Dois novos santos no Brasil: “O Anjo surfista” e Dom Luciano Mendes tem processos de beatificação abertos

Dom Luciano Mendes
Dom Luciano governou a diocese de Mariana por 18 anos e deu prioridade ao pobres

O Brasil pode ganhar dois novos santos. A Arquidiocese do Rio e a Diocese de Mariana abriram processos de canonização de seminarista Guido Schäffer conhecido como o “Anjo surfista” e de Dom Luciano Mendes que foi bispo de Mariana-MG.

“Dom Luciano é carioca. Seu processo foi aberto nesta cidade mineira, porque foi lá que ele morreu. Dom Luciano trabalhou muito para os pobres. Seu processo tem muitas pessoas a serem convocadas, especialmente os mais carentes. Sua vida é apaixonante”, disse Dom Roberto.

Conheça as histórias

“Anjo surfista”

Guido Schäffer faleceu no dia 1º de maio de 2009, com 34 anos de idade, vítima de uma contusão na nuca que gerou desmaio e afogamento, enquanto surfava, na Praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O jovem ia ser ordenado sacerdote apenas algumas semanas depois dessa data.

Seminarista Anjo Surfista
Seminarista conhecido como “Anjo Surfista” pode virar santo em breve.

Apesar de sua morte inesperada, o jovem Guido é lembrado com muito carinho por formadores e seminaristas do Seminário São José, onde estudou teologia.

Sua história, assinala a arquidiocese do Rio, “inspira cada vez mais outros jovens a seguirem o caminho de santidade sem deixarem de viver todas as coisas próprias da juventude”.

O chamado “Anjo surfista” deixou uma marca entre os mais necessitados devido ao trabalho que fazia com os indigentes junto às irmãs missionárias da Caridade, a congregação fundada pela Beata Teresa de Calcutá.

“Ele trabalhava na Santa Casa da Misericórdia e tinha o desejo de morar lá depois que fosse ordenado sacerdote. Era filho de médicos, tinha uma boa condição financeira, mas não tinha apegos materiais. Era muito dedicado aos outros e um homem de muita fé, apaixonado pela palavra de Deus”, assinalou em maio deste ano Dom Roberto Lopes, Vigário Episcopal para as Causas dos Santos.

“No dia de suas exéquias, a Igreja Nossa Senhora de Copacabana esteve repleta de bispos, sacerdotes e muitas pessoas que manifestaram que ele foi um jovem diferente e que amava profundamente a Deus”, assinala o sacerdote.

O Vigário recordou também que durante a Jornada Mundial da Juventude celebrada no Rio em agosto de 2013, muitas pessoas visitaram a exposição sobre a vida deste jovem.

“Foi impressionante a quantidade de pessoas que visitaram a exposição e ainda hoje muitos procuram informação e atribuem graças alcançadas por sua intercessão. A vida de Guido surpreende”, conclui Dom Roberto.

Dom Luciano Mendes

“Em que posso lhe ajudar”. A conhecida frase de Dom Luciano ainda ecoa e é repetida por aqueles que conviveram e aprenderam com ele. O bispo, que governou a Diocese de Mariana durante 18 anos, faleceu no dia 27 de agosto de 2006 com fama de santidade. Sua última frase antes de morrer foi: “cuidem dos pobres, não se esqueçam dos pobres”.

Dom Roberto afirmou que Dom Luciano era muito amigo do Cardeal Van Thuan, o bispo da capital do Vietnã que ficou preso treze anos, sendo nove em isolamento completo, quando os comunistas iniciaram uma perseguição aos católicos.

“Vemos assim os futuros santos que se encontraram no Século 20 e tiveram muitas partilhas”, ressaltou Dom Roberto.

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Bento XVI participará da canonização de João Paulo II e João XXIII

Papa emérito irá a cerimônia de canonização
Papa emérito irá a cerimônia de canonização

Globo | O papa emérito Bento XVI participará da cerimônia de canonização de seus antecessores João Paulo II e João XXIII no próximo domingo (27) na Praça de São Pedro do Vaticano.

