Hoje é dia de Nossa Senhara de Fátima. Mãe de Deus e nossa rogai por nós

Segundo as memórias da Irmã Lúcia, podemos dividir a mensagem de Fátima em três ciclos: Angélico, Mariano e Cordimariano.

O Ciclo Angélico se deu em três momentos: quando o anjo se apresentou como o Anjo da Paz, depois como o Anjo de Portugal e, por fim, o Anjo da Eucaristia.

Depois das aparições do anjo, no dia 13 de maio de 1917, começa o ciclo Mariano, quando a Santíssima Virgem Maria se apresentou mais brilhante do que o sol a três crianças: Lúcia, 10 anos, modelo de obediência e seus primos Francisco, 9, modelo de adoração e Jacinta, 7, modelo de acolhimento.

Na Cova da Iria aconteceram seis aparições de Nossa Senhora do Rosário. A sexta, sendo somente para a Irmã Lúcia, assim como aquelas que ocorreram na Espanha, compondo o Ciclo Cordimariano.

Em agosto, devido às perseguições que os Pastorinhos estavam sofrendo por causa da mensagem de Fátima, a Virgem do Rosário não pôde mais aparecer para eles na Cova da Iria. No dia 19 de agosto ela aparece a eles então no Valinhos.

Algumas características em todos os ciclos: o mistério da Santíssima Trindade, a reparação, a oração, a oração do Santo Rosário, a conversão, a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria. Enfim, por intermédio dos Pastorinhos, a Virgem de Fátima nos convoca à vivência do Evangelho, centralizado no mistério da Eucaristia. A mensagem de Fátima está a serviço da Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A Virgem Maria nos convida para vivermos a graça e a misericórdia. A mensagem de Fátima é dirigida ao mundo, por isso, lá é o Altar do Mundo.

Expressão do Coração Imaculado de Maria que, no fim, irá triunfar é a jaculatória ensinada por Lúcia: “Ó Meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno, levai as almas todas para o Céu; socorrei principalmente as que mais precisarem!”

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

Oremos

Ave Maria, cheia de graça,

O senhor é contigo.

Bendito o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, mãe de Deus.

Rogai a Deus por nós,

agora e na hora de nossa morte.

Amém

Cristo Vive! Mensagem Urbi et Orbi do Papa Francisco pela Páscoa na íntegra

Festa da ressurreição de Cristo no Vaticano.
Festa da ressurreição de Cristo no Vaticano.

(ACI/EWTN Noticias).- Neste Domingo de Páscoa, como de costume, o Santo Padre saiu ao balcão que depara a Praça de São Pedro para proclamar a mensagem Urbi et Orbi (à cidade e ao mundo) pela ocasião da solenidade da Ressurreição do Senhor.

Segue a versão na íntegra da Mensagem do Papa em Português:

Amados irmãos e irmãs, boa e santa Páscoa!

Ressoa na Igreja espalhada por todo o mundo o anúncio do anjo às mulheres: «Não tenhais medo. Sei que buscais Jesus, o crucificado; não está aqui, pois ressuscitou (…). Vinde, vede o lugar onde jazia» ( Mt 28, 5-6).

Este é o ponto culminante do Evangelho, é a Boa Nova por excelência: Jesus, o crucificado, ressuscitou! Este acontecimento está na base da nossa fé e da nossa esperança: se Cristo não tivesse ressuscitado, o cristianismo perderia o seu valor; toda a missão da Igreja via esgotar-se o seu ímpeto, porque dali partiu e sempre parte de novo. A mensagem que os cristãos levam ao mundo é esta: Jesus, o Amor encarnado, morreu na cruz pelos nossos pecados, mas Deus Pai ressuscitou-O e fê-Lo Senhor da vida e da morte. Em Jesus, o Amor triunfou sobre o ódio, a misericórdia sobre o pecado, o bem sobre o mal, a verdade sobre a mentira, a vida sobre a morte.

Por isso, nós dizemos a todos: «Vinde e vede». Em cada situação humana, marcada pela fragilidade, o pecado e a morte, a Boa Nova não é apenas uma palavra, mas é um testemunho de amor gratuito e fiel: é sair de si mesmo para ir ao encontro do outro, é permanecer junto de quem a vida feriu, é partilhar com quem não tem o necessário, é ficar ao lado de quem está doente, é idoso ou excluído… « Vinde e vede»: o Amor é mais forte, o Amor dá vida, o Amor faz florescer a esperança no deserto.

Com esta jubilosa certeza no coração, hoje voltamo-nos para Vós, Senhor ressuscitado!

Ajudai-nos a procurar-Vos para que todos possamos encontrar-Vos, saber que temos um Pai e não nos sentimos órfãos; que podemos amar-Vos e adorar-Vos.

Ajudai-nos a vencer a chaga da fome, agravada pelos conflitos e por um desperdício imenso de que muitas vezes somos cúmplices.

Tornai-nos capazes de proteger os indefesos, sobretudo as crianças, as mulheres e os idosos, por vezes objecto de exploração e de abandono.

Fazei que possamos cuidar dos irmãos atingidos pela epidemia de ébola na Guiné Conacri, Serra Leoa e Libéria, e daqueles que são afectados por tantas outras doenças, que se difundem também pela negligência e a pobreza extrema.

Consolai quantos hoje não podem celebrar a Páscoa com os seus entes queridos porque foram arrancados injustamente dos seus carinhos, como as numerosas pessoas, sacerdotes e leigos, que foram sequestradas em diferentes partes do mundo.

