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Exposição fotográfica no Rio de Janeiro destaca o valor da vida humana em todas as idades

(ACI/EWTN Noticias).- A exposição fotográfica Vida em Movimento, que reúne as 25 fotografias finalistas do concurso fotográfico que levou o mesmo nome será inaugurada na próxima quinta-feira, 10 de janeiro de 2013 no Centro Cultural Correios . O concurso e a exposição são uma iniciativa do Centro de Estudos Culturais (CEC), que visa mostrar o valor e a beleza da vida humana em seus diversos estágios por meio da fotografia.

Martín Ugarteche Fernández, Diretor do CEC no Brasil, afirmou, em nome dos organizadores, que o concurso busca contribuir na construção de uma cultura de vida, paz e reconciliação.

A fotografia vencedora do concurso, “Corrida para a vida” de Liane Giesel, as quatro menções honrosas e as demais finalistas, foram agrupadas em grupos temáticos, de acordo com o aspecto da vida humana retratado pelo autor: fé, natureza, sociedade, comunhão, família e infância. Cada grupo temático é acompanhado por textos que expressam  a contribuição católica na reflexão sobre o tema e a sua relação com a vida humana.

“O objetivo da exposição é promover uma cultura da vida, mostrando a beleza da vida humana em todos seus estágios, desde a concepção até seu termo natural. Acompanham as fotos trechos de encíclicas do Papa Bento XVI e do Beato João Paulo II, assim como da Gaudium et spes, das Sagradas Escrituras e das Confissões de Santo Agostinho. A nossa expectativa é compartilhar com todos os que visitem a exposição e com o mundo da cultura em geral a riqueza da nossa fé, da qual brota um profundo amor e respeito pela vida humana”, disse Martín Ugarteche, diretor do CEC e professor da Universidade Católica de Petrópolis.

A exposição permanecerá no Centro Cultural Correios até o dia 9 de fevereiro de 2013, para depois continuar seu percurso por outras cidades brasileiras. Vida em Movimento conta com o patrocínio da UTE Fluminense e o apoio da Arquidiocese do Rio de Janeiro, o Movimento de Vida Cristã e da Sociedade Petropolitana de Fotografia.

O CEC (Centro de Estudos Culturais) é uma associação de católicos, principalmente leigos, que buscam evangelizar a cultura por meio de diversas iniciativas e projetos.

No Brasil o CEC organizou recentemente com sucesso a décima edição do Concurso Artístico Histórias de Natal, que busca recuperar o sentido autêntico da festa do Natal. Também organiza as Jornadas de Pensamento Católico e exposições artísticas itinerantes, tais como a Exposição “São Paulo, mestre da fé e da verdade”, realizada durante o Ano Paulino e que percorreu várias cidades brasileiras, com mais de 20.000 visitantes. A sede do Centro de Estudos Culturais está localizada em São Paulo, com filiais no Rio de Janeiro e Petrópolis(RJ).

Evangelho do Dia – Jo 1,47-51

Vereis o céu aberto e os anjos de Deus
subindo e descendo sobre o Filho do Homem.

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 1,47-51

Naquele tempo,
47Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentOu:
“Aí vem um israelita de verdade,
um homem sem falsidade”.
48Natanael perguntOu:
“De onde me conheces?”
Jesus respondeu:
“Antes que Filipe te chamasse,
enquanto estavas debaixo da figueira,
eu te vi”.
49Natanael respondeu:
“Rabi, tu és o Filho de Deus,
tu és o Rei de Israel”.
50Jesus disse:
“Tu crês porque te disse:
Eu te vi debaixo da figueira?
Coisas maiores que esta verás!”
51E Jesus continuou:
“Em verdade, em verdade, eu vos digo:
Vereis o céu aberto
e os anjos de Deus subindo e descendo
sobre o Filho do Homem”.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Jo 1, 47-51

Muitas vezes, nós nos sentimos espantados com o que conhecemos sobre o poder de Deus, mas devemos ter consciência de que de fato devemos nos maravilhar muito mais, uma vez que não conhecemos quase nada sobre este poder. Uma das grandes manifestações do poder de Deus, e que de fato nos faz fascina, é a existência dos anjos, essas criaturas maravilhosas que assistem diante de Deus e sempre estão presentes também nas nossas vidas, como o caso dos arcanjos que festejamos hoje e que têm a sua existência e a sua ação descritas nas Sagradas Escrituras.

Você conhece o fundamento da sua fé?

Sagrada Escritura, Sagrada Tradição e Sagrado Magistério. Essa é a tríade que constitui a base da fé católica, a fonte para que os fiéis sejam conscientes da sua fé. Mas os católicos conhecem o significado desses pilares? Em especial neste ano em que se inicia o Ano da Fé, proclamado pelo Papa Bento XVI, os fiéis terão a oportunidade de redescobrir o verdadeiro sentido da fé que professam por Cristo e pela Igreja.
Para os católicos, a centralidade da fé está no mistério da Eucaristia, instituída pelo próprio Cristo, o que sinaliza a vontade de Deus em permanecer em união com a humanidade.

