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Missa parte por parte: Liturgia da Palavra

LITURGIA DA PALAVRA

A preparação espiritual dos fiéis para a Eucaristia,
que é o momento central da
Missa, é feita com a leitura e interpretação da
palavra de Deus, com uma reafirmação de fé cristã e
com uma oração ao Senhor pedindo para as
necessidades coletivas.

Durante as refeições as pessoas conversam, relatam acontecimentos. Toda conversa é sempre um enriquecimento espiritual, e na Missa também é assim. A Liturgia da Palavra é o alimento espiritual nesta ceia que a Missa reproduz. É a catequese, o ensinamento dos mistérios que são o fundamento da fé.

Na Missa os fiéis vão participar da Eucaristia, instituída por Jesus há 2.000 anos. Por isso, se a gente entender o que Jesus e os apóstolos pensavam naquele momento fica mais fácil entender os motivos que levaram Jesus ao sacrifício na cruz. É isso que as leituras procuram fazer.

Primeira Leitura, Salmo e Segunda Leitura

Os fiéis sentam-se para ouvir primeiro a Palavra de Deus revelada pela Primeira Leitura, que é a leitura de um trecho do Antigo Testamento e que, nos dias de semana, pode ser também um trecho das Epístolas dos apóstolos ou do Apocalipse (No tempo Pascal a leitura é dos Atos dos Apóstolos). Esses escritos ajudam a compreender melhor a missão e os ensinamentos de Jesus, que o Novo Testamento nos apresenta.

Os fiéis declaram aceitar a Palavra que acabaram de ouvir dizendo em seguida o Salmo Responsorial.

Segunda Leitura é reservada para os domingos e dias festivos da Igreja. Esta leitura é feita das Epístolas ou dos Atos dos Apóstolos, ou do Apocalipse.

A Segunda Leitura procura ter sempre alguma relação com o texto da Primeira, tornando mais fácil compreender a mensagem apresentada.

Evangelho e Homilia

Terminada a Segunda Leitura, os fiéis levantam-se para aclamar “Aleluia!”. Chegou um momento muito importante e de grande alegria: eles irão ouvir a Palavra de Deus transmitida por Jesus Cristo. É a leitura do Evangelho.

O Evangelho é, de fato, o ponto alto da Liturgia da Palavra. Jesus está presente através da Sua Palavra, como vai estar presente também depois, no pão e no vinho consagrados.

Completou-se a leitura dos textos bíblicos (as Leituras e o Evangelho). O celebrante explica, então, com suas próprias palavras os fatos narrados nos textos.

Esta interpretação é a homilia, uma pregação pela qual ele traduz e aplica a Palavra de Deus aos nossos dias.

A homilia é obrigatória aos domingos e nas festas de preceito, e recomendável nos demais dias.

Profissão de fé e Preces

Depois de ouvir a Palavra de Deus, de novo de pé os fiéis fazem uma declaração pública de que acreditam nas verdades ensinadas por Jesus. Isto é, reafirmam que estão, todos, unidos pela mesma crença num só Deus, o Deus que lhes foi revelado por Jesus.

Essa declaração é o Credo: “Creio em Deus Pai…”

Os fiéis reafirmaram sua crença. Então se dirigem em conjunto a Deus dizendo de seus anseios, necessidades e esperanças através da oração dos Fiéis ou oração Universal que o celebrante recita e onde, a cada pedido, os fiéis suplicam “Senhor, escutai a nossa prece!”.

É quando se pede pela Igreja, pelos que sofrem, pelas necessidades do país, pelas necessidades da comunidade onde se realiza a Missa etc.

Missa parte por parte – Ritos Iniciais

RITOS INICIAIS

A primeira parte da Missa também é chamada “Missa dos Catecúmenos” (ou seja, Missa das pessoas que ainda estão sendo preparadas para receber o batismo).

Os Ritos Iniciais são uma introdução para a Missa que vai ser celebrada. O objetivo é fazer com que os fiéis se preparem para comungar ideias e sentimentos e principalmente o Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Aqui se inicia uma dupla comunhão: uma comunhão com Deus e uma comunhão com os demais membros da comunidade.

