
Os trabalhos do terceiro grupo, de acordo com o presidente do dicastério, já foram iniciados e abordam as questões sobre a infertilidade e as terapias para superar tal problema. “Não se ocupa certamente da questão que envolvem a reprodução assistida, nem mesmo se ocuparão com os limites e danos causados por similares procedimentos. Aquilo que interessa é mostrar caminhos alternativos”, explicou.
Os casais com problemas de infertilidade hoje buscam quase sempre instrumentos e técnicas artificiais, diante disso, o bispo salienta que “ninguém se preocupa em levar estes casais para centros que tratam a infertilidade humana com meios alternativos, um campo que registrou enormes progressos”.
Na maioria das vezes o conselho é não “perder tempo com tentativas inúteis”. Para o bispo, uma “mentalidade de derrota” que leva o casal a pensar que a única forma de ter filhos é através das técnicas artificiais.
Para dar uma resposta concreta para esse problema, a Pontifícia Academia para a Vida constituiu este grupo de estudo para o qual foram chamados a fazer parte alguns dos melhores especialistas italianos da área. “A intenção é publicar um livro sobre o problema da esterilidade com todas as soluções alternativas possíveis”, afirmou o presidente do dicastério.
O objetivo desta XVII Assembleia, segundo o bispo, antes de tudo, é esclarecer questões como o armazenamento do cordão umbilical, “superando a tentação de congelá-lo como resíduo ou de conservá-lo, sabendo que talvez existam poucas possibilidades de usá-lo”.
“O desafio é muito grande. Estamos diante de um mundo que se mostra sempre mais agressivo diante da vida humana. A nossa missão portanto assume uma relevância sempre mais evidente e requer um empenho renovado”, destaca o presidente da Pontifícia Academia para a Vida.
Dom Carrasco De Paula, nomeado presidente em 30 de junho de 2010, está pela primeira vez dirigindo uma assembleia geral de um dicastério. Em seu pronunciamento, que confirmou a linha de seus antecessores, ele rebateu que “ao centro do nosso agir não há um conceito abstrato, nem tão pouco uma ideologia. Há uma pessoa real. Assim, a Pontifícia Academia para a Vida poderia se chamar ‘Pontifícia Academia para a Pessoa’”, elucidou.
Diante de um mundo que age sempre contra a vida, a missão deste dicastério, segundo seu presidente, é a reafirmar fortemente a necessidade de defender o homem em sua integridade. “Adquirimos a maturidade e portanto devemos olhar para o futuro com olhos novos. A primeira coisa a fazer é potencializar nossa atividade de estudo”, enfatizou Dom Carrasco.