Catequese com Bento XVI: “Jesus está presente na Eucaristia. Mas como?”

No dia 15 de outubro de 2005, o Santo Padre Bento XVI encontrou-se com diversas crianças que estavam se preparando para receber pela primeira vez a Eucaristia. Nesse bate-papo com os pequenos, o Pontífice deixou ensinamentos precisos sobre este tão grande mistério.

O jovem André perguntou ao Papa: A minha catequista, ao preparar-me para o dia da minha Primeira Comunhão, disse-me que Jesus está presente na Eucaristia. Mas como? Eu não o vejo!

Bento XVI respondeu: Sim, não o vemos, mas existem tantas coisas que não vemos e que existem e são essenciais. Por exemplo, não vemos a nossa razão, contudo temos a razão. Não vemos a nossa inteligência e temo-la. Não vemos, numa palavra, a nossa alma e todavia ela existe e vemos os seus efeitos, pois podemos falar, pensar, decidir, etc… Assim também não vemos, por exemplo, a corrente eléctrica, mas sabemos que  ela existe, vemos este microfone como funciona; vemos as luzes. Numa palavra, precisamente, as coisas mais profundas, que sustentam realmente a vida e o mundo, não as vemos, mas podemos ver, sentir os efeitos. A eletricidade, a corrente não as vemos, mas a luz sim. E assim por diante. Desse modo, também o Senhor ressuscitado não o vemos com os nossos olhos, mas vemos que onde está Jesus, os homens mudam, tornam-se melhores. Cria-se uma maior capacidade de paz, de reconciliação, etc… Portanto, não vemos o próprio Senhor, mas vemos os efeitos: assim podemos entender que Jesus está presente. Como disse, precisamente as coisas invisíveis são as mais profundas e importantes. Vamos, então, ao encontro deste Senhor invisível, mas forte, que nos ajuda a viver bem.

O Papa bento XVI, em breves palavras, afirmou que a presença de Jesus é real na Eucaristia, independentemente se esta não seja “perceptível” aos olhos humanos, porém, este fato não afasta a realidade de que Cristo está presente na Eucaristia.

A pequena Anna perguntou: Caro Papa, poderias explicar-nos o que Jesus queria dizer quando disse ao povo que o seguia: “Eu sou o pão da vida”?

O Pontífice respondeu que: Deveríamos, esclarecer o que é o pão, pois hoje nós temos uma cozinha requintada e rica de diversíssimos pratos, mas nas situações mais simples o pão é o fundamento da nutrição e se Jesus se chama o pão da vida, o pão é, digamos, a sigla, uma abreviação para todo o nutrimento. E como temos necessidade de nos nutrir corporalmente para viver, assim como o espírito, a alma em nós, a vontade, tem necessidade de se nutrir. Nós, como pessoas humanas, não temos somente um corpo, mas também uma alma; somos seres pensantes com uma vontade, uma inteligência, e devemos nutrir também o espírito, a alma, para que possa amadurecer, para que possa alcançar realmente a sua plenitude. E, por conseguinte, se Jesus diz ‘eu sou o pão da vida’, quer dizer que Jesus próprio é este nutrimento da nossa alma, do homem interior do qual temos necessidade, porque também a alma deve nutrir-se. E não bastam as coisas técnicas, embora sejam muito importantes. Temos necessidade precisamente desta amizade de Deus, que nos ajuda a tomar decisões justas. Temos necessidade de amadurecer humanamente. Por outras palavras, Jesus nutre-nos a fim de que nos tornemos realmente pessoas maduras e a nossa vida se torne boa.

Por fim, o jovem Adriano perguntou ao Sumo Pontífice: Santo Padre, disseram-nos que hoje faremos a Adoração Eucarística. O que é? Como se faz? Poderias explicar-nos isso?

Bento XVI afirmou: A adoração é reconhecer que Jesus é meu Senhor, que Jesus me mostra o caminho a tomar, me faz entender que vivo bem somente se conheço a estrada indicada por Ele, somente se sigo a via que Ele me mostra. Portanto, adorar é dizer: “Jesus, eu sou teu e sigo-te na minha vida, nunca gostaria de perder esta amizade, esta comunhão contigo”. Poderia também dizer que a adoração, na sua essência, é um abraço com Jesus, no qual eu digo: “Eu sou teu e peço-te que estejas também tu sempre comigo”.

Com essas palavras do Papa Bento XVI dirigidas às pequenas crianças na Alemanha, aprendemos que Jesus está presente na Eucaristia, mesmo que não O vejamos, pois Sua presença está além dos nossos sentidos. Aprendemos que Ele, o Pão da Vida, deseja nos alimentar, para que, em meio ao mundo – faminto de Deus –, possamos caminhar fortemente rumo à vontade d’Ele. Para isso, basta-nos apenas reconhecer Sua presença majestosa e nos prostrarmos em adoração, oferecendo a Ele, a partir da nosso testemunho de vida, uma resposta de amor, a Ele que quer ficar conosco até o fim dos tempos.

Ricardo Gaiotti – @ricardogaiotti
Missionário da Comunidade Canção Nova

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JMJ: Divulgada lista dos Bispos que darão as catequeses durante o evento

Mais de 250 bispos de diferentes nacionalidades vão fazer pregações que aprofundam o lema da Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013) nas três manhãs de catequese. Selecionados pelo Pontifício Conselho para os Leigos (PCL), eles serão alocados cada dia em um ponto de catequese diferente. De acordo com o diretor do Setor Preparação Pastoral, padre Leandro Lenin, não será divulgado a alocação dos bispos. “Nós queremos que esse contato entre o jovem e o bispo aconteça como uma surpresa nessas manhãs”.

As catequeses, que acontecem de quarta a sexta, têm três temas diferentes. No dia 24 de julho, o tema abordado será “sede de esperança, sede de Deus”. No dia 25, será “ser discípulo de Cristo”. Já no dia 26, os bispos vão meditar sobre “ser missionário, Ide!”.

No voucher de inscrição, cada peregrino será destinado a um local de catequese. Além de receber formação, ele vai pegar o kit café da manhã, para os que fizeram opção por alimentação.

“Nas catequeses nós teremos um número de acesso restrito. Cada catequese foi pensada para um determinado grupo de peregrinos e então evitaremos, da maneira possível, superlotação de catequese. Também nós queremos ter em conta que o número de kits de café da manha disponíveis em cada uma das sedes também seja suficiente para os peregrinos que já estão destinados a cada um dos pontos”, explica padre Leandro.

