Quem dizem por aí que Eu sou?

Bom dia! Paz e Bem 🙏🙏🙏

Pegando emprestado o minisermão do Padre Joaozinho. São sabias palavras contidas em uma leitura de um minuto. Leiam.

*‪#minisermao* (27/08/17) Quem pergunta valoriza o que o outro tem para dizer. Perguntar é um jeito de amar. Faça muitas perguntas. Jesus foi um perguntador; desde os 12 anos, quando foi perdido e reencontrado no templo, Maria perguntou: “Não sabias que estávamos aflitos te procurando?” Ele respondeu com uma pergunta: “Vocês não sabiam que Eu devia estar na casa de meu pai?” E Jesus perguntou a vida inteira. Naquele dia, em Cesareia de Filipe, perguntou aos apóstolos: “Quem dizem por aí que Eu sou?” Mas a pergunta genérica foi depois mais pessoal: “Mas, para vocês, quem Eu sou?” Pedro deu a resposta correta. Jesus era hábil em perguntar; valorizava o que o outro tinha para responder. Pergunte sempre. (Mt 16,13-20) Pe. Joãozinho, Scj.

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Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo

Evangelho – Jo 18,1-19,42

Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo João 18,1-19,42 Prenderam Jesus e o amarraram. Naquele tempo:

1 Jesus saiu com os discípulos

para o outro lado da torrente do Cedron.

Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos.

2 Também Judas, o traidor, conhecia o lugar,

porque Jesus costumava reunir-se aí

com os seus discípulos.

3 Judas levou consigo um destacamento de soldados

e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus,

e chegou ali com lanternas, tochas e armas.

4 Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer,

saiu ao encontro deles e disse: ‘A quem procurais?’

5 Responderam: ‘A Jesus, o nazareno’.

Ele disse: ‘Sou eu’.

Judas, o traidor, estava junto com eles.

6 Quando Jesus disse: ‘Sou eu’,

eles recuaram e caíram por terra.

7 De novo lhes perguntou:

‘A quem procurais?’

Eles responderam: ‘A Jesus, o nazareno’.

8 Jesus respondeu: ‘Já vos disse que sou eu.

Se é a mim que procurais,

então deixai que estes se retirem’.

9 Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito:

‘Não perdi nenhum daqueles que me confiaste’.

10 Simão Pedro, que trazia uma espada consigo,

puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote,

cortando-lhe a orelha direita.

O nome do servo era Malco.

11 Então Jesus disse a Pedro:

‘Guarda a tua espada na bainha.

Não vou beber o cálice que o Pai me deu?’

Conduziram Jesus primeiro a Anás.

12 Então, os soldados, o comandante e os guardas dos

judeus prenderam Jesus e o amarraram.

13 Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de

Caifás, o sumo sacerdote naquele ano.

14 Foi Caifás que deu aos judeus o conselho:

‘É preferível que um só morra pelo povo’.

15 Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus.

Esse discípulo era conhecido do sumo sacerdote

e entrou com Jesus no pátio do sumo sacerdote.

16 Pedro ficou fora, perto da porta.

Então o outro discípulo,

que era conhecido do sumo sacerdote, saiu,

conversou com a encarregada da porta

e levou Pedro para dentro.

17 A criada que guardava a porta disse a Pedro:

‘Não pertences também tu aos discípulos desse homem?’

Ele respondeu: ‘Não’.

18 Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira

e estavam-se aquecendo, pois fazia frio.

Pedro ficou com eles, aquecendo-se.

19 Entretanto, o sumo sacerdote interrogou Jesus

a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento.

20 Jesus lhe respondeu:

‘Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na 

sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem.

Nada falei às escondidas.

21 Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que 

falei; eles sabem o que eu disse.’

22 Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava

deu-lhe uma bofetada, dizendo: 

‘É assim que respondes ao sumo sacerdote?’

23 Respondeu-lhe Jesus: ‘Se respondi mal, mostra em quê;

mas, se falei bem, por que me bates?’

24 Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás,

o sumo sacerdote.

Não és tu também um dos discípulos dele? Pedro negou: ‘Não!

25 Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se.

Disseram-lhe:

‘Não és tu, também, um dos discípulos dele?’

Pedro negou: ‘Não!’

26 Então um dos empregados do sumo sacerdote,

parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha,

disse: ‘Será que não te vi no jardim com ele?’

27 Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou.

O meu reino não é deste mundo.

28 De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador.

Era de manhã cedo.

Eles mesmos não entraram no palácio,

para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa.

29 Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse:

‘Que acusação apresentais contra este homem?’

30 Eles responderam: ‘Se não fosse malfeitor,

não o teríamos entregue a ti!’

31 Pilatos disse: ‘Tomai-o vós mesmos

e julgai-o de acordo com a vossa lei.’

Os judeus lhe responderam:

‘Nós não podemos condenar ninguém à morte’.

32 Assim se realizava o que Jesus tinha dito,

significando de que morte havia de morrer.

33 Então Pilatos entrou de novo no palácio,

chamou Jesus e perguntou-lhe:

‘Tu és o rei dos judeus?’

34 Jesus respondeu:’Estás dizendo isto por ti mesmo,

ou outros te disseram isto de mim?’

35 Pilatos falou: ‘Por acaso, sou judeu?

O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim.

Que fizeste?’.

36 Jesus respondeu: ‘O meu reino não é deste mundo.

Se o meu reino fosse deste mundo,

os meus guardas lutariam para que eu não

fosse entregue aos judeus.

