Hoje é dia de São Francisco de Assis

Sem título-1Francisco nasceu em Assis, na Úmbria (Itália) em 1182. Jovem orgulhoso, vaidoso e rico, que se tornou o mais italiano dos santos e o mais santo dos italianos.

Com 24 anos, renunciou a toda riqueza para desposar a “Senhora Pobreza”. Aconteceu que Francisco foi para a guerra c

omo cavaleiro, mas doente ouviu e obedeceu a voz do Patrão que lhe dizia: “Francisco, a quem é melhor servir, ao amo ou ao criado?”. Ele respondeu que ao amo.“Porque, então, transformas o amo em criado?”, replicou a voz. No início de sua conversão, foi como peregrino a Roma, vivendo como eremita e na solidão, quando recebeu a ordem do Santo Cristo na igrejinha de São Damião: “Vai restaurar minha igreja, que está em ruínas”.

Partindo em missão de paz e bem, seguiu com perfeita alegria o Cristo pobre, casto e obediente. No campo de Assis havia uma ermida de Nossa Senhora chamada Porciúncula. Este foi o lugar predileto de Francisco e dos seus companheiros, pois na Primavera do ano de 1200 já não estava só; tinham-se unido a ele alguns valentes que pediam também esmola, trabalhavam no campo, pregavam, visitavam e consolavam os doentes.

A partir daí, Francisco dedica-se a viagens missionárias: Roma, Chipre, Egito, Síria… Peregrinando até aos Lugares Santos. Quando voltou à Itália, em 1220, encontrou a Fraternidade dividida. Parte dos Frades não compreendia a simplicidade do Evangelho. Em 1223, foi a Roma e obteve a aprovação mais solene da Regra, como ato culminante da sua vida.

Na última etapa de sua vida, recebeu no Monte Alverne os estigmas de Cristo, em 1224. Já enfraquecido por tanta penitência e cego por chorar pelo amor que não é amado, São Francisco de Assis, na igreja de São Damião, encontra-se rodeado pelos seus filhos espirituais e assim, recita ao mundo o cântico das criaturas.

O seráfico pai, São Francisco de Assis, retira-se então para a Porciúncula, onde morre deitado nas humildes cinzas a 3 de outubro de 1226. Passados dois anos incompletos, a 16 de julho de 1228, o Pobrezinho de Assis era canonizado por Gregório IX.

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São Francisco de Assis, rogai por nós!

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Hoje é dia de São Francisco de Assis

Sem título-1Francisco nasceu em Assis, na Úmbria (Itália) em 1182. Jovem orgulhoso, vaidoso e rico, que se tornou o mais italiano dos santos e o mais santo dos italianos.

Com 24 anos, renunciou a toda riqueza para desposar a “Senhora Pobreza”. Aconteceu que Francisco foi para a guerra c

omo cavaleiro, mas doente ouviu e obedeceu a voz do Patrão que lhe dizia: “Francisco, a quem é melhor servir, ao amo ou ao criado?”. Ele respondeu que ao amo.“Porque, então, transformas o amo em criado?”, replicou a voz. No início de sua conversão, foi como peregrino a Roma, vivendo como eremita e na solidão, quando recebeu a ordem do Santo Cristo na igrejinha de São Damião: “Vai restaurar minha igreja, que está em ruínas”.

Partindo em missão de paz e bem, seguiu com perfeita alegria o Cristo pobre, casto e obediente. No campo de Assis havia uma ermida de Nossa Senhora chamada Porciúncula. Este foi o lugar predileto de Francisco e dos seus companheiros, pois na Primavera do ano de 1200 já não estava só; tinham-se unido a ele alguns valentes que pediam também esmola, trabalhavam no campo, pregavam, visitavam e consolavam os doentes.

A partir daí, Francisco dedica-se a viagens missionárias: Roma, Chipre, Egito, Síria… Peregrinando até aos Lugares Santos. Quando voltou à Itália, em 1220, encontrou a Fraternidade dividida. Parte dos Frades não compreendia a simplicidade do Evangelho. Em 1223, foi a Roma e obteve a aprovação mais solene da Regra, como ato culminante da sua vida.

Na última etapa de sua vida, recebeu no Monte Alverne os estigmas de Cristo, em 1224. Já enfraquecido por tanta penitência e cego por chorar pelo amor que não é amado, São Francisco de Assis, na igreja de São Damião, encontra-se rodeado pelos seus filhos espirituais e assim, recita ao mundo o cântico das criaturas.

O seráfico pai, São Francisco de Assis, retira-se então para a Porciúncula, onde morre deitado nas humildes cinzas a 3 de outubro de 1226. Passados dois anos incompletos, a 16 de julho de 1228, o Pobrezinho de Assis era canonizado por Gregório IX.

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Hoje é dia São Pio de Pietrelcina

Sem título-1Herdeiro espiritual de São Francisco de Assis, o Padre Pio de Pietrelcina foi o primeiro sacerdote a ter impresso sobre o seu corpo os estigmas da crucifixão. Ele é conhecido em todo mundo como o “Frei” estigmatizado.

O Padre Pio, a quem Deus deu dons particulares e carismas, se empenhou com todas as suas forças pela salvação das almas. Os muitos testemunhos sobre a grande santidade do Frei chegam até os nossos dias, acompanhados de sentimentos de gratidão. Suas intercessões providencias junto a Deus foram para muitos homens causa de cura do corpo e motivo de renovação do espírito.