As catequeses acontecem pelas manhãs de 9h às 13h e finalizam com a Missa presidida pelo bispo catequista. Durante a manhã, os peregrinos podem confessar-se e fazer perguntas ao bispo.

Clique e conheça os bispos catequistas

Bento XVI explica de novo as razões da sua decisão, na audiência geral desta quarta-feira. Esta tarde, preside à Celebração das Cinzas, em São Pedro

Rádio Vaticano – Acolhido com um longo aplauso, Bento XVI deu início à audiência geral desta manhã, explicando de novo as razões que o levaram a renunciar ao ministério petrino.Estas as suas palavras:

Caros irmãos e irmãs,

Como sabeis, decidi renunciar ao ministério que o Senhor me confiou a 19 de abril de 2005. Fi-lo em plena liberdade, para o bem da Igreja, depois de ter rezada longamente e de ter examinado diante de Deus a minha consciência, bem consciente da gravidade dessa ato, mas também consciente de já não estar em condições de prosseguir o ministério petrino com aquela força que ele exige. Sustenta-me e ilumina-me a certeza de que a Igreja é de Cristo, o qual nunca fará faltar a sua guia e o seu cuidado. Agradeço a todos pelo amor e pela oração com que me tendes acompanhado. (aplausos). Obrigado, senti quase fisicamente nestes dias nada fáceis para mim, a força da oração que o amor da Igreja, a vossa oração, me traz. Continuai a rezar por mim, pela Igreja, pelo futuro Papa. O Senhor o guiará.

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Muito concorrida esta audiência geral, a penúltima do pontificado (dado que na próxima semana têm lugar os Exercícios Espirituais no Vaticano). Tema da catequese, o sentido do tempo da Quaresma, que hoje inicia. Eis a síntese pronunciada por Bento XVI em português, com as saudações aos peregrinos lusófonos:

Queridos irmãos e irmãs,

Hoje, Quarta-feira de Cinzas, iniciamos a Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa. Estes quarenta dias de penitência nos recordam os dias que Jesus passou no deserto, sendo então tentado pelo diabo para deixar o caminho indicado por Deus Pai e seguir outras estradas mais fáceis e mundanas. Refletindo sobre as tentações a que Jesus foi sujeito, cada um de nós é convidado a dar resposta a esta pergunta fundamental: O que é que verdadeiramente conta na minha vida? Que lugar tem Deus na minha vida? O senhor dela é Deus ou sou eu? De fato, as tentações se resumem no desejo de instrumentalizar Deus para os nossos próprios interesses, em querer colocar-se no lugar de Deus. Jesus se sujeitou às nossas tentações a fim de vencer o maligno e abrir-nos o caminho para Deus. Por isso, a luta contra as tentações, através da conversão que nos é pedida na Quaresma, significa colocar Deus em primeiro lugar como fez Jesus, de tal modo que o Evangelho seja a orientação concreta da nossa vida.

Amados peregrinos lusófonos, uma cordial saudação para todos, nomeadamente para os grupos portugueses de Lamego e Lisboa, e os brasileiros de Curitiba e Porto Alegre. Possa cada um de vós viver estes quarenta dias como um generoso caminho de conversão à santidade que o Deus Santo vos pede e quer dar! As suas bênçãos desçam abundantes sobre vós e vossas famílias! Obrigado!

Esta tarde, na basílica de São Pedro, às 17, Bento XVI preside à Eucaristia de início da Quaresma, com a imposição das Cinzas. Como explicou Padre Lombardi, a decisão de transferir para São Pedro esta celebração, em vez da tradicional basilica de Santa Sabina, se justifica pelo acrescido número de participantes que se prevê desejem participar nesta que constitui a última celebração eucarística pública presidida por Bento XVI.

Bento XVI na missa de conclusão do Sínodo: Nova Evangelização diz respeito a toda a vida da Igreja

 

(ACI/EWTN Noticias).- Em sua homilia pela Missa de conclusão da XIII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, o Papa  Bento XVI afirmou que “a Nova Evangelização concerne toda a vida da Igreja”.

O Santo Padre sublinhou que a Nova Evangelização “refere-se, em primeiro lugar, à pastoral ordinária que deve ser mais animada pelo fogo do Espírito a fim de incendiar os corações dos fiéis que frequentam regularmente a comunidade reunindo-se no dia do Senhor para se alimentarem da sua Palavra e do Pão de vida eterna”.

Bento XVI remarcou “três linhas pastorais”, surgidas do sínodo, referentes aossacramentos da iniciação cristã, a evangelização dos que não conhecem Jesus Cristo e as pessoas que foram batizadas mas que “não vivem as exigências do batismo”.

“Foi reafirmada a necessidade de acompanhar, com uma catequese adequada, a preparação para o Batismo, a Confirmação e a Eucaristia; e reiterou-se também a importância da Penitência, sacramento da misericórdia de Deus. É através deste itinerário sacramental que passa o chamamento do Senhor à santidade, que é dirigido a todos os cristãos. Na realidade, várias vezes se repetiu que os verdadeiros protagonistas da nova evangelização são os santos: eles falam, com o exemplo da vida e as obras da caridade, uma linguagem compreensível a todos”, afirmou também.

O Papa sublinhou que o chamado do Senhor à Santidade “é dirigido a todos os cristãos. Na realidade, várias vezes se repetiu que os verdadeiros protagonistas da nova evangelização são os santos: eles falam, com o exemplo da vida e as obras da caridade, uma linguagem compreensível a todos”.

O Santo Padre também destacou que “a Nova Evangelização está essencialmente conectada com a missão ad gentes”.

“A Igreja tem o dever de evangelizar, de anunciar a mensagem da salvação aos homens que ainda não conhecem Jesus Cristo. No decurso das próprias reflexões sinodais, foi sublinhado que há muitos ambientes em África, na Ásia e na Oceânia, onde os habitantes aguardam com viva expectativa – às vezes sem estar plenamente conscientes disso – o primeiro anúncio do Evangelho. Por isso, é preciso pedir ao Espírito Santo que suscite na Igreja um renovado dinamismo missionário, cujos protagonistas sejam, de modo especial, os agentes pastorais e os fiéis leigos. A globalização provocou um notável deslocamento de populações, pelo que se impõe a necessidade do primeiro anúncio também nos países de antiga evangelização”.

“Todos os homens têm o direito de conhecer Jesus Cristo e o seu Evangelho; e a isso corresponde o dever dos cristãos – de todos os cristãos: sacerdotes, religiosos e leigos – de anunciarem a Boa Nova, disse ainda o Papa.

