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Comercial da Red Bull: ataque a fé cristã?

O comercial da Red Bull vem causando indignação entres os cristãs. Protestos nas redes sócias dizendo que não gostam ou não apoiam a ideia da publicidade se espalharam durante  a semana passada e podem até aumentar ou simplesmente cair no esquecimento durante  essa semana. Contudo o assunto merece ser debatido. Afinal deixa algumas perguntas no ar.

A primeira que me faço é se a marca ao publicar o comercial está atacando a fé cristã. Dúvida esta que me faz lembrar dos meus tempos de faculdades ao lado de amigos publicitários e jornalistas. Me faz lembrar também dos ensinamentos sobre as palavras e aulas de semiótica. Disciplina que auxilia-nos no conhecimento para direcionarmos cores, palavras e seus significados para o leitor, mesmo que de forma subliminar.

Sobre o texto e imagens do comercial podemos inferir várias coisas a respeito, afinal as palavras quando bem usadas falam alem de sua real significância. Está entre linhas, como costumamos dizer.  As imagens nos ajudam ainda mais a compreender o que realmente está sendo dito.

 No caso da publicidade da Red Bull, eu, enquanto comunicador vejo que a ideia foi brilhante do ponto de vista publicitário, afinal falem bem ou falem mal, falem de mim. Isso faz com o vídeo se torne viral, meme (moda na internet). Desta forma a marca sempre será lembrada, pois gera polêmica. Contudo eles ainda ficaram receosos de atribuir a caminhada de Jesus a asas da bebida sempre divulgadas em suas peças.

Opinando sobre a parte que realmente cabe a este post, a religião cristã, é obvio que os texto e imagens falam muito mais do que realmente quer dizer. Não sei se foi feito com essa intenção, mas como comunicador tenho de admitir que não fazemos nada sem intenção. Tudo tem propósito. O vídeo tem os seu. Vender e colocar a marca mais ainda em evidência. As entre linhas do texto e das imagens mostram realmente desfragmentam a doutrina cristã. Desmente a bíblia. Vai de encontro a fé propagada pela Igreja no mundo.

Quando os apóstolos perguntam como Jesus anda sobre as águas e ele responde que é só olhar onde há pedras, o texto coloca um Cristo esperto e não santo. Portanto desmistifica a figura divina de Jesus. O apresenta como um homem inteligente. Posso dizer mais ainda, o texto junto a imagem coloca Jesus em situação que os cristãos nunca o viram e nunca o verão, de fraude.

Dizer que Jesus apenas olhou onde havia pedras para andar sobre as águas é o mesmo que dizer que sua divindade não existiu e portanto seus ensinamentos são mentiras, pois sua sabedoria não provém do Pai.

Outras dúvidas existem a cerca deste vídeo publicitário. Onde é o limite de um comunicador? Dá para fazer campanhas publicitárias legais sem atacar as crenças, raças, gêneros da sociedade? Nós cristãos devemos censurar? Para mim o limite é aquele ditado antigo que “onde termina o meu começa o seu”. Temos é que descobrir onde começa o do outro, para isso é fácil, basta respeitar a opinião de cada um e lembrar Paulo que dizia que tudo me é permitido, mas nem tudo me convém. Quanto as peças publicitárias sem atacar credos, raças, gêneros e outras é possível sim. Exemplo disso são os Pôneis Malditos da Nissan, que viraram febre sem atacar ninguém.

Quanto a censura, vou responder mais claramente a primeira: o vídeo é um ataque a fé cristã? Eu penso que sim. Pode não ter sido a ideia principal, mas ficou claro no texto a desmistificação de Jesus como Filho de Deus. Quanto a censura, penso que não devemos nos preocupar com isso, afinal nossa fé deve ser maior que qualquer coisa que nos ataque e ataque a nossa crença. Para concluir essa ideia lembro a vocês a única bem-aventurança do Evangelho de João. Não  me lembro agora o capítulo e versículo mas lembro o que está lá. “Felizes os que creem sem terem visto” e só isso me basta. Acredito que Jesus é Filho de Deus e nossa salvador e não há comercial ou pessoas que afaste deste pensamento e de minha fé em Cristo Santo, Santo, Santo.

por Marquione Ban

“Uso inaceitável da imagem do Santo Padre”, protesta porta-voz do Vaticano e empresa retira imagem do Papa de campanha publicitária

Pe_FedericoLombardi_SJ-181110Segundo o jornal italiano Avvenire, uma empresa transnacional de moda, a Benetton, decidiu retirar uma das imagens de sua nova campanha publicitária lançada nesta quarta-feira, 16 de novembro. A imagem mostra um beijo feito por fotomontagem entre o Papa e o Imã egípcio Al Azhar. A assessoria da empresa afirmou que lamenta que a utilização da imagem do Papa e do Imã tenha ferido a sensibilidade dos fiéis e que para confirmar esse sentimento, eles decidiram retirar a imagem de todas as publicações.

