São Lucas e Dia dos Médicos é celebrado no Santuário-Basílica de Santo Antônio em Vitória

Igreja celebra neste dia São Lucas, padroeiro dos médicos, e também dará a Unção aos enfermos

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Missa é organizada pela Pastoral da Comunicação junto Pastoral da Saúde

Amanhã, dia 18, a igreja em todo o mundo celebra São Lucas, padroeiro dos médicos, por isso a data também é marcada como Dia do Médico. Em virtude a festa, o Santuário-Basílica promove nesta sexta uma missa em Ação de Graças pelos médicos e profissionais da saúde e também pelos enfermos. A ação litúrgica começa às 19h e será presidida pelo Pe. Roberto Camillato, pároco e reitor da Basílica.

Para Priscila Weber, médica e agente da pastoral da comunicação, a missa é um momento importante para agradecer e renovar as energias.

“Dizer obrigado por tudo que passamos e colocar aos pés do Senhor nossos anseios nos ajudam a continuar firmes em nosso juramento de sempre priorizar a vida humana”, diz.

NO Brasil a data segue a origem católica cristã e o Dia do Médico é celebrado no dia do São Lucas.

São Lucas

São Lucas é um dos evangelistas e também autor do livro dos Atos dos Apóstolos. Foi médico por isso o santo foi considerado protetor dos médicos e de todos os trabalhadores da saúde. Ele nasceu em Antioquia da Síria e foi convertido pelo apóstolo São Paulo, do qual se tornou inseparável e fiel companheiro de missão. Colaborador no apostolado, o grande apóstolo dos gentios em diversos lugares externa a alta consideração que tinha por Lucas, como portador de zelo e fidelidade no coração. Ambos fazem várias viagens apostólicas, tornando-se um dos primeiros missionários do mundo greco-romano. Tornou-se excepcional para a vida da Igreja por ter sido dócil ao Espírito Santo, que o capacitou com o carisma da inspiração e da vivência comunitária para escrever o evangelho.

Outras informações acesso o site do Santuário-Basílica de Santo Antônio. 

Por Marquine Ban

“Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática” – Evangelho do Dia

Evangelho – Lc 8,19-21

Minha mãe e meus irmãos são aqueles
que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 8,19-21

Naquele tempo:
19A mãe e os irmãos de Jesus aproximaram-se,
mas não podiam chegar perto dele, por causa da multidão.
20Então anunciaram a Jesus:
“Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver.”
21Jesus respondeu:
“Minha mãe e meus irmãos são aqueles
que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática.”
Palavra da Salvação.

Reflexão – Lc 8, 19-21

Existem muitas pessoas que querem demonstrar-se religiosas, mostrar a todos que participam da vida da Igreja e têm amizade com o clero e até usam dos cargos e funções sociais para conseguir isso. Porém, essas pessoas querem apenas se promover, não querem nenhum compromisso com o Evangelho e com o Reino de Deus. A atitude de Jesus nos mostra quem é importante para ele: aquele que ouve a Palavra de Deus e a coloca em prática, aquele que é capaz de amar, perdoar, partilhar, acolher, socorrer, consolar, compreender, ensinar, comprometer-se, doar-se, reunir, celebrar, orar, ser feliz com os que são felizes, chorar com os que choram, são empáticos, solidários, vivem o amor de Deus.

Essa leitura poderia até nos levar a um estudo sobre Maria e seus dogmas. No entanto, vamos apenas abordar o lado espiritual dessa palavra. Nós queremos ser irmãos e mãe de Jesus? Essa pergunta se dá por causa da afirmação de Jesus. Sua mãe e seus irmãos são aqueles que ouvem a palavra. Nós estamos ouvindo a palavra?

São Mateus rogai por nós!

sao-mateusA Igreja celebra hoje, de forma especial, a vida de São Mateus apóstolo e evangelista, cujo nome antes da conversão era Levi. Morava e trabalhava como coletor de impostos em Cafarnaum, na Palestina. Quando ouviu a Palavra de Jesus: “Segue-me” deixou tudo imediatamente, pondo de lado a vida ligada ao dinheiro e ao poder para um serviço de perfeita pobreza: a proclamação da mensagem cristã!

