Arquivo da tag: Cardeais

Um golpe no Papa ou um golpe na Igreja?

Desde que começou o Sínodo do Bispos,  neste mês de outubro, os cantos do Vaticano não são mais o mesmos. Não pelos resultados que ainda não foram concluídos e divulgados, mas pelo temor do que poderá vir a ser o documento final do Sínodo e as conclusões do Papa Francisco.

É fato, que o Sínodo é não é doutrinário ou dogmático, mas serve para aconselhar o Papa a tomar decisões que podem afetar essas duas temáticas. E quando se fala de família no Sínodo, se discute todas as suas mazelas atuais e toda a mídia se posiciona contra quaisquer decisões tradicionais, empurrando os fiéis nada fiéis, e são muitos, ao propenso apoio e pressão por novas e modernas “doutrinas”.

Os cantos do Vaticano tem nestes dias se tornado pontos de encontros para especuladores e tramas dignas da ficção de Dan Brown. Um dessas conspirações ou fato real, não sei, é que treze cardeais se insurgiram contra o Papa e seu Sínodo.

Treze, e não doze, importantes purpurados enviaram uma carta ao pontífice no dia da abertura do Sínodo colocando seus pensamentos sobre as regras do Sínodo. Segundo eles, elas facilitariam a aprovação de decisões modernas e antidoutrinais como a comunhão aos divorciados.

Não sei de fato em que acreditar. Sei que há opiniões divergentes sobre isso e as coloco a vocês. Abaixo deixo dois links com textos pró e contra a aventura dos “13 Guardiões da Fé”. Leiam e tirem suas conclusões. As minhas são simples. Para mim, tudo é possível. Um golpe ao Papa e também um golpe a Igreja e suas tradições. Não é de hoje que muita água passa por debaixo das pontes do Vaticano. E que nós, leigos distantes aos cantos da cidade de Roma, se quer pensamos o que pode estar acontecendo. Contudo, um fato é verdadeiro, o “encardido” haje cada vez mais querendo nos separar e nos distanciar da fé verdadeira em Cristo Jesus. Oremos por esse Sínodo e seus participantes. Oremos por toda a Igreja. E que Deus nos ajude.

Ah! Se os cantos do Vaticano estiverem certos, a facada do golpe, seja ele onde for, nos ferirá como nunca.

Leiam:

Treze cardeais escrevem ao papa. Eis aqui a carta.

O ataque contra Francisco: a carta dos 13, mas não só.

[Atualização]

A versão de Dolan

Papa Francisco fala aos cardeais sobre a caridade

Cidade do Vaticano (RV) – “Servir aos outros é nosso único título de honra!”. O Papa Francisco celebrou com os novos cardeais na Basílica de São Pedro na manhã deste domingo (15/02), exortando-os a seguir a lógica de Jesus e o caminho da Igreja: acolher e integrar os que batem à porta, mas também ir buscar, sem medo e preconceito, os distantes.

O Santo Padre dedicou sua longa e articulada homilia à compaixão de Jesus diante da marginalização e a sua vontade de integração. Inspirado na Liturgia do dia, o Papa explicou que Jesus se deixa “envolver na dor e nas necessidades das pessoas”, Jesus tem um coração que “não se envergonha de ter compaixão”, uma compaixão, voltada a reintegrar o marginalizado.

Bento XVI participou do Consistório
Bento XVI participou do Consistório

Para ilustrar esta marginalização, Francisco toma como exemplo o leproso, que pela antiga lei, era “afastado e marginalizado pela comunidade”, considerado impuro. E o objetivo era “salvar os sãos e proteger os justos”, marginalizando assim o “perigo” e tratando sem piedade o contagiado:

“Imaginai quanto sofrimento e quanta vergonha devia sentir, física, social, psicológica e espiritualmente, um leproso! Não é apenas vítima da doença, mas sente que é também o culpado, punido pelos seus pecados. É um morto-vivo, como «se o pai lhe tivesse cuspido na cara». Além disso, o leproso suscita medo, desprezo, nojo e, por isso, é abandonado pelos seus familiares, evitado pelas outras pessoas, marginalizado pela sociedade; mais, a própria sociedade o expulsa e constringe a viver em lugares afastados dos sãos, exclui-o. E o modo como o faz é tal que, se um indivíduo são se aproximasse de um leproso seria severamente punido e com frequência tratado, por sua vez, como leproso”.

Continuar lendo Papa Francisco fala aos cardeais sobre a caridade

Card. Maradiaga: “Projeto de reforma requer parecer de quem tem experiência na Cúria”

Cidade do Vaticano (RV) – O cardeal hondurenho Oscar Rodriguez Maradiaga, coordenador do “Conselho de cardeais” instituído pelo Papa Francisco para ajudá-lo na reforma da Constituição Apostólica Pastor Bonus sobre a Cúria Romana, concedeu uma entrevista ao jornal dos bispos italianos “Avvenire”.

