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Informativo da Paróquia Sagrada Família

Esse informativo eu contribuo na sua confecção. Escrevo para a paróquia. O texto deste mês já havia publicado aqui no blog. Mas recomendo a leitura.

http://issuu.com/alanbarros/docs/informativo_par__quia_sagrada_fam__?e=14127927/15248487

Francisco telefona para jornalista demitido por criticá-lo

IHU – Estou certo de que nenhum dos dois interessados gostaria que se soubesse disso, e por nobres razões que eu respeito. Mas sou jornalista… e as notícias – se eu as tenho – eu as devo dar. Especialmente quando são notícias que honram ambos os protagonistas.

A reportagem é de Roberto Beretta, publicada no sítio Vino Nuovo, 16-11-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Mario Palmaro e o Papa Francisco
Mario Palmaro e o Papa Francisco

O Papa Bergoglio telefonou para Mario Palmaro. Sabe-se que o Papa Francisco gosta de fazer essas surpresas telefônicas. Mas desta vez o evento tem um sabor um pouco diferente, porque Palmaro (juntamente com o coautor Alessandro Gnocchi com o qual ele faz dupla fixa) também é signatário do artigo “Esse papa não me agrada”, que, a partir da primeira página do jornal Il Foglio de algumas semanas atrás, provocou uma onda de reações um pouco por todas as partes – incluindo o site Vino Nuovo.

Portanto, o papa que telefona para um dos seus críticos é, por si só, uma coisa bonita, muito evangélica. E algumas testemunhas asseguram que Palmaro – que é uma pessoa muito reta e devota, além dos tons que ele usa às vezes (como este que escreve também) – acusou o touché. Eu tenho certeza, além disso, que nem em uma nem em outra extremidade da linha, naquele tempo, se pensou em fazer ou em sofrer algum tipo de ato “midiático”, e imediatamente foi banida a tentação de pensar que se tratava de uma tentativa instrumental para suavizar a crítica sofrida ou reverter o ataque, e os dois interlocutores, ao invés, puderam saborear o gesto por aquilo que ele era: um ato paterno e fraterno de afeto, de proximidade, de solicitude cristã.

Porque Palmaro, infelizmente, também está doente: é possível dizer isso, já que ele mesmo o revelou em uma recente e lúcida entrevista concedida à revista dehoniana Settimana. Gravemente doente. Jovem, com quatro filhos pequenos, desde sempre defensor da vida em todas as suas formas, a ponto de dedicar justamente à bioética grande parte da sua atividade de estudioso e escritor: portanto, é possível muito bem imaginar que angústias passam pela sua mente, para para além da serenidade e da fé que – dizem-me –, graças a Deus, continuam presidindo a sua existência.

O telefonema do papa, portanto, não foi uma oportunidade para tentar um debate, mesmo que sempre intelectual, entre as razões de um e de outro. Também não foi apenas a demonstração prática do evangélico “se vocês amam somente aqueles que os amam, que mérito há nisso?” –, o que mesmo assim já seria um belo exemplo. Foi também a atenção a uma pessoa como tal, na sua dificuldade e para além de toda diferença de opinião.

A distância se manteve, porque há respeito pelas posições alheias. Mas falarem entre si, trocou-se uma estima recíproca. Sejamos sinceros: quantas vezes gostaríamos que a Igreja fosse assim?

E o paradoxo – muito católico – é que Mario Palmaro teve a consolação de provar a sua rara carícia justamente graças àquela invectiva. Ficamos realmente contentes por isso ter acontecido com ele.

PAIXÃO DE CRISTO: emoção no parque

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Ontem aconteceu no Parque Ipanema, em Ipatinga, o tradicional Teatro da Paixão de Cristo. Este ano foi a 17ª edição do evento que conta a participação de mais de 100 jovens católicos da cidade.

Veja a matéria do maior jornal diário de Ipatinga – Diário do Aço:

IPATINGA – Mesmo sob sol forte e o calor do Vale do Aço o público lotou o Parque Ipanema, para assistir a encenação da Paixão de Cristo.   Produzido pelas Paróquias da Igreja Católica de Ipatinga, o evento ocorreu na última sexta-feira (6). Para driblar o tempo quente as populares sombrinhas, geralmente usadas em tempos de chuva, se destacaram em meio à multidão que cercava a lagoa do parque.

A programação da “Sexta-Feira Santa” foi iniciada por volta da 8h30, com caminhada saindo do trevo do bairro Jardim Panorama em direção ao Parque Ipanema. Todos os anos o trajeto é feito antes da encenação em sinal de misericórdia. Para trabalhar o tema da fraternidade 2012 entre os jovens, os fiéis traziam o lema “Vida sim, Drogas não!”.

