Eles continuam tentando…”Virgem Maria seria apenas Maria”, afirmam cientistas

32dae6a0-d190-11e4-9139-87df9d3930e0_nascimentojesusUm pesquisa divulgada no site Yahoo mostra o estudo de alguns cientistas sobre a tradução da palavra “virgem”. De acordo com as cientistas a palavra foi mal traduzida do Hebraico para o Grego. O certo seria “um moça em idade para casar”. Então, segundo elas, a crença de que Jesus teria nascido de uma virgem é errônea.

Veja a matéria:

Yahoo | A história milenar sobre o nascimento de Jesus Cristo pode não ter acontecido da maneira como foi passada adiante. A principal mudança, explicam especialistas, é que um erro de tradução teria levado ao equívoco sobre Maria, que não seria virgem.

A polêmica está em torno de um termo citado no texto original, em hebraico (Isaías, capítulo 7:14). A palavra em questão, usada para fazer referência a Maria, é “Almah”, o que ao pé da letra significa “jovem que chegou à idade de se casar”. Na mudança para o grego, porém, o termo teria sido traduzido como “virgem”, perdendo seu sentido original.

“Cristãos de todo o mundo afirmam que Jesus nasceu de uma virgem, mas a palavra usada no texto em hebraico, Almah, significa basicamente uma jovem que está na idade apropriada para se casar”, explica Francesca Stavrakopoulou, PhD e professora de religiões antigas da Universidade de Exeter.

A explicação de Francesca é corroborada por outros especialistas, como a professora de religião da Universidade de Princeton, Elaine Pangels. “Foi uma espécie de lampejo e disseram que foi um milagre”, afirma ela.

Me fiz uma pergunta, naquela época era como hoje? Jovens em idade para casar já havia fornicado antes com vários parceiros?

Cristãos, não entre em dúvidas sobre isso. Além das escrituras, a Igreja se sustenta nos fatos relatados dos apóstolos e primeiros cristãos que sempre acreditaram na virgindade de Nossa Senhora antes e depois do nascimento de Jesus.

A coragem de Francisco: “quero ir ao Iraque”

O Papa Francisco confirmou à imprensa sua preocupação pela grave situação que vivem os cristãos no Oriente Médio e afirmou:

“quero ir ao Iraque”.

cristo crucificado no iraque-webDurante o voo de volta a Roma logo depois de passar três dias de visita apostólica na Turquia, o Santo Padre dialogou durante 46 minutos respondendo a dez perguntas feitas por jornalistas que viajavam com ele no avião papal.

No diálogo o Papa Francisco reiterou sua vontade de ir a este país onde os cristãos são perseguidos pela fé e sofrem em meio ao terror e o ódio.

“Sabem o que significa pensar na saúde, na alimentação, em uma cama, uma casa para um milhão de refugiados? Eu quero ir ao Iraque. Falei com o patriarca Sako. No momento não é possível. Se eu fosse neste momento, criaria um problema para as autoridades, para a segurança”.

000_par7908212-1A primeira vez que o Pontífice expressou seu desejo de visitar o Iraque, foi em agosto, em sua viagem de volta a Roma logo depois de estar na Coréia do Sul: “estou disposto a ir ao Iraque e acredito poder dizê-lo”, inclusive explicou que “se fosse necessário depois da viagem a Coréia, poderia ir até lá; era uma das possibilidades. Estou disposto! Neste momento não é o melhor, mas estou disposto a isso”, recalcou.

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“A Carta de Diogneto”: uma linda descrição dos primeiros Cristãos

carta-diognetoEncontrei na rede esse texto lindo que descreve os primeiros cristãos. Assim como em Atos dos Apóstolos, mostra um povo que não é daqui, mas do Céu. Esses textos vem da “Carta a Diogneto”, um manuscrito perdido durante muitos anos e encontrado no ano de 1436. O texto, de origens até hoje misteriosas, foi escrito em grego e ignorado até agora.

Ainda não sabemos que é o autor dos textos, mas o destinatário é conhecido. Era um pagão culto, interessado em saber mais sobre o cristianismo, aquela nova religião que se espalhava com força e vigor pelo Império Romano e que chamava a atenção do mundo pela coragem com que os seus seguidores enfrentavam os suplícios de uma vida de perseguições e pelo amor intenso com que amavam a Deus e uns aos outros.

Confira a seguir os seus parágrafos V e VI, que compõem o trecho mais célebre deste tesouro da história cristã:

“Os cristãos não se distinguem dos outros homens nem por sua terra, nem por sua língua, nem por seus costumes. Eles não moram em cidades separadas, nem falam línguas estranhas, nem têm qualquer modo especial de viver. Sua doutrina não foi inventada por eles, nem se deve ao talento e à especulação de homens curiosos; eles não professam, como outros, nenhum ensinamento humano. Pelo contrário: mesmo vivendo em cidades gregas e bárbaras, conforme a sorte de cada um, e adaptando-se aos costumes de cada lugar quanto à roupa, ao alimento e a todo o resto, eles testemunham um modo de vida admirável e, sem dúvida, paradoxal.