Confortai aqueles que deixaram as suas terras emigrando para lugares onde possam esperar um futuro melhor, viver a própria vida com dignidade e, não raro, professar livremente a sua fé.

Pedimo-Vos, Jesus glorioso, que façais cessar toda a guerra, toda a hostilidade grande ou pequena, antiga ou recente!

Suplicamo-Vos, em particular, pela Síria, a amada Síria, para que quantos sofrem as consequências do conflito possam receber a ajuda humanitária necessária e as partes em causa cessem de usar a força para semear morte, sobretudo contra a população inerme, mas tenham a audácia de negociar a paz, há tanto tempo esperada.

Jesus glorioso, pedimo-vos que conforteis as vítimas das violências fratricidas no Iraque e sustenteis as esperanças suscitadas pela retomada das negociações entre israelitas e palestinianos.

Imploramo-Vos que se ponha fim aos combates na República Centro-Africana e que cessem os hediondos ataques terroristas em algumas zonas da Nigéria e as violências no Sudão do Sul.

Pedimos-Vos que os ânimos se inclinem para a reconciliação e a concórdia fraterna na Venezuela.

Pela vossa Ressurreição, que este ano celebramos juntamente com as Igrejas que seguem o calendário juliano, vos pedimos que ilumine e inspire as iniciativas de pacificação na Ucrânia, para que todas as partes interessadas, apoiadas pela Comunidade internacional, possam empreender todo esforço para impedir a violência e construir, num espírito de unidade e diálogo, o futuro do País.Que eles como irmãos possam cantar ?.

Pedimo-Vos, Senhor, por todos os povos da terra: Vós que vencestes a morte, dai-nos a vossa vida, dai-nos a vossa paz! Queridos irmãos e irmãs, feliz Páscoa!

Saudação

Queridos irmãos e irmãs,

Renovo os meus votos de feliz Páscoa a todos vós reunidos nesta Praça, vindos de todas as partes do mundo. Estendo as minhas felicitações pascais a todos que, de diversos países, estão conectados através dos meios de comunicação social. Levai às vossa famílias e às vossas comunidades o feliz anúncio que Cristo nossa paz e nossa esperança ressuscitou!

Obrigado pela vossa presença, pela vossa oração e pelo vosso testemunho de fé. Um pensamento particular e de reconhecimento pelo dom das belíssimas flores, oriundas dos Países Baixos. Feliz Páscoa para todos!

Mãe denuncia Pastor Marcos Pereira por morte de filha que o investigava

Fico extremamente triste quando noticio estas informações de sacerdotes, pastores, líderes religiosos que se corrompem com as coisas do mundo, deixando de ser pastores da boa nova e se tornando lobos em pele de cordeiro. Irmãos, independente da doutrina, rezemos por nossos sacerdotes para que sejam firmes na fé e que as armadilhas do encardido não os prejudique.

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Pastor e foi levado para o Complexo Penitenciário de Bangu (Foto: Seap/Divulgação)
Pastor e foi levado para o Complexo Penitenciário
de Bangu (Foto: Seap/Divulgação)

G1| Acusado por pelo menos duas mulheres de cometer estupros no Rio, e investigado por outros quatro casos semelhantes, o pastor Marcos Pereira, da Igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias, teve outra acusação, de envolvimento em quatro homicídios, revelada no Profissão Repórter desta terça-feira (14). Testemunhas e a mãe de Adelaide Nogueira dos Santos, morta em 2006, contaram à polícia que ela foi morta porque investigava por conta própria atividades ilícitas de Marcos e tudo que envolvia a igreja, como orgias com homens e mulheres em uma fazenda. As imagens foram mostradas no RJTV.

“Ela sabia muito”, disse a mãe de Adelaide, Amélia Batista, sobre o motivo do crime. “Ela namorou um rapaz de lá e ela descobriu, através dele, todo o esquema da igreja. Envolvimento com o tráfico, problemas de farras na fazenda dele, sexual. Ela apareceu com um microgravador dizendo que duas coleguinhas, junto com ela, iam entrar para a igreja, colocar aquela roupa e gravar o que acontecia”, contou. Continue lendo…

 

Hoje é dia de Nossa Senhara de Fátima. Mãe de Deus e nossa rogai por nós

Segundo as memórias da Irmã Lúcia, podemos dividir a mensagem de Fátima em três ciclos: Angélico, Mariano e Cordimariano.

O Ciclo Angélico se deu em três momentos: quando o anjo se apresentou como o Anjo da Paz, depois como o Anjo de Portugal e, por fim, o Anjo da Eucaristia.

Depois das aparições do anjo, no dia 13 de maio de 1917, começa o ciclo Mariano, quando a Santíssima Virgem Maria se apresentou mais brilhante do que o sol a três crianças: Lúcia, 10 anos, modelo de obediência e seus primos Francisco, 9, modelo de adoração e Jacinta, 7, modelo de acolhimento.

Na Cova da Iria aconteceram seis aparições de Nossa Senhora do Rosário. A sexta, sendo somente para a Irmã Lúcia, assim como aquelas que ocorreram na Espanha, compondo o Ciclo Cordimariano.

Em agosto, devido às perseguições que os Pastorinhos estavam sofrendo por causa da mensagem de Fátima, a Virgem do Rosário não pôde mais aparecer para eles na Cova da Iria. No dia 19 de agosto ela aparece a eles então no Valinhos.