Ao referir-se a quão batizados não levam uma vida cristã, Bento XVI recordou que “a Igreja dedica-lhes uma atenção especial, para que encontrem de novo Jesus Cristo, redescubram a alegria da fé e voltem à prática religiosa na comunidade dos fiéis. Para além dos métodos tradicionais de pastoral, sempre válidos, a Igreja procura lançar mão de novos métodos, valendo-se também de novas linguagens, apropriadas às diversas culturas do mundo, para implementar um diálogo de simpatia e amizade que se fundamenta em Deus que é Amor. Em várias partes do mundo, a Igreja já encetou este caminho de criatividade pastoral para se aproximar das pessoas afastadas ou à procura do sentido da vida, da felicidade e, em última instância, de Deus.”.

Bento XVI elogiou as iniciativas de criatividade pastoral que tentam aproximar-se das pessoas afastadas da Igreja que procuram deus, entre eles o “Átrio dos gentis” e a Missão Continental, entre outras.

“Queridos irmãos e irmãs, Bartimeu, uma vez obtida novamente a vista graças a Jesus, juntou-se à multidão dos discípulos, entre os quais havia seguramente outros que, como ele, foram curados pelo Mestre. Assim são os novos evangelizadores: pessoas que fizeram a experiência de ser curadas por Deus, através de Jesus Cristo. Eles têm como característica a alegria do coração, que diz com o Salmista: «O Senhor fez por nós grandes coisas; por isso, exultamos de alegria» (Sal 126/125, 3). Com jubilosa gratidão, hoje também nós nos dirigimos ao Senhor Jesus, Redemptor hominis e Lumen gentium, fazendo nossa uma oração de São Clemente de Alexandria: «Até agora errei na esperança de encontrar Deus, mas porque Vós me iluminais, ó Senhor, encontro Deus por meio de Vós, e de Vós recebo o Pai, torno-me herdeiro convosco, porque não Vos envergonhastes de me ter por irmão. Cancelemos, portanto, cancelemos o esquecimento da verdade, a ignorância; e, removendo as trevas que nos impedem de ver como a névoa nos olhos, contemplemos o verdadeiro Deus”, concluiu.

Catequese de Bento XVI: A natureza da fé


CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Caros irmãos e irmãs,

Quarta-feira passada, com o início do Ano da Fé, comecei com uma nova série de catequeses sobra a fé. E hoje gostaria de refletir com vocês sobre uma questão fundamental: o que é a fé? Há ainda um sentido para a fé em um mundo em que a ciência e a técnica abriram horizontes até pouco tempo impensáveis? O que significa crer hoje? De fato, no nosso tempo é necessária uma renovada educação para a fé, que inclua um certo conhecimento das suas verdades e dos eventos da salvação, mas que sobretudo nasça de um verdadeiro encontro com Deus em Jesus Cristo, de amá-lo, de confiar Nele, de modo que toda a vida seja envolvida.

Hoje, junto a tantos sinais do bem, cresce ao nosso redor também um certo deserto espiritual. Às vezes, tem-se a sensação, a partir de certos acontecimentos dos quais temos notícia todos os dias, que o mundo não vai para a construção de uma comunidade mais fraterna e mais pacífica; as mesmas ideias de progresso e de bem estar mostram também as suas sombras. Não obstante a grandeza das descobertas da ciência e dos sucessos da técnica, hoje o homem não parece tornar-se verdadeiramente livre, mais humano; permanecem tantas formas de exploração, de manipulação, de violência, de abusos, de injustiça…Um certo tipo de cultura, então, educou a mover-se somente no horizonte das coisas, do factível, a crer comente no que se vê e se toca com as próprias mãos. Por outro lado, porém, cresce também o número daqueles que se sentem desorientados e, na tentativa de ir além de uma visão somente horizontal da realidade, estão dispostos a crer em tudo e no seu contrário. Neste contexto, surgem algumas perguntas fundamentais, que são muito mais concretas do que parecem à primeira vista: que sentido tem viver? Há um futuro para o homem, para nós e para as novas gerações? Em que direção orientar as escolhas da nossa liberdade para um êxito bom e feliz da vida? O que nos espera além do limiar da morte?

Destas perguntas insuprimíveis, aparece como o mundo do planejamento, do cálculo exato e do experimento, em uma palavra o saber da ciência, embora importante para a vida do homem, sozinho não basta. Nós precisamos não somente do pão material, precisamos de amor, de significado e de esperança, de um fundamento seguro, de um terreno sólido que nos ajuda a viver com um senso autêntico também nas crises, na escuridão, nas dificuldades e nos problemas cotidianos. A fé nos dá propriamente isto: é um confiante confiar em um “Tu”, que é Deus, o qual me dá uma certeza diversa, mas não menos sólida daquela que me vem do cálculo exato ou da ciência. A fé não é um simples consentimento intelectual do homem e da verdade particular sobre Deus; é um ato com o qual confio livremente em um Deus que é Pai e me ama; é adesão a um “Tu” que me dá esperança e confiança. Certamente esta adesão a Deus não é privada de conteúdo: com essa sabemos que Deus mesmo se mostrou a nós em Cristo, fez ver a sua face e se fez realmente próximo a cada um de nós. Mais, Deus revelou que o seu amor pelo homem, por cada um de nós, é sem medida: na Cruz, Jesus de Nazaré, o Filho de Deus feito homem, nos mostra do modo mais luminoso a que ponto chega este amor, até a doação de si mesmo, até o sacrifício total. Com o Mistério da Morte e Ressurreição de Cristo, Deus desce até o fundo na nossa humanidade para trazê-la de volta a Ele, para elevá-la à sua altura. A fé é crer neste amor de Deus que não diminui diante da maldade do homem, diante do mal e da morte, mas é capaz de transformar cada forma de escravidão, dando a possibilidade da salvação. Ter fé é encontrar este “Tu”, Deus, que me apoia e me concede a promessa de um amor indestrutível que não só aspira à eternidade, mas a doa; é confiar em Deus com a atitude de uma criança, que sabe bem que todas as suas dificuldades, todos os seus problemas estão seguros no “Tu” da mãe. E esta possibilidade de salvação através da fé é um dom que Deus oferece a todos os homens. Penso que deveríamos meditar mais vezes – na nossa vida cotidiana, caracterizada por problemas e situações às vezes dramáticas – sobre o fato de que crer de forma cristã significa este abandonar-me com confiança ao sentido profundo que apoia a mim e ao mundo, aquele sentido que nós não somos capazes de dar, mas somente de receber como dom, e que é o fundamento sobre o qual podemos viver sem medo. E esta certeza libertadora e tranquilizante da fé, devemos ser capazes de anunciá-la com a palavra e de mostrá-la com a nossa vida de cristãos. 

