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Reze conosco o 6º dia da Novena à Imaculada Conceição

Imaculada ConceiçãoOração para todos os dias

Deus vos salve, Maria, cheia de graça e bendita mais que todas as mulheres, Virgem singular, Virgem soberana e perfeita, eleita por Mãe de Deus e preservada por Ele de toda culpa desde o primeiro instante de sua Concepção:

Assim como por Eva nos veio a morte, assim nos vem a vida por ti, que pela graça de Deus tens sido eleita para ser Mãe do novo povo que Jesus Cristo tem formado com seu Sangue.

A ti, puríssima Mãe, restauradora da caída linhagem de Adão e Eva, viemos confiantes e suplicantes nesta novena, para rogar que nos concedas a graça de sermos verdadeiros filhos teus e de teu Filho Jesus Cristo, livres de toda mancha de pecado.

Confiantes, Virgem Santíssima, que haveis sido feita Mãe de Deus, não somente para vossa dignidade e glória, senão também para salvação nossa e proveito de todo o gênero humano.

Confiantes que jamais se tem ouvido dizer que um somente de quantos tem acudido a vossa proteção e implorado vosso socorro, tem já sido desamparado.

Não me deixeis, pois, a mim tampouco, porque se me deixais me perderei;

Que eu tampouco quero deixar a vos, antes bem, cada dia quero crescer mais em vossa verdadeira devoção.

Alcançai-me principalmente estas três graças:

A primeira, não cometer jamais pecado mortal;

A segunda, um grande apreço da virtude cristã,

A terceira, uma boa morte.

Além disso, dai-me a graça particular que vos peço nesta novena

Fazer aqui o pedido que se deseja obter.

Sexto Dia

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Assim como, desde o primeiro momento, destes a Maria, com toda plenitude, as virtudes sobrenaturais e os dons do Espírito Santo, assim vos suplicamos humildemente, por intercessão de tua Mãe Imaculada, nos concedas a nós a abundancia destes mesmos dons e virtudes, para que possamos vencer todas as tentações e tenhamos muitos atos de virtude dignos de nossa profissão de cristãos.

Orações finais

Bendita seja tua pureza e eternamente o seja, pois todo um Deus se recreia em tão graciosa beleza.

A ti, celestial Princesa, Virgem Sagrada Maria, vos ofereço neste dia alma, vida e coração.

olhai-me com compaixão, não me deixes, Mãe minha.

Rezar três Ave-Marias.

Tua Imaculada Concepção, Oh! Virgem Mãe de Deus, anunciou alegria ao universo inteiro.

Oração

Oh! Deus meu, que pela Imaculada Conceição da Virgem, preparaste digna habitação a teu Filho:

Vos rogamos que, assim como pela previsão da morte de teu Filho livrai-vos a ela de toda mancha, assim a nós nos concedas por sua intercessão chegar a Vós limpos de pecado.

Pelo mesmo Senhor nosso Jesus Cristo. Amém.

Evangelho do Dia – Mt 24,42-51

Ficai preparados!

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 24,42-51

Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos:
42Ficai atentos!
porque não sabeis em que dia virá o Senhor.
43Compreendei bem isso:
se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão,
certamente vigiaria e não deixaria
que a sua casa fosse arrombada.
44Por isso, também vós ficai preparados!
Porque na hora em que menos pensais,
o Filho do Homem virá.
45Qual é o empregado fiel e prudente,
que o senhor colocou como responsável pelos demais empregados,
para lhes dar alimento na hora certa?
46Feliz o empregado,
cujo senhor o encontrar agindo assim, quando voltar.
47Em verdade vos digo,
ele lhe confiará a administração de todos os seus bens.
48Mas, se o empregado mau pensar:
“Meu senhor está demorando”,
49e começar a bater nos companheiros,
a comer e a beber com os bêbados;
50então o senhor desse empregado
virá no dia em que ele não espera,
e na hora que ele não sabe.
51Ele o partirá ao meio e lhe imporá a sorte dos hipócritas.
Ali haverá choro e ranger de dentes.
Palavra da Salvação. 