A infância

downloadO Padre Pio de Pietrelcina que se chamava Francesco Forgione, isso mesmo, Francisco, nasceu na Pietrelcina, num pequeno povo da Província de Benevento, em 25 de maio de 1887. Pertencia a  uma família humilde tendo como  pai Grazio Forgione e a mãe Maria Giuseppa  Di Nunzio tinham outros filhos. Desde muito menino Francesco experimentou em si o desejo de consagrar-se totalmente a Deus e este desejo o distinguia de seus coetâneos. Tal “diferença” foi observada por seus parentes e amigos.  Narra sua mãe Peppa: “Não cometeu nunca nenhuma falta,  não tinha caprichos, sempre obedeceu a mim e a seu pai, a cada manhã e a cada tarde ia à igreja visitar a Jesus e a Virgem. Durante o dia não saia nunca com os seus companheiros. Às vezes eu dizia: – “Francì vá um pouco a brincar”. Ele se negava dizendo: – “Não quero ir porque eles blasfemam”.”  Do diário do Padre Agostinho de San Marco em Lamis, o qual foi um dos diretores espirituais do Padre Pio, soube que o Padre Pio, desde 1892 quando tinha apenas cinco anos, viveu já suas primeiras experiências místicas espirituais. Os Extasies e as aparições foram freqüentes, mas  para o menino pareciam serem absolutamente normais. Continuar lendo “Hoje é dia São Pio de Pietrelcina”

Franciscos da Igreja: São Francisco de Sales

Sem título-1sales1São Francisco nasceu no castelo de Sales, Sabóia, em 21 de agosto de 1567, sendo batizado no dia seguinte como Francisco de Boaventura. Teve como padroeiro e modelo São Francisco de Assis. Aos catorze anos, Francisco foi estudar na Universidade de Paris, onde estudou retórica, filosofia e teologia. Aos 24 anos, obteve o doutorado em direito em Pádua e voltou ao seio familiar. Foi ordenado sacerdote dois anos depois, apesar da forte oposição de seu pai. Posteriormente, o santo se ofereceu para evangelizar a região de Chablais, onde as condições dos habitantes eram deploráveis por causa dos constantes ataques dos exércitos protestantes.

A tarefa de Francisco não foi fácil, e nos primeiros anos, o fruto do trabalho missionário era muito escasso. Entretanto, graças a sua paciência e sua humildade, pouco a pouco o santo conseguiu abundantes números de conversões, restabelecendo novamente a fé católica na província. Em 1602, Francisco foi eleito Bispo de Granier. Dois anos depois, o santo conheceu Santa Juana Francisca de Chantal, e o resultado do encontro dos dois santos foi a fundação da Congregação da Visitação. Por volta de 1622, o santo falece, depois de meses de agonia e sofrimento.

Vídeo

Franciscos da Igreja: Beato Francisco Xavier Seelos

Sem título-1Nasceu no dia 11 de Janeiro de 1819, em Füssen, na região da Baviera (Alemanha). Tendo concluído os estudos filosóficos, foi admitido no Seminário em Setembro de 1842, abraçando o carisma da Congregação do Santíssimo Redentor.

Francisco-Xavier-SellosFoi ordenado Sacerdote a 22 de Dezembro de 1844 em Baltimore, e dedicou-se ao apostolado dos imigrantes alemães nos Estados Unidos. Alguns meses mais tarde foi transferido para Pittsburgo, na Pensilvânia, onde trabalhou como vice-pároco de São João Neumann, superior da comunidade redentorista.

Participou nas “Missões das Paróquias” em várias localidades, distinguindo-se sempre como grande pregador, bom confessor e zeloso pastor dos pobres e marginalizados. O ponto fundamental do seu apostolado era o ensino da catequese para o crescimento da comunidade paroquial.

Cuidou também da formação de outros redentoristas, tendo sido prefeito de estudos e infundindo nos seminaristas entusiasmo, espírito de sacrifício e zelo apostólico.

Em 1860, o Bispo de Pittsburgo propôs ao Papa Pio IX o nome de Francisco Xavier Seelos como seu sucessor, mas este escreveu ao Papa pedindo que fosse nomeado outro sacerdote.
De 1863 a 1866 trabalhou como missionário itinerante em vários Estados e, quando lhe foi designada a comunidade de Nova Orleães, ali permaneceu pouco tempo, pois, na assistência pastoral a vários doentes, contraiu a febre amarela, por ele suportada com paciência e resignação, obrigando-o a limitar quase toda a atividade pastoral.

Francisco Xavier faleceu no dia 4 de Outubro de 1867.

Francisco da Igreja: São Francisco Solano

Sem título-1Em meio à inóspita floresta sul-americana, um frade franciscano de fins do século XVI contempla alguns sonoros passarinhos cujas plumagens coloridas pontilham o verde da vegetação. Além dos graciosos gorjeios, ouve-se apenas o murmúrio da borbulhante fonte próxima. Essa agradável consonância logo faz aflorar seu aguçado pendor musical. Levando ao ombro o violino que traz consigo, começa a acompanhar com o arco e as cordas a harmonia da natureza.

O súbito sibilar de uma flecha que passa rente ao violinista faz cessar a melodia. Ele recolhe o instrumento, olha serenamente ao redor e percebe a pouca distância, dissimulado entre as ramagens, um indígena de grandes e escuros olhos. O disparo havia sido o aviso do iminente ataque dos nativos da região, incomodados pela incursão daquele estranho em seu território.

Entretanto, a fisionomia do franciscano logo se ilumina, denotando a satisfação própria de alguém que encontra quem há muito procurava. Depõe o violino sobre uma pedra, caminha resoluto em direção ao índio e o abraça com grande afeto. Desconcertado ante tão inusitada atitude, este permanece imóvel. Em sua alma, porém, sente um misto de paz, alegria e desejo de conhecer algo que se lhe afigura como sublime e inefável. E se comove.

Esse providencial encontro marcava o início da conversão de mais uma tribo da província de Tucumán, na Argentina.

O mesmo franciscano já atraíra à verdadeira Religião milhares de nativos que o consideravam como pai, “tinham nele grande fé, o respeitavam e veneravam, reconhecendo-o como santo”.1 Sua compleição esquálida, indicadora do rigor das mortificações impostas a si mesmo, contrastava com um cativante sorriso, sinal exterior da íntima união com Aquele que faz o justo transbordar de alegria (cf. Sl 67, 4).