Protesto da Santa Sé

A santa Sé manifestou, na tarde desta quarta-feira, um “decidido protesto pelo uso inaceitável da imagem do Santo Padre manipulada e instrumentalizada no quadro de uma campanha publicitária com finalidade comercial”. “Trata-se de uma grave falta de respeito ao Papa”, explicou o porta-voz do Vaticano, Padre Federico Lombardi, e de “uma ofensa ao sentimento dos fiéis, de uma demonstração evidente de como no âmbito da publicidade se pode violar as regras elementares de respeito pelas pessoas para chamar a atenção por meio da provocação”. Na nota, padre Lombardi anunciou que “a Secretaria de estado está avaliando os passos para serem dados diante das autoridades competentes de modo a garantir uma justa tutela do respeito em relação à figura do Santo Padre”.

CNBB distribui material para 45º Dia Mundial das Comunicações

45diamundialcom_2011O Setor de Comunicação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou a todas as dioceses do Brasil, em parceria com a Editora Paulinas, o material [livreto e cartaz] para a comemoração do 45º Dia Mundial da Comunicação (DMC), cujo tema este ano é “Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital”. O DMC será celebrado este ano no dia 5 de junho.

O conteúdo do livreto contém a Mensagem do papa Bento XVI para o Dia Mundial da Comunicação; uma reflexão do presidente da Comissão Episcopal para a Educação, Cultura e Comunicação Social da Conferência dos Bispos, dom Orani João Tempesta; e uma reflexão da jornalista e doutora em comunicação social, a paulina irmã Joana Puntel sobre o tema da mensagem do papa; além de algumas sugestões para a celebração e animação do DMC.

Para a assessora do Setor de Comunicação Social da CNBB, irmã Elide Fogolari, o material impresso é uma forma de valorizar a comemoração do DMC, conforme pede o próprio papa.

“Com este material queremos comemorar o 45º Dia Mundial da Comunicação como pede o papa: com bastante festividade e com reflexão para que nós possamos criar na Igreja no Brasil uma cultura da comunicação, para assim, articularmos melhor as pastorais. A comunicação deve se estabelecer como a alma de todo o anúncio da boa nova de Jesus Cristo”, sublinhou a assessora.

Ainda segundo irmã Elide, a Igreja precisa fazer da comunicação um meio para que a “boa nova de Jesus Cristo chegue a todas as pessoas. O papa Paulo VI já dizia que se nós não conseguimos compreender a comunicação, fica difícil chegar a todas as pessoas; e vamos nos sentir culpados se a Igreja não usar dos meios de comunicação para a evangelização”, concluiu.

Baixe aqui o material em PDF 45diamundialcom_cartilha

Fonte CNBB

Cartaz Divulgação


 

Papa divulgou mensagem par o Dia Mundial da Comunicações

O papa Bento XVI divulgou hoje, 24, no site oficial do Vaticano, a Mensagem para 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais. A mensagem intitulada “Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital”, o papa pede que as novas formas de comunicação sejam utilizadas apenas pensando no bem coletivo, destacando a verdade na atuação dos participantes das Redes Sociais e principalmente o papel dos jovens na Era Digital.

“As novas tecnologias da comunicação pedem para ser postas ao serviço do bem integral da pessoa e da humanidade inteira. Usadas sabiamente, podem contribuir para satisfazer o desejo de sentido, verdade e unidade que permanece a aspiração mais profunda do ser humano”, destaca o papa.

Bento XVI diz ainda, que as novas tecnologias estão mudando “não só o modo de comunicar, mas a própria comunicação em si mesma. As novas tecnologias permitem que as pessoas se encontrem para além dos confins do espaço e das próprias culturas, inaugurando deste modo todo um novo mundo de potenciais amizades”.

O papa faz um alerta, dizendo que “é importante nunca esquecer que o contato virtual não pode nem deve substituir o contato humano direto com as pessoas, em todos os níveis da nossa vida”.

