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Após escândalos e encontro com Papa bispos chilenos renunciam

Como foi amplamente divulgado na mídia, a Igreja no Chile passa por uma crise sem precedente. O mal que lhes afeta afeta a Igreja de Cristo há tempos. Abusos sexuais cometidos por sacerdotes. Infelizmente a “fumaça de Satanás” ocupa a parte humana da Igreja.

E como na maioria das vezes, a Igreja não expõe seus sacerdotes. Bispos omitem as informações no famoso “abafa o caso”. O que sabemos que há sim alguns que o fazem, mas que na maioria dos casos há punições internas. Questionáveis. Principalmente por parte das vítimas.

Hoje, quando via o jornal, vi que todos os bispos colocaram seus cargos há disposição. Renunciaram. E na matéria abaixo pedem perdão a todos pelos erros. Confira.

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Cidade do Vaticano | Vatican News |Depois de três dias de encontros com o Santo Padre e muitas horas dedicadas à meditação e à oração, seguindo as indicações do Papa Francisco, os bispos da Conferência Episcopal Chilena divulgaram a seguinte declaração:

“Antes de tudo, agradecemos ao Papa Francisco pela sua escuta paterna e a sua correção fraterna. Mas, sobretudo, queremos pedir perdão pela dor causada às vítimas, ao Papa, ao Povo de Deus e ao nosso país pelos graves erros e omissões cometidos por nós.

Agradecemos também a Dom Scicluna e ao Rev. Jordi Bertomeu por sua dedicação pastoral e pessoal, e pelo esforço investido nas últimas semanas para tentar sanar as feridas da sociedade e da Igreja no nosso país.

Agradecemos às vítimas por sua perseverança e sua coragem, não obstante as enormes dificuldades pessoais, espirituais, sociais e familiares que tiveram que enfrentar, unidas com frequência à incompreensão e aos ataques da própria comunidade eclesial. Mais uma vez imploramos o seu perdão e sua ajuda para continuar a avançar no caminho do tratamento das feridas para que possam ser sanadas.

Em segundo lugar, queremos comunicar que todos nós presentes em Roma, por escrito, colocamos os nossos cargos nas mãos do Santo Padre, para que Ele decida livremente por cada um de nós.

Nós nos colocamos em caminho, sabendo que esses dias de diálogo honesto representam uma pedra angular de um profundo processo de transformação guiado pelo Papa Francisco. Em comunhão com ele, queremos restabelecer a justiça e contribuir para a reparação do dano causado, para dar novo impulso à missão profética da Igreja no Chile, cujo centro sempre deveria ter sido em Cristo.

Desejamos que a face do Senhor volte a resplandecer na nossa Igreja e nos empenhemos para isso. Com humildade e esperança, pedimos a todos que nos ajudem a percorrer esta estrada.

Seguindo as recomendações do Santo Padre, imploramos a Deus que nessas horas difíceis, mas repletas de esperança, a Igreja seja protegida pelo Senhor e por Nossa Senhora do Carmo.

Os bispos da Conferência Episcopal Chilena”

O que pensar sobre tudo isso?

Para nós leigos é difícil entender as vezes o comportamento da Igreja. O próprio Papa Francisco já se posicionou fortemente contra a qualquer omissão, mas exige uma exortação caridosa de quem errou. E não pense  em correção caridosa como punição branda, mas uma punição justa.

Particularmente, sobre esse assunto, penso que a Igreja devia agir com mais firmeza e menos política. Esses casos geram desgastes incalculáveis. Coloca a fé na Santa Igreja como porta voz de Cristo em xeque.

No entanto, cabe a nós cristãos orarmos fortemente nesta batalha espiritual contra as ciladas dos demônio. Sempre na esperança de não haver mais tantas atrocidades dentro da Igreja de Cristo.

por Marquione Ban

O Papa inaugura o Sínodo da Família: “Deixemo-nos guiar pelo Espírito Santo”

(ACI/EWTN Noticias).- Com um chamado a deixar-se guiar pelo Espírito Santo, o Papa Francisco inaugurou neste domingo, 5, o Sínodo extraordinário dos Bispos sobre a Família com uma Missa solene celebrada no Vaticano.openingsynodpetrikbohumil

Durante a homilia, o Papa Francisco comentou as leituras do domingo referidas à Vinha do Senhor, e destacou que “com sua parábola, Jesus se dirige aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo, quer dizer, aos «sábios», à classe dirigente. A eles encomendou Deus de maneira especial seu «sonho», quer dizer, seu povo, para que o cultivassem, cuidassem dele, protegessem-no dos animais selvagens”

“Estamos chamados no Sínodo dos Bispos a trabalhar pela vinha do Senhor. As Assembleias sinodais não servem para discutir ideias brilhantes e originais, ou para ver quem é mais inteligente”, disse o Pontífice; “servem para cultivar e guardar melhor a vinha do Senhor, para cooperar em seu sonho, seu projeto de amor por seu povo”.

