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Hoje é Dia Nacional da Valorização da Família, rezemos pelas famílias brasileiras

304005_450025555048598_870462750_nACI DIGITAL | Hoje, 21, a Igreja no Brasil e toda a nação celebra o Dia Nacional da Valorização da Família, criado pela Lei n. 12.647, sancionada pela presidência da República em 2012.

Para a ocasião, o secretário geral da Conferência Nacional dos bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Ulrich Steiner junto do presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, Dom João Carlos Petrini, enviaram uma carta a todos os brasileiros reforçando o pedido de que todos os cidadãos valorizem o dom da família.

“A reflexão nos levou a sugerir que os Irmãos Bispos, nas Dioceses onde servem, possam aproveitar este dia em favor da evangelização da família brasileira, promovendo atividades e eventos que sinalizem nossa adesão católica”, destacam Dom Leonardo e Dom Petrini. “Este dia pode tornar-se um precioso recurso para promover a Família como espaço privilegiado e insubstituível para que um homem e uma mulher possam, através domatrimônio, gerar e educar seus filhos no exercício da família cidadã”, afirma a missiva dos prelados.

Segundo a CNBB, o objetivo da data que a partir de 2013 será comemorada anualmente é chamar a atenção dos governos e da sociedade para a importância da família como instituição fundamental do desenvolvimento humano.

Em outra mensagem, da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, o Pe. Wladimir Porreca encoraja os fiéis de toda as dioceses a abraçar com intensidade o Dia da Valorização da Família recordando que a Família é lugar privilegiado para as relações humanas e todos precisamos da família estabelecida sobre a união matrimonial entre um homem e uma mulher.

“A Família é o patrimônio da humanidade”, recorda ainda a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, ecoando as palavras de Bento XVI.

Junto à nota dos prelados segue também a oração para ser recitada:

Oração para o Dia Nacional de Valorização da Família

Senhor Deus, nosso Pai amoroso e misericordioso,criastes-nos à Vossa imagem e semelhança, para a plenitude da vida em comunhão. Sabemos por experiência que a família constituída por um homem e uma mulher unidos por um vínculo indissolúvel e seus filhos, fundada sobre o matrimônio, é a melhor maneira de viver o amor humano, a maternidade e a paternidade. Ela é o caminho da plena realização humana e, ao mesmo tempo, constitui o bem mais decisivo para que a sociedade cresça na verdade e na paz, porque ela corresponde ao Vosso desígnio de amor.

Senhor Deus, Verbo Encarnado na família de Nazaré, escolhestes uma família como a nossa para habitar entre nós e compartilhar em tudo a nossa condição humana, menos o pecado. Viestes até nós para ser o nosso Redentor, para salvar a nós e a nossos filhos de atitudes e decisões insensatas, de caminhos de destruição e de morte, dos dramas que acompanham cada existência humana. Vinde para reavivar em nos o amor que se doa e fortalecer os vínculos de afeto recíproco, para que juntos construamos um mundo de gratuidade amorosa e de vida fraterna. Assim veremos florescer uma sociedade justa e solidária, que valoriza e ama a família, onde seja possível experimentar a felicidade verdadeira, até o dia em que chegaremos junto de Vós, no Vosso Reino de Paz definitiva. Nossa família, que constitui o bem mais precioso na nossa vida e o maior recurso da nação brasileira, está sendo descaracterizada e desvalorizada por diversas forças sociais e políticas, querendo assemelhá-la a qualquer união que ofereça afeto e cuidados. Até os pais correm perigo de serem desapropriados de sua responsabilidade educativa.

Senhor Deus, Divino Espírito Santo, vinde fortalecer nosso ardor evangélico, para sermos discípulos missionários de Jesus, portadores do seu amor e da sua potência divina que vence a morte. Pedimos-vos que nossa família se torne cada vez mais casa de comunhão, capaz de vencer os conflitos, escola da fé e dos valores humanos e sociais, lugar onde se partilham as esperanças e as lutas e se acompanha o crescimento de cada filho. Assim, nossa família será fonte de alegria e de beleza, nascente de satisfação e de força para construir positivamente o horizonte de realização de cada pessoa e o bem de toda a sociedade.

