Santa Mônica rogai por nós!

Neste dia, celebramos a memória desta grande santa, que nos provou com sua vida que realmente “tudo pode ser mudado pela força da oração.” Santa Mônica nasceu no norte da África, em Tagaste, no ano 332, numa família cristã que lhe entregou – segundo o costume da época e local – como esposa de um jovem chamado Patrício.

Como cristã exemplar que era, Mônica preocupava-se com a conversão de sua família, por isso se consumiu na oração pelo esposo violento, rude, pagão e, principalmente, pelo filho mais velho, Agostinho, que vivia nos vícios e pecado. A história nos testemunha as inúmeras preces, ultrajes e sofrimentos por que Santa Mônica passou para ver a conversão e o batismo, tanto de seu esposo, quanto daquele que lhe mereceu o conselho: “Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas”.

saint-monicaSanta Mônica tinha três filhos. E passou a interceder, de forma especial, por Agostinho, dotado de muita inteligência e uma inquieta busca da verdade, o que fez com que resolvesse procurar as respostas e a felicidade fora da Igreja de Cristo. Por isso se envolveu em meias verdades e muitas mentiras. Contudo, a mãe, fervorosa e fiel, nunca deixou de interceder com amor e ardor, durante 33 anos, e antes de morrer, em 387, ela mesma disse ao filho, já convertido e cristão: “Uma única coisa me fazia desejar viver ainda um pouco, ver-te cristão antes de morrer”.

Por esta razão, o filho Santo Agostinho, que se tornara Bispo e doutor da Igreja, pôde escrever: “Ela me gerou seja na sua carne para que eu viesse à luz do tempo, seja com o seu coração para que eu nascesse à luz da eternidade”.

Santa Mônica, rogai por nós!

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Dom Cláudio Hummes inspirou escolha do nome Francisco ao dizer ao Papa: “Não se esqueça dos pobres”

Em encontro com jornalistas, Papa conta como escolheu o nome ‘Francisco’
Papa Francisco

Dando continuidade aos seus primeiros compromissos como Sucessor de Pedro, o Papa Francisco participou na manhã deste sábado, 16, de um encontro com os jornalistas que fizeram a cobertura do Conclave. O encontro aconteceu na Sala Paulo VI, no Vaticano.

Em um primeiro momento, o presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli, fez uma saudação inicial ao Santo Padre.

Já em seu discurso, o Papa contou qual foi a inspiração para a escolha de seu nome de pontificado: Francisco. Ele explicou que o arcebispo emérito de São Paulo, Cardeal Cláudio Hummes, esteve ao seu lado no Conclave, principalmente quando a contagem dos votos já havia alcançado 2/3 e os cardeais já sabiam quem seria o novo Papa. Nesse momento, o Papa contou que Dom Cláudio o abraçou, o beijou e lhe disse: “Não se esqueça dos pobres”.

Dom Cláudio Humes
Dom Cláudio Humes

Em relação aos pobres, o Papa logo pensou em São Francisco de Assis. E enquanto o escrutínio continuava, ele disse que pensou na questão das guerras, e Francisco é um homem da paz, então veio ao seu coração o nome Francisco de Assis.

“Para mim é o homem da pobreza, da paz, que ama e guarda a criação. Neste momento, infelizmente, não temos uma relação tão boa com a natureza, com a criação. Como eu gostaria de uma Igreja pobre, como eu gostaria de uma Igreja junto aos pobres”.

Agradecimentos

Papa Francisco destacou que estava muito feliz em poder participar desse encontro no início de seu ministério e agradeceu a todos os jornalistas.

“Agradeço o serviço que vocês prestaram levando notícias para o mundo inteiro, vocês realmente trabalharam. Nesses dias, todos os olhos do mundo católico, mas não só dos católicos, se voltaram aqui para este lugar, para a Praça São Pedro. Todos se voltaram para os ritos da Igreja católica, noticiando todos os acontecimentos da vida da Igreja, da Santa Sé e, em particular, daquilo que é próprio do ministério petrino”, disse.

Francisco também agradeceu a todos os que comunicaram aquilo que é justo da vida da Igreja, que é a fé. Ele enfatizou que a Igreja, mesmo sendo uma instituição humana e histórica, com tudo aquilo que comporta, não tem uma natureza política, mas essencialmente espiritual, porque ela é o povo de Deus, o santo povo de Deus, que caminha em direção ao encontro com Jesus Cristo.