Vivem na sua pátria, mas como se fossem forasteiros; participam de tudo como cristãos, e suportam tudo como estrangeiros. Toda pátria estrangeira é sua pátria, e cada pátria é para eles estrangeira. Casam-se como todos e geram filhos, mas não abandonam os recém-nascidos. Compartilham a mesa, mas não o leito; vivem na carne, mas não vivem segundo a carne; moram na terra, mas têm a sua cidadania no céu; obedecem às leis estabelecidas, mas, com a sua vida, superam todas as leis; amam a todos e são perseguidos por todos; são desconhecidos e, ainda assim, condenados; são assassinados, e, deste modo, recebem a vida; são pobres, mas enriquecem a muitos; carecem de tudo, mas têm abundância de tudo; são desprezados e, no desprezo, recebem a glória; são amaldiçoados, mas, depois, proclamados justos; são injuriados e, no entanto, bendizem; são maltratados e, apesar disso, prestam tributo; fazem o bem e são punidos como malfeitores; são condenados, mas se alegram como se recebessem a vida. Os judeus os combatem como estrangeiros; os gregos os perseguem; e quem os odeia não sabe dizer o motivo desse ódio.

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Assim como a alma está no corpo, assim os cristãos estão no mundo. A alma está espalhada por todas as partes do corpo; os cristãos, por todas as partes do mundo. A alma habita no corpo, mas não procede do corpo; os cristãos habitam no mundo, mas não pertencem ao mundo. A alma invisível está contida num corpo visível; os cristãos são visíveis no mundo, mas a sua religião é invisível. A carne odeia e combate a alma, mesmo não tendo recebido dela nenhuma ofensa, porque a alma a impede de gozar dos prazeres mundanos; embora não tenha recebido injustiça por parte dos cristãos, o mundo os odeia, porque eles se opõem aos seus prazeres desordenados. A alma ama a carne e os membros que a odeiam; os cristãos também amam aqueles que os odeiam. A alma está contida no corpo, mas é ela que sustenta o corpo; os cristãos estão no mundo, como numa prisão, mas são eles que sustentam o mundo. A alma imortal habita em uma tenda mortal; os cristãos também habitam, como estrangeiros, em moradas que se corrompem, esperando a incorruptibilidade nos céus. Maltratada no comer e no beber, a alma se aprimora; também os cristãos, maltratados, se multiplicam mais a cada dia. Esta é a posição que Deus lhes determinou; e a eles não é lícito rejeitá-la”.

“Não cristãos, nunca cristãos de etiqueta! Cristãos de verdade, de coração”, refletiu o Papa no Angelus

No Angelus do domingo, 25, Papa Francisco refletiu sobre a salvação, tema proposto pelo Evangelho do dia. O Santo Padre enfatizou que não se deve ter medo de atravessar a porta da fé em Jesus, pois Ele ilumina a vida do homem com uma luz que não se apaga nunca. Referindo-se

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 à figura da “porta estreita”, aquela que leva à salvação, Francisco explicou que ela aparece várias vezes no Evangelho e remete à casa, ao lar, onde se encontra segurança e amor. E esta porta de salvação é o próprio Cristo.

“Ele é a porta. Ele é a passagem para a salvação. Ele nos conduz ao Pai. E a porta que é Jesus não está nunca fechada, esta porta não está nunca fechada, está aberta sempre e a todos, sem distinção, sem exclusão, sem privilégios”, disse. O Santo Padre falou ainda das várias portas existentes hoje que prometem uma felicidade, mas trata-se de algo passageiro. Ao contrário, a porta da fé em Jesus é o caminho a seguir sem medo. Ele explicou que esta porta de Jesus é estreita, pois requer a abertura do coração a Cristo. “Ser cristão é viver e testemunhar a fé na oração, nas obras de caridade, no promover a justiça, no fazer o bem. Pela porta estreita que é Cristo deve passar toda a nossa vida”.

Leia na íntegra a homilia: (Atualizado em 4/09/13)

Prezados irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho de hoje convida-nos a meditar sobre o tema da salvação. Jesus sobe da Galileia rumo à cidade de Jerusalém e, ao longo do caminho, alguém — narra o evangelista Lucas — aproxima-se dele e pergunta-lhe: «Senhor, são poucos os homens que se salvam?» (13, 23). Jesus não responde de maneira directa à pergunta: não é importante saber quantos se salvam, mas é importante saber sobretudo qual é o caminho da salvação. Eis, então, que a esta pergunta Jesus responde dizendo: «Procurai entrar pela porta estreita; porque, digo-vos, muitos procurarão entrar e não conseguirão» (v. 24). O que Jesus quer dizer? Qual é a porta pela qual devemos entrar? E porque Jesus fala de uma porta estreita?

A imagem da porta volta várias vezes no Evangelho e evoca a porta da casa, do lar, onde encontramos segurança, amor e calor. Jesus diz-nos que existe uma porta que nos faz entrar na família de Deus, no calor da casa de Deus, da comunhão com Ele. Esta porta é o próprio Jesus (cf. Jo 10, 9). Ele é a porta. É a passagem para a salvação. É Ele que nos conduz ao Pai. E a porta que é Jesus nunca está fechada; esta porta nunca está fechada, mas permanece aberta sempre, e para todos, sem distinções, sem exclusões nem privilégios. Porque, sabeis, Jesus não exclui ninguém. Alguém dentre vós talvez me possa dizer: «Mas Padre, eu certamente estou excluído, porque sou um grande pecador: fiz muitas coisas feias na vida». Não, não estás excluído! Precisamente por isso tu és o preferido, porque Jesus prefere sempre o pecador, para o perdoar, para o amar. Jesus está à tua espera para te abraçar, para te perdoar: Ele está à sua espera. Coragem, anima-te para entrares pela sua porta. Todos estão convidados a passar por esta porta, a cruzar a porta da fé, a entrar na sua vida e a fazê-lo entrar na nossa vida, para que Ele a transforme, renove e infunda a alegria plena e duradoura.

