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Sobre Maria: Ela é a Lua, reflete o Sol, que é Jesus.

MULHERES DE FÉ: A Pobreza e a Humildade de Maria

Hoje no dia da mulher, vamos falar um pouco da vida da mulher mais lembrada de toda a história, Maria – Mãe de Jesus e nossa. Para isso vou compartilhar um texto do professor Felipe de Aquino. Confira:

A pobreza e humildade de Maria

A Igreja ensina que Nossa Senhora foi escolhida por Deus “desde toda a eternidade” (Cat. § 488), para ser a Mãe do Seu Filho. Por causa de sua Maternidade Divina, ela foi sempre ‘Cheia de Graça” (gratia plena), concebida sem o pecado original, permanecendo Sempre Virgem (cf. Cat. §499), e Assunta ao Céu de corpo e alma. Pela altíssima dignidade de escolhida para ser a Mãe do divino Redentor, Maria nunca experimentou o pecado, nem o Original e nem o pessoal. S. Luiz de Montfort, fazendo coro com os Santos Padres, dizia que: “assim como o mar é a reunião de todas as águas, Maria é a reunião de todas as graças. Mas entre todas as virtudes de Nossa Senhora, podemos destacar a humildade e a pobreza. Ela é a Mulher humilde, pobre de espírito – exatamente o oposto de Eva soberba. Santo Irineu de Lião, doutor da Igreja (†202), disse que “a obediência de Maria desatou o nó da desobediência de Eva” (Ad. Haer.). A humanidade foi lançada nas trevas do pecado e da morte, porque nossos primeiros pais foram soberbos e desobedientes a Deus. Pela humildade Jesus se tornou o “novo Adão” e salvou o mundo (Rom 5,12s). “Sendo Ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fil 2,6-8). Maria, a mãe do Senhor, tornou-se a “nova Eva”. Os santos ensinam que foi a perfeita humildade de Nossa Senhora que fez com que Deus a escolhesse para a mãe do seu Filho, eleita entre todas as mulheres. Ela mesma canta no Magnificat: “Ele olhou para sua humilde serva” (Lc1,48).

A soberba é o pior pecado. É o que levou também os anjos maus a se rebelarem contra Deus, e levou Adão e Eva à desobediência mortal para toda a humanidade. Alguém disse que o orgulho é tão enraizado em nós, por causa do pecado original, que “só morre meia hora depois do dono”.

Ser humilde é ser santo, é descer do pedestal, é não se auto-adorar, é preferir fazer a vontade dos outros do que a própria, é ser silencioso, discreto, escondido, é fugir das pompas e dos aplausos, como Maria. Sendo Mãe de Deus nunca se orgulhou; mas permaneceu pobre e humilde. São João Batista nos ensina a humildade de Maria: “Importa que Ele cresça e que eu diminua!” (Jo 3,30). Jesus exaltou os “pobres de espírito” (Mt 5, 1) como a Virgem Maria que precisou de muito pouco das coisas materiais para servir o Seu Filho e Senhor, e ser aquela que, como disse João Paulo II, “foi a que mais cooperou para a obra da Redenção da humanidade”. Olhemos e imitemos a Estrela pobre e humilde, que é nossa Mãe.

Cine o Anunciador Especial – Maria, mãe do Filho de Deus

Frase marcante

Maria foi a primeira cristã – Padre Zezinho


Maria Imaculada: Ministério do amor de Deus pela Humanidade

Padre Stefano Cecchin explica a virgindade de Maria

 Dia 8 de dezembro será celebrada, em todo o mundo Católico, a festa da Imaculada Conceição de Maria, mas quem era Maria? Por que os católicos a veneram tanto? Por que a sua virgindade é tão importante?

O site da ZENIT fez estas e outras perguntas para Padre Stefano Cecchin, da Ordem Franciscana dos Frades Menores (O.F.M), Secretário da Pontifícia Academia Mariana Internacional. (WWW.accademiamariana.org)

Por que é tão importante a virgindade de Maria?

Pe. Cecchin: A virgindade de Maria é um elemento essencial da fé cristã, é a garantia de que Jesus o “filho de Deus” se fez homem no ventre de uma mulher. José, o “esposo de Maria” (Mt,1,20) não é o verdadeiro pai de Jesus. Porque Maria, diz o Evangelho de Mateus, concebeu Jesus sem ter tido nenhum relacionamento com o marido (Mt,1,25). Aquele que foi gerado nela é “obra do Espírito Santo” (Mt,1,20), por essa razão Cristo é  homem, no que diz respeito a humanidade, por ter sido gerado de uma mulher; mas ao mesmo tempo é Deus, por esta gestação ter ocorrido pela ação da Santíssima Trindade em Maria. Maria é verdadeiramente mãe, então Jesus é verdadeiramente homem; Maria é virgem, então Jesus é filho de Deus: está é uma síntese da fé cristã.