Algumas características em todos os ciclos: o mistério da Santíssima Trindade, a reparação, a oração, a oração do Santo Rosário, a conversão, a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria. Enfim, por intermédio dos Pastorinhos, a Virgem de Fátima nos convoca à vivência do Evangelho, centralizado no mistério da Eucaristia. A mensagem de Fátima está a serviço da Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A Virgem Maria nos convida para vivermos a graça e a misericórdia. A mensagem de Fátima é dirigida ao mundo, por isso, lá é o Altar do Mundo.

Expressão do Coração Imaculado de Maria que, no fim, irá triunfar é a jaculatória ensinada por Lúcia: “Ó Meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno, levai as almas todas para o Céu; socorrei principalmente as que mais precisarem!”

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

Oremos

Ave Maria, cheia de graça,

O senhor é contigo.

Bendito o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, mãe de Deus.

Rogai a Deus por nós,

agora e na hora de nossa morte.

Amém

Padre declara apoio a gays, causa polêmica e bispo pede retratação

O padre Beto
O padre Beto

Tá ficando cada vez mais difícil aqui no país. Os defensores, ou ao menos o que esperamos, da Boa Nova e das leis de Deus estão pirando o cabeção. Como pode um sacerdote ir de encontro as normas da Igreja?

Cristãos é hora de tomarmos cuidado e oramos muito a Deus pedindo discernimento. São Paulo nos adivertiu dizendo que “nem tudo nos convêm.” Não nos convêm seguir tal pastor. Não nos convêm ouvir tais palavras. Não convêm esquecer a doutrina que seguimos.

Na liturgia das quarta-feira de cinzas lembramos que do pó viemos e ao pó voltaremos. Senhor sacerdote, esquecestes disso. Esqueceste também que Cristo não nos quer mornos. Seja quente ou seja frio, mas se optar por não ser da Igreja de Deus, de Jesus Cristo, ungida pelo Espírito Santo não atrapalhe os seguidores que desejam seguir verdadeiramente a Cristo.

Leia a matéria que saiu no site Terra.com

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Terra – Talita Zaparolli | Após declarações feitas em rede sociais sobre temas como bissexualidade, infidelidade e avaliações sobre os costumes da própria Igreja Católica, um padre de Bauru (SP) terá de se retratar publicamente por determinação da Diocese local, além de retirar todo o conteúdo divulgado na internet. A ordem, publicada no site da Diocese, causou mal estar na comunidade católica de Bauru. Roberto Francisco Daniel, o padre Beto, é conhecido por abordar durante as homilias, em textos publicados por ele em jornais e nas páginas pessoais no Facebook e no Twitter, posturas consideradas contraditórias às pregadas pela Igreja Católica.

Em um vídeo publicado no YouTube, o pároco aparece sentado em uma mesa de bar comentando temas considerados polêmicos por fiéis católicos. Em um trecho, ele opina sobre a bissexualidade e a fidelidade no casamento.

“Isso tem acontecido hoje com mais frequência por causa da liberação sexual, do homem se apaixonar por outro homem e da mulher se apaixonar por outra mulher, e os dois sendo casados. Aqui, existe amor também. Quer dizer, é ele amando uma outra pessoa que é do mesmo sexo e que ele está se descobrindo. Agora, tanto um amor quanto outro amor é preciso decidir: qual vida eu quero levar? O que não pode é a traição. Uma pessoa que tem um relacionamento extraconjugal e que esse relacionamento é aceito pelo cônjuge, aqui existe fidelidade. O que é fidelidade? Fidelidade é transparência”, diz o padre durante o vídeo.

Ainda no vídeo, o padre é questionado sobre o posicionamento da Igreja Católica frente à homossexualidade e ao casamento. Ele diz acreditar que a Igreja precisa analisar criticamente as transformações que têm acontecido na sociedade.

“Se a ciência humana está constatando que hoje em dia não dá mais para enquadrar o ser humano como homossexual, bissexual ou heterossexual, mas sim como seres sexuados e que o amor pode surgir em qualquer desses níveis, a Igreja precisa estudar bem isso. Caso contrário, ela vai cometer um pecado, o de não saber amar o seu próximo”, disse o padre.

Após tomar conhecimento das declarações do sacerdote e do conteúdo do vídeo – que já foi visto por mais de 5 mil pessoas – a Diocese de Bauru divulgou uma nota condenando a atitude do padre e exigindo que ele se retrate pelos mesmos meios de comunicação. Segundo a nota, assinada pelo bispo Dom Frei Caetano Ferrari, os pronunciamentos ocorrem em desacordo com os ensinamentos da Igreja Católica.

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Dom Frei Caetano Ferrari, bispo de Bauru

“Determino a se retratar através do mesmo meio utilizado (site, Facebook e YouTube), no prazo até 29 de abril de 2013, confessando humildemente que errou quanto a sua interpretação e exposição da doutrina, da moral e dos costumes ensinados pela Igreja”, diz a nota.

No Facebook, o assunto gerou discussão entre os fiéis. Muitos deixaram mensagens de apoio e outros de repúdio não só à atitude do padre, mas também à do bispo. Alguns taxaram a atitude de Dom Caetano como censura. Muitos comentários partiram de outras regiões do País, e este teria sido um dos motivos para o pedido de retratação.

Dom Caetano finaliza o comunicado dizendo que a Diocese de Bauru caminha para o jubileu de ouro de sua fundação e está em oração permanente “suplicando ao Divino Espírito Santo, que ilumine nossas mentes e nossos corações para caminharmos na busca da conversão, da santidade, da comunhão e da paz”. Procurado, o bispo informou que só irá se manifestar na próxima segunda-feira, depois que o padre se pronunciar a respeito do caso.