“Neste caso, o Senhor nos pede que cuidemos da família, que desde as origens é parte integral de seu intuito de amor pela humanidade”, acrescentou.

“O sonho de Deus –advertiu- sempre se enfrenta com a hipocrisia de alguns servos. Podemos «frustrar» o sonho de Deus se não nos deixamos guiar pelo Espírito Santo. O Espírito nos dá essa sabedoria que vai além da ciência, para trabalhar generosamente com verdadeira liberdade e humilde criatividade”.

A renovação da Paróquia

Dom Odilo
Cardeal Dom Odilo

Cardeal Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo

A Paróquia é o tema principal da 52ª assembleia geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada em Aparecida de 30 de abril a 9 de maio. Já na assembleia anual de 2014, o tema tinha sido refletido; desta vez, voltou mais amadurecido, resultando na aprovação de um novo Documento da CNBB sobre o assunto.

A insistência no tema pode ter, ao menos, dois significados diversos: que a Paróquia é muito importante para a própria Igreja e que ela precisa passar por transformações e ser revitalizada.

A Paróquia, de fato, tem sido ao longo dos séculos o rosto mais visível e próximo da Igreja; ela é a imagem perceptível daquilo que a própria Igreja é, no seu todo: a comunidade dos batizados, convocados e guiados pela Palavra de Deus, reunidos em torno da Eucaristia e de um ministro ordenado que, como pastor encarregado, os serve e conduz em nome de Cristo Pastor, na comunhão da grande Comunidade eclesial.

Na Paróquia, os filhos da Igreja expressam e nutrem sua fé, celebram os Mistérios de Deus, organizam e praticam a caridade, inserem-se concretamente nas realidades da comunidade humana na qual vivem, para testemunhar a vida nova e a esperança que vêm do Evangelho. Ainda na Paróquia, floresce a vida cristã na riqueza e na variedade dos dons do Espírito Santo e se cuida de transmitir a fé e de viver a dimensão missionária da Igreja.

Apesar das muitas críticas feitas à Paróquia, a Igreja não a abandona e continua vendo nessa forma de organização da vida cristã e da missão eclesial uma escolha válida. Ela precisa, é certo, de ajustes e melhorias constantes e é isso que a CNBB está buscando fazer. A vida cristã tem uma dimensão pessoal e envolve diretamente a pessoa, suas escolhas e respostas de fé à proposta de vida segundo o Evangelho. Porém, não é individualista nem meramente subjetiva, mas vinculada à vida comunitária e eclesial.

A cultura do nosso tempo, marcada fortemente pelo individualismo e pelo subjetivismo, também pode contagiar a vida cristã, abandonando seus vínculos comunitários e eclesiais. Nisso haveria uma grave perda. De fato, nós não cremos “do nosso jeito”, nem buscamos dar soluções às questões morais “do nosso jeito”, mas do jeito da Igreja. Já desde o princípio, os apóstolos tiveram a preocupação de transmitir o que viram, ouviram e receberam do Senhor Jesus; e Paulo, em seguida, insiste em dizer: “o que recebi, foi isso que também vos transmiti”. Ele queria destacar que não inventava, de sua cabeça, o que pregava aos outros.

E os apóstolos e, depois deles, os Pastores da Igreja, também insistiam em dizer que era preciso viver de maneira coerente com o que se aprendeu do Evangelho, não mais apenas conforme os costumes e práticas do tempo. Assim foi ao longo dos séculos, e assim continua até hoje. O papa Bento XVI lembrou aos jovens, na Jornada Mundial da Juventude, de Colônia (Alemanha), que a fé e a vida cristã não são feitas à maneira de “self-service”, onde cada um escolhe só o que gosta ou decide o que lhe convém… Nossa fé é ligada à Comunidade de fé; a própria Igreja é o “sujeito da fé”; com ela nós cremos e praticamos a vida cristã.

A Paróquia precisa, pois, ser redescoberta como o “lugar” da vida comunitária da fé e da vida cristã. O Documento da CNBB a apresenta como “Comunidade de Comunidades”, com muitas expressões pessoais e comunitárias da fé e da vida cristã. A Paróquia precisa favorecer as muitas formas de vida eclesial comunitária, com tudo o que isso significa para as relações mútuas entre os fieis e, destes, com a comunidade humana plural circunstante.

Usando a linguagem do Documento de Aparecida (2007) e da recente Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, do papa Francisco, podemos dizer que também a Paróquia precisa fazer a sua “conversão pastoral e missionária”, para expressar melhor a sua vida e missão nos tempos atuais. E é isso que o novo Documento da CNBB orienta a fazer.

JMJ: Divulgada lista dos Bispos que darão as catequeses durante o evento

Mais de 250 bispos de diferentes nacionalidades vão fazer pregações que aprofundam o lema da Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013) nas três manhãs de catequese. Selecionados pelo Pontifício Conselho para os Leigos (PCL), eles serão alocados cada dia em um ponto de catequese diferente. De acordo com o diretor do Setor Preparação Pastoral, padre Leandro Lenin, não será divulgado a alocação dos bispos. “Nós queremos que esse contato entre o jovem e o bispo aconteça como uma surpresa nessas manhãs”.