Ajudai-nos, Senhor a valorizar o grande dom que é a família, preservando-a dos males que a ameaçam e iluminai nosso caminho para superar os conflitos entre o trabalho a família e a festa, para promover a família cidadã, que auxilia a sociedade a superar a violência e a corrupção, a encontrar caminhos da paz.

Sagrada Família de Nazaré, Jesus, Maria e José, abençoai as nossas famílias brasileiras.

CNBB publica texto de estudo sobre as novas paróquias

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou nesta quarta-feira, 22, no site oficial da organização, o texto para estudo sobre o tema “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”. O assunto fez parte da temática central da 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil que aconteceu em abril deste ano, entre os dias 10 e 19.

O texto recolheu as reflexões e as intervenções dos bispos durante a Assembleia e visa promover discussões em torno da realidade atual das paróquias.

O Secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner, explica na apresentação do documento que, após ser aprovado como texto de estudo, este receberá ao longo do ano de 2013 as contribuições dos Regionais e das Igrejas Particulares. O texto será apreciado durante a 52ª Assembleia da CNBB, em 2014, com a contribuição das diferentes comunidades do Brasil.

“Será, certamente, um referencial para a renovação da nossa vida eclesial. Com a ampla participação, pretende-se encontrar inspiração e caminhos que possibilitem uma nova paróquia: comunidade de comunidades. É nesse sentido que as comunidades serão sempre e cada vez mais conhecidas como discípulas missionárias de Jesus Cristo”, escreveu o bispo.

O documento “Estudos da CNBB – 104” está disponível para download no site da Conferência Nacional dos Bispos. Clique aqui e acesse o conteúdo. 

Bispos vetam projeto sobre questão agrária

José Maria Mayrink | Estadão – Os bispos vetaram nesta segunda-feira, 15, por consenso o projeto sobre a Questão Agrária que deveria ser publicado como documento oficial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na próxima sexta-feira, por considerar o texto parcial e de inspiração socialista. Dezenas de sugestões e de emendas apresentadas no plenário da Assembleia Geral do episcopado, reunida em Aparecida, tornaram inviável a publicação do documento, que só será votado no próximo ano.

“Houve objeções à linguagem e ao conteúdo com relação, por exemplo aos movimentos sociais e à análise de novas realidades”, disse o vice-presidente da CNBB, d. José Belisário da Silva, arcebispo de São Luiz (MA). Os bispos rejeitaram a sugestão de que, feitas as emendas, o projeto fosse enviado ao Conselho Permanente, que se reúne periodicamente em Brasília e poderia aprovar a nova versão. O plenário preferiu transferir a responsabilidade para a 52ª Assembleia Geral, em 2014.

Os pontos mais polêmicos foram os referentes a movimentos sociais, como a Via Campesina e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que tiveram mais importância para a Igreja Católica no passado, mas que, na opinião dos bispos, não merecem mais o destaque e o apoio quase incondicional que tiveram no texto vetado. O agronegócio, criticado no texto como se fosse uma realidade opressora dos pequenos agricultores e trabalhadores rurais, deverá receber outro tratamento na revisão da proposta de documento.

“Os bispos sugeriram, numa enxurrada de emendas, que se reconheça o avanço alcançado na questão agrária nos últimos 33 anos, desde 1980, quando a CNBB publicou seu último documento oficial sobre o tema”, informou o bispo de Ipameri (GO), presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz. “Houve avanço na Reforma Agrária, embora haja muito ainda a fazer, e conquistas da parte da sociedade, da ação política e da Igreja”, observou.

O conceito de latifúndio também deverá ser revisto, para evitar uma condenação generalizada, como se toda propriedade de terra fosse sinônimo de injustiça e contrária ao direito natural. A linguagem do projeto de documento, segundo um bispo do Nordeste que lutou pela rejeição do texto, é cheia de chavões marxistas e desatualizada. A mesma comissão que redigiu a versão rejeitada foi encarregada de melhorar a redação.

