhões em todo o mundo, o Papa manifestou na manhã desta segunda-feira sua reprovação aos atentados ocorridos domingo na Nigéria:

“O Santo Natal desperta em nós, de modo ainda mais forte, a oração a Deus para que segure as mãos dos violentos, daqueles que semeiam morte; e para que a justiça e a paz reinem no mundo. No entanto, nossa terra continua sendo manchada pelo sangue de inocentes” – disse o Pontífice.

“Recebi com profunda tristeza a notícia dos atentados que novamente este ano, no dia do Nascimento de Jesus, levaram luto e dor a algumas igrejas da Nigéria. Gostaria de manifestar minha sincera e carinhosa presença junto à comunidade cristã e de todos os que foram atingidos por este absurgo gesto; e convido a rezarem ao Senhor pelas inúmeras vítimas” – prosseguiu.

Concluindo sua exortação, Bento XVI apelou para que com a colaboração de diversos componentes sociais, a segurança e a tranquilidade sejam recuperadas:

“Neste momento, quero repetir mais uma vez, com firmeza: a violência é um caminho que conduz exclusivamente à dor. O respeito, a reconciliação e amor são os caminhos para se chegar à paz”.

Da intolerância à acolhida

Dom Redovino Rizzardo, cs

Bispo de Dourados – MS

No dia 10 de outubro, a imprensa informou que Juan Pablo Pino, jogador do Al Nasr, na Arábia Saudita, foi preso por exibir uma tatuagem de cunho religioso. O incidente ocorreu quando o atleta passeava com a esposa num shopping de Riad, capital do país. Com uma camiseta sem mangas e a imagem de Jesus à mostra, acabou revoltando as pessoas que estavam no local. A confusão chamou a atenção da polícia, e o rapaz foi preso.

No dia 11, em Roma, o cardeal Leonardo Sandri demonstrou seu pesar pelo massacre de um grupo de 26 cristãos ortodoxos ocorrido no domingo anterior, no Egito: «Estes irmãos ortodoxos, depois de sofrerem o incêndio de sua igreja, quiseram expressar, como quaisquer outros cidadãos, seu desejo de liberdade religiosa e de respeito a seus direitos. Infelizmente, nesta manifestação, encontraram o cálice amargo do sacrifício e da morte. Para todos, é um fato desolador, triste e angustiante. Solidarizamo-nos com a Igreja ortodoxa e com os familiares das vítimas de uma violência sem sentido».

No dia 14, os bispos da Igreja Católica do Canadá se posicionaram sobre a condenação à morte do pastor evangélico Youssef Nadarkhani, preso no Irã por ter deixado o Islã e abraçado o Cristianismo. Em carta às autoridades políticas e judiciárias daquele país, Dom Brendan O’Brien convidou-as a respeitar a liberdade religiosa: «Pedimos que o pastor Nadarkhani, assim como todas as demais pessoas que vivem uma situação similar em seu país, sejam tratadas de acordo com o artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos: “Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos”».

Por fim, no dia 28, em Perth, na Austrália, durante uma reunião dos 16 países que integram a Comunidade Britânica, foram revistas algumas das leis que regem a sucessão real no Reino Unido há 300 anos. Quem explicou a razão das mudanças foi o primeiro-ministro David Cameron: «A ideia de que o filho mais novo deva ser rei no lugar da irmã mais velha pelo simples fato de ser homem, ou de que um futuro monarca possa casar com uma pessoa de qualquer religião, menos a católica, é uma forma de pensar que está em desacordo com os países modernos que nos tornamos». Na verdade, os católicos continuam proibidos de assumir o trono inglês, pela interferência entre o governo civil e a Igreja Anglicana existente no país.

No Brasil, à primeira vista, parece que tudo seja diferente e tranquilo. De acordo com uma pesquisa realizada em 23 países pela Empresa Ipsos, ele é o terceiro país do mundo em que mais se acredita em Deus. Sobre 18.829 entrevistados, 51% creem numa entidade divina. Os que não acreditam são 18%, e os que não têm certeza, 17%.

Crer em Deus, porém, não significa que os brasileiros acolham pacificamente a doutrina pregada pelas denominações religiosas. Assim, por exemplo, somente 32% deles acreditam numa vida após a morte, enquanto 12% optam pela reencarnação.

