Arquivo da tag: sexualidade

Harvard dá razão a Igreja quanto a prevenção da AIDS: sexo depois de casado e fidelidade no casamento são os melhores métodos

dia internacional da luta contra a aids 1Neste dia 1º de dezembro, o mundo celebra o Dia Internacional da Luta Contra a Aids. Sabemos que as políticas adotadas pelos governos e entidades  que lutam contra esse mal  é a simples distribuição de preservativos. Que por si só acaba se torando um chamado ao sexo promiscuo, precoce e fora do casamento.

Diante tal problema a Igreja sempre se posicionou em favor da castidade. Para os que são contra esse método, veja o que Havard afirma sobre a castidade aos solteiros e a fidelidade no  casamento.

(Matéria publicada aqui março de 2011)

_____________________________

Um estudo realizado pela Universidade Harvard deu razão à posição do papa Bento XVI sobre a AIDS, afirmando que um comportamento sexual responsável e a fidelidade ao próprio cônjuge foram fatores que determinaram uma drástica diminuição da epidemia no Zimbábue.

Quem explica, em sua última pesquisa, é Daniel Halperin, do Departamento de Saúde Global da População da universidade norte-americana. O órgão estuda, desde 1998, as dinâmicas sociais que causam a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis nos países em vias de desenvolvimento.

nc3a3o-use-use-castidade1

Halperin usou dados estatísticos e análises sobre o estudo de campo, tais como entrevistas e focus group, o que lhe permitiu coletar depoimentos de pessoas que pertencem a grupos sociais mais desfavorecidos.

A tendência de dez anos é evidente: de 1997 a 2007, a taxa de infecção entre adultos diminuiu de 29% a 16%. Após sua pesquisa, Halperin não hesita em afirmar: a repentina e clara diminuição da incidência de AIDS se deve “à redução de comportamentos de risco, como sexo fora do casamento, com prostitutas e esporádico”.

O estudo, publicado em PloSMedicine.org, foi financiado pela Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional, da qual Halperin foi conselheiro, e pelo Fundo das Nações Unidas para a População e Desenvolvimento.

“Com este estudo, Halperin promove uma reflexão séria e honesta sobre as políticas até agora adotadas pelas principais agências de combate à AIDS nos países em desenvolvimento”, afirma o jornal L’Osservatore Romano, ao dar a notícia, em sua edição de 26 de fevereiro.

Segundo o estudo, fica claro que a drástica mudança no comportamento sexual da população do Zimbábue “recebeu o apoio de programas de prevenção na mídia e de projetos educativos patrocinados pelas igrejas”.

download (3)

Poucos anos atrás, Halperin se perguntava como é possível que as políticas de prevenção “mais significativas tenham sido feitas até agora baseando-se em evidências extremamente fracas”, ou seja, na ineficácia dos preservativos.

Em suma, segundo o estudo de Halperin, é necessário “ensinar a evitar a promiscuidade e promover a fidelidade”, apoiando iniciativas que visem a construir na sociedade afetada pela AIDS uma nova cultura.

Como disse Bento XVI, é necessário promover uma “humanização da sexualidade”.

Fonte RCC Brasil

REJU lança nota contra o projeto de lei “Cura Gay”

A REJU – Rede Ecumênica de Juventude -, entidade ligada ao CONIC, Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil, lançou nota contrária ao projeto “Cura Gay” (como a mídia o intitulou). A título de informação, o Conic é vinculado a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, afinal a Igreja Católica é membro do conselho.

Leia:

CONIC | A Rede Ecumênica da Juventude (REJU) vem a público manifestar seu repúdio ao Projeto de Lei 234/11 recentemente aprovado na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, sob autoria do deputado João Campos (PSDB-GO) e relatoria do deputado Anderson Ferreira (PR-PE), ambos vinculados à “Bancada evangélica”.