Nos dias de hoje passamos diante de muitas portas que convidam a entrar, prometendo uma felicidade que depois observamos que dura apenas um instante, que se esgota em si mesma e não tem futuro. Mas eu pergunto-vos: por qual porta queremos entrar? E quem desejamos fazer entrar pela porta da nossa vida? Gostaria de dizer vigorosamente: não tenhamos medo de passar pela porta da fé em Jesus, de deixar que Ele entre cada vez mais na nossa vida, de sair dos nossos egoísmos, dos nossos limites e das nossas indiferenças em relação ao próximo. Porque Jesus ilumina a nossa vida com uma luz que jamais se apaga. Não é um fogo de artifício, nem um flash! Não, é uma luz suave, que dura sempre e nos dá a paz. Esta é a luz que encontraremos, se entrarmos pela porta de Jesus.

Sem dúvida, a porta de Jesus é estreita, mas não porque é uma sala de tortura. Não, não por isso! Mas porque nos pede para abrir o nosso coração a Ele, que nos reconheçamos pecadores, necessitados da sua salvação, do seu perdão, do seu amor, que tenhamos a humildade de acolher a sua misericórdia e de nos deixarmos renovar por Ele. No Evangelho, Jesus diz-nos que ser cristão não é ter uma «etiqueta»! Pergunto-vos: vós sois cristãos de etiqueta, ou de verdade? E cada um responda dentro de si! Não cristãos, nunca cristãos de etiqueta! Cristãos de verdade, de coração. Ser cristão é viver e testemunhar a fé na oração, nas obras de caridade, na promoção da justiça e na realização do bem. toda a nossa vida deve passar pela porta estreita, que é Cristo.

À Virgem Maria, Porta do Céu, peçamos que nos ajude a cruzar a porta da fé, a deixar que o seu Filho transforme a nossa existência, como transformou a sua, para anunciar a todos a alegria do Evangelho.

CNBB forma católicos para a promoção da Fé e Política

Dom Helder Camara“Se a política é fazer que os direitos humanos fundamentais sejam reconhecidos por todos, esta política não é somente um direito, mas um dever para a Igreja”, dizia dom Helder Câmara e essa sua expressão inspira o Centro Nacional de Fé e Política a promover cursos anuais de formação de leigos e leigas.

Uma iniciativa da CNBB, o Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara é um serviço à formação política dos cristãos sob a presidência da Comissão Episcopal para o Laicato. No próximo mês de agosto começa o período para a formação de nova turma e o curso tem três fases, sendo que a primeira é presencial e se realiza no Centro Cultural Missionário, em Brasília.

Para participar desse curso, o candidato precisa ter identidade cristã de vivência e participação, compromisso em participar das etapas previstas pelo curso e realizar os trabalhos solicitados; conclusão do Ensino Médio (as exceções serão analisadas); compromisso em ser agente multiplicador; carta de apresentação da entidade que o envia e conhecimento e acesso à internet para o curso a distância.

O curso tem duração de 360 horas em um ano e meio em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. O curso tem como objetivo: formar cristãos leigos para a missão política, favorecendo-lhes a aquisição de competência e habilitação para agir como cristãos no complexo campo da política e fomentar em nosso país um pensamento social cristão à luz do Ensino Social da Igreja e dos valores evangélicos.

Mais informações sobre o curso do ano de 2014 podem ser obtidas com Francileudo Lacerda, das 13h30 às 17h30 no telefone: (61) 3349 4623.

Espiritas são cristãos?

Sempre tive curiosidade sobre isso. Afinal os Espiritas não adotam a Bíblia como principal doutrina. Veja o vídeo:

Por que somos cristãos? Destaquei três coisas que devemos responder sempre ao sermos perguntados sobre isso que o Padre Paulo diz no vídeo.

  • Jesus é Deus,
  • Jesus ressuscitou dos mortos com o corpo glorioso;
  • Acreditar na economia sacramental (Nos sacramentos da Igreja)

 

Os cristãos devem assumir as consequências do seu Batismo, recorda o Papa Francisco

(ACI/EWTN Noticias).- Ao celebrar na manhã de ontem a Missa cotidiana na casa Santa Marta junto aos trabalhadores do Vaticano, o Papa Francisco recordou que os cristãos devem assumir as consequências do seu Batismo e anunciar a Cristo porque sem este compromisso a Igreja deixa de ser mãe.

Quando deixamos de anunciar a Cristo “a Igreja deixa de ser mãe, converte-se em uma babá, que cuida das crianças para fazer com que elas durmam. É uma Igreja em estado latente”, assim “pensemos em nosso batismo, na responsabilidade do nosso batismo”, explicou.

O Santo Padre recordou que “ser cristão não é estudar uma carreira para converter-se em um advogado ou em um médico cristão, não. Ser cristão é um dom que nos impulsiona para ir para frente com a força do Espírito para anunciar a Jesus Cristo”.