A aura da santidade desse homem extraordinário marcou os primórdios da evangelização da América, deixando na história do continente os traços indeléveis de sua caridade. Chamava-se Francisco e, na Ordem, era conhecido como o padre Solano, nome de família. O povo sul-americano carinhosamente o cognominou “o Frade do Violino”.

download (1)Um menino contemplativo

Francisco Sánchez Solano Ximénez nasceu na católica Espanha das grandes expedições ultramarinas e foi batizado em 10 de março de 1549, na Igreja Paroquial de Montilla. Seus pais, Mateo Sánchez Solano e Ana Ximénez, eram muito respeitados, não apenas pela nobreza do sangue, mas, sobretudo, por suas virtudes. Serena foi a infância do menino, num ambiente familiar nimbado de religiosidade. Dotado de temperamento recolhido e contemplativo, entretinha-se observando longamente a natureza, encantado por sua beleza. Devido a uma rara sensibilidade musical, tinha como passatempo predileto alimentar com migalhas as melodiosas avezinhas encontradas nos jardins da casa e cantar com elas. Começava assim a “exercitar-se uma voz que havia de cantar as grandezas de Deus às bárbaras nações indígenas”.2

Todavia, tal serenidade de espírito não significava indolência de caráter. Quando presenciava algum desentendimento entre as crianças, ou mesmo entre adultos, admoestava com seriedade os contendores e sempre lograva a reconciliação. Exercia, além disso, singular influência sobre as pessoas com as quais convivia: bastava sua presença para aquietarem-se as más inclinações, os vícios perderem o dinamismo e as almas se sentirem propensas à virtude.

Caindo em terreno fértil, suas lições de Catecismo logo frutificaram. Dedicado à oração, devoto da Santa Missa e assíduo frequentador do Sacramento da Penitência, o jovenzinho hauriu nessa intensa vida de piedade as energias para triunfar nas lutas da adolescência, mantendo ilibada pureza e retidão de conduta. No Colégio Jesuíta de Montilla, Francisco era considerado modelo de integridade e muito estimado pelos colegas, inclusive pelos jovens de costumes levianos, a ponto de bastar ele se aproximar de qualquer roda para findarem-se as más conversas e criar-se entre os rapazes um sadio ambiente de alegria.

Sacerdote franciscano

Quando sentiu em sua alma a vocação religiosa, logo a identificou com o carisma franciscano, que vira espelhado nos frades do Convento de São Lourenço, em sua cidade. Atraía-o sobremaneira a ideia de se tornar discípulo do Poverello de Assis, por quem nutria veemente entusiasmo. Fez nesse convento a profissão religiosa em 25 de abril de 1570.

Para aprofundar os estudos, foi enviado ao Convento de Santa Maria de Loreto. Não obstante, quanto mais se aplicava às doutrinas, mais se fortalecia em seu coração o anseio de realizar um sonho há tempos acalentado, tão característico das almas apaixonadas por Cristo: o martírio! Ser missionário no Marrocos lhe parecia o melhor meio de concretizar tal aspiração, pois não era raro receberem a palma do martírio os religiosos que se aventuravam a evangelizar essa região. Pediu aos superiores para lá o enviarem, mas não foi atendido. Era nos claustros espanhóis que o Altíssimo queria temperar a alma do futuro apóstolo, e pedia-lhe naquele momento um sacrifício não menos excelente: a imolação da vontade própria, sujeitando-a à obediência. E ele a ofereceu por inteiro.

Ordenado sacerdote em 1576, na festa de São Francisco de Assis, teve de voltar a Montilla três anos depois, devido ao falecimento de seu pai. Durante a estadia na terra natal, operou a cura milagrosa de alguns doentes. A notícia desses prodígios logo se espalhou pela cidade, levando o povo a aclamá-lo como santo. Começou então uma das suas maiores batalhas, a qual travou até o último suspiro: a de não permitir que atribuíssem à sua pessoa os louvores devidos a Deus. Sem embargo, quanto mais se esquivava dos elogios, mais era exaltado. Por isso, não se cansava de repetir: “Deus seja glorificado! Deus seja louvado!”.3

Dom de comunicar alegria

Exerceu em vários conventos cargos de autoridade, como prior e mestre de noviços, e era para os outros religiosos um contínuo convite à santidade. Fidelíssimo à “dama pobreza” e admirador enlevado dos reflexos das perfeições divinas encontrados nas criaturas, agia em todas as circunstâncias como um filho perfeito de São Francisco de Assis. Da mesma forma como era intransigente consigo mesmo nas penitências corporais, não tolerava que nenhum de seus subalternos manifestasse tristeza por estar servindo a Deus. Tinha o precioso dom de comunicar-lhes “o gosto, a alegria pelas coisas santas” e fazia o apostolado “da alegria na luta, da alegria na seriedade, da alegria no sofrimento, do entusiasmo”.4

Ora, o povo percebia a excelência de tais virtudes, de modo que, quando o santo frade saía à rua para pedir esmolas, os transeuntes o cercavam, disputando o privilégio de oscular-lhe o hábito ou receber sua bênção.

No intuito de desvencilhar-se dessas manifestações, pediu para ir evangelizar as “Índias”. Teve grande contentamento ao ser designado para uma missão na província de Tucumán, no Novo Mundo, para onde embarcou em 13 de março de 1589. No entanto, devido a um naufrágio e a outros contratempos, acabou aportando alguns meses depois em Paita, no Peru, e somente chegou a Santiago do Estero, capital da província a que se destinava, em 15 de novembro de 1590, depois de um longo e penoso percurso, iniciando aos 41 anos de idade sua vida de missionário.

Apóstolo no Novo Mundo

Como só acontece na história das missões, abundante era a messe e pouquíssimos os operários naquela região. Portanto, cada religioso era uma peça-chave na obra de evangelização. Bem compenetrado disso, nosso santo não hesitou em lançar-se com heroica dedicação no labor de salvar as almas a ele confiadas. Nos povoados de Socotonio e Magdalena, para onde foi enviado como pregador, aprendeu em menos de quinze dias o complicado dialeto tonocoté. Falava-o com impressionante fluidez, chegando a expressar-se com mais perfeição do que muitos nativos. Além dessa facilidade, deu-lhe a Providência o mesmo dom concedido aos Apóstolos no dia de Pentecostes: em algumas de suas pregações, falando a espanhóis e índios de diferentes dialetos, todos o entendiam, cada qual no respectivo idioma.

Nada o detinha na conquista das almas para Cristo. Expunha-se a grandes riscos, indo à busca dos indígenas que viviam nas matas e, quer para alimentar-lhes a fé, quer para auxiliá-los nas necessidades materiais, prodigalizava milagres por onde passava. Entre inúmeros outros prodígios, fez brotar nascentes em lugares desérticos, amansou animais ferozes, curou doentes, proveu de alimentos em tempos de escassez.

