Morre Dom Evaristo Arns

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Dom Paulo Evaristo Arns em sua missa de Ação de Graças pelos 50 anos de ordenação episcopal | Agência Estado | Uol Notícias

GLOBO | Faleceu nesta quarta-feira (14) o cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, Arcebispo Emérito da Arquidiocese de São Paulo. Ele estava internado no Hospital Santa Catarina em decorrência de uma broncopneumonia. Arns tinha 95 anos.

D. Paulo foi internado no dia 28 de novembro para tratar de problemas pulmonares. Com o passar do dia o estado de saúde piorou e ele teve de ir para a UTI por causa de dificuldades na função renal. Segundo o hospital, Arns morreu às 11h45 por falência múltipla dos orgãos.

O velório de D. Paulo será na Catedral da Sé, no Centro de São Paulo, e deve durar 48 horas. Ele deve ser sepultado na cripta da catedral.

O comunicado da morte de Arns foi feito em nota divulgada pela Arquidiocese de São Paulo. O arcebispo metropolitano, Dom Odilo Scherer, afirmou em nota que Arns “entregou sua vida a Deus, depois de tê-la dedicado generosamente aos irmãos neste mundo”.

“Comunico, com imenso pesar, que no dia 14 de dezembro de 2016 às 11h45, o Cardeal Paulo Evaristo Arns, Arcebispo Emérito de São Paulo, entregou sua vida a Deus, depois de tê-la dedicado generosamente aos irmãos neste mundo.

Louvemos e agradeçamos ao “Altíssimo, onipotente e bom Senhor” pelos 95 anos de vida de Dom Paulo, seus 76 anos de consagração religiosa, 71 anos de sacerdócio ministerial, 50 de episcopado e 43 anos de cardinalato.

Glorifiquemos a Deus pelos dons concedidos a Dom Paulo, e que ele soube partilhar com os irmãos. Louvemos a Deus pelo testemunho de vida franciscana de Dom Paulo e pelo seu engajamento corajoso na defesa da dignidade humana e dos direitos inalienáveis de cada pessoa.

Agradeçamos a Deus por seu exemplo de Pastor zeloso do povo de Deus e por sua atenção especial aos pequenos, pobres e aflitos. Dom Paulo, agora, se alegre no céu e obtenha o fruto da sua esperança junto de Deus!

Convido todos a elevarem preces de louvor e gratidão a Deus e de sufrágio em favor do falecido Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns. Convido também a participarem do velório e dos ritos fúnebres, que serão realizados na Catedral Metropolitana de São Paulo”.

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Arcebispo de Brasilia será cardeal

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Dom Sérgio da Rocha é arcebispo de Brasília – Foto do Google

O GLOBO | Em um anúncio surpresa neste domingo, o Papa Francisco anunciou que elevará 17 prelados à função de cardeais. Dentre eles, está o brasileiro Dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Além disso, 13 desta lista têm menos de 80 anos e, por isso, são elegíveis para entrar no conclave que no futuro escolherá o próximo chefe do Vaticano.

O pontífice escolheu religiosos de cinco continentes, seguindo a sua tradição de nomear cardeais dos mais distantes e periféricos cantos do mundo — oferecendo mais representatividade a África, Oceania, Ásia e América do Sul do que à Europa, que por muito tempo dominou o Colégio Cardinalício.

Leia mais sobre esse assunto em O Globo

História da Solenidade de Corpus Christi

No final do século XIII surgiu em Lieja, Bélgica, um Movimento Eucarístico cujo centro foi a Abadia de Cornillon fundada em 1124 pelo Bispo Albero de Lieja. Este movimento deu origem a vários costumes eucarísticos, como por exemplo a Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos durante a elevação na Missa e a festa do Corpus Christi.

Santa Juliana de Mont Cornillon, naquela época priora da Abadia, foi a enviada de Deus apra propiciar esta Festa. A santa nasceu em Retines perto de Liège, Bélgica em 1193. Ficou órfã muito pequena e foi educada pelas freiras Agostinas em Mont Cornillon. Quando cresceu, fez sua profissão religiosa e mais tarde foi superiora de sua comunidade. Morreu em 5 de abril de 1258, na casa das monjas Cistercienses em Fosses e foi enterrada em Villiers.

Desde jovem, Santa Juliana teve uma grande veneração ao Santíssimo Sacramento. E sempre esperava que se tivesse uma festa especial em sua honra. Este desejo se diz ter intensificado por uma visão que teve da Igreja sob a aparêncai de lua cheia com uma mancha negra, que significada a ausência dessa solenidade.

Juliana comunicou estas aparições a Dom Roberto de Thorete, o então bispo de Lieja, também ao douto Dominico Hugh, mais tarde cardeal legado dos Países Baixos e Jacques Pantaleón, nessa época arquidiácolo de Lieja, mais tarde o Papa Urbano IV.

O bispo Roberto focou impressionado e, como nesse tempo os bispos tinham o direito de ordenar festas para suas dioceses, invocou um sínodo em 1246 e ordenou que a celebração fosse feita no ano seguinte, ao mesmo tempo o Papa ordenou, que um monge de nome João escrevesse o ofócio para essa ocasão. O decreto está preservado em Binterim (Denkwürdigkeiten, V.I. 276), junto com algumas partes do ofício.

Dom Roberto não viveu para ser a realização de sua ordem, já que morreu em 16 de outubro de 1246, mas a festa foi celebrada pela primeira vez no ano seguinte a quinta-feira posterior à festa da Santíssima Trindade. Mais tarde um bispo alemão conheceu os costume e a o estendeu por toda a atual Alemanha.

O Papa Urbano IV, naquela época, tinha a corte em Orvieto, um pouco ao norte de Roma. Muito perto desta localidade está Bolsena, onde em 1263 ou 1264 aconteceu o Milagre de Bolsena: um sacerdote que celebrava a Santa Missa teve dúvidas de que a Consagração fosse algo real., no momento de partir a Sagrada Forma, viu sair dela sangue do qual foi se empapando em seguida o corporal. A venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 junho de 1264. Hoje se conservam os corporais -onde se apóia o cálice e a patena durante a Missa- em Orvieto, e também se pode ver a pedra do altar em Bolsena, manchada de sangue.