Antifônia de Entrada e Saudação

A Missa começa com a assembleia, de pé, saudando a chegada do celebrante e dos ministros com o Canto de Entrada, o primeiro dos três cânticos tradicionais na liturgia (os outros dois cânticos tradicionais são o Senhor e o Glória).

Chegando ao presbitério, o celebrante e os ministros saúdam o altar e todos fazem o sinal da cruz. É importante notar que a assembleia não se reúne em seu próprio nome, mas em nome da Santíssima Trindade. Fazer o sinal da cruz significa dizer “Nós nos reunimos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

Depois da saudação, é usual o celebrante dizer algumas palavras sobre a Missa do dia. Comentário incial, que pode ser deslocado para antes da procissão de entrada.

Ato penitencial

Em seguida, o celebrante convida os fiéis a uma confissão geral e conclui com a absolvição. Aqui não se trata de uma confissão regular, mas apenas de uma forma de os fiéis tomarem consciência de sua condição de pecadores. Na medida em que a pessoa reconhece sua pequenez, sua condição de pecador, Deus pode vir-lhe ao encontro com Sua graça.

Este reconhecimento pode ser feito por uma oração (“eu pecador, me confesso…”) pela leitura de versículos bíblicos (“Tende compaixão de nós, Senhor”) ou por uma ladainha.

Também é válido lembrar que os pecados graves não perdoados neste momento e que a absolvição dada pelo padre não libera ninguém da confissão.

Glória

Nos domingos fora do Advento e da Quaresma, em solenidades, em festas e celebrações mais solenes os ritos iniciais incluem o Glória, hino cantado ou recitado por todos.

O Glória é uma espécie de salmo composto pela Igreja e representa um solene ato de louvor ao Pai e ao Filho.

Oração da Coleta

O celebrante diz “Oremos” e faz um minuto de silêncio para que todos sintam bem a presença de Deus e formulem interiormente seus pedidos.

O rito de entrada se encerra com a Oração do Dia, ou Coleta, que consiste numa súplica coletiva (daí o nome Coleta) a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo.

A Oração do Dia tem sempre três elementos: a invocação dirigida a Deus, um pedido que se faz e a finalidade do pedido.

FORMAÇÃO: Amanhã inicia aqui um breve curso sobre a Missa parte por parte

Os fiéis se reúnem em nome da Santíssima Trindade,
confessam arrependimento pelas faltas cometidas,
louvam e pedem graças ao Senhor.
A assembleia se prepara para viver todos os atos da
Missa propriamente dita.

O Anunciador durante essa semana vai propor um estudo simples e rapido da Santa Missa parte por parte. Para começarmos nossa formação, antes de tudo é necessário que entendamos o sentido verdadeiro da missa.

Para nós cristãos católicos a missa é a oração mais completa. Não é um show de fé, de músicas, não é momento único de adoração eucaristica, mas sim um momento completo de expossição de nossa fé a Deus Pai. Na Santa Missa podemos ver a precença forte de Deus que nos fala, nos vê, nos julga, nos liberta, nos ouve  e nos envia.

Deus nos vê com um olhar diferente na Santa Missa à medida que o invocamos na plenitude da Trindade Santa e o glorificamos em louvores eternos. Nos ouve em nossos clamores pela oração da assembléia, intenções e por visitar nossos corações fortemente atraves da eucaristia.

Deus nos fala em sua palavra. Na primieira e segunda leitura, no salmo e no Santo Evangelho de Jesus. Nesta horá o Senhor dialoga com cada um presente na missa. Ele exorta – corrigir -, pacifica, ilumina e conduz doutrinas em nossa caminhada. Na missa Deus também nos julga pelo ato penintencial.

Enfim, Deus nos liberta pelo sacrifício pascal na mesa do altar com a transubstanciação do pão e do vinho em Corpo e Sangue de Cristo. Nos envia, renovados pela comunhão, a evangelizar. “Ir em Paz e que o Senhor nos Acompanhe”  significa andar com Cristo, por Cristo e em Cristo.

Por causa de tudo isso e mais um pouco a missa não é show. Não é só música. Muito memos só palavra. A missa é oração completa e em perfeita sintônia com Deus.

Ao ir a missa é preciso que respeitemos cada momento e que o vievenciemos também. Amanhã vamos ver um pouco sobre os ritos iniciais.