Padre do Texas vai a ouvir confissões via Snapchat

Padre-do-Texas-vai-passar-a-ouvir-confissoes-pelo-Snapchat-890x395_cAtualmente temos vistos muitos movimentos da igreja para acompanhar os tempos modernos e suas consequências nos fiéis. Muitas iniciativas surgem por meio dos jovens. Contudo, tem coisas que o Vaticano aceita de boa e outras não, e alguns dogmas ainda são assunto para discussões acaloradas na web e fora dela.

Recentemente, um padre estadunidense, do Texas, declarou que passará a ouvir confissões através do Snapchat. Lógico que alguém já gritou “polêmica à vista”.

Snapchat 

Snapchat-LogoDe acordo com o wikipédia, “Snapchat é um aplicativo de mensagens com base de imagens, criado e desenvolvido por Evan Spiegel, Bobby Murphy e Reggie Brown, estudantes da Universidade de Stanford. Com o aplicativo, usuários podem tirar fotos, gravar videos, adicionar textos e desenhos à imagem e escolher o tempo que a imagem ficará no visor do amigo de sua lista. Com a nova atualização é possível iniciar uma conversa com texto ou vídeo com seus amigos, mesmo sem ativar sua câmera para conversar. O tempo de cada snap é de 1 a 10 segundos, e após aberto, a imagem ou vídeo somente poderá ser vista pelo tempo escolhido pelo remetente. A imagem é excluída do dispositivo e também dos servidores“.

O Padre

App não pode ser usado para confissão.
App não pode ser usado para confissão.

O tal padre, que prefere se manter anônimo (obviamente temendo represálias) se identifica como @PriestDavid na rede social. Segundo a reportagem do News, o experimento começou quando o clérigo, que teria 23 anos de sacerdócio resolveu usar o app de mensagens para ouvir um estudante e ajudá-lo com seu projeto. De acordo com o sacerdote as religiões precisam “se engajar com os jovens (isso soou estranho…), com onde eles estão e como eles vivem”.

Para o padre, moderninho, é importante para a igreja utilizar outras formas de aproximação, que incluem o uso das ferramentas digitais. Com era de esperar, muitos não concordam com a nova forma de confissão. Outros padres e fiéis dizem que “utilizar um app não é uma confissão”, e que o mesmo só pode ser feito à moda antiga: na presença do padre, seja cara a cara, ou num confessionário.

E a Igreja?

A Arquidiocese de San Antonio (a qual o padre pertenceria) publicou um comunicado deixando claro que a igreja não tem nada a ver com a decisão do mesmo, e que “a confissão pessoal é um dos alicerces dos sacramentos”. Trocando em miúdos o padre estaria desobedecendo os dogmas católicos deliberadamente, o que é passível de punições bem pesadas. Como por exemplo a excomunhão.

E agora José?

Claro, tudo pode ser um belo hoax de alguém querendo pregar uma peça nos católicos, mas fica o questionamento: ferramentas como o Snapchat (que em tese destrói tudo que os usuários compartilham) deveriam ser usadas para tal propósito a fim de tornar a religião mais atraente para os jovens?

Há um tempinho atrás, houve essa discussão com um app para Ifone. A resposta do Vaticano foi bem enfática, dizendo que “o app não substitui a confissão”. Vale para o caso do Padre e de outros que queiram entrar na onda.

E  você?

O que acha dessa possibilidade? Algum dia a Igreja deve se abrir as tecnologias para alguns sacramentos?  Sabemos que a internet não é segura. Prova disso o Vatileaks que jogou na cara do mundo escândalos no Vaticano. Eu particularmente, não sou a favor. O risco de seus pecados serem jogados na nuvem de tags por aí é grande. Sabemos que mesmo alegando apagar as informações na web, nada se perde. Mas e você? Pensa o que? Deixe um comentário…

Com informações de meiobit.com e CoM.

Paróquias de Ipatinga-MG aderem ao “24 Horas Para o Senhor”

Segunda edição do evento atinge todo o mundo.
Segunda edição do evento atinge todo o mundo.

