Eu vim lá do interior, onde a religião ainda é importante…

Irmãos e irmãs,

Paz e bem!

Minha vida nos últimos anos tem sido uma constante alternância de estatus. Como bem sabem, já contei muito aqui para vocês. Recentemente, e aí digo menos de uma mês, caiu uma benção sobre mim. Um emprego. Mas junto a ele uma mudança.

Fui selecionado para trabalhar em um faculdade no norte de Minas. Em Montes Claros. As Faculdades Santo Agostinho entram na minha vida.

O processo de decisão não foi facil. Apesar da idade, não tão jovem, 32 anos, eu nunca havia saído da casa dos pais. Sou solteiro. Era uma mudança ímpar e um “até logo” ao meu pai e família.

Você deve estar se perguntando por que isso foi difícil? Bem, a resposta é simples, mas multipla:

  1. Há menos de um ano minha mãe faleceu;
  2. Na minha casa eu, meu pai e irmã estreitamos ainda mais os nossos laços;
  3. Nunca morei só;
  4. Montes Claros fica 533 km de Ipatinga;
  5. E mais uma série de miudezas.

Mas em fim, esses motivos um a um foram caindo. Hoje eu moro em MoC, como meus novos conterrâneos dizem. E aqui, há duas semanas, ainda não havia ido a missa.

Hoje fui. Confesso que não consegui pegar o nome do frei, mas destaco o que vi.

Em minha cidade eu estava no automático desde que minha mãe faleceu. A fé habitava em mim, mas eu não tinha mais um grande entusiasmo.

Entusiasmo: significa Deus dentro de você. O ânimo, a alma repleta de Deus.

Ao chegar na belissima Catedral de Montes Claros vi que era missa com as crianças. E como criança, Deus tinha um recado simples para mim.

O padre acolheu um a um os visitantes e só isso me comoveu.

Não bastasse esse abraço do Pai, ele mandou uma mensagem pelo padre que cantou. O padre voltou ao altar e entou “eu vim lá do interior…”

O coração rasgou. As memórias vieram. O que veio junto foi o resgaste. Essa música eu cantava muito nos grupos de reflexão. Os grupos de reflexão foram e são minha base de fé. Lá eu conheci Deus em infinidade e intimidade.

Trouxe meu entusiamo de volta. “Hoje foi o dia que o Senhor fez para nós”.

Obrigado Pai! Seja louvado e adorado sempre.

Anúncios

Festa em devoção a Imaculada Conceição em Ipatinga-MG

Imaculada ConceiçãoA comunidade católica do bairro Caçula está em festa. Entre os dias 5 e 8/12 os fiéis estarão reunidos para rezarem em devoção a Imaculada Conceição, padroeira da comunidade.

As celebração começa no dia 5/12, com a Santa Missa presidida pelo Padre Zezinho. Este dia tem como tema “Maria Modelo de Fé paras as Famílias”. Já no dia 6/12, sob o tema “Maria, caminho perfeito que nos leva a Fé” o padre Jefferson Veronês celebra a Santa Missa. No terceiro dia do tríduo ( 7/12), o tema a ser refletido é “Maria berço da Fé”. Neste dia, a missa será celebrada pelo Padre Aloísio Vieira. Todos os dias as missas começam as 19h com a oração do Oficio à Virgem Maria.

O encerramento do tríduo e grande festa à Nossa Senhora da Imaculada Conceição será no dia 8/12. A missa vai ser presidida pelo Padre Aloísio Viera.  As comemorações começaram a partir das 19h com a oração do Ofício.

A comunidade Imaculada Conceição fica localizada no Bairro Caçula, na Av Guido Marlieri com Av Roberto Burle Marx, próximo ao Trevo do Panorama.  Participe!

Padre Zezinho sofre uma isquemia cerebral, mas passa bem

Ontem, por volta das 18h o Padre Zezinho sofreu um isquemia cerebral e foi internado. Os shows forma cancelados. Leia a nota da Editora Paulinas sobre a internação do padre.

 

Vamos rezar por sua saúde para que ele se recupere o mais rápido possível.