O padre afirmou ao Terra que conversou com Dom Caetano, mas ainda não decidiu qual atitude tomar em relação às exigências do bispo. Ele revelou ainda que foi orientado pelo líder local da Igreja a não adotar tal postura, e que refletir e questionar tais temas ficaria a cargo de membros da cúpula da Igreja Católica.

“Sou do pensamento de que não se constrói nada se não houver uma reflexão. As pessoas só cochicham e não há um debate aberto sobre tais assuntos”, disse. Além dos trabalhos como pároco, Roberto Daniel leciona Filosofia em faculdades de Bauru e apresenta um programa em uma rádio AM local, onde os ouvintes podem opinar sobre os assuntos por telefone.

Papa Francisco em sua mensagem Urbi et Orbi: Deixemo-nos renovar pela misericordia de Deus

(ACI/EWTN Noticias).- Em sua mensagem pascal Urbi et Orbi no domingo de Ressurreição, diante de mais de 250 mil fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o Papa Francisco convidou os cristãos a deixar-nos “renovar pela misericórdia de Deus” e “que a força de seu amor transforme também nossas vidas”.

A seguir o íntegra da mensagem Urbi et Orbi do Papa Francisco:

Amados irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro, boa Páscoa! Boa Páscoa!

Que grande alegria é para mim poder dar-vos este anúncio: Cristo ressuscitou! Queria que chegasse a cada casa, a cada família e, especialmente onde há mais sofrimento, aos hospitais, às prisões…

Sobretudo queria que chegasse a todos os corações, porque é lá que Deus quer semear esta Boa Nova: Jesus ressuscitou, há uma esperança que despertou para ti, já não estás sob o domínio do pecado, do mal! Venceu o amor, venceu a misericórdia! A misericórdia sempre vence!

Também nós, como as mulheres discípulas de Jesus que foram ao sepulcro e o encontraram vazio, nos podemos interrogar que sentido tenha este acontecimento (cf. Lc 24, 4). Que significa o fato de Jesus ter ressuscitado? Significa que o amor de Deus é mais forte que o mal e a própria morte; significa que o amor de Deus pode transformar a nossa vida, fazer florir aquelas parcelas de deserto que ainda existem no nosso coração. E isto é algo que o amor de Deus pode fazer.

Este mesmo amor pelo qual o Filho de Deus Se fez homem e prosseguiu até ao extremo no caminho da humildade e do dom de Si mesmo, até a morada dos mortos, ao abismo da separação de Deus, este mesmo amor misericordioso inundou de luz o corpo morto de Jesus e transfigurou-o, o fez passar à vida eterna. Jesus não voltou à vida que tinha antes, à vida terrena, mas entrou na vida gloriosa de Deus e o fez com a nossa humanidade, abrindo-nos um futuro de esperança.

Eis o que é a Páscoa: é o êxodo, a passagem do homem da escravidão do pecado, do mal, à liberdade do amor, do bem. Porque Deus é vida, somente vida, e a sua glória somos nós: o homem vivo (cf. Ireneu, Adversus haereses, 4, 20, 5-7).

O Espírito do Senhor está sobre mim – Evangelho do Dia

Evangelho – Lc 4,16-21

O Espírito do Senhor está sobre mim.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 4,16-21

Naquele tempo:
16Jesus veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado.
Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado,
e levantou-se para fazer a leitura.
17Deram-lhe o livro do profeta Isaías.
Abrindo o livro,
Jesus achou a passagem em que está escrito:
18″O Espírito do Senhor está sobre mim,
porque ele me consagrou com a unção
para anunciar a Boa Nova aos pobres;
enviou-me para proclamar a libertação aos cativos
e aos cegos a recuperação da vista;
para libertar os oprimidos
19e para proclamar um ano da graça do Senhor.”
20Depois fechou o livro,
entregou-o ao ajudante, e sentou-se.
Todos os que estavam na sinagoga
tinham os olhos fixos nele.
21Então começou a dizer-lhes:
“Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura
que acabastes de ouvir.”
Palavra da Salvação.

Primeiro tweet do Papa será na Festa de Nossa Senhora de Guadalupe

(ACI).- Hoje no Vaticano foi lançada a conta oficial de Twitter do Papa Bento XVI e a Santa Sé divulgou que o primeiro tweet do Santo Padre será emitido no dia 12 de dezembro, Festa da Virgem de Guadalupe.

Os tweets do Papa estarão em oito idiomas: inglês, italiano, português, alemão, polonês, árabe, francês e espanhol. No nosso idioma o usuário do Santo Padre é @pontifex_pt. Não se descarta que no futuro outros idiomas sejam incluídos. Até o momento da publicação desta notícia a conta do Papa em português já tinha quase 2 mil seguidores.

Em geral, os tweets do Papa serão publicados na quarta-feira, dia de suas habituais audiências gerais no Vaticano.

A Sala de Imprensa do Vaticano informou ainda que será possível enviar perguntas ao Papa sobre “a fé e a doutrina” da Igreja até nos dia 12 de dezembro. As interrogantes podem ser enviadas em qualquer dos 8 idiomas mencionados, utilizando o hashtag #askpontifex.

Em uma nota informativa sobre este lançamento, destaca-se que “a presença do Papa no Twitter é uma expressão concreta de sua convicção de que a Igreja deve estar presente na arena digital. Esta iniciativa se compreende melhor no contexto de suas reflexões sobre a importância do espaço cultural que se abre ao estar presentes nas novas tecnologias”.

