Hoje é dia de Nossa Senhora do Carmo. Viva a Mãe de Deus e nossa!!!

Ao olharmos para a história da Igreja encontramos uma linda página marcada pelos homens de Deus, mas também pela dor, fervor e amor à Virgem Mãe de Deus: é a história da Ordem dos Carmelitas, da qual testemunha o cardeal Piazza: “O Carmo existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual”.

Cantemos

Carmelo (em hebraico, “carmo” significa vinha; e “elo” significa senhor; portanto, “Vinha do Senhor”): este nome nos aponta para a famosa montanha que fica na Palestina, donde o profeta Elias e o sucessor Elizeu fizeram história com Deus e com Nossa Senhora, que foi pré-figurada pelo primeiro numa pequena nuvem (cf. I Rs 18,20-45). Estes profetas foram “participantes” da Obra Carmelita, que só vingou devido à intervenção de Maria, pois a parte dos monges do Carmelo que sobreviveram (século XII) da perseguição dos muçulmanos, chegaram fugidos na Europa e elegeram São Simão Stock como seu superior geral; este, por sua vez, estava no dia 16 de julho intercedendo com o Terço, quando Nossa Senhora apareceu com um escapulário na mão e disse-lhe: “Recebe, meu filho, este escapulário da tua Ordem, que será o penhor do privilégio que eu alcancei para ti e para todos os filhos do Carmo. Todo o que morrer com este escapulário será preservado do fogo eterno”.

Vários Papas promoveram o uso do escapulário e Pio XII chegou a escrever: “Devemos colocar em primeiro lugar a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo – e ainda – escapulário não é ‘carta-branca’ para pecar; é uma ‘lembrança’ para viver de maneira cristã, e assim, alcançar a graça duma boa morte”. Neste dia de Nossa Senhora do Carmo, não há como não falar da história dos Carmelitas e do escapulário, pois onde estão os filhos aí está a amorosa Mãe.

Oração a Nossa Senhora do Carmo

Oh! Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe também dos pecadores, e especial Protetora dos que vestem teu sagrado Escapulário; Pelo que sua divina Majestade vos engrandece, escolhendo-vos para verdadeira Mãe sua, vos suplico me alcances de teu querido Filho o perdão de meus pecados, a emenda de minha vida, a salvação de minha alma, o remédio de minhas necessidades, a esperança de minhas aflições e a graça especial que peço nesta novena, se convém para sua maior honra e glória, e bem de minha alma: Que eu, Senhora, para consegui-lo me valho de vossa intercessão poderosa, e quisera ter o Espírito de todos os anjos, Santos e justos a fim de poder adorar vos dignamente;

E unindo minhas vozes com seus afetos, vos saúdo uma e mil vezes, dizendo:

Bendita sois sempre Virgem Maria.

Rezar três Ave-Marias

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

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Cristo Rei do Universo

O Ano Litúrgico, constituído por diversos ciclos, termina com a Festa de Cristo Rei. Jesus nasce com o título de Rei e é agora proclamado pela Igreja como Rei do universo. É o cume de um reinado que foi manifestado num amor extremo, selado na cruz e na glorificação eterna.

Numa visão, o profeta Daniel contempla o trono de Deus e seu juízo sobre o mundo. Ele vê também alguém como “filho de homem” sobre o trono (Dn 7, 9-14). Nos Evangelhos, a expressão “filho de homem” refere-se a Jesus Cristo, àquele que veio do alto para construir o Reino de Deus.

Devemos entender que não são os poderes do mundo que determinam a história, mas sim, aquele que é o Senhor da história, fazendo triunfar o seu Reino. Isto significa que a última palavra sobre o mundo pertence a Deus. É até uma questão de fé e certeza de que as forças do mundo são meramente passageiras.

O centro da história é Jesus Cristo, que veio como Rei, caminha como Rei e termina seu ciclo na terra como Rei. É o mesmo que dizer: “aquele que é, que era e que vem”. Ele é o cumprimento da Aliança feita por Deus com Abraão lá no passado, que só acontece no gesto de doação total na prática do amor.
Mesmo dizendo que o Brasil é o maior país cristão do mundo, Jesus continua sendo o grande desconhecido pelo nosso povo. Desta forma, não criamos paixão por Ele e agimos de forma desregrada, sem compromisso social e ferindo a dignidade das pessoas. Não conseguimos perceber que o amor cristão implica defender a vida do outro, que tem o mesmo direito que nós.Jesus nunca impôs seu poder através do uso da violência desumana, porque não tinha pretensões egoístas. Sua ação ia além dos limites do mundo e passava por uma prática de testemunho coerente e visível aos olhos da sociedade de seu tempo. Com isto Ele instaurou um reinado que contradiz com os poderes mundanos.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba – MG

Hoje é dia de Nossa Senhora do Carmo. Viva a Mãe de Deus e nossa!!!