Contudo, sem sombra de dúvida, seus maiores milagres eram os que se operavam no interior das almas: “O padre Solano amava os índios, falava-lhes em sua língua, e eles lhe respondiam, convertendo-se aos milhares”.5 Seu singular instrumento de piedade e apostolado, o violino, era complemento indissociável de um original e eficaz método de evangelização, o qual consistia em entremear as pregações com animadas melodias, ora executadas com o arco e as cordas, ora cantadas com sua bela voz. Maravilhados, os indígenas abriam-se à ação da graça e logo surgia o corolário esperado pelo apóstolo: o desejo de receber o Batismo. A mesma voz que os atraíra pela arte da música e lhes ensinara as verdades da Fé, cumpria a mais alta de suas finalidades, ao ministrar-lhes os Sacramentos. Assim, os preciosos talentos confiados ao servo bom e fiel rendiam a cem por um, e paulatinamente a luz da Igreja se alastrava pela região, vencendo as trevas do paganismo.

Expressando sua grande fé, respeito e veneração, os nativos “punham-se de joelhos para beijar-lhe o hábito e as mãos em qualquer parte onde o encontrassem; e o padre era tão piedoso com eles que, ao vê-los, apeava do cavalo, os abraçava e agradava, e lhes dava do que trazia consigo”.6

Após anos de fecundo apostolado, recebeu em 1595 a ordem de dirigir-se a Lima, para ali fundar um novo convento franciscano. Sempre dócil aos superiores, obedeceu prontamente.

“Vou tocar para uma Donzela belíssima”

A capital do Peru passava por grande florescimento religioso e aqueles anos contemplavam o desabrochar de almas que, mais tarde, seriam veneradas no mundo inteiro: São Turíbio de Mogrovejo, Santa Rosa, São Martinho de Porres e São João Macías.

Os recém-edificados claustros da nova fundação franciscana, batizada com o nome de Nossa Senhora dos Anjos e hoje conhecida como Convento dos Descalços, tornaram-se escrínio deste eleito. Ali o padre Francisco Solano estreitaria sua união com Deus. Sem negligenciar suas obrigações e as obras apostólicas, o santo levou nesse abençoado lugar uma vida de recolhimento e oração; aí se intensificaram e tornaram-se cada vez mais frequentes seus êxtases e arroubamentos de amor a Jesus e à Santíssima Virgem.

Frequentemente, a altas horas da noite, ressoavam na igreja deserta as músicas por ele executadas ao violino. Certa vez, a um religioso com o qual cruzou no corredor, quando para lá se dirigia, disse: “Vou tocar para uma Donzela belíssima, que está me aguardando”.7 O frade, intrigado, escondeu-se na noite seguinte atrás da porta da sacristia e pôde contemplar esta cena: após rezar longo tempo diante do altar-mor, o irmão violinista ofereceu a Jesus Eucarístico um breve e animado concerto; foi depois até o altar de Nossa Senhora e ali não só tocou outras músicas, mas, enquanto cantava um entusiasmado hino às glórias da Virgem Mãe, pôs-se a saltar e dançar com muita graça e elegância.

De fato, era aos pés da “Causa de nossa alegria” que o santo franciscano encontrava conforto nos sofrimentos e forças para praticar a virtude, como ele próprio confidenciou: “Nesta casa tenho meus entretenimentos e todo o meu consolo, porque comunico a uma Senhora que é o alívio de minhas penas, o gozo e a glória de minha alma”.8

Sermão histórico em Lima

A população de Lima, onde passou os últimos anos de sua vida, foi objeto de seu zelo apostólico, o qual se manifestava, sobretudo, nas pregações. Estas, tão eficazes na conversão de milhares de índios, não produziram efeito menos significativo no povo limenho. A história daquele país registra o sermão por ele proferido em 21 de dezembro de 1604, o qual conferiu à cidade um traço de analogia com a bíblica Nínive, movida à penitência pelas palavras do profeta Jonas. À multidão aglomerada na Praça das Armas, exortou o santo frade ao arrependimento e à conversão, censurando os maus costumes e lembrando a justiça de Deus, a qual muitas vezes castiga os homens com catástrofes, para corrigi-los e salvá-los.

O sermão calou a fundo nas almas. As igrejas tiveram de permanecer abertas durante toda a noite, devido à enorme afluência de fiéis à procura da reconciliação com Deus. Na catedral, “tal era o concurso de pessoas desejosas de confessar-se que três ou quatro penitentes se ajoelhavam, ao mesmo tempo, aos pés dos confessores, sem se importar de que uns ouvissem as culpas dos outros”.9 Grande número dos habitantes abandonou para sempre os maus costumes, comprovando o quanto o efeito daquela prédica não fora um efêmero surto de fervor.

Promessa de um grandioso porvir

À notícia de sua morte, em 14 de julho de 1610, o povo acorreu em massa ao convento, e foi necessário trocar quatro vezes o hábito que o revestia, pois as pessoas, não se contentando em oscular-lhe as mãos e os pés, cortavam-lhe pedaços da roupa para conservar como relíquia. Justas manifestações de veneração, devidas ao humilde “Frade do Violino”, cuja admirável riqueza de personalidade foi assim descrita por um cronista contemporâneo: “Na penitência e na pregação, foi um João Batista; no zelo pela fé, um Elias; na paz interior e na caridade, um Moisés; na esperança do eterno, um São Francisco de Assis”.10

Homem capaz de mover multidões à conversão e de se enternecer com o canto de um passarinho, dotado de espírito altamente contemplativo e ao mesmo tempo propulsionador de ousadas ações missionárias, São Francisco Solano deixou um exemplo de vida que atravessa os séculos, como promessa de um grandioso porvir para a América.

