Reflexões sobre o mês missionário

Por Marcelo Gualberto Monteiro   | POM

Tema: Juventude em Missão. Lema: “A quem eu te enviar,irás” (Jr. 1, 7b)

Mais um Mês Missionário se aproxima. Como é bonito ver toda a Igreja refletindo sobre a juventude. Uma primavera missionária e juvenil nos leva a acreditar em uma juventude protagonista da missão pelos quatro cantos do mundo. Com o tema “Juventude em Missão”, as Pontifícias Obras Missionárias (POM), juntamente com toda a Igreja, apresentam uma proposta de reflexão missionária para vivenciar o Mês das Missões 2013.

Você sabe o que é o Dia Mundial das Missões?

Segundo as palavras de Paulo VI, é: “Genial intuição de Pio XI”. “Um grande acontecimento na vida da Igreja”. “Uma oportunidade de fazer sentir a vocação missionária à Igreja, aos nossos irmãos no episcopado, ao clero, aos religiosos e religiosas e a todos os católicos”. “Uma poderosa e insubstituível ajuda às missões”. “Um afervoramento da fé tanto nas Igrejas de antiga fundação, como nas jovens Igrejas”. “O grande dia da catolicidade”. E João Paulo II afirma: “Exorto todas as Igrejas e os pastores, os sacerdotes, os religiosos e os fiéis, a se abrirem à universalidade da Igreja, evitando toda a forma de particularismo, exclusivismo, ou qualquer sentimento de auto-suficiência” (RMi 85). O Dia Mundial das Missões é viver juntos, fraternalmente e sem fronteiras, a alegria de ser filhos de Deus com um real universalismo missionário em colaboração intensa e espiritual e generosa ajuda material.

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Vaticano divulga tema do Dia Mundial das Comunicações Sociais 2014

1 0 732994Foi divulgado esta segunda-feira o tema do Dia Mundial das Comunicações Sociais 2014: “Comunicação a serviço de uma autêntica cultura do encontro”. A cultura do encontro é um assunto recorrente no magistério do Papa Francisco. Em várias ocasiões, inclusive no Brasil, o Pontífice insistiu neste tema. Em sua recente visita a Cagliari, no dia 22 deste mês, no encontro com os acadêmicos, o Papa afirmou: “Esta é uma proposta: cultura da vizinhança. O isolamento e o fechamento em si mesmo ou nos próprios interesses nunca são o caminho para voltar a dar esperança e operar uma renovação, mas é a proximidade, é a cultura do encontro. O isolamento, não; proximidade, sim.

Cultura do conflito, não; cultura do encontro, sim. A universidade é espaço privilegiado em que se promove, ensina e vive esta cultura do diálogo, que não nivela indiscriminadamente diferenças e pluralismos – este é um dos riscos da globalização – e muito menos os extrema, tornando-os motivo de conflito, mas abre ao confronto construtivo. Isto significa compreender e valorizar as riquezas do outro, considerando-o não com indiferença ou temor, mas como fator de crescimento. As dinâmicas que regulam as relações entre pessoas, grupos e nações não são muitas vezes de proximidade, de encontro, mas de conflito”.

O Dia Mundial das Comunicações Sociais, a única celebração mundial estabelecida pelo Concílio Vaticano II (Decr. Inter mirifica, 1963), está marcada na maioria dos países, por indicação do episcopado mundial, para o domingo precedente a Pentecostes (em 2014, dia 1º de junho).

Em geral, o anúncio do tema é divulgado no dia 29 de setembro, festa dos Arcanjos S. Miguel, S. Rafael e S. Gabriel, o qual foi designado Padroeiro dos radialistas. A Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Comunicações Sociais é publicada tradicionalmente em coincidência com a memória de S. Francisco de Sales, Padroeiro dos jornalistas (24 de janeiro), para permitir que as Conferências episcopais, os escritórios diocesanos e as organizações que se ocupam de comunicação social tenham tempo suficiente para preparar subsídios audiovisuais e outros materiais destinados às celebrações em nível nacional e local.