Assim confirmou nesta quarta-feira (23) o presidente da Obra Romana de Peregrinação (ORP), Liberio Andreatta, que destacou que a Praça de São Pedro contará com a presença de “dois papas vivos e dois papas santos”.

“Roma viverá um evento histórico: Dois papas vivos e dois papas santos. Imagino que emoção sentirão Bento XVI e Francisco”, disse Andreatta, que dirige esta instituição do Vicariato de Roma que organiza peregrinações aos principais lugares de culto e também está se ocupando da cerimônia do próximo domingo.

O porta-voz do escritório de imprensa do Vaticano, Federico Lombardi, explicou nesta terça que embora Bento XVI tenha sido convidado para a canonização, sua presença não era garantida até no domingo de manhã já que tudo dependeria do que o papa emérito decidisse.

No entanto, Andreatta confirmou sua presença durante uma entrevista coletiva organizada pelo Vaticano para apresentar os detalhes logísticos deste grande evento da Igreja Católica.

Joseph Ratzinger vive após sua renúncia, em 28 de fevereiro de 2013, em um tranquilo mosteiro nos jardins vaticanos, e durante o último ano apareceu em várias ocasiões junto com Francisco.

Próximo ao dia da canonização de João Paulo II vejamos seu túmulo ao vivo

Imagem do Túmulo do Beato João Paulo II que será santificado neste domingo
Imagem do Túmulo do Beato João Paulo II que será santificado neste domingo

O tema da webcam do túmulo do Papa João Paulo II é um dos mais visto deste blog. Como estamos a poucos dias da sua canonização, que tal revistarmos o túmulo? Clique AQUI.

João Paulo II foi beatificado no dia 1º de maio, domingo da misericórdia na época.

Neste domingo, 27/04, o Papa Francisco, com a presença do papa emérito Bento XVI, vai canonizar João Paulo II e também o Papa João XXIII.

Veja aqui o site de João Paulo II ou http://www.karol-wojtyla.org

Ops! Ainda não podemos chamar o Beato Anchieta de santo

G1 | A canonização do beato José de Anchieta, o Padre Anchieta, inicialmente marcada para esta quarta-feira (2), foi adiada para uma data indefinida, segundo a Rádio Vaticano, veículo oficial da Santa Sé. A informação foi confirmada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB, ao G1 nesta manhã.

A conferência havia divulgado que o Papa Francisco assinaria um decreto esta quarta, em que proclamaria santo o jesuíta que viveu no Brasil no século 16. A Arquidiocese de São Paulo preparou uma série de atividades para celebrar o dia.

De acordo com o Vaticano, “há 99% de chances” de o decreto ser assinado por Francisco nesta quinta-feira (3), já que está marcado um encontro entre o pontífice e o cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação das Causas dos Santos, responsável por todos os processos de beatificação e canonização existentes na Santa Sé.

Santo, mas sem milagres

Quando canonizado, Anchieta se tornará o terceiro santo a ter laços estreitos com o Brasil. A primeira foi Madre Paulina, santa desde 2002. Em seguida, Frei Galvão, brasileiro nascido em Guaratinguetá (SP), proclamado Santo Antônio de Sant’Ana Galvão em 2007.

Entretanto, diferentemente de Paulina e Galvão, Anchieta não teve dois supostos milagres que praticou reconhecidos pelo Vaticano. Relatos de mais de 400 anos apontam que eles aconteceram, mas o tempo longo passado desde então impossibilita sua comprovação, segundo historiadores.

A canonização de Anchieta se dará por seu trabalho missionário feito no Brasil, principalmente pela catequização dos índios no período de colonização, além da fundação de missões jesuítas em diversas províncias do país.