Se para lançar as primeiras sementes do Evangelho nestas terras, quis a Providência enviar-nos um apóstolo de tal magnificência, quantas outras almas de igual ou maior porte não suscitaria Ela no seio do Novo Mundo, nos séculos vindouros, para dar continuidade à obra tão brilhantemente iniciada? ²

1PLANDOLIT, Luís Julián. El apóstol de América: San Francisco Solano. Madrid: Cisneros, 1963, p.173. 2SÁNCHEZ FERIA, Bartholomé. Compendio de la vida, virtudes y milagros del Apóstol del Perú, San Francisco Solano. Madrid: Miguel Escrivano, 1762, p.13. 3PEÑA O. A. R., ÁNGEL. San Francisco Solano, Apóstol de América. Lima: [s.n.], [s.d.], p.57. 4CORRÊA DE OLIVEIRA, Plinio. Conferência. São Paulo, 16 ago. 1974. 5PEÑA, O. A. R., op. cit., p.22. 6ARQUIVO SECRETO DO VATICANO – Congregação para as causas dos santos, nº 1328, fol. 1078, apud PEÑA O. A. R., op. cit., p.22.7SÁNCHEZ FERIA, op. cit., p.61. 8Idem, ibidem. 9ARQUIVO SECRETO DO VATICANO – Congregação para as causas dos santos, Nº 1328, fol. 262, apud PEÑA, O. A. R., op. cit., p.31. 10BUENAVENTURA SALINAS, apud PONCE, OFM, Emilio Carpio. Vida de San Francisco Solano. Lima: Provincia Franciscana de los XII Apóstoles del Perú, 2011, p.52.

Franciscos da Igreja: Beato Francisco Marto, pastorzinho de Fátima

Sem título-1O Francisco de hoje é uma dos três jovens pastorezinhos a quem Nossa Senhora apareceu em Fátima, Portugal. A história abaixo é retirado do site do Santuário de Fátima e está em português de Portugal.

fatima1Francisco Marto nasceu no dia 11 de Junho de 1908, em Aljustrel, paróquia de Fátima, e foi baptizado no dia 20 de Junho.

Era filho de Manuel Pedro Marto e de Olímpia de Jesus, irmão de Jacinta Marto (1910-1920) e primo de Lúcia de Jesus (1907-2005). Foi a estes que apareceu um Anjo, na Primavera, Verão e Outono de 1916, na Loca do Cabeço e no Poço da Casa da Lúcia, e Nossa Senhora do Rosário, a 13 de Maio, Junho, Julho, Setembro e Outubro de 1917, na Cova da Iria, e a 19 de Agosto de 1917, no sítio dos Valinhos.

Adoeceu a 23 de Dezembro de 1918, pela gripe pneumônica, e veio a falecer a 4 de Abril de 1919, depois de se ter confessado e comungado. Foi sepultado no cemitério paroquial de Fátima, no dia 5 de Abril. O Pároco, em aditamento ao processo paroquial, organizado, por encargo do arcebispo de Mitilene, em Outubro de 1917, e enviado, a 28 de Abril de 1919, para o Patriarcado de Lisboa, escreveu, com data de 18 de Abril: “O Francisco – vidente – faleceu às dez horas da noite do dia 4 de Abril corrente, vitimado por uma prolongada ralação de 5 meses da pneumonia, tendo recebido os sacramentos com grande lucidez e piedade. E confirmou que tinha visto uma Senhora na Cova da Iria e Valinho”. Os seus restos mortais foram exumados da sepultura em que se encontravam, no dia 17 de Fevereiro de 1952, e trasladados, no dia 13 de Março do mesmo ano, para a basílica de Fátima, onde ficaram sepultados no lado direito do transepto.

O seu processo de beatificação foi iniciado no dia 30 de Abril do mesmo ano de 1952, juntamente com o da sua irmã Jacinta. Mas só foi enviado para a Congregação para a Causa dos Santos, a 3 de Agosto de 1979. Foi aberto, a 20 de Dezembro desse ano. Em Abril de 1981, foi dado parecer positivo à possibilidade da prática de virtudes heroicas, por parte de crianças, e, por isso, poderem ser beatificadas e canonizadas crianças não-mártires. O decreto sobre as virtudes heroicas dos dois pastorezinhos foi assinado pelo Papa João Paulo II, a 13 de Maio de 1989, sendo-lhe concedido o título de veneráveis.

Fatima_children_with_rosariesA 28 de Junho de 1999, foi promulgado, na presença do Papa, o decreto da Congregação para a Causa dos Santos sobre o milagre atribuído a Francisco e Jacinta, em favor de Maria Emília Santos.

O Papa João Paulo II, em Fátima, no dia 13 de Maio de 2000, beatificou os pastorezinhos Francisco e Jacinta Marto, marcando para 20 de Fevereiro (dia do falecimento da Jacinta), o dia da sua festa.

A abertura oficial do processo de canonização pela Congregação para a Causa dos Santos foi no dia 17 de Novembro de 2004.                          

Da homilia do Papa João Paulo II, no dia 13 de Maio de 2000:

«Francisco, um dos três privilegiados, exclamava: “Nós estávamos a arder naquela luz que é Deus e não nos queimávamos. Como é Deus? Não se pode dizer. Isto sim que a gente não pode dizer”».

«Ao beato Francisco, o que mais o impressionava e absorvia era Deus naquela luz imensa que penetrava no íntimo dos três. Só a ele, porém, Deus se dera a conhecer “tão triste”, como ele dizia. Certa noite, seu pai ouviu-o soluçar e perguntou-lhe porque chorava; o filho respondeu: “Pensava em Jesus que está tão triste por causa dos pecados que se cometem contra Ele”. Vive movido pelo único desejo – tão expressivo do modo de pensar das crianças – de “consolar e dar alegria a Jesus”»

Franciscos da Igreja: São Francisco de Paula

Sem título-1Fundou a Ordem dos Irmãos Mínimos (1416-1507).

Tiago era um simples lavrador que extraia do campo o sustento da família. Muito católico, tinha o costume de rezar enquanto trabalhava, fazia seguidos jejuns, penitências e praticava boas obras. Sua esposa chamava-se Viena e, como ele, era boa, virtuosa e o acompanhava nos preceitos religiosos. Demoraram a ter um filho, tanto que pediram a são Francisco de Assis pela intercessão da graça de terem uma criança, cuja vida seria entregue a serviço de Deus, se essa fosse sua vontade. E foi o que aconteceu: no dia 27 de março de 1416, nasceu um menino que recebeu o nome de Francisco, em homenagem ao Pobrezinho de Assis.