Ao olharmos para a história da Igreja encontramos uma linda página marcada pelos homens de Deus, mas também pela dor, fervor e amor à Virgem Mãe de Deus: é a história da Ordem dos Carmelitas, da qual testemunha o cardeal Piazza: “O Carmo existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual”.

Cantemos

Carmelo (em hebraico, “carmo” significa vinha; e “elo” significa senhor; portanto, “Vinha do Senhor”): este nome nos aponta para a famosa montanha que fica na Palestina, donde o profeta Elias e o sucessor Elizeu fizeram história com Deus e com Nossa Senhora, que foi pré-figurada pelo primeiro numa pequena nuvem (cf. I Rs 18,20-45). Estes profetas foram “participantes” da Obra Carmelita, que só vingou devido à intervenção de Maria, pois a parte dos monges do Carmelo que sobreviveram (século XII) da perseguição dos muçulmanos, chegaram fugidos na Europa e elegeram São Simão Stock como seu superior geral; este, por sua vez, estava no dia 16 de julho intercedendo com o Terço, quando Nossa Senhora apareceu com um escapulário na mão e disse-lhe: “Recebe, meu filho, este escapulário da tua Ordem, que será o penhor do privilégio que eu alcancei para ti e para todos os filhos do Carmo. Todo o que morrer com este escapulário será preservado do fogo eterno”.

Vários Papas promoveram o uso do escapulário e Pio XII chegou a escrever: “Devemos colocar em primeiro lugar a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo – e ainda – escapulário não é ‘carta-branca’ para pecar; é uma ‘lembrança’ para viver de maneira cristã, e assim, alcançar a graça duma boa morte”. Neste dia de Nossa Senhora do Carmo, não há como não falar da história dos Carmelitas e do escapulário, pois onde estão os filhos aí está a amorosa Mãe.

Oração a Nossa Senhora do Carmo

Oh! Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe também dos pecadores, e especial Protetora dos que vestem teu sagrado Escapulário; Pelo que sua divina Majestade vos engrandece, escolhendo-vos para verdadeira Mãe sua, vos suplico me alcances de teu querido Filho o perdão de meus pecados, a emenda de minha vida, a salvação de minha alma, o remédio de minhas necessidades, a esperança de minhas aflições e a graça especial que peço nesta novena, se convém para sua maior honra e glória, e bem de minha alma: Que eu, Senhora, para consegui-lo me valho de vossa intercessão poderosa, e quisera ter o Espírito de todos os anjos, Santos e justos a fim de poder adorar vos dignamente;

E unindo minhas vozes com seus afetos, vos saúdo uma e mil vezes, dizendo:

Bendita sois sempre Virgem Maria.

Rezar três Ave-Marias

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

Distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam – Evangelho do Dia

Evangelho – Jo 6,1-15

Distribuiu-os aos que estavam

sentados, tanto quanto queriam.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 6,1-15

Naquele tempo:
1Jesus foi para o outro lado do mar da Galiléia,
também chamado de Tiberíades.
2Uma grande multidão o seguia,
porque via os sinais que ele operava
a favor dos doentes.
3Jesus subiu ao monte
e sentou-se aí, com os seus discípulos.
4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus.
5Levantando os olhos,
e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro,
Jesus disse a Filipe:
“Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?”
6Disse isso para pô-lo à prova,
pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer.
7Filipe respondeu:
“Nem duzentas moedas de prata bastariam
para dar um pedaço de pão a cada um”.
8Um dos discípulos,
André, o irmão de Simão Pedro, disse:
9″Está aqui um menino com
cinco pães de cevada e dois peixes.
Mas o que é isso para tanta gente?”
10Jesus disse:
“Fazei sentar as pessoas”.
Havia muita relva naquele lugar,
e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens.
11Jesus tomou os pães,
deu graças
e distribuiu-os aos que estavam sentados,
tanto quanto queriam.
E fez o mesmo com os peixes.
12Quando todos ficaram satisfeitos,
Jesus disse aos discípulos:
“Recolhei os pedaços que sobraram,
para que nada se perca!”
13Recolheram os pedaços
e encheram doze cestos
com as sobras dos cinco pães,
deixadas pelos que haviam comido.
14Vendo o sinal que Jesus tinha realizado,
aqueles homens exclamavam:
“Este é verdadeiramente o Profeta,
aquele que deve vir ao mundo”.
15Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo
para proclamá-lo rei,
Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Jo 6, 1-15