O Apóstolo do Brasil agora é santo: São José de Anchieta

Agora São José de Anchieta
Agora São José de Anchieta

 (ACI).- O Papa Francisco vai presidir no dia 24 de abril uma Missa na igreja de Santo Inácio, em Roma, em ação de graças pela canonização do Beato José de Anchieta (1534-1597), o Apóstolo do Brasil, que foi declarado santo por meio de um decreto pontifício hoje, 2 de abril. O Papa Francisco também vai assinar decretos de canonização equipolente de dois beatos franceses que promoveram a evangelização no Canadá: o bispo François de Montmorency-Laval (1623-1708) e a mística missionária Maria da Encarnação Guyart (1599-1672).

Conheça a história do Apóstolo do Brasil

Nascido em Tenerife, nas Canárias (Espanha), o jesuíta chegou ao Brasil em julho de 1553, onde fundou juntamente com o padre português Manuel da Nóbrega um colégio em Piratininga, deu origem à cidade de São Paulo. José de Anchieta foi a Portugal aos 14 anos para estudar das Artes e Humanidades, em Coimbra, confiado aos jesuítas, anexo à Universidade local. Ali entrou no noviciado da Companhia de Jesus, e foi logo destinado à missão do Brasil.

Segundo a Rádio Vaticano, O Papa Francisco também vai assinar decretos de canonização equipolente de dois beatos franceses que promoveram a evangelização no Canadá: o bispo François de Montmorency-Laval (1623-1708) e a mística missionária Maria da Encarnação Guyart (1599-1672).

Os três futuros santos foram beatificados por João Paulo II a 22 de junho de 1980, com outras duas figuras da Igreja Católica na América, Pedro de Betancour (1626-1667) e Catarina Tekakwitha (1656-1680), entretanto canonizados.

A ‘canonização equipolente’, explica a Agência Ecclesia do Episcopado português, é um processo instituído no século XVIII por Bento XIV, através do qual o Papa “vincula a Igreja como um todo para que observe a veneração de um Servo de Deus ainda não canonizado pela inserção de sua festividade no calendário litúrgico da Igreja universal, com Missa e Ofício Divino”.

Outros casos

Francisco já recordou a este procedimento em outubro, com a Beata Ângela de Foligno (1248-1309), e em dezembro, com o jesuíta Pedro Fabro (1506-1546).

Em setembro Papa anunciará data da canonização dos Beatos João Paulo II e João XXIII

30 de setembro: Papa anunciará data da canonização de João XXIII e JPIIA data da canonização dos beatos João XXIII e João Paulo II será conhecida no próximo dia 30 de setembro, durante Consistório que será presidido pelo Papa Francisco. A informação foi dada pelo Prefeito da Congregação da Causa dos Santos, Cardeal Angelo Amato, nesta terça-feira, 20, em Rimini, na Itália, na apresentação de uma mostra sobre São João Batista Piamarta.

Cardeal Amato lembrou que, no voo de volta do Brasil, o Papa já havia anunciado que a canonização dos dois beatos não deveria ser agora no fim deste ano, mas em 2014. E a data precisa, segundo ele, será anunciada durante esse Consistório no próximo mês, uma reunião de cardeais que falará propriamente sobre essas duas canonizações. “Neste momento (no Consistório) o Santo Padre dirá a data oficial, que só ele sabe”, disse o Cardeal.

O prefeito da Congregação da Causa dos Santos aproveitou para dizer algumas palavras sobre os dois beatos, futuros santos. “João XXIII foi o grande profeta e criador do Concílio; João Paulo II é aquele que o colocou em prática e o desenvolveu, em todos os seus componentes e em todas as suas virtualidades. São realmente dois pilares não somente de cultura cristã, mas também de santidade cristã”.

Fonte Rádio Vaticano

Papa aprova canonização de João Paulo II e João XXIII

João Paulo II e João XXIII

(ACI/Europa Press).- O Papa Francisco aprovou o decreto de canonização do Beato João Paulo II e João XXIII, conforme explicou o porta-voz do Escritório de Imprensa do Vaticano, Padre Federico Lombardi.Os cardeais e bispos da Congregação para as Causas dos Santos aprovaram nesta terça-feira o segundo milagre atribuído ao Beato João Paulo II e que abre as portas para sua canonização, como relatado por fontes do Vaticano.