“Há uma grande responsabilidade para nós os batizados: anunciar a Cristo, levar adiante a Igreja, esta maternidade fecunda da Igreja”, insistiu o Papa.

“Às vezes pensamos: ‘Não, mas se eu sou cristão. Fui batizado, fiz a crisma, a primeira comunhão… e pronto’. E agora, posso dormir tranquilamente, sou um cristão. Mas… Onde está o poder do Espírito que te leva a caminhar?”, questionou.

“Faz falta ser fiéis ao Espírito para anunciar a Jesus com nossa vida, com nosso testemunho e com nossas palavras”.

O Pontífice recordou as perseguições no Japão no século XVII, quando os missionários católicos foram expulsos e as comunidades cristãs se mantiveram por 200 anos sem sacerdotes. Quando voltaram, os missionários encontraram “todas as comunidades em seu lugar, todos batizados, catequizados, todos se casaram na Igreja”, e isso se deu “graças ao trabalho dos batizados”.

Durante a perseguição dos primeiros cristãos –recordou o Papa-, Maria “orava muito”, e alentou os batizados para que sigam adiante com valentia diante da violenta perseguição que começou depois do martírio de São Estevão.

“Isto é um pouco o estilo de vida da Igreja: entre a paz da caridade e a perseguição”. É o que ocorre sempre na história “porque é o estilo de Jesus”, disse.

Com a perseguição, muitos fiéis fugiram e ficaram sozinhos no anúncio do Evangelho, sem sacerdotes, abandonaram sua casa, não tinham nada, estavam em perigo, mas caminharam de lugar em lugar, anunciando a Palavra.

“Levavam com eles a riqueza que tinham: a fé. A riqueza que o Senhor lhes tinha dado… Mas tinham o valor de caminhar e anunciar. E acreditavam neles! E faziam milagres!”, exclamou Francisco.

“Estes primeiros cristãos, que só tinham o poder do batismo, o que lhes deu a valentia apostólica, a força do Espírito, faz-me pensar em nós, batizados. E me pergunto se temos esta força e penso: Mas realmente acreditamos que com o batismo basta, que é suficiente para evangelizar?”.

“Peçamos ao Senhor a graça de ser batizados valentes e confiados no Espírito que temos em nós, recebido no batismo, que sempre nos anima a proclamar a Jesus Cristo em nossa vida, através de nosso testemunho e também com nossas palavras”, concluiu.

Marcha para Jesus reuni 335 mil pessoas em São Paulo

Sei que muito devem estar se perguntando por que colocar essa notícia aqui. No entanto é valido lembrar que este blog sempre carregou consigo um caráter ecumênico, que favoreça ao dialogo religioso. Sei que a Marcha para Jesus é um evento protestante, mas sei também que são cristãos que tem o mesmo objetivo de nós católicos: servir ao Deus da vida promovendo seu reino de amor a todos. Vejamos a matéria da Folha de São Paulo:

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A 20ª edição da Marcha para Jesus, um dos principais eventos de rua na cidade de São Paulo, reuniu anteontem 335 mil pessoas ao longo do dia, segundo o Datafolha.

Desse total, 28 mil participaram de todas as atividades da marcha –começando com a caminhada que partiu às 10h perto da estação da Luz (centro) e foi até a praça Heróis da FEB (zona norte), onde houve shows de música gospel num palco até as 22h.

Foi a primeira vez na história que essa manifestação teve uma medição de público com caráter científico.

O cálculo mostra que a quantidade de participantes ficou muito aquém do anunciado pelo líder da marcha, Estevam Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo.

Ele afirmou que o público havia sido acima da edição de 2011, quando os organizadores estimaram 5 milhões de presentes. A PM falava em mais de 1 milhão de pessoas.

O cálculo do instituto foi feito por 71 pesquisadores ao longo dos 2,85 km de percurso. O pico da marcha foi às 13h –quando ela chegou a concentrar 217 mil pessoas.

Por meio de sua assessoria, Hernandes disse ontem que “respeita o trabalho do Datafolha”, mas que “acredita que havia mais” gente na marcha do que o calculado.

PARADA GAY

O Datafolha já havia revelado em junho que o público de outro evento paulistano era bem menor do que o estimado: a Parada Gay deste ano, que anunciava 4 milhões de presentes, reuniu 270 mil.

Marcelo Crivella, ministro da Pesca e bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, dizia anteontem, durante a festa evangélica, estar curioso para saber se a marcha superaria a Parada Gay na medição científica.

O levantamento do Datafolha mostra ainda que 95% do público presente anteontem era formado por evangélicos.

São também pessoas que frequentam bastante a igreja: 97% costumam ir a cultos, dos quais 76% o fazem mais de uma vez por semana.

Por Rodrigo Vizeu – Folha de São Paulo

Bento XVI explica sentido do Domingo para os cristãos

O Papa Bento XVI rezou neste domingo, 15, o tradicionalRegina Coeli, antífona mariana recitada durante o tempo da Páscoa.

O Santo Padre concentrou o seu discurso na explicação sobre o Domingo, tido como ‘Dia do Senhor’ desde o evento da Ressurreição de Cristo, o qual teria acontecido no primeiro dia da semana, de acordo com as Escrituras.