Reflexão – Mt 24, 42-51

Duas virtudes nos são colocadas pelo Evangelho de hoje: fidelidade e prudência. Servo fiel é aquele que não precisa ser vigiado o tempo todo a fim de realizar tudo o que é da sua competência, é aquele que merece a confiança do seu senhor, o que não quer dizer submissão cega e inconseqüente, mas sim a pessoa ser totalmente responsável por aquilo que faz. Prudência significa agir com cautela, procurando evitar todo tipo de erro, fugindo de todo mal, principalmente do pecado e de suas conseqüências, o que não quer dizer covardia e medo, mas sim uma busca de maior consciência dos próprios atos.

A Igreja, os Papas e as Olimpíadas

OlimpiadasO interesse mundial pelas Olimpíadas da Era Moderna não poderia ser ignorado pela Igreja. O primeiro testemunho disso encontra-se nas palavras dos Papas. De Atenas 1896 a Londres 2012, quando os Jogos se aproximavam, os Pontífices dedicaram amplas reflexões às Olimpíadas e também à visão cristã do esporte.

Durante a audiência do Papa João XXIII aos atletas de 83 nações que vieram a Roma para as Olimpíadas de 1960, teria início a série de reflexões: “Ao longo das competições olímpicas vocês darão a todos um exemplo de competição saudável, sem inveja e espírito de discórdia, na luta que mostrará a constância e alegria serenas, modesta vitória, também, nos sucessos, as dificuldades tenazes e vocês se revelarão verdadeiros atletas e verão nos inúmeros espectadores a verdade do velho provérbio: “Mente sã, corpo são”. (Audiência aos atletas olímpicos, 24 de agosto de 1960)

Foi um conselho paterno, quase como de um sábio treinador aquele do “Papa Bom”, mas pleno de uma admiração análoga àquela que mostrará Paulo VI, em julho de 1976, quando as Olimpíadas de Montreal haviam apenas começado.

“Que a esfera das virtudes naturais entre naquela dos exercícios físicos e confira a eles um valor humano superior, aquele moral, até atingir aquele social, internacional, fazendo das Olimpíadas uma celebração da amizade entre os povos, uma festa de paz” (Ângelus, 18 de julho de 1976).

O jovem João Paulo II não perdera a oportunidade de oferecer uma leitura cristã do esporte. Mas a sua visão fora mais próxima aos nossos tempos, na qual a exaltação das virtudes esportivas e a denúncia daquilo que poderia colocá-las em risco são lados da mesma medalha. O ano é 1982 e diante do Papa estão os líderes do Comitê Olímpico Internacional.

“Como manifestação do agir do homem, o esporte deve ser uma escola autêntica e uma experiência contínua de lealdade, sinceridade, fair-play, sacrifício, coragem, tenacidade, solidariedade, desinteresse, respeito! Quando, nas competições esportivas, vencem a violência, a injustiça, a fraude, a sede de vitória, as pressões econômicas e políticas, as discriminações, então o esporte passa a ser um instrumento de força e dinheiro”. (Discurso ao Comitê Olímpico Internacional, 27 de maio de 1982).

O mais recente, claro, é aquele de Bento XVI durante o Ângelus de 22 de julho último.

“As Olimpíadas são o maior evento esportivo mundial ao qual participam atletas de muitíssimas nações e, como tal, reveste-se de um forte valor simbólico. Por isso a Igreja Católica olha para as Olimpíadas com particular simpatia e atenção. Rezemos para que, de acordo com a vontade de Deus, os Jogos de Londres sejam uma verdadeira experiência de fraternidade entre os povos da Terra”.

Você sabe como uma pessoa se torna santo? Veja as etapas do processo de santificação

Antigamente somente o Papa podia promover uma causa de canonização, mas hoje em dia, os bispos têm autoridade para isso. Portanto em qualquer diocese do mundo pode-se iniciar uma causa de canonização.

Para cada causa é escolhido pelo bispo um postulador, espécie de advogado, que tem a tarefa de investigar detalhadamente a vida do candidato para conhecer sua fama de santidade.

Quando a causa é iniciada, o candidato recebe o título de Servo de Deus. O primeiro processo é o das virtudes ou martírio. Este é o passo mais demorado porque o postulador deve investigar minuciosamente a vida do Servo de Deus. Em se tratando de um mártir, devem ser estudadas as circunstâncias que envolveram sua morte para comprovar se houve realmente o martírio. Ao terminar este processo, a pessoa é considerada Venerável.