021Aos onze anos, Francisco foi viver no convento dos franciscanos de Paula, dois anos depois vestiu o hábito, mas teve de retornar para a família, pois estava com uma grave enfermidade nos olhos. Junto com seus pais, pediu para que São Francisco de Assis o ajudasse a ficar curado. Como agradecimento pela graça concedida, a família seguiu em peregrinação para o santuário de Assis, e depois a Roma. Nessa viagem, Francisco recebeu a intuição de tornar-se um eremita. Assim, aos treze anos foi dedicar-se à oração contemplativa e à penitência nas montanhas da região.

Viveu por cinco anos alimentando-se de ervas silvestres e água, dormindo no chão, tendo como travesseiro uma pedra. Foi encontrado por um caçador, que teve seu ferimento curado ao toque das mãos de Francisco, que o acolheu ao vê-lo ferido.

Depois disso, começou a receber vários discípulos desejosos de seguir seu exemplo de vida dedicada a Deus. Logo Francisco de Paula, como era chamado, estava à frente de uma grande comunidade religiosa. Fundou, primeiro, um mosteiro e com isso consolidou uma nova ordem religiosa, a que deu o nome de “Irmãos Mínimos”. As Regras foram elaboradas por ele mesmo. Seu lema era: “Quaresma perpétua”, o que significava a observância do rigor da penitência, do jejum e da oração contemplativa durante o ano todo, seguida da caridade aos mais necessitados e a todos que recorressem a eles.

Milhares de homens decidiram abandonar a vida do mundo e foram para o mosteiro de Francisco de Paula, por isso teve de fundar muitos outros. A fama de seus dons de cura, prodígios e profecia chegou ao Vaticano, e o papa Paulo II resolveu mandar um comissário pessoalmente averiguar se as informações estavam corretas. E elas estavam, constatou-se que Francisco de Paula era portador de todos esses dons. Ele previu a tomada de Constantinopla pelos turcos, muitos anos antes que fosse sequer cogitada, assim como a queda de Otranto e sua reconquista pelos cristãos.

Diz a tradição que os poderosos da época tinham receio de suas palavras proféticas, por isso, sempre que Francisco solicitava ajuda para suas obras de caridade, era prontamente atendido. Quando não o era, ele dizia que não deviam esquecer que Jesus dissera que depois da morte eles seriam inquiridos sobre o tipo de administração que fizeram aqui na terra, e só essa lembrança era o bastante para receber o que havia pedido para os pobres.

Depois, o papa Sixto IV mandou que Francisco de Paula fosse à França, pois o rei, Luís XI, estava muito doente e desejava preparar-se para a morte ao lado do famoso monge. A conversão do rei foi extraordinária. Antes de morrer, restabeleceu a paz com a Inglaterra e com a Espanha e nomeou Francisco de Paula diretor espiritual do seu filho, o futuro Carlos VIII, rei da França.

Francisco de Paula teve a felicidade de ver a Ordem dos Irmãos Mínimos aprovada pela Santa Sé em 1506. Ele morreu aos noventa e um anos de idade, no dia 2 de abril de 1507, na cidade francesa de Plessis-les-Tours, onde havia fundado outro mosteiro. A fama de sua santidade só fez aumentar, tanto que doze anos depois, em 1519, o papa Leão X autorizou o culto de são Francisco de Paula, cuja festa litúrgica ocorre no dia de sua morte.

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

Franciscos da Igrejas: Santa Francisca Xavier Cabrini

Sem título-1Nascida a 17 de julho de 1850 em S. Ângelo Lodigiano, de uma família de agricultores, tinha bebido do ambiente e das pessoas que a cercavam, uma fé autêntica, vivida cotidianamente. Francisca Cabrini foi a penúltima de quinze filhos de Antônio e Estela. Desde pequena se entusiasmava ao ler a vida dos santos. A preferida era a de são Francisco Xavier, a quem venerou tanto que assumiu seu sobrenome, autointitulando-se Xavier. Sua infância e adolescência foram tristes e simples, cheia de sacrifícios e pesares.

Francesca_CabriniFranzina, de saúde fraca, não conseguiu ser aceita nos conventos. Apesar disso, era dona de uma alma grandiosa, digna de figurar entre os santos. Assim pode ser definida santa Francisca Cabrini, com sua vida voltada somente para a caridade e o bem do próximo.

Sua formação pessoal e profissional desenvolveu-se nos anos das guerras da independência e das lutas políticas, que trouxeram a unificação da Itália; lutam que sacudiram também o quieto curso da vida provinciana e nela inseriram elementos insatisfeitos e contrastes entre grupos opostos.

Foi educada com firmeza e fidelidade aos princípios da fé, na obediência à Igreja e aos seus representantes e sua fé tornou-se para ela em estilo de vida, sempre animado e alimentado pelo vivo desejo de transmitir a riqueza do conhecimento de Cristo e de sua mensagem de amor e salvação. Como professora teve sempre em mira a formação da pessoa, cuidando do desenvolvimento dos valores humanos e cristãos com o método da simplicidade e da clareza, do respeito ao outro, que procura convencer, sem impor.

Francisca, porém, gostava tanto de ler e se aplicava de tal forma nos estudos que seus pais fizeram o possível para que ela pudesse tornar-se professora.

Mal se viu formada, porém, encontrou-se órfã. No prazo de um ano perdeu o pai e a mãe. Enquanto lecionava e atuava em obras de caridade em sua cidade, acalentava o sonho de entregar-se de vez à vida religiosa. Aos poucos, foi criando coragem e, por fim, pediu admissão em dois conventos, mas não foi aceita em nenhum. A causa era a sua fragilidade física. Mas também influiu a displicência e o egoísmo do padre da paróquia, que a queria trabalhando junto dele nas obras de caridade da comunidade.

Francisca, embora decepcionada, nunca desistiu do sonho. Passado o tempo, quando já tinha trinta anos de idade, desabafou com um bispo o quanto desejava abraçar uma obra missionária e esse a aconselhou: “Quer ser missionária? Pois se não existe ainda um instituto feminino para esse fim, funde um”. Foi, exatamente, o que ela fez.