Ao nosso redor, porém, vemos cada dia que muitos permanecem indiferentes ou recusam-se a acolher este anúncio. No final do Evangelho de Marcos, hoje temos palavras duras do Ressuscitado que diz: “Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Mc 16, 16), perde a si mesmo. Gostaria de convidá-los a refletir sobre isso. A confiança na ação do Espírito Santo nos deve impulsionar sempre a ir e anunciar o Evangelho, ao corajoso testemunho da fé; mas para além da possibilidade de uma resposta positiva ao dom da fé, há também o risco de rejeição ao Evangelho, do não acolhimento ao nosso encontro vital com Cristo. Santo Agostinho já colocava este problema em seu comentário da parábola do semeador: “Nós falamos – dizia – lançamos a semente, espalhamos a semente. Existem aqueles que desprezam, aqueles que reprovarão, aquelas que zombam. Se nós temos medo deles, não temos mais nada a semear e no dia da ceifa ficaremos sem colheita. Por isso venha a semente da terra boa” (Discurso sobre a disciplina cristã, 13, 14: PL 40, 677-678). A recusa, portanto, não pode nos desencorajar. Como cristãos, somos testemunhas deste terreno fértil: a nossa fé, mesmo nas nossas limitações, mostra que existe a terra boa, onde a semente da Palavra de Deus produz frutos abundantes de justiça, de paz e de amor, de nova humanidade, de salvação. E toda a história da Igreja, com todos os problemas, demonstra também que existe a terra boa, existe a semente boa, e dá fruto.

Mas perguntamos: onde atinge o homem aquela abertura do coração e da mente para crer no Deus que se fez visível em Jesus Cristo morto e ressuscitado, para acolher a sua salvação, de forma que Ele e seu Evangelho sejam o guia e a luz da existência? Resposta: nós podemos crer em Deus porque Ele se aproxima de nós e nos toca, porque o Espírito Santo, dom do Ressuscitado, nos torna capazes de acolher o Deus vivo. A fé então é primeiramente um dom sobrenatural, um dom de Deus. O Concílio Vaticano II afirma: “Para que se possa fazer este ato de fé, é necessária a graça de Deus que previne e socorre, e são necessários os auxílios interiores do Espírito Santo, o qual mova o coração e o volte a Deus, abra os olhos da mente, e doe ‘a todos doçura para aceitar e acreditar na verdade’” (Cost. dogm. Dei Verbum, 5). Na base do nosso caminho de fé existe o Batismo, o Sacramento que nos doa o Espírito Santo, fazendo-nos tornar filhos de Deus em Cristo, e marca o ingresso na comunidade de fé, na Igreja: não se crê por si próprio, sem a vinda da graça do Espírito; e não se crê sozinho, mas junto aos irmãos. A partir do Batismo, então, cada crente é chamado a re-viver e fazer própria esta confissão de fé, junto aos irmãos.

A fé é dom de Deus, mas é também ato profundamente livre e humano. O Catecismo da Igreja Católica o diz com clareza: “É impossível crer sem a graça e os auxílios interiores do Espírito Santo. Não é, portanto, menos verdade que crer é um ato autenticamente humano. Não é contrário nem à liberdade e nem à inteligência do homem” (n. 154). Na verdade, as implica e as exalta, em uma aposta de vida que é como um êxodo, isso é, uma saída de si mesmo, de suas próprias seguranças, de seus próprios pensamentos, para confiar na ação de Deus que nos indica o seu caminho para conseguir a verdadeira liberdade, a nossa identidade humana, a alegria verdadeira do coração, a paz com todos. Crer é confiar com toda a liberdade e com alegria no plano providencial de Deus na história, como fez o patriarca Abramo, como fez Maria de Nazaré. A fé, então, é um consentimento com o qual a nossa mente e o nosso coração dizem o seu “sim” a Deus, confessando que Jesus é o Senhor. E este “sim” transforma a vida, a abre ao caminho para uma plenitude de significado, a torna então nova, rica de alegria e de esperança confiável.

Caros amigos, o nosso tempo requer cristãos que foram apreendidos por Cristo, que cresçam na fé graças à familiaridade com a Sagrada Escritura e os Sacramentos. Pessoas que sejam quase um livro aberto que narra a experiência da vida nova no Espírito, a presença daquele Deus que nos sustenta no caminho e nos abre à vida que nunca terá fim. Obrigado.

Missa parte por parte: Liturgia da Palavra

LITURGIA DA PALAVRA

A preparação espiritual dos fiéis para a Eucaristia,
que é o momento central da
Missa, é feita com a leitura e interpretação da
palavra de Deus, com uma reafirmação de fé cristã e
com uma oração ao Senhor pedindo para as
necessidades coletivas.

Durante as refeições as pessoas conversam, relatam acontecimentos. Toda conversa é sempre um enriquecimento espiritual, e na Missa também é assim. A Liturgia da Palavra é o alimento espiritual nesta ceia que a Missa reproduz. É a catequese, o ensinamento dos mistérios que são o fundamento da fé.

Na Missa os fiéis vão participar da Eucaristia, instituída por Jesus há 2.000 anos. Por isso, se a gente entender o que Jesus e os apóstolos pensavam naquele momento fica mais fácil entender os motivos que levaram Jesus ao sacrifício na cruz. É isso que as leituras procuram fazer.

Primeira Leitura, Salmo e Segunda Leitura

Os fiéis sentam-se para ouvir primeiro a Palavra de Deus revelada pela Primeira Leitura, que é a leitura de um trecho do Antigo Testamento e que, nos dias de semana, pode ser também um trecho das Epístolas dos apóstolos ou do Apocalipse (No tempo Pascal a leitura é dos Atos dos Apóstolos). Esses escritos ajudam a compreender melhor a missão e os ensinamentos de Jesus, que o Novo Testamento nos apresenta.

Os fiéis declaram aceitar a Palavra que acabaram de ouvir dizendo em seguida o Salmo Responsorial.

Segunda Leitura é reservada para os domingos e dias festivos da Igreja. Esta leitura é feita das Epístolas ou dos Atos dos Apóstolos, ou do Apocalipse.