Este projeto, que vem sendo chamado de “Cura Gay”,pretende suspender a resolução do  Conselho Federal de Psicologia (CFP), de 1999, que proibiu @s profissionais da psicologia de realizarem terapia para alterar a orientação sexual. Uma vez que a orientação sexual não é considerada uma doença, mas, sim, uma variação da sexualidade humana.

A REJU, um espaço de debate e mobilização em torno dos direitos da juventude, tem em seus eixos de atuação o enfrentamento às intolerâncias, como a lesbofobia, transfobia e homofobia. Por estar neste debate, sentimos a necessidade de vir a publico, como jovens de diferentes experiências e tradições religiosas, para marcarmos nosso compromisso com o reconhecimento da diversidade sexual como um direito humano, algo também sinalizado no texto do Estatuto da Juventude aprovado no Senado Federal.

Somos contráriás ao projeto de “Cura Gay” (PL 234/11), porque:

1) O amor em suas diversas formas de expressão não pode ser considerado uma doença, e sim uma dimensão da vida, que precisa ser valorizada como direito fundamental do indivíduo que o pratica. Precisamos curar o ódio, a violência e as intolerâncias, atitudes estas que assistimos serem naturalizadas cotidianamente, sobretudo, contra pessoas subalternizadas pelos modelos heteronormativos que imperam na sociedade atual;

2) A homo, lesbo, transfobia são realidades presentes na sociedade atual, que resultam em distintas violências, cometidas especialmente contra jovens. Algo que foi sinalizado no “Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil: o ano de 2011” (clique aqui). Os dados são preocupantes. De janeiro a dezembro de 2011 foram denunciadas 6.809 violações de direitos humanos contra LGBTs, desses, 69% dos casos são violações contra jovens de 15 a 29 anos. Considerar a orientação sexual de uma pessoa como uma patologia implica no estímulo à violência (física e simbólica) que sofrem cotidianamente a população LGBT, uma vez que discursos de ódio (presentes até mesmo na prática religiosa) são empregados, a todo o tempo, contra essas pessoas;

3) Permitir que a ‘Cura Gay’ (PL 234/11) seja instrumentalizada como enriquecimento de pessoas e instituições que de forma falseada irão oferecer os processos terapêuticos de “Cura Gay”, em sua maioria com finalidade ‘religiosas,’ é um retrocesso, porque atinge diretamente a integridade de pessoas LGBT. Tais processos também atingiriam, diretamente, a legitimidade das psicopatologias e das ciências psicológicas e psiquiátricas;

4) O projeto “Cura Gay” – posta em votação sob a influência do poder arbitrário do deputado Marco Feliciano (PSC-SP), partícipe da chamada “Bancada evangélica” – fere gravemente o principio de laicidade do Estado brasileiro e os Direitos Humanos. O Estado laico garante (ou deveria) a não imposição de concepções particulares (como de uma determinada religião) para o espaço público. Assim, há um profundo respeito pelas distintas confissões religiosas, mas suas concepções privadas não podem ser elevadas à categoria de universal e de orientadoras das políticas públicas.

Além disso, a Constituição Federal (1988), afirma em seu primeiro título que:

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

I – construir uma sociedade livre, justa e solidária;

IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Assim, a REJU julga que o Projeto de Lei 234/11 (“Cura Gay”) se constrói de maneira discriminatória e, consequentemente, inconstitucional. Por isto, desejamos que as outras Comissões que analisarão o projeto na Câmara dos Deputados não se furtem em manifestar-se firmemente contra tal iniciativa, sendo guiadas pela jurisprudência e, especialmente, pela Constituição Federal. Essa é nossa esperança, que a boa política prevaleça acima de qualquer tentativa de barganha que possa influenciar e favorecer o retrocesso na garantia de direitos.

Para além dos termos constitucionais, julgamos justa apenas a promoção do amor e da liberdade, e sobre tais pilares firmamos nossos pés, nossa luta e nossa fé.

Rede Ecumênica da Juventude (REJU)

Sexo oposto ou diferente?