Nova geração de padres pop dá o que falar

Os sacerdotes católicos Alessandro Campos, Adriano Zandoná, Nilso Motta (em pé, da esq. para a dir.) e Juarez de Castro: serenidade para lidar com o assédio feminino
Os sacerdotes católicos Alessandro Campos, Adriano Zandoná, Nilso Motta (em pé, da esq. para a dir.) e Juarez de Castro: serenidade para lidar com o assédio feminino

Nos bastidores da foto ao lado, os jovens sacerdotes poderiam ser facilmente confundidos com integrantes de uma banda pop, não fossem as camisas clericais. “Miaaau!!”, brincava Adriano Zandoná ao ouvir que estava “gato” no ensaio. “Não vão sacanear e publicar a reportagem na semana da Parada Gay, né?”, dizia Juarez de Castro, levando os outros às gargalhadas. De chapéu e calça jeans apertada, Alessandro Campos emendava: “Escreva lá que estamos todos solteiros… Graças a Deus!”. Mais risos. Bonitos, carismáticos e informais, eles figuram entre os nomes emergentes de uma nova geração de religiosos católicos dedicados a divulgar o Evangelho além da missa. Para isso, estão cada vez mais presentes na mídia, com discos, livros e programas de rádio e TV, fenômeno que ganhou fôlego desde 2008, quando pela primeira vez dois padres (Fábio de Melo e Marcelo Rossi) ficaram na lista dos dez maiores vendedores de CDs do país. No ano passado, foram quatro (incluídos também Robson de Oliveira e Reginaldo Manzotti).

A gênese do fenômeno vem da década de 60, quando o padre Zezinho levou, por influência do iê-iê-iê dos Beatles, guitarras e baterias às missas do Santuário São Judas Tadeu, na Zona Sul. Ao mesmo tempo em que tocou o coração de muitos, foi chamado de “estrela” e “achincalhador da fé”. Polêmica semelhante envolveu Marcelo Rossi, que explodiu nos anos 90 fazendo os devotos suarem a camisa com suas coreografias e hoje soma vendas de 12 milhões de discos e 8 milhões de livros. Tal popularidade não é desprezada pela Igreja Católica, que viu sua penetração entre os brasileiros cair de 83% para 68% nos últimos vinte anos e, ao mesmo tempo, os evangélicos ganharem terreno, em parte pelo surgimento de pastores midiáticos e marqueteiros, em parte pelo engajamento político de sacerdotes e bispos simpáticos à Teologia da Libertação.

Não são poucos, porém, os dilemas dessa visibilidade: é possível cultivar a estampa de galã sem fazer com que as fiéis fantasiem outro tipo de relação? “A religião tem de dialogar com as diversas culturas”, avalia o padre Valeriano dos Santos Costa, diretor da Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Só é preciso cuidado para não chamar mais atenção do que Jesus.” Missão nada simples. Nos eventos presenciados por VEJA SÃO PAULO, as frequentadoras verbalizavam a todo momento o encantamento pelos predicados dessas novas estrelas dos altares paulistanos.

Nos perfis abaixo, conheça quatro padres pop e seus estilos diferentes de levar a Palavra:

Padres pop: Juarez de Castro

Na adolescência, Juarez de Castro gostava de fazer filmes caseiros que eram exibidos em praça pública num vilarejo próximo à cidade mineira de Lavras, onde nasceu e morava com a família. “Meu irmão ganhou uma filmadora e eu era sempre o protagonista”, conta ele, primo em segundo grau do ator Selton Mello. Anos depois, por linhas tortas, seu destino acabou por transformá-lo em popstar da fé, com programas em rádio, TV e cinco discos — o mais vendido, com 250.000 cópias, bateu o último álbum do sertanejo Michel…

» Leia mais

Padres pop: Alessandro Campos

Com camisa de gola clerical, calça jeans justa e um caro relógio Bulgari no pulso, o padre Alessandro Campos esmera-se no figurino que mescla sagrado com profano. Capricha também na performance de astro quando sobe ao palco para cantar as músicas do álbum “O Homem Decepciona, Jesus Cristo Jamais”, lançado no fim de 2011. Tocador de viola e de berrante, chegou a fazer uma entrada apoteótica em um de seus shows religiosos, no qual surgiu montado a cavalo. + Nova geração de padres pop dá o que…» Leia mais

Padres pop: Adriano Zandoná

Adriano Zandoná estava no ventre da mãe quando a irmã de 5 anos teve câncer no sangue e no rim. Devido à gravidez, a dona de casa foi proibida de estar presente nas sessões de radioterapia da filha, mas, sem ter quem fosse com a menina, não atendeu às recomendações. Acompanhou todo o difícil tratamento, com o filho na barriga. Preocupada com o bem-estar do bebê, orou a Nossa Senhora, pedindo que sua decisão tivesse sido a mais certa. Por sorte — ou “milagre”, como acredita o irmão… » Leia mais