Mateus era um rico coletor de impostos e respondeu ao chamado do Mestre com entusiasmo. Encontramos no Evangelho de São Lucas a pessoa de Mateus que prepara e convida o Mestre para a grande festa de despedida em sua casa. Assim, uma numerosa multidão de publicanos e outros tantos condenados aos olhos do povo, sentaram-se à mesa com ele e com Àquele que veio, não para os sãos, mas sim para os doentes; não para os justos, mas para os pecadores. Chamando-os à conversão e à vida nova.

Por isso tocado pela misericórdia Daquele a quem olhou e amou, no silêncio e com discrição, livrou-se do dinheiro fazendo o bem.

É no Evangelho de Mateus que contemplamos mais amplamente trechos referentes ao uso do dinheiro, tais como: “Não ajunteis para vós, tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os destroem.” e ainda:“Não podeis servir a Deus e ao dinheiro.”

Com Judas, porém, ficou o encargo de “caixa” da pequena comunidade apostólica que Jesus formava com os seus. Mateus deixa todo seu dinheiro para seguir a Jesus, e Judas, ao contrário, trai Jesus por trinta moedas!

Este apóstolo a quem festejamos hoje com toda a Igreja, cujo significado do nome é Dom de Deus, ficou conhecido no Cristianismo nem tanto pela sua obra missionária no Oriente, mas sim pelo Evangelho que guiado pelo carisma extraordinário da inspiração pôde escrever, entre 80-90 na Síria e Palestina, grande parte da vida e ensinamentos de Jesus. Celebramos também seu martírio que acabou fechando com a palma da vitória o testemunho deste apóstolo, santo e evangelista.

São Mateus, rogai por nós!

mateus

Pode um cego guiar outro cego? – Evangelho do Dia

Evangelho – Lc 6,39-42

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 6,39-42

Naquele tempo:
39Jesus contou uma parábola aos discípulos:
“Pode um cego guiar outro cego?
Não cairão os dois num buraco?
40Um discípulo não é maior do que o mestre;
todo discípulo bem formado será como o mestre.
41Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão,
e não percebes a trave que há no teu próprio olho?
42Como podes dizer a teu irmão:
Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho,
quando tu não vês a trave no teu próprio olho?
Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho,
e então poderás enxergar bem
para tirar o cisco do olho do teu irmão.
Palavra da Salvação. 

Reflexão – Lc 6, 39-42

A nossa vida espiritual deve ser marcada por um constante aprendizado, de modo que sejamos, ao mesmo tempo, evangelizadores e evangelizados, e o crescimento na fé realize-se principalmente na experiência da vida comunitária, na troca de experiência e na valorização de tudo o que os outros podem nos oferecer, sem ficar vendo apenas as dificuldades, os problemas e os erros das pessoas que estão ao nosso lado. Mas tudo isso deve ser iluminado por uma mística: devemos ser dóceis ao Espírito Santo, nos deixar ser conduzidos por ele, já que não somos os donos da verdade e ele é o Espírito da Verdade, que nos conduzirá à plena verdade. Somente agindo assim é que não seremos os cegos que guiam outros cegos, mas sim todos guiados pelo próprio Deus.

Perdoai e sereis perdoados – Evangelho do Dia

Evangelho – Lc 6,36-38

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 6,36-38

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

36Sede misericordiosos,

como também o vosso Pai é misericordioso.

37Não julgueis e não sereis julgados;

não condeneis e não sereis condenados;

perdoai, e sereis perdoados.

38Dai e vos será dado.

Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante

será colocada no vosso colo;

porque com a mesma medida com que medirdes os outros,

vós também sereis medidos.”

Palavra da Salvação.

Reflexão – Lc 6, 36-38

A justiça de Deus é muito diferente da justiça dos homens. A justiça dos homens parte de dois pressupostos: o primeiro diz que a cada um deve ser dado o que lhe pertence, e o segundo afirma que cada pessoa deve receber os méritos pelo bem que promovem e os castigos pelos males que causa. A justiça divina é aquela que distribui gratuitamente todos os bens e dá todas as condições para que o homem possa ser feliz e ter uma vida digna e é por isso que Deus criou todas as coisas e as deu gratuitamente para os homens que não viveram a gratuidade e se apossaram do mundo segundo seus interesses. A justiça divina é aquela que não nos trata segundo as nossas faltas, mas age com misericórdia e nos convida a fazer o mesmo.