Dom Aloísio Roque Oppermann scj

Arcebispo de Uberaba – MG

A convivência entre os dois sexos tem lances dinâmicos, jamais encerrados. “Deus criou o homem à sua imagem. Homem e mulher Ele os criou” (Gen 1, 27). A busca da convivência harmoniosa precisa de ajustamentos periódicos. Os dois devem fugir da tendência de azedar as relações recíprocas, provindas, não tanto da rotina destruidora. A origem de eventuais curtos circuitos parte do fato fundamental de que  os dois tem  leituras diferenciadas do mundo, da religiosidade, da convivência e do futuro. O difícil está em descobrir sempre de novo que as diferenças devem ser complementares.  Devem até ser desejadas. Vive la différence, dizem os franceses. A tendência natural do homem é radicalizar o seu ponto de vista, e  querer um pensamento único. A mulher, que encerra em si o segredo da vida, tem outra maneira de pensar. Mas também ela tem inclinação a relativizar  as idéias e a prática do companheiro. Na vontade do Criador, tudo está envolto num paradoxo. Quase diria, numa falta de lógica. O varão só pode ser feliz, em plenitude, quando procura  a felicidade da mulher. E esta, se quer se sentir realizada, deve pensar em ver a alegria estampada no rosto do homem.  Ele se torna homem, pela mulher. E ela só toma consciência de ser mulher, pela presença do homem. (Neste espaço nada direi sobre um eventual terceiro ou quarto sexo).

Nos tempos atuais, como andam os acordos, as rusgas, e os sentimentos de feliz convivência entre os dois sexos? Estamos ainda envoltos nos últimos lances dessa luta histórica, da conquista dos direitos da mulher. O feminismo lutou e alcançou valores de grande importância. Mas também singrou em mares revoltos do menosprezo pela vida, e pelos equívocos do desdém pelo varão, como ser repleto de defeitos. Hoje as mulheres já mostram mais capacidade de auto-crítica. Parece que o bom senso, provindo da sabedoria do Criador, faz ambos descobrir que não existe o sexo oposto, mas o sexo diferente. Por serem desiguais, se completam. Isso mostra que a harmonia que o Criador quis imprimir entre os dois, é possível. Isso quando existe vontade de ajustamento. “Confia teus caminhos ao Senhor” (Sl 37, 5). Você acha isso possível?

Proibições e castidade

Dom Aloísio Roque Oppermann scj

Arcebispo de Uberaba – MG

Para expressar uma porção de conceitos, o mais das vezes pouco claros, a psicologia emprestou um vocábulo polinésio. Trata-se da palavra tabu. Esta imediatamente nos leva a uma idéia potencialmente negativa. Seriam proibições (quase sempre idiotas para o homem moderno), a respeito de assuntos, dos quais nem se deve falar. Mexer nesta área seria expor-se a perigos sobrenaturais. Derivam do respeito que se deve ter para com objetos sagrados. Seriam interdições mágicas, que não devem ser discutidas, por serem santas. Tal idéia se avizinha de uma neurose. Mais de uma vez na vida já escutei gente, sentenciando que a maioria das proibições  religiosas, de ordem sexual, seriam meros tabus. Portanto, leis irracionais. Neste caso, como ficam os estímulos da Bíblia a uma vida casta? “Ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, honroso e puro” (Fil  4, 8)?

Quando em assuntos sexuais se procura mostrar a beleza da sexualidade, como uma forte energia motivadora, um bem desejado por Deus dentro da vida matrimonial, não se pode mais falar em tabu. Este existe onde não há motivação, onde tudo é misterioso e sem razão de ser. O  verdadeiro discípulo de Cristo sabe por que deve se abster de desregramentos sexuais. Isso é uma espécie de disciplina, visando bens maiores. O que buscamos é relativizar o legítimo prazer sexual, por sabermos que existem bens maiores, como o amor a Deus e ao próximo. “Só os puros verão a Deus” (Mt 5, 8). Certa ocasião, numa roda de conversa, falei a meus interlocutores, que eu admirava muito o gesto heróico da mártir catarinense Beata Albertina Berkenbrock. Ela preferiu derramar seu sangue, a satisfazer os instintos sexuais de um homem brutal. Ela preferiu morrer, por causa de suas convicções religiosas. E também para defender a honra da mulher. Então um distinto senhor sentenciou: “Essa moça não serve de modelo para a juventude de hoje”. Trata-se de alguém que capitulou perante o mundo moderno. Ele acha que a mulher, em vez de dar a sua vida por convicções de fé, deveria se entregar pacificamente. Essa bem-aventurada – que do céu ela me ouça- seguramente não agiu por força de tabu, mas por convicções de fé.