O Santo Padre movido pelo prodígio, e a petição de vários bispos, faz com que se estenda a festa do Corpus Christi a toda a Igreja por meio da bula “Transiturus” de 8 setembro do mesmo ano, fixando-a para a quinta-feira depois da oitava de Pentecostes e outorgando muitas indulgências a todos que asistirem a Santa Missa e o ofício.

Em seguida, segundo alguns biógrafos, o Papa Urbano IV encarregou um ofício -a liturgia das horas- a São Boa-ventura e a Santo Tomás de Aquino; quando o Pontífice começou a ler em voz alta o ofício feito por Santo Tomás, São Boa-ventura foi rasgando o seu em pedaços.

A morte do Papa Urbano IV (em 2 de outubro de 1264), um pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e, no concílio geral de Viena (1311), ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317 é promulgada uma recopilação de leis -por João XXII- e assim a festa é estendida a toda a Igreja.

Nenhum dos decretos fala da procissão com o Santíssimo como um aspecto da celebração. Porém estas procissões foram dotadas de indulgências pelos Papas Martinho V e Eugênio IV, e se fizeram bastante comuns a partir do século XIV.

A festa foi aceita em Cologne em 1306; em Worms a adoptaram em 1315; em Strasburg em 1316. Na Inglaterra foi introduzida da Bélgica entre 1320 e 1325. Nos Estados Unidos e nos outros países a solenidade era celebrada no domingo depois do domingo da Santíssima Trindade.

Na Igreja grega a festa de Corpus Christi é conhecida nos calendários dos sírios, armênios, coptos, melquitas e os rutínios da Galícia, Calábria e Sicília.

Finalmente, o Concílio de Trento declara que muito piedosa e religiosamente foi introduzida na Igreja de Deus o costume, que todos os anos, determinado dia festivo, seja celebrado este excelso e venerável sacramento com singular veneração e solenidade; e reverente e honorificamente seja levado em procissão pelas ruas e lugares públicos. Nisto os cristãos expressam sua gratidão e memória por tão inefável e verdadeiramente divino benefício, pelo qual se faz novamente presente a vitória e triunfo sobre a morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Fonte Catequisar

Imagem Internet

Cardeal Marx diz que a Igreja da Alemanha não é uma filial de Roma e que Sínodo não pode dizer-lhes o que devem fazer

O presidente da Conferência Episcopal Alemã, cardeal arcebispo de Munique, Reinhard Marx, declarou que «não somos uma filial de Roma. Cada conferência episcopal é responsável pelo cuidado pastoral em sua cultura e devemos, como tarefa própria, anunciar o evangelho por nossa conta». Quanto à pastoral, o cardeal disse que «o Sínodo não pode prescrever em detalhes o que devemos fazer na Alemanha».

Por Il Foglio/Cathcon/InfoCatólica | Tradução: Marcos Fleurer – Fratres in Unum.com Em declarações à imprensa, o cardeal dá por fato que após o sínodo seguirá uma comissão (em seu país) que analisará os temas mais relevantes já que, segundo ele as polêmicas teológicas sobre o matrimônio, a família e a moral sexualnão poderão ser solucionadas em três semanas.

No Sínodo, indica, devemos encontrar um texto base que «conduziria a um maior progresso» na discussão. Também deve se buscar uma posição comum sobre questões fundamentais.

Sobre a doutrina, o cardeal disse que se deve estar em comunhão com a Igreja, mas em questões individuais de atenção pastoral, «o Sínodo não pode prescrever em detalhes o que devemos fazer na Alemanha». Portanto, acrescenta, os bispos alemães tem a intenção de publicar sua própria carta pastoral sobre o matrimônio e a família depois do Sínodo.

O ofício dos bispos não é esperar e receber permissão. «Não somos só uma filial de Roma.Cada conferência episcopal é responsável pelo cuidado pastoral em sua cultura e devemos, como tarefa própria, anunciar o evangelho por nossa conta. Não podemos esperar até que um sínodo estabeleça algo, como temos feito até aqui, para abordar a pastoral familiar».

Fonte: Fratres in Unum

Papa não vai nomear uma mulher como cardeal

Folha de São Paulo – O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse que teoricamente e teologicamente é possível a nomeação de uma mulher como cardeal pelo papa Francisco, mas que isso não está no horizonte –ao menos de curto prazo.

Pe. Federico Lombardi.

O próximo consistório (reunião para nomeação de cardeais) está marcado para fevereiro. “Não é uma possibilidade realista. Teológica e teoricamente, é possível [nomear uma mulher cardeal]: para alguém ser cardeal, em tese, não é preciso ter sido ordenado [padre]. Mas daí a sugerir que o papa nomeará mulheres cardeais no próximo consistório não é nem remotamente realista”, declarou.

Ele não afirmou que isso nunca ocorrerá, porém, apenas que não na próxima leva de nomeações.

As especulações sobre o assunto começaram em setembro, quando o ex-padre Juan Arias, correspondente do jornal espanhol “El País” no Brasil, escreveu um artigo dizendo que Francisco cogitava elevar mulheres ao cardinalato.

No fim de semana, foi o irlandês “Irish Times” que levantou o tema, o que levou à manifestação de Lombardi.

Embora essa possibilidade nunca tenha sido confirmada, chegaram a circular nomes de mulheres “cardinaláveis”, como a teóloga Linda Hogan, do Trinity College de Dublin (Irlanda), e a ex-presidente irlandesa Mary McAleese. Desde sua eleição, Francisco tem dito que é necessário dar maior participação às mulheres na igreja.

Promover a família beneficiará a todos, afirma o Papa

pppapa130913cna(ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes da 47ª Semana Social dos católicos italianos iniciada nesta quinta-feira na cidade de Turim (Itália) e os chamou a “evidenciar o laço que une o bem comum à promoção da família fundada nomatrimônio”. A mensagem foi dirigida ao Presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), Cardeal Angelo Bagnasco, e nele Francisco recorda que a família é uma escola privilegiada de generosidade que educa a superar o individualismo que existe na sociedade.

A família, indicou o Papa, é mais que um tema, é vida, “é caminho de gerações que se transmitem a fé junto com o amor”, “é fadiga, paciência, e também projeto, esperança e futuro”. E tudo isto se converte em levedura cada dia na massa de toda a sociedade para o seu maior bem comum. Além disso, o futuro da mesma sociedade está enraizado nos jovens e nos anciões, que são a memória viva.