Embora não tenha havido confirmação oficial, as mesmas fontes disseram como possíveis datas para a canonização de João Paulo II o dia 24 de novembro, no fim da celebração do Ano da Fé, ou dia 08 de dezembro.

Além disso, a imprensa italiana já indicava nesta terça-feira que a cerimônia de canonização de João Paulo II poderia ser feita junto com a de João XXIII, conhecido como o “Papa Bom”.

Assim, o jornal italiano “La Stampa”, observou nesta terça-feira que “Inesperadamente, os cardeais e bispos também terão que discutir outro caso, o da canonização de João XXIII”, o Pontífice que convocou o Concílio Vaticano II, falecido há 50 anos e cuja beatificação ocorreu em 2000.

Nessa linha, afirmava que essa mudança “não prevista” demonstra “a vontade de celebrar juntas” as duas cerimônias de canonização e assinala que Roncalli e Wojtyla “poderiam ser canonizados em dezembro de 2013, imediatamente após o final do Ano da Fé, visto que a hipótese inicial de outubro parece cada vez menos plausível pela falta de tempo e problemas organizacionais”.

Karol Wojtyla foi beatificado no dia 1 º de maio de 2011, depois da aprovação do seu primeiro milagre com a assinatura do agora Bispo Emérito de Roma Bento XVI. Naquela ocasião, se tratou de uma cura, dois meses após sua morte, da religiosa francesa Marie Simon Pierre, que sofria da doença de Parkinson desde 2001, a mesma que João Paulo II sofreu em seus últimos anos.

Por sua parte, João XXIII foi beatificado por João Paulo II em setembro de 2000, durante o Jubileu, na mesma celebração da beatificação de Pio IX. Na ocasião, o milagre aprovado para a sua beatificação foi a cura da Irmã Caterina Capitani em 1966.

O Papa João XXIII convocou o Concílio Vaticano II, e morreu, enquanto o Concílio estava em andamento, muitos bispos propuseram proclamar o “Papa Bom” como santo por aclamação, mas seu sucessor, Paulo VI, optou por seguir as vias canônicas, por isso começou o processo canônico, em seguida, foi beatificado pelo seu antecessor Pio XII.

Giro de Notícias: Canonização, Pró-Vida, YouCat, SOUC, Dia Mundial das Comunicações

Madre Lupita e Madre Laura
Madre Lupita e Madre Laura

Santas latino-americanas

O Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, assegurou que o Papa Francisco está “muito contente” porque na sua primeira cerimônia de canonização elevou aos altares duas religiosas latino-americanas, a Madre Laura da Colômbia e a Madre Lupita do México.

Pró-Vida

Mais de 20 mil pessoas, entre italianos e estrangeiros, saíram ontem às ruas de Roma (Itália) em um ambiente festivo para participar da terceira Marcha pela Vida, em que se pediu respeitar este direito humano inalienável e para protestar contra a legalização do aborto no país que desde 1978 causou a morte de mais de 6 milhões de bebês no ventre materno.

YouCat

Após distribuir em 2012 meio milhão de Catecismos YouCat para jovens por meio das dioceses do Brasil, a Ajuda àIgreja que Sofre começa a distribuir mais 1 milhão de exemplares do YouCat.

No início a meta foi, através das dioceses, alcançar os jovens engajados e que iriam à JMJ Rio. Já nesta segunda distribuição, a AIS buscou contatar diretamente os diversos grupos de estudo do catecismo jovem pelo Brasil e também atender às poucas dioceses que não foram contempladas no primeiro envio.

Semana de Oração Pela Unidade dos Cristãos – SOUC

289193A Igreja celebra entre os dias 12 e 19 de maio, a edição 2013 da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC), no hemisfério sul. O tema da Semana será “O que Deus exige de nós?”.  Inspirado em Miquéias 6,6-8, o material foi todo preparado pelo Movimento de Estudantes Cristãos da Índia, com a consultoria da Federação de Universidade Católica de Toda a Índia e do Conselho Nacional de Igrejas na Índia.