O segundo processo é o milagre da beatificação. Para se tornar beato é necessário comprovar um milagre ocorrido por sua intercessão. No caso dos mártires, não é necessária a comprovação de milagre. Irmã Lindalva passou a ser Venerável em 16 de dezembro de 2006, quando o decreto do seu martírio como serva de Deus foi promulgado. Agora é aguardada a cerimônia da beatificação, já que ela é dispensada de milagre.

O terceiro e último processo é o milagre para a canonização. Este tem que ter ocorrido após a beatificação. Comprovado este milagre o beato é canonizado e o novo Santo passa a ser cultuado universalmente.

Fonte Canção Nova

Maria de todas as virtudes

Dom Pedro Carlos Cipolini
Bispo Diocesano de Amparo (SP)

Neste mês de maio voltamos nossos olhares para Maria a Mãe de Jesus, ela é para nós modelo de discípula, pela sua fé aderiu ao plano de Deus, colaborando com a obra da redenção desde seu início, antes mesmo dos apóstolos. Quais foram as virtudes de Maria e qual delas foi a maior?

Falar de Maria de Nazaré, a mãe de Jesus, relacionada às virtudes, nos faz primeiro refletir no sentido desta palavra “virtude” para nós cristãos. É uma palavra latina: virtus, que  designa a energia interior, a energia da alma bem nascida e formada. Existem as virtudes naturais que se adquirem e as virtudes sobrenaturais, que são infundidas e doadas, como fruto da graça de Deus agindo na pessoa. Falar de Maria  em relação às virtudes nos  remete  a uma questão teológica mais profunda, ou seja: falar de Maria e a ação do Espírito Santo nela.

Desde a origem da história do Povo de Deus na teofania do monte Sinai, até a culminação eclesial em Pentecostes, o Espírito é o mesmo: força  de Deus presente como promessa e realidade de salvação, que se concretiza e se expande  para gerar vida e vida em abundância. Jesus sem dúvida é aquele que recebeu a plenitude do Espírito Santo, na sinagoga de Nazaré ele lê o profeta Isaías: “O Espírito do Senhor está sobre mim porque ele me consagrou com a unção…” e em seguida diz: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que vocês acabam de ouvir” ( Lc. 4, 14-21). Porém o Espírito Santo está em Maria, ela recebeu a força do Espírito Santo.

O anjo diz a Maria: “O Espírito Santo virá sobre ti e a forca do Altíssimo te envolverá com sua sombra” ( Lc. 1,35). No início do diálogo ele havia saudado Maria; “Alegra-te cheia de graça, o Senhor está contigo” ( Lc 1,28). O Senhor está com Maria e sobre ela ainda virá com sua forca (virtus) para envolvê-la totalmente. Maria então é aquela que foi envolvida por Deus a partir de dentro – ela concebe o filho de Deus – e a partir de fora: ela está envolta  na força de Deus.

Na força do Espírito Santo Maria vai percorrer um longo itinerário espiritual, no qual ela se mostra repleta de todas as virtudes que são dons e frutos do Espírito Santo. Ela trilhar um itinerário difícil: passar de mãe para discípula de seu filho. Vai mergulhando cada dia na solidão misteriosa, na qual o mistério a capturou: Jesus deve dedicar-se totalmente às coisas do Pai ( Lc 2,49) e ela vai ficar só, na sua busca “guardando e meditando em seu coração”( Lc 2,51). Maria vai a cada dia buscando e refazendo no diálogo  íntimo com Deus, a sua confiança sem limites e renovando o seu sim, o seu “faça-se”. Sendo mãe teve de comportar-se como discípula. E aí então brilha a grande virtude de Maria, a fé: “bem-aventurada você que acreditou” dirá Isabel ( Lc 1,45).