O capítulo sexto do evangelho de São João é reservado para o discurso sobre o sacramento da Eucaristia, e Jesus, no uso da sua pedagogia, prepara os judeus para esse discurso através da multiplicação dos pães. A prática pedagógica de Jesus deve ser o grande iluminativo para a nossa prática missionária, pastoral e evangelizadora. Nós devemos anunciar o evangelho a partir da realidade das pessoas, de suas experiências de vida, dos seus valores e das suas expectativas. Antes de anunciar a Palavra de Deus, precisamos criar a necessidade dela no coração das pessoas como Jesus, que a partir da necessidade do pão, cria a necessidade do pão da vida eterna.

 

Porventura o Messias virá da Galiléia? – Evangelho do Dia

Evangelho – Jo 7,40-53

Porventura o Messias virá da Galiléia?

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 7,40-53

Naquele tempo:
40Ao ouvirem as palavras de Jesus,
algumas pessoas da multidão diziam:
“Este é, verdadeiramente, o Profeta.”
41Outros diziam: “Ele é o Messias”.
Mas alguns objetavam:
Porventura o Messias virá da Galiléia?
42Não diz a Escritura que o Messias
será da descendência de Davi
e virá de Belém, povoado de onde era Davi?”
43Assim, houve divisão no meio do povo
por causa de Jesus.
44Alguns queriam prendê-lo,
mas ninguém pôs as mãos nele.
45Então, os guardas do Templo
voltaram para os sumos sacerdotes e os fariseus,
e estes lhes perguntaram:
“Por que não o trouxestes?”
46Os guardas responderam:
“Ninguém jamais falou como este homem.”
47Então os fariseus disseram-lhes:
“Também vós vos deixastes enganar?
Por acaso algum dos chefes ou dos fariseus acreditou nele?
49Mas esta gente que não conhece a Lei,
é maldita!”
50Nicodemos, porém, um dos fariseus,
aquele que se tinha encontrado com Jesus anteriormente,
disse:
51″Será que a nossa Lei julga alguém,
antes de o ouvir e saber o que ele fez?”
52Eles responderam:
“Também tu és galileu, porventura?
Vai estudar e verás que da Galiléia não surge profeta.”
53E cada um voltou para sua casa.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Jo 7, 40-53

Muitas pessoas conhecem diversas coisas sobre Jesus, mas não conhecem verdadeiramente a Jesus, porque fundamentaram o seu conhecimento numa leitura racional e científica da Palavra e da História, mas nunca tiveram um encontro pessoal com Jesus, nunca entraram na sua intimidade através da oração, nunca procuraram contemplá-lo, nunca quiseram desenvolver uma espiritualidade. Essas pessoas sempre fizeram de Jesus um objeto de conhecimento e não uma pessoa de relacionamento. Nunca viram verdadeiramente Jesus, de modo que não podem compreendê-lo, segui-lo, amá-lo e viver de acordo com os valores que ele propôs.

Bento XVI envia mensagem aos brasileiros no início da Campanha da Fraternidade

papa-bentoxvi-rezandoNeste dia 13 de fevereiro, quarta-feira de Cinzas, será lançada a Campanha da Fraternidade (CF), com o tema “Fraternidade e Juventude” e o lema “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8). O Papa Bento XVI enviou uma mensagem para o início da Campanha. A seguir, a íntegra da mensagem:

“Queridos irmãos e irmãs,

Diante de nós se abre o caminho da Quaresma, permeado de oração, penitência e caridade, que nos prepara para vivenciar e participar mais profundamente na paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. No Brasil, esta preparação tem encontrado um válido apoio e estímulo na Campanha da Fraternidade, que este ano chega à sua quinquagésima realização e se reveste já das tonalidades espirituais da XXVII Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em julho próximo: daí o seu tema “Fraternidade e Juventude”, proposto pela Conferência Episcopal Nacional com a esperança de ver multiplicada nos jovens de hoje a mesma resposta que dera a Deus o profeta Isaías: “Eis-me aqui, envia-me!”(6,8).

