Quem dizem por aí que Eu sou?

Bom dia! Paz e Bem 🙏🙏🙏

Pegando emprestado o minisermão do Padre Joaozinho. São sabias palavras contidas em uma leitura de um minuto. Leiam.

*‪#minisermao* (27/08/17) Quem pergunta valoriza o que o outro tem para dizer. Perguntar é um jeito de amar. Faça muitas perguntas. Jesus foi um perguntador; desde os 12 anos, quando foi perdido e reencontrado no templo, Maria perguntou: “Não sabias que estávamos aflitos te procurando?” Ele respondeu com uma pergunta: “Vocês não sabiam que Eu devia estar na casa de meu pai?” E Jesus perguntou a vida inteira. Naquele dia, em Cesareia de Filipe, perguntou aos apóstolos: “Quem dizem por aí que Eu sou?” Mas a pergunta genérica foi depois mais pessoal: “Mas, para vocês, quem Eu sou?” Pedro deu a resposta correta. Jesus era hábil em perguntar; valorizava o que o outro tinha para responder. Pergunte sempre. (Mt 16,13-20) Pe. Joãozinho, Scj.

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Papa Francisco: Cada batizado está chamado a oferecer a Jesus a própria fé, pobre, mas sincera

(ACI/EWTN Noticias).- Ao presidir neste domingo a oração do Ângelus, o Papa Francisco refletiu sobre o Evangelho, no qual Jesus atribui o nome de ‘Pedro’ a Simão, depois de encontrar nele uma fé genuína, e alentou os fiéis a que ofereçam a sua fé “pobre, mas sincera” ao Senhor.

O Santo Padre assinalou que “o Evangelho deste domingo (Mt 16, 13-20) é a célebre passagem, central na história de Mateus, na qual Simão, em nome dos Doze, professa a sua fé em Jesus como ‘o Cristo, o Filho do Deus vivo’; e Jesus chama Simão ‘feliz’ por esta fé, reconhecendo nessa um dom especial do Pai e lhe diz: ‘Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja’.

Papa Francisco. Foto: Republic of Korea (CC BY-SA 2.0)
Papa Francisco. Foto: Republic of Korea (CC BY-SA 2.0)

“Paremos um momento justamente neste ponto, no fato de que Jesus atribui a Simão este novo nome: ‘Pedro’, que na língua de Jesus soa ‘Kefa’, uma palavra que significa ‘rocha’”.

Na Bíblia, explicou o Papa, “este termo, ‘rocha’, refere-se a Deus. Jesus o atribui a Simão não por suas qualidades ou seus méritos humanos, mas por sua fé genuína e firme, que lhe vem do alto”.

“Jesus sente no seu coração uma grande alegria, porque reconhece em Simão a mão do Pai, a ação do Espírito Santo. Reconhece que Deus Pai deu a Simão uma fé ‘confiável’, sobre a qual Ele, Jesus, poderá construir a sua Igreja, isso é, a sua comunidade, isso é, todos nós”.

Francisco, citado pela Rádio Vaticano, indicou que “Jesus tem em mente darvida à ‘sua’ Igreja, um povo fundado não mais na descendência, mas na sé, vale dizer na relação com Ele mesmo, uma relação de amor e de confiança”.

“A nossa relação com Jesus constrói a Igreja. E, portanto, para iniciar a sua Igreja, Jesus precisou encontrar nos discípulos uma fé sólida, uma fé ‘confiável’. É isto que Ele deve verificar a este ponto do caminho”.

O Papa assinalou que “o Evangelho de hoje interpela também cada um de nós. Como vai a tua fé? Cada um dê a resposta no próprio coração. Como vai a tua fé? Como o Senhor encontra os nossos corações? Um coração firme como a pedra ou um coração de areia, isso é, duvidoso, desconfiado, incrédulo? Fará bem a nós hoje pensar nisto”.

“Se o Senhor encontra no nosso coração uma fé, não digo perfeita, mas sincera, genuína, então Ele vê também em nós pedras vivas com as quais construir a sua comunidade. Desta comunidade, a pedra fundamental é Cristo, pedra angular e única”.

Francisco destacou que “Pedro é pedra, enquanto fundamento visível da unidade da Igreja; mas cada batizado é chamado a oferecer a Jesus a própria fé, pobre, mas sincera, para que Ele possa continuar a construir a sua Igreja, hoje, em cada parte do mundo”.