A fé e a adesão total de Maria ao plano de Deus, fez dela a primeira discípula de Jesus, pois ela foi a primeira a receber a notícia de sua vinda (anunciação) e acreditou, aderiu, confiou totalmente dispondo-se a servir e colaborar com  o plano de Deus. Na sua humildade ela se abre ao dom que lhe é proposto. Eis aí o grande amor, a caridade exemplar de Maria: amor total a Deus, amor pleno para com a humanidade. Dispôs-se a assumir a tarefa de ser a mãe do salvador, o que lhe faria sofrer certamente: “uma espada de dor traspassará seu coração”( Lc 2,35). Sendo virgem,  ela concebe em seu seio, a Palavra, que primeiro concebeu no coração pela fé. Eis aí Maria, repleta de todas as graças e virtudes: toda de Deus pela obediência, toda dos irmãos e irmãs pela generosidade sem limites.

O Concílio Vaticano II  ressalta a santidade iminente de “Maria que refulge para toda a  comunidade dos eleitos como exemplo de virtudes’( Lumen Gentium n. 65 ). Porém, nós podemos nos perguntar qual a maior virtude de Maria? Se nela brilham de maneira  fulgurante todas as virtudes  em especial a fé, a esperança e a caridade, que são virtudes teologias, qual seria a maior?  A maior virtude de Maria sem dúvida foi o desprendimento e a total disponibilidade a Deus: “Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”  (Lc 1, 38). E ainda, quando ela agradece ao Senhor, vai exclamar: “…olhou para a humilhação de sua escrava”(Lc 1,48).

Este desprendimento e total disponibilidade a que Maria chama de “humilhação” e que, em muitos lugares vem traduzido como humildade, é a expressão de quem está como a terra (húmus), em total disponibilidade para que sobre ela tudo se faca. Através de seu gesto de entrega total, de esvaziamento total de si, confiando de maneira absoluta na palavra e no amor do Pai, Maria se converte em receptáculo dos dons do Espírito Santo. Sem este esvaziamento, este abaixar-se e colocar-se totalmente disponível a Deus, nada poderia ter sido feito. Na medida em que saímos de todas as coisas, nesta medida Deus entra em nós, com tudo o que Ele é e tem. A oração de Maria, portanto,  foi sempre esta: “Senhor, não me dês nada, senão aquilo que Tu queres, faze, Senhor, em minha vida, em cada momento, o que tu queres e como Tu queres”.

A maior virtude de Maria foi esta perfeita simplicidade, este desprendimento total e esta disponibilidade perfeita à graça de Deus. Podemos nos perguntar: como Maria pode permanecer nesta virtude tão elevada, que constitui a busca dos maiores místicos, tanto do ocidente como do oriente. E como Maria atingiu tão grande virtude? Foi sem duvida a graça de Deus que a dotou especialmente para que pudesse cumprir sua vocação singular. Deus lhe deu uma graça especial: sua imaculada conceição. A nós  todos, o pecado torna difícil nossa entrega total a Deus, ficamos presos no egoísmo. Maria ao invés, teve a força necessária para estar totalmente disponível a Deus em um grau elevadíssimo, total.

Nisto devemos imitar Maria. Ela é o sinal da fidelidade e da disponibilidade total a Deus. Nesta imitação de Maria, em nossa caminhada para Deus, podemos estar unidos, todos, protestantes, ortodoxos e católicos. Ela é um grande sinal (cf. Ap. 12)  que Deus nos dá, para mostrar o seu poder de fazer grandes coisas nos pequenos e humildes. Quem se humilha será exaltado dirá Jesus. Quem se esvazia será planificado.  Deus estará totalmente disponível por toda a eternidade aos que foram disponíveis a Ele durante a curta peregrinação terrena. Que Maria repleta do Espírito Santo, mulher de todas as virtudes nos ajude a obtermos esta que é a fonte de todas as virtudes: humildade, desprendimento e total disponibilidade.

Nós sabemos o quanto o materialismo tomou conta dos corações. A pessoa hoje é tomada pelo desejo. A sede de prazer embota corações e mentes. A inquietação e a agitação compõem a música de fundo de nossa sociedade competitiva e violenta. Não há paz nem alegria. Pois bem, a força do Espírito Santo que envolveu Maria conferiu-lhe todas as virtudes. E isto foi possível porque ela primeiro esvaziou-se totalmente, vivenciando a grande virtude do desprendimento, ou seja, da total disponibilidade a Deus. Assim, ela  pode ser  convidada pelo anjo a alegrar-se (Lc 1,28), pois a ela  que se esvaziou completamente foi entregue por primeiro o maior dom: Jesus Cristo.