Novo modelo de sexualidade e caminho para prevenção da Aids

“Inclinar-se, como o Bom Samaritano, junto ao homem ferido abandonado na beira da rua é realizar aquela ‘justiça maior’ que Jesus pede aos seus discípulos e pratica em sua vida: cumprir aquela Lei é amar”. Estas palavras do Papa Bento XVI marcaram o Congresso dedicado à “Centralidade da pessoa na prevenção e no tratamento da HIV/AIDS”, encerrado ontem no Vaticano.

O encontro foi promovido pelo Pontifício Conselho da Pastoral para os Agentes de Saúde e pela fundação “O Bom Samaritano”.

Na prática, o presidente do dicastério vaticano, Dom Zygmunt Zimowski, explicou que centrar-se na pessoa significa primeiramente “uma mudança de comportamento” e, assim, propor “um novo modelo de sexualidade, inspirado nos valores da fidelidade conjugal e da família, mesmo que este seja o caminho mais difícil”. Concretamente, “privilegiar opções que promovam o crescimento humano da pessoa, a plena consciência da doença, o senso de responsabilidade pelos outros, a compreensão do mistério do homem”.

Já o observador permanente da Santa Sé na ONU, Dom Silvano Tomasi, , destacou a relevância de favorecer o acesso gratuito à terapia antiretroviral, que garante maior sobrevivência e melhor qualidade de vida às pessoas doentes. “Todavia – ressalvou – o caminho é ainda longo, porque 33 milhões de pessoas no mundo vivem com a doença; para cada pessoa que consegue acessar à terapia, duas novas se contagiam; 7100 infecções surgem a cada dia; e 10 milhões de pessoas que precisam dos medicamentos não têm possibilidade de assumi-los”.

O Congresso foi também ocasião para a apresentação de iniciativas, como a experiência “DREAM”, da Comunidade de Santo Egídio, que oferece assistência de saúde estruturada e capilar nas regiões mais pobres da África; a proposta da Fundação “O Bom Samaritano”, que elaborou um Modelo de Ação Integrado que promove o acesso gratuito aos medicamentos; a formação de pessoal médico e enfermeiros locais; a construção de laboratórios para análises, diagnósticos e tratamento.

Todas as propostas tiveram em comum a idéia de contrastar efeitos e causas da epidemia de AIDS no mundo à luz da mensagem proposta pela Igreja: “sim à vida vivida nobre e humanamente, no respeito do corpo próprio e dos outros”.

UNIÃO HOMOAFETIVA: A FAMÍLIA É OUTRA REALIDADE


Igreja não vai fazer uma cruzada sobre esse assunto, afirma bispo

Na última quinta-feira, 5, o Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil aprovou a união estável entre pessoas do mesmo sexo, chamada união homoafetiva.

Nesse contexto, Dom João Carlos Petrini, membro da Comissão da CNBB para a Vida e Família, reafirmou a posição da Igreja quanto ao significado da família. O bispo falou na tarde desta sexta-feira, em coletiva de imprensa na 49ª assembleia geral da CNBB, em Aparecida.

“A Igreja não vai fazer uma cruzada sobre esse assunto. Não faz parte do estilo da Igreja especialmente nos últimos séculos. Mas nós vamos aprofundar cada vez mais a sua proposta, que é aquela de permanecer fiel àquilo que é reconhecido como um desígnio de Deus sobre a pessoa e a família”, afirmou.