As catequeses, que acontecem de quarta a sexta, têm três temas diferentes. No dia 24 de julho, o tema abordado será “sede de esperança, sede de Deus”. No dia 25, será “ser discípulo de Cristo”. Já no dia 26, os bispos vão meditar sobre “ser missionário, Ide!”.

No voucher de inscrição, cada peregrino será destinado a um local de catequese. Além de receber formação, ele vai pegar o kit café da manhã, para os que fizeram opção por alimentação.

“Nas catequeses nós teremos um número de acesso restrito. Cada catequese foi pensada para um determinado grupo de peregrinos e então evitaremos, da maneira possível, superlotação de catequese. Também nós queremos ter em conta que o número de kits de café da manha disponíveis em cada uma das sedes também seja suficiente para os peregrinos que já estão destinados a cada um dos pontos”, explica padre Leandro.

As catequeses acontecem pelas manhãs de 9h às 13h e finalizam com a Missa presidida pelo bispo catequista. Durante a manhã, os peregrinos podem confessar-se e fazer perguntas ao bispo.

Clique e conheça os bispos catequistas

Bispos vetam projeto sobre questão agrária

José Maria Mayrink | Estadão – Os bispos vetaram nesta segunda-feira, 15, por consenso o projeto sobre a Questão Agrária que deveria ser publicado como documento oficial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na próxima sexta-feira, por considerar o texto parcial e de inspiração socialista. Dezenas de sugestões e de emendas apresentadas no plenário da Assembleia Geral do episcopado, reunida em Aparecida, tornaram inviável a publicação do documento, que só será votado no próximo ano.

“Houve objeções à linguagem e ao conteúdo com relação, por exemplo aos movimentos sociais e à análise de novas realidades”, disse o vice-presidente da CNBB, d. José Belisário da Silva, arcebispo de São Luiz (MA). Os bispos rejeitaram a sugestão de que, feitas as emendas, o projeto fosse enviado ao Conselho Permanente, que se reúne periodicamente em Brasília e poderia aprovar a nova versão. O plenário preferiu transferir a responsabilidade para a 52ª Assembleia Geral, em 2014.

Os pontos mais polêmicos foram os referentes a movimentos sociais, como a Via Campesina e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que tiveram mais importância para a Igreja Católica no passado, mas que, na opinião dos bispos, não merecem mais o destaque e o apoio quase incondicional que tiveram no texto vetado. O agronegócio, criticado no texto como se fosse uma realidade opressora dos pequenos agricultores e trabalhadores rurais, deverá receber outro tratamento na revisão da proposta de documento.

“Os bispos sugeriram, numa enxurrada de emendas, que se reconheça o avanço alcançado na questão agrária nos últimos 33 anos, desde 1980, quando a CNBB publicou seu último documento oficial sobre o tema”, informou o bispo de Ipameri (GO), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz. “Houve avanço na Reforma Agrária, embora haja muito ainda a fazer, e conquistas da parte da sociedade, da ação política e da Igreja”, observou.

O conceito de latifúndio também deverá ser revisto, para evitar uma condenação generalizada, como se toda propriedade de terra fosse sinônimo de injustiça e contrária ao direito natural. A linguagem do projeto de documento, segundo um bispo do Nordeste que lutou pela rejeição do texto, é cheia de chavões marxistas e desatualizada. A mesma comissão que redigiu a versão rejeitada foi encarregada de melhorar a redação.

Bispos se posicionam sobre contra Grandes projetos da Amazônia

SANTAREM.3JULHO

Um dos problemas enfrentados hoje pelas populações da Amazônia são os grandes projetos, que além de causarem grande impacto ao meio ambiente, geram lucros para alguns e provocam inúmeros impactos sociais negativos nas cidades onde estão instalados. Esse foi o assunto principal da primeira coletiva oficial concedida à imprensa na tarde desta terça-feira, 03 de julho, no Seminário São Pio X, como parte do 10º encontro dos bispos da Amazônia, que está sendo realizado em Santarém-PA.

A entrevista foi concedida por dom Jesus Maria Berdonces, bispo da prelazia de Cametá e presidente do Regional Norte I; dom Mosé João Pontelo, bispo da Diocese de Cruzeiro do Sul e presidente do regional Noroeste; dom Roque Paloschi, bispo da Diocese de Roraima e presidente do Regional Norte 1 e Monsenhor Raimundo Possidônio, coordenador de Pastoral da Arquidiocese de Belém e historiador.

Dom Jesus Maria Berdonces afirmou que a Amazônia é tida até hoje como uma colônia, aonde as pessoas vêm, pegam a matéria prima, enriquecem e vão embora. “Esse é um modelo capitalista pautado pelo governo para a Amazônia, que não leva em conta o povo que aqui mora. Para eles, o povo é apenas um detalhe, que atrapalha o desenvolvimento, ressalta”.