Com o auxílio do vigário, em 1877 fundou o Instituto das Irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus, que colocou sob a proteção de são Francisco Xavier. Ainda: obteve o apoio do papa Leão XIII, que apontou o alvo para as missões de Francisca: “O Ocidente, não o Oriente, como fez são Francisco”. Era o período das grandes migrações rumo às Américas por causa das guerras que assolavam a Itália. As pessoas chegavam aos cais do Novo Mundo desorientadas, necessitadas de apoio, solidariedade e, sobretudo, orientação espiritual. Francisca preparou missionárias dispostas e plenas de fé, como ela, para acompanhar os imigrantes em sua nova jornada.

Tinham o objetivo de fundar, nas terras onde chegavam, hospitais, asilos e escolas que lhes possibilitassem calor humano, amparo e conforto.

Em trinta anos de intensa atividade, Francisca Cabrini fundou sessenta e sete Casas na Itália, França e nas Américas, no Brasil inclusive. Mais de trinta vezes cruzou os oceanos aquela “pequena e fraca professora lombarda”, que enfrentava, destemida, as autoridades políticas em defesa dos direitos de seus imigrantes nos novos lares.

Madre Cabrini, como era popularmente chamada, morreu em Chicago, Estados Unidos, em 22 de dezembro de 1917. Solenemente, seu corpo foi transportado para New York, onde o sepultaram na capela anexa à Escola Madre Cabrini, para ficar mais próxima dos imigrantes. Canonizada em 1946, santa Francisca Xavier Cabrini é festejada no mundo todo, no dia de sua morte, como padroeira dos imigrantes.

Fonte: http://www.franciscanos.org.br/?p=29709#sthash.Z69zeDIy.dpuf

Franciscos da Igreja: Beata Francisca Aldea e Araújo

Sem título-1Hoje vamos conhecer a história da Beata Francisca Aldea e Araújo, mártir da igreja. Acompanhe.

Francisca Aldea e Araujo, filha de Paulo e Narcisa, nasceu em Somolinos, Diocese de Sigüenza-Guadalajara (Espanha), no dia 17 de Dezembro de 1881. Órfã de pai e mãe, desde criança foi acolhida como interna no Colégio Santa Susana, das Irmãs da Caridade do Sagrado Coração de Jesus, em Madrid. Aos dezoito anos ingressou no Noviciado desse Instituto e emitiu os votos temporais em 1903. Depois de receber o diploma de Professora trabalhou no campo do ensino até 1916, quando foi eleita Conselheira e mais tarde Secretária-Geral. Quando estalou a perseguição religiosa, ela exercia o cargo de Administradora-Geral, com residência no Colégio Santa Susana.

Beata Francisca Aldea y Araujo
Beata Francisca Aldea y Araujo

O martírio

No dia 20 de Julho de 1936, os revolucionários assaltaram o Colégio e, a pedido da Superiora da Casa, consentiram que a Madre Rita Dolores, bastante idosa, cega e doente, e a Irmã Francisca, também ela bastante doente, se refugiassem noutro lugar. Mas duas horas depois, outro grupo revolucionário irrompeu no apartamento onde elas se encontravam, arrastando-as violentamente pelas escadas e conduzindo-as para fora de Madrid, e no lugar de nome Canillejas elas foram fuziladas. Os médicos, que fizeram a autópsia no dia seguinte, ficaram maravilhados porque as Servas de Deus conservavam os membros flexíveis, como se tivessem acabado de morrer, e emanavam um perfume muito intenso e agradável. Em 1940 foram exumados os cadáveres que apareceram incorruptos, contribuindo para que se difundisse a fama do martírio e se pensasse na introdução da causa de Beatificação. Os restos mortais dessas duas Religiosas repousam agora na Capela do Colégio das Irmãs dessa Congregação em Villaverde, perto de Madrid.

A beatificação

A quando da cerimónia de beatificação, o Santo Padro afirmou que estas religiosas — Madre Rita Dolores Pujalte e a Madre Francisca Aldea — que “pertenciam à comunidade do Colégio de Santa Susana, de Madrid, das Irmãs da Caridade do Sagrado Coração, haviam decidido permanecer no seu lugar apesar da perseguição religiosa desencadeada naquela época, para não abandonarem as órfãs que eram por elas ali assistidas”.

“Este heróico acto de amor e entrega abnegada” — continuou o Sumo Pontífice — “custou a morte à Madre Rita e à Madre Francisca que, embora estivessem enfermas e fossem idosas, foram capturadas e mortas a tiro. O supremo mandamento do Senhor tinha-se arraigado profundamente nelas durante os anos da sua consagração religiosa, vividos em fidelidade ao carisma da Congregação”.

O Santo Padre termina a sua homenagem nestes termos: “Elas alcançaram o martírio crescendo no amor pelos necessitados, que não cede diante dos perigos e, se for necessário, não evita o derramamento do próprio sangue. O seu exemplo constitui uma exortação a fim de que todos os cristãos amem como Cristo ama, não obstante as grandes dificuldades”.

Corajosas, elas “seguiram Jesus fielmente, amando como Ele até ao fim e padecendo a morte pela fé”.

Beatificada a 10 de maio de 1998, pelo Papa João Paulo II, ao mesmo tempo que Rita Dolores Pujalte Sánchez, da mesma Congregação.

FRANCISCOS DA IGREJA: São Padre Pio de Pietrelcina

Sem título-1Herdeiro espiritual de São Francisco de Assis, o Padre Pio de Pietrelcina foi o primeiro sacerdote a ter impresso sobre o seu corpo os estigmas da crucifixão. Ele é conhecido em todo mundo como o “Frei” estigmatizado.

O Padre Pio, a quem Deus deu dons particulares e carismas, se empenhou com todas as suas forças pela salvação das almas. Os muitos testemunhos sobre a grande santidade do Frei chegam até os nossos dias, acompanhados de sentimentos de gratidão. Suas intercessões providencias junto a Deus foram para muitos homens causa de cura do corpo e motivo de renovação do espírito.