Papa Francisco escolhe a fraternidade como tema para o Dia Mundial da Paz 2014

foto News.va

(ACI/EWTN Noticias).- A Sala de Imprensa da Santa Sé informou que o Papa Francisco escolheu “a fraternidade” como tema para o 47º Dia Mundial da Paz, o primeiro de seu pontificado. Com este tema reitera seu chamado a superar uma “cultura do descartável” e promover a “cultura do encontro” para avançar na construção de um mundo mais justo e pacífico.

“A fraternidade é um dom que cada homem e mulher carrega consigo enquanto ser humano, filho de um mesmo Pai. E diante de tantos dramas que afetam a família dos povos —pobreza, fome, subdesenvolvimento, conflitos bélicos, migrações, contaminação, desigualdade, injustiça, crime organizado, fundamentalismos —, a fraternidade é fundamento e caminho para a paz”, assinala a Santa Sé em uma nota.

O texto adverte que “a cultura do bem-estar leva à perda do sentido da responsabilidade e da relação fraterna. Os demais, invés de serem nossos ‘semelhantes’, convertem-se em antagonistas ou inimigos, e frequentemente são coisificados. Não é estranho que os pobres sejam considerados um ‘lastro’, um impedimento para o desenvolvimento”.

“No máximo -denunciou-, são objeto de uma ajuda assistencialista ou compassiva. Não são vistos como irmãos, chamados a compartilhar os dons da criação, os bens do progresso e da cultura, a participar da mesma mesa davida em plenitude, a ser protagonistas do desenvolvimento integral e inclusivo”.

Por isso, “a fraternidade, dom e tarefa que vem de Deus Pai, convoca-nos a sermos solidários contra a desigualdade e a pobreza que debilitam a vida social, a atender a cada pessoa, em especial os mais frágeis e indefesos, a amá-los como a nós mesmos, com o mesmo coração de Jesus Cristo”.

“Em um mundo cada vez mais interdependente, não pode faltar o bem da fraternidade, que vence a difusão dessa globalização da indiferença, a qual se referiu em repetidas ocasiões o Papa Francisco. A globalização da indiferença deve ser substituída por uma globalização da fraternidade”.

Finalmente, recorda que “a fraternidade toca todos os aspectos da vida, incluída a economia, as finanças, a sociedade civil, a política, a investigação, o desenvolvimento, as instituições públicas e culturais. O Papa Francisco, no início de seu ministério, com uma Mensagem que está em continuidade com a de seus Predecessores, propõe a todos o caminho da fraternidade, para dar um rosto mais humano ao mundo”.

O Dia Mundial da Paz foi iniciado pelo Papa Paulo VI e se celebra no primeiro dia de cada ano. A mensagem escolhida se envia às Igrejas particulares e às chancelarias de todo o mundo “para destacar o valor essencial da paz e a necessidade de trabalhar incansavelmente para obtê-la”.

Bento XVI prepara regresso ao Vaticano.

Frates in Unam | Cidade do Vaticano, 26 abr 2013 (Ecclesia) – O Papa emérito Bento XVI vai regressar ao Vaticano nos próximos dias para residir no edifício que acolhia um mosteiro de clausura, segundo indicação do diretor da sala de imprensa da Santa Sé.

O padre Federico Lombardi disse aos jornalistas que a mudança do palácio apostólico de Castel Gandolfo, arredores de Roma, para o antigo mosteiro ‘Mater Ecclesiae’ vai acontecer “entre os finais de abril e os primeiros dias de maio”, como estava previsto.

Bento XVI deixou o Vaticano a 28 de fevereiro, dia em que deu por encerrado o seu pontificado, após ter renunciado ao mesmo.

O edifício que vai acolher o Papa emérito tem quatro pisos e sofreu obras de remodelação nos últimos meses, após a partida das religiosas que ali residiam.

Joseph Ratzinger tem estado acompanhado pelas quatro leigas consagradas que o serviram durante o pontificado e pelo seu secretário particular, D. Georg Gänswein, o atual prefeito da Casa Pontifícia, tendo recebido nos últimos dias a visita de monsenhor Georg Ratzinger, seu irmão mais velho.