“De fato, a celebração do Dia do Senhor é uma prova muito forte da Ressurreição de Cristo, porque somente um acontecimento extraordinário e envolvente poderia levar os primeiros cristãos a iniciar um culto diferente em relação ao do sábado hebraico”, explicou.

O Papa salientou que o culto cristão não é somente a comemoração de eventos passados, mas se trata de uma experiência nova com o Cristo Ressuscitado, experiência esta vivida pelo apóstolos.

“Através destes sinais nós vivemos aquilo que experimentam os discípulos, isto é, o fato de ver Jesus e ao mesmo tempo de não reconhece-lo, de tocar o seu corpo, um corpo verdadeiro, mas livre das ligações terrenas”, disse.

O Pontífice também explicou sobre a saudação “A Paz esteja convosco” proferida por Jesus em várias de suas aparições aos apóstolos , a qual, de acordo com o Papa, toma um novo sentido após o extraordinário evento da Ressurreição.

“A saudação tradicional, com a qual nos deseja o Shalom, a paz, se torna ali algo novo: se torna o dom daquela paz que somente Jesus pode dar, porque é fruto da sua vitória radical sobre o mal”, afirmou.

SEGUNDO DIA DA SOUC 2012: Transformados na paciente espera pelo Senhor

Agora é assim que nos convém cumprir toda a justiça (Mt 3,1 5)

Leituras

1 Sm 1, 1-20   A confiança e a espera paciente de Haná

Sl 40   Paciente espera pelo Senhor

Hb 11, 32-34   Graças à fé conquistaram reinos, praticaram a justiça

Mt 3, 13-17   Agora é assim que nos convém cumprir toda a justiça

Comentário

A vitória é freqüentemente associada com triunfo imediato. Todo mundo conhece o gosto do sucesso quando, depois de uma penosa luta, chegam as congratulações, o reconhecimento e os elogios. Em tal momento de alegria, dificilmente alguém percebe que, a partir de uma perspectiva cristã, a vitória é um processo de transformação de longo prazo. Esse tipo de compreensão da vitória, que é transformadora, nos ensina que ela acontece no prazo de Deus, não no nosso, exigindo de nós uma paciente confiança e uma profunda esperança em Deus.

Haná deu testemunho dessa paciente confiança e esperança. Após os muitos anos de espera por uma gravidez, ela orou a Deus por um filho, correndo o risco de ter sua lacrimosa prece desprezada como embriaguês pelo sacerdote no portal do templo. Quando Eli lhe assegurou que Deus atenderia a sua prece, ela simplesmente confiou, esperou, e não mais ficou triste. Haná concebeu e deu à luz um filho, a que chamou Samuel. A grande vitória aqui não é a de nações ou exércitos, mas é um vislumbre no campo de uma luta pessoal e privada. Ao final, a confiança e a esperança de Haná produziram não somente a própria transformação dela, mas também a de seu povo, em favor de quem o Deus de Israel agiu através de Samuel.

O salmista faz eco à espera paciente de Haná por Deus, no meio de um outro tipo de luta. O salmista também buscava libertação de uma situação que permanece desconhecida para nós, mas que é sugerida pela linguagem que menciona o “lamaçal do atoleiro”. Ele agradece a Deus por ter transformado sua vergonha e confusão e continua a confiar no amor persistente de Deus.

O autor da Carta aos Hebreus relembra a paciência de pessoas como Abraão e outros que se capacitaram para a vitória através de sua fé e confiança em Deus. A percepção de que Deus interfere e entra na narrativa da história humana elimina a tentação de triunfalismo em  termos humanos.

No evangelho, a voz do céu no batismo de Jesus anunciando “ este é o meu Filho bem  amado” parece ser a garantia do imediato sucesso de sua missão messiânica. Ao resistir ao demônio, no entanto, Jesus não cede à tentação de introduzir tudo no Reino de Deus sem demora, mas pacientemente revela o que a vida no Reino significa através de sua própria vida e do ministério que leva à sua morte na cruz. Embora o Reino de Deus desponte de um modo decisivo pela ressurreição, não está ainda plenamente realizado. A derradeira vitória virá somente com a segunda vinda de nosso Senhor. Assim, aguardamos em paciente esperança e confiança com o grito “Vem, Senhor Jesus!”

Assim também, nosso anseio pela visível unidade da Igreja requer espera paciente e confiante. Nossa prece pela unidade cristã é como a prece de Haná e do salmista. Nosso trabalho pela unidade cristã é como os feitos registrados na carta aos Hebreus. Nossa atitude de espera paciente não é desamparo ou passividade, mas uma profunda confiança na unidade da Igreja como dom de Deus, não conquista nossa. Esse tipo de paciente espera, oração e confiança nos transforma e nos prepara para a unidade visível da Igreja, não como a planejamos, mas como Deus há de nos dar.

Oração

Deus fiel, cumpres tua palavra em todos os tempos. Possamos nós, como Jesus, ter paciência e confiança na firmeza do teu amor. Ilumina-nos com teu Santo Espírito para não obstruirmos a plenitude da tua justiça com nossos julgamentos apressados, e para que possamos perceber tua sabedoria e amor em todas as coisas. Assim nos dirigimos a ti, que vives e reinas para sempre. Amém.