Para o membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador (BA) e Primaz do Brasil, uma das características da fé católica é justamente o fato da iniciativa partir de Deus, e não dos homens.

“Não somos nós que procuramos Deus, que procuramos conhecê-lo, que tentamos entrar na sua intimidade. Ao contrário: Deus é que se revela a nós. Ele é que tomou a iniciativa”, explica o arcebispo.

Sendo assim, Dom Murilo diz que o que resta aos católicos é acreditar em Deus, acolher sua Palavra e colocar em prática seus ensinamentos, o que acaba constituindo o fundamento da fé católica. “É (o fundamento) ouvir o Senhor, acreditar em seus ensinamentos, colocá-los em prática com a graça e força que Ele mesmo nos dá”.

Sagradas Escrituras e Tradição 

As sagradas escrituras reúnem os ensinamentos que Deus têm para a humanidade. Tais ensinamentos estão presentes no livro sagrado para os católicos: a Bíblia. Mas nem tudo que Deus ensinou está unicamente em forma de escrita.

“A pregação não surgiu assim de um livro que Deus mandou escrever e distribuir. Surgiu de ouvir a Palavra de Deus. Então essa pregação apostólica, hoje nós a temos expressa, de modo especial, nos livros inspirados. Mas esta pregação deve continuar até o fim dos tempos”, lembrou Dom Murilo.

O arcebispo de Salvador enfatizou que os apóstolos transmitiram aquilo que receberam a partir do convívio com Jesus e exortaram os fiéis a manterem a tradição que aprenderam, seja oralmente ou por escrito.

“Eu resumo “Tradição” com a expressão seguinte: a tradição é a fé viva daqueles que já morreram. E nós temos conhecimento desta fé. Quando se fala em tradicionalismo, é outra coisa totalmente diferente, é o apego à fórmula, a uma determinada época. Tradicionalismo é a fé morta dos que ainda vivem. Então uma pessoa tradicionalista, apegada ao passado, a um determinado momento da história, tem uma fé morta, embora esteja viva”, explicou.

O Magistério da Igreja Católica

Além das Sagradas Escrituras e da Sagrada Tradição, a fé católica tem ainda um terceiro fundamento: o Magistério. “Magistério é aquele grupo da Igreja que recebe uma ação especial do Espírito Santo para que esta revelação de Deus não se perca e se mantenha sempre fiel”, explicou Dom Murilo.

Para o arcebispo, fazer o católico conhecer melhor as riquezas de sua fé é hoje uma tarefa desafiadora. Ele diz que é importante lembrar que foi a vontade de Deus que todas as gerações pudessem ter um conhecimento íntegro de suas revelações, o que nem sempre acontece.

“Temos um dom imenso, temos a Palavra de Deus, a Tradição, o Magistério, a unidade sob Pedro, temos os santos, as formas de rezar, os sacramentos, especialmente o da Eucaristia, temos mártires, temos tudo isso e às vezes não conhecemos”.

E o conhecimento da fé católica em sua profundidade vem a partir dessa tríade tão importante para a Igreja e seus fiéis. “Tanto a Sagrada Escritura, como a Sagrada Tradição como o Magistério nos permitem conhecer Deus como Ele se revelou, até o dia em que o veremos face a face e que não precisaremos mais, portanto, da Escritura, nem da Tradição e nem do Magistério porque estaremos diante de Deus contemplando mergulhados na sua misericórdia”

Ano da Fé

Se ainda não são conhecidos em sua plenitude, os pilares da fé católica podem ser melhor estudados e compreendidos durante o Ano da Fé. A proposta de Bento XVI é que esta seja, justamente, uma ocasião de redescobrimento e amadurecimento da fé dos católicos.

“O Papa já pediu que, neste Ano da Fé, nós saibamos dar lugar às Sagradas Escrituras, lembrando que Deus se revelou. Além disso, o Ano da Fé vai nos servir também para destacar o valor da Sagrada Tradição que tem sua força muito grande no Concílio Vaticano II, do qual estaremos, a partir de 11 de outubro, celebrando o cinqüentenário”.

Dom Murilo citou o Catecismo da Igreja Católica como o grande presente dado pelo Magistério da Igreja há 20 anos. Ele lembrou que o Papa pede que, em especial no Ano da Fé, o Catecismo seja mais conhecido, o que significa voltar-se para o essencial.

“Se nesse Ano da Fé nos voltarmos para o essencial, se nos colocarmos sob ação do Espírito Santo, Ele nos ajudará a penetrar nas verdades que Ele revelou à Igreja, verdade que tem como finalidade nos renovar, nos transformar”, disse.