As paróquias de Ipatinga-MG aderiram ao projeto “24 Horas para o Senhor”. O momento de louvor, adoração e reconciliação será nos dias 13 e 14 de março, das 18h de um dia até as 18h do outro. As 24 Horas vão ser na Igreja Matriz de Cristo Rei, Centro da cidade.

A programação conta com adoração, missa, oração do terço e principalmente confissões. Os padres de todas as paróquias irão se revezar para atender aos fiéis.

Informações nas Secretarias Paroquiais de sua paróquia ou com lideranças de sua comunidade.

Inciativa Papal

As 24 Horas para o Senhor é uma iniciativa do Papa Francisco, que realizou a primeira edição no ano passado. Na ocasião, Francisco presidiu a Liturgia Penitencial e missa de abertura, além de ter confessado alguns fiéis.

Este ano não será diferente. Papa Francisco presidirá novamente a Liturgia Penitencial e também confessará os fiéis.

Na sua cidade

Vamos divulgar essa iniciativa para todos. Na sua cidade ou diocese deve acontecer esse evento também. Poste nos comentários o local e horários para que mais pessoas possam se reencontrar com Deus. Lembrem-se, todo cristão deve se confessar ao menos uma vez com o Sacerdote.

Por que se confessar com o sacerdote?

Jesus ao instituir o sacramento da Reconciliação, na noite de Páscoa, apareceu aos Apóstolos reunidos; soprou-lhe na face e disse:

“Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, serão perdoados; àqueles aos quais os retiverdes, serão retidos” (Jo 20,22-23).

Ora, se Jesus assim decidiu, é porque assim é o melhor para todos nós. Ou será que alguém vai querer contestar Jesus?

Seria muito fácil, cômodo e fácil para a Igreja se Jesus tivesse mandado a gente se confessar diretamente com Deus, mas Ele não quis assim; quis que salvação fosse administrada pelos Apóstolos e a quem eles concedessem esse poder pelo sacramento da Ordem.
Assim, o sacerdote para dar o perdão ao penitente precisa saber de sua disposição para deixar o pecado. É ordem de Jesus.

A praxe de confessar faltas ao sacerdote já estava em vigor no Antigo Testamento.  O livro do Levítico mostra vários casos em que o perdão do pecado era realizado através de confissão. Um caso de confissão pública:

“Aquele que se tornar culpado de uma destas três coisas (recusa de testemunho, contatos impuros, juramentos levianos), confessará o pecado cometido, e o sacerdote fará por ele o rito de expiação” (Lv 5,5s).

Em outros casos a confissão era feita diretamente ao sacerdote, como em Lv 5,23-25:

“Se alguém pecar recusando devolver ao próximo algo extorquido ou roubado… deverá restituir o valor ao proprietário respectivo. Depois levará ao Senhor, como sacrifício de reparação, um carneiro, sem defeito, do seu rebanho; será avaliado segundo o valor estabelecido pelo sacerdote para um sacrifício de reparação”.

Isto prevê que o sacerdote pondere a gravidade do pecado e aplique o tipo de reparação (penitência) necessária, o que supõe, logicamente, a confissão feita ao sacerdote. O mesmo pode se ver em Nm 5,5-7.

Vemos então que a Confissão com o sacerdote não é algo inventado pela Igreja.

Deus quis e quer, distribuir a graça aos homens mediante ministros e sinais sensíveis, pois somos por natureza sociais e dependentes das coisas visíveis; a via normal para a nossa santificação é a via dos sacramentos.

Santo Agostinho usava uma comparação para explicar isso: Cristo ressuscitou a Lázaro, mas quis que os discípulos o desatassem de suas faixas e o restituíssem a liberdade (cf. Jo 11, 14); assim, é o Senhor quem perdoa os pecados; para fazê-lo, porém, não dispensa o trabalho de seus ministros (In os. 101 enarr. 2,3; serm. 195, 2).

Cristo perdoa os pecados e os seus discípulos tiram as faixas que impedem a movimentação do pecador.