A Segunda Leitura procura ter sempre alguma relação com o texto da Primeira, tornando mais fácil compreender a mensagem apresentada.

Evangelho e Homilia

Terminada a Segunda Leitura, os fiéis levantam-se para aclamar “Aleluia!”. Chegou um momento muito importante e de grande alegria: eles irão ouvir a Palavra de Deus transmitida por Jesus Cristo. É a leitura do Evangelho.

O Evangelho é, de fato, o ponto alto da Liturgia da Palavra. Jesus está presente através da Sua Palavra, como vai estar presente também depois, no pão e no vinho consagrados.

Completou-se a leitura dos textos bíblicos (as Leituras e o Evangelho). O celebrante explica, então, com suas próprias palavras os fatos narrados nos textos.

Esta interpretação é a homilia, uma pregação pela qual ele traduz e aplica a Palavra de Deus aos nossos dias.

A homilia é obrigatória aos domingos e nas festas de preceito, e recomendável nos demais dias.

Profissão de fé e Preces

Depois de ouvir a Palavra de Deus, de novo de pé os fiéis fazem uma declaração pública de que acreditam nas verdades ensinadas por Jesus. Isto é, reafirmam que estão, todos, unidos pela mesma crença num só Deus, o Deus que lhes foi revelado por Jesus.

Essa declaração é o Credo: “Creio em Deus Pai…”

Os fiéis reafirmaram sua crença. Então se dirigem em conjunto a Deus dizendo de seus anseios, necessidades e esperanças através da oração dos Fiéis ou oração Universal que o celebrante recita e onde, a cada pedido, os fiéis suplicam “Senhor, escutai a nossa prece!”.

É quando se pede pela Igreja, pelos que sofrem, pelas necessidades do país, pelas necessidades da comunidade onde se realiza a Missa etc.

Catequese com João Paulo II: Quais são os limites durante o namoro?

A atração que uma pessoa pode sentir por outra é uma experiência por vezes maravilhosa e embriagante. Descobrimos ao mesmo tempo a ternura, a emoção do coração e do corpo quando vemos o outro, no contato com o outro. Este prazer experimentado pela proximidade de alguém, dá o desejo de o viver ainda mais intensamente, de ir mais longe na relação.

Ora, dar-se as mãos, beijar-se, tocar-se já é bastante. Todos estes gestos de ternura, de amor nos comprometem um com o outro. Nenhum é inofensivo, quaisquer que sejam os sentimentos que se vivam. Eis porque é importante dar tempo para se perguntar se os gestos que fazemos têm o mesmo significado para cada um de nós dois. É por amor, por simples prazer, por necessidade de ternura? Estas atitudes não nos comprometem mais do que aquilo que pensamos? Se vivemos todos os gestos do amor e nos damos um ao outro, será que ainda podemos discernir verdadeiramente com clareza quais são os nossos sentimentos?

Para viver da melhor forma esta relação de ternura diferente da que é vivida no casamento, pois o dom total do corpo se fará num compromisso definitivo, estejamos atentos às reações e à sensibilidade do outro. É o momento de aprender o domínio de si mesmo. Podemos ser tentados, sobretudo se já nos conhecemos há muito tempo, a ter gestos mais íntimos: perguntemo-nos se o que nos guia é exprimir a nossa ternura, ou o desejo pelo outro.

Se estamos verdadeiramente atraídos um pelo outro, não será o momento de nos colocarmos a questão do casamento? Quantos casamentos que acabaram mal, não teriam sequer acontecido se o homem e a mulher tivessem tido tempo para se conhecerem um ao outro em toda a liberdade.

Numa sociedade em que os slongans publicitários repetem sem cessar as palavras“instantâneo. imediatamente”, e em que queremos ter “tudo e já”, vejam bem que é preciso tempo para edificar a relação interpessoal de marido e mulher e que o teste do amor é o compromisso duradouro.

Papa João Paulo II 15 de outubro de 198

Catequese com Bento XVI: “Jesus está presente na Eucaristia. Mas como?”

No dia 15 de outubro de 2005, o Santo Padre Bento XVI encontrou-se com diversas crianças que estavam se preparando para receber pela primeira vez a Eucaristia. Nesse bate-papo com os pequenos, o Pontífice deixou ensinamentos precisos sobre este tão grande mistério.

O jovem André perguntou ao Papa: A minha catequista, ao preparar-me para o dia da minha Primeira Comunhão, disse-me que Jesus está presente na Eucaristia. Mas como? Eu não o vejo!

Bento XVI respondeu: Sim, não o vemos, mas existem tantas coisas que não vemos e que existem e são essenciais. Por exemplo, não vemos a nossa razão, contudo temos a razão. Não vemos a nossa inteligência e temo-la. Não vemos, numa palavra, a nossa alma e todavia ela existe e vemos os seus efeitos, pois podemos falar, pensar, decidir, etc… Assim também não vemos, por exemplo, a corrente eléctrica, mas sabemos que  ela existe, vemos este microfone como funciona; vemos as luzes. Numa palavra, precisamente, as coisas mais profundas, que sustentam realmente a vida e o mundo, não as vemos, mas podemos ver, sentir os efeitos. A eletricidade, a corrente não as vemos, mas a luz sim. E assim por diante. Desse modo, também o Senhor ressuscitado não o vemos com os nossos olhos, mas vemos que onde está Jesus, os homens mudam, tornam-se melhores. Cria-se uma maior capacidade de paz, de reconciliação, etc… Portanto, não vemos o próprio Senhor, mas vemos os efeitos: assim podemos entender que Jesus está presente. Como disse, precisamente as coisas invisíveis são as mais profundas e importantes. Vamos, então, ao encontro deste Senhor invisível, mas forte, que nos ajuda a viver bem.

O Papa bento XVI, em breves palavras, afirmou que a presença de Jesus é real na Eucaristia, independentemente se esta não seja “perceptível” aos olhos humanos, porém, este fato não afasta a realidade de que Cristo está presente na Eucaristia.

A pequena Anna perguntou: Caro Papa, poderias explicar-nos o que Jesus queria dizer quando disse ao povo que o seguia: “Eu sou o pão da vida”?