Bento XVI foi eleito Papa no dia 19 de abril de 2005, sucedendo a João Paulo II; a 11 de fevereiro de 2013, Dia Mundial do Doente e memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes, anunciou a renúncia ao pontificado, com efeitos a partir do dia 28 do mesmo mês, uma decisão inédita em quase 600 anos de história na Igreja Católica.

O Papa alemão evocou a “avançada idade” para justificar a sua decisão e abrir caminho à eleição do seu sucessor, Francisco, com quem se encontrou em Castel Gandolfo, a 23 de março.

As imagens de Bento XVI, nesse encontro, levaram a especulações sobre o estado de saúde do Papa emérito, com o porta-voz do Vaticano a afirmar que Joseph Ratzinger não está afetado por qualquer “doença grave”.

Redes Sociais são o tema da mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial das Comunicações 2013

Foi divulgada nesta quinta-feira a mensagem do Papa Bento XVI para o 47º Dia Mundial das Comunicações, que será celebrado no dia 12 de maio. Todos os anos, a mensagem é divulgada no dia 24 de janeiro, Dia de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas. O tema central deste ano são as redes sociais. Confira a seguir a íntegra do documento.

Redes sociais: portais de verdade e de fé; novos espaços de evangelização

Amados irmãos e irmãs,

Encontrando-se próximo o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2013, desejo oferecer-vos algumas reflexões sobre uma realidade cada vez mais importante que diz respeito à maneira como as pessoas comunicam actualmente entre si; concretamente quero deter-me a considerar o desenvolvimento das redes sociais digitais que estão a contribuir para a aparição duma nova ágora, duma praça pública e aberta onde as pessoas partilham ideias, informações, opiniões e podem ainda ganhar vida novas relações e formas de comunidade.

Estes espaços, quando bem e equilibradamente valorizados, contribuem para favorecer formas de diálogo e debate que, se realizadas com respeito e cuidado pela privacidade, com responsabilidade e empenho pela verdade, podem reforçar os laços de unidade entre as pessoas e promover eficazmente a harmonia da família humana. A troca de informações pode transformar-se numa verdadeira comunicação, os contactos podem amadurecer em amizade, as conexões podem facilitar a comunhão. Se as redes sociais são chamadas a concretizar este grande potencial, as pessoas que nelas participam devem esforçar-se por serem autênticas, porque nestes espaços não se partilham apenas ideias e informações, mas em última instância a pessoa comunica-se a si mesma.

O desenvolvimento das redes sociais requer dedicação: as pessoas envolvem-se nelas para construir relações e encontrar amizade, buscar respostas para as suas questões, divertir-se, mas também para ser estimuladas intelectualmente e partilhar competências e conhecimentos. Assim as redes sociais tornam-se cada vez mais parte do próprio tecido da sociedade enquanto unem as pessoas na base destas necessidades fundamentais. Por isso, as redes sociais são alimentadas por aspirações radicadas no coração do homem.

A cultura das redes sociais e as mudanças nas formas e estilos da comunicação colocam sérios desafios àqueles que querem falar de verdades e valores. Muitas vezes, como acontece também com outros meios de comunicação social, o significado e a eficácia das diferentes formas de expressão parecem determinados mais pela sua popularidade do que pela sua importância intrínseca e validade. E frequentemente a popularidade está mais ligada com a celebridade ou com estratégias de persuasão do que com a lógica da argumentação. Às vezes, a voz discreta da razão pode ser abafada pelo rumor de excessivas informações, e não consegue atrair a atenção que, ao contrário, é dada a quantos se expressam de forma mais persuasiva. Por conseguinte os meios de comunicação social precisam do compromisso de todos aqueles que estão cientes do valor do diálogo, do debate fundamentado, da argumentação lógica; precisam de pessoas que procurem cultivar formas de discurso e expressão que façam apelo às aspirações mais nobres de quem está envolvido no processo de comunicação. Tal diálogo e debate podem florescer e crescer mesmo quando se conversa e toma a sério aqueles que têm ideias diferentes das nossas. «Constatada a diversidade cultural, é preciso fazer com que as pessoas não só aceitem a existência da cultura do outro, mas aspirem também a receber um enriquecimento da mesma e a dar-lhe aquilo que se possui de bem, de verdade e de beleza» (Discurso no Encontro com o mundo da cultura, Belém, Lisboa, 12 de Maio de 2010).