Depois de ressaltar que o Papa sublinha a importância de evangelizar o “continente digital”, a nota indica que “a presença do Papa no Twitter pode ser vista como a ‘ponta do iceberg’ da presença da Igreja no mundo dos novos meios” e como um alento para “assegurar que a Boa Nova de Jesus Cristo e a doutrina da sua Igreja permeie o foro de intercâmbio e diálogo criado com os meios sociais”.

Logo depois de assegurar que os tweets do Papa podem promover o diálogo também com os não crentes, o texto recorda a mensagem de Bento XVI deste ano para a Jornada das Comunicações Sociais, na qual assinala que “uma reflexão mais profunda nos ajuda a descobrir as relações entre eventos que à primeira vista parecem desconectados, para avaliar, analisar as mensagens, o que torna possível compartilhar opiniões ponderadas e relevantes, gerando um autêntico corpo de conhecimento compartilhado”.

Por esta razão, conclui a nota, “decidiu-se lançar a conta de Twitter do Papa com o formato de pergunta e resposta formal. Este lançamento é um indicador da importância que a Igreja busca escutar e é garantia de sua atual atenção às conversações, comentários e tendências que expressam espontânea e insistentemente as preocupações e esperanças das pessoas”.

Na conferência de imprensa estiveram presentes o Presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, Arcebispo Claudio Maria Celli, o Secretário desse dicasterio, Mons. Paul Tighe, o porta-voz vaticano, Padre Federico Lombardi, o diretor de L´Osservatore Romano, Gian Maria Vian, e o novo assessor de comunicação da Secretaria de Estado vaticana, Greg Burke.

Em representação do Twitter também esteve a Diretora de Inovação Social, a doutora Claire Diaz-Ortiz, e o Dr. Dirk Hansen do Twitter na Alemanha.

O protagonismo da juventude no Ano da Fé

Dom Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

Estamos vivenciando com toda a Igreja a celebração do Ano da Fé convocado pelo Santo Padre Bento XVI, cuja vivência se estenderá até o mês de novembro de 2013. O objetivo da convocação de todo um ano de celebrações dedicado a esse tema tem por finalidade inserir a temática da Fé numa perspectiva de redescoberta do valor que ela possui, para assim contextualizar a importância da comemoração dos dois grandes acontecimentos celebrados pela Igreja nos últimos anos: o 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II (1962-1965) e o 20º aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica.

O Concílio Vaticano II, como sabemos, foi uma sábia e necessária contextualização da Igreja em sua missão de “anunciar a Boa-Nova a todas as nações” (cf. Mc 16,15). Tratou-se de um aggiornamento, no dizer do Beato João XXIII, que promoveu na Igreja uma atualização de seu papel na sociedade, renovando sua pastoral no intuito de realizar melhor sua missão profética no mundo. O Catecismo da Igreja Católica, por sua vez, seguindo os passos do Concílio no tocante à explicitação clara e objetiva do conteúdo do Depósito da Fé, procurou também expor a perene Doutrina Católica, atualizando a linguagem por meio da qual ela é exposta e enfatizando sua essência, bem como iluminando e transmitindo o conteúdo da Fé Cristã frente às questões da atualidade. Deste modo, tanto o Concílio Vaticano II quanto o Catecismo da Igreja Católica tiveram um primordial objetivo: sublinhar a essência da Fé Cristã para melhor testemunhá-la na sociedade contemporânea. O anúncio da salvação em Cristo constitui a essência da Igreja e é por meio dele que ela realiza sua missão de santificar a humanidade.

Será muito importante que aprofundemos o conhecimento de nossa fé tomando em nossas mãos  o youcat, versão jovem do catecismo. Tanto poderia ser estudado na sequência em que foi impresso como através dos temas que as (arqui)dioceses sugerem para cada mês. A juventude é chamada a dar as razões de sua fé. Porém essa fé deve ser vivida intensamente, e com alegria.

Atualmente, percebemos com muita clareza que a nossa sociedade encontra-se gravemente transformada; vivemos em meio a uma mudança radical de conduta, que é fruto da inversão dos valores fundamentais do ser humano e da indiferença à religiosidade, diante da qual a Igreja é novamente chamada a manifestar a resposta cristã diante dos desafios que parecem estabelecer um “divórcio” entre a Fé e a sociedade moderna.

Entretanto, ainda que em meio a este ambiente de transformações, “não podemos esquecer que, no nosso contexto cultural, há muitas pessoas que, embora não reconhecendo em si mesmas o dom da Fé, todavia vivem uma busca do sentido último e da verdade definitiva acerca da sua existência e do mundo” (Porta Fidei, n. 10). Dentre estas pessoas, sem dúvida a juventude vive intensamente essa busca. Bombardeada pelas ideologias que a sociedade contemporânea difunde e nas quais fundamenta seus valores, a juventude vive essa busca da verdade e do sentido último acerca de si mesmo e do mundo, e em cada jovem ressoa a necessidade de conhecer a si mesmo e de transcender à descoberta do absoluto. Apesar das revoluções e transformações das últimas décadas, tais como a globalização, os progressos sempre crescentes dos meios de comunicação, a liberdade de expressão, e tantas outras mudanças no contexto cultural, permanece sempre viva na juventude a busca pelo que está além de tudo isso, pelo que a preenche de maneira completa, por aquilo que lhe permite vivenciar o absoluto. Aliás, essa busca é de todo o ser humano.

Nesta busca da juventude imersa numa sociedade regida por valores tão contraditórios, aos quais ela termina às vezes por aderir levada pela corrente do relativismo exacerbado, abre-se como outrora aos gentios a porta da Fé (cf. At 14,27), que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja (cf. Porta Fidei, n.1). Uma vez adentrando por essa porta da fé, o jovem descobre a maravilha deste dom sobrenatural que ela é e inicia a vivência dos frutos de renovação interior que o mesmo dom da fé origina.