Nenhum sinal será dado a esta geração a não ser o sinal de Jonas – Evangelho do Dia

Evangelho – Lc 11,29-32

Nenhum sinal será dado a esta geração
a não ser o sinal de Jonas.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 11,29-32

Naquele tempo:
29Quando as multidões se reuniram em grande quantidade,
Jesus começou a dizer:
“Esta geração é uma geração má.
Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado,
a não ser o sinal de Jonas.
30Com efeito, assim como Jonas
foi um sinal para os ninivitas,
assim também será o Filho do Homem para esta geração.
31No dia do julgamento,
a rainha do Sul se levantará
juntamente com os homens desta geração,
e os condenará.
Porque ela veio de uma terra distante
para ouvir a sabedoria de Salomão.
E aqui está quem é maior do que Salomão.
32No dia do julgamento, os ninivitas
se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão.
Porque eles se converteram
quando ouviram a pregação de Jonas.
E aqui está quem é maior do que Jonas.”
Palavra da Salvação.

Reflexão – Lc 11, 29-32

Para muitas pessoas, Deus deve manifestar-se constantemente para todos, pois somente assim o mundo poderá crer. Na verdade, essas pessoas querem uma demonstração evidente da existência de Deus e da sua presença no nosso dia a dia, porém o Evangelho de hoje nos mostra que assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, Jesus é um sinal para nós, e Jonas foi um sinal para os ninivitas apenas por suas palavras, que os ninivitas ouviram e creram. Deste modo, Jesus é um sinal para nós por sua palavra e é nela que devemos crer e não ficar exigindo que ele fique realizando “milagres” para que fundamentemos a nossa fé.

Bento XVI: “Que o natal não seja só uma festa exterior”

natal01Durante o ângelus deste domingo, 9 de dezembro, papa Bento XVI centrou-se nas virtudes de São João Batista. O Santo Padre apareceu ao meio dia na janela do seu escritório no Palácio Apostólico e cumprimentou os peregrinos e os fieis reunidos na Praça de São Pedro.

O texto foi publicado pela agência ZENIT:

Queridos irmãos e irmãs!

No tempo do Advento a liturgia enfatiza, de modo  particular, duas figuras que preparam a vinda do Messias: a Virgem Maria e João Batista. Hoje São Lucas nos apresenta este último, e o faz com características diferentes dos outros Evangelistas. “Todos os quatro Evangelhos colocam no início do ministério de Jesus a figura de João Batista e apresentam-no como o seu precursor. São Lucas colocou antes a conexão entre as duas figuras e as suas respectivas missões […] Já na concepção e no nascimento, Jesus e João colocaram-se em relação entre si” (A infância de Jesus, 23).

Essa configuração ajuda a entender que João, enquanto filho de Zacarias e Isabel, ambos de famílias sacerdotais, não é apenas o último dos profetas, mas representa também todo o sacerdócio da Antiga Aliança e por isso prepara os homens ao culto espiritual da Nova Aliança, inaugurado por Jesus (cf. ibid. 27-28). Lucas também afasta qualquer leitura mítica que às vezes é feita dos Evangelhos e coloca historicamente a vida do Batista: “No décimo quinto ano do império de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador […] enquanto eram sumos sacerdotes Anás e Caifás” (Lc 3, 1-2). Dentro deste quadro histórico reside o verdadeiro grande evento, o nascimento de Cristo, que seus contemporâneos não vão perceber. Para Deus os grandes homens da história formam o pano de fundo para os pequenos!

Na natal eu comemoro o nascimento de Jesus

João Batista se define como a “voz que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas” (Lc 3, 4). A voz proclama a palavra, mas, neste caso, a Palavra de Deus precede, enquanto que é ela mesma que desce sobre João, Filho de Zacarias, no deserto (cf. Lc 3, 2). Ele, então, desempenha um grande papel, mas sempre em relação a Cristo. Santo Agostinho comenta: “João é a voz. Do Senhor ao contrário se diz: “No princípio era o Verbo” (João 1, 1).

João é a voz que passa, Cristo é o Verbo eterno, que existia no princípio. Se tiras a voz da palavra, o que é que resta? Um som fraco. A voz sem palavra atinge o ouvido, mas não edifica o coração” (Sermão 293, 3).