De bom grado associo-me a esta iniciativa quaresmal da Igreja no Brasil, enviando a todos e cada um a minha cordial saudação no Senhor, a quem confio os esforços de quantos se empenham por ajudar os jovens a tornar-se – como lhes pedi em São Paulo – “protagonistas de uma sociedade mais justa e mais fraterna inspirada no Evangelho” (Discurso aos jovens brasileiros, 10/05/2007). É que os “sinais dos tempos”, na sociedade e na Igreja, surgem também através dos jovens; menosprezar estes sinais ou não os saber discernir é perder ocasiões de renovação. Se eles forem o presente, serão também o futuro. Queremos os jovens protagonistas integrados na comunidade que os acolhe, demonstrando a confiança que a Igreja deposita em cada um deles. Isto requer guias – padres, consagrados ou leigos – que permaneçam novos por dentro, mesmo que o não sejam de idade, mas capazes de fazer caminho sem impor rumos, de empatia solidária, de dar testemunho de salvação, que a fé e o seguimento de Jesus Cristo cada dia alimentam.

Por isso, convido os jovens brasileiros a buscarem sempre mais no Evangelho de Jesus o sentido da vida, a certeza de que é através da amizade com Cristo que experimentamos o que é belo e nos redime: “Agora que isto tocou os teus lábios, tua culpa está sendo tirada, teu pecado, perdoado” (Is 6,7). Desse encontro transformador, que desejo a cada jovem brasileiro, surge a plena disponibilidade de quem se deixa invadir por um Deus que salva: “Eis-me aqui, envia-me!’ aos meus coetâneos” – ajudando-lhes a descobrir a força e a beleza da fé no meio dos “desertos (espirituais) do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o que é essencial: (…) o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Vaticano II são uma expressão luminosa, assim como o é o Catecismo da Igreja Católica” (Homilia na abertura do Ano da Fé, 11/10/2012).

Que o Senhor conceda a todos a alegria de crer n’Ele, de crescer na sua amizade, de segui-Lo no caminho da vida e testemunhá-Lo em todas situações, para transmitir à geração seguinte a imensa riqueza e beleza da fé em Jesus Cristo. Com votos de uma Quaresma frutuosa na vida de cada brasileiro, especialmente das novas gerações, sob a proteção maternal de Nossa Senhora Aparecida, a todos concedo uma especial Bênção Apostólica

Vaticano, 8 de fevereiro de 2013

Benedictus PP. XVI

Saiba mais

Estudo sobre a CF 2013

Vídeo promocional da CF 2013

Cristo Rei do universo

O Ano Litúrgico, constituído por diversos ciclos, termina com a Festa de Cristo Rei. Jesus nasce com o título de Rei e é agora proclamado pela Igreja como Rei do universo. É o cume de um reinado que foi manifestado num amor extremo, selado na cruz e na glorificação eterna.

Numa visão, o profeta Daniel contempla o trono de Deus e seu juízo sobre o mundo. Ele vê também alguém como “filho de homem” sobre o trono (Dn 7, 9-14). Nos Evangelhos, a expressão “filho de homem” refere-se a Jesus Cristo, àquele que veio do alto para construir o Reino de Deus.

Devemos entender que não são os poderes do mundo que determinam a história, mas sim, aquele que é o Senhor da história, fazendo triunfar o seu Reino. Isto significa que a última palavra sobre o mundo pertence a Deus. É até uma questão de fé e certeza de que as forças do mundo são meramente passageiras.

O centro da história é Jesus Cristo, que veio como Rei, caminha como Rei e termina seu ciclo na terra como Rei. É o mesmo que dizer: “aquele que é, que era e que vem”. Ele é o cumprimento da Aliança feita por Deus com Abraão lá no passado, que só acontece no gesto de doação total na prática do amor.
Mesmo dizendo que o Brasil é o maior país cristão do mundo, Jesus continua sendo o grande desconhecido pelo nosso povo. Desta forma, não criamos paixão por Ele e agimos de forma desregrada, sem compromisso social e ferindo a dignidade das pessoas. Não conseguimos perceber que o amor cristão implica defender a vida do outro, que tem o mesmo direito que nós.