A infância

downloadO Padre Pio de Pietrelcina que se chamava Francesco Forgione, isso mesmo, Francisco, nasceu na Pietrelcina, num pequeno povo da Província de Benevento, em 25 de maio de 1887. Pertencia a  uma família humilde tendo como  pai Grazio Forgione e a mãe Maria Giuseppa  Di Nunzio tinham outros filhos. Desde muito menino Francesco experimentou em si o desejo de consagrar-se totalmente a Deus e este desejo o distinguia de seus coetâneos. Tal “diferença” foi observada por seus parentes e amigos.  Narra sua mãe Peppa: “Não cometeu nunca nenhuma falta,  não tinha caprichos, sempre obedeceu a mim e a seu pai, a cada manhã e a cada tarde ia à igreja visitar a Jesus e a Virgem. Durante o dia não saia nunca com os seus companheiros. Às vezes eu dizia: – “Francì vá um pouco a brincar”. Ele se negava dizendo: – “Não quero ir porque eles blasfemam”.”  Do diário do Padre Agostinho de San Marco em Lamis, o qual foi um dos diretores espirituais do Padre Pio, soube que o Padre Pio, desde 1892 quando tinha apenas cinco anos, viveu já suas primeiras experiências místicas espirituais. Os Extasies e as aparições foram freqüentes, mas  para o menino pareciam serem absolutamente normais.

O sacerdócio

Com o passar do tempo, realizou-se para Francesco o que foi o seu maior sonho: consagrar totalmente a sua vida a Deus.

Em 6 de janeiro de 1903, aos dezesseis anos, entrou como clérigo na ordem dos Capuchinhos. Foi ordenado sacerdote na Catedral de Benevento, a 10 de agosto de 1910. Teve assim início sua vida sacerdotal que por causa de suas condições precárias de saúde, se passou primeiro em muitos conventos da província de Benevento. Esteve em vários conventos por motivo de saúde, assim, a partir de 4 setembro de 1916 chegou ao convento de San Giovanni Rotondo, sobre o Gargano, onde ficou até 23 de setembro de 1968, dia de seu pranteado falecimento.

Nesse longo tempo o Padre Pio iniciava seus dias despertando-se a noite, muito antes da aurora, se dedicava a oração e com grande fervor aproveitando a solidão e silêncio da noite. Visitava diariamente por longas horas a Jesus Sacramentado, preparando-se à Santa Missa, e daí sempre tirou as forças necessárias, para seu grande trabalho com as almas, levando-as até Deus no Sacramento da Confissão. Atendia confissão por longas horas, até 14 horas diárias, e assim salvou muitas almas.

As chagas

Um dos acontecimentos que marcou intensamente a vida do Padre Pio foi que se verificou na manhã do 20 de setembro de 1918, quando, rezando diante do Crucifixo do coro da velha e pequena igreja, o Padre Pio recebeu o maravilhoso presente dos estigmas. Os estigmas ou as feridas foram visíveis e ficaram abertas, frescas e sangrentas, por meio século. Este fenômeno extraordinário tornou a chamar, sobre o Padre Pio a atenção dos médicos, dos estudiosos, dos jornalistas, enfim sobre toda a gente comum que, no período de muitas décadas foram a San Giovanni Rotondo para encontrar o santo frade.

A crucificação

Numa carta ao Padre Benedetto, datada de 22 de outubro de 1918, o Padre Pio narra a sua “crucifixão”: O que posso dizer aos que me perguntam como é que aconteceu a minha crucifixão? Meu Deus! Que confusão e que humilhação eu tenho o dever de manifestar o que Tu tendes feito nessa mesquinha criatura!”

“Foi na manhã do dia 20 do mês passado ( setembro ) no coro, depois da celebração da Santa Missa, quando fui surpreendido pelo descanso do espírito, pareceu um doce sonho. Toso os sentidos interiores e exteriores, além das mesmas faculdades da alma, se encontraram numa quietude indescritível. Em tudo isso houve um silêncio em torno de mim e dentro de mim; senti em seguida uma grande paz e um abandono na completa privação de tudo e uma disposição na mesma rotina.

Tudo aconteceu num instante. E em quanto isso se passava, eu vi na minha frente um misterioso personagem parecido com aquele que tinha visto na tarde de 5 de agosto. Este era diferente do primeiro, porque tinha as mãos, o pés e o peito emanando sangue. A visão me aterrorizava, o que senti naquele instante em mim não sabia dizê-lo. Senti-me desfalecer e morreria, se Deus não tivesse intervindo sustentar o meu coração, o qual sentia saltar-me do peito. A visão do personagem desapareceu e dei-me conta de que minhas mãos, pés e peito foram feridos e jorravam sangue. Imaginais o suplício que experimentei então e que estou experimentando continuamente todos os dias. A ferida do coração, continuamente, sangra. Começa na quinta feira pela tarde até sábado. Meu pai, eu morro de dor pelo suplício e confusão que experimento no mais íntimo da alma. Temo morrer em sangue, se Deus não ouvir os gemidos do meu pobre coração, e ter piedade de retirar de mim está situação…””

Durante anos, de todas as partes do mundo, os fiéis foram a este sacerdote estigmatizado, para conseguir a sua potente intercessão junto a Deus. Cinquenta anos passados na oração, na humildade, no sofrimento e no sacrifício, de onde para atuar seu amor, o Padre Pio realizou duas iniciativas em duas direções: uma vertical até Deus com a fundação dos “Grupos de Ruego”, hoje chamados “Grupos de Oração” e outra horizontal até os irmãos, com a construção de um moderno hospital: “Casa Alívio do Sofrimento”.

Em setembro os 1.968 milhares de devotos e filhos espirituais do Padre Pio se reuniram em um congresso em San Giovanni Rotondo para comemorar o 50 aniversário dos estigmas e celebrar o quarto congresso internacional dos Grupos de Oração. Ninguém imaginou que às 2h30 da madrugada do dia 23 de setembro de 1968, seria o doloroso final da vida do Padre Pio de Pietrelcina. Deste maravilhoso frei, escolhido pro Deus para derramar a sua Divina Misericórdia de uma maneira especial.

Cinebiografia 

O Anunciador lança série Franciscos da Igreja

Para comemorar a festa dos quatro anos do blog O Anunciador, que coincide com os seis meses de papado de Francisco, lançaremos amanhã uma série chamada Franciscos da Igreja. Essa serie visa contar a história de vida de santos e santas que possuem o nome de Francisco e deixaram o exemplo para nós, de como seguir a Cristo é recompensador e maravilhoso. Amanhã, aqui no O Anunciador.

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