Executando a ordem do Senhor, a Igreja desde a geração apostólica exerceu “o poder das chaves”.

Os Bispos e os presbíteros têm, em virtude do sacramento da Ordem, o poder de perdoar todos os pecados” em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.

Sabemos já que o perdão dos pecados reconcilia com Deus, mas também com a Igreja.

Quando o sacerdote celebra o sacramento da Penitência, realiza o ministério do Bom Pastor, que busca a ovelha perdida; do bom samaritano, que cura as feridas; do Pai, que espera o filho pródigo e o acolhe ao voltar; do justo juiz, cujo julgamento é justo e misericordioso ao mesmo tempo. Ele é o sinal e o instrumento do amor misericordioso de Deus para com cada pecador, individualmente.

A Igreja ensina que o confessor deve unir-se à intenção e à caridade de Cristo; ter respeito e delicadeza diante daquele que caiu; deve amar a verdade, ser fiel ao Magistério da Igreja e conduzir, com paciência, o penitente à cura e à plena maturidade. Deve orar e fazer penitência por ele, confiando-o à misericórdia do Senhor. (§ CIC 1466)

O sacerdote também não pode fazer uso do conhecimento da vida dos penitentes adquirido pela Confissão. Este segredo, que não admite exceções, chama-se “sigilo sacramental”. (Texto do Prof. Felipe Aquino)

Como se preparar para a confissão

1. Orações para infundir na alma o arrependimento necessário para a confissão

– Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo, Amém.

a. Vinde, Espírito Santo 

– Vinde, Esp írito Santo, e enchei os corações dos vossos fiéis, e acendei neles o fogo do vosso amor.

Enviai, Senhor o vosso Espírito, e tudo será Criado, e renovareis a face da terra.

Ó Deus, que instruistes os vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas, e gozemos sempre da sua consolação, por Cristo, Senhor nosso, Amém.

b. Pai Nosso, Ave Maria e Glória 

– Pai nosso, que estais no c éu, santificado seja o Vosso Nome; venha a nós o Vosso Reino, seja feita a Vossa Vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos têm ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal, Amém.

– Ave, Maria, Cheia de Graça! O Senhor é contigo, bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre, Jesus! Santa Maria, mãe de Deus, roga por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte, Amém.

– Glória ao Pai, ao Filho, e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre, Amém.

– Ó, meu Jesus, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu, principalmente as que mais precisarem!

c. Salmo 50 – chamado “Miserere”

(que quer dizer “tem piedade”, que é a primeira palavra do Salmo).

1.Ao mestre de canto. Salmo de Davi.

2.Quando o profeta Natã foi encontrá-lo, após o pecado com Betsabé

3.Tende piedade de mim, ó Deus, segundo a vossa bondade, e conforme a imensidade de vossa misericórdia, apagai a minha iniqüidade.

4.Lavai-me totalmente de minha falta, e purificai-me do meu pecado.

5.Eu reconheço a minha iniqüidade, diante de vós está sempre o meu pecado.

6.Só contra vós pequei, o que é mau fiz diante de vós. Vossa sentença assim se manifesta justa, e reto o vosso julgamento.

7.Eis que nasci na culpa, minha mãe concebeu-me no pecado.

8.Não obstante, amas a sinceridade de coração; infunde-me, pois, a sabedoria no mais íntimo de mim.

9.Aspergi-me com um ramo e ficarei puro; lavai-me e me tornarei mais branco do que a neve.

10.Fazei-me ouvir uma palavra de gozo e de alegria, para que exultem os ossos que triturastes.

11.Dos meus pecados desviai os olhos, e minhas culpas todas apagai.

12.Ó meu Deus, criai em mim um coração puro, e renovai-me o espírito de firmeza.

13.De vossa face não me rejeiteis, e nem me priveis de vosso Santo Espírito.

14.Restituí-me a alegria da salvação, e sustentai-me com uma vontade generosa.

15.Então, aos maus ensinarei vossos caminhos, e voltarão a vós os pecadores.