Por isso, advertiu que “um povo que não se ocupa dos anciões, das crianças e dos jovens não tem futuro”.

Sobre a Igreja, indicou que esta oferece “uma concepção da família que é a do livro do Gênesis, da unidade na diferença entre homem e mulher” e como tal “merece ser sustentada eficazmente”.

Dia da Família IINesse sentido, advertiu que as consequências das eleições culturais e políticas que se referem à família afetam os diversos âmbitos da vida de um país: desde o problema demográfico às demais questões referentes ao trabalho até a mesma “visão antropológica que está na base de nossa civilização”.

Conforme informou a Rádio Vaticano, o Santo Padre reconheceu “os sofrimentos de tantas famílias” devido à falta de trabalho ou aos conflitos internos ou os fracassos da experiência conjugal e manifestou a todos a sua proximidade, de uma vez que recordou o testemunho simples de tantas famílias “que vivem a experiência do matrimônio e do ser progenitores com alegria” e sem medo de encarar também os momentos da cruz que vivida em união com a do Senhor, não impede o caminho do amor, mas ao contrário, pode fazê-lo mais forte.

Em sua mensagem, também recordou ao Beato José Toniolo, um leigo católico que apesar das dificuldades soube percorrer caminhos profícuos “para trabalhar na busca e na construção do bem comum”, destacando que seu exemplo “constitui um estímulo sempre válido para os católicos leigos de hoje para que procurem vias eficazes para a mesma finalidade”.

Finalmente, expressou seu desejo de que esta Semana Social contribua “de modo eficaz evidenciar o laço que une o bem comum à promoção da família fundada no matrimônio, acima de preconceitos e ideologias”.

As Semanas Sociais na Itália começaram em 1907. Um de seus principais promotores foi o Beato José Toniolo. Esta é a primeira Semana Social que se celebra depois de sua beatificação realizada em 28 de abril de 2012.

Vaticano: Igreja não é uma democracia, mas tem de haver mais comunicação e participação

Fátima, 12 set 2013 (Ecclesia) – O cardeal Sean O’Malley, arcebispo de Boston, defendeu hoje mais “colegialidade”, “participação” e “comunicação” na Igreja e assume como “primeira preocupação” a reforma da Cúria para que Papa “tenha os colaboradores que precisa”.

Em declarações aos jornalistas em Fátima, à margem do Encontro Nacional de Pastoral Social, o arcebispo norte-americano afirmou que a palavra “democracia” não se aplica ao governo da Igreja.

“Às vezes, a maioria tem razão, às vezes não! Democracia não é a palavra que usaria para a Igreja, mas participação, colegialidade. Isso é muito importante”, afirmou o cardeal O’Malley.

O arcebispo de Boston referiu que a Igreja “jamais vai ser uma democracia política” porque as “normas políticas são diferentes das da Igreja”, onde o objectivo é “trabalhar juntos para descobrir a vontade de Deus”, colocando-a depois em prática.

D. Sean O’Malley integra o grupo de oito cardeais que irá aconselhar o Papa no governo da Igreja, nomeadamente na reforma da Cúria Romana, tendo a primeira reunião com o Papa entre os dias 1 e 3 de outubro.

O cardeal =’Malley lembra que não trabalha na Cúria, mas afirma que “faz falta muito mais comunicação entre os diferentes dicastérios e também com as conferências episcopais com a Cúria”, para combater o isolamento em que trabalham.

Para o arcebispo de Boston, é urgente fazer reformas na Cúria Romana para que o Papa tenha colaboradores necessários ao exercício do seu ministério.

“A primeira preocupação vai ser reformar a Cúria para que o Santo Padre tenha os colaboradores que precisa para exercer o seu ministério como nosso Papa”, afirmou.

O cardeal O’Malley, arcebispo de Boston, nos EUA, inclui o tema da “transmissão na fé no mundo” e da “crise de vocações” entre os que deseja apresentar no grupo dos oito cardeais.

“Há muitas outras coisas que vamos falar entre nós os cardeais e com o Papa, mas são temas que vamos partilhar diretamente com o Santo Padre”, referiu.

O Cardeal O’Malley participou hoje em Fátima no Encontro de Pastoral Social, onde proferiu uma conferência intitulada «A caridade é a fé em acção».

Em setembro Papa anunciará data da canonização dos Beatos João Paulo II e João XXIII

30 de setembro: Papa anunciará data da canonização de João XXIII e JPIIA data da canonização dos beatos João XXIII e João Paulo II será conhecida no próximo dia 30 de setembro, durante Consistório que será presidido pelo Papa Francisco. A informação foi dada pelo Prefeito da Congregação da Causa dos Santos, Cardeal Angelo Amato, nesta terça-feira, 20, em Rimini, na Itália, na apresentação de uma mostra sobre São João Batista Piamarta.

Cardeal Amato lembrou que, no voo de volta do Brasil, o Papa já havia anunciado que a canonização dos dois beatos não deveria ser agora no fim deste ano, mas em 2014. E a data precisa, segundo ele, será anunciada durante esse Consistório no próximo mês, uma reunião de cardeais que falará propriamente sobre essas duas canonizações. “Neste momento (no Consistório) o Santo Padre dirá a data oficial, que só ele sabe”, disse o Cardeal.

O prefeito da Congregação da Causa dos Santos aproveitou para dizer algumas palavras sobre os dois beatos, futuros santos. “João XXIII foi o grande profeta e criador do Concílio; João Paulo II é aquele que o colocou em prática e o desenvolveu, em todos os seus componentes e em todas as suas virtualidades. São realmente dois pilares não somente de cultura cristã, mas também de santidade cristã”.

Fonte Rádio Vaticano

Dom João Bráz de Aviz fará parte do séquito papal

O cardeal João Bráz de Aviz, único brasileiro com funções na cúria romana, fará parte do séquito do Papa Francisco. O brasileiro é também prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada.

O Sumo Pontífice terá também em séquito, entre outros, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, e Marc Ouellet, presidente da Comissão para a América Latina.

Francisco é o terceiro Papa a visitar o Brasil: João Paulo II realizou três viagens e uma escala, Bento XVI visitou o país em 2007.

O diretor da sala de imprensa da Santa Sé adiantou ainda que o voo entre Roma e Rio de Janeiro vai incluir um encontro “cordial” do Papa com os jornalistas, mas sem o esquema de pergunta-resposta que tinha sido mantido por Bento XVI.