O primeiro fruto, certamente, é a resposta para as indagações sobre o sentido último e sobre a verdade definitiva acerca da sua existência e do mundo. Em Deus, que é a Verdade, contemplamos a verdade acerca de todas as coisas, pois Ele nos revela a verdade sobre nós mesmos em Cristo Jesus, dando-nos a compreender aquilo que não nos é acessível apenas pela razão. Esta descoberta, em se tratando da juventude, promove um resultado magnífico: o jovem, uma vez pleno do entusiasmo que a própria juventude lhe assegura, ao descobrir a verdade que é Deus, revelada plenamente em Cristo, não a toma apenas para si mesmo, mas vê-se impelido a transmiti-la aos demais jovens e assim a todos que vivem à sua volta. Essa é a experiência dos primeiros cristãos, que uma vez abraçando a Fé, descobriram que Deus é a verdade de todas as coisas e que n’Ele está a resposta para todas as nossas indagações.

Essa experiência de Deus, que leva o jovem a irradiá-la aos demais, é precisamente o segundo fruto que podemos colher ao adentrar a porta da Fé. Ela constitui a finalidade do Ano da Fé, ou seja, o testemunho. Mais do que sempre, testemunhar digna e verdadeiramente a Fé Cristã é uma necessidade dos últimos tempos, pois a nossa juventude tem sede de inovações, e esta sede também é sentida no âmbito da Fé. Disso surge a pergunta que certamente ecoa no coração dos pastores da Igreja, que ecoou nesse Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização que acabamos de celebrar, e que ecoará durante este Ano da Fé: como tornar a Fé uma experiência atrativa para aqueles jovens que ainda não puderam adentrar pela porta da Fé e assim conhecer a Verdade?

O Cristianismo é uma experiência pessoal com Cristo, que se comunica conosco e nos leva naturalmente a comunicar esta experiência, ou seja, a testemunhar a maravilha desse encontro pessoal. Trata-se de transparecer a maravilhosa aventura de crer, de evidenciar, por meio das várias circunstâncias da vida, que Cristo nada nos tira, antes nos doa tudo, e que por isso não é preciso temer a experiência com Ele.

Desta maneira, jovens, Cristo chama cada um de vocês a testemunhá-Lo de modo autêntico, sincero e fiel. Certamente há quem se pergunte como fazê-lo; muitas, pois, são as formas. Em primeiro lugar, na vivência do Ano da Fé, a juventude é chamada a resgatar o valor da família. Atualmente, a vida acadêmica, o engajamento no mercado de trabalho e as demais circunstâncias da vida de nossa juventude terminam por fazer com que tempo algum seja dedicado a estar em família, ao diálogo com os familiares. A família, conforme nos afirmou o Papa Paulo VI, é a “Igreja do Lar”. Dessa maneira, é preciso que a nossa juventude seja a protagonista de um resgate da família, pois vivê-la e manifestar assim sua essência e sua importância é um concreto testemunho cristão.

Não de menor importância é o testemunho da juventude no meio acadêmico e profissional e, por isso, os jovens são chamados a manifestar na escola e na universidade que a Fé Cristã não a tolhe, antes a motiva, pois a investigação acadêmica também é um meio de se chegar à verdade das coisas, e que a alegria de servir a Cristo e viver em comunhão com Ele nos leva a descobrir que os caminhos da ciência em busca do conhecimento têm seu valor, pois são formas de se chegar à Verdade na qual tudo possui razão de existir. De igual maneira, a honestidade e a dedicação próprias de um bom profissional também são um testemunho cristão, uma vez que ao modelo de Cristo, que dignamente desenvolveu uma vida profissional como operário, o cristão é chamado a construir uma sociedade por meio de uma vida profissional digna e autêntica.

Na simplicidade desses testemunhos de autêntica vida cristã, a mensagem de Cristo será evidenciada naturalmente a todos quantos d’Ele necessitam, e assim, a Fé será irradiada não somente como uma experiência meramente pessoal e individual, mas como uma ligação entre o ser humano e Deus, que estabelece uma fraternidade entre todos que por ela se deixam abraçar, renovando e dando sentido pleno à existência e respondendo às indagações mais profundas do íntimo de cada homem e de cada mulher. O protagonismo da juventude nesse testemunho ganha especial relevo à medida que os jovens são a esperança do amanhã e, por isso, uma vez deixados abraçar pela experiência do encontro pessoal com Cristo, irradiam a profundidade dessa experiência, estabelecendo assim uma fraternidade que, centrada no próprio Cristo, constrói uma sociedade transformada pela ação salvífica do Verbo de Deus, o próprio Cristo Jesus.

Em suma, neste Ano da Fé, todos somos chamados a testemunhar de maneira objetiva a Fé Cristã. Todavia, a juventude torna-se a protagonista deste testemunho à medida que nela estão centradas as expectativas acerca do amanhã. Por isso, que cada jovem viva intensamente sua vida cristã e fundamente-a por meio de uma sólida vida espiritual. Deste modo, é imprescindível que a juventude creia firmemente na Santíssima Eucaristia como fonte e ápice da vida cristã, e manifeste essa fé por meio da fiel e ativa participação nas missas dominicais. Que a juventude se reconheça sempre necessitada da misericórdia de Deus e por isso não hesite em reconhecer e recorrer ao Sacramento da Confissão sempre que necessário. E que, sobretudo, manifeste por meio da vida de oração a beleza e a alegria do encontro pessoal com Cristo, do diálogo entre Deus e nós, seus filhos. Assim, quando celebrarmos os grandes momentos deste Ano da Fé, dentre os quais a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013, a Fé Cristã seja testemunhada tão eficazmente nas grandes proporções desse evento quanto o deve ser nas circunstâncias do dia-a-dia.