Jesus nunca impôs seu poder através do uso da violência desumana, porque não tinha pretensões egoístas. Sua ação ia além dos limites do mundo e passava por uma prática de testemunho coerente e visível aos olhos da sociedade de seu tempo. Com isto Ele instaurou um reinado que contradiz com os poderes mundanos.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba – MG

É indispensável permanecer sempre unidos a Jesus, enfatiza Papa

“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor” (Jo 15,1), disse Jesus aos seus discípulos. De fato, salienta o Papa Bento XVI na proclamação do Regina Coeli deste domingo, 6, “a verdadeira vinha de Deus, a videira verdadeira, é Jesus, que com Seu sacrifício de amor nos doa a salvação, nos abre o caminho para ser parte desta vinha”.

Assim, “é indispensável permanecer sempre unidos a Jesus, depender Dele, porque sem Ele não podemos fazer nada”, enfatizou o Santo Padre aos fiéis reunidos na Praça São Pedro.

São Francisco de Sales escreve: “O ramo, unido e em conjunto com o tronco, porta fruto não por virtude própria, mas em virtude da estirpe: agora, fomos unidos pela caridade ao nosso Redentor, como membros à cabeça; eis porque… boas obras, tendo o seu valor com Ele, merecem a vida eterna” (Tratado do Amor de Deus, XI, 6, Roma 2011, 601).

Liberdade e dependência de Deus

Bento XVI lembra que numa carta escrita a João, o Profeta, que viveu no deserto de Gaza no século V, um fiel faz a seguinte pergunta: Como é possível ter, ao mesmo tempo, a liberdade do homem e o não poder fazer nada sem Deus? E o monaco respondeu: Se o homem inclina seu coração para o bem e pede ajuda a Deus, recebe a força necessária para cumprir a própria obra. Por isso, a liberdade do homem e a potência de Deus caminham juntas. Isso é possível porque o bem vem do Senhor, mas ele é cumprido graças aos seus fiéis.

“Queridos amigos, cada um de nós é como um ramo, que vive somente se cresce cada dia, na oração, na participação aos Sacramentos, na caridade, a sua união com o Senhor. E quem ama Jesus, videira verdadeira, produz frutos de fé para uma colheita espiritual abundante. Suplicamos a Mãe de Deus para que permaneçamos firmemente implantados em Jesus e cada ação nossa tenha Nele o seu início e Nele o seu cumprimento”, conclui o Pontífice.

Evangelho do Dia – Jo 6,1-15

 

Distribuiu-os aos que estavam

sentados, tanto quanto queriam.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 6,1-15
Naquele tempo:
1Jesus foi para o outro lado do mar da Galiléia,
também chamado de Tiberíades.
2Uma grande multidão o seguia,
porque via os sinais que ele operava
a favor dos doentes.
3Jesus subiu ao monte
e sentou-se aí, com os seus discípulos.
4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus.
5Levantando os olhos,
e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro,
Jesus disse a Filipe:
“Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?”
6Disse isso para pô-lo à prova,
pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer.
7Filipe respondeu:
“Nem duzentas moedas de prata bastariam
para dar um pedaço de pão a cada um”.
8Um dos discípulos,
André, o irmão de Simão Pedro, disse:
9″Está aqui um menino com
cinco pães de cevada e dois peixes.
Mas o que é isso para tanta gente?”
10Jesus disse:
“Fazei sentar as pessoas”.
Havia muita relva naquele lugar,
e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens.
11Jesus tomou os pães,
deu graças
e distribuiu-os aos que estavam sentados,
tanto quanto queriam.
E fez o mesmo com os peixes.
12Quando todos ficaram satisfeitos,
Jesus disse aos discípulos:
“Recolhei os pedaços que sobraram,
para que nada se perca!”
13Recolheram os pedaços
e encheram doze cestos
com as sobras dos cinco pães,
deixadas pelos que haviam comido.
14Vendo o sinal que Jesus tinha realizado,
aqueles homens exclamavam:
“Este é verdadeiramente o Profeta,
aquele que deve vir ao mundo”.
15Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo
para proclamá-lo rei,
Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Jo 6, 1-15

O capítulo sexto do evangelho de São João é reservado para o discurso sobre o sacramento da Eucaristia, e Jesus, no uso da sua pedagogia, prepara os judeus para esse discurso através da multiplicação dos pães. A prática pedagógica de Jesus deve ser o grande iluminativo para a nossa prática missionária, pastoral e evangelizadora. Nós devemos anunciar o evangelho a partir da realidade das pessoas, de suas experiências de vida, dos seus valores e das suas expectativas. Antes de anunciar a Palavra de Deus, precisamos criar a necessidade dela no coração das pessoas como Jesus, que a partir da necessidade do pão, cria a necessidade do pão da vida eterna.