Padres pop: Nilso Motta

Já passava das 23 horas da sexta-feira 25 de maio quando o padre Nilso Motta vestiu a batina em um camarim improvisado no canto do altar de uma igreja em Barueri, na Grande São Paulo. Minutos depois, ele se dirigiu à porta da frente e caminhou pela nave até alcançar seu posto. Cerca de 2.000 pessoas (entre elas, crianças agitadas e idosos animados) se espremiam pelos corredores e entoavam de cor alguns hits católicos. Os termômetros marcavam 10 graus. Alguns se enrolaram em cobertores — a construção ainda…

» Leia mais

Personalidades que inspiraram os aspirantes a padre-popstar

No meio do caminho entre o padre Marcelo Rossi e a nova geração de religiosos midiáticos, Fábio de Melo, de 42 anos, levou a música católica para o topo das paradas. Nascido na cidade de Formiga, no interior de Minas Gerais, ele vive num sítio em Taubaté, a 130 quilômetros da capital paulista, e já vendeu mais de 2 milhões de CDs, quase 1 milhão de DVDs, além de 500.000 livros. + Nova geração de padres pop dá o que falar na cidade + O… » Leia mais

Impressões dos fiéis

 “Vou virar freguesa desta missa… São mais de 2 metros de padre!” Mulher de cerca de 60 anos para a filha, em missa do padre Adriano “Que desperdício!” Senhora de aproximadamente 50 anos, sobre o padre Juarez, em frente da Rede Vida + Nova geração de padres pop dá o que falar na cidade + Personalidades católicas que inspiraram os aspirantes a padre-popstar “Gosto de sermão que faz a gente pensar nas coisas da vida.” Homem de uns 30 anos, sobre a… » Leia mais

por Claudia Jordão [colaborou Jéssika Torrezan]

Reportagem publicada na Revista Veja São Paulo

2º Simpósio Nacional da Família debateu o trabalho e a vida familiar

4a_Peregrinao_Nacional_da_Famlia20121Sábado, 28 de abril, aconteceu o 2º Simpósio Nacional da Família, em Aparecida (SP), destino de muitas romarias e peregrinações para todos os brasileiros. O evento foi realizado no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, local onde estavam reunidos os bispos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em sua 50ª Assembleia Geral, na área do Santuário Nacional, que abriga também a Basílica Nacional de Aparecida e o Centro dos Romeiros.

O evento foi iniciado com a composição da mesa onde estiveram dom Raymundo Damasceno, presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida; dom João Carlos Petrini, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, que é bispo de Camaçari (BA); dom Joaquim Justino Carreira, membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família e bispo de Guarulhos (SP); o padre Rafael Fornasier, assessor nacional da Pastoral Familiar a serviço da Vida; padre Wladimir Porreca, assessor nacional da Pastoral Familiar a serviço da Família; o casal Vera e Raimundo Veloso Leal, coordenadores nacionais da Pastoral Familiar; e o casal Marivone e Volnei Exterkoetter, vice coordenadores nacionais da Pastoral Familiar.

Dom Damasceno dirigiu palavras de acolhida aos participantes do Simpósio. A seguir foi rezada a oração inicial pela equipe do Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo) e a entronização da imagem de Nossa Senhora Aparecida que foi acolhida por dom Damasceno.

O evento teve como atração principal as duas conferências, sendo a primeira com o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Márcio Pochmann, na parte da manhã, e a segunda, no período da tarde, proferida pelo padre José Fernandes de Oliveira, mais conhecido como padre Zezinho, famoso cantor e compositor.

4a_Peregrinao_Nacional_da_Famlia20122Márcio Pochmann falou sobre a relação da família com o trabalho e apresentou um panorama histórico do trabalho na família e as perspectivas que atualmente estão sendo apresentadas às novas gerações. A exposição foi distribuída em três partes, sendo que na primeira ele discorreu sobre as transformações da família no decorrer do tempo; na segunda parte, ele apresentou dados e informações sobre a transformação da relação entre família e trabalho; e na última parte, ele falou sobre os desafios que a família tem à frente conforme toda a situação do trabalho.

Após a conferência a palavra foi dada aos bispos presentes, entre eles estava dom Emílio Pignoli, Referencial da Pastoral Familiar do Regional Sul 1, e dom Eduardo Pinheiro, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, que falou sobre a importância da família para a juventude, da Jornada Mundial da Juventude, que será realizada no Brasil em 2013, e apresentou o subsídio “Aos Jovens com Afeto”.

A apresentação musical da manhã ficou a cargo do grupo Ir ao Povo, do cantor Antônio Cardoso e do padre Ezequiel, de Caxias do Sul (RS).