Nosso objetivo é dar hoje ouvido à essa voz para conceder espaço e acolhida no coração à Jesus, Palavra que nos salva. Neste Tempo de Advento, preparemo-nos para ver, com os olhos da fé, na humilde Gruta de Belém, a salvação de Deus (cf. Lc 3, 6). Na sociedade dos consumos, em que se busca a alegria nas coisas, o Batista nos ensina a viver de uma forma essencial, para que o Natal seja vivido não só como uma festa exterior, mas como a festa do Filho de Deus que veio para trazer aos homens a paz, a vida e a alegria verdadeira.

À materna intercessão de Maria, Virgem do Advento, confiamos o nosso caminho de encontro com o Senhor que vem, para estarmos prontos para acolher, no coração e em toda a vida, o Emanuel, o Deus-conosco.

Hoje vimos coisas maravilhosas! (Evangelho do Dia – Lc 5,17-26)

Hoje vimos coisas maravilhosas!

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 5,17-26

17 Um dia Jesus estava ensinando.
É sua volta estavam sentados fariseus e doutores da Lei,
vindos de todas as aldeias
da Galiléia, da Judéia e de Jerusalém.
E a virtude do Senhor o levava a curar.
18Uns homens traziam um paralítico num leito
e procuravam fazê-lo entrar para apresentá-lo.
19Mas, nóo achando por onde introduzi-lo,
devido à multidão, subiram ao telhado
e por entre as telhas o desceram com o leito
no meio da assembléia diante de Jesus.
20 Vendo-lhes a fé, ele disse:
Homem, teus pecados estão perdoados.
21Os escribas e fariseus começaram a murmurar, dizendo:
Quem é este que assim blasfema?
Quem pode perdoar os pecados senão Deus?
22 Conhecendo-lhes os pensamentos, Jesus respondeu, dizendo:
“Por que murmurais em vossos corações?
23 O que é mais fácil dizer:
“teus pecados estão perdoados”,
ou dizer: “levanta-te e anda”?
24Pois, para que saibais que o Filho do homem
tem na terra poder de perdoar os pecados
– disse ao paralítico – eu te digo:
levanta-te, pega o leito e vai para casa”.
25 Imediatamente, diante deles, ele se levantou,
tomou o leito e foi para casa, louvando a Deus.
26 Todos ficaram fora de si, glorificavam a Deus
e cheios de temor diziam:
“Hoje vimos coisas maravilhosas!”
Palavra da Salvação.

Reflexão – Lc 5, 17-26

Nós temos muitas dificuldades para vermos os verdadeiros valores que devem marcar a existência humana e, por isso, não damos importância a eles e até mesmo fechamos o nosso coração à ação divina, dificultando a sua realização. É o caso do Evangelho de hoje, no qual a importância maior é dada para a cura do corpo, sem levar em consideração a cura espiritual e o julgamento de que esta é impossível. Os tempos messiânicos são a expressão da verdadeira hierarquia de valores, na qual os perenes estão acima dos temporais.

Jesus exulta no Espírito Santo (Evangelho do Dia – Lc 10,21-24)

 

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 10,21-24

21Naquele momento, Jesus exultou no Espírito Santo e disse:

“Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra,

porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes,

e as revelaste aos pequeninos.

Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.

22Tudo me foi entregue pelo meu Pai.

Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai;

e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho

e aquele a quem o Filho o quiser revelar.”

23Jesus voltou-se para os discípulos

e disse-lhes em particular:

“Felizes os olhos que vêem o que vós vedes!

24Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver

o que estais vendo, e não puderam ver;

quiseram ouvir o que estais ouvindo,

e não puderam ouvir.”

Palavra da Salvação.

Reflexão – Lc 10, 21-24

Felizes somos todos nós que nos abrimos à ação da graça divina e reconhecemos a presença de Jesus em nossas vidas. Felizes somos todos nós que aceitamos de bom coração esta presença e acolhemos Jesus. Felizes somos todos nós que nos abrimos à ação do Espírito Santo de modo que, conduzidos por ele, renunciamos à sabedoria do mundo como um fim em si e aceitamos o mistério que nos abre para as realidades eternas e imutáveis. Felizes somos todos nós que somos amados por Deus que, a partir da revelação que nos vem por Jesus, nos permite viver conscientemente aqui na terra as realidades do céu.