Por que a Igreja usa as cinzas?

A Igreja Católica sempre usou as cinzas em sua liturgia. Esse uso é baseado em passagens bíblicas e tem sua origem no Antigo Testamento.

Uma das passagens da qual a Igreja se inspira esta no livro de Ester – Est 4, 1. Lá está escrito que Mardoqueu se vestiu de saco e cobriu – se de cinzas quando soube do decreto do Rei Asuer I, da Pérsia, que condenava todos os judeus a morte.

Outro livro que também fala das cinzas como uso penitencial é o Jó. Na ocasião, Jó, mostra seu arrependimento vestindo-se de saco e se cobrindo de cinzas – Jó 42,6. O livro de Jó foi escrito entre VII e V a.C. O profeta Daniel também fala das cinzas. “Volvi – me para o Senhor Deus a fim de dirigir – lhe uma oração de súplicas, jejuando e me impondo o cilício e as cinza”, Daniel 9, 3. Daniel fala isso profetizando a invasão de Jerusalém pela Babilônia.

No livro de Jonas, a população de Nínive proclamou jejum e todos se vestiram de saco, inclusive o rei, que também se sentou sobre as cinzas – Jn 3, 5-6.

Jesus Cristo em seu evangelho também falou sobre cinzas. No evangelho de Jesus segundo Mateus está escrito assim: “Ai de ti Corozaim! Ai de ti Betsaida! Por que se tivessem sido feitos em Tiro e em Sidônia os milagres que foram feitos em vosso meio, há muito tempo elas se teriam arrependido sob o cilício e as cinzas” – Mt 11, 21.

Para a igreja esse sentido penitencial das cinzas abre a quaresma, que para a fé Católica é período de jejum, oração e penitencia. As cinzas usadas neste dia são resultados da queima dos ramos do Domingo de Ramos do ano anterior.

Quando na celebração/missa as cinzas são impostas com os seguintes dizeres: “Recorda-te que és pó e em pó te converteras” ou “Arrepende-te e crede no Evangelho”.

Ao aceitar a imposição das cinzas o cristão expressa duas realidades fundamentais. A primeira premissa é que somos criaturas mortais. “Você é pó, e ao pó voltará”, diz o livro de Gênesis. A segunda premissa é a conversão ao Evangelho. Depois de reconhecer que somos pó e ao pó voltaremos reconhecermos a boa nova de Cristo como nosso manual de vida.

Mais leituras sobre as cinzas

Vários livros da Bíblia falam sobre as cinzas como sinal de transitoriedade – Nm 19; Hb 9, 13; Gn 18, 27; Jó 30, 19 – e como sinal de luto – 2Sm 13,19; Sl 102,10; Ap 19,19 – e ainda como penitência – Dn 9,3; Mt 11, 21.

Programação de Missas nesta quarta-feira

A Paróquia Sagrada Família, Ipatinga, terá celebrações e missas nesta quarta-feira de cinzas em vários horários. As comunidades da paróquia irão celebrar nos horários de domingo.

A liturgia das cinzas começam as 08h30 e só encerra as 19h30. Veja a programação:

  • 7h celebração na Comunidade São Pedro – Rua Icó, 45, Caravelas;
  • 08h30 celebração na Comunidade Menino Jesus – Rua Serra Central, 25, Jardim Panorama;
  • 10h missa na comunidade Imaculada Conceição – trevo do Caçula com Panorama;
  • 16h celebração na comunidade Santa Luzia – Rua Amazonita, atrás do Colégio Vele do Aço;
  • 18h celebração na comunidade Sagrado Coração de Jesus – Rua Vitória, Jardim Panorama; próximo à unidade de saúde;
  • 18h missa na comunidade São Pedro – rua Icó, 45, Caravelas;
  • 19h30 missa na comunidade Menino Jesus – Rua Serra Central, 25, Jardim Panorama;

por Marquione Ban

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