16.Deus, ó Deus, livrai-me da pena deste sangue derramado; E a vossa misericórdia a minha língua exaltará.

17.Senhor, abri meus lábios, a fim de que minha boca anuncie os vossos louvores.

18.Vós não vos aplacais com sacrifícios rituais; e se eu vos oferecesse um sacrifício vós não aceitaríeis;

19.Meu sacrifício, ó Senhor, é um espírito contrito; um coração arrependido e humilhado, ó Deus, não haveis de desprezar.

20.Senhor, pela vossa bondade, tratai Sião com benevolência, reconstruí os muros de Jerusalém!

21.Então aceitareis os sacrifícios prescritos, as oferendas e os holocaustos; então, sobre o vosso altar vítima vos serão oferecidas.

Continuar lendo “Por que se confessar com o sacerdote?”

Sobre as confissões comunitárias: O que dizer sobre isso?

Canção Nova | A Mãe Igreja, à semelhança do Seu Senhor, deseja que todos os homens se salvem, e por isso, guardando as necessárias disposições, procura facilitar ao máximo a recepção dos auxílios da graça aos seus filhos por meio dos sacramentos.

Com base nesse princípio e motivada historicamente sobretudo pelas duas grandes guerras mundiais, a Igreja introduziu a disciplina que possibilita a administração do sacramento da penitência com a absolvição coletiva.

É provável que o leitor já tenha ouvido alguém falar – ou mesmo passado por esta experiência – de alguém que foi buscar a confissão em alguma paróquia, e, para sua surpresa, não tenha encontrado a celebração ordinária do sacramento da penitência (com a confissão auricular, e absolvição individual), senão uma celebração comunitária com absolvição coletiva. O que dizer sobre isso?

A atual legislação canônica, mais precisamente o cânon 960 do Código de Direito Canônico, destaca expressamente que a confissão individual e íntegra e a absolvição constituem o único modo ordinário, com o qual o fiel, consciente de pecado grave, se reconcilia com Deus e com a Igreja;

IMG_5065A absolvição dada, ao mesmo tempo, a vários penitentes sem a prévia confissão individual, constitui uma forma excepcional da administração do sacramento da Penitência que só pode ser empregada quando (cfr. c. 961):

1) Haja iminente perigo de morte e não haja tempo para que o sacerdote ou sacerdotes ouçam a confissão de cada um dos penitentes;

2) Haja grave necessidade, isto é, quando por causa do número de penitentes, não há número suficiente de confessores para ouvirem as confissões de cada um, dentro de um espaço de tempo razoável, de tal modo que os penitentes, sem culpa própria, seriam forçados a ficar muito tempo (mais de um mês) sem a graça sacramental ou sem a sagrada comunhão.

O juízo para saber se, em determinado caso concreto ocorre o que está prescrito acima (n. 2), não compete ao confessor, mas ao bispo diocesano, que só pode permitir a absolvição geral em situações objetivamente extraordinárias (cfr. Motu Proprio Misericordia Dei, 4), previamente e por escrito. Não se considera, porém, necessidade suficiente quando não é possível ter os confessores necessários só pelo fato de grande concurso de penitentes, como pode acontecer numa grande festividade ou numa peregrinação (cfr. c. 961 §1, 2º).

A absolvição geral coletiva, nos casos excepcionais previstos, deve ser precedida de uma adequada catequese que explique aos fiéis as condições para a sua validade, deixando claro que aqueles que recebem a absolvição coletiva deverão – para que o sacramento seja válido –, confessar, em tempo devido, individualmente todos os pecados graves que, naquele momento, não puderam confessar e que devem receber a absolvição individual antes de receberem uma nova absolvição geral.

Não é demais lembrar que todo aquele que, em razão do ofício, tem cura de almas (p. ex. o pároco) está obrigado a providenciar que sejam ouvidas as confissões dos fiéis que lhe estão confiados e que, de modo razoável, peçam para se confessar, a fim de que aos mesmos se ofereça a oportunidade de se confessarem individualmente em dias e horas que lhes sejam convenientes (cfr. c. 986 §1).

por Padre Demétrio Gomes

Por que me confessar com um Padre?