Ficai atentos a fim de terdes força para escapar de tudo o que deve acontecer (Evangelho do Dia – Lc 21,34-36)

 

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 21,34-36

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
34Tomai cuidado para que vossos corações
não fiquem insensíveis por causa da gula,
da embriaguez e das preocupações da vida,
e esse dia não caia de repente sobre vós;
35pois esse dia cairá como uma armadilha
sobre todos os habitantes de toda a terra.
36Portanto, ficai atentos e orai a todo momento,
a fim de terdes força
para escapar de tudo o que deve acontecer
e para ficardes em pé diante do Filho do Homem.”
Palavra da Salvação. 

Reflexão – Lc 21, 34-36

A nossa vida é marcada por preocupações constantes que são exigências da agitada vida moderna. Essas preocupações muitas vezes acabam por fazer de si mesmas o centro da nossa vida. Na verdade, a gente deixa de viver a vida que a gente quer para viver a vida que é exigida de nós. Assim, não temos tempo para a oração, para a contemplação, para o encontro com Deus e o estabelecimento de comunhão com ele. O resultado de tudo isso é que deixamos de viver na sua presença e nos fechamos num mundo que cada vez mais nos escraviza e nos impede de viver a verdadeira vida, a vida dos filhos e filhas de Deus em perfeita comunhão e relação com o Pai.

Jerusalém será pisada pelos infiéis, até que o tempo dos pagãos se complete (Evangelho do Dia – Lc 21,20-28)

 

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 21,20-28

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

20Quando virdes Jerusalém cercada de exércitos,

ficai sabendo que a sua destruição está próxima.

21Então, os que estiverem na Judéia,

devem fugir para as montanhas;

os que estiverem no meio da cidade, devem afastar-se;

os que estiverem no campo, não entrem na cidade.

22Pois esses dias são de vingança,

para que se cumpra tudo o que dizem as Escrituras.

23Infelizes das mulheres grávidas

e daquelas que estiverem amamentando naqueles dias,

pois haverá uma grande calamidade na terra

e ira contra este povo.

24Serão mortos pela espada

e levados presos para todas as nações.

e Jerusalém será pisada pelos infiéis,

até que o tempo dos pagãos se complete.

25Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas.

Na terra, as nações ficarão angustiadas,

com pavor do barulho do mar e das ondas.

26Os homens vão desmaiar de medo,

só em pensar no que vai acontecer ao mundo,

porque as forças do céu serão abaladas.

27Então eles verão o Filho do Homem,

vindo numa nuvem com grande poder e glória.

28Quando estas coisas começarem a acontecer,

levantai-vos e erguei a cabeça,

porque a vossa libertação está próxima.”

Palavra da Salvação.

Reflexão – Lc 21, 20-28

A libertação verdadeira da pessoa humana é fruto de dois elementos importantes: o primeiro é o seu compromisso pessoal e comunitário com o Reino de Deus e com a comunidade à qual pertence, de modo que a sua vida passa a ser uma constante luta histórica de transformação da realidade tendo como critério os valores do Evangelho; o segundo é a confiança inabalável da presença atuante de Deus na sua vida e na história dos homens como o grande parceiro que está ao lado dos que assumem a luta por um mundo novo. Somente a união entre esses dois elementos pode garantir um processo histórico verdadeiramente libertador.

Todos vos odiarão por causa do meu nome. Mas vós não perdereis.um só fio de cabelo da vossa cabeça (Evangelho do Dia – Lc 21,12-19)

 

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 21,12-19

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
12Antes que estas coisas aconteçam,
sereis presos e perseguidos;
sereis entregues às sinagogas e postos na prisão;
sereis levados diante de reis e governadores
por causa do meu nome.
13Esta será a ocasião em que testemunhareis a vossa fé.
14Fazei o firme propósito
de não planejar com antecedência a própria defesa;
15porque eu vos darei palavras tão acertadas,
que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater.
16Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais,
irmãos, parentes e amigos.
E eles matarão alguns de vós.
17Todos vos odiarão por causa do meu nome.
18Mas vós não perdereis
um só fio de cabelo da vossa cabeça.
19É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida!
Palavra da Salvação. 

Reflexão – Lc 21, 12-19

Ganhar a vida eterna significa ser capaz de lutar no dia a dia pelos valores que a caracterizam. Mas os valores que caracterizam a vida eterna são completamente diferentes dos valores que caracterizam a nossa sociedade de hoje, sendo que a conseqüência dessa diferença é o conflito, que é seguido da perseguição, do ódio e, muitas vezes, da morte. Mas quem de fato acredita na vida eterna e a deseja ardentemente para si assume o projeto de Deus e os valores do Reino dos céus e luta constantemente por eles, não temendo a perseguição e desafiando até mesmo a morte, porque sabe que nada o separará da vida e vida em abundância.