O que é Séquito Papal?

Séquito é o grupo que segue junto a alguém; geralmente um nobre: reis, rainhas e príncipes. No caso do Papa será como uma corte. O termos é antigo, e se refere ao grupo de pessoas que acompanham uma autoridade; comumente uma referência aos acompanhantes dos nobres. Em suma, equivale a comitiva.

Fonte:  Portal Ecclesia.

O estilo do Papa Francisco e papa emérito Bento XVI revelados pelo Twitter

ESTADÃO | Em 12 de dezembro de 2012, no finzinho de seu pontificado, o papa Bento XVI entrou para o mundo do Twitter (@pontifex) – com contas em nove idiomas: latim, italiano, inglês, francês, espanhol, alemão, polonês, árabe e português (no caso, @pontifex_pt). Quando Bento renunciou, a Igreja decidiu arquivar todos os seus posts em uma página do site oficial do Vaticano. E “zerar” a conta, entregando o perfil em branco ao sucessor.

Francisco usa a ferramenta. Com quatro meses de papado, já é possível notar diferenças no conteúdo das mensagens. “É evidente que um não é o outro”, diz o cardeal arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer.

“O estilo de texto é semelhante, porque são frases diretas e simples, como o Twitter pede. Mas notamos uma grande diferença na importância que cada um dá a determinados temas – e isso é bem característico de cada um”, diz o sociólogo e biólogo Francisco Borba Ribeiro Neto, coordenador do Núcleo Fé e Cultura da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

166731_384374728337247_1054198360_nA pedido do Estado, Neto analisou os tweets postados pelos dois papas. E concluiu que ambos dedicaram 70% das postagens a quatro grandes temas: a dimensão mística da vida cristã; a contraposição da cultura do ter com a cultura do amor ao próximo; empenho e testemunho; e confiança, esperança e alegria. A partir dessa divisão, o sociólogo percebeu as diferenças de conteúdo de cada um.

“No Twitter de Bento, o tema mais importante era a dimensão mística da vida cristã, a questão do encontro com Cristo”, explica. Exemplos são: “Quando nos entregamos totalmente ao Senhor, tudo muda. Nós somos filhos de um Pai que nos ama e nunca nos abandona”.

“Para Francisco, o mais forte é a contraposição entre a cultura do ter e a cultura do amar e a questão do testemunho e da missão cristã. São temas complementares, uma vez que a cultura do amar se explicita pelo testemunho, pelo empenho com o próximo”, afirma o sociólogo.

“O atual papa está preocupado em dizer para os cristãos que eles devem ser mais atuantes”, diz Neto.

/ E.V.

Papa diz que protestos no País são justos e de acordo com Evangelho

Papa Francisco deve se referir às manifestações espalhadas pelo País em seu discurso na Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, no final do mês de julho

1044827_342427299218739_226133895_nO papa Francisco, que virá ao Brasil no próximo dia 22 para participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro, disse que as manifestações que estão ocorrendo por todo o País são justas e de acordo com o Evangelho, segundo informações do jornal El País.

De acordo com reportagem do periódico, o Pontífice tem se informado diretamente dos protestos em curso nas ruas brasileiras, com massiva participação dos jovens, e deve inclusive se referir às manifestações em seu discurso na JMJ, segundo fonte “confiável” do correspondente do El País.

ppfranciscoaudiencia03042013O papa Francisco já teria escrito seu discurso quando foi informado, pessoalmente, por prelados brasileiros sobre as manifestações e atos de violência registrados no País. O primeiro a se encontrar com o pontífice no Vaticano foi o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta.

Há 15 dias, foi a vez do arcebispo de São Paulo, dom Cláudio Hummes, conversar com o Papa, seguido finalmente pelo cardeal Raymundo Damasceno de Assis, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que declarou apoio às manifestações, desde que pacíficas. O documento produzido pela CNBB estaria nas mãos do papa Francisco, segundo o periódico.

Dom Cláudio Hummes, após seu encontro com o Pontífice, disse a um grupo de católicos no Colégio São Bento que a “mensagem de Cristo está em sintonia com essas reivindicações do povo”, segundo o El País, e acrescentou que “por isso devem estar presentes. O povo, de fato, está vivendo o Evangelho”.

O cardeal afirmou que não teme que as manifestações possam manchar a visita do Papa ao Brasil, e inclusive transmitiu ao Pontífice que os protestos não estão relacionados com sua visita, e sim contra o governo.

‘É o despertar de nova consciência’, diz Dom Odilo sobre manifestações

Juliana Cardilli | Do G1, em São Paulo | O cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, disse nesta terça-feira (18) ver de maneira muito positiva as manifestações que têm ocorrido nos últimos dias em diversas cidades do país, classificadas por ele como “o despertar de uma nova consciência política, sobretudo dos jovens”. Nesta terça, o sexto ato contra o aumento das passagens de ônibus em São Paulo foi iniciado na Praça da Sé, onde fica a Catedral da Sé, que foi fechada devido ao grande número de manifestantes na região.

“A Praça da Sé é palco tradicional de manifestações em São Paulo. Ali tiveram lugar grandes manifestações pela redemocratização do país, clamores também pela justiça, pelos direitos humanos, de repúdio à violência”, disse Dom Odilo ao G1. “Então de fato é natural que haja também na Praça da Sé manifestações desse tipo, porque de alguma forma é um espaço símbolo para as grandes reivindicações, manifestações da coletividade.”

O cardeal arcebispo de São Paulo também disse que as manifestações têm gerado uma consciência de que o bem estar e os frutos do crescimento econômico do país precisam alcançar toda a população. E lembrou que elas se tornaram palco de exposição das necessidades da população.

“Se estas manifestações tiveram início no protesto contra o aumento dos bilhetes de transporte urbano, em seguida elas tomaram orientações várias, e trouxeram à pauta a questão da saúde, da educação, da segurança, a questão das despesas com a Copa do Mundo, as Olimpí-adas, das despesas também com o custo da corrupção no Brasil. Elas estão se tornando o momento de dar voz a muitas preocupações latentes no meio da população, muitos anseios e muitas necessidades que não estão sendo devidamente atendidos”, explicou.

