A favor da vida: Menina grávida do pai decide não abortar

O portal de notícias G1 publicou nesta segunda-feira (27/08), a decisão de não praticar aborto, tomada por uma menina de 14 anos, após ter sido estuprada pelo próprio pai. O fato é uma importante “vitória” do movimento pró-vida sobre a cultura da morte. As aspas na palavra “vitória” devem-se às circunstâncias trágicas e complexas da história, pois, obviamente, uma gravidez decorrente de um crime  pode ser fonte de muitos sofrimentos. Todavia, o que nos causa alívio nessa situação foi a sábia, porém, difícil escolha da garota de seguir em frente com a gravidez, mesmo diante das pressões do lar e do lobby abortista que circunda os ambientes hospitalares do Brasil.

É dentro desse quadro que se encaixa a “vitória” da vida sobre a morte. Sem essa  contextualização correríamos o risco de fazer falsos juízos a respeito do que é bem e do que é mal. Por isso, creio que seja importante compreender que uma tragédia nessas proporções, ou seja, uma gravidez fruto de um estupro com agravante de incesto, não pode ser interpretada como “da vontade de Deus”, pois o mal nunca é vontade de Deus, embora Ele o permita existir moralmente.

Assim diz o Catecismo da Igreja Católica sobre o incesto e o estupro:

2356. A violação designa a entrada na intimidade sexual duma pessoa à força, com violência. É um atentado contra a justiça e a caridade. A violação ofende profundamente o direito de cada um ao respeito, à liberdade e à integridade física e moral. Causa um prejuízo grave, que pode marcar a vítima para toda a vida. É sempre um acto intrinsecamente mau. É mais grave ainda, se cometido por parentes próximos (incesto) ou por educadores contra crianças a eles confiadas.

O que podemos concluir desse trecho do Catecismo? Que as ações desse pai que resultaram na gravidez dessa filha são perversas, pecados de matéria grave. Quanto à gravidez, ela, de per si, não é má, porque a geração de um filho é um Dom de Deus. Porém, a circunstância na qual essa gestação surgiu é dolorosa e fonte de sofrimento, pois remete imediatamente a um trauma pelo qual nenhum ser humano merece passar. Por outro lado, pode ser causa de expiação e conversão se vivida na perspectiva da cruz de Cristo. Lembremos-nos que não existe mal tão grande que dele Deus não possa tirar um bem ainda maior.

Ademais, embora esse filho tenha sido gerado de um estupro, ele, sendo outro indivíduo, não tem culpa das práticas abomináveis de seu pai. Portanto, não tem por que pagar por um crime que não cometeu. Não se sana uma dor criando outra. Desse modo, não se pode admitir, sob nenhum pretexto, a legitimidade de um possível aborto que viesse a acontecer. Assim, entendemos a decisão da menina desse caso como uma “vitória” do pró-vida sobre os defensores do aborto.

A matéria do G1 destaca que a adolescente só decidiu não abortar depois de ter visto vídeos que demonstravam como é feito o procedimento do aborto. Isso reforça aquilo que os pró-vida já dizem há muito tempo: a gestante que é informada claramente sobre o que é um aborto sempre escolhe a vida. Diante do peso de um estupro, carregar a cruz de um homicídio não seria um alívio, pelo contrário, apenas mais uma dor.

A favor da vida: Mãe brasileira adia tratamento de câncer e salva seu bebê do aborto

 (ACI/EWTN Noticias).- Simone Calixto uma mãe brasileira que se recusou a submeter-se a um aborto, como sugeriram os médicos em Ontario (Canadá) após o diagnóstico de câncer de mama que recebeu quase ao mesmo tempo que soube que estava grávida. Depois de optar pela vida de sua pequena viajou ao Brasil onde completou seu tratamento e teve seu bebê.