Dom Antônio Augusto Dias Duarte, bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família fez a oração do Ângelus.

4a_Peregrinao_Nacional_da_Famlia20123O momento dedicado à palestra do padre Zezinho, ele iniciou sua fala onde enfatizou a importância do exercício do amor no relacionamento. Lembrou que o bom humor é base para o amor. Enfatizou também a necessidade dos agentes de pastoral conhecerem mais a Palavra de Deus, os documentos do Magistério da Igreja e a própria realidade de nossos dias através da leitura. Sua exposição levou os participantes do Simpósio a refletirem como se pode chegar à festa se não existem muitos motivos dentro da família para que ela se realize.

O evento foi encerrado com a bênção de dom Joaquim Justino Carreira. Os participantes encaminharam-se, então, para a Basílica Nacional, onde participaram da Missa do Encontro, presidida por dom Eduardo Pinheiro, bispo auxiliar de Campo Grande (MS).

Música da Semana

Um certo Galileu

Um certo dia, a beira mar
Apareceu um jovem Galileu
Ninguém podia imaginar
Que alguém pudesse amar do jeito que ele amava
Seu jeito simples de conversar
Tocava o coração de quem o escutava

E seu nome era Jesus de Nazaré
Sua fama se espalhou e todos vinham ver
O fenômeno do jovem pregador
Que tinha tanto amor

Naquelas praias, naquele mar
Naquele rio, em casa de Zaqueu
Naquela estrada, naquele sol
E o povo a escutar histórias tão bonitas
Seu jeito amigo de se expressar
Enchia o coração de paz tão infinita

Em plena rua, naquele chão
Naquele poço e em casa de Simão
Naquela relva, no entardecer
O mundo viu nascer a paz de uma esperança
Seu jeito puro de perdoar
Fazia o coração voltar a ser criança

Um certo dia, ao tribunal
Alguém levou o jovem Galileu
Ninguém sabia qual foi o mal
E o crime que ele fez; quais foram seus pecados
Seu jeito honesto de denunciar
Mexeu na posição de alguns privilegiados

E mataram a Jesus de Nazaré
E no meio de ladrões puseram sua cruz
Mas o mundo ainda tem medo de Jesus
Que tinha tanto amor

Pe. Zezinho

Prestemos atenção na letra das músicas

Canções que nada dizem

gsfdgNão há canções que nada dizem.

Alguma coisa elas dizem, para quem as compôs, para quem as canta e para quem as repete.

Podem não dizer nada para mim e pra você que temos outros gostos, outra cultura, outra fé e outras informações.

Também não gostamos de certos sucos, certos alimentos e certas bebidas. Outros gostam! Se fazem bem ou mal, depende de cada organismo.

A nós talvez não façam bem.

Não digerimos como eles digerem!Diga-se o mesmo de sambas, rocks e marchas, de ritmos de ontem, da música Disco, ou de como Beatles, Abba, Michael Jackson e Madonna.

Há quem goste e detecte uma mensagem onde não detectamos.

Rap, reggae, afro, clássico, hip hop são gêneros que dizem algo a algum grupo.

Mas se quiserem trazê-lo para a liturgia é hora de enfrentá-los.

Se nos enfrentam, sejam enfrentados!Porque, uma coisa é a música que nos agrada e outra, a música de igreja que por definição não nos pertence.

Um compositor de música religiosa supostamente é chamado a servir à catequese da sua igreja.

Então, sua canção não pode servir apenas a um movimento, nem a uma só linha de espiritualidade.

Se for o caso, não a cante numa missa onde há outros grupos, ou em qualquer encontro, pois seria impor sua maneira de pensar aos demais.

A música religiosa tem que dizer o que a Igreja espera que seja dito em seus cultos e concentrações.

Nem mesmo a letra nos pertencerá.

Por isso, alguém mais abalizado precisa opinar sobre o que cantamos para todos os católicos.

O recado serve para músicos franciscanos, salesianos, dehonianos, da RCC, ou vicentinos.

Há canções típicas de nossa linha de espiritualidade, cantáveis em nossos lugares de oração.

Há outras, mais abrangentes, feitas para todos os católicos.

Precisam transmitir a catequese de todos.

Estas tem outro destino.

Leio algumas letras não religiosas e outras religiosas.

Duas delas dizem egocentricamente:

-“Preciso de um alguém que me dê o seu amor, que seja só para mim e que me faça feliz. Quero o amor mais sincero do jeito que eu o quero/do jeito que eu sempre quis E então eu serei feliz”.