Ele destacou que existe outro modelo defendido pela Igreja, cujo foco são os povos que estão na Amazônia. “A igreja defende o incentivo à agricultura familiar, defende que os lucros das riquezas (minerais e vegetais) sejam deixados na Amazônia, e que os povos sejam ouvidos”.

Já dom Roque Paloschi destacou que a questão é saber quem está usufruindo dos lucros desses grandes projetos, que além de terem as bênçãos do governo, são financiados com o dinheiro público. Ele ressalta que as populações não têm garantias, e suas terras quase sempre são “abocanhadas” pelo agronegócio e por grupos econômicos que aqui chegam.

Dom Roque defende o respeito à biodiversidade, a participação de homens e mulheres amazônidas, que possuem a sabedoria milenar e tradicional de cuidar do meio ambiente sem agredi-lo. Ele espera que o encontro de Santarém provoque uma verdadeira reflexão. “Nós esperamos contribuir para que uma reflexão aconteça para que nossas comunidades se tornem sujeitos dessa região e não apenas vista como um entrave no processo do desenvolvimento sonhado pelo agronegócio  e pelo governo”, enfatiza.

Dom Mosé João Pontelo afirma que os problemas estão aí, e isso requer responsabilidade dos pastores, que são lideres dessa igreja. E o encontro de Santarém vai apontar qual será o caminho a ser seguido nos próximos cinco anos.

Dom Jesus Maria acredita que os bispos têm a obrigação de tentar iluminar a caminhada com a Palavra de Deus, mas também assumir o desafio e o povo da Amazônia. “É necessário não fugirmos da cruz de nosso Senhor, que é a cruz dos pobres e dos povos desta região”, finalizou.

O 10º encontro dos bispos terá um documento conclusivo e uma carta encaminhada aos governantes dos Estados da Amazônia, outra ao Povo de Deus e uma ao Papa Bento XVI.

Bispos tratam da importância da festa de Corpus Christi

corpuschristiNo dia 7 de junho a Igreja celebra a festa do Corpo de Deus, mais conhecida como “Corpus Christi”. É uma celebração onde é realizada uma procissão pelas vias públicas, missa, e adoração ao Santíssimo Sacramento, com o objetivo de estimular, entre os diocesanos, o espírito de unidade e fraternidade, por meio do mistério da Eucaristia – o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo. Em artigos publicados no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), bispos opinam sobre o real significado da celebração na vida do povo cristão.

O cardeal Odilo Pedro Scherer e arcebispo de São Paulo (SP), em artigo publicado, afirma que Corpus Christi “destaca o dom da Eucaristia e coloca em evidência os mistérios centrais de nossa fé e da vida cristã”.

“Saímos de nossas igrejas e vamos, com Jesus na Eucaristia, para as ruas e praças de nossas cidades, anunciando que ‘Ele está no meio de nós’ e habita conosco e orienta nossa história; nossas atividades cotidianas, nossas ocupações profissionais e responsabilidades sociais, nosso convívio social, nada disso é indiferente à nossa fé: em tudo somos ‘testemunhas de Deus’, discípulos missionários de Jesus Cristo”.

Em artigo intitulado por ‘Festa do Corpo de Deus’, o bispo de Santa Cruz do Sul (RS), dom Canísio Klaus diz que Corpus Christi é uma “manifestação pública de fé, Corpus Christi é a festa da comunhão e da ação de graças. Por meio dela, enquanto se elevam hinos de ação de graças, se expressa também o desejo de viver uma íntima relação com Deus e uma fraterna comunhão com os irmãos”.

Para o arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), dom Orani João Tempesta, a solenidade de corpus Christi traz à tona a reflexão das responsabilidades cristãs, perante à vida e ao evangelho. “É a grande solenidade que nos pergunta sobre o Mistério da presença de Deus na história e em nossa vida. É também uma oportunidade de, nestes tempos de perda de valores, principalmente do esquecimento de Deus, cada um de nós nos recolocarmo a caminho d’Aquele com quem já nos encontramos, mas que necessitamos de continuar buscando-O ainda mais. Esta solenidade coloca-nos no centro e sentido de todas as demais celebrações.”

Tradição

Em 1983, o novo Código de Direito Canônico – canôn 944 – estipulou que fosse mantida a obrigação de manifestar ‘o testemunho público de veneração para com a Santíssima Eucaristia’ e ‘onde for possível haja procissão pelas vias públicas’. Cada diocese se mobiliza para realizar a celebração, por isso cabe aos bispos escolherem de que forma a festa será promovida, para garantir a participação dos diocesanos.

Na data existe a tradição de enfeitar as ruas com tapetes que cobrem o trajeto por onde passará a procissão de Corpus Christi. Feitos com serragem colorida, flores, vidro moído, pó de café e outros materiais, a confecção desses tapetes, de colorido vivo e desenhos de inspiração religiosa, mobiliza grande número de fiéis. Essa procissão do povo de Deus, recorda a busca à Terra Prometida. No Antigo Testamento, esse povo foi alimentado com maná, no deserto, e hoje, é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.