Diante as perguntas, “quem pode perdoar os pecados senão Deus?” (Mc 2,7), ou ainda “por que me confessar com um padre?”, buscamos a seguinte a resposta:

Quem negava a Jesus o poder de perdoar os pecados e até O tachava de blasfemador eram os orgulhosos escribas. Jesus, porém, lhes respondeu: “Para que saibais que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados […]” (Mc 2,10) e curou o paralítico, que foi perdoado à vista deles.

Esse poder de perdoar os pecados, o Senhor o confiou aos homens pecadores, aos Apóstolos e a seus legítimos sucessores, no dia mais solene: na Ressurreição quando lhes apareceu e disse: “Assim como o pai me enviou, também eu vos envio a vós. Tendo dito estas palavras, soprou sobre eles e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo. Àquele a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20,21-23).

Não resta dúvida de que o sopro de Cristo ressuscitado e as palavras: “Recebei o (dom do) Espírito Santo […]” expressam claramente que os Apóstolos não obtiveram o poder de perdoar os pecados em virtude de sua santidade ou impecabilidade, mas como um dom especial, merecido por Cristo e a eles conferido em favor das almas, remidas pelo sangue derramado na cruz. Daí dizer: “Eu não me confesso com os padres, porque eles também são pecadores” demonstra igual insensatez ao se afirmar: “Eu não vou, com minha doença, procurar conselho e remédio dos médicos, porque eles também ficam doentes”.

Por isso, os católicos, mesmo que sejam, cardeais e reis, dobram humildemente suas cabeças diante de tão claras palavras de Jesus e confessam seus pecados diante dum simples sacerdote, para receber o perdão de Deus. Os outros crentes, porém, preferem ignorar essas palavras de Cristo e desprezar o grande dom do Senhor no sacramento da penitência. Para motivar esse procedimento, procuram na Bíblia vários textos no sentido: “Convertei-vos… fazei penitência… arrependei-vos, para que vossos pecados sejam perdoados,… para que sejais salvos”.

Ninguém duvida de que o sincero arrependimento dos pecados, com firme propósito de não pecar mais, e a satisfação feita a Deus e aos prejudicados, eram no Antigo Testamento condições necessárias e suficientes para obter perdão do Altíssimo. O mesmo vale ainda hoje para todos os que desconhecem a Jesus e o Evangelho, para os que não têm nenhuma ocasião de se confessar; são ainda condições necessárias para obter perdão na boa confissão. Mas quem no seu orgulho não acredita na veracidade e obrigatoriedade das palavras de Cristo Ressuscitado, com as quais Ele instituiu o sacramento da penitência, e por isso não quer se confessar, dificilmente receberá perdão!

Cada pecado é um ato de orgulho e de desobediência contra Deus. Por isso “Cristo se humilhou e tornou-se obediente até a morte na cruz” (Fl 2,8) para expiar o orgulho e a desobediência dos nossos pecados e nos merecer o perdão. Por essa razão, Ele exige de nós confissão sacramental, na qual confessamos os nossos pecados diante do Seu representante, legitimamente ordenado. Conforme a Sua promessa: “Pois todo o que se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado” (Lc 18,14).

Alguns “crentes” aliciam os católicos para sua crença, com a promessa de que, depois do batismo (pela imersão), estes estarão livres de qualquer pecado e nem poderão mais pecar! (Conseqüentemente, não precisarão mais de nenhuma confissão). Apóiam essa afirmação nas palavras bíblicas de I Jo 3, 6 e 9 “Quem permanece n’Ele não peca; quem peca não O viu, nem O conheceu” e “Todo aquele que é gerado por Deus, não comete pecado, porque nele permanece o germe divino” (a graça santificante).