A Semana de Oração é promovida mundialmente pelo Conselho Pontifício para Unidade dos Cristãos (CPUC) e pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e acontece em períodos diferentes nos dois hemisférios.

 

Dia Mundial das Comunicações

Neste domingo, 12, a Igreja comemora o Dia Mundial das Comunicações Sociais. Por ocasião desta data, Bento XVI, antes de apresentar renúncia ao Pontificado, publicou uma mensagem, em 24 de janeiro deste ano, ressaltando o papel das redes sociais na evangelização e no desenvolvimento humano. Leia a mensagem na íntegra AQUI.

Em Ipatinga-MG, a data foi celebrada em dois dias. No dia 10, sexta, aconteceu uma palestra no Plenário da Câmara com o tema “Redes Sociais e a evangelização”. No domingo, 12, um missa em Ação de Graças reuniu a comunidade e vários comunicadores da região. Na ocasião foi lançada mais um meio de comunicação para a Diocese de Itabira/Cel. Fabriciano, a revista Gálatas. O evento foi organizado pela Pastoral da Comunicação.

Agentes da Pascom da Diocese de Itabira/Cel. Fabriciano
Agentes da Pascom da Diocese de Itabira/Cel. Fabriciano

 

 

 

Antonio Primaldo e 800 mártires assassinados por muçulmanos serão canonizados neste domingo

Neste domingo o Papa Francisco presidirá na Praça de São Pedro a Missa de canonização do Beato Antonio Primaldo e seus 800 companheiros, martirizados pelos muçulmanos do Império Turco durante sua incursão na pequena cidade italiana de Otranto, na Apulia, em 29 de julho de 1480.

Antonio Primaldo é o único nome que se transmitiu dos oitocentos desconhecidos pescadores, artesãos, pastores e agricultores de Otranto, cujo sangue foi derramado pelo exército muçulmano só porque eram cristãos.

Nesse dia, às primeiras horas da manhã, desde as muralhas de Otranto se fez visível no horizonte uma frota de 90 galeras, 15 mahonas e 48 galeotas, com 18 mil soldados a bordo. A armada era guiada pelo paxá Agometh, que estava às ordens de Maomé II, chamado Fatih, o Conquistador, quem em 1453 tinha conquistado Bizâncio e agora queria Roma.

Em junho de 1480 Maomé II tirou o cerco a Rodi, defendida com coragem pelos seus cavalheiros, e dirigiu sua frota na direção do mar Adriático. Otranto era –e é– a cidade mais oriental da Itália. A importância do seu porto fez com que assumisse o papel de ponte entre o oriente e o ocidente.

Cercado, o castelo se converteu no refúgio dos habitantes e era defendido somente por 400 soldados que não demoraram em abandonar a cidade deixando os refugiados sozinhos.

Depois de quinze dias de cerco, ao amanhecer de 12 de agosto, os turcos concentraram o fogo contra um dos pontos mais fracos das muralhas, abriram uma brecha, irromperam nas ruas, massacraram todos os que viram pela frente e chegaram à catedral onde se refugiou boa parte dos habitantes.

Derrubaram a porta e cercaram o Arcebispo Stefano, que estava com os trajes pontificais e com o crucifixo na mão. Ao ser intimado a não falar mais o nome de Cristo, já que desde aquele momento quem mandava era Maomé, o Prelado respondeu exortando os assaltantes à conversão, e por isso foi decapitado.

Entre aqueles heróis houve um de nome Antonio Primaldo, alfaiate de profissão, de idade avançada, quem, em nome de todos, afirmou: “Todos acreditam em Jesus Cristo, Filho de Deus, e estamos dispostos a morrer mil vezes por Ele”. Agometh decreta a condenação à morte de todos os 800 prisioneiros.

Na manhã seguinte estes foram conduzidos com cordas no pescoço e com as mãos amarradas para trás até colina da Minerva, poucas centenas de metros fora da cidade. Repetiram todos a profissão de fé e a generosa resposta dada antes; por isso o tirano ordenou que começasse a decapitação e, que primeiro cortassem a cabeça do velho Primaldo.