Os médicos canadenses indicaram a Simone, uma médica de 39 anos, que abortasse, pois sua gestação incrementava o tamanho do tumor em seu peito devido aos hormônios.
“Eles me disseram que a gravidez estava alimentando o tumor com hormônios, que dificilmente o bebê sobreviveria e que o mais seguro era interromper a gestação para poder fazer o tratamento correto”, disse Simone em entrevista ao Jornla O Estado de São Paulo.

Tal como recorda Simone, os médicos do melhor hospital de Ontario, a cidade em que residia, disseram-lhe que sem este passo (o aborto) não poderiam oferecer-lhe o tratamento.
“Se naquele centro de referência eles tinham essa conduta, percebi que em nenhum outro hospital seria diferente”, lamentou a mãe brasileira na sua entrevista ao “Estadão”.

Pressionada pela urgência de uma decisão para o procedimento, Simone afirmou que sentiu que ia morrer: “Senti que ia morrer, minha alma agonizava”, disse ao jornal paulistano.

Diante da situação, Simone Calixto decidiu usar o sonar, um aparelho que permite escutar os batimentos do coração do bebê no útero.
“Coloquei o sonar na barriga e em dez segundos comecei a ouvir o coraçãozinho. Senti que ele estava bem vivo”, afirmou.

Além disso, Simone recordou ter visto um programa de televisão brasileiro, no qual apresentaram um caso similar ao seu no qual o bebê nasceu são. Logo contatou o doutor Waldemir Rezende o especialista citado na notícia e viajou ao Brasil.

Em seu país natal, Calixto chegou às 36 semanas de gravidez e deu à luz através de uma cesárea. O súbito crescimento do tumor em seu peito, apesar da quimioterapia realizada, a obrigou a adiantar o parto.

A pequena Melissa nasceu sã, com apenas uma leve dificuldade respiratória. Posteriormente extirparam o tumor no seio de Simone.

Simone agora deve enfrentar uma bateria de exames que não puderam ser feitos durante a gravidez, como tomografias e mais sessões de químio.

“O mais difícil já passou. A Melissa é um milagre, uma promessa que se cumpriu”, afirmou Simone em sua entrevista.

CONTRA O ABORTO: Vigília de Oração pela vida em frente ao STF

Para representar os 82% dos brasileiros contrários ao aborto no país, segundo dados da pesquisa divulgada pelo Vox Populi em 2010, católicos de Brasília promoverão uma Vigília de Oração em Defesa da Vida Nascente diante do Supremo Tribunal Federal (STF).  A iniciativa está marcada para o dia 10 de abril, véspera da votação sobre a descriminalização do aborto de fetos diagnosticados com anencefalia.

A vigília quer sensibilizar cada um dos onze ministros do STF que têm em mãos a arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF n. 54) cujo objeto é a possibilidade do aborto de bebês anencéfalos.

Organizada pelos movimentos Legislação e Vida, de São Paulo, e Pró-Vida e Família, de Brasília, a vigília terá início às 18h, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Além de orações, a ocasião contará com apresentações artísticas gratuitas do cantor Nael di Freitas e da cantora Elba Ramalho que, além de cantarem seus sucessos, conduzirão momentos de oração com o terço dos nascituros, que apresenta em cada conta representações de bebês no ventre de suas mães.

“Contamos com o apoio do arcebispo de Brasília, Dom Sérgio da Rocha e nossa inspiração é o exemplo do próprio Papa Bento XVI que, em 2010, começou a fazer vigílias no período do advento por toda vida nascente e pediu que toda Igreja também fizesse!”, conta o padre Pedro Stepien, da diocese de Luziânia (GO), membro do Movimento Pró-Vida e Família e responsável por uma casa de apoio a gestantes em sua diocese.

De acordo com padre Stepien, a ADPF-54 é uma estrategia sofisticada para legalizar o aborto no Brasil. “Depois serão as crianças com má formação, até chegar ao ponto que o aborto seja um ‘direito humano’, um verdadeiro absurdo. Pela liberdade de expressão e pela liberdade religiosa vamos nos manifestar, não podemos ficar omissos”, afirmou.

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