O Santo Padre advertiu que “também nos nossos dias, tanta gente pensa que Jesus seja um grande profeta, um mestre de sabedoria, um modelo de justiça… E também hoje Jesus pergunta aos seus discípulos, isso é, a todos nós: “Mas vós, quem dizeis que eu sou?”. O que responderemos?”.

“Pensemos. Mas, sobretudo, rezemos a Deus Pai, por intercessão da Virgem Maria; rezemos para que nos dê a graça de responder, com coração sincero: “’Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo’”.

O Papa assegurou que “esta é uma confissão de fé, este é o próprio ‘o credo’. Repitamos juntos por três vezes: ‘Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo’”.

“Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja”

O ministério de Pedro permanece na Igreja, […] na pessoa daqueles que lhe sucederam; é preciso compreender que a bênção do Senhor, pronunciada primeiramente sobre ele, recai também sobre o menor dos seus servos que «guardam o depósito da fé que lhes foi confiado» (cf 1Tm 6,20). Pedro representa-os e é o símbolo de todos eles.

Pedro

«És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelaram isso, mas o meu Pai que está no Céu. Também Eu te digo: tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno nada poderão contra ela. Dar-te ei as chaves do Reino do Céu.» Promessa sagrada e gloriosa! Seria possível que ela se esgotasse inteiramente na pessoa de Pedro, por grande que fosse este nobre apóstolo? Terá sido inserida na «Boa Nova eterna» (cf Ap 14,6) simplesmente para testemunhar em favor de alguém há muito desaparecido?

 Além disso, a Palavra inspirada de Deus costuma exaltar as pessoas? A riqueza desta bênção de Cristo não resiste a qualquer interpretação minimalista que possamos fazer dela? Não transborda, façamos o que fizermos, até que a nossa falta de fé seja vencida pela bondade daquele que assim se comprometeu? Em resumo, não será devido a um conjunto de preconceitos que tantas pessoas estão impedidas de acolher essa promessa de Cristo feita a Pedro em conformidade com a plenitude da graça que a acompanhou? […] Se as promessas feitas por Cristo aos apóstolos não se concretizassem na Igreja ao longo de toda a vida da mesma Igreja, como poderia a eficácia dos sacramentos estender-se para além do período em que eles tiveram início?

Diocese de Blumenau

Os ossos de São Pedro são apresentados pela primeira vez aos fiéis

Centenas de milhares de peregrinos juntaram-se para ver os oito fragmentos de ossos com entre 2 e 3 centímetros de comprimento, dentro de um baú de bronze

Papa abençoa as relíquias de São Pedro durante a missa de encerramento do Ano da Fé
Papa abençoa as relíquias de São Pedro durante a missa de encerramento do Ano da Fé

IG | ÚLTIMO SEGUNDO | Os ossos que a igreja diz serem de São Pedro, um dos pais fundadores da Igreja Católica, foram hoje (24) mostrados pela primeira vez, na cerimônia de encerramento do Ano da Fé, conduzida pelo papa Francisco.

Centenas de milhares de peregrinos juntaram-se para ver os oito fragmentos de ossos com entre 2 e 3 centímetros de comprimento, exibidos em uma cama de marfim dentro de um baú de bronze, que estava exposto em um pedestal na Praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano.

O baú, dado ao papa Paulo VI em 1971 e normalmente guardado na capela dos apartamentos papais, foi decorado com uma escultura de Pedro, que foi pescador antes de se tornar o primeiro papa da Igreja Católica. No início da cerimônia solene, o papa Francisco rezou diante do baú e depois abençoou os ossos com incenso.

Os ossos têm estado no centro de uma controvérsia entre historiadores e arqueólogos: foram descobertos em uma escavação em 1940 perto do monumento de homenagem a São Pedro, mas acabaram por ficar em uma caixa.

Quando a arqueóloga Margherita Guarducci descobriu uma inscrição perto da zona escavada em que se lia “Petros eni” (Pedro está aqui, em latim), pediu que os fragmentos encontrados fossem testados.

Guarducci descobriu que os ossos pertenciam a um homem robusto que tinha morrido entre os 60 e os 70 anos e que tinha sido enterrado embrulhado em um pano roxo e dourado, o suficiente para Paulo VI afirmar, em 1968, que os ossos de Pedro tinham sido identificados “de uma forma convincente”.

Os ossos de São Pedro
Os ossos de São Pedro

Sem testes de DNA que comprovem a conclusão, o debate sobre se os ossos pertencem mesmo a um dos apóstolos de Jesus Cristo deverá continuar, mas o Vaticano já disse que “não tem intenção de abrir nenhuma discussão”.