Em resposta, lembro o princípio bíblico de que entre as verdades bíblicas, reveladas por Deus, não pode haver contradições. Por isso, as palavras menos claras devem ser esclarecidas por palavras mais claras ou pela autoridade estabelecida por Deus (Magistério da Igreja). Ora, o próprio apóstolo escreve em (I Jo 1,8-10): “Se dizemos que não temos pecado algum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se reconhecemos os nossos pecados, (Deus aí está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda a iniquidade. Se pensamos não ter pecado, nós O declaramos mentiroso e a sua palavra não está em nós”.

Por isso, a Tradição Apostólica interpreta as palavras de I Jo 3,9: “Todo aquele que é gerado por Deus não peca” no sentido de “não deve pecar gravemente”, já que possuindo a graça de Deus, tem suficiente força para vencer as tentações. Enquanto as claras palavras em I Jo 1,8-10 falam dos pecados leves – veniais; sendo somente Maria Imaculada livre de qualquer mancha do pecado original e pessoal, em previsão dos méritos antecipados de Jesus Cristo que a escolheu por sua Mãe. Portanto, todos os homens adultos necessitam de Misericórdia Divina; e os sinceros seguidores da Bíblia receberam-na, agradecidos, no sacramento da confissão.

 

Pe .Anderson Marçal
http://blog.cancaonova.com/padreanderson

Padre substitui orações pelo plantio de árvore

Um padre de Pires do Rio, município goiano que fica a 240 quilômetros de Brasília, está inovando na penitência aos seus fiéis. Em vez das orações, os fiéis saem do confessionário com o compromisso de plantar uma árvore e ajudar a natureza e o meio ambiente. A população da cidade apoia a iniciativa do padre.

Na última confissão comunitária, todos os presentes receberam a incumbência de plantar uma semente para que em outubro as mudinhas sejam levadas, durante uma procissão, para serem plantadas em uma área devastada da cidade. A expectativa é de que Pires do Rio ganhe mais de mil novas árvores.

 

Confissão: “hoje não se pode falar de ‘Confissão pelo iPhone'”

Durante a Quaresma, uma atitude esperada de todos os católicos é a celebração penitencial. Para isso, além dos horários normais que os párocos têm em suas paróquias para atender as confissões, existem os “mutirões” de confissão, quando os padres de uma mesma região, setor ou forania são convidados a atender a todos, dando assim oportunidade para que todos se confessem.

Pouco tempo atrás saiu, provindo de agências de notícias internacionais, o anúncio de uma provável “grande novidade” na Igreja: a confissão feita por intermédio do Iphone, Ipad e Ipod touch. Essa notícia chegou e foi divulgada como uma grande novidade!

A rapidez hodierna dos meios de comunicação, num verdadeiro processo de globalização das notícias, faz com que fatos e ditos cheguem a muitos em pouquíssimo tempo e acabem confundindo as pessoas. Por isso, é preciso que estejamos atentos e confirmemos as fontes de onde provêm e como estão verdadeiramente postas na sua origem, no seu texto e em seu contexto. Um ditado popular (os sempre sábios dizeres de um povo) já atesta: “Quem conta um conto, aumenta um ponto!” e hoje esse ponto pode tornar-se uma bola de neve, que se não é correta espalha o erro, o qual se torna difícil de dissolver.

A notícia vista com atenção e feita perceber em sua verdade não se tratava do que foi propagado, mas, na realidade, de um instrumento “desenhado para ser usado na preparação da confissão, e depois como auxílio na própria confissão. O aplicativo oferece o exame de consciência, um guia passo a passo do sacramento, ato de contrição e outras orações. Os múltiplos usuários acedem a seus perfis protegidos por senha, onde, através do exame de consciência, marcam os elementos pertinentes para sua confissão e podem fazer outras notas pessoais”. Este não é o primeiro nem o último aplicativo ligado a temas religiosos. Porém, é interessante ver que poderá ser de utilidade para um exame de consciência se a autoridade eclesiástica deu seu aval com relação ao conteúdo dele [aplicativo]. Assim como no passado muitos utilizavam livrinhos para o exame de consciência e outros anotavam em papéis seus pecados para não os esquecerem na hora da confissão auricular, hoje os meios eletrônicos podem ajudar nesse aprofundamento. Porém, nada disso substitui a confissão auricular com o ministro ordenado.