 

Não ficará pedra sobre pedra (Evangelho do Dia – Lc 21,5-11)

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 21,5-11

Naquele tempo:
5Algumas pessoas comentavam a respeito do Templo
que era enfeitado com belas pedras
e com ofertas votivas.
Jesus disse:
6″Vós admirais estas coisas?
Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra.
Tudo será destruído.”
7Mas eles perguntaram:
“Mestre, quando acontecerá isto? E qual vai ser o sinal
de que estas coisas estão para acontecer?
8Jesus respondeu: “Cuidado para não serdes enganados,
porque muitos virão em meu nome, dizendo:
“Sou eu!” – e ainda: “O tempo está próximo.”
Não sigais essa gente!
9Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções,
não fiqueis apavorados.
É preciso que estas coisas aconteçam primeiro,
mas não será logo o fim.”
10E Jesus continuou:
“Um povo se levantará contra outro povo,
um país atacará outro país.
11Haverá grandes terremotos,
fomes e pestes em muitos lugares;
acontecerão coisas pavorosas
e grandes sinais serão vistos no céu.
Palavra da Salvação. 

Reflexão – Lc 21, 5-11

Não podemos por na realidade material o sentido final da nossa vida e a causa da nossa felicidade, pois o mundo material é transitório e só encontra o seu verdadeiro sentido enquanto é relacionado com o definitivo, ou seja, o mundo espiritual, e contribui para que a pessoa encontre nos valores que não são transitórios a causa da sua vida e da sua felicidade. Assim, devemos ser capazes de submeter os valores transitórios aos valores definitivos, pois somente eles podem nos garantir a nossa plena realização.

“Viu também uma pobre viúva que depositou duas pequenas moedas”(Evangelho do Dia – Lc 21,1-4)

Evangelho – Lc 21,1-4

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 21,1-4

Naquele tempo:
1Jesus ergueu os olhos e viu pessoas ricas
depositando ofertas no tesouro do Templo.
2Viu também uma pobre viúva
que depositou duas pequenas moedas.
3Diante disto, ele disse:
“Em verdade vos digo que essa pobre viúva
ofertou mais do que todos.
4Pois todos eles depositaram, como oferta feita a Deus,
aquilo que lhes sobrava.
Mas a viúva, na sua pobreza,
ofertou tudo quanto tinha para viver.”
Palavra da Salvação. 

Reflexão – Lc 21, 1-4

Muitas vezes somos injustos com as pessoas porque fazemos do elemento quantitativo a principal fonte dos nossos juízos e das nossas decisões em relação a elas. Assumindo os critérios do mundo, o número cada vez mais torna-se o principal critério para a nossa avaliação. Jesus nos mostra que diante de Deus, devemos pensar de forma diferente. Não é o quanto foi dado que manifesta a generosidade da pessoa, mas o como, o porquê e o significado da quantia que são realmente importantes, pois nos revela o relacionamento da pessoa com Deus e o seu envolvimento com ele.

“Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos” (Evangelho do Dia – Lc 20,27-40)

 

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 20,27-40

Naquele tempo:
27Aproximaram-se de Jesus alguns saduceus,
que negam a ressurreição,
28e lhe perguntaram:
“Mestre, Moisés deixou-nos escrito:
se alguém tiver um irmão casado
e este morrer sem filhos,
deve casar-se com a viúva
a fim de garantir a descendência para o seu irmão.
29Ora, havia sete irmãos.
O primeiro casou e morreu, sem deixar filhos.
30Também o segundo
31e o terceiro se casaram com a viúva.
E assim os sete: todos morreram sem deixar filhos.
32Por fim, morreu também a mulher.
33Na ressurreição, ela será esposa de quem?
Todos os sete estiveram casados com ela.”
34Jesus respondeu aos saduceus:
“Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se,
35mas os que forem julgados dignos
da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura,
nem eles se casam nem elas se dão em casamento;
36e já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos,
serão filhos de Deus, porque ressuscitaram.
37Que os mortos ressuscitam,
Moisés também o indicou na passagem da sarça,
quando chama o Senhor “o Deus de Abraão,
o Deus de Isaac e o Deus de Jacó”.
38Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos,
pois todos vivem para ele.”
39Alguns doutores da Lei disseram a Jesus:
“Mestre, tu falaste muito bem.”
40E ninguém mais tinha coragem
de perguntar coisa alguma a Jesus.
Palavra da Salvação. 