O bispo disse que a decisão do STF traz uma mudança radical para a humanidade e que as pessoas ainda não pararam para pensar sobre o teor do assunto.

Ele recorreu ao livro de Gênesis para falar de família e da união homoafetiva. “Está no início da Bíblia, no Livro do Gênesis, nos primeiros versículos a origem e a diferença nos sexos. Não é uma elaboração posterior da parte das culturas humanas.”

“Talvez não avaliamos a importância da mudança que está sendo introduzida estes dias, que não é um pormenor da vida. Trata-se de uma alteração na história que é multimilenar e não é exclusividade da Igreja e do cristianismo.”

Dom Petrini afirmou que a Igreja respeita a decisão dos órgãos do Governo brasileiro, mas ressaltou que a nomenclatura “família” para as uniões homoafetivas descaracteriza o verdadeiro significado de família.

“A família é outra realidade, tem outro fundamento, se move dentro de outro horizonte, e esperamos que seja mantida esta distinção; assim como seria estranho uma pessoa que usasse um jaleco branco fosse chamada de médico, mas não é médico enquanto não tiver certos atributos para poder exercitar a medicina, da mesma forma é estranho também chamar qualquer tipo de união de casamento só porque duas pessoas decidiram morar embaixo do mesmo teto”.

O bispo reafirmou que a posição da Igreja sobre o tema é muito aberta para quem quiser acolher ou rejeitar.

“Quem quiser poderá acolher ou rejeitar a posição da Igreja. Não vamos dar início a nenhuma cruzada, mas vamos procurar defender aquilo que desde Adão e Eva e até ontem foi sempre uma característica típica da vida em nossas sociedades”, disse.

fonte ZENIT.org e CNBB

Harvard dá razão a Igreja quanto a prevenção da AIDS: sexo depois de casado e fidelidade no casamento são os melhores métodos

Um estudo realizado pela Universidade Harvard deu razão à posição do papa Bento XVI sobre a AIDS, afirmando que um comportamento sexual responsável e a fidelidade ao próprio cônjuge foram fatores que determinaram uma drástica diminuição da epidemia no Zimbábue.

Quem explica, em sua última pesquisa, é Daniel Halperin, do Departamento de Saúde Global da População da universidade norte-americana. O órgão estuda, desde 1998, as dinâmicas sociais que causam a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis nos países em vias de desenvolvimento.

Halperin usou dados estatísticos e análises sobre o estudo de campo, tais como entrevistas e focus group, o que lhe permitiu coletar depoimentos de pessoas que pertencem a grupos sociais mais desfavorecidos.

A tendência de dez anos é evidente: de 1997 a 2007, a taxa de infecção entre adultos diminuiu de 29% a 16%. Após sua pesquisa, Halperin não hesita em afirmar: a repentina e clara diminuição da incidência de AIDS se deve “à redução de comportamentos de risco, como sexo fora do casamento, com prostitutas e esporádico”.

O estudo, publicado em PloSMedicine.org, foi financiado pela Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional, da qual Halperin foi conselheiro, e pelo Fundo das Nações Unidas para a População e Desenvolvimento.

“Com este estudo, Halperin promove uma reflexão séria e honesta sobre as políticas até agora adotadas pelas principais agências de combate à AIDS nos países em desenvolvimento”, afirma o jornal L’Osservatore Romano, ao dar a notícia, em sua edição de 26 de fevereiro.

Segundo o estudo, fica claro que a drástica mudança no comportamento sexual da população do Zimbábue “recebeu o apoio de programas de prevenção na mídia e de projetos educativos patrocinados pelas igrejas”.

Poucos anos atrás, Halperin se perguntava como é possível que as políticas de prevenção “mais significativas tenham sido feitas até agora baseando-se em evidências extremamente fracas”, ou seja, na ineficácia dos preservativos.