“Somente colocando nesta perspectiva é possível dar razão aquilo que é a Igreja católica. Cristo é presente na vida da Igreja. Entre todos os homens, Cristo escolheu o seu vigário, que é o Sucessor de Pedro, mas Cristo é o centro, e não o Sucessor de Pedro. Cristo é o fundamento da vida da Igreja”.

O Santo Padre também agradeceu pelo empenho que os jornalistas tiveram, sobretudo, de terem buscado o conhecimento da natureza da Igreja, o seu caminho no mundo. E todo esse trabalho, segundo Papa Francisco, está em comunhão com a Igreja.

“Há uma comunhão, porque a Igreja existe para comunicar a verdade, a bondade e a beleza. O que deveria aparecer claramente é que somos todos chamados não a comunicar a nós mesmos, mas essa tríade existencial que é a verdade, a bondade e a beleza”.

A benção

Ao final da audiência, o Papa expressou seu desejo de abençoar o trabalho de todos os jornalistas e de que todos possam conhecer Cristo e a verdade da Igreja. Ele confiou o trabalho de todos à intercessão da Bem Aventurada Virgem Maria, estrela da nova evangelização.

A benção foi dada de coração, e não como de costume. O gesto do Papa foi em respeito aos presentes que poderiam não ser católicos. “Muitos de vocês pertencem à Igreja católica, outros não são cristãos, mas eu gostaria de dar essa benção a cada um de vocês, respeitando a consciência de cada um, porque cada um de vocês é filho de Deus”.

No momento dos cumprimentos com os membros do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, o Papa recebeu de presente um Ipad.

Fonte: Canção Nova

Dom Lélis Lara celebra missa na Canção Nova – leia ou ouça sua homilia

Dom Lélis Lara, bispo emérito de Itabira/Cel. Fabriciano

Ontem, dia 12, o bispo emérito da Diocese de Itabira/Cel. Fabriciano celebrou a santa missa na Comunidade Canção Nova. A missa foi transmitida ao vivo pela rede televisão da comunidade – TV Canção Nova. A celebração presidida pelo bispo fez parte das comemorações da devoção a São Camilo Lélis e dos 90 anos da chegada da família camiliana ao Brasil. A comunidade Canção Nova recebe neste dias também a relíquia de São Camilo, o seu coração.

Leia ou ouça na íntegra a homilia de Dom Lélis Lara:

Devemos ser fiéis ao mandamento do amor  

Hoje, estamos celebrando São Camilo por ocasião dos 90 anos da chega da Família Camiliana ao Brasil.

Falar sobre São Camilo é muito simples, pois é o mesmo que falar sobre o âmago do Evangelho. A passagem, de hoje, nos apresenta a prática do amor e da caridade, que é o mandamento essencial deixado por Jesus Cristo.

O Senhor nos pede que amemos uns aos outros da mesma forma que Ele nos amou. Este amor de Pai podemos ver refletido nas obras que o santo cameliano deixou para nós, inclusive na sua congregação, a qual leva o conforto e os cuidado que Deus dispensa a cada um de nós.

A história desse santo reflete a história de muitos doentes no dia de hoje. Quando, em virtude de uma chaga na perna, São Camilo ficou internado, ele viu o que muitas pessoas enfrentam todos os dias. Foi neste momento que ele teve seu encontro pessoal com Cristo.

Por meio da relíquia deste santo, podemos ver a expressão do amor que ele teve para com Nosso Senhor, pois Camilo deixava tudo para cuidar dos assuntos de Deus, indo ao encontro dos seus irmãos que, realmente, necessitavam de cuidados.

Como anda a prática da caridade fraterna em nossas vidas? Será que nos assemelhamos ao mesmo amor que São Camilo tinha para com os enfermos? Não há meio termo. Ou nós os estamos destruindo com nossas palavras e atitudes, ou construindo um mundo novo com pessoas novas. É o mandamento do amor que irá nos levar para a glória do Pai.

“São Camilo é exemplo de caridade e amor ao próximo”, ensina Dom Lelis Lara

Quantas vezes você ouviu o mandamento do amor deixado por Jesus, mas, mesmo assim, não mudou suas atitudes? Deus nos chama a uma conversão de vida que deve começar por nossos atos.

Que a comemoração dos 90 anos dos camilianos, no Brasil, renove em nós este espírito de caridade para com nossos irmãos e traga para os nossos corações um amor por Jesus semelhante ao que ardia no coração de São Camilo.