O Pontífice respondeu que: Deveríamos, esclarecer o que é o pão, pois hoje nós temos uma cozinha requintada e rica de diversíssimos pratos, mas nas situações mais simples o pão é o fundamento da nutrição e se Jesus se chama o pão da vida, o pão é, digamos, a sigla, uma abreviação para todo o nutrimento. E como temos necessidade de nos nutrir corporalmente para viver, assim como o espírito, a alma em nós, a vontade, tem necessidade de se nutrir. Nós, como pessoas humanas, não temos somente um corpo, mas também uma alma; somos seres pensantes com uma vontade, uma inteligência, e devemos nutrir também o espírito, a alma, para que possa amadurecer, para que possa alcançar realmente a sua plenitude. E, por conseguinte, se Jesus diz ‘eu sou o pão da vida’, quer dizer que Jesus próprio é este nutrimento da nossa alma, do homem interior do qual temos necessidade, porque também a alma deve nutrir-se. E não bastam as coisas técnicas, embora sejam muito importantes. Temos necessidade precisamente desta amizade de Deus, que nos ajuda a tomar decisões justas. Temos necessidade de amadurecer humanamente. Por outras palavras, Jesus nutre-nos a fim de que nos tornemos realmente pessoas maduras e a nossa vida se torne boa.

Por fim, o jovem Adriano perguntou ao Sumo Pontífice: Santo Padre, disseram-nos que hoje faremos a Adoração Eucarística. O que é? Como se faz? Poderias explicar-nos isso?

Bento XVI afirmou: A adoração é reconhecer que Jesus é meu Senhor, que Jesus me mostra o caminho a tomar, me faz entender que vivo bem somente se conheço a estrada indicada por Ele, somente se sigo a via que Ele me mostra. Portanto, adorar é dizer: “Jesus, eu sou teu e sigo-te na minha vida, nunca gostaria de perder esta amizade, esta comunhão contigo”. Poderia também dizer que a adoração, na sua essência, é um abraço com Jesus, no qual eu digo: “Eu sou teu e peço-te que estejas também tu sempre comigo”.

Com essas palavras do Papa Bento XVI dirigidas às pequenas crianças na Alemanha, aprendemos que Jesus está presente na Eucaristia, mesmo que não O vejamos, pois Sua presença está além dos nossos sentidos. Aprendemos que Ele, o Pão da Vida, deseja nos alimentar, para que, em meio ao mundo – faminto de Deus –, possamos caminhar fortemente rumo à vontade d’Ele. Para isso, basta-nos apenas reconhecer Sua presença majestosa e nos prostrarmos em adoração, oferecendo a Ele, a partir da nosso testemunho de vida, uma resposta de amor, a Ele que quer ficar conosco até o fim dos tempos.

Ricardo Gaiotti – @ricardogaiotti
Missionário da Comunidade Canção Nova

Mais 100 jovens serão crismados neste fim de semana

Os catequizandos da paróquia Sagrada Família de Ipatinga vão receber o sacramento do Crisma da mãos de Dom Odilon Guimarães, bispo de Itabira/Cel. Fabriciano, neste fim de semana. São mais de 100 jovens e adultos que escolheram seguir as normas da Igreja e receber o Crisma. A cerimônia acontece em dois dias, no sábado (01), às 19h, e no domingo (02), às 16h sendo sempre celebrada na comunidade Nossa Senhora das Graças, bairro Parque Caravelas.

No sábado será a vez dos crismandos das comunidades São Pedro (Caravelas) e Nossa Senhora das Graças (Parque Caravelas). Já no domingo os jovens a receberem o sacramento são das comunidades Menino Jesus (Panorama), Sagrado Coração de Jesus (Panorama) e Imaculada Conceição (Caçula).

Crisma

De acordo com as tradições católicas esse sacramento, conhecido também como confirmação, é a aceitação da pessoa como “soldado” de Deus. A partir desse dogma de fé o católico confirma seu batismo aceitando verdadeiramente e na prática a missão ser cristão, aquele que segue e imita a Cristo.

Por que chamamos Maria de Nossa Senhora e o que significa ser santo?

Por que chamamos a Mãe de Jesus de Nossa Senhora?

R: Trata-se de um título de devoção popular. A mãe de Jesus, com certeza, merece esse respeito e, por isso, a designamos comumente como Senhora, sem qualquer conotação com o sentido especificamente bíblico do termo Senhor.

O que significa ser Santo?

R: Deus é o único santo (cf. Lv 19,2). Pelo batismo, recebemos a graça de Deus e a Santíssima Trindade vem habitarem nós. Deusé amor. Ser santo é, portanto, viver o amor puro a Deus e aos irmãos. Santos são todos aqueles que viveram o Evangelho e se encontram na casa do Pai.

Por que os católicos veneram a Virgem Maria?

1-    Por que os católicos veneram a Virgem Maria?

R: Porque Deus a escolheu para ser a Mãe de seu Filho, Jesus. “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1,48). Adoramos somente a Deus. A Maria dedicamos especial amor, a imitação, o respeito e a confiança que seu próprio Filho, Jesus, lhe dedicou. O próprio Jesus nos confiou a ela: “Mulher, eis o teu filho” (Jo 19,26). “Filho, eis aí tua mãe” (Jo 19,27).

2-    Por que dizemos que Maria é a Mãe de Deus?

R: Os Evangelhos a denominam como “a Mãe de Jesus” (Jo 2,1: 19,25). Desde antes do nascimento de seu Filho, ela é chamada “Mãe do meu Senhor” (Lc 1,44). E o anjo anunciou a Maria que o filho que nasceria dela seria chamado “santo, Filho de Deus” (Lc 1,31-35). Maria não gerou Deus. Mas gerou e deu à luz Jesus, que é realmente o filho de Deus. Por isso ela pode ser chamada “Mãe de Deus”.

Comissão Bíblico-Catequética da CNBB realiza 5º Seminário Nacional de Catequese junto à Pessoa com Deficiência

Com o tema “A Igreja e a Pessoa com Deficiência”, a Comissão Episcopal Pastoral para Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai realizar entre os dias 25 a 27 de março, o V Seminário Nacional de Catequese junto à Pessoa com Deficiência. O evento acontece no Centro de Pastoral Santa Fé, em São Paulo (SP).

Participarão do evento, catequistas, e profissionais que trabalham com pessoas deficientes: psicólogos, pedagogos, psicopedagogos; como também bispos, religiosos, padres e leigos. A assessora do Setor Bíblico-Catequético da CNBB, irmã Zélia Maria Batista, afirmou que um dos objetivos do Seminário é resgatar a reflexão e propostas da Campanha da Fraternidade 2006, “Fraternidade e a Pessoa com Deficiência”.