“Nosso trabalho não será emendar e nem retocar a Pastor Bonus. Será preciso um trabalho mais profundo e mais tempo. Não terminaremos em 2014, porque uma vez que o projeto estiver pronto, queremos ouvir o parecer de quem tem experiência na Cúria”.

Depois dos primeiros 3 dias de encontros do Conselho no Vaticano, o cardeal explicou que “a primeicard.-N-R-Maradiaga-Homdurasra coisa que o Papa pediu foi para refletirmos e propormos sugestões sobre o Sínodo dos Bispos, que deverá trabalhar com mais continuidade e de modo interativo, via Internet, por exemplo.

A respeito da criação de um eventual “moderator curiae”, o cardeal latino-americano explicou que se trata “de uma ideia surgida nas reuniões pré-Conclave para ajudar a Secretaria de Estado a desempenhar suas tarefas. Ainda é cedo para definir o perfil do ‘moderador’.

Em relação à possibilidade de fusão dos dicastérios, o Cardeal Maradiaga respondeu que “no pré-Conclave se falou disso, mas ainda não se pode dizer muito. Na época, cogitou-se unir os organismos econômicos e financeiros do Vaticano, criando uma espécie de “Ministério da Economia” vaticano, mas ainda não abordamos este tema. Aguardamos os resultados das duas comissões específicas instituídas pelo Papa”.

E o IOR?: “Há quem pense que seria melhor transformá-lo em um banco ético. Mas repito – acrescentou o coordenador do Conselho – temos que esperar o resultado das comissões, principalmente o da específica sobre o IOR”.  (CM)

Texto da Rádio Vaticano

Uma nova constituição para a Cúria

O papa Francisco se reúne a portas fechadas com cardeais que o aconselharão em reforma da Cúria Católica, desde terça, no Vaticano
O papa Francisco se reúne a portas fechadas com cardeais que o aconselharão em reforma da Cúria Católica, desde terça, no Vaticano

(ACI/EWTN Noticias).- Uma nova constituição para a Cúria do Vaticano em substituição da atual “Pastor Bonus” e a atribuição de um papel mais protagônico dos leigos foram os temas principais tratados ontem pela tarde e na manhã de hoje na reunião do Conselho de cardeais e o Papa Francisco que o instituiu para colaborar no governo da Igreja.

Assim o informou o diretor do Escritório de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, que explicou que a orientação dos cardeais “não é a de uma atualização da Constituição apostólica ‘Pastor Bonus’, com retoques ou modificações marginais, mas a de uma nova constituição com novidades de relevância. É necessário esperar um tempo adequado, depois deste Conselho, mas a ideia é essa. Os Cardeais deixaram claro que não se trata de fazer retoques cosméticos ou pequenos ajustes da Pastor bonus”.

Também é evidente a intenção dos cardeais de d estacar a natureza de serviço por parte da Cúria à Igreja universal e local mais “em termos de subsidiariedade, que de exercício de poder centralizado. A direção é a de atuar a serviço da Igreja em todas as suas dimensões”.

Um argumento muito importante foi o da natureza e funções da Secretaria de Estado que “deve ser a secretaria do Papa; a palavra Estado não deve dar lugar a equívocos. Esse organismo está a serviço do Papa no seu governo da Igreja universal. A reunião do Conselho é muito útil neste momento, em vista às orientações que o Santo Padre dará ao novo Secretário de Estado que tomará posse do seu cargo dentro de muito pouco, em 15 de outubro”.

Sempre no âmbito da Cúria se abordou a questão das relações entre os chefes de dicastério e o Papa e da coordenação entre os diversos organismos. “Neste contexto se falou da figura de um ‘Moderator Curiae’ ( moderador da cúria) e de suas funções. O tema foi tocado, mas não se tomou ainda nenhuma decisão; se houver, estará na nova constituição, mas, de fato é uma das hipóteses propostas pelo Conselho”.

Os cardeais falaram da possível reorganização das administrações dos bens temporais, mas sem aprofundar no tema já que estão à espera dos “informes das comissões referentes nessa matéria que lhes comunicarão o resultado de seu trabalho”.

Os membros do conselho deram uma “atenção notável” à questão dos leigos, já que os prelados recolheram muitas sugestões e pedidos sobre esse tema em suas respectivas zonas de procedência.