Nesta perspectiva, tenhamos todos a consciência, sobretudo os jovens, de que somente na amizade com Cristo se abrem de par em par as portas da vida, somente nesta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana, somente nesta amizade experimentamos o que é belo e o que liberta. Por isso, que a juventude não tenha medo de Cristo! Ele não tira nada, Ele dá tudo. Quem se doa por Ele, recebe cem vezes mais.

Que a juventude abra as portas a Cristo, assuma o protagonismo que o Ano da Fé lhe confia e encontre a vida verdadeira e a felicidade sem fim!

Evangelho do Dia – Lc 4,38-44

Eu devo anunciar a Boa Nova do Reino de Deus
também a outras cidades,
porque para isso é que eu fui enviado.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 4,38-44

Naquele tempo:
38Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão.
A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta,
e pediram a Jesus em favor dela.
39Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre,
e a febre a deixou.
Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los.
40Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes
atingidos por diversos males,
os levaram a Jesus.
Jesus colocava as mãos em cada um deles e os curava.
41De muitas pessoas também saíam demônios,
gritando: “Tu és o Filho de Deus.”
Jesus os ameaçava, e não os deixava falar,
porque sabiam que ele era o Messias.
42Ao raiar do dia, Jesus saiu,
e foi para um lugar deserto.
As multidões o procuravam e, indo até ele,
tentavam impedi-lo que os deixasse.
43Mas Jesus disse:
“Eu devo anunciar a Boa Nova do Reino de Deus
também a outras cidades,
porque para isso é que eu fui enviado.”
44E pregava nas sinagogas da Judéia.
Palavra da Salvação. 

Reflexão – Lc 4, 38-44

Por que as pessoas procuram a religião? A maioria das pessoas que procuram a religião o faz por motivos egoístas, procuram a Deus para fazer dele seu servidor, querem proteção, saúde, sucesso econômico, profissional, social ou afetivo, ou fogem do medo do desconhecido, do sobrenatural ou da própria morte. Devemos procurar na religião um relacionamento pessoal e amoroso com o próprio Deus, para que possamos servi-lo amando os nossos irmãos e irmãs. Para isso, precisamos conhecer o Evangelho, no qual Jesus anuncia a boa nova do Reino de Deus. A partir do conhecimento do Evangelho, vamos nos sentir apelados por Deus para a vivência concreta do amor e, a partir de uma resposta positiva a esse apelo, teremos um relacionamento maduro e amoroso com Deus.

Evangelho do Dia – Lc 4,16-30

Ele me consagrou com a unção
para anunciar a Boa Nova aos pobres.
Nenhum profeta é bem recebido em sua pátria.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 4,16-30

Naquele tempo:
16Veio Jesus à cidade de Nazaré, onde se tinha criado.
Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado,
e levantou-se para fazer a leitura.
17Deram-lhe o livro do profeta Isaías.
Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito:
18″O Espírito do Senhor está sobre mim,
porque ele me consagrou com a unção
para anunciar a Boa Nova aos pobres;
enviou-me para proclamar a libertação aos cativos
e aos cegos a recuperação da vista;
para libertar os oprimidos
19e para proclamar um ano da graça do Senhor.”
20Depois fechou o livro,
entregou-o ao ajudante, e sentou-se.
Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele.
21Então começou a dizer-lhes:
“Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura
que acabastes de ouvir.”
22Todos davam testemunho a seu respeito,
admirados com as palavras cheias de encanto
que saíam da sua boca.
E diziam: “Não é este o filho de José?”
23Jesus, porém, disse:
“Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio:
Médico, cura-te a ti mesmo.
Faze também aqui, em tua terra,
tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum.”
24E acrescentou:
“Em verdade eu vos digo que nenhum profeta
é bem recebido em sua pátria.
25De fato, eu vos digo:
no tempo do profeta Elias,
quando não choveu durante três anos e seis meses
e houve grande fome em toda a região,
havia muitas viúvas em Israel.
26No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias,
senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia.
27E no tempo do profeta Eliseu,
havia muitos leprosos em Israel.
Contudo, nenhum deles foi curado,
mas sim Naamã, o sírio.”
28Quando ouviram estas palavras de Jesus,
todos na sinagoga ficaram furiosos.
29Levantaram-se e o expulsaram da cidade.
Levaram-no até ao alto do monte
sobre o qual a cidade estava construída,
com a intenção de lançá-lo no precipício.
30Jesus, porém, passando pelo meio deles,
continuou o seu caminho.
Palavra da Salvação. 

Reflexão – Lc 4, 16-30

Jesus é o ungido do Pai que veio ate nós com a missão de evangelizar os pobres, ou seja, de tornar membro do Reino dos Céus todos os que colocam a sua esperança no Senhor. A sua vida terrena não foi outra coisa senão o pleno cumprimento dessa missão.Ele anunciou a liberdade dos filhos de Deus e a libertação dos cativos do pecado e da morte, curou os cegos, de modo que todos podem enxergar além do mero horizonte da realidade natural, lutou contra todo tipo de injustiça que é causa de opressão e anunciou a presença do Reino da graça e da verdade. Assim, Jesus também nos mostra o que é necessário para que a Igreja, o seu Corpo Místico, seja fiel à sua missão de continuadora da sua obra.