Mas o meu reino não é daqui.’

37 Pilatos disse a Jesus: ‘Então tu és rei?’

Jesus respondeu: ‘Tu o dizes: eu sou rei.

Eu nasci e vim ao mundo para isto:

para dar testemunho da verdade.

Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz.’

38 Pilatos disse a Jesus: ‘O que é a verdade?’

Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus,

e disse-lhes: ‘Eu não encontro nenhuma culpa nele.

39 Mas existe entre vós um costume,

que pela Páscoa eu vos solte um preso.

Quereis que vos solte o rei dos Judeus?’

40 Então, começaram a gritar de novo:

‘Este não, mas Barrabás!’ Barrabás era um bandido.

Viva o rei dos judeus!

19,1 Então Pilatos mandou flagelar Jesus.

2 Os soldados teceram uma coroa de espinhos

e colocaram-na na cabeça de Jesus.

Vestiram-no com um manto vermelho,

3 aproximavam-se dele e diziam:’Viva o rei dos judeus!’

E davam-lhe bofetadas.

4 Pilatos saíu de novo e disse aos judeus:

‘Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós,

para que saibais que não encontro nele crime algum.’

5 Então Jesus veio para fora,

trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho.

Pilatos disse-lhes: ‘Eis o homem!’

6 Quando viram Jesus,

os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:

‘Crucifica-o! Crucifica-o!’

Pilatos respondeu: ‘Levai-o vós mesmos para o

crucificar, pois eu não encontro nele crime algum.’

7 Os judeus responderam: ‘Nós temos uma Lei,

e, segundo esta Lei, ele deve morrer,

porque se fez Filho de Deus’.

8 Ao ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda.

9 Entrou outra vez no palácio

e perguntou a Jesus: ‘De onde és tu?’

Jesus ficou calado.

10 Então Pilatos disse: ‘Não me respondes?

Não sabes que tenho autoridade para te soltar

e autoridade para te crucificar?’

11 Jesus respondeu:

‘Tu não terias autoridade alguma sobre mim,

se ela não te fosse dada do alto.

Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior.’

Fora! Fora! Crucifica-o!

12 Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus.

Mas os judeus gritavam:

‘Se soltas este homem, não és amigo de César.

Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César’.

13 Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe

Jesus para fora e sentou-se no tribunal,

no lugar chamado ‘Pavimento’, em hebraico ‘Gábata’.

14 Era o dia da preparação da Páscoa,

por volta do meio-dia.

Pilatos disse aos judeus: ‘Eis o vosso rei!’

15 Eles, porém, gritavam: ‘Fora! Fora! Crucifica-o!’

Pilatos disse: ‘Hei de crucificar o vosso rei?’

Os sumos sacerdotes responderam:

‘Não temos outro rei senão César’.

16 Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado,

e eles o levaram.

Ali o crucificaram, com outros dois.

17 Jesus tomou a cruz sobre si

e saiu para o lugar chamado ‘Calvário’,

em hebraico ‘Gólgota’.

18 Ali o crucificaram, com outros dois:

um de cada lado, e Jesus no meio.

19 Pilatos mandou ainda escrever um letreiro

e colocá-lo na cruz; nele estava escrito:

‘Jesus o Nazareno, o Rei dos Judeus’.

20 Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em

que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade.

O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego.

21 Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a

Pilatos: ‘Não escrevas ‘O Rei dos Judeus’,

mas sim o que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos judeus’.’

22 Pilatos respondeu: ‘O que escrevi, está escrito’.

Repartiram entre si as minhas vestes.

23 Depois que crucificaram Jesus,

os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes,

uma parte para cada soldado.

Quanto à túnica, esta era tecida sem costura,

em peça única de alto a baixo.

24 Disseram então entre si: ‘Não vamos dividir a túnica.

Tiremos a sorte para ver de quem será’.

Assim se cumpria a Escritura que diz:

‘Repartiram entre si as minhas vestes

e lançaram sorte sobre a minha túnica’.

Assim procederam os soldados.

Este é o teu filho. Esta é a tua mãe.

25 Perto da cruz de Jesus, estavam de pé

a sua mãe, a irmó da sua mãe, Maria de Cléofas,

e Maria Madalena.

26 Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que

ele amava, disse à mãe: ‘Mulher, este é o teu filho’.

27 Depois disse ao discípulo: ‘Esta é a tua mãe’.

Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.

Tudo está consumado.

28 Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado,

e para que a Escritura se cumprisse até o fim,

disse: ‘Tenho sede’.

29 Havia ali uma jarra cheia de vinagre.

Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre

e levaram-na à boca de Jesus.

30 Ele tomou o vinagre e disse: ‘Tudo está consumado’.

E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.

E logo saiu sangue e água.

31 Era o dia da preparação para a Páscoa.

Os judeus queriam evitar

que os corpos ficassem na cruz durante o sábado,

porque aquele sábado era dia de festa solene.

Então pediram a Pilatos

que mandasse quebrar as pernas aos crucificados

e os tirasse da cruz.

32 Os soldados foram

e quebraram as pernas de um e depois do outro

que foram crucificados com Jesus.

33 Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava

morto, não lhe quebraram as pernas;

34 mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança,

e logo saiu sangue e água.

35 Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é

verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade,

para que vós também acrediteis.

36 Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura,

que diz: ‘Não quebrarão nenhum dos seus ossos’.

37 E outra Escritura ainda diz:

‘Olharão para aquele que transpassaram’.

Envolveram o corpo de Jesus com os aromas, em faixas de linho.