Quem era Maria?

Pe.Cecchin: Maria era uma “virgem”, “esposa prometida” de um homem da casa de Davi chamado José (Lc, 1,26). Os Evangelhos não oferecem muitas explicações. Sabemos apenas que era parente de Isabel, considerada descendente de Aarão e então de uma família sacerdotal (Lc 1, 5). Vemos uma mulher inteligente, que antes de dar seu consentimento ao anjo quis entender como Deus a solicita. Sempre atenta à Palavra, preserva e interpreta-a em seu coração. Mãe carinhosa se preocupa com que o menino esteja coberto e na manjedoura. Angustiada procura-o por três dias até que o encontra no templo, entre os doutores: ouvimos as últimas palavras de Maria e as primeiras de Jesus no evangelho de Lucas. Em Caná estava preocupada pelos noivos que ficaram sem vinho, e sem medo se dirige a Jesus convencida de que Ele poderia resolver o problema.

Por isso convida os servos a fazer: “aquilo que Ele vos disser”.  Encontramo-la ao lado do crucifixo, onde a Ela é confiada a Igreja, onde a encontramos depois da ascensão do Senhor junto com os seus discípulos.

Esta é a Maria que conhecemos dos Evangelhos: a mulher sempre disposta a ouvir a Palavra e a colocá-la em prática: o exemplo mais belo de verdadeiro seguidor de Jesus.

Por que esse nome?

Pe. Cecchin: Maria é um nome muito antigo encontrado em diversas línguas do Oriente Médio. Parece que deriva do egípcio Myrhian que significa “princesa”. Outras interpretações traduzem “Altíssima” (nos visitou do alto um sol nascente, ou seja, de Maria), ou também Mareamamor ou ser amado, pelas dores sofridas na Paixão do Filho. Alguns Pais da igreja a interpretam como “estrela do mar”. A Bíblia recorda Miriã, a irmã de Moisés. De qualquer modo, os Evangelhos não nos dão nenhuma explicação sobre o motivo deste nome.

Por que foi escolhida por Deus para trazer ao mundo Jesus?

Pe. Cecchin: Esta questão é respondida pela própria Virgem: “Porque viu a humildade de sua serva” (Lc 1, 48).

Quais são as virtudes dela?

Pe. Cecchini: O beato João Paulo II nos recorda que: “Maria, resplandece como modelo de virtude diante de toda a comunidade dos eleitos” (Redemptoris Mater, 6). Isto porque a Igreja a vê como criatura perfeitamente realizada, enquanto, “ninguém como ela respondeu com um amor tão grande ao amor imenso de Deus” (Pastores dabo vobis, 36). As virtudes dela estão em consonância com a concepção de Jesus, com a sua responsabilidade para fazer crescer em “santidade e graça” aquela criança, com seu caminho de fé que progredia no seguimento de Cristo, até o momento da cruz e a alegria da ressurreição. Maria é a mulher rica de virtudes, porque é plenamente “mulher”, ou seja, é aquela que viveu plenamente a vida humana.

Por que os católicos rezam tanto a Maria?

Pe. Cecchin: Porque são os “discípulos de Jesus” que da cruz indicou que deveriam ter Maria como “Mãe”!

Como explicar a Festa da Imaculada ao mundo de hoje?

Pe.Cecchin: Esta verdade de fé não é fácil de entender! No entanto, é símbolo do amor supremo de Deus que deseja fazer “amizade” com o homem. Após o pecado, de fato, Deus prometeu colocar inimizade entre a mulher e o mal (representado pela serpente), e os seus descendentes. Com a vinda de Cristo essa promessa se realizou. A Mãe do Messias não poderia nunca ter sido a amiga da serpente. E para a missão de mãe do Salvador, Deus lhe concedeu uma graça antecipada em vista de toda a obra de Cristo salvador e redentor que graças ao sim de Maria estava prestes a acontecer.

 Maria, portanto, gozou da nossa própria redenção, mas que para ela ocorreu de maneira diferente para provar que Cristo é verdadeiramente o Redentor perfeitíssimo, cuja redenção age antes e depois do acontecimento da cruz. Se hoje falamos de prevenção de doenças: aqui está o médico perfeitissimo, que foi capaz  não só de curar os pecados do mundo, mas também de preveni-los: e realizou isto junto com a sua mãe. Assim, a celebração deste dogma, como todos os dogmas marianos, quer exaltar primeiramente a Cristo. É útil para melhor compreender o verdadeiro caráter da obra de nossa redenção: a universalidade e a potência mediadora de Cristo.