Questões para refletir

1. Em que situações de nossa vida deveríamos ter uma maior confiança nas promessas de Deus?

2.  Em que áreas da vida da Igreja é mais comum o risco que vem da tentação de agir apressadamente?

3. Em que situações os cristãos deveriam esperar? E quando deveriam agir juntos?

Tarde demais: os cristãos desapareceram!

Dom Redovino Rizzardo, cs

Bispo de Dourados – MS

Praça de São Pedro, Roma

Há poucos anos, um bispo francês veio ao Brasil em busca de sacerdotes, já que em sua pátria o número deles diminuía a cada dia. A iniciativa era também uma forma de retribuir pelo que os missionários europeus haviam feito no passado, evangelizando a América. Agora, eram os brasileiros que partiam para “converter” a Europa.

Um Instituto religioso acolheu o convite e enviou para lá alguns de seus membros. No dia em que tomaram posse da paróquia indicada pelo bispo, a surpresa foi amarga: a igreja estava vazia! Ninguém apareceu para lhes dar as boas vindas! Somente no final da missa, uma senhora entrou no templo e disse aos religiosos: «Vocês chegaram tarde demais! Aqui não há mais cristãos!».

Como se recorda, a França foi conhecida como a filha primogênita da Igreja, por ter sido o primeiro Estado católico do mundo.  De fato, na noite de Natal de 496, o rei Clóvis, acompanhado de uma multidão de nobres e soldados, recebeu o batismo, administrado por São Remígio, que lhe disse na ocasião: «Curva a tua cabeça: adora o que queimaste e queima o que adoraste!»

O que terá acontecido para tamanha transformação num país onde o catolicismo era a religião do Estado até a Revolução de 1789? E por que o cristianismo está sendo paulatinamente substituído pelo islamismo? E ainda: por que as próprias denominações pentecostais, tão aguerridas na América Latina, pouco ou nada conseguem na Europa (já que a descristianização não é privilégio da França)?

As respostas são inúmeras, diversificadas e até mesmo contraditórias, dependendo da ideologia de cada historiador ou sociólogo, de acordo, aliás, com a sentença dos antigos romanos: “Tantas são as sentenças quantas as cabeças!”

Uma delas foi dada por um meu antigo colega de sacerdócio, no Rio Grande do Sul. Há vários anos, estávamos viajando pela Europa e, em toda a parte, descobríamos um progresso jamais imaginado (naquela época!) no interior do Estado onde residíamos. Contudo, junto com o desenvolvimento econômico, social e tecnológico mais acentuado, nos deparávamos com o indiferentismo, a apatia e a perda da maior parte dos valores humanos que sustentam a pessoa e a sociedade. O contacto com essa desoladora realidade levou o meu amigo a afirmar: «Ao voltar para o Brasil, vou rever os meus conceitos de evangelização, pois percebo que o progresso econômico e científico faz mais mal do que bem se não for acompanhado pelo cultivo espiritual!»

Lembrei-me de tudo isso ao conferir o texto do Evangelho de João, que a liturgia preparou para o 4º domingo da quaresma de 2011 (Jo 4,1-42), cujo título poderia ser: “Jesus sacia a fome e a sede do homem”.

A uma mulher samaritana que buscava a felicidade numa relação afetiva e sexual superficial – já convivera com cinco homens e agora estava com o sexto –, Jesus responde: «Se conhecesses o dom de Deus e quem é que te diz “Dá-me de beber”, tu é que lhe pedirias, e ele te daria uma água viva!».

“Água viva”, porque, infelizmente, existe também “água morta”, que não só não sacia, mas é fonte de perdição para quem a bebe. Era o que lembrava o profeta Jeremias: «Ao pecarmos contra o Senhor, acabamos bebendo água envenenada» (Jr 8,14).

Continuando seu diálogo com a samaritana, Jesus avança um pouco mais e apresenta a rocha sobre a qual se deve alicerçar a religião para que não seja abatida pelas tempestades da vida e, sobretudo, da pós-modernidade: «Vós adorais o que não conheceis. Mas vem a hora – e é agora – em que os verdadeiros adoradores buscarão o Pai em espírito e verdade. Estes são os adoradores que o Pai procura. Deus é Espírito, e os que o adoram, devem fazê-lo em espírito e verdade!»

A única crença religiosa que o futuro garante será para quem se deixa guiar pelo Espírito e pela Verdade, onde os interesses e as necessidades de maior ou menor valia do ser humano estejam a serviço de sua realização eterna, como lembra Jesus no mesmo Evangelho: «Vós me procurais porque comestes e ficastes satisfeitos. Trabalhai não pelo alimento que perece, mas pelo alimento que dura para a vida eterna!» (Jo 6,26-27).

A afirmação de Tertuliano, se era válida para os primeiros anos da Igreja, é mais atual ainda no século XXI: «Ninguém nasce cristão; só o é quem se converte!».

O radicalismo cristão

Ouviremos hoje expressões e idéias já muito conhecidas, radicadas desde séculos na memória dos cristãos (Mateus 6,24-34). O Senhor nos convida de modo global: de fato na vida somos chamados a escolher, entre a corrida ao dinheiro, os cuidados com o corpo, as preocupações com o bem estar, e um estilo de vida que coloca Deus em primeiro lugar.