Em meio aos elogios aos atos, Dom Odilo criticou apenas os atos de violência, que se tornaram isolados nos últimos dias em São Paulo. “Eu vejo um fato positivo nesse despertar de uma consciência coletiva a respeito dos rumos que o país está tomando. Por outro lado, a gente fica apreensivo quando estas manifestações vêm misturadas com fatos de violência. A violência não é boa, não importa de onde ela venha.”

GIRO DE NOTÍCIAS: Colômbia, Papa, Casa Santa Marta, “matrimônio” gay,

Bispos da Colômbia satisfeitos pelos avanços nos diálogos de paz com as FARC

O Cardeal Rubén Salazar Gómez, Arcebispo de Bogotá e Presidente da Conferência Episcopal da Colômbia (CEC), expressou a satisfação dos bispos do país pelos avanços que se deram nos diálogos de paz entre o Governo e a guerrilha narcoterrorista das FARC.

O Cardeal assegurou que espera que através de um “diálogo transparente que procure o bem comum de todos os colombianos”, os delegados do Governo e das FARC “possam prosseguir -inclusive com maior celeridade- sua delicada missão de estabelecer as bases de um término definitivo do conflito armado”, onde se dê um acompanhamento especial às vítimas e que o processo tenha um ritmo adequado.

A Igreja nos leva a Cristo, recorda o Papa ante aqueles que dizem “Cristo sim, Igreja não”

Papa toma chuva enquanto cumprimenta os fiéis
Papa toma chuva enquanto cumprimenta os fiéis

Em meio da chuva, no dia 29 de maio, que não impediu que cumprimentasse, como sempre faz, a todos os assistentes a audiência geral desta quarta-feira na Praça de São Pedro, o Papa Francisco recordou que a Igreja é a que nos leva a Cristo, a Deus; ante aqueles que afirmam “Cristo sim, Igreja não” ou aqueles que dizem não acreditar nos sacerdotes.

Inaugurando um novo ciclo de catequese sobre a Igreja, à luz do Concílio Vaticano II, o Papa explicou que a Igreja é a família de Deus, cujo projeto é fazer “de todos nós uma única família de filhos, em que cada um se sinta próximo e amado por Ele” como na parábola do Filho pródigo ou do Pai misericordioso.

“Quando se manifesta a Igreja? Celebramos esse momento há dois domingos. Se manifesta quando o dom do Espírito Santo enche o coração dos Apóstolos e os impele a sair e começar o caminho para anunciar o Evangelho, espalhar o amor de Deus. Mesmo hoje em dia, alguém diz: ‘Cristo sim, a Igreja não’. Como aqueles que dizem ‘eu acredito em Deus, mas não nos sacerdotes’.?Mas é a Igreja que nos leva a Cristo, que nos leva a Deus, a Igreja é a grande família dos filhos de Deus”.

O Papa Francisco explicou por que mora na Casa Santa Marta

“Procuro manter o mesmo jeito de ser e de agir que tinha em Bs As, porque se eu mudar na minha idade, com certeza vou fazer um papel ridículo.

Não quis ir morar no Palácio Apostólico, vou lá só para trabalhar e para as audiências. Fiquei morando na Casa Santa Marta, que é uma casa de hóspedes (onde ficamos hospedados durante o Conclave) para bispos, padres e leigos. Estou perto das pessoas e levo uma vida normal: missa pública de manhã, como no refeitório com todos, etc. Isto me faz bem e evita que fique isolado.” – Papa Francisco

Mais de um milhão protestam contra a lei de “matrimônio” gay na França

Na França, mais de um milhão de pessoas, segundo os organizadores, ou 150.000 pessoas, segundo a Polícia, saíram neste domingo às ruas de Paris para protestar contra a aprovação do matrimônio homossexual.

A marcha culminou ante o Hospital dos Inválidos com uma multidão que abarrotou as zonas ajardinadas que rodeiam o histórico edifício, situado em pleno centro da capital francesa. A campanha foi realizada por organizações de base e contou com o apoio rápido da Igreja Católica.

História da Solenidade de Corpus Christi

No final do século XIII surgiu em Lieja, Bélgica, um Movimento Eucarístico cujo centro foi a Abadia de Cornillon fundada em 1124 pelo Bispo Albero de Lieja. Este movimento deu origem a vários costumes eucarísticos, como por exemplo a Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos durante a elevação na Missa e a festa do Corpus Christi.

Santa Juliana de Mont Cornillon, naquela época priora da Abadia, foi a enviada de Deus apra propiciar esta Festa. A santa nasceu em Retines perto de Liège, Bélgica em 1193. Ficou órfã muito pequena e foi educada pelas freiras Agostinas em Mont Cornillon. Quando cresceu, fez sua profissão religiosa e mais tarde foi superiora de sua comunidade. Morreu em 5 de abril de 1258, na casa das monjas Cistercienses em Fosses e foi enterrada em Villiers.

Desde jovem, Santa Juliana teve uma grande veneração ao Santíssimo Sacramento. E sempre esperava que se tivesse uma festa especial em sua honra. Este desejo se diz ter intensificado por uma visão que teve da Igreja sob a aparêncai de lua cheia com uma mancha negra, que significada a ausência dessa solenidade.

Juliana comunicou estas aparições a Dom Roberto de Thorete, o então bispo de Lieja, também ao douto Dominico Hugh, mais tarde cardeal legado dos Países Baixos e Jacques Pantaleón, nessa época arquidiácolo de Lieja, mais tarde o Papa Urbano IV.

O bispo Roberto focou impressionado e, como nesse tempo os bispos tinham o direito de ordenar festas para suas dioceses, invocou um sínodo em 1246 e ordenou que a celebração fosse feita no ano seguinte, ao mesmo tempo o Papa ordenou, que um monge de nome João escrevesse o ofócio para essa ocasão. O decreto está preservado em Binterim (Denkwürdigkeiten, V.I. 276), junto com algumas partes do ofício.

Dom Roberto não viveu para ser a realização de sua ordem, já que morreu em 16 de outubro de 1246, mas a festa foi celebrada pela primeira vez no ano seguinte a quinta-feira posterior à festa da Santíssima Trindade. Mais tarde um bispo alemão conheceu os costume e a o estendeu por toda a atual Alemanha.