O desafio, que as redes sociais têm de enfrentar, é o de serem verdadeiramente abrangentes: então beneficiarão da plena participação dos fiéis que desejam partilhar a Mensagem de Jesus e os valores da dignidade humana que a sua doutrina promove. Na realidade, os fiéis dão-se conta cada vez mais de que, se a Boa Nova não for dada a conhecer também no ambiente digital, poderá ficar fora do alcance da experiência de muitos que consideram importante este espaço existencial. O ambiente digital não é um mundo paralelo ou puramente virtual, mas faz parte da realidade quotidiana de muitas pessoas, especialmente dos mais jovens. As redes sociais são o fruto da interacção humana, mas, por sua vez, dão formas novas às dinâmicas da comunicação que cria relações: por isso uma solícita compreensão por este ambiente é o pré-requisito para uma presença significativa dentro do mesmo.

A capacidade de utilizar as novas linguagens requer-se não tanto para estar em sintonia com os tempos, como sobretudo para permitir que a riqueza infinita do Evangelho encontre formas de expressão que sejam capazes de alcançar a mente e o coração de todos. No ambiente digital, a palavra escrita aparece muitas vezes acompanhada por imagens e sons. Uma comunicação eficaz, como as parábolas de Jesus, necessita do envolvimento da imaginação e da sensibilidade afectiva daqueles que queremos convidar para um encontro com o mistério do amor de Deus. Aliás sabemos que a tradição cristã sempre foi rica de sinais e símbolos: penso, por exemplo, na cruz, nos ícones, nas imagens da Virgem Maria, no presépio, nos vitrais e nos quadros das igrejas. Uma parte consistente do património artístico da humanidade foi realizado por artistas e músicos que procuraram exprimir as verdades da fé.

A autenticidade dos fiéis, nas redes sociais, é posta em evidência pela partilha da fonte profunda da sua esperança e da sua alegria: a fé em Deus, rico de misericórdia e amor, revelado em Jesus Cristo. Tal partilha consiste não apenas na expressão de fé explícita, mas também no testemunho, isto é, no modo como se comunicam «escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho, mesmo quando não se fala explicitamente dele» (Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011). Um modo particularmente significativo de dar testemunho é a vontade de se doar a si mesmo aos outros através da disponibilidade para se deixar envolver, pacientemente e com respeito, nas suas questões e nas suas dúvidas, no caminho de busca da verdade e do sentido da existência humana. A aparição nas redes sociais do diálogo acerca da fé e do acreditar confirma a importância e a relevância da religião no debate público e social.

Para aqueles que acolheram de coração aberto o dom da fé, a resposta mais radical às questões do homem sobre o amor, a verdade e o sentido da vida – questões estas que não estão de modo algum ausentes das redes sociais – encontra-se na pessoa de Jesus Cristo. É natural que a pessoa que possui a fé deseje, com respeito e tacto, partilhá-la com aqueles que encontra no ambiente digital. Entretanto, se a nossa partilha do Evangelho é capaz de dar bons frutos, fá-lo em última análise pela força que a própria Palavra de Deus tem de tocar os corações, e não tanto por qualquer esforço nosso. A confiança no poder da acção de Deus deve ser sempre superior a toda e qualquer segurança que possamos colocar na utilização dos recursos humanos. Mesmo no ambiente digital, onde é fácil que se ergam vozes de tons demasiado acesos e conflituosos e onde, por vezes, há o risco de que o sensacionalismo prevaleça, somos chamados a um cuidadoso discernimento. A propósito, recordemo-nos de que Elias reconheceu a voz de Deus não no vento impetuoso e forte, nem no tremor de terra ou no fogo, mas no «murmúrio de uma brisa suave» (1 Rs 19, 11-12). Devemos confiar no facto de que os anseios fundamentais que a pessoa humana tem de amar e ser amada, de encontrar um significado e verdade que o próprio Deus colocou no coração do ser humano, permanecem também nos homens e mulheres do nosso tempo abertos, sempre e em todo o caso, para aquilo que o Beato Cardeal Newman chamava a «luz gentil» da fé.