Escutamos ainda o Sermão da Montanha: primeiramente proclamou as bem-aventuranças e definiu os verdadeiros cristãos “sal e luz”, depois com a contraposição: “Ouvistes o que foi dito… Mas eu vos digo…” nos ajudou a aprofundar a lei da caridade. E agora nos convida a escolher bem, porque somos como que arrastados em duas direções, contidos entre o bem e o mal, a ponto de nos advertir: “Não se pode servir a dois senhores”. É a proposta chamada do radicalismo cristão, não em sentido político radical, mas no sentido que vai à raiz do homem e da vida, e sobre o qual vale a pena apostar a existência. Em outras palavras, é a escolha radical por Deus, que fazemos como filhos seus e como irmãos entre nós. Em suma, Deus considerado por nós como primeiro valor absoluto, única meta da vida.

Os ditos do Senhor descrevem vários tipos de preocupações nossas. Por exemplo, nós nos agitamos um pouco demais pelo que poderemos comer ou beber; com que vestir-nos. Talvez não tenhamos bastante, ou porque temos muito e devemos escolher, ou estamos preocupados com o futuro, ou nos atormenta a idéia de não conseguirmos viver bastante. E de noite, para dormir, precisamos de tranqüilizantes.

Tudo isso acontece porque não colocamos nossa confiança no Senhor, que provê aos pássaros do céu e às flores do campo.

Refletindo sobre esses ditos do Senhor, podemos passar com lógica da sua proposta inicial de escolher entre os dois senhores, à sua exortação final: “Procurai primeiro o Reino de Deus”. Nesta procura do Reino de Deus está a escolha do radicalismo cristão.

O radicalismo significa escolha radical de Deus que fazemos como seus filhos e como irmãos entre si. Deus considerado por nós como valor absoluto, único ponto de chegada da vida.

Como ordenar as nossas idéias a propósito? Para o cristão Jesus  diz que no grau mais alto está o reino dos céus, está Deus.

Tantos vivem sem ele. Organizam a existência em torno de outros valores, não elencados  por Jesus. Por exemplo, o bem estar físico, o dinheiro, o poder dos políticos, a carreira, qualquer “hobby”, o mundo dos “deuses”, a canção, o esporte. O que dizer? A saúde, o dinheiro, a profissão, a canção, o esporte, são todas as coisas em si belas e boas, queridas por Deus. Que coisa pode não funcionar quanto a esses valores? Porque na nossa escala Deus não ocupa o primeiro lugar. Quando tomam posse de nós, tornam-se nossos senhores e nos fazem escravos. Termina por esquecermos de Deus. E assim se imposta mal a vida. Por isso devemos aprender a conhecê-los bem estes valores que tendem a se tornarem senhores na nossa vida, valores em alternativa a Deus.

Em primeiro lugar o dinheiro. O evangelista Lucas fala do deus “mamona’, o dinheiro. E é dito que se os ricos fossem generosos, em breve tempo, não seriam mais ricos. Outro valor: o comer e beber, pode se tornar um deus, se não o disciplinamos.

A idolatria do corpo pode trazer escravidão. São Francisco de Assis chamava o corpo “irmão ásino”.

Depois, o fazer de tudo para acrescentar uma hora à própria vida. Diz um provérbio francês: Todos desejam chegar à velhice, e todos a amaldiçoam quando a atingem. O futuro é algo que cada um atingirá à velocidade de sessenta minutos por hora, seja quem quer que seja que tente fazer. Mas os cristãos não devem temer o futuro, porque Deus nos espera no futuro.

Deixemos, portanto, que seja Deus a ocupar-se do amanhã: Ele pode fazer muito melhor do que nós. O papa João XXIII um dia confidenciou: “As minhas preocupações não vão ao além da jornada. Ao amanhã, pensa a Providência”.

Santo Agostinho: “Confia tuas preocupações a quem te criou: porque ele se preocupou contigo antes ainda que tu existisses. Não deveria ter cuidado de ti quem te deu a vida?”

por Cardeal Geraldo Majella Agnelo

Cardeal Arcebispo Emérito de Salvador

Fonte CNBB

Agência Fides divulga balanço de assassinatos de religiosos em 2010

A Congregação para a Evangelização dos Povos, através da Agência Fides, divulgou, no dia 3 de janeiro, o balanço de violências contra religiosos no ano de 2010. De acordo com os dados, 1 bispo, 15 sacerdotes, 1 religioso, 1 freira, 2 seminaristas, e 2 leigos foram assassinados durante o ano passado.

Com esses números, há uma redução significativa comparada a 2009, que houve 37 mortes violentas, dentre elas as de 30 sacerdotes. Entre 2001 e 2010, foram assassinados 253 agentes de pastoral em todo o mundo.

Cabe destacar, pelo seu impacto internacional, em 2010, o assassinato sangrento de dom Luigi Padovese, vigário apostólico de Anatólia e presidente da Conferência Episcopal da Turquia, na véspera da viagem do papa Bento XVI a Chipre.

América

Por continentes, a América voltou a ser o mais perigoso em 2010. Nesse ano, perderam a vida 10 sacerdotes, 1 religioso, 1 seminarista e 3 leigos. Na maioria dos casos, mais uma vez o assalto foi o motivo do crime.

O maior número de assassinatos ocorreu no Brasil, onde morreram os padres Dejair Gonçalves, Rubens Almeida, Bernardo Muñiz, o seminarista Mario Dayvit Pinheiro e o leigo Epaminondas Marques. Na Colômbia, foram assassinados Román de Jesás Zapata, Herminio Calero e Luis Enrique Pineda.