O Papa Urbano IV, naquela época, tinha a corte em Orvieto, um pouco ao norte de Roma. Muito perto desta localidade está Bolsena, onde em 1263 ou 1264 aconteceu o Milagre de Bolsena: um sacerdote que celebrava a Santa Missa teve dúvidas de que a Consagração fosse algo real., no momento de partir a Sagrada Forma, viu sair dela sangue do qual foi se empapando em seguida o corporal. A venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 junho de 1264. Hoje se conservam os corporais -onde se apóia o cálice e a patena durante a Missa- em Orvieto, e também se pode ver a pedra do altar em Bolsena, manchada de sangue.

O Santo Padre movido pelo prodígio, e a petição de vários bispos, faz com que se estenda a festa do Corpus Christi a toda a Igreja por meio da bula “Transiturus” de 8 setembro do mesmo ano, fixando-a para a quinta-feira depois da oitava de Pentecostes e outorgando muitas indulgências a todos que asistirem a Santa Missa e o ofício.

Em seguida, segundo alguns biógrafos, o Papa Urbano IV encarregou um ofício -a liturgia das horas- a São Boa-ventura e a Santo Tomás de Aquino; quando o Pontífice começou a ler em voz alta o ofício feito por Santo Tomás, São Boa-ventura foi rasgando o seu em pedaços.

A morte do Papa Urbano IV (em 2 de outubro de 1264), um pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e, no concílio geral de Viena (1311), ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317 é promulgada uma recopilação de leis -por João XXII- e assim a festa é estendida a toda a Igreja.

Nenhum dos decretos fala da procissão com o Santíssimo como um aspecto da celebração. Porém estas procissões foram dotadas de indulgências pelos Papas Martinho V e Eugênio IV, e se fizeram bastante comuns a partir do século XIV.

A festa foi aceita em Cologne em 1306; em Worms a adoptaram em 1315; em Strasburg em 1316. Na Inglaterra foi introduzida da Bélgica entre 1320 e 1325. Nos Estados Unidos e nos outros países a solenidade era celebrada no domingo depois do domingo da Santíssima Trindade.

Na Igreja grega a festa de Corpus Christi é conhecida nos calendários dos sírios, armênios, coptos, melquitas e os rutínios da Galícia, Calábria e Sicília.

Finalmente, o Concílio de Trento declara que muito piedosa e religiosamente foi introduzida na Igreja de Deus o costume, que todos os anos, determinado dia festivo, seja celebrado este excelso e venerável sacramento com singular veneração e solenidade; e reverente e honorificamente seja levado em procissão pelas ruas e lugares públicos. Nisto os cristãos expressam sua gratidão e memória por tão inefável e verdadeiramente divino benefício, pelo qual se faz novamente presente a vitória e triunfo sobre a morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Fonte Catequisar

Imagem Internet

AIF apresenta relatório com informações financeiras do Vaticano

Foi apresentado nesta quarta-feira, 22, na Sala de Imprensa Vaticana, o primeiro relatório anual da AIF, Autoridade de Informação Financeira, fundada por Bento XVI em 2010 e presidida pelo Cardeal Attilio Nicora. O Relatório, concernente a 2012, foi apresentado pelo diretor da AIF, Dr. René Brülhart.

O diretor da Autoridade de Informação Financeira vaticana destacou que a missão deste novo organismo é intensificar o esforço de transparência financeira, a prevenção e o contraste de reciclagem. Esta instituição, afirmou, é, antes de tudo, “um ato de coerência com a sua missão, em âmbito moral, para que a economia e a finança não sejam simples fins, mas meios a serviço da pessoa”.

Dr. René afirmou, segundo o relatório anual, que o Vaticano torna-se, cada vez mais, “um aliado crível no combate internacional contra a reciclagem”. A propósito, ele anunciou que, nos próximos meses, serão tomadas providências para aumentar os poderes de vigilância e inspeção do novo organismo vaticano.

O relatório recorda que, nos últimos dois anos, houve uma maior integração do Estado do Vaticano no sistema jurídico internacional de combate à reciclagem e ao financiamento do terrorismo, que pode, inclusive, fazer inspeções e aplicar sanções administrativas.

Enfim, o relatório do novo organismo vaticano, composto por sete pessoas, coloca em evidência a sua atividade de informação financeira: coleta de notificações de transações suspeitas; análises e aprofundamento das notificações e transmissão dos relatórios ao Promotor de Justiça.

A Igreja precisa de fervor apostólico e não de cristãos de salão, diz Francisco

ppfranciscoaudiencia03042013(ACI/EWTN Noticias).- O Papa Francisco assinalou nesta manhã que a Igreja precisa de cristãos com fervor apostólico e não cristãos de salão que não o vivem, a exemplo de São Paulo que anunciou o Evangelho sempre com coragem.

Na Missa, que concelebrou com o Cardeal Peter Turkson e Dom Mario Tusso, presidente e secretário do Pontifício Conselho Justiça e Paz, o Papa recordou que a vida de São Paulo foi “uma batalha campal” e uma “vida com muitas provações” ante as que não se desalenta “porque sempre vê o Senhor ao final pelo que não deixa de ir adiante”.

“Paulo incomodava: com sua pregação, com seu trabalho e com o seu comportamento, porque anunciava Jesus Cristo ante nossas comodidades, tantas vezes ante nossas estruturas cômodas, também cristãs. O Senhor quer que nós sigamos adiante, que não nos refugiemos numa vida tranquila, em estruturas caducas”.

Depois de assinalar que São Paulo era um homem ardoroso e de grande fervor apostólico, o Papa explicou que este zelo “é algo que vem de dentro, que o mesmo Senhor quer de nós (…) E de onde vem? Vem do conhecimento de Jesus Cristo. Paulo encontrou-se com Jesus, mas não em um conhecimento intelectual ou científico – isso é importante porque nos ajuda – mas encontrou-se com esse conhecimento do coração, do conhecimento pessoal”.

O Papa disse logo que “Paulo esteve sempre em problemas, mas não em problemas pelos problemas, mas sim por Jesus” porque anunciá-lo “tem estas consequências”. O fervor apostólico se compreende sozinho “em uma atmosfera de amor”. Este zelo “tem um pouco de loucura, uma loucura espiritual, uma loucura sadia” que São Paulo também tinha.

“Existem também os cristãos de salão, né? Aqueles educados, que fazem tudo bem, mas que não sabem fazer filhos da Igreja com o anúncio e com o ardor apostólico. Hoje peçamos ao Espírito Santo que nos dê este fervor apostólico a todos nós e que nos dê a graça de incomodar as coisas que estão muito tranquilas na Igreja, a graça de avançar para as periferias existenciais. A Igreja precisa muito disto!”