“Na hora de tratar da reforma da Cúria e suas instituições, está-se pensando também – explicou o Padre Lombardi- em dar maior atenção específica aos temas relativos aos leigos, que esta dimensão da realidade da Igreja seja adequada e eficazmente reconhecida e seguida pelo governo da Igreja. Agora há um Pontifício Conselho para os Leigos, mas se pode pensar em potencializar esta realidade”.

Nesta manhã voltaram a debater sobre o sínodo, em vista da preparação do próximo.

Por último, Lombardi disse que até ontem não se fixou uma data para a próxima reunião do Conselho, embora já se tinha falado de um encontro no começo do ano que vem, mas de forma informal.

“A intenção -concluiu- é a de continuar, sem esperar longos tempos. Além disso, não terá que pensar que entre uma reunião e outra não passe nada; os cardeais e o Papa continuam intercambiando opiniões e mensagens, embora não haja uma reunião plenária do Conselho”.

Papa na homilia da manhã: “Missa não é evento social, mas memória da salvação”

Cidade do Vaticano (RV) – “Quando Deus vem e se aproxima, é sempre festa”, disse o Papa na homilia proferida na manhã desta quinta, 3, na Casa Santa Marta, concelebrando a missa com os cardeais membros do Conselho que está reunido desde dia 1º no Vaticano.

O Papa ressaltou que não se pode transformar a memória da salvação numa lembrança, num “evento costumeiro”. “A missa não é um “evento social” e sim a presença do Senhor em meio de nós”.

Francisco se inspirou na primeira leitura, do Livro de Nemias, centrando sua homilia no tema da memória “que toca o coração”:

Isto não é importante só nos grandes momentos históricos, mas na nossa vida; todos temos memória da salvação. Mas ela está próxima de nós? Ou é uma memória distante, arcaica, uma memória de museu…? Quando a memória não é próxima, se torna uma simples recordação”.

“E esta alegria é a nossa força. A alegria da memória próxima. Ao invés, a memória domesticada, que se afasta e se torna uma simples recordação, não aquece o coração, não nos dá alegria e não nos dá força. Este encontro com a memória é um evento de salvação, é um encontro com o amor de Deus que fez história conosco e nos salvou; é um encontro de salvação. E é tão bom ser salvos que é preciso festejar”.

“Quando Deus vem e se aproxima – afirmou, há sempre festa. E muitas vezes nós cristãos temos medo de festejar: esta festa simples e fraterna que é um dom da proximidade do Senhor. A vida, acrescentou o Papa, nos leva a afastar esta proximidade, e a manter somente a lembrança da salvação, não a memória que está viva”. A Igreja tem a “sua” memória, que é a Paixão de Senhor. Também conosco acontece de afastar esta memória e transformá-la numa lembrança, num evento habitual”:

“Toda semana vamos à igreja, ou quando alguém morre vamos ao funeral… e essa memória, muitas vezes, nos aborrece porque não é próxima. É triste, mas a missa muitas vezes se transforma num evento social e não estamos próximos da memória da Igreja, que é a presença do Senhor diante de nós.”

“Peçamos ao Senhor – concluiu o Papa – a graça de ter sempre a sua memória próxima a nós, não domesticada pelo hábito, por tantas coisas, e distanciada numa simples recordação.

Do site da Rádio Vaticano 

/////////////////////////

Já neste caso o que foi: “Padre Celebra missa no meio do esgoto”?

Papa Francisco diz que Cúria Romana é “a lepra do papado”

FOLHA DE SÃO PAULO | O papa Francisco criticou os integrantes da Cúria Romana e qualificou a alta cúpula do clero como “a lepra do papado”, em entrevista publicada nesta terça-feira pelo jornal italiano “La Repubblica”.

As declarações são divulgadas no mesmo dia em que o pontífice deu início à reunião do Conselho dos Cardeais no Vaticano, com a intenção de apresentar um projeto para reformar a Cúria, o que pode ser a maior mudança na estrutura da Igreja Católica em 25 anos.

Na entrevista, Francisco considerou a instituição é “muito vaticano-cêntrica” e que os chefes da Igreja Católica “geralmente têm sido narcisistas, amantes da adulação e excitados de forma negativa por seus cortesãos”.

“A corte é a lepra do papado”, disse, antes de emendar que, apesar de a Cúria (governo da Igreja) não ser propriamente uma corte, existem “cortesãos”.

O papa Francisco se reúne a portas fechadas com cardeais que o aconselharão em reforma da Cúria Católica, nesta terça, no Vaticano
O papa Francisco se reúne a portas fechadas com cardeais que o aconselharão em reforma da Cúria Católica, nesta terça, no Vaticano

Nesta terça, o papa deu início à reunião do Conselho de Cardeais com uma missa na Casa de Santa Marta. Na cerimônia, desejou que a reunião renda todos “mais humildes, mais pacientes, mais confiantes de Deus, porque a Igreja possa dar um belo testemunho às pessoas e vendo o povo de Deus, vendo a Igreja, sintam a vontade de vir com nós”.