“Queremos, a partir deste V Seminário, resgatar as propostas da CF-2006 que tratou das pessoas com deficiência. Vamos discutir os avanços da Igreja junto a essas pessoas e em quais pontos falta avançar, pois nós percebemos que existe ainda falta de formação de catequistas para acolher as diversas deficiências”, antecipou irmã Zélia.

A assessora afirmou ainda que o Seminário se propõe a animar, orientar e articular as ações bíblico-catequéticas desenvolvidas junto às pessoas com deficiência nos regionais da CNBB. Terá seus desdobramentos  com a publicação de um DVD com um roteiro pastoral sobre como trabalhar com pessoas com deficiência. “O Seminário vai ser desdobrado nas bases da Igreja por meio das comunidades, paróquias e dioceses espalhadas pelo Brasil. Um DVD com orientações pastorais está sendo pensado para dar continuidade ao projeto”, garantiu a assessora.

O primeiro passo a ser conquistado para evangelizar os deficientes, segundo irmã Zélia, é saber acolhê-lo na comunidade. “As pessoas ainda não sabem o que fazer com a pessoa com deficiência e, às vezes, é preciso atitudes muito simples: o gesto de uma acolhida faz a diferença, mas é preciso, mais do que isso, preparação dos catequistas. É para isso que estamos organizando este Seminário, para que depois ele tenha seus desdobramentos nas comunidades e dioceses do Brasil”, frisou a religiosa.

Catequese para pessoas com deficiência

“Levanta-te e anda” (At, 3,6). O lema do Seminário é tirado do livro dos Atos dos Apóstolos e tem por objetivo mudar a situação das pessoas com deficiência a partir do convite à participação e o agir.  O lema convida a sociedade a não fazer dos deficientes “coitadinhos”, mas ultrapassar as barreiras do preconceito e transformar essas pessoas em protagonistas. Para isso, o Seminário contará com palestras proferidas por pessoas com deficiência que vivem no dia a dia as dificuldades e obstáculos impostos pelos afazeres diários como também pelo preconceito instaurado na sociedade moderna. O lema do evento é um “imperativo com muitos significados: sair do conforto, curar a dor e agir, mudar a situação”.

 

O que é um sacramento?

Procuremos, em primeiro lugar, compreender bem o que é um sacramento, de onde vem e para que serve. Esta simples noção fará cair já a maior parte das objeções, como, perante a exposição clara da verdade, dissipam-se todos os erros.

O catecismo diz que “sacramento é um sinal sensível, instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, para produzir a graça em nossas almas e santificá-las.”

Desta definição resulta que três coisas são exigidas para constituir um sacramento:

a) “Um sinal sensível”, representativo da natureza da graça produzida. Deve ser “sensível” porque se não pudéssemos percebê-lo, deixaria de ser um sinal. Este sinal sensível consta sempre de “matéria” e de “forma”, isto é, da matéria empregada e das palavras pronunciadas pelo ministro do sacramento.

b) Deve ser “instituído por Jesus Cristo”, porque só Deus pode ligar um sinal visível a faculdade de produzir a graça. Nosso Senhor, durante a sua vida mortal, instituiu pessoalmente os sete sacramentos, deixando apenas à Igreja o cuidado de estabelecer ritos secundários, realçá-los com cerimônias, sem tocar-lhe na substância.

c) “Para produzir a graça”. Isto é, distribuir-nos os efeitos e méritos da redenção que Jesus Cristo mereceu por nós, na cruz… Os sacramentos comunicam esta graça, “por virtude própria”, independente das disposições daquele que os administra ou recebe. Esta qualidade, chamada pela teologia “ex opere operato”, distingue os sacramentos da “oração”, das “boas obras” e dos “sacramentais”, que tiram a sua eficácia “ex opere operantis” das disposições do sujeito.

Fonte Catequizar

Uma entrevista com o Mal

Este é um estudo publicado no informativo paroquial da Paróquia Sagrada Família de Ipatinga-MG orientando sobre como o demônio quer nós confundir e nos afastar de Deus. Leia e confira as respostas que são baseadas em textos bíblicos.
  1. Quem o criou? “Fui criado pelo próprio Deus antes mesmo da existência do homem”. (Ezequiel 28, 15)
  2. Como você foi criado? “Nasci já forma adulta e, como Adão e Eva, não tive infância. Eu era um símbolo de perfeição, cheio de sabedoria e formosura. Minhas vestes eram de pedras preciosas”. (Ezequiel 28, 12-13)
  3. Onde você morava? “Eu morava no Jardim do Éden e caminhava no brilho das pedras preciosas do Monte Santo de Deus”. (Ezequiel 28, 13)
  4. Qual era sua função no Reino de Deus? “Eu era Querubim da guarda de Deus e era ungido e estabelecido por Deus. Devido a isso minha função era guardar a Gloria de Deus e conduzir os louvores dos anjos. Um terço deles estava sobre meu comando.” (Ezequiel 12, 8-14 e Apocalipse 12, 4)
  5. Alguma coisa faltava a você? “Não, nada.” (Ezequiel 28, 13)
  6. O que aconteceu para se afastar da função de maior honra que um ser vivo poderia ter? “Isso não aconteceu de repente. Um dia me vi nas pedras preciosas, como se fosse um espelho, e percebi que sobrepujava os outros anjos em beleza, força e inteligência. Então, comecei a pensar como seria ser adorado como Deus e ai passei a desejar isto para meu coração. Do desejo parti para o planejamento deste sonho se tornar real e fiquei estudando como firmar o meu trono acima das estrelas de Deus e ser semelhante a Ele. Num determinado dia tentei realizar meu desejo, mas acabei expulso do santo Monte.” (Ezequiel 28, 15-17 e Isaias 14, 13-14)
  7. O que fez com você realiza-se sua rebelião? “Quando percebi que Deus estava para criar alguém semelhante a Ele e, por consequência, superior a mim. Não consegui aceitar o fato e manifestei então os verdadeiros propósitos do coração.” (Isaias 14, 12-14)
  8. O que aconteceu com os anjos que estavam ao seu lado? “Eles me seguiram e também foram expulsos e juntos formamos o império das trevas” (Apocalipse 12, 3-4)
  9. Como você vê o homem? “Tenho ódio da raça humana e faço de tudo para destruí-la, pois eu a invejo. Eu é quem deveria ser semelhante a Deus.” (1Pedro 5, 8 )
  10. Quais são suas estratégias para destruir o homem? “Meu objetivo é afasta-los de Deus. Eu estimulo a praticar o mal e confundo suas ideias com um mar de filosofias, pensamentos e religiões cheias de mentiras misturadas com algumas verdades. Envio meus mensageiros travestidos, para confundir aqueles que querem buscar a Deus. Torno mentira parecida com a verdade, induzindo o homem ao engano e ficar longe de Deus, achando que esta perto. E tem mais. Faço com que a mensagem de Jesus pareça uma tolice anacrônica, tento estimular o orgulho, a soberba, o egoísmo, a inimizade e o ódio dos homens. Trabalho arduamente com meu séquito para enfraquecer a Igreja, lançando divisões, desanimo, criticas aos lideres, adultério, magoas, friezas espirituais, avareza, e falta de compromisso. Tento destruir a vida dos padres, principalmente com sexo, ingratidão, falta de tempo para Deus e orgulho.” (1Pedro 5,8; 2 Pedro 2, 1; Tiago 4, 7; Gálatas 5, 19-21; 1 Coríntios 3, 3; Timóteo 3, 1-8 e Apocalipse 12,9)
  11. E sobre o futuro? “Eu sei que não posso vencer a Deus e me resta pouco tempo para ir ao lago de fogo, minha eterna prisão, mas eu e meus anjos estamos trabalhando com afinco para levarmos o maior numero possível de homens conosco.” (Ezequiel 28, 19)