“Não só em terras longínquas, nas Igrejas jovens, nos povos que ainda não conhecem Jesus Cristo, mas também aqui nas cidades (…) Adiante, como diz o Senhor a Paulo ‘Coragem!’”.

Papa pede respeito pela liberdade religiosa

 (Ecclesia) – O Papa Francisco apelou hoje ao respeito pela liberdade religiosa e ao reconhecimento do papel do Cristianismo na construção da identidade da Europa, numa mensagem enviada a um encontro entre católicos e ortodoxos.

O texto, divulgado pela Rádio Vaticano, pede que as autoridades civis respeitem “em todos os lugares” o direito dos crentes a “viver livremente o seu próprio culto e exprimir publicamente a sua fé”.

O Papa Francisco alude ao 1700.º aniversário do “histórico” Édito de Milão, que trouxe liberdade religiosa aos cristãos, assinado pelo imperador romano Constantino, que nasceu em 274 e faleceu em 337.

A mensagem, enviada através do secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, é dirigida ao patriarca ecuménico (Igreja Ortodoxa) de Constantinopla (atual Istambul), Bartolomeu, que acolhe na Turquia um seminário sobre o decreto do imperador romano, em colaboração com o Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE).

O Papa convida “todos os cidadãos europeus” a reconhecerem “o papel que o Cristianismo teve na formação” da sua cultura e a permanecerem “aberto ao contributo contínuo que os crentes cristãos podem dar neste sentido”.

Francisco deixa uma saudação particular a Bartolomeu, manifestando a sua “esperança” de que se chegue rapidamente “ao dia em que as divisões do segundo milénio” entre católicos e ortodoxos “sejam definitivamente uma coisa do passado”.

Na abertura dos trabalhos, o patriarca ortodoxo defendeu que a Igreja “não desapareceu” da vida pública” e a influencia, quando “vive, existe e sofre duramente no cativeiro, mesmo quando é perseguida”.

Já o presidente do CCEE, cardeal Péter Erdo, alertou para uma “recusa prática de Deus” na cultura europeia, que considera a religião como uma opinião subjetiva sem “caráter social”, relegando-a para a “esfera privada do indivíduo”.

O encontro, à porta fechada, decorre até sábado e tem intervenções previstas de representantes cristãos, judeus e muçulmanos sobre a realidade das religiões no mundo e as suas relações com a política e a sociedade.

Giro de Notícias: Canonização, Pró-Vida, YouCat, SOUC, Dia Mundial das Comunicações

Madre Lupita e Madre Laura
Madre Lupita e Madre Laura

Santas latino-americanas

O Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, assegurou que o Papa Francisco está “muito contente” porque na sua primeira cerimônia de canonização elevou aos altares duas religiosas latino-americanas, a Madre Laura da Colômbia e a Madre Lupita do México.

Pró-Vida

Mais de 20 mil pessoas, entre italianos e estrangeiros, saíram ontem às ruas de Roma (Itália) em um ambiente festivo para participar da terceira Marcha pela Vida, em que se pediu respeitar este direito humano inalienável e para protestar contra a legalização do aborto no país que desde 1978 causou a morte de mais de 6 milhões de bebês no ventre materno.

YouCat

Após distribuir em 2012 meio milhão de Catecismos YouCat para jovens por meio das dioceses do Brasil, a Ajuda àIgreja que Sofre começa a distribuir mais 1 milhão de exemplares do YouCat.

No início a meta foi, através das dioceses, alcançar os jovens engajados e que iriam à JMJ Rio. Já nesta segunda distribuição, a AIS buscou contatar diretamente os diversos grupos de estudo do catecismo jovem pelo Brasil e também atender às poucas dioceses que não foram contempladas no primeiro envio.

Semana de Oração Pela Unidade dos Cristãos – SOUC

289193A Igreja celebra entre os dias 12 e 19 de maio, a edição 2013 da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC), no hemisfério sul. O tema da Semana será “O que Deus exige de nós?”.  Inspirado em Miquéias 6,6-8, o material foi todo preparado pelo Movimento de Estudantes Cristãos da Índia, com a consultoria da Federação de Universidade Católica de Toda a Índia e do Conselho Nacional de Igrejas na Índia.

A Semana de Oração é promovida mundialmente pelo Conselho Pontifício para Unidade dos Cristãos (CPUC) e pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e acontece em períodos diferentes nos dois hemisférios.

 

Dia Mundial das Comunicações

Neste domingo, 12, a Igreja comemora o Dia Mundial das Comunicações Sociais. Por ocasião desta data, Bento XVI, antes de apresentar renúncia ao Pontificado, publicou uma mensagem, em 24 de janeiro deste ano, ressaltando o papel das redes sociais na evangelização e no desenvolvimento humano. Leia a mensagem na íntegra AQUI.

Em Ipatinga-MG, a data foi celebrada em dois dias. No dia 10, sexta, aconteceu uma palestra no Plenário da Câmara com o tema “Redes Sociais e a evangelização”. No domingo, 12, um missa em Ação de Graças reuniu a comunidade e vários comunicadores da região. Na ocasião foi lançada mais um meio de comunicação para a Diocese de Itabira/Cel. Fabriciano, a revista Gálatas. O evento foi organizado pela Pastoral da Comunicação.

Agentes da Pascom da Diocese de Itabira/Cel. Fabriciano
Agentes da Pascom da Diocese de Itabira/Cel. Fabriciano

 

 

 

Chalita fala sobre o ex-padre Beto, casamento gay e aborto

Disponibilizamos abaixo trecho da entrevista com Gabriel Chalita escolhido pelo site Ecclesia Una. Chalita foi candidato pelo PMDB à prefeitura de São Paulo, já teve programa na TV Canção Nova e já foi Secretario da Educação em São Paulo. Ele atualmente está envolvido em um escândalo de corrupção. Em entrevista concedida a Folha de São Paulo, Chalita falou sobre o escândalo e também sobre alguns pontos a respeito da fé. Chalita é católico. Veja algumas perguntas feitas pelo jornalista Fernando Rodrigues (Em negrito as perguntas do Jornalista e as respostas de Chalita, em caracteres normais.*)

Gabriel Chalita concede entrevista ao programa "Poder e Política". Foto: Sergio Lima/Folhapress

Gabriel Chalita concede entrevista ao programa “Poder e Política”. Foto: Sergio Lima/Folhapress

O sr. é católico?