Entre os pesquisados, um total de 18% afirmam que não acreditam em nenhum ser supremo. No topo da lista dos descrentes está a França; a Suécia vem em segundo lugar e a Bélgica em terceiro. No Brasil, de acordo com estudo publicado a 23 de agosto de 2011 pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, de 2003 a 2009, o grupo dos “sem religião” (ateus e agnósticos) passou de 5,1% para 6,7.

Em 2012, a Igreja Católica celebrará o 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II. Se as religiões quiserem voltar a ocupar o lugar que lhes cabe na sociedade, não podem esquecer as palavras pronunciadas pelo Papa João XXIII no dia 11 de outubro de 1962, na abertura dos trabalhos conciliares: «A Igreja sempre se opôs aos erros, condenando-os, às vezes, com a máxima severidade. Em nossos dias, porém, ela prefere recorrer mais ao remédio da misericórdia do que ao da severidade. Ela julga satisfazer melhor às necessidades atuais mostrando a validade da fé do que condenando os erros. Ela quer ser benigna, paciente e cheia de misericórdia para com todos».

Mais de 180 mil pessoas pedem caminham contra a intolerância religiosa

De acordo com a equipe de infraestrutura da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), cerca de 180 mil pessoas lotaram a Praia de Copacabana na terça-feira (20/09), durante a Quarta Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa. Judeus, muçulmanos, candomblecistas, kardecistas, umbandistas, católicos, evangélicos, wiccanos, ciganos, budistas hare Krishnas, baháís, seguidores do Santo Daime, maçons, ateus e agnósticos uniram-se para pedir pela democracia brasileira.

De acordo com o interlocutor da CCIR, babalawo Ivanir dos Santos, o fato de o número ter crescido em relação ao ano passado (120 mil) é fruto de muito esforço para que a Comissão tenha sucesso no evento, que ocorre sempre no terceiro domingo de setembro. “Tínhamos a intenção de colocar cerca de 200 mil pessoas. Ano passado, foram 120 mil, e a equipe de infraestrutura acabou de se reunir para me dizer que chegamos a 180 mil. A felicidade da Comissão está justamente em constatar que as pessoas estão realmente aderindo. Não tenho dúvidas que, em breve, a cidade toda vai querer participar, se dará conta da importância do respeito às diversidades religiosas”, disse.

Por volta das 15h45, o cantor Arlindo Cruz deu início à sua apresentação, na Praça do Lido. Na dispersão, a infraestrutura contou número de 25 mil espectadores para o show.

No discurso final, alguns religiosos ainda falaram sobre suas crenças e defenderam a liberdade religiosa. Fundadora da CCIR, Fátima Damas agradeceu e declarou que trabalhará pela diminuição do preconceito. “Devemos fazer o possível para que conheçam todas as religiões e parem de chamar as pessoas de macumbeiros, bruxos e coisas desse tipo. Quem conhece a Umbanda, o Candomblé e qualquer religião sabe que elas são caminhos, e sempre para o bem. Muito obrigado por tudo e até o ano que vem”, finalizou.

O CEBI-RJ teve participaçãpo ativa no evento.

Liberdade religiosa, a quem interessa?

Bispo de Dourados (MS)
Dom Redovino Rizzardo

No dia 8 de dezembro de 1864, o Papa Pio IX publicou a Encíclica “Quanta Cura”, em que apresentava o “Sílabo” (lista, síntese) dos principais erros então propugnados pelo liberalismo. Entre eles, estavam a tolerância religiosa e a liberdade de consciência. O documento pontifício criticava os que «não temem fomentar a opinião desastrosa para a Igreja Católica e a salvação das almas, de que a liberdade de consciência e de cultos é direito próprio e inalienável do indivíduo, que há de se proclamar nas leis e se estabelecer em todas as sociedades constituídas».

O texto queria ser a resposta a uma concepção filosófica que avançava em toda a parte, fomentada pelo Iluminismo, onde a liberdade religiosa se identificava com o relativismo, o sincretismo e a indiferença, já que todas as religiões se equivalem, por não existir nenhuma verdade absoluta. Para seus fautores, a religião representava um retrocesso para a humanidade, própria de pessoas ingênuas e ignorantes.

Na atualidade, após a evolução incentivada pelo Concílio Vaticano II, por liberdade religiosa a Igreja Católica entende o direito que cada pessoa tem de não ser forçada nem impedida – por indivíduos, grupos ou Estados – de assumir uma crença religiosa. Ela não se limita aos atos internos e privados praticados pelo indivíduo através do culto, mas abrange também as manifestações externas e coletivas, expressas nas atividades pastorais, culturais e sociais. O exercício desse direito pressupõe o reconhecimento e o amparo legal do Estado, a quem cabe definir seus limites, em vista do bem comum e da ordem pública.