CNBB promove debate sobre reforma política

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove, nesta quarta-feira, 10, às 20h, no Centro Cultural de Brasília (CCB), na L2 Norte – Quadra 601, em Brasília (DF), um debate sobre a Reforma Política com o senador Antônio Carlos Valadaress e os deputados federais Henrique Fontana e Ronaldo Caiado. Participam também do debate a cientista política, Lúcia Avelar, e o jurista Marcello Lavanère Machado, ambos membros da Comissão Brasileira Justiça e Paz.

O debate será coordenado pelo bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG) e reitor da PUC-Minas, dom Joaquim Mol Guimarães, presidente da Comissão nomeada pela Presidência da CNBB para acompanhar a Reforma Política, discutida pelo Congresso Nacional. Aberta ao público, a reunião deverá contar com a participação de lideranças das Pastorais Sociais, reunidas na Capital Federal; dos bispos do Conselho Episcopal Pastoral da CNBB e dos bispos novos que participam do curso que a CNBB anualmente promove para os bispos recém-nomeados.

“Nosso objetivo é provocar o debate e fazer com que os parlamentares saibam que a Igreja está acompanhando de perto as discussões da Reforma Política”, explica padre José Ernanne Pinheiro, um dos assessores da Comissão da Reforma Política da CNBB.

Tanto o Senado quanto a Câmara possuem uma Comissão sobre a Reforma Política, além de uma Frente Parlamentar com Participação Popular. Segundo padre Ernanne, o que se percebe, é que ninguém tem clareza ainda do que vai ser a Reforma Política. “Por isso escolhemos para o debate o tema ‘Reforma Política – para quê!”, diz o assessor.

Outra iniciativa da Comissão da CNBB foi convidar a deputada federal Luíza Erundina para falar sobre o mesmo tema aos bispos do Consep, nesta terça-feira, 9, quando começam sua reunião ordinária. A reunião se estende até quinta-feira, 11.

Conselho Permanente da CNBB escolhe hoje bispos para as 12 Comissões Pastorais

Será encerrada nesta sexta-feira (17), a primeira reunião do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, eleito para o quadriênio 2011 a 2015.

O Conselho irá escolher hoje, os bispos que deverão compor cada uma das 12 Comissões Pastorais cujos presidentes foram eleitos durante Assembleia Geral da CNBB.

Também serão escolhidos os membros para o Conselho Nacional Pró-Santuário Nacional de Aparecida, Conselho Econômico, Conselho Fiscal, Comissão de Textos Litúrgicos, Comissão para os Tribunais Eclesiásticos, Conselho Diretor do MEB, Comissão para a Evangelização, Comissão para a Amazônia, Comissão para a Missão Continental e Presidência das Edições da CNBB.

O Conselho confirmará, ainda, os nomes dos assessores indicados para as Comissões e homologará outras nomeações.

Outro assunto que consta na pauta do Conselho é a discussão de encaminhamentos para a implementação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), aprovadas na última Assembleia da CNBB.

A presidência da CNBB formada pelo Cardeal arcebispo de Aparecida (SP), Dom Raymundo Damasceno Assis, o arcebispo de São Luís (MA), Dom José Belisário da Silva e o bispo de Prelazia de São Felix (MT) atenderão a imprensa após o encerramento da reunião.

Código Florestal – Na tarde de ontem (15), os bispos conversaram sobre o novo Código Florestal aprovado pela Câmara e em votação no Senado.

O ex-assessor do Ministério do Meio Ambiente, André Lima, expôs ao Conselho as implicações com a aprovação do Código.

Segundo Lima, o novo Código incentiva novos desmatamentos e anistia ocupações em áreas com relevância ambiental. O Conselho deverá emitir uma nota sobre este tema até o final de sua reunião.

Informações CNBB

Foto: CNBB

Regionais da CNBB elegem novas Presidências para quadriênio 2011-2015

Durante a 49ª Assembleia Geral da CNBB, realizada de 4 a 13 de maio, no Santuário Nacional em Aparecida (SP), a maioria dos Regionais se reuniu para eleger sua nova diretoria. Apenas os Regionais Leste 2 (Minas Gerais e Espírito Santo) e Sul 1 (São Paulo) elegerão suas Presidências no início de junho.

Os Regionais deverão escolher também seus representantes para o Conselho Permanente da CNBB, mandato de 2011-2015. A primeira reunião do novo Conselho será em junho, nos dias 15 a 17.

De acordo com o parágrafo único do Artigo 66 do Estatuto Canônico da CNBB, os Regionais com até 15 dioceses têm um acento no Conselho. Já os Regionais com mais de 15 dioceses até 30, têm direito a dois representantes e com mais de 30 dioceses são representados por três bispos.