Para a recepção do sacramento, que possui ao menos três nomes, que são sinônimos e acabam mesmo por significar uma de suas fases: penitência, confissão ou reconciliação, a Igreja pede que o penitente cumpra ao menos três atos, que são: o ato da contrição (que precede), o ato da confissão (exposição dos pecados diante do confessor) e o ato da satisfação (cumprimento da penitência pelos pecados cometidos).

O aplicativo a que nos referimos e outros que têm o mesmo conteúdo, embora sejam compostos para ser utilizados no sacramento, não o são como canal para a confissão e a satisfação, mas simples e unicamente para preparar a contrição, que, entre os atos do penitente, ocupa o primeiro lugar, o qual, em verdade, é “uma dor da alma e um desprezo pelo pecado cometido, com o propósito de não pecar mais no futuro”.

Para cessar o ruído da comunicação errônea, o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé afirmou: “É essencial compreender bem que o sacramento da penitência requer necessariamente a relação de diálogo pessoal entre penitente e confessor, assim como a absolvição por parte do confessor presente”. “Isso não pode ser substituído por nenhum aplicativo informático. Por isso não se pode falar de ‘Confissão pelo iPhone’”. Entretanto, em um mundo em que muitas pessoas utilizam suportes informáticos para ler e refletir (e inclusive textos para rezar), não se pode excluir que uma pessoa faça sua reflexão de preparação à confissão (contrição) tomando a ajuda de instrumentos digitais. Isso, de forma parecida ao que se fazia no passado, como dissemos, “com textos e perguntas escritas em papel, que ajudavam a examinar a consciência… tratar-se-ia de um subsídio pastoral digital que “poderia ser útil”, mas sabendo que “não é um substituto do sacramento”.

No entanto, esse ruído de comunicação, que quase causou confusões na cabeça de muitos, pode ser uma oportunidade de notar que, mesmo com um mundo digitalizado, também a confissão mereceu um espaço de preparação com aplicativos divulgados pela mídia mundial. Isso pode ser uma oportunidade de catequese que aprofunde o valor da confissão. Se os jovens, que mais utilizam as mídias sociais, já têm um aplicativo para ajudar no exame de consciência, é sinal de que têm também interesse em celebrar este sacramento em sua igreja.

É uma responsabilidade nossa acolher a todos aqueles que, nesta Quaresma, querem manifestar o seu arrependimento e iniciar uma vida nova, celebrando no sacramento da penitência o seu retorno a Deus!

Que o tempo da Quaresma seja este tempo de renovação interior de todos na busca de viverem com generosidade sua vida batismal!

 

Dom Orani João Tempesta, O. Cist
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro

 

Quaresma

A Quaresma faz memória de Cristo, em seus quarenta dias pelo deserto, revivendo, na própria experiência, os quarenta anos do povo de Deus também no deserto. Com Ele, subimos a Jerusalém, percorremos o caminho da cruz, passamos pela morte até chegarmos à nova vida, dom do Pai, pelo Espírito.

A Quaresma é o “tempo favorável” para a redescoberta e o aprofundamento do autêntico discípulo de Cristo. É espaço para um novo nascimento. Somos chamados para assumir a penitência como método de conversão e unificação interior, como caminho pessoal e comunitário de libertação pascal. É tempo forte de escuta da Palavra, pois, através dela, vamos conhecer os desejos de Deus e praticar a sua vontade. A Quaresma é o tempo propício de renovação espiritual, uma espécie de retiro pascal estruturado no trinômio: oração, jejum e esmola (solidariedade, misericórdia).

Segundo Pedro Crisólogo, séc. IV, “o que a oração pede, o jejum alcança e a misericórdia recebe”.

