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A Missa que assistimos é inválida? Aham, Cláudia, senta lá!

Navegando na internet nesta sexta-feira, me deparei com um artigo, que a muito procurava, esclarecedor sobre os Ritos Tridentinos (tem atraído católicos desavisados e curiosos) e os atuais Ritos da Missa, pós-concílio Vaticano II. No blog O Catequista encontrei a informações para esclarecer minhas dúvidas. Vejam:

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missa_tridentinaComo muitos de vocês já sabem, o rito da missa atual é diferente do rito antigo. De 1570 a 1969 – ou seja, por 400 anos – toda a Igreja celebrou de acordo com o Rito Tridentino (estabelecido no Concílio de Trento). A missa era toda rezada em latim (exceto o sermão) e não permitia qualquer inculturação.

Durante o papado de Paulo VI, a Igreja entendeu que era necessário reformar a liturgia, para favorecer a participação mais ativa e piedosa dos fiéis. Então, durante o Concílio Vaticano II, o rito da Missa foi simplificado, conservando a sua estrutura essencial. E a língua empregada poderia ser o idioma local, sem, contudo, deixar de lado o latim.

Alguns leitores têm nos cobrado um artigo sobre as comparações entre Missa Nova – aquela que celebramos atualmente – e a Missa Tridentina. Vamos começar retomando uma mensagem que a leitora Mariele nos enviou (já faz um tempinho):

“Venho pedir uma ajuda, sobre um assunto que está me confundindo muito a cabeça.

“O que acontece tem uns amigos meus que são católicos, e (…) vieram com a ideia de que as Missas que participamos hoje estão todas erradas, que a Missa certa é a Tridentina, e que o Concilio Vaticano II, está destruindo a igreja. Como aqui na minha cidade não tem a Missa Trindentina, eles disseram que não vão mais participar da ‘Missa Nova’. Eles estudam um monte de documentos da Igreja, e são contra o Concilio Vaticano II. Gente, será que tem como vocês me explicarem melhor isso?”

Os tais amigos da Mariele estudam um monte de documentos da Igreja e se acham espertos… Esses caras querem saber mais do que os papas? Acham que têm mais razão do que o pastor que Cristo escolheu para guiar o Seu rebanho? Não creem na Santa Igreja Católica, que aprovou o rito atual da Missa? Então não são católicos, são um bando de cismáticos! Não são melhores em nada do que os filhos de Lutero.

O fato é: a Missa Nova é válida, e trouxe mudanças necessárias para um novo momento histórico. Alguns pontos do rito são passíveis de discussão e podem ser melhorados? Talvez… mas ele é válido e santificante. Quem não crê nisso não está em comunhão com a Igreja e, portanto, não está em comunhão com Cristo.

Recentemente, o Pe. Paulo Ricardo realizou uma aula sobre a Missa Nova. Para falar sobre isso, pedimos a ajuda do nosso amigo David A. Conceição, do blog Apostolado Tradição em Foco com Roma.

Vejam o que o David escreveu.

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A Igreja, os Papas e as Olimpíadas

OlimpiadasO interesse mundial pelas Olimpíadas da Era Moderna não poderia ser ignorado pela Igreja. O primeiro testemunho disso encontra-se nas palavras dos Papas. De Atenas 1896 a Londres 2012, quando os Jogos se aproximavam, os Pontífices dedicaram amplas reflexões às Olimpíadas e também à visão cristã do esporte.

Durante a audiência do Papa João XXIII aos atletas de 83 nações que vieram a Roma para as Olimpíadas de 1960, teria início a série de reflexões: “Ao longo das competições olímpicas vocês darão a todos um exemplo de competição saudável, sem inveja e espírito de discórdia, na luta que mostrará a constância e alegria serenas, modesta vitória, também, nos sucessos, as dificuldades tenazes e vocês se revelarão verdadeiros atletas e verão nos inúmeros espectadores a verdade do velho provérbio: “Mente sã, corpo são”. (Audiência aos atletas olímpicos, 24 de agosto de 1960)

Foi um conselho paterno, quase como de um sábio treinador aquele do “Papa Bom”, mas pleno de uma admiração análoga àquela que mostrará Paulo VI, em julho de 1976, quando as Olimpíadas de Montreal haviam apenas começado.

“Que a esfera das virtudes naturais entre naquela dos exercícios físicos e confira a eles um valor humano superior, aquele moral, até atingir aquele social, internacional, fazendo das Olimpíadas uma celebração da amizade entre os povos, uma festa de paz” (Ângelus, 18 de julho de 1976).

O jovem João Paulo II não perdera a oportunidade de oferecer uma leitura cristã do esporte. Mas a sua visão fora mais próxima aos nossos tempos, na qual a exaltação das virtudes esportivas e a denúncia daquilo que poderia colocá-las em risco são lados da mesma medalha. O ano é 1982 e diante do Papa estão os líderes do Comitê Olímpico Internacional.

“Como manifestação do agir do homem, o esporte deve ser uma escola autêntica e uma experiência contínua de lealdade, sinceridade, fair-play, sacrifício, coragem, tenacidade, solidariedade, desinteresse, respeito! Quando, nas competições esportivas, vencem a violência, a injustiça, a fraude, a sede de vitória, as pressões econômicas e políticas, as discriminações, então o esporte passa a ser um instrumento de força e dinheiro”. (Discurso ao Comitê Olímpico Internacional, 27 de maio de 1982).

O mais recente, claro, é aquele de Bento XVI durante o Ângelus de 22 de julho último.

“As Olimpíadas são o maior evento esportivo mundial ao qual participam atletas de muitíssimas nações e, como tal, reveste-se de um forte valor simbólico. Por isso a Igreja Católica olha para as Olimpíadas com particular simpatia e atenção. Rezemos para que, de acordo com a vontade de Deus, os Jogos de Londres sejam uma verdadeira experiência de fraternidade entre os povos da Terra”.