Segundo este critério, os Regionais Sul 1 (São Paulo) e Leste 2 (Minas Gerais e Espírito Santo) são os únicos com três bispos no Conselho Permanente. Com dois representantes estão os Regionais Nordeste 2 (Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte); Nordeste 3 (Bahia e Sergipe), Sul 2 (Paraná), Sul 3 (Rio Grande do Sul) e Centro Oeste (Distrito Federal, Goiás e Tocantins). Cada um dos outros 11 Regionais tem um bispo no Conselho.

Abaixo, confira a lista completa dos eleitos para as Presidências dos Regionais:

Norte 1

Presidente: Dom Roque Paloschi
Vice-presidente: Dom Mário Antonio da Silva
Secretário: Dom Edson Damian

Norte 2

Presidente: Dom Jesus Maria Cizaurre
Vice-presidente: Dom Bernardo J. Bahlmann
Secretário: Dom Flávio Giovenale

Noroeste

Presidente: Dom Mosé João Pontelo
Vice-presidente: Dom Joaquim Pertiñez
Secretário: Dom Meinrad Francisco Merkel

Centro Oeste

Presidente: Dom José Luiz Majella Delgado
Vice-presidente: Dom Rodolfo Luís Weber
Secretário: Dom Carmelo Scampa

Oeste 1

Presidente: Dom Antônio Megliore
Vice-presidente: Dom Redovino Rizzardo
Secretário: Dom Segismundo Martinez

Oeste 2

Presidente: Dom Vital Chitolina
Vice-presidente: Gentil Delazari
Secretário: Dom Neri José José Tondello

Nordeste1

Presidente: Dom José Haring
Vice-presidente: Dom João José da Costa
Secretário: Dom Antônio Roberto Cavuto

Nordeste 2

Presidente: Dom Genival Saraiva
Vice-presidente: Dom Manoel Delson P. da Cruz
Secretário: Dom Francisco de Assis de Lucena

Nordeste 3

Presidente: Dom Luís Gonzaga Silva Pepeu
Vice-presidente: Dom José Geraldo Cruz
Secretário: Dom Gregório Paixão

Nordeste 4

Presidente: Dom Alfredo Shaffler
Vice-Presidente: Dom Juarez Sousa
Secretário: Dom Plínio José

Nordeste 5

Presidente: Dom Gilberto Pastana de Oliveira
Vice-presidente: Dom Sebastião Bandeira
Secretário: Dom Armando Martin Gutierrez

Leste 1

Presdiente: Dom Orani João Tempesta
Vice-presidente: Dom Luciano Bergamin
Secretário: Dom José Francisco Rezende Dias

Sul 2

Presidente: João Bosco de Souza
Vice-presidente: Dom Mauro Aparecido dos Santos
Secretário: Dom Rafael Biernaski

Sul 3

Presidente: Dom Zeno Hastenteufel
Vice-presidente: Dom Canísio Klaus
Secretário: Dom Remídio Bohn

Sul 4

Presidente: Dom Wilson Tadeu Jönck
Vice-presidente: Dom Mário Marquez
Secretário: Dom Augustinho Petry

Fonte A12 com informações da CNBB

Foto: Divulgação

Bispos participam de Fórum Brasileiro de Cultura

Encerra nesta quinta-feira (19) o 2º Fórum Brasileiro de Cultura intitulado ‘Desafios da Cultura para a Ação Evangelizadora’ que é realizado na Faculdade Católica de Fortaleza (FCF) com o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Segundo os organizadores do Fórum, o objetivo é refletir sobre os desafios que a cultura ‘compreendida em seu desenvolvimento dinâmico traz para a ação evangelizadora, visando despertar na Igreja no Brasil, uma atitude dialógica e propositiva’.

Ontem (17), o Arcebispo eleito de Campo Grande (MT) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB), Dom Dimas Lara Barbosa, fez uma palestra sobre ‘Atualidade da Constituição Pastoral Gaudium et Spes para o diálogo com a Cultura’.

Hoje (18), será feita uma palestra pelo padre Manfredo Araújo de Oliveira, professor da Universidade Federal do Ceará, sobre o tema ‘Desafios da Cultura para a presença da religião no contexto da pós-modernidade’.

Na quinta-feira (19), a palestra será feita pelo arcebispo de Sorocaba (SP), Dom Eduardo Benes de Sales, junto com a assessora do Setor Universidades da CNBB, Irmã Maria Eugênia Lloris Aguado com o tema ‘O Diálogo da Igreja com a Universidade. Experiência, desafios e perspectivas’.

Fonte A12 com Informações Rádio Vaticano

Eleições e Diretrizes para a Evangelização dão o tom da 49ª Assembleia Geral da CNBB

A Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), pela primeira vez, será realizada em Aparecida (SP). Uma grande estrutura está sendo montada pelo Santuário de Aparecida para acolher o evento que reunirá mais de 300 bispos, durante dez dias, de 4 a 13 de maio.