Ele era motivo de ódio para os muçulmanos porque não deixava de se fazer de apóstolo entre os seus, mais ainda, antes de inclinar a cabeça sobre a rocha, afirmava a seus companheiros que via o céu aberto e os anjos animando; que se mantivessem fortes na fé e que olhassem o céu já aberto para recebê-los.

Ele se inclinou, sua cabeça foi cortada, mas o corpo ficou de pé: e apesar dos esforços dos assassinos, permaneceu erguido imóvel, até que todos fossem decapitados.

Este fato teria sido uma lição para a salvação dos muçulmanos. Um só verdugo de nome Berlabei, valorosamente acreditou no milagre e, declarando-se em alta voz cristão, foi também martirizado.

Bento XVI assinou em 20 de dezembro de 2012 o decreto com o qual se reconhece um milagre graças à intercessão deste grupo de mártires.

Jovem assassino francês pode ser beatificado

Na história da Igreja Católica, só houve um outro caso precedente de alguém condenado à pena capital que tenha se convertido e, posteriormente, chegado à honra dos altares: o bom ladrão, crucificado junto a Jesus Cristo, há mais de dois mil anos, São Dimas. 

Em pleno século XXI, essa história tem grandes chances de se repetir. Trata-se do processo de beatificação do jovem francês Jacques Fesch, que foi guilhotinado em 1957 por matar um policial e ferir outra pessoa durante um roubo. Sua conversão radical aconteceu na prisão, nos meses que antecederam sua morte, aos 27 anos.

O precedente único explica a cautela com que o caso do jovem foi apresentado à investigação diocesana, em 1987. O então Arcebispo de Paris, Cardeal Jean Marie Lustiger, orientou uma elaborada reflexão sobre a vida de Fesch e obteve a autorização da Congregação para as Causas dos Santos para abrir formalmente a causa de beatificação em 1993. O processo acaba de concluir sua fase diocesana e segue agora para Roma.

“Declarar santo a alguém não significa para a Igreja admirar os méritos dessa pessoa, mas propor um exemplo da conversão de alguém que, independentemente de sua caminhada humana, foi capaz de ouvir a voz de Deus e se arrepender. Não há pecado tão grave que impeça o homem de chegar a Deus, que lhe propõe a salvação”, disse o Cardeal Jean quando abriu a investigação. “Espero que, um dia, eu o venere como uma figura da santidade”, agregou.

A história

O jovem nasceu em 6 de abril de 1930, em Saint-Germain-en-Laye. Era filho de um rico banqueiro de origem belga, artista e ateu, distante do filho e infiel à esposa, da qual pediu divórcio.

Jacques foi educado na religião católica, mas abandonou a fé aos 17 anos. Aos 21, casou-se no civil com a noiva já grávida. Seu sogro conseguiu um trabalho no banco, período em que teve a vida de um playboy. No entanto, abandonou a esposa e a filha e teve um filho com outra mulher.

O crime cometido por Jacques aconteceu em 24 de fevereiro de 1954, quando tentou roubar o cambista Alexandre Sylberstein, com o objetivo de financiar a compra de um barco que o levaria ao longo do Oceano Pacífico. Sylberstein ficou ferido, mas conseguiu apertar o alarme contra roubos. O jovem Fesch chegou a fugir, mas perdeu seus óculos ao longo do percurso.

Durante a fuga, Fesch disparou contra um oficial de polícia que o perseguia, Jean Vergne, causando sua morte. Minutos mais tarde foi detido. Assassinar um oficial de polícia era um crime atroz e a opinião pública, inflamada pelos relatos da imprensa, manifestou-se decididamente favorável à sua execução. A Corte de Paris condenou-o à morte em 6 de abril de 1957.

A conversão

Logo após sua prisão, Jacques era indiferente à sua situação e ridicularizava a fé católica de seu advogado. No entanto, após um ano, o jovem assassino experimentou uma profunda conversão e arrependeu-se profundamente de seu crime. Ele aceitou sua pena e reconciliou-se com a esposa uma noite antes da execução.