Em suma, segundo o estudo de Halperin, é necessário “ensinar a evitar a promiscuidade e promover a fidelidade”, apoiando iniciativas que visem a construir na sociedade afetada pela AIDS uma nova cultura.

Como disse Bento XVI, é necessário promover uma “humanização da sexualidade”.

Fonte RCC Brasil

Vaticano propõe métodos alternativos de tratamento a infertilidade

A intensão da Pontifícia Academia é publicar um livro com todos os meios concepcionais alternativos possíveis, disse Dom Carrasco De Paula
Pontifícia Academia para a Vida é chama a enfrentar argumentos complexos que requerem competências científicas, tecnológicas, éticas e morais. “É preciso por isso adequar-se. Frequentemente nos é pedido explicações apropriadas também por outros dicastérios vaticanos, sobretudo, quando está em jogo a dignidade da pessoa humana”, afirmou o presidente deste dicastério, Dom Carrasco De Paula.
Por isso, este orgão vaticano reúne estudos internacionais realizados por especialistas competentes de diversas áreas. Os primeiros dois grupos, que debatem questões sobre os bancos de cordões umbilicais e trauma pós-aborto, iniciaram seus trabalhos em setembro e nesta quinta-feira, 24, apresentaram os resultados de seus estudos na XVII Assembleia Geral que será concluída neste sábado, 26, no Vaticano. 

Os trabalhos do terceiro grupo, de acordo com o presidente do dicastério, já foram iniciados e abordam as questões sobre a infertilidade e as terapias para superar tal problema. “Não se ocupa certamente da questão que envolvem a reprodução assistida, nem mesmo se ocuparão com os limites e danos causados por similares procedimentos. Aquilo que interessa é mostrar caminhos alternativos”, explicou.

Os casais com problemas de infertilidade hoje buscam quase sempre instrumentos e técnicas artificiais, diante disso, o bispo salienta que “ninguém se preocupa em levar estes casais para centros que tratam a infertilidade humana com meios alternativos, um campo que registrou enormes progressos”.

Na maioria das vezes o conselho é não “perder tempo com tentativas inúteis”. Para o bispo, uma “mentalidade de derrota” que leva o casal a pensar que a única forma de ter filhos é através das técnicas artificiais.

Para dar uma resposta concreta para esse problema, a Pontifícia Academia para a Vida constituiu este grupo de estudo para o qual foram chamados a fazer parte alguns dos melhores especialistas italianos da área. “A intenção é publicar um livro sobre o problema da esterilidade com todas as soluções alternativas possíveis”, afirmou o presidente do dicastério.

O objetivo desta XVII Assembleia, segundo o bispo, antes de tudo, é esclarecer questões como o armazenamento do cordão umbilical, “superando a tentação de congelá-lo como resíduo ou de conservá-lo, sabendo que talvez existam poucas possibilidades de usá-lo”.

“O desafio é muito grande. Estamos diante de um mundo que se mostra sempre mais agressivo diante da vida humana. A nossa missão portanto assume uma relevância sempre mais evidente e requer um empenho renovado”, destaca o presidente da Pontifícia Academia para a Vida.

Dom Carrasco De Paula, nomeado presidente em 30 de junho de 2010, está pela primeira vez dirigindo uma assembleia geral de um dicastério. Em seu pronunciamento, que confirmou a linha de seus antecessores, ele rebateu que “ao centro do nosso agir não há um conceito abstrato, nem tão pouco uma ideologia. Há uma pessoa real. Assim, a Pontifícia Academia para a Vida poderia se chamar ‘Pontifícia Academia para a Pessoa’”, elucidou.

Diante de um mundo que age sempre contra a vida, a missão deste dicastério, segundo seu presidente, é a reafirmar fortemente a necessidade de defender o homem em sua integridade. “Adquirimos a maturidade e portanto devemos olhar para o futuro com olhos novos. A primeira coisa a fazer é potencializar nossa atividade de estudo”, enfatizou Dom Carrasco.

Fonte Canção Nova
Imagem da Internet