por Marquione Ban

Papa ensina os sete passos para afastar o mal

O Santo Padre dedicou a Catequese desta quarta-feira, 29 à figura de Santa Catarina de Bolonha, seguindo o ciclo de reflexões sobre grandes mulheres da Idade Média. Esta foi a última catequese do ano de 2010.

O Papa citou o acordo autobiográfico escrito pela santa italiana – As sete armas espirituais -, que oferece ensinamentos “de grande sabedoria e profundo discernimento” sobre as tentações do diabo:

1. ter cuidado e preocupação de trabalhar sempre para o bem;
2. crer que, sozinhos, nunca poderemos fazer nada de verdadeiramente bom;
3. confiar em Deus e, por seu amor, não temer nunca a batalha contra o mal, seja no mundo, seja em nós mesmos;
4. meditar com frequência nos eventos e palavras da vida de Jesus, sobretudo sua Paixão e Morte;
5. recordar-se que devemos morrer;
6. ter fixa na mente a memória dos bens do Paraíso;
7. ter familiaridade com a Sagrada Escritura, levando-a sempre no coração para que oriente todos os pensamentos e todas as ações.

Após dizer esses ensinamentos o Papa falou ainda aos mais de oito mil católicos presentes na sala Paulo VI, em Roma nesta manhã: “Um belo programa de vida espiritual, também hoje, para cada um de nós!”, exclamou o Pontífice.

Humildade em servir

“Queridos amigos, Santa Catarina de Bolonha, com as suas palavras e vida, é um forte convite a deixarmo-nos sempre guiar por Deus, a cumprir cotidianamente a sua vontade, também se muitas vezes ela não corresponde aos nossos projetos, a confiar na sua Providência, que nunca nos deixa sozinhos”, explicou o Papa por que ele escolheu falar sobre Santa Catarina de Bolonha.

Bento XVI destacou ainda a enorme humildade de Catarina, que não desejou nada para si, não desejou aparecer. “Desejou servir, fazer a vontade de Deus, estar ao serviço dos outros. E exatamente por isso Catarina era credível na autoridade, porque se podia ver que, para ela, a autoridade era exatamente servir aos outros”, ressaltou.

A história de Santa Catarina de Bolonha

Mulher instruída, mas humilde. Dedicada à oração, mas sempre pronta a servir. Generosa no sacrifício, mas cheia de alegria para acolher com Cristo a cruz. Assim o Pontífice definiu Santa Catarina.

Ela nasce na cidade de Bolonha, Itália, o dia oito de setembro de 1413. Quase não há noticias sobre sua infância.  Aos 10 anos, muda-se com a família para a cidade Ferrara, onde se torna dama de honra de Margherita, filha do Marquês local. Começa a ter acesso a um vasto patrimônio artístico e cultural, que irá valorizar muito quando iniciar sua vida monástica.

Segundo o Santo Padre, uma das características que a distingue de modo absolutamente claro é ter o espírito constantemente voltado para as coisas do Céu. Em 1427, com 14 anos, deixa a corte para unir-se a um grupo de jovens de famílias nobres que viviam em comum, consagrando-se a Deus.

Nesta nova fase da vida, tem notáveis progressos espirituais, mas também são grandes e terríveis as provações, sofrimentos interiores e tentações do demônio. Vive a noite do espírito, especialmente pela tentação da incredulidade com relação à Eucaristia, da qual é consolada pelo Senhor, após tanto sofrer, através de uma visão. A partir daí, toma consciência da presença real eucarística.

Em 1431, tem uma visão do juízo final. A terrível cena dos condenados a leva a intensificar orações e penitência pela salvação dos pecadores.

Catarina escreve sobre esse combate com o desejo de “alertar sobre as tentações do demônio, que se esconde frequentemente atrás de aparências enganadoras, para depois insinuar dúvidas de fé, incertezas vocacionais, sensualidade”, disse Bento XVI.

No convento, apesar dos costumes da Corte, desenvolve os serviços mais humildes com amor e obediência. “Ela vê, de fato, na desobediência aquele orgulho espiritual que destrói toda outra virtude”, ressalta o Papa.

Corpo incorrupto de Santa Catarina

Em 1456, seu mosteiro é chamado a criar uma nova fundação em Bolonha. Apesar de preferir terminar seus dias em Ferrara, o Senhor lhe aparece em visão para que aceite o encargo de Abadessa na nova missão. Parte com 18 outras irmãs.

No início de 1463, uma enfermidade se agrava e ela reúne-se com as irmãs em Capítulo pela última vez, para anunciar a sua morte e recomendar a observância da regra. Em 9 de março de 1463, falece. Foi canonizada pelo Papa Clemente XI em 22 de maio de 1712. A cidade de Bolonha, na capela do mosteiro de Corpus Domini, preserva o seu corpo incorrupto.

Por Marquione Ban

Imagens da Internet

Fonte: Canção Nova

Evangelho animado

O site “Catolicos” possui um vasto contéudo mas, o que chama a atenção é o Evangelho de Jesus Cristo animado com linguagem é simples e facil de compreender. Para os catequistas que possuem o recurso de usar a internet é um forma de ler a Bíblia em um território que ainda temos que crscer muito.

Assesse http://www.catolicos.com.br

por Marquione Ban