A última coisa que escreveu em seu diário foi: “Em cinco horas, verei a Jesus”. Foi guilhotinado em 1º de outubro de 1957.

Após a morte, sua esposa e filha honraram sua memória como exemplo de redenção. No princípio, tal reconhecimento foi depreciado pelo público, mas o trabalho de uma freira carmelita, irmã Véronique, e do padre Augustin-Michel Lemonnier fez com que a família publicasse o diário espiritual que Jacques havia escrito na prisão, páginas que serviram e servem de inspiração para muitas pessoas.

Causa controvertida

O caso de Jacques foi alvo de controvérsia entre os que pensavam que seus crimes o tornavam indigno como modelo a ser seguido e entre os que ressaltavam a esperança de sua conversão final.

“Beatificar a Jacques Fesch não significa reabilitá-lo moralmente, nem dar-lhe um certificado de boa conduta ou um prêmio como a Legião de Honra. Sua conversão foi de ordem espiritual. Beatificar a Jacques Fesch será reconhecer que a comunidade cristã pode rezar a alguém que está ao lado de Jesus”, escreveu o teólogo André Manaranche em resposta ao debate.

Em 2 de dezembro de 2009, o Vigário-geral de Sua Santidade para a Cidade do Vaticano, Cardeal Angelo Comastri, acompanhou a irmã de Fesch, Monique, durante uma visita a Bento XVI, no Vaticano. Monique confidenciou ao Papa: “Meu irmão e eu nos entendíamos largamente. Quando ele fez oito anos de idade, fui sua madrinha de batismo, e, quando esteve no cárcere, acompanhei de perto sua extraordinária conversão”.

Junto ao biógrafo Ruggiero Francavilla, Monique mostrou ao Papa algumas das cartas escritas por Jacques enquanto estava na prisão.

Na oportunidade, o Cardeal Comastri disse ao jornal L´Osservatore Romano que, quando exercia o cargo de capelão do presídio Regina Coeli, um preso apresentou-lhe a fascinante história de Fesch.

“É um testemunho único: jovem descentrado, de rica família, torna-se assassino e é condenado à morte. Tinha 27 anos. No cárcere, vive uma conversão radical, fulgurante, alcançando altos cumes de espiritualidade”, disse.

Fonte Canção Nova
Imagem Internet

João Paulo II próximo a canonização

Aprovado o primeiro milagre de João Paulo II

A Comissão Médica consultada pelo Vaticano aprovou um milagre atribuído a João Paulo II, e assim a sua beatificação  avança significativamente, informaram os meios de comunicação italianos no último dia 4. O Papa João Paulo II morreu em 2005.

De acordo com os jornais italiano, os médicos e teólogos consultados pela Congregação para as Causas dos Santos, reunidos em sigilo, estimaram que a cura da freira francesa Marie Simon-Pierre, que sofria de mal de Parkinson, foi “imediata e inexplicável”. A comissão liderada pelo médico particular de Bento XVI, Patrizio Polisca, aprovou o milagre apresentado. A aprovação dos especialistas deverá ser ratificada por uma comissão de cardeais e bispos da Congregação para a Causa dos Santos.

A freira francesa, que era enfermeira, curou-se inexplicavelmente após suas orações e pedidos a João Paulo II poucos meses depois de sua morte, em abril de 2005.

A beatificação é o primeiro passo no caminho para a canonização, que exige a prova de intercessão em dois milagres. No dia 19 de dezembro de 2009, o papa Bento XVI aprovou as “virtudes heróicas” do papa polonês João Paulo II venerado já em vida. Com elas, iniciou-se a investigação do “milagre” atribuído, que deve ser examinado por várias comissões.

O processo de beatificação de João Paulo II foi iniciado por Bento XVI dois meses após a morte, no dia 2 de abril de 2005, de seu antecessor.

Por Marquione Ban

Imagem da internet

Fonte: CNBB