Dom Murilo finalizou dizendo que o Ano da Fé foi uma graça que nasceu do coração de Deus e foi inspirada pelo Espírito Santo a Bento XVI. “Um dom assim temos que acolher com muita alegria e trabalhar para que as riquezas da Igreja estejam à disposição de todos”.

Evangelho do Dia – Jo 16,12-15

Tudo o que o Pai possui é meu. O Espírito Santo
receberá do que é meu e vo-lo anunciará.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 16,12-15

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
12Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos,
mas não sois capazes de as compreender agora.
13Quando, porém, vier o Espírito da Verdade,
ele vos conduzirá à plena verdade.
Pois ele não falará por si mesmo,
mas dirá tudo o que tiver ouvido;
e até as coisas futuras vos anunciará.
14Ele me glorificará,
porque receberá do que é meu
e vo-lo anunciará.
15Tudo o que o Pai possui é meu.
Por isso, disse que
o que ele receberá e vos anunciará, é meu.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Jo 16, 12-15

O Espírito Santo nos é enviado não apenas como o Consolador. Ele é também o Espírito da Verdade, que nos ensinará toda a verdade. A promessa da presença do Espírito Santo no meio de nós é a garantia da fidelidade da Igreja na busca da compreensão das verdades reveladas nas Sagradas Escrituras. É o Espírito Santo quem abre o coração e a mente de todos os fiéis para que possam compreender melhor as coisas do alto e assim possibilita a todos a melhor vivência da vontade do Pai. É pela ação do Espírito Santo que podemos reconhecer Jesus e glorificar o seu santo Nome.

Igreja e Sagradas Escrituras: Biblista fala desta relação milenar

Estamos em setembro, mês dedicado à Palavra de Deus. Todos os anos, a Igreja no Brasil leva os fiéis católicos a redescobrir o valor das escrituras propondo um percurso de leitura e meditação dos livros sagrados. O tema proposto pela CNBB este ano é: “Travessia, passo a passo, o caminho se faz”, que é baseado no trecho do Livro do Êxodo, 15,22 a 18,27, o chamado “Livro da Travessia”.

A Igreja, a qual sempre atestou que a elaboração das Sagradas Escrituras provém de uma inspiração divina, foi a responsável pela difusão da Bíblia nas mais diversas línguas. Prova disso, é que São Jerônimo, padre e doutor da Igreja, já no século III, traduziu toda a Bíblia do grego e do hebraico para o latim, a pedido do Papa Damásio I. Sendo assim, no ano 390 d.C, depois de 23 anos de trabalho e estudo, concluiu-se a Vulgata, ou seja, a primeira tradução completa da Bíblia em língua latina.

Ao longo dos séculos, a Igreja também se preocupou com a correta interpretação da Sagrada Escritura, tomando como base o contexto cultural, as características literárias de cada texto sagrado e o que cada autor quis transmitir ao povo da época.

Especialistas afirmam que os cristãos não podem fazer uma leitura frutuosa da Palavra de Deus desconsiderando a Sagrada Tradição da fé, como explica padre Alexandre Vasconcelos, mestre e dourando em Teologia Bíblica, da diocese de São José dos Campos (SP).

“A Tradição da fé cristã é aquela transmitida pelos Doze apóstolos, batizados, laicato, mártires, santos, Bispos, Presbíteros, sacerdotes em geral, Diáconos, religiosos e suas ordens (franciscanos, jesuítas, beneditinos, clarissas, carmelitas, enclausuradas, monges e monjas), leigas e leigos consagrados, que permaneceram na fé cristã católica ao longo destes mais de dois mil anos. Não é pouca coisa. Estes, por sua vez, Transmitiram= traditio = tradição= transmissão – a palavra de Deus com sangue, suor e lágrimas até nossa geração”, afirmou o sacerdote.

A Lectio divina

O sacerdote também traz algumas orientações de leitura e assimilação da Palavra de Deus a partir daquilo que a Igreja considera como método eficaz de meditação das Sagradas Escrituras.

“O consenso magisterial, assistido pela Tradição, sugere aos fiéis um sistema monástico intitulado de Lectio Divina, ou seja, a leitura orante das Sagradas Escrituras. O método da Lectio Divina é simples e objetivo.

Consiste em quatro passos ou degraus acompanhados de quatro interrogações:
1º – Lectio (leitura): do texto propriamente dito: o que diz o texto em si?;
2º- Meditatio (meditação): do texto lido: o que diz o texto para mim/nós?;
3º- Oratio (oração): o que dizemos ao Senhor a partir do texto meditado? Nossa resposta;
4º- Contemplatio-actio (contemplação, silêncio e ação): Qual o sabor/sabedoria deste texto para ser aplicado como propósito de caridade? É silêncio e serviço”, explicou Padre Alexandre.