Os sacerdotes mortos no México foram José Luis Puerto e Carlos Salvador Wotto. No Peru, durante o roubo de um convento franciscano, morreram o irmão Linán Ruiz Morales, OFM, e seu colaborador, Ananías Aguila.

Na Venezuela, Equador e Haiti, morreram, respectivamente, Esteban Robert Wood, o missionário polonês Miroslaw Karczewski e o agente da Cáritas Julien Kénord.

Ásia e África

Na Ásia, morreram no ano passado, 1 bispo, 4 padres e 1 freira, destacam-se como principais motivos a violência religiosa ou o acerto de contas.

Além do caso de Dom Luigi Padovese, morto em sua casa de Iskenderun por seu motorista muçulmano, que alegou motivos religiosos, destaca-se também o falecimento dos sacerdotes iraquianos Wasim Sabieh e Thaier Saad Abdal, assassinados durante o ataque à catedral sírio-católica de Bagdá.

Na China, um portador de transtornos mentais assassinou, depois de ser demitido, Joseph Zhang Shulai, vigário-geral da diocese de Ningxia, e a Irmã Maria Wei Yanhui, no asilo de Wuhai (Mongólia Interior). Na Índia, desconhecidos assassinaram cruelmente o padre Peter Bombacha.

Na República Democrática do Congo (África), foram mortos no ano passado 1 sacerdote, Christian Bakulene, e 1 seminarista, Nicolas Eklou Komla, ambos após tentativa de assalto.

A agência de notícias Fides também observou que nesse ano houve a abertura do processo de beatificação de sacerdote italiano fidei donum Daniel Badillo, que foi morto no Peru em 1997, e a beatificação do polonês Jerzy Popieluszko, mártir, assassinado por ódio à fé, em 20 de outubro de 1984, perto de Wroclawek (Polônia).

Fonte CNBB com Zenit

 

Papa Bento XVI convida cristãos a se prepararem para o Natal

 

Papa convoca cristãos a um natal mais religioso

“Que o Natal não seja apenas exterioridade. Preparemo-nos com alegria, purificando a consciência daquilo que é contrario a vinda de Deus”, foi o que disse o Papa Bento XVI durante a última audiência geral do ano, em Roma, nesta quarta-feira, 22.

Cerca de 3 mil pessoas presentes na habitual Audiência Geral, ouviram o Papa falar sobre o Natal. “O nascimento de Jesus não poder ter outra finalidade senão ensinar-nos a ver e a amar os acontecimentos, o mundo e tudo aquilo que nos circunda, com os mesmos olhos de Deus”, disse o Papa.

Ainda durante a catequese, o Papa dirigiu uma mensagem, em português, aos fiéis: “Amados peregrinos de língua portuguesa, a minha cordial saudação de boas vindas para todos, com votos de um santo Natal, portador das consolações e graças do Deus Menino. Nos vossos corações, de suas famílias e comunidades, resplandeça a luz do Salvador, que nos revela o rosto terno e misericordioso do Pai do Céu. Em seu Nome, eu vos abençoo, pedindo a Deus um Ano Novo sereno e feliz para todos”.

fonte: CNBB

Cristãos são os mais perseguidos por causa de sua fé

Um relatório da Fundação “Ajuda à Igreja que Sofre” (AIS) revela que o número de violações à liberdade religiosa tende a aumentar, e que a intolerância em relação aos cristãos está crescendo, até mesmo nos países ocidentais.
 
No relatório de 2010 sobre a Liberdade Religiosa no Mundo, que analisa a situação em 194 países, a AIS considera particularmente preocupantes “as discriminações com base na religião, em especial na área de predomínio islâmico, e a hostilidade face à religião com motivações políticas”.
 
O documento elenca cerca de 20 países onde ocorrem “graves restrições ou muitos episódios de intolerância social ou legal ligados à religião”: Arábia Saudita, China, Coreia do Norte, Cuba, Egito, Índia, Irã, Iraque, Maldivas, Mianmar, Paquistão, Somália e Sudão, entre outros.
 
O relatório indica que Igreja foi praticamente extinta na Coreia do Norte, enquanto nas ilhas Maldivas, a prática do Cristianismo é proibida. A intolerância religiosa continua a aumentar e os cristãos têm sido as principais vítimas, segundo dados oficiais.
 
Dados da agência missionária de notícias FIDES, da Congregação para a Evangelização dos Povos, revelam que 75% das perseguições registradas têm como alvo os cristãos.
 
As perseguições acontecem por várias razões: ódio religioso, como no Iraque ou no Paquistão; ou motivos políticos, como na China e na Coreia do Norte, por exemplo, onde a comunidade cristã já foi praticamente extinta.
 
“Na Coreia do Norte, podemos falar de um dos casos mais extremos de extermínio da comunidade cristã. Neste momento, a Igreja não tem clero, a prática do culto é impossível e a comunidade católica não excede 200 fiéis, segundo a agência AsiaNews, especializada nessa área do mundo.”
 
Mais surpreendente é o caso das Maldivas: essa meta turística, muito procurada em virtude de suas praias paradisíacas, proíbe os cristãos de expressarem sua fé.

Fonte: Rádio Vaticana e do site do CONIC