38 Depois disso, José de Arimatéia,

que era discípulo de Jesus

– mas às escondidas, por medo dos judeus –

pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus.

Pilatos consentiu.

Então José veio tirar o corpo de Jesus.

39 Chegou também Nicodemos,

o mesmo que antes tinha ido a Jesus de noite.

Trouxe uns trinta quilos de perfume

feito de mirra e aloés.

40 Então tomaram o corpo de Jesus

e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho,

como os judeus costumam sepultar.

41 No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim

e, no jardim, um túmulo novo,

onde ainda ninguém tinha sido sepultado.

42 Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo

estava perto, foi ali que colocaram Jesus.

Palavra da Salvação.

-Gloria a vós Senhor❣

❤❤ ORAÇÃO❤❤

Senhor Jesus, pensando em vossa morte, não me deixo levar pela tristeza. Nos vossos últimos momentos, vós nos falais de vida, de comunidade fraterna,de família dos filhos de Deus. E nos dizeis que entre nós irmãos e irmãs temos Maria. Que é nossa irmã e também nossa mãe, porque foi através dela que viestes  viver nossa vida para nos fazer viver da vossa, dá vida divina.

Amém❣

Hoje é um dia de meditar a Paixão de Nosso Senhor por nós. Esse amor é tão grande que ele se fez carne, habitou entre nós e padeceu. Sofreu. Foi açoitado, esbofeteado, torturado. Tudo para que tenhamos a vida. Vida em abundância. Vida eterna. Convido a todos a rezerem, a partir de hoje, na sua casa, no seu trabalho, ou junto a comunidade a Novena em honra a Divina Misericórdia

  

Olhar para frente sempre.

​*#minisermao* (11/11/16)

 Diante de certas urgências vá em frente sem olhar para trás, pois a vitória depende da determinação. Lembre-se daquilo que disse Jesus: “Se alguém põe a mão no arado e olha para trás, não é digno de mim.” Claro, o agricultor que está arando a terra, se ele olhar para trás perde o rumo, perde o prumo. Em outra ocasião Jesus disse: “Lembrem-se da mulher de Lot, Deus deu uma ordem ‘Quando estiver caindo enxofre sobre a cidade de Sodoma, vão embora, mas não olhem para trás.’ E aquela mulher olhou para trás.” E diz a bíblia que ela virou uma estátua de sal. Ficamos salgados quando vivemos de memórias, quando vivemos olhando para trás, para nossas histórias e feitos já conquistados. Olhe enfrente e siga com determinação.

(Lc 17,26-37)

Pe. Joãozinho,scj.

“Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja”

O ministério de Pedro permanece na Igreja, […] na pessoa daqueles que lhe sucederam; é preciso compreender que a bênção do Senhor, pronunciada primeiramente sobre ele, recai também sobre o menor dos seus servos que «guardam o depósito da fé que lhes foi confiado» (cf 1Tm 6,20). Pedro representa-os e é o símbolo de todos eles.

Pedro

«És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelaram isso, mas o meu Pai que está no Céu. Também Eu te digo: tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno nada poderão contra ela. Dar-te ei as chaves do Reino do Céu.» Promessa sagrada e gloriosa! Seria possível que ela se esgotasse inteiramente na pessoa de Pedro, por grande que fosse este nobre apóstolo? Terá sido inserida na «Boa Nova eterna» (cf Ap 14,6) simplesmente para testemunhar em favor de alguém há muito desaparecido?

 Além disso, a Palavra inspirada de Deus costuma exaltar as pessoas? A riqueza desta bênção de Cristo não resiste a qualquer interpretação minimalista que possamos fazer dela? Não transborda, façamos o que fizermos, até que a nossa falta de fé seja vencida pela bondade daquele que assim se comprometeu? Em resumo, não será devido a um conjunto de preconceitos que tantas pessoas estão impedidas de acolher essa promessa de Cristo feita a Pedro em conformidade com a plenitude da graça que a acompanhou? […] Se as promessas feitas por Cristo aos apóstolos não se concretizassem na Igreja ao longo de toda a vida da mesma Igreja, como poderia a eficácia dos sacramentos estender-se para além do período em que eles tiveram início?

Diocese de Blumenau

A Palavra se fez carne e habitou entre nós – Evangelho do Dia (Jo 1,1-18)

Evangelho – Jo 1,1-18

A Palavra se fez carne e habitou entre nós.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 1,1-18

1No princípio era a Palavra,

e a Palavra estava com Deus;

e a Palavra era Deus.

2No princípio estava ela com Deus.

3Tudo foi feito por ela e sem ela nada se fez

de tudo que foi feito.

4Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens.

5E a luz brilha nas trevas,

e as trevas não conseguiram dominá-la.

6Surgiu um homem enviado por Deus;

Seu nome era João.

7Ele veio como testemunha,

para dar testemunho da luz,

para que todos chegassem à fé por meio dele.

8Ele não era a luz,

mas veio para dar testemunho da luz:

9daquele que era a luz de verdade,

que, vindo ao mundo,

ilumina todo ser humano.

10A Palavra estava no mundo

– e o mundo foi feito por meio dela –

mas o mundo não quis conhecê-la.

11Veio para o que era seu,

e os seus não a acolheram.

12Mas, a todos que a receberam,

deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus

isto é, aos que acreditam em seu nome,

13pois estes não nasceram do sangue

nem da vontade da carne

nem da vontade do varão,

mas de Deus mesmo.

