Adoração com o Papa na Solenidade do Corpus Christi energiza católicos em todo o mundo

Pe. Federico Lombardi e Arcebispo Rino Fisichella em coletiva de imprensa

(ACI).- O mundo católico estará unido com o Papa Francisco na festa do Corpus Christi, ocasião em que ele liderará uma “histórica” hora de Adoração Eucarística junto com fiéis de todo o mundo em simultâneo. A Adoração ocorre no contexto do Ano da Fé, convocado por Bento XVI e que o Papa Francisco dá continuidade.

“Até mesmo algumas ilhas no meio do oceano … Às duas da manhã – que nem sequer têm eletricidade – vão estar em comunhão com o Papa Francisco e conosco durante uma hora”, disse o arcebispo Rino Fisichella  que explicou a intensa reação que ele experimenta em relação ao evento de 2 de Junho.

“Eu tenho orgulho de dizer que este é um momento histórico para a Igreja, pois durante uma hora todas as igrejas do mundo estarão unidas. (…) Estaremos unidos porque a Eucaristia torna todos um só corpo e um só espírito, entrando no sentido mais profundo da Eucaristia”, partilhou o arcebispo em entrevista ao grupo ACI no dia 28 de maio.

O encontro será uma hora de adoração simultânea para a Festa de Corpus Christi, que o Papa Francisco vai iniciar na Basílica de São Pedro, às 17:00h, horário de Roma.

O Arcebispo Fisichella anunciou  no dia 28 de maio que há duas intenções para esta Hora Santa.

A primeira é pela “Igreja em todo o mundo estar unida hoje na Adoração da Santíssima Eucaristia”, que o Senhor faça que ela sempre seja obediente à sua palavra, que ela apareça perante o mundo como “bela, sem mancha nem ruga, santa e sem defeito”.

A segunda intenção é dedicada às pessoas em todo o mundo que sofrem com a violência, as drogas o tráfico de seres humanos, a insegurança econômica e por aqueles que foram empurrados às margens da sociedade.
Enquanto o Papa Francisco rezará em italiano e latim, as Horas Santas serão conduzidas no idioma local de cada país.

O Pontifício Conselho para a Nova Evangelização postou o programa que será usado em Roma no seu site, e em breve o disponibilizará também em seis idiomas.

O Ano da Fé será comemorado com outro grande evento no próximo mês, em um fim de semana dedicado à reflexão sobre encíclica “Evangelium Vitae” (O Evangelho da Vida), do Beato João Paulo II. Este será realizado em Roma entre os dias 15 e 16 de junho.

Papa Francisco: “Diga aos membros da Renovação Carismática que eu os amo muito”

altDom Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, presidiu ontem a missa que encerrou o segundo dia da 36ª Assembleia Nacional italiana da Renovação Carismática, em Rimini.

Antes da missa, Fisichella transmitiu uma mensagem inesperada, que, literalmente, fez explodir de alegria os quinze mil presentes. Após o sinal da cruz, ele dirigiu a todos a saudação afetuosa do papa Francisco. “Antes de começar esta celebração, eu trago a vocês uma saudação. Esta manhã, antes de sair, eu encontrei o papa Francisco e lhe disse: Santo Padre, vou a Rimini, onde estão reunidos milhares e milhares de fiéis da Renovação Carismática, homens, mulheres, jovens. O papa, com um grande sorriso, me disse: Diga a eles que eu os amo muito. E como se não bastasse, antes de se despedir ele acrescentou: Escute, diga a eles que eu os amo muito porque na Argentina eu era o responsável. E por isso eu os amo muito”.

Em sua homilia, Fisichella dedicou palavras de afeto aos participantes do grande encontro, agradecendo-lhes “pela grande obra de nova evangelização que já estão realizando há um longo tempo”, mas que “se abre diante do esforço de todos através do Plano Nacional para a Nova Evangelização, que passa a ser a bússola para trabalhar e agir no coração da Igreja”.

Em sua pregação breve e concreta, dom Rino focou em seguida no “trabalho” da nova evangelização e na figura de Jesus como “o mestre que nos acompanha e que não nos abandona, num mundo em que tantas vezes o cristão tem que andar na contramão”.

Ele também lembrou que Jesus é a “revelação que indica o caminho que Deus sempre planejou para nós”. E acrescentou: “A pergunta de Tomás é a nossa pergunta: Senhor, Tu és o caminho, mas como podemos conhecê-lo?”.

“O segredo da nossa existência, a realização plena da felicidade, vem quando aceitamos o plano de Deus para nós e o colocamos em prática. Mas nem sempre o que o coração entende chega a uma realização plena e concreta”.

Uma “realização”, enfatizou o bispo, que só se encontra em Cristo, que nunca nos deixa sozinhos: “Ele é a via para sabermos quem somos, de onde viemos e para onde vamos. Ele nos mostra o objetivo”. A nova evangelização, portanto, “nos chama a fazer da fé a nossa certeza, a construir a vida em Jesus Cristo”.

O testemunho, por isso, disse o presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, “não pode negligenciar a proclamação da esperança da ressurreição, que contrasta com a tendência da cultura da morte, na qual a falta de Deus remove toda perspectiva e direção futura. Temos que nos tornar peregrinos: o objetivo é Ele, Jesus. É com este objetivo que temos que nos reunir”.

Fonte: Zenit