Francisco explicou que a vida do cristão é a da humildade e a força do Evangelho está nisso, “porque o Evangelho chega ao ponto mais alto na humilhação de Jesus, humildade que se torna humilhação”.

A força do Evangelho “está na humildade, humildade da criança que se deixa guiar pelo amor e pela ternura do pai”, continuou o papa.

“Bento 16 nos dizia que a Igreja não cresce por proselitismo, cresce por atenção, por testemunho”, afirmou ele. “E quando as pessoas, os povos veem este testemunho de humildade, de ternura, sentem a necessidade que fala o profeta Zacarias: ‘Queremos ir com vós’. As pessoas sentem a necessidade diante do testemunho da caridade, desta caridade humilde, sem prepotência, não suficiente, humilde, que afora e serve”, disse o pontífice.

O papa concluiu a missa com um pensamento especial para a reunião com o Conselho dos Cardeais, exigido por ele para auxiliá-lo na administração da Igreja. “Hoje aqui, no Vaticano começa a reunião com os cardeais consultores, que estão concelebrando a missa”.

BANCO

O Instituto para as Obras de Religião (IOR), conhecido como Banco do Vaticano, publicou nesta terça-feira seu balanço anual pela primeira vez desde que foi criado, há 125 anos.

A divulgação faz parte de medidas para melhorar a transparência da entidade. A instituição declarou um lucro líquido de € 86,6 milhões (R$ 261 milhões) em 2012, dos quais € 54,7 milhões (R$ 162 milhões) foram para os cofres da Santa Sé.

Os outros € 31,9 milhões (R$ 96 milhões) são reservados para “eventuais riscos operacionais gerais”. Em 2011, o lucro da entidade foi de € 20,3 milhões (R$ 61 milhões).

Até agora, o Banco do Vaticano, que tinha sido incluído na “lista negra” das instituições financeiras em função de seu secretismo, não publicava suas contas.

O novo presidente da instituição, Ernst von Freyberg, nomeado em fevereiro de 2013 por Bento 16, explicou em entrevista à Rádio Vaticano que “o IOR está comprometido com um processo de exaustivas reformas para promover os mais rigorosos padrões profissionais”.

As mudanças incluem a “implementação de rígidos processos contra a lavagem de capitais e a melhora de nossas estruturas internas”, acrescentou.

Um documento de mais de cem páginas contém ainda um resumo das contas dos primeiros oito meses de 2013 e um relatório de uma auditoria internacional.

No total, o IOR administra 13.700 de contas de membros do clero e funcionários e ex-funcionários do Vaticano.

Cardeais enviam mensagem ao Papa Emérito

telegramapapaAo fim da Congregação Geral desta terça-feira, os Cardeais enviaram um telegrama ao Papa emérito, assinado pelo Cardeal decano Angelo Sodano.

A seguir, a íntegra da mensagem:

“Os Padres Cardeais reunidos no Vaticano para as Congregações gerais em vista do próximo Conclave enviam a Sua Santidade uma uníssona saudação com a expressão da renovada gratidão por todo o luminoso ministério petrino de Sua Santidade e pelo exemplo dado de uma generosa solicitude pastoral para o bem da Igreja e do mundo.

A gratidão dos Cardeais quer representar o reconhecimento de toda a Igreja pelo incansável trabalho de Sua Santidade na vinha do Senhor.

Os membros do Colégio Cardinalício confiam, enfim, nas orações de Sua Santidade pelos cardeais, assim como por toda a Santa Igreja”.

Cardeal Sodano, Decano do Colégio Cardinalício, convocou os Cardeais para a primeira congregação de dia 4 de Março

Ouça aqui… RealAudioMP3 

O Cardeal Ângelo Sodano, Decano do Colégio Cardinalício acaba de convocar os cardeais para a 1ª Congregação Geral em conformidade com a Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis. Esta 1ª Congregação terá lugar no dia 4 de Março pelas 9.30h na Aula Paolo VI na Sala do Sinodo dos Bispos, estando também prevista uma 2ª Congregação para o mesmo dia marcada para as 17h. Durante a próxima semana será marcada a data de início do Conclave.

A partir do dia de hoje, 1 de Março, os Cardeais que já estão no Vaticano podem começar a falar uns com os outros, a fazer reflexões privadas, pessoais, para se prepararem para o Conclave. Irão para a Casa Santa Marta nas vésperas do Conclave, talvez no dia anterior. Contudo, estão ainda a decorrer algumas obras de adaptação. A atribuição dos quartos na Casa Santa Marta deverá ser sorteada entre os cardeais.