Reflexão – Lc 20, 27-40

Como todos nós vivemos num mundo marcado pelo materialismo, cada vez mais somos tentados a fazer da matéria a causa da nossa felicidade e nos fecharmos nessa realidade para analisar todas as coisas e, com isso, não somos capazes de ver outros caminhos para a felicidade ou até mesmo outras condições de vida que Deus pode nos conceder para o nosso bem, como é o caso da vida eterna. O erro que os saduceus cometeram e que aparece no evangelho de hoje é esse: se tornaram tão materialistas que ficaram incapazes de abrir o próprio coração para a proposta da vida plena que nos é feita pelo próprio Deus.

“Fizestes da casa de Deus um antro de ladrões” (Evangelho do Dia – Lc 19,45-48)

 

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 19,45-48

Naquele tempo:
45Jesus entrou no Templo
e começou a expulsar os vendedores.
46E disse: “Está escrito:
“Minha casa será casa de oração”.
No entanto, vós fizestes dela um antro de ladrões.”
47Jesus ensinava todos os dias no Templo.
Os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os notáveis do povo
procuravam modo de matá-lo.
48Mas não sabiam o que fazer,
porque o povo todo ficava fascinado
quando ouvia Jesus falar.
Palavra da Salvação. 

Reflexão – Lc 19, 45-48

Existem muitas pessoas que se vangloriam do fato de participar ativamente da Igreja, possuir ministérios ou ter um cargo importante na comunidade eclesial. Mas infelizmente, existem pessoas que usam do fato da pertença na comunidade para substituir as relações de serviço por relações de poder, para dominar, oprimir, buscar promoção pessoal e desvalorizar as outras pessoas que fazem parte da comunidade. A religião para essas pessoas é uma forma não de adorar ao Deus vivo e verdadeiro, mas sim de promover o culto a si próprio e buscar a satisfação dos seus próprios interesses. A esses diz Jesus: “sofrerão a mais rigorosa condenação”.

Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer (Evangelho do Dia – Lc 17,7-10)

 

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 17,7-10

Naquele tempo, disse Jesus:
7Se algum de vós tem um empregado
que trabalha a terra ou cuida dos animais,
por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo:
“Vem depressa para a mesa?”
8Pelo contrário, não vai dizer ao empregado:
“Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me,
enquanto eu como e bebo;
depois disso tu poderás comer e beber?”
9Será que vai agradecer ao empregado,
porque fez o que lhe havia mandado?
10Assim também vós:
quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram,
dizei: “Somos servos inúteis;
fizemos o que devíamos fazer”.”
Palavra da Salvação. 

Reflexão – Lc 17, 7-10

Somos todos servos inúteis. Deus não precisa de nós, uma vez que ele pode, por si só, realizar todas as coisas. Mas Deus quis contar conosco, com a nossa colaboração, e isso não em vista da pessoa dele, mas sim em vista do nosso próprio bem, uma vez que, quando colaboramos com a obra da salvação da humanidade, estamos de fato participando de uma obra que não é humana, mas divina, o que se torna para nós causa de santificação e caminho de perfeição. O amor de Deus por nós é tão grande que faz da nossa inutilidade fonte de santificação e de vida nova, não só para nós mesmos, mas também para toda a Igreja, para todas as pessoas.

Se ele pecar contra ti sete vezes num só dia, e sete vezes vier a ti, dizendo: “Estou arrependido”, tu deves perdoá-lo (Evangelho do Dia – Lc 17,1-6)

 

Se ele pecar contra ti sete vezes num só dia, e sete vezes
vier a ti, dizendo: “Estou arrependido”, tu deves perdoá-lo.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 17,1-6

Naquele tempo:
1Jesus disse a seus discípulos:
“É inevitável que aconteçam escândalos.
Mas ai daquele que produz escândalos!
2Seria melhor para ele
que lhe amarrassem uma pedra de moinho no pescoço
e o jogassem no mar,
do que escandalizar um desses pequeninos.
3Prestai atenção:
se o teu irmão pecar, repreende-o.
Se ele se converter, perdoa-lhe.
4Se ele pecar contra ti sete vezes num só dia,
e sete vezes vier a ti, dizendo: “Estou arrependido”,
tu deves perdoá-lo.”
5Os apóstolos disseram ao Senhor:
“Aumenta a nossa fé!”
6O Senhor respondeu:
“Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda,
poderíeis dizer a esta amoreira:
“Arranca-te daqui e planta-te no mar”,
e ela vos obedeceria.
Palavra da Salvação. 