(Tradução:Maria Emília Marega)

Por Antonio Gaspari

Fonte ZENIT.org

Domingo de Ramos

Dom Paulo Mendes Peixoto

Bispo de São José do Rio Preto – SP

Este dia marca o início da Semana Santa, período em que Jesus Cristo se apresenta como o “Servo sofredor”, que dá sua vida em martírio na cruz. Ele mostra o caminho da não violência. A vida não é fruto de vingança, de projetos maquinados, mas de entrega e respeito fraterno.

Numa cultura marcada por tanta violência, o povo acaba perdendo o ânimo, caindo em prostração e desesperança. É hora de construir a esperança, que vem sendo minada com as atitudes desumanas e destruidoras, diariamente acontecendo ao nosso redor.

O que assistimos, a todo instante no cenário da violência, revela uma falta de fé e de confiança em Deus muito grande. É perda de sensibilidade humana, de respeito e de valor da pessoa na sua dignidade. Deus não abandona o seu povo, e é nele que devemos buscar socorro e força.

As pessoas de cabeça erguida devem demonstrar firmeza e determinação em profunda solidariedade com os abatidos e cansados. É hora de espalhar o fermento novo da justiça e da caridade. Tudo isto supõe escuta atenta da Palavra de Deus, que é fonte de vida.

O Domingo de Ramos abre caminho para o clima da Semana Santa, quando Cristo é recebido de forma triunfal em Jerusalém, acolhido pelo povo com ramos nas mãos. O seu jeito simples e coerente, montado em um jumento, atraía multidões, mas provocava a ira orgulhosa das autoridades judaicas.

Agora é, para ele, um caminho de mais sofrimento, mesmo tendo passado a vida fazendo o bem e sendo fiel ao projeto do Pai. Jesus, com todo o poder, tinha um lugar social diferente das autoridades do seu tempo. Despojado de poder, era solidário com os fracos e pequenos. Isto fazia a diferença.

As cenas da Semana Santa são de humilhação para o Servo sofredor. Jesus caiu nas mãos dos zombadores, foi desnudado, coroado de espinhos, cuspido no rosto e recebeu injúrias. O motivo principal é porque tinha que ia destruir o Templo, onde o Sinédrio alimentava seu poder e manipulava o povo.

Devoção a Imaculada Conceição

A comunidade Imaculada Conceição, de Ipatinga, inicia nete dia 01/12 mais uma novena em devoção a Imaculada Conceição. A festa contará com a presença de padres da Diocese de Itabira. A comunidade fica situada no bairro Caçula, proxima ao trevo do bairro Jardim Panorama com Caçula.

Saiba mais sobre Imaculada Conceição:

Mais do que memória ou festa de um dos santos de Deus, neste dia estamos solenemente comemorando a Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a Rainha de todos os santos.

Esta verdade, reconhecida pela Igreja de Cristo, é muito antiga. Muitos padres e doutores da Igreja oriental, ao exaltarem a grandeza de Maria, Mãe de Deus, usavam expressões como: cheia de graça, lírio da inocência, mais pura que os anjos.

A Igreja ocidental, que sempre muito amou a Santíssima Virgem, tinha uma certa dificuldade para a aceitação do mistério da Imaculada Conceição. Em 1304, o Papa Bento XI reuniu na Universidade de Paris uma assembleia dos doutores mais eminentes em Teologia, para terminar as questões de escola sobre a Imaculada Conceição da Virgem. Foi o franciscano João Duns Escoto quem solucionou a dificuldade ao mostrar que era sumamente conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original, pois a Santíssima Virgem era destinada a ser mãe do seu Filho. Isso é possível para a Onipotência de Deus, portanto, o Senhor, de fato, a preservou, antecipando-lhe os frutos da redenção de Cristo.

Rapidamente a doutrina da Imaculada Conceição de Maria, no seio de sua mãe Sant’Ana, foi introduzido no calendário romano. A própria Virgem Maria apareceu em 1830 a Santa Catarina Labouré pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”.

No dia 8 de dezembro de 1854, através da bula Ineffabilis Deus do Papa Pio IX, a Igreja oficialmente reconheceu e declarou solenemente como dogma: “Maria isenta do pecado original”.

A própria Virgem Maria, na sua aparição em Lourdes, em 1858, confirmou a definição dogmática e a fé do povo dizendo para Santa Bernadette e para todos nós: “Eu Sou a Imaculada Conceição”.

Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós!

Veja o video:

Professor Felipe Aquino explica sobre o dogma da Imaculada Conceição

Felipe Aquino

Fonte Canção Nova
por Marquione Ban