14E a Palavra se fez carne e habitou entre nós.

E nós contemplamos a sua glória,

glória que recebe do Pai como filho unigênito,

cheio de graça e de verdade.

15Dele, João dá testemunho, clamando:

‘Este é aquele de quem eu disse:

O que vem depois de mim passou à minha frente,

porque ele existia antes de mim’.

16De sua plenitude todos nós recebemos graça por graça.

17Pois por meio de Moisés foi dada a Lei, mas a graça

e a verdade nos chegaram através de Jesus Cristo.

18A Deus, ninguém jamais viu.

Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai,

ele no-lo deu a conhecer.

Palavra da Salvação.

“Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática” – Evangelho do Dia

Evangelho – Lc 8,19-21

Minha mãe e meus irmãos são aqueles
que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 8,19-21

Naquele tempo:
19A mãe e os irmãos de Jesus aproximaram-se,
mas não podiam chegar perto dele, por causa da multidão.
20Então anunciaram a Jesus:
“Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver.”
21Jesus respondeu:
“Minha mãe e meus irmãos são aqueles
que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática.”
Palavra da Salvação.

Reflexão – Lc 8, 19-21

Existem muitas pessoas que querem demonstrar-se religiosas, mostrar a todos que participam da vida da Igreja e têm amizade com o clero e até usam dos cargos e funções sociais para conseguir isso. Porém, essas pessoas querem apenas se promover, não querem nenhum compromisso com o Evangelho e com o Reino de Deus. A atitude de Jesus nos mostra quem é importante para ele: aquele que ouve a Palavra de Deus e a coloca em prática, aquele que é capaz de amar, perdoar, partilhar, acolher, socorrer, consolar, compreender, ensinar, comprometer-se, doar-se, reunir, celebrar, orar, ser feliz com os que são felizes, chorar com os que choram, são empáticos, solidários, vivem o amor de Deus.

Essa leitura poderia até nos levar a um estudo sobre Maria e seus dogmas. No entanto, vamos apenas abordar o lado espiritual dessa palavra. Nós queremos ser irmãos e mãe de Jesus? Essa pergunta se dá por causa da afirmação de Jesus. Sua mãe e seus irmãos são aqueles que ouvem a palavra. Nós estamos ouvindo a palavra?

Nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé – Evangelho do Dia

Evangelho – Lc 7,1-10

Nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 7,1-10

Naquele tempo:
1Quando acabou de falar ao povo que o escutava,
Jesus entrou em Cafarnaum.
2Havia lá um oficial romano
que tinha um empregado a quem estimava muito,
e que estava doente, à beira da morte.
3O oficial ouviu falar de Jesus
e enviou alguns anciãos dos judeus,
para pedirem que Jesus viesse salvar seu empregado.
4Chegando onde Jesus estava,
pediram-lhe com insistência:
“O oficial merece que lhe faças este favor,
5porque ele estima o nosso povo.
Ele até nos construiu uma sinagoga.”
6Então Jesus pôs-se a caminho com eles.
Porém, quando já estava perto da casa,
o oficial mandou alguns amigos dizerem a Jesus:
“Senhor, não te incomodes,
pois não sou digno de que entres em minha casa.
7Nem mesmo me achei digno
de ir pessoalmente ao teu encontro.
Mas ordena com a tua palavra,
e o meu empregado ficará curado.
8Eu também estou debaixo de autoridade,
mas tenho soldados que obedecem às minhas ordens.
Se ordeno a um : “Vai!”, ele vai;
e a outro: “Vem!”, ele vem;
e ao meu empregado “Faze isto!”, e ele o faz”.”
9Ouvindo isso, Jesus ficou admirado.
Virou-se para a multidão que o seguia, e disse:
“Eu vos declaro que nem mesmo em Israel
encontrei tamanha fé.”
10Os mensageiros voltaram para a casa do oficial
e encontraram o empregado em perfeita saúde.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Lc 7, 1-10

Uma coisa é a fé em si, e outra coisa é como ela se expressa. Para muitos, a fé em si nem sequer é percebida, de modo que existe uma necessidade muito grande de ritualismo e de formas exteriores de expressão da fé. Quem tem verdadeiramente fé em Jesus, acredita na autoridade do seu nome e na força da sua Palavra, e não necessita de manifestações exteriores para acreditar na eficácia da sua ação. Deste modo, todos nós somos convidados a reconhecer que a grandiosidade da fé do Centurião que acreditou plenamente no poder da Palavra de Jesus e não exigiu dele nenhum rito ou gesto exterior e, porque acreditou, foi atendido naquilo que desejava.

Evangelho do Dia: A parábola do Filho Pródigo, ou melhor dizendo, do Pai Misericordioso

filho-prodigoEvangelho – Lc 15,1-32

Haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 15,1-32

Naquele tempo:

1Os publicanos e pecadores

aproximavam-se de Jesus para o escutar.

2Os fariseus, porém,

e os mestres da Lei criticavam Jesus.

‘Este homem acolhe os pecadores

e faz refeição com eles.’

3Então Jesus contou-lhes esta parábola:

4’Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma,

não deixa as noventa e nove no deserto,

e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la?

5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria,

6e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos,

e diz: ‘Alegrai-vos comigo!

Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’

7Eu vos digo:

Assim haverá no céu mais alegria

por um só pecador que se converte,

do que por noventa e nove justos

que não precisam de conversão.

8E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma,

não acende uma lâmpada, varre a casa

e a procura cuidadosamente, até encontrá-la?

9Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz:

‘Alegrai-vos comigo!

Encontrei a moeda que tinha perdido!’

10Por isso, eu vos digo,

haverá alegria entre os anjos de Deus

por um só pecador que se converte.’

11E Jesus continuou:

‘Um homem tinha dois filhos.

12O filho mais novo disse ao pai:

‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’.

E o pai dividiu os bens entre eles.

13Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era

seu e partiu para um lugar distante.

E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada.

14Quando tinha gasto tudo o que possuía,

houve uma grande fome naquela região,

e ele começou a passar necessidade.

15Então foi pedir trabalho a um homem do lugar,

que o mandou para seu campo cuidar dos porcos.

16O rapaz queria matar a fome

com a comida que os porcos comiam,

mas nem isto lhe davam.

17Então caiu em si e disse:

‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura,

e eu aqui, morrendo de fome.

18Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe:

`Pai, pequei contra Deus e contra ti;

19já não mereço ser chamado teu filho.

Trata-me como a um dos teus empregados’.

20Então ele partiu e voltou para seu pai.

Quando ainda estava longe, seu pai o avistou

e sentiu compaixão.

Correu-lhe ao encontro, abraçou-o,

e cobriu-o de beijos.

21O filho, então, lhe disse:

‘Pai, pequei contra Deus e contra ti.

Já não mereço ser chamado teu filho’.

22Mas o pai disse aos empregados:

`Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho.

E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés.

23Trazei um novilho gordo e matai-o.

Vamos fazer um banquete.

24Porque este meu filho estava morto e tornou a viver;

estava perdido e foi encontrado’.

E começaram a festa.

25O filho mais velho estava no campo.

Ao voltar, já perto de casa,

ouviu música e barulho de dança.

26Então chamou um dos criados

e perguntou o que estava acontecendo.

27O criado respondeu:

`É teu irmão que voltou.

Teu pai matou o novilho gordo,

porque o recuperou com saúde’.

28Mas ele ficou com raiva e não queria entrar.

O pai, saindo, insistia com ele.

29Ele, porém, respondeu ao pai:

‘Eu trabalho para ti há tantos anos,

jamais desobedeci a qualquer ordem tua.

E tu nunca me deste um cabrito

para eu festejar com meus amigos.

30Quando chegou esse teu filho,

que esbanjou teus bens com prostitutas,

matas para ele o novilho cevado’.

31Então o pai lhe disse:

`Filho, tu estás sempre comigo,

e tudo o que é meu é teu.

32Mas era preciso festejar e alegrar-nos,

porque este teu irmão estava morto e tornou a viver;

estava perdido, e foi encontrado’.’

Palavra da Salvação.

Pode um cego guiar outro cego? – Evangelho do Dia

Evangelho – Lc 6,39-42

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 6,39-42

Naquele tempo:
39Jesus contou uma parábola aos discípulos:
“Pode um cego guiar outro cego?
Não cairão os dois num buraco?
40Um discípulo não é maior do que o mestre;
todo discípulo bem formado será como o mestre.
41Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão,
e não percebes a trave que há no teu próprio olho?
42Como podes dizer a teu irmão:
Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho,
quando tu não vês a trave no teu próprio olho?
Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho,
e então poderás enxergar bem
para tirar o cisco do olho do teu irmão.
Palavra da Salvação. 

Reflexão – Lc 6, 39-42

A nossa vida espiritual deve ser marcada por um constante aprendizado, de modo que sejamos, ao mesmo tempo, evangelizadores e evangelizados, e o crescimento na fé realize-se principalmente na experiência da vida comunitária, na troca de experiência e na valorização de tudo o que os outros podem nos oferecer, sem ficar vendo apenas as dificuldades, os problemas e os erros das pessoas que estão ao nosso lado. Mas tudo isso deve ser iluminado por uma mística: devemos ser dóceis ao Espírito Santo, nos deixar ser conduzidos por ele, já que não somos os donos da verdade e ele é o Espírito da Verdade, que nos conduzirá à plena verdade. Somente agindo assim é que não seremos os cegos que guiam outros cegos, mas sim todos guiados pelo próprio Deus.

Enquanto Jesus rezava, seu rosto mudou de aparência – Evangelho do Dia

Evangelho – Lc 9,28b-36

Enquanto Jesus rezava, seu rosto mudou de aparência

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 9,28b-36

Naquele tempo:
28bJesus levou consigo Pedro, João e Tiago,
e subiu à montanha para rezar.
29Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência
e sua roupa ficou muito branca e brilhante.
30Eis que dois homens estavam conversando com Jesus:
eram Moisés e Elias.
31Eles apareceram revestidos de glória
e conversavam sobre a morte,
que Jesus iria sofrer em Jerusalém.
32Pedro e os companheiros estavam com muito sono.
Ao despertarem, viram a glória de Jesus
e os dois homens que estavam com ele.
33E quando estes homens se iam afastando,
Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom estarmos aqui.
Vamos fazer três tendas:
uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias.”
Pedro não sabia o que estava dizendo.
34Ele estava ainda falando,
quando apareceu uma nuvem que os cobriu com sua sombra.
Os discípulos ficaram com medo
ao entrarem dentro da nuvem.
35Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia:
“Este é o meu Filho, o Escolhido.
Escutai o que ele diz!”
36Enquanto a voz ressoava, Jesus encontrou-se sozinho.
Os discípulos ficaram calados
e naqueles dias não contaram a ninguém
nada do que tinham visto.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Lc 9, 28b-36

A transfiguração de Jesus nos revela a distância que existe entre a glória à qual todos nós somos destinados e a situação na qual vivemos no presente porque os nossos pecados são o grande obstáculo para que a glória dos filhos de Deus se manifeste na sua plenitude. Mas a misericórdia divina vem em nosso socorro de modo que, pela graça, o pecado é vencido e nós somos transfigurados aos poucos até o dia da ressurreição, quando todos os que foram resgatados na morte com Cristo, irão viver com ele para sempre e, como diz o apóstolo São João, seremos semelhantes a Deus, porque o veremos tal qual ele é.