As redes sociais, para além de instrumento de evangelização, podem ser um factor de desenvolvimento humano. Por exemplo, em alguns contextos geográficos e culturais onde os cristãos se sentem isolados, as redes sociais podem reforçar o sentido da sua unidade efectiva com a comunidade universal dos fiéis. As redes facilitam a partilha dos recursos espirituais e litúrgicos, tornando as pessoas capazes de rezar com um revigorado sentido de proximidade àqueles que professam a sua fé. O envolvimento autêntico e interactivo com as questões e as dúvidas daqueles que estão longe da fé, deve-nos fazer sentir a necessidade de alimentar, através da oração e da reflexão, a nossa fé na presença de Deus e também a nossa caridade operante: «Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine» (1 Cor 13, 1).

No ambiente digital, existem redes sociais que oferecem ao homem actual oportunidades de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus. Mas estas redes podem também abrir as portas a outras dimensões da fé. Na realidade, muitas pessoas estão a descobrir – graças precisamente a um contacto inicial feito on line – a importância do encontro directo, de experiências de comunidade ou mesmo de peregrinação, que são elementos sempre importantes no caminho da fé. Procurando tornar o Evangelho presente no ambiente digital, podemos convidar as pessoas a viverem encontros de oração ou celebrações litúrgicas em lugares concretos como igrejas ou capelas. Não deveria haver falta de coerência ou unidade entre a expressão da nossa fé e o nosso testemunho do Evangelho na realidade onde somos chamados a viver, seja ela física ou digital. Sempre e de qualquer modo que nos encontremos com os outros, somos chamados a dar a conhecer o amor de Deus até aos confins da terra.

Enquanto de coração vos abençoo a todos, peço ao Espírito de Deus que sempre vos acompanhe e ilumine para poderdes ser verdadeiramente arautos e testemunhas do Evangelho. «Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura» (Mc 16, 15).

Vaticano, 24 de Janeiro – Festa de São Francisco de Sales – do ano 2013.

Dia Mundial sem Tabaco

O Dia Mundial sem Tabaco foi instituído em 1987 pela Organização das Nações Unidas e se comemora no dia 31 de maio. Segundo a ONU, pelo menos 6 milhões de pessoas morrem todo ano, em decorrência do consumo contínuo do cigarro. A ideia da data é conscientizar sobre os perigos do uso do tabaco e as estratégias das companhias para seduzir os jovens a iniciar no tabagismo. Este ano, o tema da campanha é “A Interferência da Indústria do Tabaco”. As projeções dos órgãos internacionais dão conta de que, em 2030, serão oito milhões de mortes anuais em decorrência do tabagismo.

No Brasil, cerca de 18% da população fuma, segundo dados do Ministério da Saúde. Um estudo financiado pela Aliança de Controle ao Tabagismo (ACT) mostrou que, em 2011, gastou-se R$ 21 bilhões com o tratamento de doenças relacionadas ao fumo. Este valor equivale a 30% do orçamento do Ministério da Saúde e é 3,5 vezes maior do que foi arrecado pela Receita com produtos derivados ao tabaco no mesmo período.

O estudo demonstrou também que o tabagismo é responsável por 13% das mortes no país, num total de 130 mil óbitos anuais. Foram analisados dados provenientes de 15 doenças relacionadas. As quatro mais importantes são: doenças cardíacas, a doença pulmonar obstrutiva crônica, o câncer de pulmão e o acidente vascular cerebral.

Para o cardiologista do Vita Check-Up Center, Antonio Carlos Till, a conscientização dos males do tabagismo e a iniciativa do fumante são fundamentais para a eliminação do vício.

“Esses números mostram que é importante que o fumante se conscientize e procure ajuda. Há muitas formas de se livrar da dependência do tabagismo. Cessação abrupta, gradual, enfim, vários planos podem ser seguidos. Cabe ao fumante, que está realmente disposto a parar de fumar, encontrar a sua maneira, sabendo que ele dispõe de muitos recursos para ajudá-lo”, informou Till.