Em vários países, a data de 21 de janeiro assinala o dia mundial da religião e o dia nacional de combate à intolerância religiosa. Em 2011, na celebração que realizou em Roma, o Cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, presidente do Conselho Pontifício “Justiça e Paz”, após lembrar que a liberdade religiosa «é um direito humano universal e inalienável», descreveu alguns dos escolhos que a ameaçam: o secularismo, que se opõe a toda expressão da religião; o fundamentalismo que, por transformar a fé num fato político, gera a intolerância; e o relativismo, que manipula a globalização, empobrece a cultura humana e prega o sincretismo.

O Cardeal Turkson recordou ainda que o apelo da Igreja à liberdade religiosa «não se baseia num simples pedido de reciprocidade por parte de uma comunidade cristã, disposta a respeitar os direitos dos membros de outra comunidade, desde que esta retribua com a mesma medida. Respeitamos os direitos dos outros porque é justo, e não em troca de um tratamento equivalente ou de um favor recebido. Os cristãos defendem a liberdade religiosa nas regiões do mundo onde são maioria, como também não deixam de buscá-la em outros contextos onde são minoria».

Pouco depois, no dia 2 de março, Dom Silvano Tomasi, Observador Permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas, em Genebra, ao discursar durante a 16ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, voltou ao assunto: «A dimensão espiritual é de extrema importância para a existência humana. Apesar disso, ela é desrespeitada em diversas partes do mundo com a proliferação de episódios de violência contra minorias religiosas, ferindo um princípio que, inclusive, deveria ser protegido pela lei».

Em seguida, referindo-se aos atos de barbárie cometidos seguidamente contra quem muda de religião em países onde ela se identifica com um exacerbado nacionalismo, acrescentou: «O direito de adotar uma religião ou de trocá-la por outra é baseado no respeito que a dignidade humana merece. Por sua vez, o Estado deve defender a liberdade de quem busca a verdade».

Dom Silvano encerrou sua alocução relembrando as palavras do Papa Bento XVI no discurso que dirigiu aos membros do corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé, no início deste ano: «A liberdade religiosa é o caminho para a paz. E a paz é construída e preservada somente quando os seres humanos podem buscar e servir a Deus livremente em seus corações, em suas vidas e em suas relações com os irmãos».

Liberdade religiosa, porque, num mundo onde todos têm direito a expressar suas opiniões mais disparatadas, ela parece negada apenas aos cristãos…

Catedral em debate: Painel Intolerância Religiosa

A Catedral Anglicana da Ressurreição em Brasília (DF) recebeu, no dia 27 de julho, o Painel sobre Intolerância Religiosa. O encontro teve como anfitrião o bispo primaz da Igreja Anglicana (IEAB), Dom Maurício Andrade e outros religiosos empenhados na promoção de uma cultura de paz. Na oportunidade, foi realizado um debate sobre intolerância religiosa. O encontro teve a promoção da Rede Ecumênica da Juventude – REJU e Catedral Anglicana da Ressurreição.

O evento foi um verdadeiro marco na integração de religiosos de diferentes denominações e culturas, reunindo lideranças anglicanas, bahá’ís, católicas, evangélicas, islâmicas, matrizes africanas, ameríndias e wiccans. O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), o Centro de Referência de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos para a Diversidade Religiosa (CRDHDR) e a Iniciativa das Religiões Unidas (URI Brasília) estiveram representados pelo reverendo Luiz Alberto Barbosa e Elianildo Nascimento, respectivamente.

Também marcaram presença Tatiana Ribeiro, coordenadora da Juventude Anglicana; Marga Stroher, da Secretaria de Direitos Humanos; Pe. Elias Wolf, representando a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); pai Alexandre de Oxalá, pelo Centro de Tradições Afro Brasileiras; Mãe J´lia, do candomblé; Pr. Osvaldo Reis, da igreja presbiteriana; Dom Maurício Andrade, bispo primaz da IEAB; Mavesper Cy Ceridwen, representando a Associação Brasileira de Wicca (Abrawicca) e Youssuh Salah El Din, como representante da religião islâmica.

Um novo encontro entre líderes religiosos será no dia 4 de agosto, no CONIC.

Fonte e foto: CONIC