“Senhor,manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água.” – Evangelho do Dia

Evangelho – Mt 14,22-36

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 14,22-36

Depois que a multidão comera até saciar-se,
22Jesus mandou que os discípulos entrassem na barco
e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar,
enquanto ele despediria as multidões.
23Depois de despedi-las,
Jesus subiu ao monte, para orar a sós.
A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho.
24A barca, porém, já longe da terra,
era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário.
25Pelas três horas da manhã,
Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar.
26Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar,
ficaram apavorados, e disseram:
“É um fantasma”. E gritaram de medo.
27Jesus, porém, logo lhes disse:
“Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!”
28Então Pedro lhe disse:
“Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro,
caminhando sobre a água.”
29E Jesus respondeu: “Vem!”
Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água,
em direção a Jesus.
30Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo
e começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!”
31Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse:
“Homem fraco na fé, por que duvidaste?”
32Assim que subiram no barco, o vento se acalmou.
33Os que estavam no barco,
prostraram-se diante dele, dizendo:
“Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”
34Após a travessia desembarcaram em Genesaré.
35Os habitantes daquele lugar, reconheceram Jesus
e espalharam a notícia por toda a região.
Então levaram a ele todos os doentes;
36e pediam que pudessem, ao menos,
tocar a barra de sua veste.
E todos os que a tocaram, ficaram curados.
Palavra da Salvação. 

Reflexão – Mt 14, 22-36

O fato de Jesus caminhar sobre as águas é causa de assombro para os seus discípulos, principalmente porque, segundo o livro de Jó, somente Deus caminha sobre o mar, de modo que este fato revela aos discípulos que estão diante do verdadeiro Deus que se fez homem e está no meio de nós, mas inicialmente a surpresa é tão grande que gera dúvida em seus corações que, depois de serem iluminados pela fé, os levam ao reconhecimento da pessoa divina que está diante dele. Assim também nós, que recebemos muitas graças de Deus, só o reconheceremos quando nossos corações forem iluminados pela fé, de modo que possamos superar o nosso assombro inicial.

 

Não é ele o filho do carpinteiro? Então, de onde lhe vem tudo isso? – Evangelho do Dia

Evangelho – Mt 13,54-58

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 13,54-58

Naquele tempo: 
54Dirigindo-se para a sua terra, 
Jesus ensinava na sinagoga, 
de modo que ficavam admirados. 
E diziam: 
“De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? 
55Não é ele o filho do carpinteiro? 
Sua mãe não se chama Maria, 
e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? 
56E suas irmãs não moram conosco? 
Então, de onde lhe vem tudo isso?” 
57E ficaram escandalizados por causa dele. 
Jesus, porém, disse: 
“Um profeta só não é estimado 
em sua própria pátria e em sua família!” 
58E Jesus não fez ali muitos milagres, 
porque eles não tinham fé. 
Palavra da Salvação. 

Reflexão – Mt 13, 54-58

Nosso olhar está sempre voltado para as realidades aparentes e, normalmente, estas realidades se sobrepõem diante do que é invisível aos nossos olhos. È o caso do Evangelho de hoje, que nos mostra que as pessoas estavam com os olhos fixos nas aparências de Jesus, na sua origem, na sua família e na sua profissão, não sendo capazes de enxergar além e ver nele aquilo que as suas obras tornavam manifesto que é a sua divindade. O resultado disso tudo é que as pessoas do tempo de Jesus não foram capazes de reconhece-lo na sua totalidade, como verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Tudo isso aconteceu por causa da dureza de seus corações.

 

Recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam – Evangelho do Dia

Evangelho – Mt 13,47-53

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 13,47-53

Naquele tempo, disse Jesus à multidão:
47O Reino dos Céus é ainda
como uma rede lançada ao mar
e que apanha peixes de todo tipo.
48Quando está cheia,
os pescadores puxam a rede para a praia,
sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos
e jogam fora os que não prestam.
49Assim acontecerá no fim dos tempos:
os anjos virão para separar
os homens maus dos que são justos,
50e lançarão os maus na fornalha de fogo.
E ai, haverá choro e ranger de dentes.
51Compreendestes tudo isso?”
Eles responderam: “Sim.”
52Então Jesus acrescentou:
“Assim, pois, todo mestre da Lei,
que se torna discípulo do Reino dos Céus,
é como um pai de família
que tira do seu tesouro coisas novas e velhas.”
53Quando Jesus terminou de contar essas parábolas,
partiu dali.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Mt 13, 47-53

A presença do Reino de Deus na nossa história não pode ser obscurecida pela presença do mal no mundo. As pessoas devem ser capazes de analisar toda a realidade a partir dos critérios do Reino para, à luz do Espírito Santo, ser capaz discernir o bem do mal e escolher o que contribui para que ela possa se aproximar cada vez mais de Deus. Mas esta distinção não dá ao cristão o direito de condenar os que erram, ao contrário, ele deve ser um instrumento nas mãos de Deus para que todos sejam capazes de fazer esta distinção e trilhar os caminhos do bem.