Com objetivo de enfatizar o lema durante toda a marcha, os participantes faziam declarações e protestos com relação ao abandono dos jovens mergulhados nas drogas. Em seguida após a concentração de atores e expectadores nas proximidades da lagoa, o teatro da Paixão de Cristo foi iniciado. Baseada nos relatos bíblicos, a peça é feita em forma de Via Sacra, que divide a caminhada de Jesus rumo à crucificação em 15 estações.

A ressurreição lembrada neste “Domingo de Páscoa” está prevista para ser apresentada hoje no Santuário São Judas Tadeu, no bairro Canaã, às 19h30. Segundo a coordenação do evento o ator que representa Jesus fará uma levitação de oito metros, usando técnicas da arte, para mostrar a ascensão de Jesus ao céu.

Celebração

O Padre Geraldo Ildeu da Paróquia Sagrado Coração de Jesus destaca que desde o início da sua história, a igreja celebra toda a caminhada do Messias, do seu nascimento até a morte e ressurreição, enfatizando a cruz como encontro de toda burrice e sujeira humana com a infinita misericórdia de Deus. “Então a igreja como mãe e mestra procura incentivar os católicos e cristãos do mundo inteiro a estar por dentro do que aconteceu porque, Jesus venceu, mas sofreu na cruz”, afirmou.

Fonte Diário do Aço

Foto: Wôlmer Ezequiel

Prioridades dos jornais são muitas vezes questionáveis, diz Papa

Num mundo globalizado, os jornais abordam assuntos de todas as partes do mundo, mas tudo que é publicado é selecionado. E esta escolha do que é prioridade nos jornais comuns é muitas vezes questionável. Foi o que salientou o Papa Bento XVI na manhã desta terça-feira, 5, durante uma visita a redação do jornal  L’Osservatore Romano, que comemorou  150º aniversário de fundação no dia 1º de julho.

“É sempre necessária uma escolha, um discernimento. Por isso, é decisivo, na retratação dos fatos, o critério da escolha: não existe jamais o fato puro, existe sempre também uma escolha que determina o que deve constar e o que não deve aparecer”, disse Bento XVI. O Santo Padre destacou que hoje estas escolhas das prioridade “são muitas vezes e em vários órgãos da opinião pública muito questionáveis”.

“Nos jornais normais se informa, mas com uma preponderância do próprio mundo, às vezes esquecendo de muitas outras partes desta terra que não são menos importantes. Aqui [no L’Osservatorio Romano] se vê alguma coisa desta coincidência de ‘urbs et orbis’ que é caracterizada pelo catolicismo, de um certo modo também um hereditariedade romana: realmente, ver o mundo e não somente si mesmo”, afirmou o Papa.

Bento XVI ressaltou ainda que o L’Osservatore Romano aborda as coisas de outras partes do mundo com uma outra perspectiva, um modelo para os jornais cristãos de todo mundo.

“O L’Osservatore não permanece na superficialidade dos acontecimentos, mas vai até as raízes: além da superfície, nos mostra as raízes culturais, a base das coisas. É, para mim, não só um jornal, mas também uma revista cultural. Admiro como seja possível todos os dias dar-nos grandes contribuições que nos ajudam a entender melhor o ser humano, as raízes das quais vêm as coisas e onde são compreendidos, implementados, transformados”, disse o Pontífice.

Mas, acrescentou o Papa, o jornal do vaticano “vê também as coisas próximas”, o “pequeno mundo que todavia é muito grande”, recordando também que “nenhum pode informar sobre tudo”.

Neste sentido, o L’Osservatore Romano se guia pelo senso da justiça e do Evangelho. “Temos como critério a justiça” e “a esperança que vêm da fé”. Eis porque, o jornal do Vaticano não apenas informa, mas também forma, salientou o Papa.

Para o Papa, L’Osservatore Romano é um jornal que ajuda os fiéis a avaliar os sinais do tempo com a esperança da fé.

“Gostaria de dizer a vocês de coração como fazemos em casa: Feliz aniversário!”, assim com simplicidade, Bento XVI felicitou os pouco mais de 100 profissionais de diversas nacionalidades que trabalham no diário.

“Não é somente uma oficina, é sobretudo um grande observatório, como diz o nome; observatório para ver as verdades deste mundo e informar-nos sobre esta realidade. Isso reflete-se…seja nas coisas distantes que nas próximas”, destacou o Santo Padre.

O diretor do jornal, Giovanni Maria Vian, agradeceu ao Papa, em nome de todos do jornal, pelo encontro. “Tu es Petrus, non prevalebunt. Estamos naturalmente todos na mesma pequena barca, navicula Petri. Obrigado, Santidade”, disse o diretor do jornal.