CNBB lança concurso para o Hino da Campanha da Fraternidade de 2014

cfA Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está lançando hoje, 13 de dezembro, o concurso para o Hino da Campanha da Fraternidade de 2014. Por decisão dos bispos do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), o concurso será realizado em um único edital, letra e música, simultaneamente, podendo haver parceria de letristas e músicos.

A Campanha da Fraternidade de 2014 terá como tema “Fraternidade e Tráfico Humano”, e o lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou.” (Gl 5,1)

“O objetivo geral da Campanha da Fraternidade será identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e denunciá-las como violação da dignidade e da liberdade humanas, mobilizando cristãos e pessoas de boa vontade para erradicar este mal com vista ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus”, afirmou o assessor do Setor Música Litúrgica da CNBB, padre José Carlos Sala.

O assessor ressalta a importância da participação de poetas e músicos para a composição de um hino que traduza em linguagem poética os conteúdos do tema, lema e objetivos da Campanha da Fraternidade, com uma melodia bela e expressiva que possibilite a participação de todos no canto.

A composição deve ser enviada à CNBB até dia 29 de abril de 2013.

Ano da Fé: abertura no Brasil será na festa da padroeira

O Ano da Fé, aberto oficialmente pelo Papa Bento XVI, em Roma, hoje quinta-feira, 11, terá início oficial na Igreja do Brasil nesta sexta-feira, 12, data em que se comemora a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.
A abertura será durante a Missa solene da festa no Santuário Nacional, às 10h, que terá a presidência do Cardeal Arcebispo Emérito de São Paulo, Dom Cláudio Hummes.

Acesse
.: Conheça o calendário para o Ano da Fé

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) convidou Dom Cláudio para presidir a Celebração Eucarística porque o Cardeal Arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis, está em Roma.

Dom Damasceno explicou que esta não é a primeira vez em que o Papa proclama um Ano da Fé. “O Papa Paulo VI, que é hoje venerado como Servo de Deus, proclamou também o Ano da Fé em 1967”.

O presidente da CNBB ressaltou ainda que Bento XVI, na Carta Apostólica Porta fidei (Porta da Fé), recorda a beleza e a centralidade da fé a nível pessoal e comunitário e fazê-lo em uma dimensão missionária.

“Precisamos fazer com que a beleza e a centralidade da fé cheguem até as pessoas que não conhecem Jesus Cristo e também na ótica da nova evangelização, isto é, fazer com que as pessoas que foram evangelizadas, mas que se esqueceram de Jesus recuperem a sua fé e retornem a vida da comunidade”, acrescentou o Cardeal.

Dom Damasceno reforçou que o Ano da Fé deve ser um momento para propor a leitura dos documentos do Concílio Vaticano II e aprofundar a sua reflexão para encontrar uma luz para nos guiar como cristãos no mundo de hoje.

“Portanto, a renovação da fé deve ser prioridade, um compromisso de toda a Igreja nos nossos dias”, acrescentou.

Nota oficial de pesar da CNBB pelo falecimento de dom Eugênio Sales

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulga Nota Oficial de pesar pela morte do cardeal dom Eugênio de Araújo Sales, arcebispo emérito do Rio de Janeiro. O secretário geral da Conferência, dom Leonardo Steiner, manifesta solidariedade com o povo e o arcebispo da arquidiocese do Rio de Janeiro e com os familiares de dom Eugênio, particularmente com seu irmão, dom Heitor de Araújo Sales, arcebispo emérito de Natal (RN).

Leia a Nota:

Nota de condolência pelo falecimento

do Cardeal dom Eugenio de Araújo Sales

A Conferência Nacional dos Bispos (CNBB) recebe, com profundo pesar, a notícia da morte do Cardeal dom Eugênio de Araújo Sales, arcebispo emérito do Rio de Janeiro (RJ), ocorrida no final da noite desta segunda-feira, 9 de julho de 2012.