“Hei de amar somente a Deus, o resto pra mim é nada. Só a Deus eu amarei.”

Uma Igreja cristã não pode assinar em baixo dessas duas canções, nem cantá-las porque são egoístas.

Os autores pensaram apenas em si ao escrevê-las.

Esqueceram que seriam cantadas para outras pessoas.

No seu bojo tais canções traem fechamento.

São dois gritos egoístas, ainda que uma delas seja supostamente religiosa.

Falta nelas o essencial do que se entende por amor cristão: o amor ao próximo e nosso dever de também amá-lo.

Canções sempre dizem alguma coisa, mas canções religiosas não podem negar o catecismo.

Por natureza, estão sujeitas à censura.

Se uma palavra dela nega uma doutrina, a autoridade mande corrigi-la, cantar diferente ou, simplesmente, não mais cantá-la.

Não basta ser bonita e fazer bem à banda que a executa.

Tem que ser mensagem da Igreja.

Se alguém insiste nela, já que fundou uma banda, funde também sua própria igreja!

Mas, então, não a considere igreja cristã…

Fonte: Rainha da Paz

Bênçãos altamente seletivas

Abordo um tema relativamente freqüente nesses dias de padre famosos. Falo da benção especial de alguns sacerdotes em detrimento da benção sacerdotal dada pela Igreja, na pessoa de qualquer um dos seus sacerdotes. Criou-se entre alguns fieis a ideia de que a benção de um padre famoso vale mais do que a benção de um bispo ou do que a benção de outro. Falo do que aconteceu comigo e imagino que aconteça com outros sacerdotes mais conhecidos do que os demais. Lembro que mais conhecido não significa mais culto, nem mais sábio nem mais santo!

Alguns desses fieis chegam a afirmar que um sacerdote famoso tem benção mais forte e mais poderosa do que a de um sacerdote anônimo. Já o disseram a mim! Explico que não é assim, mas insistem que assim é que é. Atribuem mais poder de benção a quem tem mais poder de fogo, mais publicidade e mais divulgação. Nada mais errado!

Eu havia chegado cansado, com taxa alta de diabetes e pressão elevada a uma cidade onde deveria celebrar missa e, mais tarde, dar um show. Já faz tempo que deixei de ser um jovenzinho! Uma senhora me procurou pedindo que eu fosse ao hospital abençoar a sua mãe. Acreditava que minha bênção a curaria mais depressa. Perguntei-lhe se o pároco já havia visitado sua mãe. Disse que sim. Perguntei-lhe se algum outro sacerdote tinha estado com ela. Sim, um diácono e outros dois. E respondi serenamente: –

-Então, a senhora não precisa que eu vá. Se o sacerdote, que é seu pároco, já foi e se diácono e sacerdotes abençoaram sua mãe, ela está mais que abençoada, porque a benção não é do padre: é da Igreja.Ela está abençoada. Eu tenho a missa das 19h para celebrar, tenho um problema de saúde no momento e tenho um show logo após a missa. Peço-lhe que me liberte deste compromisso, até porque eu não poderia fazer mais do que estes piedosos e bons sacerdotes já fizeram.

Ela não aceitou. Disse aos amigos e amigas que eu me recusara a ir ver uma enferma. Evidentemente, não explicou as razões. Isto revela uma dimensão da falta de catequese entre os católicos de hoje. Quando alguém acha que um padre famoso dará uma benção melhor do que seu padre não tão famoso é porque não recebeu catequese adequada. Bênção de pároco pelo seu testemunho de pastor presente, talvez seja mais profunda do que bênção de padre famoso e de passagem. São, talvez, os mesmos fieis que acham que, no céu, há santos que podem mais que os outros e que existem orações de poder mais poderosas do que outras orações. Esquecem aquele que pede com santidade e humildade, mas não é tão famoso como o padre que fala na televisão. Como tenho o hábito de ensinar catequese sempre que posso, ensinei àquela senhora a catequese oficial da Igreja, mas ela tomou minha decisão como falta de amor ao próximo. E não adiantou eu prometer que iria no dia seguinte antes de viajar. Não aceitou! Fiz uma inimiga! Pensou nela, na sua mãe e na benção de um padre famoso, quando, um dia antes, o pároco e três outros ministros tinham estado lá. Temos um longo caminho de catequese a percorrer na Igreja que se deixou envolver pelo poder da mídia…Nós padres de mídia temos muita catequese a dar ao povo que nos aplaude! Não estamos com essa bola toda!

Pe. Zezinho, scj

Testo publicado em http://www.paulinas.org.br

http://www.padrezezinhoscj.com