Evangelho do Dia – Mt 8,18-22

Segue-me!

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 8,18-22

Naquele tempo;
18Vendo uma multidão ao seu redor,
Jesus mandou passar para a outra margem do lago.
19Então um mestre da Lei aproximou-se e disse:
“Mestre, eu te seguirei aonde quer que tu vás.”
20Jesus lhe respondeu:
“As raposas têm suas tocas
e as aves dos céus têm seus ninhos;
mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.”
21Um outro dos discípulos disse a Jesus:
“Senhor, permite-me
que primeiro eu vá sepultar meu pai.”
22Mas Jesus lhe respondeu:
“Segue-me, e deixa que os mortos sepultem os seus mortos.”
Palavra da Salvação. 

Reflexão – Mt 8, 18-22

O seguimento de Jesus traz consigo uma série de implicações e exige de todos nós muito mais do que o entusiasmo ou a boa vontade. Exige disposição de deixar muita coisa para trás, inclusive o conforto, os costumes, a cultura e até mesmo os grandes valores que norteiam a nossa vida. Seguir Jesus significa ter a disposição de sempre ir em frente, sempre ir além, sempre buscar o novo para que a boa nova aconteça, é uma vida marcada sempre por novos desafios, é sempre atravessar o lago e buscar a outra margem do lago onde novas pessoas esperam para serem evangelizadas. Seguir Jesus significa colocar a obra evangelizadora acima de tudo.

7º Dia da Setena do Espírito Santo e Semana de Oração pelo Cristãos: Transformados pelo Bom Pastor

SÉTIMO DIA Tema: Transformados pelo Bom Pastor
Texto: Apascenta as minhas ovelhas (Jo 21, 17) 
Leituras
1 Sm 2, 1-10 Não é pela força que o homem triunfa 
Sl 23 Estás comigo com teu bastão e teu cajado
Ef 6, 10-20 Armai-vos de força no Senhor
Jn 21, 15-19 Apascenta as minhas ovelhas

Comentário

Os que superam o sofrimento necessitam de apoio do alto. Esse apoio vem através da oração. Lemos sobre o poder da oração de Haná no primeiro capítulo do livro de Samuel. No segundo capítulo, encontramos a prece de ação de graças de Haná. Ela percebeu que certas coisas acontecem somente com a ajuda de Deus. Foi por desejo dele que Haná e seu marido se tornaram pais. Esse texto é um exemplo com o qual alguém pode fortalecer a sua fé no que pareceria uma situação sem esperança. É um exemplo de vitória.

O bom pastor do Salmo 23 guia suas ovelhas mesmo através dos lugares mais escuros, confortando-as com a sua presença. Os que colocam sua fé no Senhor não precisam ter medo mesmo nas sombras da destruição ou desunião, pois seu pastor os guiará para os verdes pastos da verdade, para viverem juntos na própria casa do Senhor.

Na Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo nos incita a sermos fortes no Senhor e na força do seu poder, usando uma armadura espiritual: verdade, justiça, anúncio da Boa Nova, fé, salvação, a palavra de Deus, oração e súplica.

O Senhor ressuscitado estimula Pedro – e na pessoa dele, cada discípulo – a descobrir em si mesmo um amor àquele que é o Único Verdadeiro Pastor. Se tiveres esse amor, então apascenta minhas ovelhas! Em outras palavras: alimenta-as, protege-as, cuida delas, fortalece-as – porque elas são minhas e me pertencem! Sê meu bom servidor e cuida daqueles que me amaram e seguem a minha voz. Ensina-lhes o amor mútuo, a cooperação e a coragem à medida que eles caminham nos desvios e curvas da vida.

Como resultado da graça divina, o testemunho de Cristo que em nós foi confirmado nos obriga a agir conjuntamente pela causa da unidade. Temos a capacidade e a sabedoria para dar tal testemunho! Mas será que queremos? O Bom Pastor, que por sua vida, ensinamento e conduta fortalece todos aqueles que tiveram fé na Sua graça e proteção, nos convida a cooperar com ele incondicionalmente, Assim fortalecidos, seremos capazes de ajudar uns aos outros na estrada da unidade. Então, sejamos fortes no Senhor, para que possamos fortalecer outros num testemunho conjunto de amor.

Oração

Pai de todos, tu nos chamas para ser um só rebanho em teu Filho, Jesus Cristo. Ele é nosso Bom Pastor que nos convida a descansar em verdes pastos, nos conduz para águas calmas e restaura nossas almas. Ao segui-lo, possamos assim cuidar de outros para que todos vejam em nós o amor do único verdadeiro Pastor, Jesus Cristo nosso Senhor, que contigo vive e reina com o Espírito Santo, um só Deus para sempre. Amém.

1. Como pode o Bom Pastor inspirar-nos para a consolação, revitalizar e restaurar a confiança de aqueles que estão perdidos?

2. De que forma podem os cristãos de várias tradições reforçar-se mutuamente em confessar e testemunhar Jesus Cristo?

3. Que significado tem para nos hoje a exortação de São Paulo: “Fortalecei-vos no Senhor…revesti-vos de toda a armadura de Deus”?

 ORAÇÃO AO ESPÍRITO SANTO

Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vosso fiéis

E acendei neles o fogo do Vosso amor.

Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra.

OREMOS:
Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a Luz do Espírito Santo,
Fazei que apreciemos retamente todas as coisa, segundo o mesmo Espírito,
E gozemos sempre da Sua consolação, por Cristo Senhor Nosso. Amém!