Eu sou católico. Sou um católico praticante, não escondo isso. Tenho muito respeito pelas outras religiões. Na campanha, eu fui convidado por pastores, por exemplo, para discutir política com líderes evangélicos. Eu acho que isso está correto. Um padre te convidar para um debate com candidatos… O cardeal [dom Odilo Scherer] fez isso em São Paulo. Convidou os candidatos para debaterem com padres. Aí está correto. Agora, você ir num culto religioso, numa missa, num culto, num elemento e transformar aquilo em um ato político, eu acho absolutamente incorreto.

Agora, a Igreja querer ouvir propostas, faz parte. Como ir numa faculdade. Se eu sou convidado para ir numa faculdade para dar uma palestra de direito penal, eu vou falar de direito penal. Se me convidarem e convidarem outros candidatos para debater [sobre] a cidade, eu vou para debater [sobre] a cidade.

E os temas que são relevantes para líderes religiosos e que, muitas vezes, são transplantados para o debate político? Temas como aborto, casamento gay, descriminalização do uso de drogas, entre outros, que têm sido usados por vários candidatos nas campanhas. Essas discussões são próprias para as campanhas políticas?

Eu acho que elas diminuem o debate político. São ruins para o debate político. É claro que as pessoas saberem o que os candidatos pensam faz parte do processo. Agora, você transformar uma eleição presidencial em um debate sobre aborto…? Primeiro que é assim: não é o presidente que define se terá aborto ou não. Quem define é o Congresso. Eu sou contra o aborto, já disse isso várias vezes, por razões as quais eu já expliquei. Mas, às vezes, você tem um reducionismo disso.

Sobre flexibilizar ou ampliar a lei do aborto atual. O sr. é a favor ou contra?

Eu sou contra. Eu acho que a lei…

Tem que ficar como está? Uma mulher não deve ser autorizada a fazer um aborto até a 12ª semana de gravidez?

Não deveria ser permitido por uma questão que, para mim, é constitucional, que é o amplo direito à vida. Ali tem vida. Onde tem vida, você tem que proteger o direito à vida.

Mas no caso do estupro, pode?

O caso do estupro pode. Ela não é obrigada a fazer. É uma decisão dela. Você tem uma diminuição disso porque aquilo foi praticado por meio de um crime.

Mas aí, então, pela mesma concepção, vai se tirar uma vida do mesmo jeito…

É. Pela mesma concepção, você pode matar alguém como legítima defesa. Você também está tirando uma vida, mas você tem uma previsão legal que te garanta que faça isso, porque você seria morto, então, para não ser morto, você tem o direito de defender a sua vida.

Mas, nesse caso, não há uma vida em risco.

Você está defendendo uma vida da mulher. Você não sabe quem, enfim, a estuprou. Então, já houve uma construção legal nesse sentido. Eu não acho que a questão -e nem sinto que líderes religiosos defendam dessa forma- não é prender a mulher que fez o aborto, acabar com a vida da mulher que fez o aborto. A questão é mostrar que isso, do ponto de vista penal, vai contra, vai de encontro a um mandamento constitucional que é o direito à vida.

Casamento gay. Deve haver alguma ampliação no que já existe a respeito de casamento gay no Brasil na legislação?

Eu acho que o Supremo decidiu isso de uma forma muito correta, mostrando que você não pode ter nenhum tipo de preconceito a uma relação estável entre duas pessoas, sejam elas do mesmo sexo ou de sexos diferentes. Agora, no caso das igrejas, eu acho que cada igreja tem que decidir o casamento que ela faz. Agora, contra todo tipo de preconceito, eu acho que é lamentável uma sociedade que tenha quaisquer sentimentos de homofobia, que destrua as pessoas porque elas têm uma orientação sexual diferente ou porque elas têm uma história de vida diferente.

Já que o sr. está falando sobre isso, teve o caso desse padre -padre Beto, de Bauru- que foi excomungado por ter manifestado apoio ao relacionamento amoroso entre pessoas do mesmo sexo. O sr. concordou?

A Igreja está dizendo que ele não foi excomungado por causa disso. Está dizendo que ele foi excomungado porque ele desobedeceu bispo. Eu, na verdade, por causa da defesa dele da questão das pessoas poderem ser felizes, eu não vejo com bons olhos isso. Eu acho que ele tem o direito de expressar…

O sr. não vê com bons olhos…

…A excomunhão. É. Padre Cícero foi excomungado também, não é?

O sr. acha, então, que não foi a melhor atitude da Igreja?

Eu não quero criticar [a Igreja]. Eu acho que a Igreja erra e acerta, mas…

Nesse caso?

Eu vi, inclusive, a demonstração do povo de Bauru pelo grande padre que ele é, pela forma carinhosa como ele trata as pessoas, pela liderança dele. Agora, eu não tenho detalhes do motivo da excomunhão, como é que ela foi desenvolvida. Eu também não quero ser leviano com relação a isso. Mas, quando eu vi a primeira colocação na imprensa, de que ele foi excomungado por causa disso, eu achei incorreta a excomunhão. É a minha opinião de leigo ali vendo. Eu acho que as pessoas precisam ser acolhidas, não excomungadas.

Papa recebe camisa do autografada do Barcelona por Messi

Papa Francisco recebe a camiseta do craque argentino Lionel Messi. Foto: News.va

(ACI).- Durante a Audiência Geral, um grupo de sacerdotes entregaram ao Papa Francisco uma camiseta do FC Barcelona da Espanha, com o nome de Lionel Messi e assinada pelo próprio jogador de futebol.

Esta é a terceira camiseta de futebol que o Santo Pai recebe. A primeira foi a do Clube São Lorenzo de Almagro, equipe argentina da que Francisco é torcedor.

Posteriormente recebeu uma da seleção espanhola de futebol, assinada por todos os jogadores e entregue pelo chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy.

Do mesmo modo, o obséquio da camiseta de Lionel Messi acontece depois de que o jogador argentino tenha felicitado publicamente o Cardeal Jorge Bergoglio por sua eleição como Pontífice e de convidá-lo a assistir um jogo no Camp Nou, o estádio do Barcelona.