Vende todos os seus bens e compra aquele campo – Evangelho do Dia

Evangelho – Mt 13,44-46

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 13,44-46

Naquele tempo, disse Jesus à multidão:
44″O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo.
Um homem o encontra e o mantém escondido.
Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens
e compra aquele campo.
45O Reino dos Céus também é como um comprador
que procura pérolas preciosas.
46Quando encontra uma pérola de grande valor,
ele vai, vende todos os seus bens
e compra aquela pérola.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Mt 13, 44-46

O Evangelho de hoje nos mostra a parábola na qual Jesus compara o Reino de Deus com um tesouro e com uma pérola. A comparação com o tesouro nos mostra o valor que o Reino de Deus deve ter nas nossas vidas, um valor que não pode ser superado por nenhum outro valor deste mundo. A pérola nos mostra a preciosidade inigualável que é o Reino de Deus para todas as pessoas. E tanto o valor como a preciosidade do Reino de Deus significam que todas as outras coisas perdem sua importância diante dele e só têm sentido enquanto contribuem para que o homem possa ch egar até Deus.

Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos – Evangelho do Dia

Para quem não conhece o joio e nem o trigo.
Para quem não conhece o joio e nem o trigo.

Evangelho – Mt 13,36-43

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 13,36-43

Naquele tempo:
36Jesus deixou as multidões e foi para casa.
Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram:
“Explica-nos a parábola do joio!”
37Jesus respondeu:
Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem.
38O campo é o mundo.
A boa semente são os que pertencem ao Reino.
O joio são os que pertencem ao Maligno.
39O inimigo que semeou o joio é o diabo.
A colheita é o fim dos tempos.
Os ceifadores são os anjos.
40Como o joio é recolhido e queimado ao fogo,
assim também acontecerá no fim dos tempos:
41o Filho do Homem enviará os seus anjos
e eles retirarão do seu Reino
todos os que fazem outros pecar
e os que praticam o mal;
42e depois os lançarão na fornalha de fogo.
Ali haverá choro e ranger de dentes.
43Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai.
Quem tem ouvidos, ouça.”
Palavra da Salvação.

Reflexão – Mt 13, 36-43

Jesus contou a parábola do trigo e do joio para toda a multidão, mas depois, os discípulos o procuram para uma maior compreensão da parábola. Assim, existem aquelas pessoas que apenas ouvem o que Jesus tem a dizer e se dão por satisfeitas, porém, existem aquelas pessoas que querem sabem mais, querem aprofundar a fé. Existem as pessoas que não valorizam plenamente a fé, então aprendem o mínimo e se dão por satisfeitas. Para quem quer verdadeiramente ser discípulo de Jesus, sempre há oportunidade para ir além no conhecimento das verdades da fé com a finalidade de agir melhor segundo os critérios do Evangelho.

O semeador saiu para semear – Evangelho do Dia

Evangelho – Mt 13,1-9

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 13,1-9

1Naquele dia, Jesus saiu de casa
e foi sentar-se às margens do mar da Galiléia.
2Uma grande multidão reuniu-se em volta dele.
Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se,
enquanto a multidão ficava de pé, na praia.
3E disse-lhes muitas coisas em parábolas:
“O semeador saiu para semear.
4Enquanto semeava,
algumas sementes caíram à beira do caminho,
e os páss aros vieram e as comeram.
5Outras sementes caíram em terreno pedregoso,
onde não havia muita terra.
As sementes logo brotaram,
porque a terra não era profunda.
6Mas, quando o sol apareceu,
as plantas ficaram queimadas e secaram,
porque não tinham raiz.
7Outras sementes caíram no meio dos espinhos.
Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas.
8Outras sementes, porém, caíram em terra boa,
e produziram à base de cem,
de sessenta e de trinta frutos por semente.
9Quem tem ouvidos, ouça!”
Palavra da Salvação.

Reflexão – Mt 13, 1-9

Jesus começa a ensinar por meio de parábolas. Então perguntamos: o que de fato é necessário para que possamos entender as parábolas de Jesus? Para respondermos a esta pergunta, precisamos fazer outra: Por que Jesus ensina em parábolas? Respondendo a esta pergunta entendemos o significado da ação de Jesus em ensi nar em parábolas. A parábola parte de uma situação da vida para mostrar os valores do Evangelho e isso nos mostra que os valores evangélicos são para serem vividos e não simplesmente entendidos. Portanto, não é quem teoriza a fé que entende as parábolas, mas quem vive a fé. O que é necessário para entender as parábolas de Jesus? A resposta é: unir a fé à vida.