Esta será a 49ª Assembleia da CNBB e terá dois temas centrais. O primeiro são as eleições nova Presidência da Conferência e dos presidentes das Comissões Pastorais. O segundo são as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, que serão aprovadas pela CNBB para o quadriênio 2011-2015.

Já as Diretrizes do Diaconato Permanente estão entre os chamados temas prioritários, juntamente com assuntos de liturgia. Durante a Assembleia, a CNBB prestará homenagem à Adveniat que, neste ano, comemora 50 anos. Haverá, ainda, análise de conjuntura social e eclesial e várias comunicações referentes, por exemplo, aos 50 anos do Movimento de Educação de Base (MEB), Jornada Mundial da Juventude, preparação do jubileu de 50 anos do Concílio Vaticano II, situação dos povos indígenas.

Em entrevista à Assessoria de Imprensa, dom Dimas Lara Barbosa falou de suas expectativas para a Assembleia.

Dom Dimas, como será a 49ª Assembleia da CNBB?

R: Esta vai ser uma assembleia muito especial. Será a primeira realizada sob o manto de Nossa Senhora Aparecida, em seu Santuário, com a presença de tantos peregrinos, vindos de todas as partes do Brasil. Será, sem dúvida, um eco da Conferência de Aparecida, que foi realizada nesta mesma dinâmica.

Quais os principais assuntos a serem discutidos pelos bispos?

R: Vamos aprovar as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o próximo quadriênio e eleger os que deverão conduzir mais diretamente os rumos da CNBB nos próximos quatro anos. Vamos definir aspectos importantes sobre a estrutura da CNBB como, por exemplo, o número das Comissões Episcopais Pastorais.

Qual a sua expectativa em relação à Assembleia?

R: Nossa expectativa é de que a Assembleia seja um momento rico de partilha, de fraternidade, de discernimento. O lugar para isso não poderia ser mais adequado: aos pés de Nossa Senhora a quem consagramos tudo que formos decidir e realizar. Que tudo se faça para o bem de nosso povo, da Santa Igreja de Deus, na construção do Reino.

fonte e imagem CNBB

 

Dom Luiz Gonzaga Fechio é ordenado bispo auxiliar de Belo Horizonte

A Catedral de São Carlos Borromeu, em São Carlos, interior de São Paulo, foi o local escolhido para a ordenação episcopal do bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), dom Luiz Gonzaga Fechio. Bispos de várias dioceses, padres, diáconos, autoridades e fieis lotaram a catedral para a missa de ordenação, que foi presidida pelo arcebispo de Belo Horizonte, dom Walmor de Oliveira Azevedo.

No dia 19 de janeiro, o papa Bento XVI nomeou o então padre da paróquia dos Santos Anjos, da diocese de São Carlos, Luiz Gonzaga Fechio. Nestes dois meses, a diocese de São Carlos viveu a expectativa de ver a 11º ordenação episcopal de um padre nascido na cidade paulista.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo, durante a celebração, lembrou que no mesmo dia 19, é comemorado o dia de São José, patrono da Igreja. Disse que o bispo, seguindo o exemplo de São José, deve exercer a paternidade e a irmandade. “Nosso ministério, a exemplo de José na sua paternidade, é a tarefa missionária de edificar a realeza de Cristo”. Dirigindo-se a dom Luiz Fechio, o arcebispo disse: “Vamos juntos edificar esta realeza de Cristo na arquidiocese de Belo Horizonte”. Dom Walmor ainda lembrou que a paternidade característica do ministério episcopal permite compreender que “a realeza em Cristo não é dominação, nem poder. É serviço”.

A celebração foi concluída com um pronunciamento de dom Luiz Gonzaga. O bispo pediu para que todos, especialmente aqueles que fazem parte da diocese de São Carlos e da arquidiocese de Belo Horizonte, orem por ele. “A graça que recebi não é um ponto de chegada, não é para que eu a guarde comigo, é para que o Senhor me use para distribuir muitas graças, principalmente ao pequeno”. Dom Luiz pediu a proteção de Deus, de São José e, em especial, Nossa Senhora da Piedade. “Que Nossa Senhora, que hoje lembro como Nossa Senhora da Piedade, Padroeira de Minas Gerais, me carregue em seu colo”, disse.

“Pela Graça de Deus” é o lema escolhido por dom Luiz Fechio para seu episcopado. O início das atividades do bispo auxiliará arquidiocese de Belo Horizonte será em abril.

Leia a íntegra da mensagem do bispo auxiliar de Belo Horizonte, dom Luiz Gonzaga Fechio.

Fonte CNBB

Imagem CNBB

Em carta, bispos do Maranhão destacam a pobreza e o sofrimento das comunidades locais

O Regional Nordeste 5 da CNBB (Maranhão) realizou, entre os dias 12 a 14 de janeiro, a Reunião Anual dos Bispo do Regional, que ocorreu na cidade de Carolina, Sul do Maranhão. A partir de relatórios apresentados durante a reunião, os bispos puderam refletir um pouco mais sobre a realidade do povo maranhense.