Reflexão – Lc 17, 1-6

A misericórdia é um dos valores evangélicos mais importantes e ser misericordioso significa, antes de tudo, ser capaz de colaborar com a salvação das pessoas, ser capaz de perdoá-la. Mas perdoar não significa esquecer, deixar de lado, pois o perdão não pode negar a verdade nem a responsabilidade da pessoa diante dos fatos. Perdoar significa não querer a punição para quem é culpado, mas sim criar condições para que ele possa se reerguer e reparar o mal que realizou. E somente aquela pessoa que tem fé é capaz de perdoar verdadeiramente, porque somente quem acredita no Deus misericordioso é capaz de agir verdadeiramente com misericórdia.

Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem?(Evangelho do Dia – Lc 16,9-15)

 

Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto,
quem vos confiará o verdadeiro bem?

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 16,9-15

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
9Usai o dinheiro injusto para fazer amigos,
pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas.
10Quem é fiel nas pequenas coisas
também é fiel nas grandes,
e quem é injusto nas pequenas
também é injusto nas grandes.
11Por isso, se vós não sois fiéis
no uso do dinheiro injusto,
quem vos confiará o verdadeiro bem?
12E se não sois fiéis no que é dos outros,
quem vos dará aquilo que é vosso?
13Ninguém pode servir a dois senhores.
porque ou odiará um e amará o outro,
ou se apegará a um e desprezará o outro.
Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro.”
14Os fariseus, que eram amigos do dinheiro,
ouviam tudo isso e riam de Jesus.
15Então, Jesus lhes disse:
“Vós gostais de parecer justos diante dos homens,
mas Deus conhece vossos corações.
Com efeito, o que é importante para os homens,
é detestável para Deus.”
Palavra da Salvação. 

Reflexão – Lc 16, 9-15

Devemos usar do dinheiro da injustiça para conquistar os bens eternos. De fato, o dinheiro é sempre uma realidade injusta, independentemente da forma como foi conquistado, porque vai sempre significar separação, apossamento, divisões e condições de vida diferentes, gerando oportunidades diferentes e privilégios, além de uma concorrência sempre injusta com os nossos irmãos e irmãs. Por isso, Jesus diz que ninguém pode servir a Deus e ao dinheiro. Usar do dinheiro da injustiça para conquistar os bens eternos significa usar de tudo o que o dinheiro nos concede, tanto em termos de bens materiais como pessoais, como por exemplo a formação profissional, para a construção do Reino e a promoção da dignidade de todos.

“Não convides teus amigos mas, os pobres e os aleijados” (Evangelho do Dia – Lc 14,12-14)

Não convides teus amigos mas, os pobres e os aleijados.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 14,12-14

Naquele tempo:
12E disse também a quem o tinha convidado:
“Quando tu deres um almoço ou um jantar,
não convides teus amigos, nem teus irmãos,
nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos.
Pois estes poderiam também convidar-te
e isto já seria a tua recompensa.
13Pelo contrário, quando deres uma festa,
convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos.
14Então tu serás feliz!
Porque eles não te podem retribuir.
Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos.”
Palavra da Salvação. 

Reflexão – Lc 14, 12-14

O nosso relacionamento com as pessoas não pode ter como ponto de partida o interesse ou a retribuição, mas a gratuidade. Afinal de contas, Deus nos ama gratuitamente e nos concede tudo o que somos e temos sem nada exigir em troca. Mas o amor de Deus para conosco vai além da gratuidade: ele nos retribui por tudo o que fazemos gratuitamente em favor dos nossos irmãos e irmãs. Vivamos a gratuidade para que o próprio Deus seja a nossa eterna recompensa por tudo o que fizermos em favor dos sofridos e marginalizados deste mundo, que não têm ninguém por si e que são rejeitados em todos os ambientes, por não poderem retribuir de acordo com os critérios do mundo.