Dom Eugênio é uma verdadeira página da história da Igreja no Brasil. Seu caminho de vida percorrido como padre e bispo está associado aos marcos do trajeto feito pela comunidade dos discípulos missionários de Cristo neste país. Ordenado padre em 1943, desempenhou trabalho pastoral na então diocese de Natal (RN) onde veio a ser bispo auxiliar da já arquidiocese de Natal, em 1954, por nomeação do Papa Pio XII. Nomeado como arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, em 1968, criado Cardeal no Consistório de 1969, dom Eugênio ficou na Bahia até ser transferido pelo Papa Paulo VI para a arquidiocese do Rio de Janeiro, em 1971, lugar onde exerceu seu pastoreio até a renúncia aceita pelo Papa João Paulo II, em 2001.

Inspirado pelo seu lema episcopal, “Impendam et Superimpendar” (alusão a 2Cor 12, 15: “Quanto a mim, de muito boa vontade gastarei o que for preciso e me gastarei inteiramente por vós”), dom Eugênio foi Padre Conciliar do Vaticano II, criador da Campanha da Fraternidade e também apoiou o Movimento de Educação de Base e as Comunidades Eclesiais de Base. Homem de vasta cultura, sempre teve admiração por parte da sociedade brasileira. Por tudo isso e pela sua expressão de pastor, dom Eugênio foi uma permanente referência da Igreja nos momentos mais significativos da vida social e política no Brasil. Ele jamais se recusou a dar sua palavra firme, ortodoxa, clara a respeito dos mais importantes princípios da vida moral tanto da pessoa quanto da sociedade.

Era um comunicador que chegava, com facilidade, ao entendimento da opinião pública, mesmo depois de se tornar arcebispo emérito do Rio de Janeiro, dom Eugênio manteve publicação regular de seus textos em um blog na internet. Recentemente, por ocasião da Páscoa deste 2012, ele mesmo determinou que seria publicado um último artigo no qual ele escreveu: “Ao passo que a alegria, presságio do transcendente, faz-nos sentir algo superior às experiências comuns, ela, todavia, acorda em nós o mais próprio, o mais íntimo de nós mesmos. Será que não está inscrita na experiência pura e honesta da alegria uma tênue e todavia forte certeza de que a mais profunda realidade de nosso ser é imagem do eterno? Este estado de alma é como uma atmosfera jubilosa de nossa mente, que se reflete em nossos sentimentos e que se irradia em nossos relacionamentos humanos”.

Despedimos-nos de dom Eugênio com este sentimento que ele antevia em sua reflexão, isto é, com “presságio de transcendência”. Agradecemos a Deus pela sua caminhada cheia de frutos para a vida da Igreja e do povo e nos solidarizamos com seus familiares, especialmente com seu irmão dom Heitor Araújo Sales, arcebispo emérito de Natal, com a arquidiocese do Rio de Janeiro e com dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro. Nossa oração nos consola na certeza de sua páscoa e na esperança de que esse nosso irmão compartilhava da convicção que nos foi deixada pelo apóstolo de que a “a coroa da justiça” está reservada para ele pelo Senhor, o justo juiz, que dará essa coroa, “não somente a ele, “mas a todos os que tiverem esperado com amor a sua manifestação”( 2 Tm 4,8).

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário Geral da CNBB

Campanha colhe assinaturas pela aprovação do Estatuto do Nascituro

5MarchaNacional_FolderO Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto – intensifica a coleta de assinaturas para a aprovação do Estatuto do Nascituro. As entidades que integram o movimento, como a Pastoral da Família, estão engajadas na mobilização que visa a defesa da vida humana, desde a concepção.

A campanha pretende entregar ao presidente da Câmara Federal as assinaturas que exigem a aprovação do Estatuto do Nascituro.  “A aprovação desta lei que é muito importante para garantir os direitos do bebê em gestação, desde o primeiro instante de vida, ou seja, desde a concepção”, explica Jaime Ferreira Lopes, vice-presidente do Movimento. A iniciativa tem o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Atualmente, o projeto do Estatuto do Nascituro segue tramitando nas comissões internas da Câmara. A coleta de assinaturas está sendo realizada no site do Movimento (www.brasilsemaborto.com.br), mas também pode ser baixada no mesmo endereço a lista impressa para ser preenchida pelas pessoas que não tem acesso à internet. Esta lista deve ser devolvida via Correio para a sede do Movimento, em Brasília.