Para finalizar, o Papa afirma em sua mensagem que a web está contribuindo para o desenvolvimento de formas novas e mais complexas de consciência intelectual e espiritual. “Somos chamados a anunciar, neste campo também, a nossa fé: que Cristo é Deus, o Salvador do homem e da história, Aquele em quem todas as coisas alcançam a sua perfeição (cf. Ef 1, 10)”.

Leia abaixo a íntegra da mensagem do papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais:

Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital

Queridos irmãos e irmãs!

Por ocasião do XLV Dia Mundial das Comunicações Sociais, desejo partilhar algumas reflexões, motivadas por um fenômeno característico do nosso tempo: a difusão da comunicação através da rede internet. Vai-se tornando cada vez mais comum a convicção de que, tal como a revolução industrial produziu uma mudança profunda na sociedade através das novidades inseridas no ciclo de produção e na vida dos trabalhadores, também hoje a profunda transformação operada no campo das comunicações guia o fluxo de grandes mudanças culturais e sociais. As novas tecnologias estão mudando não só o modo de comunicar, mas a própria comunicação em si mesma, podendo-se afirmar que estamos perante uma ampla transformação cultural. Com este modo de difundir informações e conhecimentos, está nascendo uma nova maneira de aprender e pensar, com oportunidades inéditas de estabelecer relações e de construir comunhão.

Aparecem em perspectiva metas até há pouco tempo impensáveis, que nos deixam maravilhados com as possibilidades oferecidas pelos novos meios e, ao mesmo tempo, impõem de modo cada vez mais premente uma reflexão séria acerca do sentido da comunicação na era digital. Isto é particularmente evidente quando nos confrontamos com as extraordinárias potencialidades da rede internet e a complexidade das suas aplicações. Como qualquer outro fruto do engenho humano, as novas tecnologias da comunicação pedem para ser postas ao serviço do bem integral da pessoa e da humanidade inteira. Usadas sabiamente, podem contribuir para satisfazer o desejo de sentido, verdade e unidade que permanece a aspiração mais profunda do ser humano.

No mundo digital, transmitir informações significa com frequência sempre maior inseri-las numa rede social, onde o conhecimento é partilhado no âmbito de intercâmbios pessoais. A distinção clara entre o produtor e o consumidor da informação aparece relativizada, pretendendo a comunicação ser não só uma troca de dados, mas também e cada vez mais uma partilha. Esta dinâmica contribuiu para uma renovada avaliação da comunicação, considerada primariamente como diálogo, intercâmbio, solidariedade e criação de relações positivas. Por outro lado, isto colide com alguns limites típicos da comunicação digital: a parcialidade da interação, a tendência a comunicar só algumas partes do próprio mundo interior, o risco de cair numa espécie de construção da auto-imagem que pode favorecer o narcisismo.

Sobretudo os jovens estão a viver esta mudança da comunicação, com todas as ansiedades, as contradições e a criatividade própria de quantos se abrem com entusiasmo e curiosidade às novas experiências da vida. O envolvimento cada vez maior no público areópago digital das chamadas Redes Sociais, leva a estabelecer novas formas de relação interpessoal, influi sobre a percepção de si próprio e por conseguinte, inevitavelmente, coloca a questão não só da justeza do próprio agir, mas também da autenticidade do próprio ser. A presença nestes espaços virtuais pode ser o sinal de uma busca autêntica de encontro pessoal com o outro, se se estiver atento para evitar os seus perigos, como refugiar-se numa espécie de mundo paralelo ou expor-se excessivamente ao mundo virtual. Na busca de partilha, de “amizades”, confrontamo-nos com o desafio de ser autênticos, fieis a si mesmos, sem ceder à ilusão de construir artificialmente o próprio “perfil” público.

As novas tecnologias permitem que as pessoas se encontrem para além dos confins do espaço e das próprias culturas, inaugurando deste modo todo um novo mundo de potenciais amizades. Esta é uma grande oportunidade, mas exige também uma maior atenção e uma tomada de consciência quanto aos possíveis riscos. Quem é o meu “próximo” neste novo mundo? Existe o perigo de estar menos presente a quantos encontramos na nossa vida diária? Existe o risco de estarmos mais distraídos, porque a nossa atenção é fragmentada e absorvida por um mundo “diferente” daquele onde vivemos? Temos tempo para refletir criticamente sobre as nossas opções e alimentar relações humanas que sejam verdadeiramente profundas e duradouras? É importante nunca esquecer que o contato virtual não pode nem deve substituir o contato humano direto com as pessoas, em todos os níveis da nossa vida.