Texto Jornal do Brasil

Dia Mundial das Comunicações Sociais

Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena
Bispo de Guarabira (PB)

Neste domingo, 20 de maio de 2012, Solenidade da Ascensão do Senhor, celebramos o 46º Dia Mundial das Comunicações Sociais. Nesta mesma semana celebramos a preparação para a Festa de Pentecostes, o mistério da vinda do Espírito Santo com uma Vigília nas comunidades eclesiais, a unidade entre a Vigília da Páscoa e a Vigília de Pentecostes. A festa de Pentecostes é, assim, a culminância da festa pascal, que vivifica a Igreja. E nesta semana também celebramos a Semana de Oração pela unidade dos cristãos, suplicando pela unidade visível das Igrejas cristãs e pela efetiva comunhão entre as religiões e crenças.

Sem dúvida, tudo isso está ligado com a comunicação entre nós. O Concílio Vaticano II criou este Dia Mundial das Comunicações como um convite para refletirmos e agirmos com compromisso cristão e ético nas redes de Comunicação Social. Temos oportunidade, a cada ano, de aprofundar um tema, fazer uma reflexão sobre a cultura da comunicação social, colher sugestões e orientações para as ações pastorais da Igreja. O tema que o Papa Bento XVI escolheu para este ano: “Silêncio e Palavra: caminho de evangelização“,objetiva uma reflexão profunda sobre o valor do silêncio diante da abundância de estímulos nas redes de comunicação. Vivemos num mundo de muito barulho, ruídos, talvez com demasiados emissores e com poucos receptores. Há pouca interação de mensagens. Ficamos fechados em nós mesmos, reduzidos à nossa percepção da realidade, restritos às nossas visões. Precisamos pensar nos outros. Daí a importância do silêncio na comunicação. O silêncio fala, exprime proximidade e atenção aos outros. OPapa mostra que o silêncio é um modo forte de expressar o respeito e o amor com os outros. No silêncio é possível escutar os outros, reforçar relacionamento, compreender quem é o outro e encontrar a si mesmo. Não tenha dúvida que é preciso fazer silêncio para ouvir Deus, de comunicar-se com Deus. Vejamos que Jesus antes de ser elevado ao céu, Ele enviou seus apóstolos em missão e lhes ordenou que anunciassem o Evangelho a toda criatura (cf. Mc 16,15).

Também disse: “Vós sereis minhas testemunhas” (cf. Lc 24,48), isso trata de comunicar-se. As formas de comunicação são diversas. Contudo, para uma comunicação mais enriquecedora, precisamos ser capazes de fazer silêncio. Assim o Papa Bento XVI recorda bem que os profissionais de comunicação, ao utilizar a ferramenta “silêncio”, favorecerá uma reflexão, a fim de que os temas abordados nas notícias apresentem palavras mais indicadas para uma comunicação ética e verdadeira. Que as comunicações sociais sejam os espaços autênticos de propagação da boa notícia.

Mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações é enviada para dioceses de todo o país

No próximo dia 20 de maio de 2012, solenidade da Ascensão do Senhor, será celebrado o 46º Dia Mundial das Comunicações Sociais. O tema proposto para este ano pelo papa Bento XVI em sua mensagem para esta data é “Silêncio e Palavra: caminho de evangelização”.

Para ajudar no aprofundamento da temática, a Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB enviou para todas as Arquidioceses e Dioceses do Brasil um livreto contendo a mensagem do papa; uma reflexão do presidente da Comissão, dom Dimas Lara Barbosa; e sugestões de como celebrar a data.

“Desejamos que esta data seja comemorada com todo o Povo de Deus, para que a Igreja no Brasil se comprometa cada vez mais a comunicar Cristo a todos com a cultura da comunicação gerada pelas novas tecnologias”, afirmou a assessora da Comissão para a Comunicação, Ir. Élide Fogolari.

A Comissão também agradece às editoras Paulus e Paulinas, que se revezam na impressão gratuita dos 15 mil exemplares a cada ano, bem como à Maria Luz Fernandes, da Arquidiocese de Vitória, que elaborou as sugestões de celebração que estão no livreto.

Os exemplares já foram enviados via correio e cada diocese faz a distribuição em suas paróquias. Como o número de exemplares é limitado, a CNBB também disponibiliza o material para download.Basta clicar aqui.