Mulher, por que choras? A quem procuras? – Evangelho do Dia

Evangelho – Jo 20,1-2.11-18

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 20,1-2.11-18
1No primeiro dia da semana,
Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus,
bem de madrugada, quando ainda estava escuro,
e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo.
2Então ela saiu correndo
e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo,
aquele que Jesus amava,
e lhes disse:
“Tiraram o Senhor do túmulo,
e não sabemos onde o colocaram”.
11Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando.
Enquanto chorava,
inclinou-se e olhou para dentro do túmulo.
12Viu, então, dois anjos vestidos de branco,
sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus,
um à cabeceira e outro aos pés.
13Os anjos perguntaram:
“Mulher, por que choras?”
Ela respondeu:
“Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram”.
14Tendo dito isto,
Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé.
Mas não sabia que era Jesus.
15Jesus perguntou-lhe:
“Mulher, por que choras?
A quem procuras?”
Pensando que era o jardineiro, Maria disse:
“Senhor, se foste tu que o levaste
dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar”.
16Então Jesus disse:
“Maria!”
Ela voltou-se e exclamou, em hebraico:
“Rabunni”
(que quer dizer: Mestre).
17Jesus disse:
“Não me segures.
Ainda não subi para junto do Pai.
Mas vai dizer aos meus irmãos:
subo para junto do meu Pai e vosso Pai,
meu Deus e vosso Deus”.
18Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos:
“Eu vi o Senhor!”,
e contou o que Jesus lhe tinha dito.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Jo 20, 1-2.11-18

Este Evangelho nos mostra o surpreendente amor que Maria Madalena tinha por Jesus e a conseqüente experiência que ela faz da presença do Ressuscitado em sua vida, que a levou a exclamar “Mestre” e a segurá-lo a ponto de o próprio Ressuscitado pedir-lhe que não o segurasse, pois ainda não havia subido para junto de Deus. De fato, somente quem ama verdadeiramente a Jesus o reconhece como verdadeiro Mestre e faz a experiência de sua presença viva e amorosa no seu dia a dia. Mas esta experiência necessariamente faz da pessoa um evangelizador. Assim que Maria Madalena fez a experiência do encontro pessoal com Jesus Ressuscitado, foi anunciar esta verdade.

O Filho do Homem é senhor do sábado – Evangelho do Dia

Evangelho – Mt 12,1-8

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 12,1-8

1Naquele tempo, Jesus passou no meio de uma plantação
num dia de sábado.
Seus discípulos tinham fome
e começaram a apanhar espigas para comer.
2Vendo isso, os fariseus disseram-lhe:
“Olha, os teus discípulos estão fazendo,
o que não é permitido fazer em dia de sábado!”
3Jesus respondeu-lhes:
“Nunca lestes o que fez Davi,
quando ele e seus companheiros sentiram fome?
4Como entrou na casa de Deus e todos comeram os pães da oferenda
que nem a ele nem aos seus companheiros era permitido comer,
mas unicamente aos sacerdotes?
5Ou nunca lestes na Lei, que em dia de sábado, no Templo,
os sacerdotes violam o sábado sem contrair culpa alguma?
6Ora, eu vos digo: aqui está quem é maior do que o Templo.
7Se tivésseis compreendido o que significa:
“Quero a misericórdia e não o sacrifício”,
não teríeis condenado os inocentes.
8De fato, o Filho do Homem é senhor do sábado.”
Palavra da Salvação. 

Reflexão – Mt 12, 1-8

Existem pessoas que acham que é difícil seguir Jesus por causa da radicalidade das exigências evangélicas, no entanto, essas mesmas pessoas ficam criando uma série de dificuldades a partir de um legalismo ritual, moral e religioso que acabam por fazer do seguimento de Jesus uma causa de sofrimento e de dor e não uma causa de alegria e felicidade de quem descobre os valores que o conduz para a vida eterna. Muitos cristãos vivem colocando proibições e ficam contentes quando podem falar “não” a alguém. De fato, essas pessoas não entenderam o Evangelho de hoje, muito menos o amor que Deus tem para com seus filhos e filhas.

Vinde a mim todos vós que estais cansados – Evangelho do Dia

Evangelho – Mt 11,28-30

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 11,28-30

Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse:
28Vinde a mim todos vós que estais cansados
e fatigados sob o peso dos vossos fardos,
e eu vos darei descanso.
29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim,
porque sou manso e humilde de coração,
e vós encontrareis descanso.
30Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.
Palavra da Salvação.

Reflexão – Mt 11, 28-30

Existem pessoas que acreditam que a verdade da religião encontra-se num rigorismo muito grande, principalmente no que diz respeito às exigências morais e rituais. Com isso, a religião acaba por ser um instrumento de opressão. Jesus nos mostra que não deve ser assim. Ele veio ao mundo para trazer a libertação do jugo do pecado e da morte e que a verdadeira religião é aquela que liberta as pessoas de todos os pesos que as oprimem na sua existência. O verdadeiro cristianismo é aquele que não está fundamentado na autoridade e na rigidez, mas na humildade e mansidão de coração, por que o seu fundador, Jesus Cristo, manso e humilde de coração, Ã © o Mestre de todo o nosso agir.

“Escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos” – Evangelho do Dia

Evangelho – Mt 11,25-27

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 11,25-27

25Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer:
“Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra,
porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos
e as revelaste aos pequeninos.
26Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado.
27Tudo me foi entregue por meu Pai,
e ninguém conhece o Filho, senão o Pai,
e ninguém conhece o Pai, senão o Filho
e aquele a quem o Filho o quiser revelar.
Palavra da Salvação. 

Reflexão – Mt 11, 25-27

O conhecimento de Deus é diferente de todas as outras formas de conhecimento das quais o ser humano é capaz. De fato, temos diversas formas de conhecimento, como o racional, o científico, o vulgar e o mitológico, entre outros, que encontram a sua origem na nossa relação com as coisas e as pessoas que conhecemos e que se tornam de alguma forma objeto do nosso conhecimento. Com Deus, a coisa é diferente. A mente humana é incapaz de, por si só, chegar até o conhecimento de Deus. Só conhecemos a Deus porque, no seu infinito amor, ele revelou-se a todos nós. É o amor de Deus que, sabendo que somos incapazes de chegar até ele, vem até nós.