Também na era digital, cada um vê-se confrontado com a necessidade de ser pessoa autêntica e reflexiva. Aliás, as dinâmicas próprias das Redes Sociais mostram que uma pessoa acaba sempre envolvida naquilo que comunica. Quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais. Segue-se daqui que existe um estilo cristão de presença também no mundo digital: traduz-se numa forma de comunicação honesta e aberta, responsável e respeitadora do outro. Comunicar o Evangelho através dos novos midia significa não só inserir conteúdos declaradamente religiosos nas plataformas dos diversos meios, mas também testemunhar com coerência, no próprio perfil digital e no modo de comunicar, escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho, mesmo quando não se fala explicitamente dele. Aliás, também no mundo digital, não pode haver anúncio de uma mensagem sem um testemunho coerente por parte de quem anuncia. Nos novos contextos e com as novas formas de expressão, o cristão é chamado de novo a dar resposta a todo aquele que lhe perguntar a razão da esperança que está nele (cf. 1 Pd 3, 15).

O compromisso por um testemunho do Evangelho na era digital exige que todos estejam particularmente atentos aos aspectos desta mensagem que possam desafiar algumas das lógicas típicas da web. Antes de tudo, devemos estar cientes de que a verdade que procuramos partilhar não extrai o seu valor da sua “popularidade” ou da quantidade de atenção que lhe é dada. Devemos esforçar-nos mais em dá-la conhecer na sua integridade do que em torná-la aceitável, talvez “mitigando-a”. Deve tornar-se alimento quotidiano e não atração de um momento. A verdade do Evangelho não é algo que possa ser objeto de consumo ou de fruição superficial, mas dom que requer uma resposta livre. Mesmo se proclamada no espaço virtual da rede, aquela sempre exige ser encarnada no mundo real e dirigida aos rostos concretos dos irmãos e irmãs com quem partilhamos a vida diária. Por isso permanecem fundamentais as relações humanas directas na transmissão da fé!

Em todo o caso, quero convidar os cristãos a unirem-se confiadamente e com criatividade consciente e responsável na rede de relações que a era digital tornou possível; e não simplesmente para satisfazer o desejo de estar presente, mas porque esta rede tornou-se parte integrante da vida humana. A web está contribuindo para o desenvolvimento de formas novas e mais complexas de consciência intelectual e espiritual, de certeza compartilhada. Somos chamados a anunciar, neste campo também, a nossa fé: que Cristo é Deus, o Salvador do homem e da história, Aquele em quem todas as coisas alcançam a sua perfeição (cf. Ef 1, 10). A proclamação do Evangelho requer uma forma respeitosa e discreta de comunicação, que estimula o coração e move a consciência; uma forma que recorda o estilo de Jesus ressuscitado quando Se fez companheiro no caminho dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 13-35), que foram gradualmente conduzidos à compreensão do mistério mediante a sua companhia, o diálogo com eles, o fazer vir ao de cima com delicadeza o que havia no coração deles.

Em última análise, a verdade que é Cristo constitui a resposta plena e autêntica àquele desejo humano de relação, comunhão e sentido que sobressai inclusivamente na participação maciça nas várias Redes Sociais. Os crentes, testemunhando as suas convicções mais profundas, prestam uma preciosa contribuição para que a web não se torne um instrumento que reduza as pessoas a categorias, que procure manipulá-las emotivamente ou que permita aos poderosos monopolizar a opinião alheia. Pelo contrário, os crentes encorajam todos a manterem vivas as eternas questões do homem, que testemunham o seu desejo de transcendência e o anseio por formas de vida autêntica, digna de ser vivida. Precisamente esta tensão espiritual própria do ser humano é que está por detrás da nossa sede de verdade e comunhão e nos estimula a comunicar com integridade e honestidade.

Convido, sobretudo os jovens a fazerem bom uso da sua presença no areópago digital. Renovo-lhes o convite para o encontro comigo na próxima Jornada Mundial da Juventude em Madrid, cuja preparação muito deve às vantagens das novas tecnologias. Para os agentes da comunicação, invoco de Deus, por intercessão do Patrono São Francisco de Sales, a capacidade de sempre desempenharem o seu trabalho com grande consciência e escrupulosa profissionalidade, enquanto a todos envio a minha Bênção Apostólica.

Vaticano, Festa de São Francisco de Sales, 24 de Janeiro de 2011.

Papa Bento XVI