No último dia 14 de fevereiro, os bispos escreveram uma carta como síntese dos assuntos debatidos na reunião.  Nela [a carta], que é destinada a população do Maranhão, os bispos destacam o sofrimento e o abandono em que vivem uma parte da população do estado. “Fomos tocados por sentimentos de compaixão, pois a dura verdade é que grande parte desse povo continua vivendo em situação de sofrimento e abandono. Não podemos negar que a realidade social e econômica do Maranhão é particularmente dura e iníqua. Como bispos, queremos nos associar àquelas ovelhas que, mesmo ‘no vale das sombras não temem mal algum’, pois, afinal, o Senhor é o único pastor e guarda do rebanho que nos conduz”.

Por outro lado, num dos pontos da carta, os bispo afirmam que a vida intra-eclesial chama a atenção, de maneira positiva, por dois motivos: “Primeiro, em 2010, com a nomeação de cinco novos bispos para o estado, uma terça parte do episcopado maranhense foi renovado, observando que quatro dos cinco nomeados, são de comunidades locais. Segundo, é a constatação que, nas três últimas décadas, como fruto de um trabalho contínuo, verifica-se um aumento significativo do clero local”.

Os bispos destacam o momento de mudanças que devem ser priorizados pelo povo maranhense, como valorizar a educação, a ética e o bem comum. “Para inaugurar um novo momento histórico, precisamos nos educar para um trato totalmente novo, maus ético, com o bem comum. Sentimos que chegou a hora de se fazer uma radical inversão de prioridades e valores. Não podemos deixar que o Estado continue colocando sua estrutura a serviço, quase que exclusivo, dos grandes exportadores de minério, de soja, de sucos e carnes, construindo-lhes as infra-estruturas necessárias para obter sempre maiores dividendos. Ao contrário ou paralelamente a isto, os aparatos do Estado devem estar a serviço da integridade humana de todos os seus cidadãos e cidadãs”, afirmam.

Ao final carta os religiosos pedem que as instituições públicas, que são chamadas a defender os direitos coletivos, não se omitam diante dessa realidade social marcada pela exclusão social que defende apenas os grandes proprietários de terras. “Como pastores, juntamente com as nossas comunidades, Pastorais e Movimentos, queremos apostar no surgimento de uma nova consciência para que o direito e a justiça se unam definitivamente, para que aquelas instituições públicas que são chamadas a defender os direitos coletivos de nosso povo – Ministério Público, Defensoria Pública, Conselhos e outros – não se omitam. E que assim, como fruto deste esforço e compromisso coletivo, ninguém tenha poder de matar os sonhos e os desejos de felicidade de cada criança, de cada mãe e pai, de cada jovem do nosso Estado”.

A carta é assinada pelo bispo de Bacabal, dom Armando Martín Gutierrez; bispo de Zé Doca, dom Carlo Ellena; bispo de Balsas, Enemésio Ângelo Lazzaris; bispo de Grajaú, dom Franco Cuter; bispo de Imperatriz e presidente do Regional, dom Gilberto Pastana de Oliveira; bispo emérito de Bacabal, dom Henrique Johannpoetter; arcebispo de São Luiz do Maranhão, dom José Belisário da Silva; bispo de Carolina, José Soares Filho; bispo de Brejo, José Valdeci Santos Mendes; bispo de Pinheiro, Ricardo Pedro Paglia; bispo de Coroatá, Sebastião bandeira Coêlho; bispo de Viana, Sebastião Lima Duarte; bispo de Caxias, dom Vilson Basso e o bispo emérito de Viana, dom Xavier Gilles de Maupeou d’Ableiges.

Para ler a íntegra da carta dos bispo do Regional Nordeste 5 clique aqui.

Fonte CNBB

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Diocese de Caratinga tem novo bispo

O papa Bento XVI nomeou nesta quarta-feira, 16, Dom Emanuel Messias, bispo de Guanhães para suceder Dom Hélio Heleno na diocese de Caratinga. O Papa aceitou a renúncia de dom Hélio Gonçalves Heleno, atual bispo de Caratinga (MG), em conformidade com o cânon 401§ 1 do Código de Direito Canônico (motivo de idade).

Também foram nomeados dois novos bispos. Padre José Francisco Falcão, que será Bispo auxiliar do Ordinariado Militar. Já Padre Teodoro Mendes será bispo auxiliar da arquidiocese de Belém do Pará.

Conheça Dom Emanuel Messias

Natural de Salinas (MG), dom Emanuel Messias foi ordenado bispo em 4 de abril de 1998, em Governador Valadares (MG), onde trabalhou até ser nomeado bispo de Guanhães. Estudou Filosofia em Mariana (MG) e Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma, Itália. Além disso, é especialista nas Sagradas Escrituras, pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma.

Como bispo, é responsável pela Dimensão Bíblico-catequética do Regional Leste 2 da CNBB (Espírito Santo e Minas Gerais).

por Marquione Ban

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