A Quaresma é o tempo propício de nos colocarmos em espírito de penitência. Por isso, com o jejum, a oração e a esmola nós nos configuramos mais intimamente aos mistérios da paixão, morte e ressurreição de Cristo. Sofrendo um pouco de privação de alimentos e de bebidas neste tempo, saibamos unir-nos de algum modo aos homens para os quais é habitual a privação de alimento, de meios econômicos. O jejum se torna um gesto simbólico, denúncia profética da injustiça que nasce do egoísmo, solidariedade com os mais pobres. Assim, a preparação para a Páscoa se torna “Campanha da Fraternidade”, e a ceia do Senhor um gesto de pobreza, contrição, esperança, anúncio. Quem participa seriamente da paixão do Senhor, ainda hoje viva nos pobres da terra, sabe que a volta ao Pai – tanto a sua como o da comunidade – já começou, e que na mortificação da carne pode florescer o Espírito da ressurreição e da vida.

O jejum e a quaresma é um tempo em que damos maior liberdade a Deus para agir em nós, refreando os desejos instintivos – não só o apetite alimentício – não porem num espírito mesquinho e dualista, mas generoso e repleto de esperança, tratando de acompanhar aquele que se libertou completamente para, em obediência a Deus Pai, se doar por nó todos.

Impondo certas restrições aos nossos impulsos, abrimos maior espaço para Deus e seus filhos, que procuram um lugarzinho em nós! Mortificação, então, não significa gosto pela morte, mas morte ao homem natural, para deixar viver com mais vigor em nós o filho de Deus e irmão dos homens que somos.

Trilhemos esse caminho como discípulos, missionários e fiéis, seguindo os passos de Jesus. Este vence as tentações do demônio, revela a nós, mediante a transfiguração, que pela paixão e cruz chegará à glória da ressurreição e nos ensina a repensar o sim pessoal da fé, num encontro profundo com Ele, a exemplo da mulher samaritana, que recebe d’Ele a salvação, do cego de nascença, que começa a ver, do amigo Lázaro, que é ressuscitado.

Que a nossa Quaresma seja ecológica, também, nos preocupando com o meio ambiente e na sua preservação!

Padre Wagner Augusto Portugal
Vigário Judicial da Diocese da Campanha(MG)

Artigo publicado no site Catequisar

 

Agora você pode fazer sua confissão pelo iphone

APLICATIVO “CONFESSION” PARA IPHONE RECEBE IMPRIMATUR

 

Sacramento da Confissão agora pelo telefone

Um novo aplicativo, “Confession”, para iphone, ipad e ipod touch, promove a vida sacramental através da tecnologia. O bispo Kevin Rhodes deu o primeiro Imprimatur (declaração que valida uma publicação) a este tipo de recurso.

Patrick Leinen, programador e cofundador da Little iApps, companhia criadora do aplicativo, contou a ZENIT que sua criação “é uma resposta à mensagem que Bento XVI deu, no ano passado, no Dia Mundial das Comunicações”.

“Nosso objetivo foi oferecer um aplicativo digital que verdadeiramente pusesse os novos meios de comunicação ao serviço da Palavra”, disse.

“Confession: um Aplicativo Católico Romano”, desenvolveu-se como uma ajuda “para os que recebem o sacramento e os que desejam voltar a recebê-lo”.

Desenhado para ser usado na preparação da confissão, e depois na própria confissão, o aplicativo oferece o exame de consciência, uma guia passo a passo do sacramento, ato de contrição e outras orações.

Os múltiplos usuários acedem a seus perfis protegidos por senha, onde através do exame de consciência marcam os elementos pertinentes para sua confissão e podem fazer outras notas pessoais.

O padre franciscano Thomas Weinandy, diretor executivo do Secretariado para a Doutrina e Práticas Pastorais da Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos, e o padre Dan Scheidt, da igreja Rainha da Paz, em Mishawaka, Indiana, colaboraram na elaboração dos textos do aplicativo.

Dom Rhodes, bispo de Fort Wayne-South Bend, deu o Imprimatur para o aplicativo. Ainda que outros programas similares, como “Mea Culpa – Exame de Consciência para os católicos” e “iConfess – Manual e guia da confissão”, foram criados para dispositivos como iphone, este último foi o primeiro aplicativo a receber a aprovação oficial episcopal.

Fonte Agência ZENIT